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[Música] Bom, é o quadro de Olho na Educação, pessoal. E olha só, hoje um assunto super importante, porque nós vamos falar sobre o projeto Inclusa, que é justamente, não é, um projeto aí voltado para crianças com transtorno do espectro autista, o TEA. Estou aqui com a Regina, não é? Que é a orientadora, porque os alunos aqui do do Bento Quirino formaram aí, conseguiram fazer um aplicativo bem interessante para falar justamente sobre isso. Antes de mais nada, Regina, muito obrigado por nos receber aqui no quadro de Olho na Educação. Nós que agradecemos aqui. Bom, vamos lá. Vamos falar sobre esse projeto que teve premiação, inclusive. Pois é. Segundo lugar na Febrace, na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia lá em São Paulo, nesse ano agora de 2025. Melhor colocação da escola em cometos desde 10 anos que a gente participa da Febras, é a melhor colocação. Bom, projeto então, como você disse, conquistou o segundo lugar em Ciências Humanas. Olha só que legal, hein, pessoal, da Febras. consequentemente aí o prêmio Museu Paulista da USP. Realmente um feito histórico, como você disse, a melhor colocação até agora da escola. Da escola. Sim. Bom, bora falar sobre o aplicativo. Já já eu vou chamar um vídeo inclusive, né, professora? Sim. Com os alunos que fizeram parte. Foram quantos? três alunos do eh todos do curso de eletrotécnica já se formaram agora no ano passado. Mas esse projeto eles começaram quando eles estavam no segundo ano, 2023. Fizeram esse projeto do início com começaram os estudos, participaram da nossa feira que chama Bentotec em 2023, conseguiram o quarto lugar nessa feira e aprimoraram esse projeto e fizeram ele como trabalho de conclusão de curso em 2024. E aí na feira da Bentotec eles conseguiram o segundo lugar na categoria. Isso daí que possibilitou eles irem paraa Febras, que nós somos feira afiliada com a Febras, né? E aí, bom, é uma plataforma, então o quê? O o aplicativo é uma plataforma. Sim. Eh, isso daí tem acesso pros pais, professores e os alunos que tem a tem a possibilidade de interagir e fazer algumas intervenções para criança. Bom, tô dando uma olhadinha aqui. A plataforma oferece atividades interativas e personalizadas, sim. Permitindo aí que os responsáveis e educadores, equipe também possam acompanhar aí a evolução das crianças de forma intuitiva, né? Isso eles mudaram um pouco a faixa etária desde quando eles começaram esse projeto no segundo ano. Era porque nós, a nossa escola que é ensino médios e técnico, tava começando a receber alunos com TEA, transtorno de espectro autista. E aí falou: "Ó, vamos estudar um pouco mais sobre isso daí". Só que no no aplicativo agora do do Inclusa, eles abaixaram a faixa etária, então agora é para crianças na idade pré-escolar. E aí a interação ela é um pouco B. Inclusive aqui atrás, não é? Tem tem o banner, né? Isso que nós tem aqui a metodologia. Qual que é a metodologia, Regina? Ah, de engenharia, onde tinha o problema. E aí eles buscaram uma solução para a poder responder a as questões, né? Então eles começaram com pesquisa, depois desenvolvimento do aplicativo. Como foco principal ali no objetivo é justamente desenvolver, não é? Eh, problemas diários que as crianças têm de aprendizagem, né? ou apoiar crianças com teia, né, ou abordar os desafios que tem no no dia a dia, né, como você disse aí, relacionados à comunicação, comunicação. É algo de fato muito interessante, tanto que recebeu aí a premiação, né? Como que surgiu essa ideia? você que foi a orientadora, aí foram eles que torceram, na verdade e falaram assim, ah, que também tavam por nós termos recebido justamente naquele ano, quando eles estavam no segundo ano, dois alunos com espectro autista aqui na escola regular, não? E é impressionante como cresce, né, o número aqui agora hoje estamos com um número maior, que aí eu acho que mais é um número hoje que já chama atenção, né? Tanto é que também no censo de 2020, esse último agora, 23 que foi feito, uma das perguntas era se essa pessoa no completo se tinha, é, você citou aí o censo de 2023, né, registrou um aumento de 35,9% de estudantes com té matriculados, é, nas escolas aí do Então, isso tudo fez com que eles também buscassem eh pesquisar mais sobre o assunto e a coorientadora, que infelizmente não pode estar presente, o filho dela tem não autismo, mas eh hiperfoco, né? E aí também ela ajudou bastante nessa parte aí. Boa. Então vamos dar uma olhadinha aqui, Regina, nesse vídeo que eu citei pro pessoal, porque os alunos vão falar, né? Olha só, bem legal o vídeo, pessoal. Dá uma olhada. Olá, meu nome é Gabriela. Meu nome é Júlia. Eu sou Samuel. Nós somos de Campinas, São Paulo, da escola Etec Bento Quirino. E o nosso projeto é o Inclusa, Conexão e acessibilidade para pessoas com TA. A ideia surgiu após observarmos a falta de acessibilidade dentro do ambiente escolar para os deficientes, principalmente para os autistas, uma vez que essas escolas não fornecem o devido suporte para essas crianças, agravando ainda mais o desenvolvimento delas. Tendo em vista que essas crianças já sofrem com dificuldade na linguagem, comunicação, socialização e na aprendizagem. Com isso, nós desenvolvemos o aplicativo Inclusa, que tem como objetivo auxiliar tanto na área social como na área educacional, já que o mesmo conta com jogos interativos e atividades de alfabetização simples e didática para essas crianças. A nossa pesquisa foi planejada por meio de uma abordagem ampla, incluindo pesquisas de campo, artigos nacionais e internacionais, além de entrevistas com especialistas da área e pessoas dentro do espectro. Contamos também com dados do IBGE e do Centro Escolar para assim obter o maior panorama e fundamentar a nossa proposta de intervenção. O problema que nós buscamos solucionar é a falta de acessibilidade para crianças com transtorno do espectro autista no ambiente social, uma vez que essas crianças são vistas sob uma ótica totalmente preconceituosa, capacitada. Pensando nisso, nós desenvolvemos o aplicativo Inclusa, que de uma maneira bem adaptada traz um ambiente inclusivo e acolhedor para essas crianças, mas não só para elas, como também para os seus pais, que terão acesso e poderão se comunicar com a equipe multidisciplinar, fazendo assim uma melhor qualidade de vida para todos. Os dados foram analisados de acordo com a usabilidade do aplicativo e como ele se adapta ao usuário, visto que ele é uma rede enorme de conexões e ensinos. Esses dados foram muito importantes para que nós corrigimos os nossos erros e para que a gente veja um futuro melhor dentro do aplicativo. Os próximos passos incluem a expansão do aplicativo, o aprimoramento das suas funcionalidades com base no feedback dos seus usuários e testes mais amplos para validar a sua eficácia. Lembrando que o objetivo é continuar garantindo inclusão e acessibilidade no ambiente escolar. Concluímos que a falta de acessibilidade é mais do que um desafio enfrentado por essas crianças, mas sim um obstáculo real no desenvolvimento delas. O projeto mostra que quando oferecemos as ferramentas adequadas como o aplicativo inclusa, possibilitamos mais do que uma educação melhor para essas crianças. Oferecemos assim um ambiente acolhedor, onde elas podem se expressar e interagir melhor. Além disso, vimos que a tecnologia, quando utilizada com propósito, tem o poder de transformar a educação. Mais do que ensinar, queremos garantir que essas crianças cresçam com autonomia e se sintam parte do mundo. O Inclusa é um passo nessa direção, promovendo um futuro mais igualitário para todos. Bom, é bem interessante mesmo, né, Regina? A gente viu aí bem legal e e os estudantes super motivados, orgulhosos, né? Ah, sim. Esse aí é produto deles mesmo, eles que desenvolveram, eles que fizeram toda a parte de criação e desenvolvimento, né? Não. E legal aqui que o aplicativo oferece adaptações de conteúdo em português, matemática, inglês, né? Sim. É o original, né? Agora esse agora eles pretendem expandir mais ainda. Mais ainda. Boa. Não, isso é fundamental, né? Como que os alunos, os estudantes, eh, como um todo reagiram a isso aqui na na escola? como que eles lidaram aí com essa situação de de porque todo mundo tem, evidentemente, os colegas ao colegas. Isso aí a Então o como esse esse aplicativo ele ele baixou um pouco a faixa etária, não coube muito a gente fazer testes aqui na escola. Então, foram foram foi esse um um inconveniente, né, de não poder testar com os nossos alunos aqui, mas na época em que eles estavam com alunos da faixa etária, eles consultaram os próprios alunos, né? Bom, vamos falar um pouquinho então sobre a premiação, como foi essa premiação. A gente nunca espera, né, ganhar, todo mundo vai com a esperança, mas quando chamaram a gente lá, foi uma emoção muito grande você ser chamado lá para receber a premiação. E o mestre de cerimônia é o Iberê do Manual do Mundo. Sou super fã. E aí é é é muito muito bacana. Tanto é que era um escândalo lá no nós estávamos na parte superior e aí no do auditório e a gente tinha que descer, né, para receber premiação. E aí a gente foi com com o elevador e era uma gritaria do dos alunos quando a gente entrou no elevador para ir descer para receber o prêmio. Então assim, foi uma os alunos ficaram muito muito felizes mesmo. É é muito bem. O pessoal que tá assistindo ao quadro de Olho na Educação e não conhece exatamente o prêmio, fale um pouquinho sobre esse prêmio. Ah, então e são sete categorias que a Febras, né, ela premia e aí uma das E aí eles dão prêmios. Ah, sim, com certeza. Aqui a medalha. Esse aqui era o nosso credencial. Esse aqui são os anais que tem todos os projetos, os resumos. E aí, eh, quarto lugar, terceiro lugar, segundo e primeiro. Aí foi o quarto lugar. Ah, legal, né? Terceiro, hum, tá bom, né? Segundo, a gente já tava assim meio desesperançoso, mas de repente chamaram a gente. Ô, pera aí, pera aí. Deve ter sido uma emoção impressionante. Tipo ócar assim, né? Ah, algo assim, algo gênero. A Febras, ela premia em duas. Ah, com certeza. Isso aqui tá no quadro. Eh, são duas partes de premiação. Você tem eh 2 horas e depois um intervalo mais 2 horas. Essas duas primeiras horas são com prêmios, vamos dizer assim, eh extras, né, que não é que não são os da feira. Então esse prêmio, Museu Paulista, que nós ganhamos também foi porque eles fazem uma avaliação e tem o o Museu Paulista, tem o Manual do Mundo, 3M, alguns prêmios internacionais também de conseguir bolsa para ou visita em em empresas. Então tudo isso daí acontece na primeira parte. Aí na segunda parte são as premiações das categorias, né? E aí deu certo deles serem premiados. Foi muito interessante isso, né, Regina? Eu acho que empolga os demais alunos aí pro pro próximos anos, né? É, a gente assim, olha só, é possível, galera. Vamos focar, vamos para cima, porque de repente a gente pode ganhar pr inclusive o professor Marcelos, ele faz porque é é transmitido ao vivo no canal da Febras e aí o professor Marcelo estava dando aula e ele abriu a TV com a com a gente com a premiação e aí foi aí ele mandava direto para mim lá, eu recebendo lá, ó, parabéns aí, já mandava foto lá da gente recebendo a premiação porque como a gente tava no palco, né, não tinha nem como ver. Bom, então é isso aí, o projeto Inclusa, né? A Gabriela dos Santos Monteiro, a Júlia Caroline Lima, também o Samuel de Paiva Santana conquistaram aí, não é? Esse prêmio. Parabéns pra galera aqui do Bento Quirino. Parabéns para vocês também, professores, que tem aí um papel na sociedade fundamental e é legal quando consegue plantar o que colhe, né? Eu acho que isso não tem preço, né, Regina? Quais as suas considerações finais aqui, por favor? Regina, olha, como professora de trabalho de conclusão de curso, eh, os alunos é que trazem os problemas pra gente e a gente vai só moldando e e cercando, né, para para eles trabalharem bem, né? Então, já trabalho com TCC há 10 anos, então sempre a gente tá aprendendo com eles também. E aí vem, né, as premiações, elas são decorrência aí do do trabalho árduo que os alunos têm. Então os alunos têm que se dedicar, eles assim, nada cai do céu, não cai no colo, tem que ter bastante esforço de todo mundo. Valeu, muito obrigado por nos atender. Obrigada aí pela boa e sucesso. Parabéns. Ah, obrigada. Bom, pessoal, eu sou André Aranha e você, claro que já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Ciao [Música]