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DE OLHO NA EDUCAÇÃO - EDUCAÇÃO FINANCEIRA INFANTIL
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DE OLHO NA EDUCAÇÃO - EDUCAÇÃO FINANCEIRA INFANTIL

135 views Publicado 19/08/2022 HD · 23:28

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Abordaremos o tema “Educação financeira Infantil” com a consultora educacional, Clariana Barcelos.

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Bom, é o quadro de olho na educação e olha só que bacana, hoje um assunto realmente muito importante. Então, atenção aí papais, porque vem muitas dicas por aí. Pois é, a gente vai falar sobre educação financeira infantil, Porque não basta só ensinar a criança a economizar, não. Tem muito mais coisa. É por isso que a gente vai conversar com a Clariana Barcelos. Tudo bom, Clariana? Oi, tudo bom? Tudo ótimo. Eu estou aqui para falar com vocês. Eu sou a Clari Barcelos, Clariana. E vai ser um prazer a gente bater esse papo sobre educação financeira infantil, que é a minha paixão e a minha especialidade. Bom, já vi que eu posso chamar de Clara, então, né? Pode, pode, Clariana é muito nome, pode abreviar. Bom, eu gostaria que você falasse sobre o seu trabalho, porque você tem uma página no Instagram, já já a gente vai falar também sobre o Poderoso Cofrinho, que estou sabendo que tem sido já um sucesso nas escolas, tudo. Bom, primeiramente sobre redes sociais, você tem uma página no Instagram que passa dicas? Isso, eu tenho uma página no Instagram E lá no Instagram a comunicação é mais voltada para pais e mães Eu falo também, eu posto alguns dos resultados Alguns dos projetos que eu desenvolvo nas escolas Do método Poderoso Cofrinho, que é uma outra frente Mas a comunicação nas redes sociais No Instagram, que é uma rede um pouco maior que eu tenho E no YouTube, que eu estou começando agora Tem menos vídeo, menos conteúdo A comunicação é toda voltada para os pais Porque eu acredito que de nada adianta projeto de lei, nada adianta a gente inserir a educação financeira na grade curricular das escolas, se a gente também, paralelamente, não fizer um trabalho com as famílias. Porque a educação financeira, ela está mais relacionada aos nossos hábitos, aos nossos comportamentos, às nossas crenças, às nossas vivências, do que a matemática. A gente pensa que tem a ver, como você vai falar de educação financeira com crianças se criança nem sabe fazer conta ainda, não vai compreender juros. Não é sobre isso, é sobre consumo consciente, é sobre sustentabilidade, é sobre os padrões que a gente forma, sobre os hábitos que a gente constrói. Então, toda a minha comunicação gratuita nas redes sociais é para abranger o máximo de famílias possível, porque eu acho que é a partir daí que a mudança acontece. lógico que isso tem que caminhar junto com a escola mas a base mais importante que uma criança vai ter, a referência a gente pode observar, às vezes a gente se pega replicando o que nossos pais faziam replicando frases que eles diziam e a nossa maior referência está dentro de casa então esse trabalho precisa ser feito, se eu desenvolvesse um trabalho só nas escolas sem englobar as famílias, eu acho que ficaria faltando, é necessário esse tripé a criança, a família e a escola Bom, então vamos conversar sobre esse método, poderoso cofrinho, a gente estava conversando, inclusive, antes do início do quadro, e você disse que as escolas estão aderindo, fala um pouquinho sobre o método, como começou, o que é esse método? O método Poderoso Cofrinho, eu trabalho com pedagogia de projetos, a gente não tem, eu trabalho com educação infantil e com ensino fundamental, a gente não tem uma postila, uma aula expositiva em que o professor fica falando e o aluno simplesmente recebe, a gente tem vivências, então ele é todo, é muito lúdico, é voltado àquilo que a criança está apta, ele é muito focado no desenvolvimento infantil, respeitando cada fase, respeitando o que a gente chama, nós pedagogos, o que a gente chama de janelas de oportunidade. O cérebro humano, ele tem uma, ele segue uma lógica de desenvolvimento, existem etapas, então a criança, ela precisa ser exposta aos estímulos corretos, na fase correta, na faixa etária correta, na faixa etária em que ela está mais sensível e mais apta para