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[Música] bom isso aí pessoal quadro de olho na educação e hoje olha um assunto muito importante porque nós vamos conversar sobre história e cultura Negra também vamos abordar a lei federal número 10.639 conosco aqui para bater um papo sobre esse assunto super importante a Valéria Olímpio que é articuladora do programa memória e identidade promoção da igualdade na diversidade falei certo Valéria tudo bem certinho certinho ca enorme tudo bem Obrigada pelo diálogo viu pela oportunidade Valeu bom esse é certamente um assunto muito importante vamos primeiramente falar sobre essa lei pro pessoal que tá em casa falar Puxa vida mas o que é exatamente essa lei 10.639 Valéria a lei 10639 de 2003 era uma política pública que ela é fruto do movimento das ações do movimento negro no Brasil né Ela é instituída de âmbito Federal como você já disse que obriga o estudo da cultura AF brasileira da história no ensino fundamental e como ela Altera a LDB que é nossa lei de diretrizes e base ela também é obrigatória no ensino da educação infantil também bom E como que ela é aplicada aí no dia a dia a gente vai falar e principalmente sobre Campinas né E vamos abordar aqui a nossa cidade como que ela é aplicada aqui no município lei é essa lei ela tá completando né tem 21 anos né então ela é uma lei que ela ela tem sido observada muito há muitos anos já mas esse ano de 2024 o departamento pedagógico né através da smn institui como eix orador do trabalho pedagógico a educação antirracista então a lei 1039 é a que dá base pra nossa educação antirracista no município né da educação para as relações das da Igualdade rtico racial e é um trabalho que eu sempre digo né um trabalho perene contínuo não é um trabalho pontual que a gente faz só em novembro né aqui no município de Campinas a gente tem tentado fazer aqu que os educadores entendam e esse movimento tá acontecendo de que educação a gente trabalha todos os os dias com as crianças né porque as crianças estão lá todos os dias e o racismo está todos os dias da sociedade né Tá trabalho trabalhando dessa forma como as crianças estão lidando com toda essa situação porque também não é é algo até novo né Valé assim mas eu acho que as as crianças é a parte mais tranquila né desse trabalho porque por exemplo educação infantil A gente trabalha muito a questão deles perceberem sim que nós somos diferentes mas tá tudo bem que eu não desrespeito outr só pela diferença Então a professora trabalha e o agente de educação infantil com lápis T de pele né quando ele vai ofertar um lápis Ele oferece o lápis tem todos os tons de pele para aquela criança possa se retratar então é legal então ele vai desenhar um amigo ele pega o lápis coloca na pele para ver se é o mesmo tom e vai desenhar com muito respeito né então pras crianças é É acho que a parte mais tranquila a gente trabalha muito também a questão da Cultura né então a gente leva a questão da capoeira a questão da cultura popular né dos movimentos negros dos do das pessoas que estão aí na na comunidade Negra também que tem um trabalho muito bacana Pois é eu perguntei sobre as crianças porque eh eu entendo Valéria que de repente as crianças não é eh essa próxima geração que vai vir com essa educação antirracista e tudo mais eu acho que pode vir com um pensamento diferente né porque é na na origem né Isso mesmo é É isso mesmo eu falo que quando o professor ele faz esse trabalho eh do dia a dia essa educação Ana cotidiana ele vai percebendo as mudanças das crianças né então umaa fala que a criança tinha né professa vai mediando a situação ela pode não ter mais e porque esse trabalho é feito na escola mas a criança vai para casa então aquilo que ela pega na escola na mediação do professor ela leva pra escola paraa casa também né olha mãe olha pai eu já aprendi tal coisa a professora falou que não pode isso senora falou sobre o respeito e a gente vai através da criança mudando não só a escola mas acho que a gente extrapola os Muros da Escola né Vamos lá então pra galera que tá em casa puxa vida mas o que seria na prática mesmo uma educação antiracista eh detalhe mais pra gente por favor Valéria pro pessoal entender direitinho o que é de fato uma educação antirracista Olha eu sempre digo que a educação antirracista é aquela que ela trabalha na dimensão do respeito pelo dimensão do respeito pelo diferente Eo que acontece tanto com as crianças mas também com os educadores então aqui em Cilas nós temos os tempos pedagógicos né os agentes e professores então tem as formações também nesses tempos pedagógicos né pra gente poder discutir o que é o racismo os conceitos né a gente faz estudo de livros de autores negros de de atores de autores negros Então essa dimensão trabalhar com as crianças mas também formar né mediar a formação dos professores e dos agentes né e e com a comunidade também com as famílias também né então nas reuniões de famílias nas formações continuadas as rpis né que são os momentos de avaliação da escola a escola também