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[música] Tá no ar mais um de olho na educação. E hoje nós vamos conhecer um pouco mais sobre o projeto chamado Fish Vision, que é esse aqui que tá aqui na minha frente, produzido por três alunos do segundo ano do curso de eletrônica aqui da ITEC Bento Quirino em Campinas, que foi um dos vencedores da quarta edição do prêmio Ciência para Todos da FAPESP e da Fundação Roberto Marinho. E quem vai contar um pouco mais, né, sobre esse projeto, sobre o Fish Vision, é a Letícia Dalpó Pereira, que foi uma das alunas que produziu, né, essa obra de arte aqui. Olê, conta pra gente, né, como que surgiu a ideia, como que foi eh a questão, né, foi do nada, como que foi para produzir o Fish Vision? Conta mais um pouco pra gente. Bom, então a gente entrou aqui no Bentão e a gente falaram pra gente da Bentotec, que é essa feira que acontece em outubro e a gente queria fazer um projeto, né, que a gente ficou animado, pensou que projeto que fazer e a gente ia perguntando para várias pessoas algum problema pra gente solucionar com algum projeto. E a gente conversou com o produtor da BRAPA, o pesquisador da RARPA e ele comentou dessa questão de que para produzir peixe, produzir tilápo, você precisa calcular a quantidade de ração próprios peixes e fazer essa pesagem deles. E é um processo muito cansativo e muito invasivo. Então, a gente pensou numa solução que é o Fish Vision, que faz esse processo sem tirar o peixe da água. Ele não parece, mas ele é um submarino. É, é isso, né? Aham. Você coloca isso aqui embaixo d'água, esse submarino. Ele é mais um drone subaquático e ele tem uma câmera e um sensor. Quando o peixe passa na frente, a gente consegue capturar uma foto e eh essas dados vão pra nossa inteligência artificial e lá a gente calcula o tamanho e o peso do peixe. Todos esses dados vão para um aplicativo do produtor e ele consegue ver todos os dados de quantidade de ração para pros peixes, a quantidade, o peso deles, a quantidade que tem do tanque total. E a gente controla tudo para esse centro de controle, que aí você esse fica fora d'água e você controla com um joystick, como se fosse um controle remoto mesmo. E o objetivo então principal do projeto é transformar a aquicultura brasileira. Isso é deixar a acicultura mais sustentável e também é deixar com que eh o produção mais eficiente, mais fácil, tanto pro produtor, tanto deixar uma melhor qualidade de vida pros peixes. E como que foi para você, né, poder participar, né, mais com o Léo e Cafláve, que a gente vai conversar depois, como que foi? Foi desde o ano passado que vocês estão bolando esse projeto, né? Como que foi poder participar e ver esse resultado final? Ah, é muito legal ver e produzir o negócio do zero, ver que as coisas estão dando certo. É muito legal. E também a gente, eu não conhecia muito eles, foi no começo do ano passado e aí a gente foi se conhecendo cada vez mais e aí a gente encontra amigos incríveis, né, que conseguem pro resto da vida. Então, uma experiência muito boa mesmo. E e o mais legal, né, é que isso pode ajudar, né, a aquicultura brasileira, como a gente falou, né, que é um dos um dos principais objetivos do projeto, né? Sim. Eh, a gente calcula que com o fish Vídeo a gente consegue deixar com que o custo do peixe fique mais barato, então mais pessoas vão ter acesso além de melhorar a qualidade de vida do peixe, o que aumenta o crescimento dele também. Lê, muito obrigado por poder explicar um pouco mais, né, sobre esse projeto Fish Vision, né? Muito obrigado, viu? Obrigada, pessoal. E agora a gente vai conversar com o Léo. Ele que foi mais um dos alunos que produziu Fish Visel. Não percam. Agora tô aqui com o Léo. Ele que vai contar um pouco mais sobre o processo, né, da produção do Fish Vision, esse protótipo de submarino. [roncando] Ô, Léo, quando o pessoal fala submarino, né, já pensa nisso aqui, né, esse aqui foi o primeiro protótipo. Como que foi esse aqui? Foi o primeiro passo para depois chegar no resultado final. conta mais um pouco pra gente. Então, quando a gente fala de submarino, a gente fala realmente disso daqui. Esse aqui é inspirado no submarino da Marinha do Brasil, mas a gente enfrentou muitas dificuldades com ele. Então, eles tinham eh problemas de vedação, problemas na estrutura, era muito difícil de montar. Então, a gente adaptou para um modelo que é o drone subaquático. A gente chama de submarino de forma popular, mas isso aqui é um drone teoricamente. Então ele funciona, ele desce dentro da água e aí ele tem aqui