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[Música] Bom pessoal, quadro de Olho na Educação. Vamos falar sobre o projeto Milp, que é um projeto bem legal que foi criado aqui por alunos da escola Bento Quirino, na verdade não é um projeto interessante, tem a ver com o gato e o professor Marcelos vai contar pra gente exatamente como funciona isso. Tudo bem? Muito obrigado por nos atender aqui. Bem, esse projeto é um projeto de um bebedor eletrônico inteligente para para felinos, para gato, né? Eh, eh, o gato, ele tem uma uma dificuldade que às vezes, muitas vezes, o gato não bebe água suficiente durante o dia e se ele não beber água durante o dia, ele pode sofrer de uma doença chamada doença do trato urinário. Então, e como é que eu sei se o gato bebeu água ou não? Então, e a ideia do projeto surgiu e de criar um bebedor eletrônico, um bebedor inteligente, para que eu possa monitorar se o gato bebeu água, quanto ele bebeu de água, que horas que ele bebeu água e através de um aplicativo no celular eu consegui controlar isso daí. Então, foi aí que surgiu a base do projeto. Puxa, vida, que interessante. Como que surgiu essa ideia? Assim, a a ideia surgiu de um de uma da a da a Júlia, né, que é uma das alunas do do grupo, né, ela tinha ela ela teve um gato que morreu por conta dessa doença, né? Então, e ela e ela quando ela entrou no curso e converso com os colegas, ela tentou resolver esse problema para que isso não acontecesse mais ou que isso não acontecesse com outras pessoas, né? Então, a ideia surgiu exatamente de uma das de uma das próprias integrantes do grupo, né, que teve já esse problema no passado. Bom, quais são os integrantes do grupo aí pra gente citar o nome de todo mundo? É a Júlia, o Pedro e o Vinícius, né? São alunos do, eles foram alunos, eles já se formaram o ano passado, né? Foram alunos do curso de desenvolvimento do sistema técnica, boa, boa. Por falar neles, tem um vídeo aí com com os alunos, os ex-alunos, né? eh falando sobre esse trabalho bem bacana. Vamos dar uma olhadinha no vídeo e já já a gente volta conversando com o professor. Olha [Música] só, você sabia que gatos tem uma alta probabilidade de desenvolver doenças no trato urinário? Cerca de 9% desses animais desenvolvem doença urinário interprino e até 20% desses gatos podem desolver doença rinal crônica. Existem diversos fatores contribuir pro surgimento dessas doenças e um deles é a falta de ingestão de água. Desde o início, quando nós realizamos o risc, a gente queria que nosso projeto fosse muito mais do que só o projeto de TCC. A gente queria que fosse uma marca. Dessa forma, ao longo desses dois anos, nós não tivemos uma presença muito forte nas redes sociais pelo meio do Instagram e agora pelo LinkedIn. A gente criou essa rede social para poder se comunicar com o pessoal, não só a comunidade escolar, quanto o pessoal do mundo todo. Então, utilizando de piscina de marketing branding, a gente conseguiu consolidar nossa marca e mostrar que além de PR TCC, a gente conseguia se consolidar como um comentador científico no mundo das startups. Contudo, isolamos o nosso projeto que consiste em utilizar um vendedor já da internet no modelo de fonte. Daí nós implementamos todo o sistema eletrônico para agregar no protótipo. Esses sensores que a gente utilizou, utilizamos o Arduin, é geralmente de sensores de temperatura, celular de carga para medir a quantidade de água. também o Red que é para detectar a presença do gato. Para essa conexão, desenvolvemos nosso aplicativo, onde o dono pode monitorar de qualquer lugar que ele esteja o consumo hídrico do seu gato. Assim, conseguimos visualizar a quantidade de água inerida e o horário que o gato bebeu. Além disso, a gente tem dados complementares, como também quantidade de água reservatória, onde avisa pro dono se está acabando ou não, e a de temperatura. Compos dados eh de horário que o gato bebeu água, a gente também tem uma histórica onde mostra todas as vezes que o gato foi ali e bebeu água. E como funciona o protótipo na prática? Basicamente temos uma balança, ela fica embaixo do reservatório bebedouro e ela contabiliza o tempo inteiro quanto de água tem nesse reservatório. Dessa maneira conseguimos saber o quanto de água está armazenada. Também implementamos o sensor para verificar a temperatura da água quando ela está no reservatório. Implementamos uma etiqueta de NFC a uma coleira. Também acoplamos um sensor dessa mesma tecnologia ao bebedouro. Dessa maneira, toda vez que o gato, utilizando a coleira com essa etiqueta, se aproxima do sensor que está acompado ao bebedouro, ele detecta a presença desse perío. Assim que essa presença detectada, é realizado um cálculo para saber quanto de água restou no reservatório e o quanto foi subtraído. Dessa maneira, temos a quantidade precisa de água que foi consumida naquele momento. Nosso objetivo com o projeto é diminuir o índice de doenças do prato urinário em perías. Junto a isso, também queremos que instrutores dos animais tenham controle sobre a quantidade de água que eles ingerem e conheçam os hábitos hídricos desses peçes. Além disso, também visamos informar a comunidade sobre os riscos que as doenças do casinário podem trazer aos pets. Por isso, desenvolvemos um site com todas informações sobre o