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Bom, pessoal, é o quadro de Olho na educação e a gente vai falar sobre biologia que teve um aluno brasileiro que conseguiu, não é, um feito histórico, ficou em segundo lugar, é fera demais. Tô aqui com ele, ó. E aí, Henrique? Tá bom, bem. E você? Tá vendo? Da outra vez que a gente tentou gravar, a gente não se cumprimentou assim. Vai, vai mudando, né? Bom, cara, conta pra gente essa experiência de de ter conseguido aí a medalha de prata lá na Filipinas. Então, foi muito bom. É, é uma experiência muito única, sabe? Conhecer pessoas de tantos países diferentes lá na Olimpíada. E é sempre uma honra poder representar o Brasil numa competição tão eh ampla e respeitada quanto a Internacional de Biologia. Bom, quantos alunos você deixou para trás para chegar a representar o Brasil? Bom, aqui no Brasil, a primeira fase da Olimpíada Brasileira de Biologia tem 160.000 alunos. Nossa Senhora. 160.000 é gente pra caramba, cara. É uma coisa impressionante. É. Você imaginava isso ou não? Não, o pior que não. Assim, eh, eu me preparei muito, estudei muito, mas é sempre uma surpresa, né? Porque as chan são muito baixas, né, cara? Imagino, né? Porque para ficar, não é? É em entre os quatro que você falou, né? Exatamente. De 160.000. 160 já seria um número absurdo assim, né? 160.000, mim uma coisa de louco. Bom, a gente vai falar já já sobre como foi a Olimpíada antes, como foi lá, costume, alimentação, deu para passear. Bom, porque foi uma experiência bem bacana, né, independentemente da da eh da olimpíada, né? Sim. Então, é uma cultura muito diferente, né, daqui. Eh, a gente fica num hotel, né, que a organização provém pra gente e a gente tem alguns passeios que são organizados, né? A gente conseguiu ir pra praia, conseguiu visitar o centro histórico da capital de Manila, né? Olha só. Eh, mas é uma experiência realmente muito única, porque ter comunicar em outro idioma com culturas tão diferentes, né? Você tem que ser, tem que ser muito adaptativo, né? Então, é, é uma coisa muito engrandecedora, sabe como que era a comida lá? Ô, vou te falar, a comida é melhor do que tava esperando. Tempero é bom. É. Que que você comeu lá? Tem muito macarrão lá. Macarrão, mas macarrão, espaguetti ou tipo um yoba. Ah, já é bom, pô. Muito bom. Muito frango. É tipo desse você come em rodis japonês ou não? Parecido. É parecido. Boa, boa, pô. Show de bola. Isso é bem bacana, né? Bom, Henrique, vamos falar então, cara, sobre a prova. A prova foi feita em português. Exatamente. A prova ela é originalmente inglês, ela é traduzida pelos membros do júri brasileiro, que são eh o pessoal da do Instituto Butantã. Eles vão viajar com a gente e traduzem a prova tanto a gente fazer. Boa. Eu tô dando uma olhadinha aqui no conteúdo geral. É isso mesmo. Eh, assuntos como cit, botânica, zoologia, anatomia, eh, fisiologia, enfim, é mais ou menos isso. Mais ou menos isso. E você manja tudo isso. Isso. É, tem que manjar. Foram quantos dias de prova? Bom, foram sete dias. Sete dias e consecutivos. Sim. Então, não, não tinha um dia de folga assim, não dava. Ah, não, mas a competição eram s dias. Eram dois dias de prova. Um dia pras provas práticas, outro dia pras provas teóricas. Exatamente. Tá. E e era muito tempo de prova assim? Sim. Era o dia inteiro. É o dia inteiro de prova. Nas provas teóricas a gente faz uma de manhã e uma tarde. Nas provas eh práticas a gente usualmente faz 2as de manhã, 2as da tarde, mas a organização teve um problema na hora a gente teve que fazer até à noite. A gente vai terminar as provas práticas 1 da manhã. É. É. Foi bem cansativo. E como que foi? Qual foi a sensação quando você ficou em segundo lugar? Medalha de prata foi muito boa, sabe? Porque é a quinta história, a quinta é medalha de prata da história do Brasil, mas é a melhor colocação dentre as pratas, porque não são não são três medalhas como a gente usualmente vem em competições como as Olimpíadas esportivas mesmo. A gente tem eh uma porcentagem que ganha ouro, uma porcentagem ganha prata e uma porcentagem que ganha bronze. Ess porcentagem vai aumentando. E eu consegui a melhor colocação que o Brasil já conseguiu no LP. Um orgulho muito grande, né? Sim. Como que foi a preparação aí? Olha, a preparação foi bem puxada porque aqui no colégio etapa a gente tem aula todo dia e preparatória pras olimpíadas e eu tô tendo elas desde o início do ano e até antes, na verdade, porque eu tô me preparando desde o ano passado. Então eu tô faz um ano e meio que eu tô assim completamente imerso no mundo das Olimpíadas, tentando conseguir esse lugar. Cara, eu até perguntei antes da gente começar aqui a a nossa entrevista, eh, se você tava pensando em fazer biologia, né? Você disse que não sabe. Mesmo sendo essa fera toda em biologia, você ainda tem dúvida? Não, eu ainda tenho dúvida. Eu gosto muito do campo das biológicas, mas eu acho que meu coração vai mais para humanas. Ah, é? Qual hora? Eu gosto bastante de eh política e história, então eu ainda sou um pouco deciso, mas vamos ver, né, o que o que a