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[música] Bom, é o quadro de olho na educação, pessoal. E olha só, hoje um assunto super importante, porque nós vamos falar sobre especialização em inteligência artificial. Conosco aqui o Valdomiro Plácido, que é professor coordenador do curso aqui da PUC Campinas de Ciência de Dados também, inteligência artificial. Como vai? Tudo bem? Muito obrigado por nos receber aqui, professor. É um prazer tê-los aqui nos nossos laboratórios, na nossa universidade, para falar sobre inteligência artificial, esse assunto [música] que tá demandando tanta conversa, tanta discussão. Espero que seja uma boa conversa. Bom, com certeza será. E esse é certamente o assunto da moda, né, professor? É, não só da moda, já tá consolidado, [risadas] porque olha onde você vai, o pessoal fala de inteligência artificial, né? Sim. o assunto. Estamos no hype da inteligência artificial, [música] mas já podemos já podemos notar que está estabelecido. Não é mais apenas hype, apenas moda, é uma tendência consolidada a está sendo incorporada nas empresas, nos [música] negócios, nas atividades das pessoas. Bom, vamos lá. Por que esse crescimento? O crescimento nós temos, né, a tecnologia tem seus ciclos de crescimento e os pesquisadores sempre estão procurando novas tecnologias. para inovar, oferecer soluções [música] para a sociedade, para o mercado, né? Então, a inteligência artificial, para resumir rapidamente, [música] por que esse crescimento, nós temos no momento, a inteligência artificial funciona com dados e poder computacional. Não adianta ter só poder computacional e não ter dados e vice-versa. [música] E nós estamos de 2012, 2010 para cá, nós juntamos as duas coisas. A ciência conseguiu, as bigtexs t muitos dados e também conseguiram juntar as GPUs aí, as placas de alto poder de processamento para combinar as duas coisas e produzir conhecimento, produzir inteligência artificial. Então é por isso que estamos vivendo esse momento, [música] porque essas duas situações se encontraram. Como vai ser no futuro? Ah, se eu soubesse essa resposta, provavelmente eu não estaria aqui. [risadas] Eh, como que vai ser o futuro? a o que a gente ouve das tendências, muitas pessoas falam muitas coisas sobre o que vai ser no futuro. Então, a gente tem que olhar em quem tem mais lugar de fala para falar sobre o [música] que vai ser no futuro. Se nós olharmos, por exemplo, para o Fórum Econômico Mundial, nós temos ali alguns indicadores de que essa tendência vai aumentar no futuro. É, há um estudo filter of jobs do Forum Econômico [música] Mundial, o futuro do emprego, futuro do trabalho, que aponta que nos próximos 5 anos esta área ali está no topo de crescimento, de velocidade de crescimento. Então, entre as três profissões ali que mais vão crescer nos próximos 5 anos até 2025 a 2030, agora, né? É agora relatório publicado em janeiro do ano passado. Ou seja, quem não se adaptar, um abraço, vai ficar para trás, não tem conversa, né, professor? é obrigatório se adaptar nesse momento para melhorar suas competências, para poder enfrentar essa redefinição de skills, de competências para poder sobreviver no mercado de trabalho. Inclusive as pessoas, quando a gente fala dessa da inteligência artificial, falamos aqui de se adaptar e tal, as pessoas já pensam quais profissões que não vão existir mais. Talvez você t essa pergunta para mim, eu não sei a resposta, mas tem algumas que estão indicadas em relatórios consistentes. Eu ia perguntar isso. E então já adiant porque essa é uma pergunta que todo mundo tem essa curiosidade, né? Exatamente. Então temos profissõ, não não dá para saber ainda, dá, não tem profissões. Esse relatório do Fórum Econômico Mundial publicado em janeiro do ano passado, no horizonte [música] dos próximos 5 anos, ele aponta as profissões que mais vão crescer, vão se consolidar em termos de velocidade de crescimento e outras profissões em volume de empregos [música] criados. Então tem aquelas que vão perder empregos, né, em volume, em taxa também, em velocidade e tem