nosso projeto que podem trazer informação e trazer maior conhecimento dessas pessoas interessadas. sobre essas doenças e como prever-las. Estamos ansiosos para ver você na febras. [Música] [Música] Tchau. Bom, bem legal, né, professora? A galerinha ali tá empolgada, motivada, toda orgulhosa, né? Esse esse foi é um grupo que particularmente eh nós nós professores aqui a gente nós orientamos diversos projetos de de trabalho e conclusão de curso. Esse projeto particularmente foi muito interessante porque o grupo era muito bom, era um grupo muito animado, era um grupo muito coeso. Eles trabalharam de uma maneira, esse esse projeto na verdade começou no ano retrasado, começou em 2023. Eles montaram já em 2023 a ideia do bebedor. E já em 2023 eles participaram da nossa feira de ciência. Bentotecos ficaram em primeiro lugar na categoria que eles escutaram. No ano de 2024, eles aprimoraram o o protótipo, melhoraram o protótipo, melhoraram o aplicativo e e é um projeto que ele não se conteve somente ao protótipo do bebedor. Ele tem todo um trabalho de rede social, todo um trabalho de que eles fizeram de divulgação da importância de você cuidar do animal, da importância de você ter, de você utilizar a tecnologia para cuidar do animal. Então, a ideia do grupo era desde o começo que a que eles conseguissem utilizar a tecnologia para resolver um problema real que tanto a Júlia teve como qualquer pessoa que tiver um filino pode ter, pode vir a ter. Bom, já existe esse bebedouro ou ainda vai ser? Eles montaram, ele foi montado um protótipo, né? Eles eles eles montaram protótipo. Esse protótipo ele possui um sensor que detecta na coleira do gato. Se o gato aproximou desse bebedor e aí a hora que o gato aproxima desse bebedor, ele detecta que o gato aproximou, faz a medição de se houve ou não consumo de água através do peso do do volume de água. E aí ele coleta todas essas informações, temperatura da água, ver se o gato, quanto ele, quanto que tinha de água antes do gato se aproximar, depois que o gato saiu. E tudo isso ele envia para um aplicativo no celular que o dono do gato pode saber de qualquer lugar que ele tiver da internet, ele pode saber se o gato, quanto se o gato bebeu água e quanto que ele bebeu de água, né? Não, super legal. Um bebedouro inteligente, pessoal, para gatos foi desenvolvido para monitorar e incentivar a hidratação dos animais. É bem bacana mesmo, porque o sistema conta com sensores que analisam aí a frequência, a quantidade de água consumida, enviando, como disse o professor, essas informações para um aplicativo. Portanto, é bem legal, realmente tá de parabéns. Muito obrigado pela entrevista. Obrigado vocês. Bom, e tudo começou com a professora de biologia, Vânia. É isso mesmo. Como foi o início, a origem de tudo isso? Eles estavam no primeiro ano quando aconteceu o problema com a a gatinha de uma das alunas. E quando se refere à doença ou qualquer coisa similar, eles vêm perguntando e aí como será que foi? Como que é isso? Você conhece? E essa essa curiosidade levou eles a pesquisarem mais a fundo. Professora, você acha que dá certo? Com certeza dá certo, porque para ter um projeto tem que ter duas coisas, tem que ter a situação, problema e tem que ter a vontade de de desenvolver. E assim foi. Então, no primeiro ano eles ficaram mais na parte da pesquisa. Eh, eu ia orientava, tirava dúvida, mesmo não sendo veterinária, porque certas dúvidas não dava. E aí eles foram crescendo no segundo ano já fazendo o protótipo com o professor Marcelos. E aí ninguém segurou mais. Aí a expectativa até chegar a Bentotec, que foi a primeira vez que eles apresentaram e a Bentotec foi um sucesso para assim, não dá para parar mais. Agora a gente vai continuar. E eu tô vendo aí na sua camiseta Febrace, como foi a experiência deles. Ah, sim. Foi excelente, porque embora eles tenham participado e ganhado o prêmio na Bentotec dois anos seguidas, no último ano, no terceiro ano, eles tiraram nota máxima em todos os quesitos. Isso deu uma energia ainda maior. E na febr era assim, era uma euforia que não tem, é contagiante. É contagiante realmente estar com eles aqueles dias todos, as inseguranças no início, depois a as expectativas. Foi um trabalho muito bom, muito interessante, bastante elogiado, principalmente por médicos veterinários. Vários passaram por lá fazendo avaliação, estimularam o grupo a continuar fazendo e aí foi, não ganhamos prêmio, mas assim, a experiência foi única, uma coisa ímpar na vida deles, com certeza vai marcar bastante. Boa. É um projeto que fica, é um projeto que fica e justamente a ideia deles é fazer isso chegar até a população, porque perder um gato, perder um felino por conta de uma doença renal, cujo motivo é falta de água. É complicado, é triste, né? É triste, mas assim, eles têm potencial e eles vão seguir. Saíram todos da Bentotec, terceiro ano, todos empregados. Olha só que bela informação. Um momento que eles poderiam estar conosco agora, mas infelizmente estão com compromisso do trabalho. Entrevista porque estão trabalhando. Olha que maravilha. Isso. Maravilhoso. Muito gratificante. Muito obrigada, professora Vânia. E parabéns aí pelo trabalho de vocês. Obrigado. Valeu. Bom, pessoal, eu sou André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Ciao [Música]