uma mobilidade em todos os seus eixos. Então ele faz tanto assim, assim, pra frente, para trás, sobe e desce. a gente a gente traz junto dele o centro de controle, que é essa máquina aqui, que é responsável por controlar todo o equipamento. Então, a gente controla subida, descida, direção, consegue visualizar a imagem do peixe que ele tá vendo lá embaixo. E a gente começou a trabalhar isso no ano passado, no primeiro ano. Então, a gente trabalhou esse modelo aqui porque era o mais conhecido como submarino. E aí, a partir das dificuldades que a gente foi vendo, a gente pensou em como facilitar isso. Então, o modelo de drone ele é mais simples, ele tem menos motores, ele funciona de uma forma mais simples, é mais fácil de montar, de vedar, então facilita diversas eh questões. A gente tá trabalhando em atualizações dele e o intuito é continuar levando ele pras feiras científicas. Então, além de transformar, obviamente, num produto de mercado, a gente já participou de várias feiras entre o ano passado e esse e a gente ainda vai participar demais. E o legal que todo a produção, o o processo de construção do submarino foi feita, foi feito aqui onde a gente tá fazendo a entrevista, né? Exatamente. Nessas máquinas que estão aqui atrás, inclusive. E tudo foi feito por impressora 3D. É, então tanto o primeiro versão quanto o segundo são impressão 3D. Essa máquina aqui é uma maleta reaproveitada, mas a chapa que tá aqui de madeira a gente cortou na nossa cortadora que tá ali atrás. Mas o resto do submarino a impressão 3D. E como que é ver esse resultado final que deu certo? Como que é, Léo? Ah, é gratificante. A gente vê que o trabalho que a gente teve de já quase dois anos vem dando resultado, vem mostrando que é possível sim usar a tecnologia para transformar a produção de peixe no Brasil. E é gratificante. Valeu a pena todo o esforço. Como que é? Com certeza. Valeu a pena, Léo. Muito obrigado, né, por poder contar um pouco mais sobre esse grande trabalho, né, que é o projeto Fish Vision. E pessoal, ó, agora a gente vai conversar com a Flávia, ela que é mais uma aluna também que participou do projeto Fish Vision. Confere aí. Tô aqui com a Flávia, né, ela que é a última integrante aqui do grupo, né, que produziu Fish Vision. Ô, Flávia, conta pra gente, né, como que foi produzir esse projeto. Foi foi mais de um ano, né, na produção, muita dificuldade, como que foi? Bom, então a gente começou a produzir esse projeto bem quando a gente entrou no Bentão. Então foi tipo assim, em fevereiro a gente já tava com o grupo montado, em março a gente começou a pensar nas coisas e começou a ser bem difícil porque a gente não tinha nenhum conhecimento do curso, a gente não sabia nada. Então a gente teve que começar a correr atrás do conhecimento, de coisas que a gente não tinha aprendido ainda, de que a gente tinha visto muita pouca coisa. Então a gente teve que aprender muita coisa sozinho, tipo como fazer a modelagem 3D, partes do código do programa que a gente não sabia fazer, a gente teve que aprender a fazer sozinho. Então essa foi uma das partes mais difíceis. A gente também teve muita dificuldade em mexer com a modelagem 3D e imprimir ele na impressora ali atrás, porque eh dava muito erro de peça, a peça dilatava, dava problema. Então aí acabou atrasando totalmente o nosso prazo. Ficou muito difícil de fazer, mas deu certo. E essa que foi a parte mais legal de ver como que tava dando certo, ver as coisas realmente funcionando. Porque quando fica só na teoria você fica, nossa, será que vai dar certo? E quando você vê dando certo, vê tendo um reconhecimento, você fala: "Nossa, é muito legal". Porque é um quebra-cabeça, né? E quando aí quando todas as peças se encaixam, como que é? Nossa, é muito legal porque você fica assim, será mesmo que vai funcionar? Será que a minha ideia vai dar certo? E daí você vê que finalmente deu certo, você fica: "Meu Deus, deu certo, é muito legal, é muito da hora". E como que foi ver nesse resultado final, vê que tudo deu certo, né? Como que foi para você, Flávia? Nossa, foi assim surreal. Eu nunca imaginei que eu ia chegar a fazer uma coisa dessas no ensino médio, porque para mim, no ensino médio você vai estudar pro vestibular e essas coisas, nunca imaginei que eu ia fazer um submarino, uma coisa dessas. Então é bem fora assim, nunca pensaria nisso. E aí agora a expectativa é levar esse projeto para fora da da área escolar, assim, como que é? Totalmente. A nossa expectativa é criar uma patente do nosso projeto. Nós já estamos nesse processo e