as profissões que vão aumentar. Então, IA é machine learning é mexer com dados, big data. É, na ordem é big data, engenheiro de fintech e especialista em machine learning. Essas três são as que mais vão crescer nesse horizonte de 5 anos e as que mais vão cair, as que vão perder espaço. Como vai ser jornalismo, que é a minha profissão? Olha, todas as profissões precisam ser todos os profissionais precisam se requalificar para se garantir nas profissões, né? Então, incorporar IA no uso da sua profissão, porque a IA ela vem para complementar nossas competências e não para substituir. Exatamente. Você como faz boas perguntas, [risadas] é um bom jornalista, com certeza você tem emprego garantido, mas você precisa, e todos os profissionais da área precisam pensar em incorporar recursos, ferramentas de a no exercício da sua profissão. Com certeza precisa para sobreviver. Aqueles que não incorporarem as novas tecnologias, esses sim correm risco. Mas tem profissões que pela natureza elas não têm como incorporar, elas serão substituídas. Eh, está na lista, por exemplo, eh, as pessoas profissionais que trabalham no serviço postal. Aqui no Brasil, os correios, nós estamos vendo a crise dos Correios, é a profissão com maior risco de extinção, segundo o Fórum Econômico Mundial, esse relatório que eu mencionei. Então, é uma profissão que está correndo muito risco, porque é possível facilmente substituir com outros recursos. Pessoas que trabalham emissão e recebimento de tickets, essas profissões, você vai automatizar todas elas. Então, esses trabalhos muito manuais, caixas [música] de banco também vão perder eh espaço no mercado de trabalho. Mas aproveitando a a sua pergunta, André, eh eu não quero causar terror porque eu não seria justo, porque quando nós olhamos para essa evolução, as [música] profissões que vão ser extintas, as pessoas pensam: "Então, a IA vai destruir [música] os empregos". Não vai ser assim, pelo contrário, né? Não, alguns serão destruídos, outros serão criados. De acordo com o relatório que eu mencionei, para cada quatro empregos extintos por causa das novas tecnologias, [música] outros nove serão criados devido às mesmas novas tecnologias. Então você cria é opa, vamos lá. Para cada um, para cada quatro, esse tipo, nove, senão dá, dá quase um para dois, então vai melhorar. É, é um pouquinho mais de um para dois. Aí depende da, da área, né? Mas dá em torno de um para dois. Então você não é desesperador, só [música] que é preocupante, porque isso quer dizer que eu vou extinguir profissões mais manuais e criar, né, novas ocupações que exigem maior qualificação. Nesse quadro estamos falando de educação, isso do que que as pessoas precisam para enfrentar esse novo cenário. Perfeito, professor. De educação. As pessoas precisam se requalificar, se atualizar. As pessoas precisam trazer essas ferramentas para o seu trabalho, se elas não quiserem fazer parte do grupo das pessoas que irão perder o emprego. Bom, olha só, o meu filho tem 5 anos e meio. Já é hora? Não, não é hora de de começar a a ouvir falar, de ver alguma coisinha ou outra. vai ser uma geração, a escola vai cuidar disso, as escolas estão se adaptando, estão incorporando essas novas tecnologias e a gente tem que contar com as escolas. Então, é uma questão de política pública nesta fase da vida, que as escolas garantam o acesso, a capacidade de compreender e utilizar as novas tecnologias. Então, as escolas de educação infantil, básica, médicor, tem que cuidar disso até pela sobrevivência delas. Boa. Olha só. Bom, vamos lá. E a PUC, como tá? Cursos, que que você pode falar sobre isso? Ah, a PUC já está atenta a isso há muito tempo. Para você ter uma ideia, André, em [música] 2023, toda a sociedade tomou conhecimento do [música] poder da inteligência artificial. Foi na virada de 22 para 23, dezembro de 22, que foi lançado o chat GPT. E a inteligência artificial chegou para toda a sociedade e todo mundo começou a se perguntar: "O que que é isso? [música] Nossa, faz isso mesmo. Precisamos incorporar na na no nosso dia a dia. É