tem esse movimento de convidar as famílias para discutir também educação antirracista é movimento novo né porque sempre foi muito Tabu trabalhar isso com as famílias na escola né então acho que esse ano foi um ano que nós conseguimos avançar bastante Demoramos mas estamos avançando bastante com certeza por isso que eu falei que que é algo recente aí é pras crianças bom a gente a gente vê eh uma evolução né Valéria evidentemente que a gente tá muito longe ainda né Eu gostaria de até saber a sua opinião eh eu acho que tem muito a evoluir estamos longe ainda de de atingir aquela situação que é considerada ideal que é o fim total do do racismo mas gostaria que você falasse sobre isso você já se uma evolução com esse tipo de trabalho que tem sido realizado educação antirracista e outras situações também Sim nós estamos evoluindo Eu acho que o o a abertura pro diálogo sobre esse sobre esse eixo já é muito importante né que houve um tempo que nó gente conversávamos sobre isso na escola não chegava né Eu acho que hoje não chegava eu acho que hoje esse movimento no fundamental por exemplo Professor trazer não só uma história única mas ele ele traz quando ele fala sobre o processo de escravização ele TR traz dois lados da história que teve escravização mas movimento de resistência do povo negro então já é um grande caminhar mas também tem é uma evolução já é uma evolução né mas temos sempre que pensar que o racismo el segu venta todos os dias né então que esse caminhar do antirracismo tem que ser constante racismo se reinventa o antirracismo vai atrás também se reinventando é tem até um ditado que eu acho bem legal não basta não ser racista né é necessário ser antirracista Pois é e essa educação antirracista Ela é adotada em escolas públicas e particulares como que funciona nas escolas públicas eu acho que tem sido mais potente né acho que quando tem essa essa referência do depit que vai ser o ano da educação antiracista a gente fez um movimento mais potente né a escola particular eu sino que ainda a gente precisa chegar mais na escola particular para fazer essa discussão né mas a escola pública sim tem esse movimento de discutir que eu acho que já é um bom começo Bom vamos lá eh sobre a Lei 10.639 como que seria eu tô vendo aqui é muito interessante conteúdo não é que se refere o capt do do artigo né que inclui o estudo da história da África e dos africanos isso é isso mesmo eu acho que a lei ela vem com um dos dos objetivos é da gente valorizar a cultura Afra a cultura AF brasileira pelo tempo não foi né os livros de histórias que nós tínhamos Antes era só nessa Perspectiva da pessoa escravizada né levantava era ti batado ia trabalhar né Obrigatoriamente ISO só isso né então acho que esse movimento é de valorizar olha para para Além disso né esse processo curel da escravização nós tivemos movimento de muita resistência a nossa história é muito potente né o quanto que os negros e os os os africanos contribuíram formação histórica do Brasil né né a gente enxergar deixar de ter uma visão eurocêntrica do mundo né o mundo a nossa visão hoje aa é muito eroc centrato gente poder não é tirar o que os europeus trouxeram de contribuição mas também agregar outras culturas Então acho que a lei vem nesse sentido vamos falar sobre todo mundo que compõe esse mundo todo mundo que faz cultura no Brasil acho que eu levei nesse sentido vamos contar pras crianças para adolescentes mais de um lado da história né trazer outras referências para que ela queira ser para que ela sinta que ela pertence a esse mundo de alguma forma vamos lá o projeto raízes identidade e cultura negra da gente trazer essa Realmente isso que eu acabei de falar né de trazer é a questão da da cultura afro né de onde vem Qual que é a potência o pertencimento sempre referenciar então por exemplo eu vou fazer uma brincadeira num na escola vou levar uma brincadeira Amelinha africana pra minha escola que é uma brincadeira africana vai sem que referenciar olha veio de um continente chamado cochete africano e de um país chamado Moçambique Então eu levo o globo PR escola e referencio quando crianç a gente faz esse movimento porque parece que é muito simples a criança consegue perceber ol tem um continente muito rico que tem países que tem diferenças também né porque a gente tem aquela história de que todo mundo que tá no continente africano é todo mundo igual que os indígenas também estão todos iguais mas não a gente tem etnias diferentes temos povos diferentes e culturas diferentes né Eu gostaria que você explicasse Valéria Por favor que eu fiz muitas anotações aqui eh sobre justamente o programa memória e identidade promoção da Igualdade eh na diversidade como eu falei na abertura e tudo mais pra galera que tá em casa não é entender direitinho o que é exatamente esse programa isso o mpid ele é um programa que tem 20 mais de 20 anos também né Ele é instituído em 2004 ele ficou um tempinho parado depois ele revitalizado em 2015 é um programa também que é um eh fruto da luta do movimento negro de Campinas né teve vários autores nesse nesse movimento para ter esse programa que ele pensa a educação para as relações ético-raciais Então hoje o nosso movimento é de fazer levar formação né Med mediar a formação dos professores e agentes que estão na escola dos gestores também então nós vamos pras escolas fazemos formação com as escolas eh pensamos como contratar formadores para conversar com gestores pensam noos materiais que a gente pode comprar pras crianças para trabalhar essa educação a racista não é interessante como que são esses materiais didáticos aí para pras crianças Olha a gente trabalha muito o que tem mais diferente que a gente conseguiu trazer são os livros né porque a criança negra e a criança branca também né quando tá na sala quando a professora vai contar uma história geralmente como que que ela vê nos livros de história os personagens são todos brancos né então quando a gente compra um livro né que pode ter a raça como centralidade ou não mas que tem personagens negros e a professora conta para aquela criança para aquele jovem na escola ele fala olha eu tô ali aquela mulher da da história igual a minha mãe aquele homem é igual meu pai Olha aquele menino se parece comigo então a questão dos é um trabalho de conção Exatamente exatamente e os brinquedos são as bone as necas negras por exemplo que é importante né que a menina quando ela vai brincar de casinha né a criança quando ela brinca ela representa a realidade dela sempre a mãe uma lour e tudo mais não inclusive nos desenhos meu filho assiste muito o desenho né Essa geração de hoje adora né ex eh a gente já percebe que existem realmente vários personagens negros nos desenhos S sim isso é muito importante n aqu eles se V representada né A menina vai brincar de boneca uma menina negra ela pensa olha mas Euza quig não Não de jeito nenhum não tinha né amos ess movimento então de pensar nas materialidades e não é só PR criança negra para todo mundo né porque a gente tem famílias que são formadas pessoas negras né então quando o menino e uma menina vão brincar de casinha por exemplo né clo pelo amor Deus pensando em todo mundo falou ué mas cadê o meu quadrado né Puxa vida mas minha mamãe é assim meu papai é assim eu tô vendo cadê minha boneca Cadê minha boneca e não tem é isso mesmo não você vê e como Demorou isso não demorou bastante Demorou bastante meu Deus do céu porque parece assim uma coisa tão óbvia né que assim hoje que as pessoas começaram a a enxergar isso graças a esse tipo de de trabalho que a gente tá conversando aqui no quadro de olho na educação trabalho é existe uma resistência muito grande sempre existiu ainda existe uma resistência e poder falar sobre isso quando a gente fala sobre racismo quando a gente começa a querer mexer na estrutura do racismo a gente mexe nos privilégios das pessoas né Ah sem d Então as pessoas muitas pessoas estão dispostas a perder esses privilégios né então esse movimento Mas eu acho que a gente tá no caminho bom que é de desconstruir né se eu fiz essa forma até aqui eu posso fazer um movimento sancova com aquele simuladinho que um pássaro cabeça bado para trás voltar e fazer diferente voltar a pensar e fazer diferente né Não exatamente é como eu disse né Valério eu acho que falta muito ainda muito muito muito mas eu acho que a gente já tá no caminho certo né tá evoluindo Sim sim eu acho que esse tipo de trabalho que a gente tá conversando aqui no no quadro de olho na educação esse quadro realmente que é bem legal É bem interessante aborda sempre temas assim e eu acho que esse tipo de trabalho que é realizado essa educação antirracista Eu acho que já é uma evolução sim como a gente já sim com certeza com certeza aqui em Campinas também nós temos o GT antirracista né que ele foi o grupo de trabalho antiracista que foi criado ano passado que fez a parceria com Guil 10 que é o instituto da mulher negra e fomos para lá o ano passado os gestores tiveram uma formação muito bacana que eles falam que eles voltaram bem mexidos e bem desconstruídos né porque ainda no carm de gestores da rede ainda maioria das pessoas são brancas né Então as pessoas que foram para lá são sua maioria branca e voltar M construído que é ótimo né fando você Reflex quando você S incomodado já é muito bom então tem esse GT que também tá pensando pensa várias ações né É então fizemos a rota afro né que é você olhar Campinas com um guia te falando do Quanto nossa cidade foi uma cidade e racista e ainda é né E você só que aí você pode andar no centro e refletir sobre esse processo racista daí como você pode desconstruir isso então é um movimento bem bacana também bom papo foi ótimo tanto que é O Nosso Tempo Passou rapidinho você diz estava um pouco nervosa mas mandou super bem deu uma aula inclusive aqui pro pessoal que tá Tá assistindo a gente assistindo ao quadro Júnior na educação Obrigado parabéns pelo trabalho até a próxima oportunidade até a próxima obrigada bom é isso aí pessoal eu sou o André Aranha e você claro que já sabe né tô sempre Ó de olho na educação tchau [Música]