vida vai me levar. Boa, boa. Bom, cara, que que você pretende e daqui pra frente? Disputar mais Olimpíadas? Gostou da brincadeira? Como é que é o negócio? Ah, sim, eu pretendo continuar, né? Não tem só as olimpíadas de biologia, tem de outras matérias, de física, química, geografia, história. E eu pretendo continuar fazendo elas. E ano que vem eu tive a oportunidade de competir na Internacional de novo. Eu posso Tem todo ano. Todo ano. E onde vai ser o ano que vem? Todo ano. Ano que vem vai ser na Lituânia, cara. Você vai conhecer o mundo inteiro. É, cara, sensacional. Qual é o qual a dica que você deixa aí pra galera que que tem esse objetivo, esse sonho? Porque imagino, cara, que você eh tenha conquistado um feito aí. Primeiro, acho que foram dois feitos, né, Henrique? Eh, o primeiro deles, certamente, de conseguir eh representar o Brasil eh fora do país nessa olimpíada tão importante. Você disse que foram quatro brasileiros, né? Exatamente. Eh, você e um pessoal de foram dois de São Paulo e um de Montes Claros, Minas Geraisal. Exatamente. Tá. É, então esse foi certamente o primeiro feito e o segundo ter conquistado aí essa prata, né? Que que você diria para uma galera que que tem esse objetivo, esse sonho de de conseguir o que você conseguiu? Eu acho que tem que ser muito persistente, sabe? Porque o caminho é longo, não vou mentir. Você precisa ter persistência, tem que eh ser perseverante para conseguir estudar, conseguir ter um cronograma bem feito, conseguir absorver a o que você tá estudando, tirar dúvidas. Tem que ter muita coragem, sabe? Botar a cara tapa para perguntar, buscar profissionais. Muitas vezes tem escolas que não têm eh a capacidade de fornecer um treinamento adequado, né, pras pros alunos que querem participar nessas olimpíadas. dúvida. Esses quatro alunos brasileiros e você está incluído nesse eh nesse grupo eh todos de escolas particulares? Todo escola particulares, sim. O a última etapa da Olimpíada Brasileira de Biologia tem eh uma porcentagem exclusiva para alunos de escola pública. Uhum. Que é muito importante, né? E mas infelizmente pra internacional não conseguiu ir. Bom, eu tava dando uma olhadinha aqui, porque quando a gente vai eh estudar matemática, esse tipo de coisa, é muito exercício, né? Exercício, exercício, tal. Você vai estudar história, por exemplo, você falou de que gosta de história, geografia, é bastante leitura, tal, biologia, cara, tá nesse meio termo aí? Olha, eu vou falar que fica no meiotmo, tem muitas áreas que você precisa eh de uma leitura bem extensa, né? Então, por exemplo, você citou anatomia, citologia, são coisas que você vai precisar eh decorar vários nomes, entender vários processos e isso depende da leitura. Mas outras partes você precisa de um treinamento de exercícios mesmo. Então genética, você tem, você mistura bastante com a matemática, com a probabilidade, você precisa treinar bastante exercício para ter realmente a pegada de como fazer essa área. Cara, eu lembro até hoje o nome do meu professor de biologia no primeiro colegial, que seria o primeiro ano do ensino médio hoje, chamava Walter. Valtinho, para você ter uma ideia, então, eh, biologia marcou de fato aí, né? É, mas é difícil, cara. Eu, realmente, eu tiro o chapéu para você, porque para chegar onde você chegou numa matéria tão complicada assim, com nomes difíceis, né? É, é uma coisa impressionante. Bom, é isso aí, Henrique. Eh, muito obrigado por nos receber e as suas considerações finais aqui no quadro de Olho na Educação. Bom, eu acho que eh você que tá querendo fazer uma Olimpíada, tá querendo eh progredir numa competição escolar, eh tenha coragem, tenha perseverança, eh, tenha foco, que assim, a disciplina é tudo. você consegue chegar em lugares que você nem imaginaria que você é conseguiria chegar, né? Ano passado eu não teria nem ideia que eu estaria indo pras Filipinas aqui em julho, né? Então a disciplina é tudo, é ser corajoso e seguir em frente. Pois é. E o que que é a disciplina? Quantas horas por dia de estudo? Olha, eh, depende muito do dia, né? Mas contando aula, leitura, tem di passa de 6, 7 horas além do horário normal. É, além da aula de biologia, você tem que ficar mais 8 horas estudando. Sim, claro. Não são todos os dias porque é ninguém de ferro, né? Mas e você tem outras matérias para estudar também, né? Eu tô falando só de biologia. É só de biologia. Tem contando com aulas, eh, com a leitura na em casa, exercícios, às vezes passa 7 horas, mas é bem puxado, cara. Se você não fizer biologia vai ser, pô, vai ser uma uma perda aí de oportunidade impressionante, né? Só se você for tão fera assim em humanas quanto é em biologia deve ser, né? O cara é diferente, pessoal. Valeu, Henrique, muito obrigado. Muito obrigado. Tá aqui o Henrique, torcedor do Galo de Belo Horizonte, né? Isso. Cruzeiro sempre. Eu tô brincando com ele. Já tinha falado que era cruzeirense, torcedor do Cruzeiro de Belo Horizonte. Tá bom, pessoal? Eu sou André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre, ó, ligado no de olho na educação. Ciao. [Música]