receber aquele conhecimento, para poder fazer sentido, e é aí que o processo de inteligência se forma. Então, a gente pode observar que um músico que é muito habilidoso, você pode notar que ele começou a desenvolver isso na infância, os hábitos. Isso vai sendo formado quanto mais cedo a gente introduz, desde que a gente respeite aquilo que a criança está apta ou não, é ali que se formam hábitos, é ali que se formam padrões, é ali que a inteligência se desenvolve. Então, quando a gente traz a educação financeira na sala de aula, na educação infantil, por exemplo, a gente pensa, a criança vai mexer com o dinheirinho. Não é só isso, a criança vai vivenciar, a criança vai entender a função do dinheiro na sociedade, ela vai desempenhar papéis, através do brincar, através do explorar, Ela vai observar de que forma que os recursos são finitos, de que forma que é possível você gerenciar o que você tem na mão, saber esperar, saber aguardar. Então, quando você coloca essas vivências, quando você traz isso para a sala de aula, os pais percebem em casa uma mudança de comportamento das crianças. E uma mudança que não é sutil, é uma mudança grande. Uma criança que vai no shopping e em vez de pedir tudo que ela vê na frente no shopping, ela começa a pensar. Então já é possível que uma criança de 4 anos saiba que o dinheiro é fruto do trabalho. Então quando a gente diz para uma criança, ah, eu não tenho dinheiro, eu não vou comprar isso porque eu não tenho dinheiro. Sem explicar, ela entende que o que causou a frustração dela foi a falta de dinheiro. E depois ela vê essa mesma mãe e esse mesmo pai que disse que não tinha dinheiro, tirando o dinheiro da carteira ou cartão e comprando outras coisas. Se você aproveita a oportunidade, em vez de replicar uma frase feita, você, na linguagem que a criança possa acessar, e que seja, isso tudo é ensinado, isso tudo eu trago no meu conteúdo, está lá disponível. Se você, respeitando o período da infância em que sua criança está, você comunica e fala, ó, eu não vou comprar isso, porque isso não é prioridade, não estava planejado, a gente saiu de casa, não foi para fazer isso. Lembra para que a gente saiu? Aí você atua na previsibilidade, você diminui até birras, inclusive. O seu filho, você comentou comigo, que está na faixa etária dos dois anos, a previsibilidade é uma ferramenta muito importante. E aí, se você diz para a criança, eu tenho dinheiro, mas o dinheiro que temos é para comprar coisas para comer, O que você acha? O que é mais importante? O brinquedo que você quer ou coisas para comer? E aí você começa a estabelecer, isso fortalece o diálogo. Então eu trago a educação financeira como um gancho para as relações familiares e para as relações em sala de aula. O professor ouvir o aluno, o professor observar na vivência de que forma o aluno se sente, como ele se expressa, de que maneira ele está entendendo aquele conteúdo. e a partir disso a gente vai avançando, a partir disso a criança vai tomando contato com o assunto que deixa de ser tabu, que deixa de ser um assunto só de adulto, e isso passa a fazer sentido para ela. Ela assimila melhor, ela começa a interpretar a realidade a partir de um olhar do adulto mais consciente, o adulto olhando para aquilo que acontece no dia a dia e traduzindo para a criança, citando ali tanto o professor quanto os pais. Por isso que o método Poderoso Cofrinho tem feito tanto sucesso e por isso que ele é tão inovador. Porque as crianças se engajam, elas veem significado. Tudo que a gente fala faz parte daquilo que elas já vivem. Inclusive, eu estava dando uma olhadinha, lendo sobre o método Cofrinho e tem várias coisas, não só essa questão, como a gente estava falando, de economizar, que é super importante, mas as crianças também começam a aprender sobre orçamento, poupança, dívida, juros, investimentos, impostos, né? Então, eu achei extraordinário isso, eu achei fantástico. E é muito legal, porque assim, os saberes, eles estão progressivos, e se você faz essa progressão, se você respeita a criança que está lá na faixa etária de 2, 3 anos, Se você entende que a criança não tem a maturidade neurológica, por exemplo, para lidar com estímulo, às vezes, consumista, você começa a entender e aí, sei lá, reduzindo a exposição a telas, por exemplo, interpretando a birra, atuando na previsibilidade. Conforme essa criança cresce, ela começa a ter acesso ao dinheiro, propriamente dito. E aí ela vai aprender, pelo manuseio do cofrinho, pelo uso do cofrinho, que é uma das ferramentas que a gente utiliza, que ela pode poupar e que se ela esperar, ela consegue mais coisas. Isso ajuda a criança a atuar num processo que a gente chama de corregulação, que ela vai atingir lá na frente. O adulto ajuda, o adulto corregula esse comportamento para que a criança depois consiga se autorregular. E essa falta de habilidade de autorregulação é que faz a gente gastar por impulso, é que faz a gente às vezes gastar mais do que ganha, é que faz a gente comprar algo que não precisa, é o que alimenta o consumismo. E você vai trabalhando isso desde a infância, de tal forma que quando a criança chega lá aos 8 anos, ela já vai gerenciar a própria amizade. Quando a criança está com 11, 12, 13 anos, você já consegue ir mostrando para ela de que forma que o dinheiro se comporta numa conta bancária, por exemplo, lógico que sob a supervisão do adulto. Você consegue demonstrar para a criança que as atitudes que ela toma hoje têm impacto, têm impacto na sociedade, têm impacto no meio ambiente e que o dinheiro também está relacionado a isso, que o trabalho está relacionado a isso. Então é muito amplo e é uma construção, é uma construção para a vida toda, que a gente pratica tanto em sala de aula quanto nas famílias. Então você chega lá, um adolescente, a maior dor da gente que trabalha no mercado financeiro é ver alguém que está no seu primeiro emprego e acaba se endividando, se enrolando no cartão de crédito. Isso é comum, isso você vê todos os dias. Eu cansei de ver isso. E quando a gente coloca em prática o que eu digo para que seja feito no método poderoso cofrinho, além das famílias ganharem mais consciência, quando essa criança se torna um adolescente, se torna um jovem e entra no mercado de trabalho, a visão dela sobre tudo é muito mais ampla. E ela vai conseguir ter uma sensação de plenitude na vida, de realização de bem-estar muito maior, porque ela foi educada durante toda a vida para isso. E é um dos saberes mais importantes, porque educa para a vida prática. Pouco importa se seu filho vai querer ser médico, engenheiro, advogado. Qualquer carreira que ele escolher, se ele não souber gerenciar bem as próprias finanças, é isso que vai determinar, de certa forma, quão bem sucedido em termos do que a sociedade espera e do que a gente espera para si mesmo, né? De não passar perrengue, de ter uma vida mais tranquila, quão bem sucedido esse adulto vai ser no futuro. Então é muito importante que a gente trabalhe esse assunto e que isso comece na primeira infância. Boa, Cláudia. Já achei você no Instagram aqui, tá como poderoso chefinho, poderoso cofrinho. Poderoso cofrinho. Tá como poderoso cofrinho, poderoso chefinho. De onde eu tirei isso aí, né? Clariana Barcelos... É que é uma brincadeira com o filme mesmo. O nome não tem a ver, sim. É verdade. Clariana Barcelos, Educação Financeira Infantil, então está como poderoso cofrinho. Esse é seu Instagram oficial, né? Esse é meu Instagram. Então, quem quiser pode te seguir. Na minha bio, isso. Na minha bio tem o link e lá tem tudo. Tem o curso para os pais, tem o meu site para as escolas, tem o livro para comprar, tá? O livro é muito interessante, vem com prefácio também para os pais, é tudo muito casado, não é só a criança, como eu falei lá no começo, precisa ter as três coisas. Bacana, deixa eu te fazer uma pergunta, que essa é certamente a dúvida de muitos pais, com relação à mesada para a criançada, o que você pode falar sobre isso? Porque muita gente fala, não, não vou dar mesada e tudo mais, mas é importante porque já vai ensinando a criança também a ter o controle, né, Clare? Sim. Então, assim, a mesada, ela é uma ferramenta. Eu considero que a mesada é uma ferramenta muito importante. Tem alguns educadores que falam, ah, mesada você escolhe se vai dar ou não. Eu, como indicação, se eu puder indicar, eu indico que os pais façam. Só que tem alguns poréns. Como toda ferramenta, ela vai depender da habilidade de quem usa. Então, se for utilizada da maneira errada, Por exemplo, uma forma errada de conceder mesada. Pagar a criança por tarefas que ela realiza em casa, que seria obrigação dela fazer. Ah, você arrumou a cama, você vai ganhar um real. Você fez seu dever de casa todo dia, um real. Você não cooperou, eu vou debitar aqui e a sua mesada no final do mês vai ser esse valor. Isso não é recomendado. Por quê? Porque ele condiciona a criança a agir daquilo que é obrigação dela quando ela é paga para fazer. Isso pode gerar problema no futuro. O tipo de pessoa que quer sempre ganhar vantagem em tudo. E as crianças precisam cooperar com as atividades, com aquilo que é obrigação dela fazer, porque ela mora na casa e não porque ela vai ser remunerada para isso. Então, o que eu sempre indico é, entenda qual a função da ferramenta que você vai introduzir. Qual a função da mesada? A função da mesada é ensinar a criança a gerenciar recursos financeiros num determinado intervalo de tempo. Por que isso é importante? Porque a criança vai ter acesso ao dinheiro e ela vai ter que ter a noção matemática, dominar as operações matemáticas de soma e subtração para poder fazer o manuseio desses recursos e ter a noção temporal. Ela vai ter que ter ali uma noção de planejamento, de temporalidade. Ah, esse dinheiro precisa durar a semana toda. A gente começa com semanada, depois quinzenada e depois mesada. Então, quanto menor é a criança, menor o valor e menor o prazo para que a criança vá se familiarizando. Ah, mas então se eu der a mesada para o meu filho sem pagar por nada que ele faça, ele vai achar que o dinheiro cai do céu? Você já paga pelas coisas do seu filho Você já pagaria A mesada é uma oportunidade O aprendizado tem a ver com quantas vezes a criança é exposta a oportunidades Você vai oportunizar o seu filho Que ele possa fazer a gestão de uma pequena parcela que seria feita por você Por que é importante que a criança faça isso? Porque é quando ela gerencia Que ela vai entender que aquilo tem valor que ela vai entender que o dinheiro acaba, que ela vai entender que ela precisa planejar, que ela vai aprender a estabelecer prioridades, que ela vai entender que ela precisa, às vezes, abdicar de alguma coisa, esperar para que algo aconteça. Tudo isso vai acontecendo durante a gestão. Se a gente fica na teoria, ou se a gente espera que a criança vá gerenciar um orçamento só quando ela chegar na vida adulta e estiver empregada, não vai dar certo. A chance de... Não vai, entendeu? E ela vai fazer o quê? Ela vai tentar e errar, errar e acertar, tentar, tentativa e erro, aos 17, 18 anos. Quando a gente introduz a mesada da forma com que eu proponho, a partir dos 7, 8 anos de idade, que é quando a criança já tem noção de tempo, e já tem a noção das operações matemáticas mais básicas, ela vai ter 10 anos a mais, até chegar aos 18, para desenvolver essa inteligência. ela vai ter inúmeras oportunidades a mais de errar e aprender e corrigir e ser orientada pelos pais. Ah, mas eu não posso dar mesada para o meu filho de 5 anos? Crianças menores, elas não vão conseguir fazer a gestão nesse intervalo de tempo. Então eu oriento o uso do cofrinho, que o cofrinho não tem essa recorrência e é mais lúdico, a criança não precisa saber valor, ela vai... Vai e coloca no cofrinho, vai juntando o dinheirinho dela. Isso, vai exercitar a função do dinheiro, de troca. Tá, e você falou a partir dos sete anos, Clare. Bom, é evidente que cada caso é um caso, logicamente, cada família tem uma situação financeira diferente. Mas assim, quanto que dá para criança? Muita gente pode estar perguntando, assistindo, olha lá, que bacana, mas quanto que eu dou de mesado, de semanada, não sei? A minha mãe fala de semanada até hoje. É, você pode manter semanada, mas é legal que você dificulte, sabe? Quando você vê que a criança está com muita facilidade de gerenciar aquele recurso por uma semana, é legal que você passe para 15 dias e aumente o valor. Porque aí ela vai... e depois mês, tá? Até chegar na periodicidade mensal. Por quê? Porque os desafios são maiores. É diferente você gastar o dinheiro todo numa semana, ou poupar por uma semana, e você tem que esperar um mês todo para receber o próximo. E um mês é o que fica mais próximo do mundo dos adultos. Então, assim, você está preparando ela, de fato, para quando chegar lá. Com relação aos valores, é uma linha que a gente precisa pensar, assim, em linhas gerais. Não pode ser um valor tão pequeno que a criança não consiga exercitar nada, que ela não consiga comprar nada, e nem um valor tão alto que a criança possa esbanjar. O valor, ele tem três critérios, precisa respeitar aquilo que os pais pretendem, então quando você vai oferecer mesada para o seu filho, você vai defini-la, ah, eu pretendo que ele compre os brinquedos, as coisas que ele, ou então guloseimas de final de semana, você coloca na ponta do lápis mais ou menos quanto vocês gastam, isso tem que caber no orçamento da família, na realidade da família, tá? E aí, um critério que a gente coloca, mas isso é em linhas gerais, porque como você disse, eu não gosto muito de receita muito padronizada, porque cada família tem uma realidade, cada criança tem uma realidade, mas uma receita padrão, que eu costumo colocar e que eu ensino também no método para os pais, você pode começar com dois reais por dia, e aí você depois vai multiplicando, você mantém esse valor até a criança chegar no período mensal, e depois você vai aumentando progressivamente conforme a responsabilidade das crianças aumenta. Então, assim, você vai dar uma semanada, se colocar dias úteis, vai dar R$10,00 por semana ou R$14,00 por semana, se você considerar os sete dias úteis, tá? Mas, gente, essa preocupação do valor, confie em mim, o valor vai ser um mero detalhe. Conforme você vai fazendo, vai praticando com o seu filho, você vai perceber o valor ali que vai fazer sentido para a sua família. O importante é que isso seja feito, seja pensado e que seja colocado em prática. E outra questão relativa ao valor é assim, muitos pais falam, ah, eu ofereço a mesada para o meu filho para ele comprar o lanche da escola, é só para isso. Não tem problema nenhum que a mesada tenha uma finalidade, Mas a finalidade da mesada não pode ser uma coisa que os pais já fariam. Porque a criança não pode gerenciar. Se ela vai comprar todo dia o lanche, o lanche é o mesmo valor, e ela tem que comer o lanche, que espaço sobra para ela pensar o que ela vai fazer com esse dinheiro? Não tem desafio. Não tem desafio. Exatamente isso. Aí fica muito cômodo, né? Para a criança não ter desafio. E a criança, na verdade, ela não aprende. Não é um recurso que ela está gerenciando. O pai está transferindo algo que ele pagaria e a criança paga. A criança está sendo um meio de pagamento ali, um intermediário. E não está gerenciando nada, né? Eu te dou R$2,00 todos os dias para você comprar pipoca. Ah, mas quanto custa pipoca na escola? R$2,00. R$2,00. Aí você não avalia outras possibilidades, né? Exatamente, exatamente. Cara, sensacional o papo aqui, muito bom, parabéns aí, não é? Então confirma seu Instagram de novo para o pessoal aqui para a gente encerrar o nosso papo aqui no quadro de olho na educação. O meu Instagram é arroba poderoso cofrinho e o canal no YouTube também é poderoso cofrinho. Lá na bio tem todos os links, inclusive o livro. E o livro é recomendado para crianças de 3 anos até 10 anos. a abrangência aí é grande, acho que vai ajudar bastante os pais, professores a gente também trabalha com livro é, vou te mandar um, depois você me manda seu endereço, eu vou te mandar um autografado especial aí pro seu filho. Boa, faço questão meu filho tá com dois, já vai começando, pô, que isso. Já vai começar o livro vem com um brinde bem legal pra criança poder, vem com um envelopinho pra criança poder trocar as moedas e guardar o dinheirinho lá personalizado, viver as experiências, é bem legal é bem legal. Boa, muito obrigado pela entrevista, viu, Clare? Obrigada a você, foi um prazer estar aqui com vocês e precisando de qualquer coisa é só me chamar, sou eu ali no meu Instagram, não tem equipe, tá? Eu respondo a todo mundo pelo direct as escolas também que tiverem interesse é só me chamar e obrigada por esse espaço obrigada pela consciência eu soube que você ficou empolgado com o tema é muito importante, a educação financeira é uma das coisas junto com a educação emocional, que vão colocar a gente num patamar muito além do que a gente chegou até aqui. Eu acho que vai transformar as próximas gerações. Boa, boa, bom, eu sou o André Aranha e já sabe, né? Estou sempre de olho na educação. Tchau!
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