finalmente incluir ele no mercado. Então fazer as nossas ajustes finais e assim as pessoas poderem comprar nosso projeto, poder ajudar todo mundo que tá produzindo peixe a poder fazer uma produção melhor, né? Bem legal, viu, Flávia? Muito obrigado, viu, por poder falar um pouco mais sobre o Fish Visa. Muito obrigado, viu? E pessoal, ó, agora para finalizar aqui, a gente vai conversar com a professora que orientou os três alunos, a Flávia, a Letícia e o Léo na produção do Fish Vision. Confere aí, pessoal. E agora vamos falar com a professora, né, que foi orientadora dos alunos no projeto Fish Vision, Regina Kauami. Ela que é professora da área técnica de dois cursos de eletrônica e de eletrotécnica aqui na Etec Bento Quirino. Professora, conta pra gente, né, como que foi, né, orientar o Léo, a Flávia e a Letícia nesse projeto. Como que foi? [roncando] Eh, foi diferenciado porque eles vieram com a proposta quando eles estavam no primeiro ano. Isso não é muito normal. aqui na escola, porque no segundo e no terceiro aí os alunos já começam a entender de trabalhar projeto. Eu sou professora de TCC, então eu trabalho projeto com várias turmas. E aí só que quando eu comentei com eles, olha, temos a nossa feira que acontece em outubro, se as equipes quiserem já se ver como é que é, tentar alguma ideia, fiquem à vontade. E aí eles vieram me procurar para para falar: "Ó, professora, a gente pensou numa ideia, que que você acha?" E eu falei assim: "Maravilhoso". Então assim, é é foi uma equipe que foi muito muito interessante orientar, porque eles fazem tudo, né? Que eu falo, eu não faço nada para aluno nenhum, eu só vou cercando. Os alunos são prova viva disso daí, professora, como é que ah, vai se virando, vai se virando. Aí então a gente vai dando a a as arestas, vai cobrindo as arestas, né? E aí eles foram bem bem tranquilos nesse sentido, que eles foram indo atrás das coisas, buscando o conhecimento, coisas novas que eles não sabiam, eles foram indo atrás. E a ideia, né, o objetivo do projeto Fish Vision é muito boa, né? É sensacional, né, professor? Sim. A ideia é tem um uma praticidade muito grande, porque pode auxiliar, na verdade, os produtores, né? E aí, então eles foram bem felizes em ter uma situação problema e ir atrás para tentar resolver. E como foi ver esse resultado final, né, que realmente deu certo, até conquistou, né, como eu falei no começo, o conquistou o quarto prêmio cência para todos, né, além também do primeiro lugar na categoria ciências da natureza exatas no na no Bragante 2025 e também terceiro lugar na categoria agrária, né, amostra 3M, né? Como que é é orgulho? Como que é, professora? Ah, muito orgulho, com certeza. Mas eh os alunos a gente fala o seguinte, quando vai para uma feira eles voltam transformados, eles voltam com um uma visão de mundo diferenciado, porque quando você tá só na escola, você acha, ah, é assim, não, quando você sai. Então, nosso, a gente estimula muito os nossos alunos a participarem de várias feiras. Essas que você citou são umas que a gente já frequenta há bastante tempo e aí quando eles vão para essas feiras e ganham, aí realmente é é bem prazeroso ver a alegria com que os alunos retornam paraa escola e falam: "Ó, nós ganhamos, né?" Então é é é muito emocionante. Pra gente finalizar aqui, professor, tem mais alguma coisa que você queira falar, né? essa gratidão pelos alunos por ter conquistado esse todos esses todos esses prêmios, né, pela produção do projeto. Tem mais alguma coisa? Então, e a premiação, eu acho que no caso de do empenho é é uma consequência natural. Eles realmente vão, se esforçam bastante e aí o reconhecimento vem no formato dessa dessas premiações. Então eu acho isso para fechar com chave de ouro mesmo. Então são alunos, são equipes assim que eu falo que são diferenciadas, né? Então eles só parabéns pra equipe toda e aí de eu poder também participar de dessa conquista deles todos aí também. Professora, muito obrigado por essa entrevista, né? poder contar um pouco mais, né, dessa questão de como que foi a orientação dos alunos no projeto Fish Vision. Muito obrigado, viu? Obrigada. E pessoal, ó, não se esqueçam de seguir a gente no nas redes sociais, no Instagram e no Facebook TV Câmara Campinas e também no nosso canal no YouTube, onde tem toda a nossa programação, tem na ponta do lápis, de olho na educação, tem um monte de quadros e programas lá, além das reportagens. Não se não se esqueça então de se inscrever no canal TV Câmara Campinas. Um abraço e até o próximo de Olho na educação. [música]