uma ferramenta muito interessante, todo mundo viu que funcionava. A PUC já tinha percebido isso em 2020 e já tinha criado um curso de graduação em ciência de dados e inteligência artificial. Curso de graduação foi criado em 2020, começou a funcionar em 2021. Estamos formando, acabamos de formar nessa quarta-feira, a segunda turma do curso. Opa, que beleza, hein, professor. Recebemos muitos alunos a procura, duas turmas grandes no primeiro ano, uma alta procura pela área de dados e temos também, André, pós-graduação na área de dados e dois cursos de especialização que convido as pessoas a conhecer no nosso site. pode entrar lá, conhecer nossos cursos na área de [música] especialização em dados e a profissionais que não são da área, mas que precisam incorporar esse recurso na sua vida para não fazer parte daquele grupo que vai que pode, né, ou que corre um risco maior de perder o emprego. Como tá a procura? A procura tá muito boa, a cada ano porque as pessoas não sabiam dessa necessidade, né? Há há 5 anos atrás, há tr anos atrás. Não, hoje é diferente. Já já mudou o panorama. É, agora a gente tá tendo que correr muito para poder atender a alta demanda. As pessoas querem porque querem curso na área de dados ea na graduação, já sair ali com eh como um graduado, um bacharel em ciência de dados e ou então algumas outras pessoas que já se formaram, que já têm uma graduação, [música] querem fazer uma especialização na área de dados, na área de a IA para negócios e machine learning para tomada de decisão. Nós temos esses cursos aqui e acredito todas as outras instituições [música] do país estão correndo atrás para oferecer esses cursos, porque as pessoas vão precisar dessas [música] novas competências e habilidades. Bom, muita gente imagina que é um bicho de, né, sete cabeças. Não, não é, né, professor? [música] Não é, não é um bicho de sete cabeças também. Não é algo muito simples, não é algo fácil de domínio, né, de imediato acessível para todo mundo, mas eh cada profissional precisa da IA de forma diferente. Vou contextualizar aqui para quem está nos acompanhando, está nos assistindo aqui, o qual é a diferença? Um profissional que quer ser especialista em inteligência [música] artificial, em ciência de dados, aprendizado de máquinas, machine learning, aí eu recomendo uma graduação, que é aprender a desenvolver um [música] algoritmo do começo, porque a inteligência artificial precisa de programação, então tem que saber programar, precisa de matemática e estatística para poder implementar os modelos, porque todos os modelos da inteligência [música] artificial, sem exceção, são baseados em programação, matemática, modelos matemáticos, modelos estatísticos [música] probabilísticos. Então você precisa dominar isso. E a matemática, sabemos, não é uma das áreas em que nosso país está mais desenvolvido. Se nós olharmos os indicadores de aprendizagem, é, a gente tá devendo muito na área, no domínio da matemática. [música] Então a gente recebe os alunos aqui e prepara esses alunos, da fundamentação matemática para que eles possam acompanhar. Então é um desafio, mas é também uma oportunidade para quem gosta dessa área. Para quem já é formado em uma outra [música] profissão, não necessariamente na área de TI, e quer dominar, é possível. Não precisa ser um matemático, um especialista em programação. Então você vai e os nossos cursos de pós, por exemplo, a pessoa vai aprender do zero. Ela vai começar como usar ali a linguagem de programação necessária, Python para inteligência artificial. Ela vai aprender do básico. Ele é de uma outra área da biologia, das ciências humanas, mas ele precisa de modelos de A para resolver problemas reais. Então a gente começa do zero, prepara e deixa a pessoa qualificada para entrar nesse mundo. Valeu, professor. Obrigado pela entrevista. Obrigado. Foi uma honra, um prazer conversar com vocês. Estamos à disposição. [música] Agradeço aí a nossa audiência por acompanhar a nossa entrevista. Bom, pessoal, eu sou André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação.