TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
De Olho na Educação | Habitação social sustentável: destaque na bienal de arquitetura
Em destaque · HD Vídeo · DE OLHO NA EDUCAÇÃO

De Olho na Educação | Habitação social sustentável: destaque na bienal de arquitetura

76 views Publicado 28/11/2025 HD · 17:34

Descrição do vídeo

No De Olho na Educação de hoje, você conhece um dos projetos acadêmicos mais inovadores e socialmente relevantes desenvolvidos na Unicamp nos últimos anos. O Habitar Mandela – habitação social em sintonia com a natureza, criado por estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (Fecfau), foi selecionado entre mais de 130 propostas do mundo inteiro para compor a exposição da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, no Pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera. O projeto, escolhido entre os 30 melhores do Concurso Internacional de Escolas de Arquitetura e Urbanismo, dialoga diretamente com o tema da Bienal — Extremos: arquiteturas para um mundo quente. A iniciativa foi desenvolvida por Ana Flávia Gomes, Bianca Zampronio, Giane Barzagli, Julia Rodrigues, Leonardo Pecht e Pedro Henrique Sendretti, sob orientação da professora Silvia Mikami, dentro da disciplina “Teoria e Projeto IV: Arquitetura de Interesse Social”. A proposta de habitação sustentável foi pensada para um terreno próximo ao residencial Nelson Mandela, em Campinas, e atende aos eixos centrais da Bienal: preservar florestas e reflorestar cidades; conviver com as águas; construir e reformar de forma sustentável; acessar energias renováveis; e promover justiça climática vinculada à habitação social. Antes de chegar à Bienal, o projeto passou por uma seleção interna da própria Fecfau – o que já demonstrava a qualidade técnica e social da iniciativa. A professora Silvia Mikami destaca que essa conquista dá visibilidade à luta da comunidade Nelson Mandela e reforça o papel transformador da arquitetura em tempos de emergência climática. Ela explica que a disciplina tem caráter extensionista e que os estudantes visitaram a comunidade para escutar os moradores, aproximando a universidade das realidades urbanas. O projeto contempla soluções para desafios reais, como a topografia íngreme do terreno e o risco de enxurradas. Para isso, os estudantes incorporaram jardins de chuva, biovaletas e técnicas de fitorremediação, que ajudam no manejo sustentável da água e na filtragem de impurezas. Os prédios foram distribuídos em diferentes níveis de altitude, criando uma ocupação mais integrada ao relevo natural. Os apartamentos foram planejados para serem acessíveis e multifuncionais, contemplando espaços para moradia, comércio e serviços. A escolha de materiais também privilegia o desempenho térmico e a eficiência construtiva, utilizando alvenaria estrutural cerâmica, que reduz desperdícios, acelera processos e melhora o conforto dos moradores. O bairro projetado inclui ainda áreas de lazer, praças públicas, centro comunitário, mirante e uma ponte que liga a região ao bairro vizinho, Eldorado dos Carajás. A professora Mikami ressalta que construções sustentáveis em habitação social representam ganhos não apenas para as famílias atendidas, mas para toda a cidade — e enfatiza que universidades públicas, como a Unicamp, têm papel essencial na formulação de soluções urbanas inovadoras. Os depoimentos dos estudantes mostram o impacto educacional e humano dessa experiência. Eles relatam desafios como a complexidade da topografia, a integração entre escalas arquitetônicas e urbanísticas e a necessidade de propor soluções viáveis diante da crise climática. Também destacam o aprendizado coletivo, o trabalho em equipe e o contato direto com grandes nomes da arquitetura durante a Bienal. Mais do que um projeto acadêmico, o Habitar Mandela é um exemplo concreto de como a educação, a pesquisa e o compromisso social podem transformar territórios e inspirar políticas públicas. Ele mostra que jovens profissionais, quando guiados por ciência, criatividade e responsabilidade social, podem construir caminhos reais para cidades mais sustentáveis, inclusivas e resilientes. Assista ao vídeo completo e inspire-se com essa trajetória acadêmica que já está fazendo história na arquitetura social brasileira. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

Transcrição completa do vídeo

18 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[música] Tá no ar mais um de olho na educação e hoje nós vamos conhecer mais sobre o projeto Habitar Mandela, projeto feito por seis alunos do curso de arquitetura e urbanismo da Unicamp, que foi exposto na 14ª BIASP a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, voltado para o tema extremos arquitetura. para o mundo quente. E quem vai contar mais, né, sobre esse projeto, que inclusive a maquete está aqui atrás de mim, é a Júlia Rodrigues de Souza, uma das alunas que produziu o projeto Habitar Mandela. Ô, Júlia, pra gente começar, né, a importância de ter um trabalho, um projeto exposto na 14ª BIASPE, né, essa tão importante Bienal voltada pra arquitetura? Bom, eh, o nosso projeto, estar junto de outros projetos muito importantes, de escolas muito renomadas internacionais no mundo, né, faz com que a Unicamp também fique nesse polo muito importante de arquitetura, né? Então, a gente conseguir desenvolver um projeto que se passa em Campinas e colocar ele junto de outros projetos tão importantes pelo mundo é de fato um um uma grande coisa, né? uma grande um grande prestígio pra gente. E como que surgiu, né? Como que foi feito desde o início a questão do projeto? Por que esse nome, né, todo esse contexto. Bom, o projeto chama Habitar Mandela, moradia social em sintonia com a natureza, por dois pontos, né? Habitar Mandela porque a gente tá falando de uma habitação social e Mandela porque a gente tá se referindo à comunidade Nelson Mandela, que é uma comunidade aqui da região de Campinas, né, na região sul de Campinas. eh é uma área de vulnerabilidade social, uma uma comunidade que tem uma luta por moradia digna muito importante, né? E e então por isso eh habitar Mandela e moradia social em sintonia com a natureza vai dialogar muito com o tema da Bienal, né, que era uma Bienal voltada paraa sustentabilidade, os extremos climáticos, justiça social, justiça climática. Então, eh, esse codome ele vem para poder acompanhar, né, atrelar o nosso projeto com o tema da Bienal. Vocês escolheram o eixo garantir a justiça climática e e Habitação Social, né? Isso. A Bienal, ela tinha esses cinco eixos que eram muito importantes de serem retratados no projeto que a gente teria de submeter. Eh, mas a a gente quis escolher o da o da justiça como eh o principal deles. E a habitação social, ela vai falar muito sobre isso, né? Sobre a garantia, o acesso à moradia digna. E junto a isso, eh, aquela região que é a região mais sul de Campinas, ela tem, eh, uma relação com os extremos climáticos que também merece atenção. Então, além da gente estar promovendo a justiça, a justiça social, a gente também tenta trelar isso com a justiça ambiental, que é não só você dispor de moradia, né, pras pessoas, mas também atrelar isso ao que a gente vai chamar de soluções baseadas na natureza. Isso. E e o E Ju, e quanto tempo foi para montar o projeto? Primeiro vocês estudaram, ouviram uma população lá da comunidade Nelson Mandela para depois chegar aqui na na maquete, como que foi? Bom, a gente começou com uma disciplina, né, aqui na Unicamp, que a gente vai chamar de teoria e projeto. E no semestre em que a gente desenvolveu isso, o nosso tema, o tema da disciplina era habitação social. Então essa proposta ela vai ser trazida pela nossa orientadora, né, professora Silvia Micami. Então, ou seja, já faz parte da ementa do curso e tendo esse recorte na comunidade Nelson Mandela. Então a gente foi até lá, a gente conversou com a TAM, que é a liderança local, e a gente visitou, né, as casas, a gente viu de perto os embriões que foram entregues pela prefeitura e a partir disso a gente começa esse exercício projetual. Então, nesse primeiro momento, a gente tem esse projeto que ele é entregue para essa disciplina, né, eh, curricular. E depois a gente vai submeter ele num concurso interno que foi feito pela coordenação do curso e depois que a gente foi selecionado internamente, a gente vai readequar e retraalhar esse projeto para que a gente possa submeter ele finalmente a Bienal e aí, felizmente sermos selecionados para poder estar expondo lá na no Ibirapuera, né? E depois que vocês ouviram todas as demandas, as necessidades ali da comunidade, chegou a hora de colocar a mão na massa, né? Como que foi? Foi, estava me explicando aqui, é, foi tudo a impressão a laser, como que é de MDF? Isso aqui é bom, o projeto em si, ele vai partir desse programa que é de uma observação, né? Então, a gente precisa ter essa sensibilidade em relação ao local em que a gente tá construindo, quem são as pessoas para para quem a gente tá construindo. E depois disso, né, que a gente tem esse esse projeto, a gente precisa eh colocar, né, ser construído. Então essa maquete aqui a gente fez ela toda em MDF, MDF em espessura fina e ela é feita toda de encaixes, porque como a gente teria essa logística de levar de Campinas para São Paulo, a gente precisava pensar em uma maquete que tivesse durabilidade e que ela fosse resistente ao transporte. Ela ia ficar lá um mês todo parada. Então, a gente tinha que pensar numa forma dela eh da gente conseguir passar o que a gente estava pensando. E a e o motivo dela ser tão grande é justamente isso, porque a Bienal ela é um evento que ela não é só para pessoas da construção civil, é para todas as pessoas que quiserem visitar, né? Então a gente precisava pensar de alguma forma que as pessoas vissem e a e elas entendessem do que que a gente tá tá querendo mostrar. Então, a gente quis fazer uma coisa mais humana, humanizada, colocar as árvores, colocar as escadas, colocar as figuras humanas, colocar as esquadrias. E nessa escala a gente consegue compreender melhor essa espacialidade. E esse projeto aqui, ele é só, no que a gente tá demonstrando aqui, ela ele é só um recorte do que é o projeto inteiro, que é um projeto em escala mais urbana, né, uma escala de bairro. Mas aqui na nossa maquete a gente tá mostrando um recorte de de como seriam uma dos uma das partes da habitação social. Ju, muito obrigado, né? A gente vai passar agora para outro colega seu que também fez, né? Muito obrigado por poder falar, contar um pouco mais sobre esse projeto maravilhoso que vocês produziram. Obrigado, viu? E pessoal, ó, agora a gente vai conversar com o Léo, que vai contar um pouco mais sobre como que foi a produção dessa maquete, né? Desde o macro ao micro. Confere aí, galera. Agora tô aqui com o Leonardo Denec, ele que foi mais um estudante que produziu o projeto Habitar Mandela. Ô Léo, né? Como que a Júlia falou, vocês buscaram mitigar os efeitos da injustiça social e os extremos e os extremos climáticos, né? E foi um planejamento muito sensível desde o macro ao micro. Conta um pouco mais pra gente. Bom, eh, como a Júlia comentou, a gente pensou no projeto numa escala de bairro. A gente não pensou só naquilo, no lugar onde as pessoas iriam morar, mas sim aonde ia ficar essas casas, esses prédios, essas unidades. Então essa questão da mitigação dos efeitos da da das mudanças climáticas, tá? Desde das soluções que a gente usou pra drenagem, por exemplo, a gente usou muito das soluções baseadas na natureza, que é jardim de chuva, bacias de tensão, porque lá é uma região que ela sofre de inundação, justamente porque é do lado de um córrego. E daí a gente pensou muito nessas soluções para que as pessoas tivessem onde morar, mas que fosse um lugar que tivesse qualidade e segurança. E não só nessa questão de drenagem, mas também questão de conforto bioclimático, que é é realmente é é a questão da da do aquecimento global. Então, teria que pensar em em casas, em apartamentos que fossem confortáveis para essas pessoas. Então, a gente pensou em ventilação, questão de iluminação natural, eh, desde material, então a gente escolheu um material que fosse bom termicamente, que são os blocos cerâmicos estruturais, até para aberturas, pensar se essas unidades teriam ventilação cruzada, eh, quais seram essas soluções que fossem eh boas eh tanto energeticamente quanto para conforto mesmo da dessa população. E o e o local, né, dessa da comunidade Nelson Mandela é um terreno muito íngreme, né, que como você falou perto de um córrego. Isso favorece a questão das chuvas e vocês tiveram que trabalhar com essa questão também, né? É, foi muito, isso foi uma coisa muito desafiadora, porque a gente teve que pensar no bairro e quando a gente pensa em bairro, a gente tem que pensar nas ruas, nas calçadas e você tem que pensar num traçado dessas ruas que não favoreça enchurradas, por exemplo. Então, foi muito quebrar cabeça. Ai, como que vai ser o traçado da rua? por onde essas pessoas vão estar passando, justamente porque é é muito íngreme. Então você não pode fazer de uma forma que tenha enchurrada ou que tenha deslizamento, por exemplo, e você tem que ser de uma forma que seja acessível também. As pessoas têm que conseguir andar nessas ruas. Então teve essa questão traçada também a questão da da drenagem mesmo, porque é como é íngreme, é são regiões que que elas inundam, né? Então teve que pensar nessas questões. E eu tava vendo, né? O projeto também além da questão da ali da habitação social também prevê outras coisas como parques, hortas, eh quadras poliesportivas, englobam várias coisas, escolas. É isso, né? Sim. Eh, a gente foi lá visitar, né, como a Júlia comentou, eh, a gente visitou o lugar onde a comunidade tá atualmente. E essa até uma forma de você pensar na habitação social de uma maneira assim diferente e e mais inclusiva, porque a forma como se faz muitas vezes é você pega uma região na periferia da cidade, coloca essas pessoas para morarem nessa região periférica e você não dá meios, né? Você não dá uma forma dessas pessoas terem um um um. Então, o que acontece? A gente pensou não apenas nos apartamentos, a gente pensou em outras coisas que trouxessem a vida comunitária e e a vida cotidiana. Então, tem a escola, a gente colocou um centro comunitário, tem os parques também que tem a questão do lazer, não é apenas murar, é ter a qualidade de vida. E também a gente pensou em comércios. No térre dos nossos prédios habitacionais, eles têm comércios porque é uma região que não tem muito comércio hoje em dia, não tem mercado. Então, e a questão do comércio também é uma geração de é uma geração de rende, de renda, uma fonte de renda para pros moradores ali do local, né? Exatamente. E a questão dos parques, das hortas entra na questão ambiental, que isso também ameniza, né? Ajuda a a essas mudanças climáticas que a gente que que a gente está vivenciando, né? Sim. Exatamente. Quando a gente pensa em parque, eh, a a gente fez vários tipos de áreas externas e parques, é, ali no projeto, desde a horta, como você comentou, que é uma coisa para as pessoas que moram ali, quanto parques com áreas de lazer e até a gente ali tem uma tem o o córego, né? E o córrego ele tem uma área de proteção ambiental que é tem que ser de vegetação. Então a gente no projeto ele engloba essa reestruturação dessa vegetação que também tá dentro do eixo temático que, né, que é a questão do reflorestamento. Então trabalha as questões de lazer, questões de sustentabilidade e a as as questões de eh da justiça climática, etc. E como que foi para você, Léo, poder participar, né, ver esse resultado final? Você falou que foi um quebra-cabeça, né? Como que foi? foi mais de um ano de trabalho. Como que foi para você ver esse resultado final? Ah, foi muito legal. Tipo, o processo foi muito gostoso de fazer. A gente tá em grupo, tá entre amigos, a orientação da professora foi muito boa também. Eu sinto que a gente aprendeu muitas coisas, a gente conseguiu aprofundar o projeto num nível que a gente nunca tinha feito numa disciplina da faculdade. E é muito legal ver o projeto alcançando outros lugares, sabe? Eh, mostrando para outras pessoas essa maneira de como fazer habitação social. Essa é uma maneira que a gente propôs e também mostrar para pras outras pessoas como a Unicamp tá lidando com com o aprendizado da arquitetura e qual a relação da gente com o resto da sociedade. Ô Léo, muito obrigado. Então pessoal, ó, agora a gente vai conversar com a Giane, foi outra aluna que também participou do projeto, que ela vai contar mais um pouco sobre a estrutura, né, do projeto Habitar Mandela. Confere aí, pessoal. Agora tô aqui com a Giane, né, outra aluna que participou desse projeto do Habitar Mandela. Ô, conta mais um pouco para mim como que foi, né, pra gente, no caso, como que foi a questão da estrutura, né? O projeto ele ele é dividido por três tipologias, três estruturas, são três edificações diferentes. Conta mais um pouco pra gente isso. Depois que a gente conversou um pouco com a população local e também fez os nossos estudos aqui para entender como é o clima, como funciona a cidade de Campinas, por ela ser bem quente, ter uma área que não é tão arborizada, então a gente teria uma incendidência solar muito alta, a gente começou a analisar e entender o que que a gente precisaria ter, o que seria mais econômico também pensando que é uma habitação de interesse social. Então, a gente não poderia colocar uma estrutura muito, digamos assim, tecnológica, como uma madeira engirada ou um steel frame, que não é muito utilizado aqui no Brasil, muito menos na cidade de Campinas e muito menos ainda para uma habitação de interesse social, né? Então, paraa estrutura, a gente utilizou realmente a alvenaria estrutural de blocos cerâmicos. E aí a gente fez uns estudos térmicos para entender como esse material se comportaria nessa realidade pra cidade de Campinas, pensando em quanto incidência solar ele teria, pensando na questão da inércia térmica, transmitância. Por isso a gente usou o bloco de cerâmica, que também é muito utilizado no Brasil, né? Então, a gente pensou na realidade do povo brasileiro, o que é fácil da gente achar, como eles usariam esse material, se teria a mão de obra qualificada para realmente construir, né? Então, por isso a gente utilizou o bloco de cerâmica. E aí para as tipologias, a gente também pensou um pouco em como é essa nova família brasileira, né? Às vezes a gente tá acostumado com a nossa realidade, mas muitas vezes essa população são famílias grandes. Atualmente tem gente lá morando em oito pessoas em uma casa pequena. Então a gente precisou pensar na melhor forma para conseguir otimizar o máximo de espaço que a gente tinha, né? Porque por mais que seja uma área que ainda é grande, possa ser bem explorada, a gente pensou em otimizar ela da melhor forma. Então, fazer com que em pouco espaço para adensar numa quantidade razoável para que muitas famílias pudessem ser beneficiadas com esse projeto, né? Então, a gente cada metro quadrado a gente pensou em como a gente faria. Então, a partir disso, a gente pensou em três tipologias diferentes, uma com um dormitório, uma com dois dormitórios e uma com três dormitórios, sendo a de dois dormitórios adaptável. Então, uma pessoa com deficiência, que também existe no Mandela, né? É uma realidade, é uma realidade também que tá no Brasil inteiro, né? Qualquer um também pode sofrer um acidente e precisar usar uma cadeira de rodas, precisar de outros tipos de mecanismos para conseguir viver no dia a dia. Então a gente fez essa tipologia adaptável além das três tipologias. E além disso também a gente pensou eh em uma organização do espaço onde vai ser cada cômodo na sala, nos quartos, pensando que muitas vezes também essa família poderia usar algum cômodo da casa paraa geração de renda. Então, como mesmo Leonardo já disse, por mais que tenha o comércio no terro que geraria empregos, a gente também pode utilizar de algum cômodo da casa para fazer um é fazer um um bolo de pote, receber alguém para fazer unha. Então, um comércio realmente de microempreendedor assim, né, que muitas vezes também a gente sabe que acontece na pandemia mesmo, a gente viu que era a única fonte de renda de muita das famílias. Então, a gente pensou eh nessas coisas, na mudança climática, em como isso assolaria também. Então, foi tudo muito bem pensado para que a população local tivesse o melhor conforto e pensando nesse nesse espaço reduzido, né? E e você acredita que além da questão habitacional, né, social, tem também uma questão que o projeto ele dá visibilidade à luta da comunidade do Nelson Mandela? Com certeza. Eh, a gente pensou justamente também tem uma parte ali que é sobre a reforma, né, ampliação dos embriões que já existem, porque o a Prefeitura de Campinas cedeu alguns embriões sanitários de 15 m², que, como eu disse, comportam família de até oito pessoas. Então é muito pequeno. Então além desse projeto que complementa a comunidade que já existe, a gente também pensou eh junto também com o auxílio do da extensão ser ser urbana aqui em na na Unicamp de reformar e ampliar essas casas que já existem para trazer mais dignidade. Além do que o o Leonardo também já disse da questão comunitária. Então, a gente pensou eh em atrelar o Nelson Mandela, que já existe com essa liderança comunitária, com os equipamentos. Então, realmente a gente traz essa visibilidade além de conseguir, né, trazer novas pessoas para esse para essa comunidade. Muito obrigado, Jane, por essa entrevista, poder contar um pouco mais sobre o projeto Habitar Mandela, né, esse lindo projeto que vocês fizeram e ficou exposto, né, numa das principais bienis de arquitetura. Muito obrigado, viu? Obrigada. E pessoal, ó, não se esqueça de acompanhar toda a nossa programação no YouTube da TV Câmara Campinas e também de nos seguir nas redes sociais TV Câmara Campinas. Um abraço, até o próximo de Olho na educação. No. [música]
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do DE OLHO NA EDUCAÇÃO

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
14:08

De Olho na Educação | Educação e Cinema

13:27

De Olho na Educação | Intensivão ENEM: ciências humanas

15:36

De Olho na Educação | Intensivão ENEM: ciências da natureza

16:13

De Olho na Educação | Dicas para alfabetização lúdica infantil

14:35

De Olho na Educação | SESI Amoreira conquista prêmio com kit inclusivo

12:01

De Olho na Educação | Autismo, inclusão e intervenção precoce

13:48

De Olho na Educação | Como se preparar para o vestibular sem ansiedade

16:06

De Olho na Educação | Hevinha nascimento no palco do príncipe william por ciência

10:09

De Olho na Educação | Gabriela frajtag vence prêmio internacional!

15:49

De Olho na Educação | Professor da UNICAMP traduz gigantes da física

17:05

De Olho na Educação | App Guia Voz: inclusão para deficientes visuais

13:01

De Olho na Educação | IA: futuro das profissões e cursos na PUC com Valdomiro Plácido

11:45

De Olho na Educação | Primeira Nota: aulas gratuitas de música para crianças e jovens

14:55

De Olho na Educação | Bullying e recusa escolar — quando a criança não quer IR à escola

13:51

De Olho na Educação | Brincar para aprender: como o lúdico transforma a educação infantil

14:27

De Olho na Educação | Primeiro dia na faculdade (sem medo!)

12:29

De Olho na Educação | Não passei no vestibular: como lidar com a frustração e recomeçar

13:17

De Olho na Educação | Pesquisador: carreira, curiosidade e ciência

17:11

De Olho na Educação | Educação 4.0: tecnologia, protagonismo e aprendizado

11:46

De Olho na Educação | Como estudar nas férias sem perder o ritmo

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
2:19

Câmara Notícia | Novo CNPJ Letras

4:53

Adote Um Bichinho | Semana 20 a 25 de Julho de 2026

4:28

Câmara Serviço | Parque Férias Campinas

14:44

Campinas que Deu Certo | Instituto de Artes Luana Lopes

1:44

Fica a Dica | Férias na estrada: como viajar com segurança e evitar acidentes

50:13

Jornal Câmara Notícia

1:02:34

Estúdio Câmara | Vícios Não Convencionais

7:01

Notícias da Metrópole