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Tá no ar mais um de olho na educação e hoje nós vamos entender mais sobre a educação climática, o que que é e qual a importância desse tema e como ser abordado dentro da sala de aula, né? Essa esse tema tão importante que é educação climática. Por isso eu estou aqui com a Daniela Rezende. Ela que é pesquisadora do Labeduc do CEPAGRE, o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas da Unicamp e também professora de Geografia. Ô Dani, eh, o Cepagre, né, ele possui jogos educativos sobre o clima, meio ambiente e geociências que são aplicados dentro da sala de aula. Como que é? Conta mais um pouco pra gente. O Labeduc a gente costuma dizer que ele é o braço pedagógico do CEPAGRE. Dentre todas as atividades que o CPAGRE desenvolve, inclusive a previsão de tempo, nós temos um laboratório lá dentro que é coordenado pela professora Priscila Coutre e que desenvolve pesquisas na área de educação climática. E eu integro esse laboratório e dentro do das nossas pesquisas, principalmente da dentro da minha tese, a gente começou a perceber várias lacunas no ensino de mudanças climáticas, no ensino na promoção da educação climática de uma forma mais ampla. E e uma dessas lacunas é justamente a questão do recurso pedagógico, do recurso didático, que ele ou é inacessível, ou é muito caro, ou as escolas não têm a infraestrutura em nível nacional assim para receber esse recurso ou acessar esse recurso. Então, a gente começou a receber essas demandas lá no Labeduc e começamos a promover discussões e trocar ideias pra gente ver como poderíamos atuar nesse sentido. Como professora de geografia, eu já tinha alguns jogos que eu mesma desenvolvi para as minhas aulas e que estavam funcionando muito bem. Então, eu comecei a pensar, será que funciona para outros colegas em outros contextos, né? E aí a gente começou a desenvolver esses jogos, colocamos lá na nossa página do Instagram que até funciona como um repositório desses jogos. Era a época do contexto da pandemia, então a gente desenvolveu esses jogos primeiramente online, apesar da gente ter as versões também físicas, né, e elas variarem bastante de realidade para realidade. que os professores eh gostaram bastante da ideia, os jogos funcionaram muito bem e hoje a gente tem uma variedade bem grande, né, bem ampla de tipos, de faixas etárias, todas a disposição gratuita para todos os professores e toda a comunidade que tiver interessada na educação climática, na educação e mudanças climáticas. E você falou, todos estão no no Instagram, no link do Instagram, no link do nosso Instagram. Nós temos o nosso Instagram do laboratório que é o @entrando_no_clima. Lá você vai ver a nossa página com todas as nossas atividades e especialmente no link da Bill, você vai clicar e lá tem um repositório de jogos. Tem mais de 10 jogos lá, todos disponíveis de forma gratuita. Basta você clicar no jogo que você deseja jogar ou implementar na sua sala de aula. Tudo que você vai precisar é do link. Então você copia o link, coloca no seu navegador, disponibiliza aí paraos seus estudantes, paraa sua comunidade e é só começar a jogar. E o Dani, quais temas são abordados dentro desses jogos, né? A gente, você falou, né? Tem vários tipos, né? Vários formatos de de jogos, né? Escape room, tem também de tabuleira, como que é? Tabuleira. Os nossos temas eles são essencialmente vinculados à educação climática. E dentro da educação climática, nós temos eh a questão dos objetivos do desenvolvimento sustentável, principalmente o 4 e o 13, que são os mais eh que trabalhamos mais diretamente, mas porém se você for vier mudança climática, ela percorre todos os os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável. Nós temos formatos como tabuleiro, quiz, perguntas e respostas, o jogo do milhão, o escape room que é inspirado no jogo de fases. Então, conforme o seu aluno avança na aprendizagem, ele também passa de fase, né, passa de nível. E esses jogos eh vão desde temas como mudanças climáticas, educação para o risco de desastres, educação para a prevenção de riscos e desastres. Eh, e tem vários temas também, como, por exemplo, efeito estufa, ilha de calor, conceitos que são assim, de repente muito abstratos, muito difíceis. E outro ponto também que é importante ressaltar que são jogos de natureza interdisciplinar. Então, não é só para o professor de geografia. Nós podemos trabalhar com todas as componentes curriculares aí da educação básica tranquilarmente a partir do terceiro ano do ensino fundamental, anos iniciais. Por que isso, né? Porque a a gente precisa que os alunos estejam alfabetizados para trabalhar esses jogos. ainda não fizemos jogos para alunos que estão em processo de alfabetização. Será a próxima etapa e e os temas eles são expostos ali de uma forma mais lúdica, né? Isso que é o diferencial dos jogos climáticos, né? Que a pessoa, o aluno, né? Ele vê aquele textão, aquela um monte de palavra, não entra na na entra para ele, mas ele vendo de uma outra forma com com algum desenho, com algum exemplo, muda totalmente, né? Totalmente. Isso era uma coisa que eu percebia nas minhas aulas, foi diagnosticado na minha tese também de doutorado e é uma um feedback que a gente recebe praticamente de todos os colegas professores. Olha, uma dificuldade de engajamento muito grande dos alunos, porque eh eles têm aí os acessos às telas, aos jogos e de repente, como você falou, né, você precisa buscar caminhos para você engajar essa meninada, sobretudo quando você pensa no caráter intergeracional da mudança climática. Ou seja, eh, a gente vai ter mudanças com essa geração agora. eles é que vão proporcionar as mudanças pro planeta continuar, pra vida, como conhecemos continuar. Então essa ideia de que os jogos ajudam no engajamento foi uma das ideias fundamentais, um eixo fundamental paraa educação climática, porque a gente tá vivendo, né, essa emergência climática, né? Então, no noticiário, quase toda semana tem alguma notícia referente a esse tema e tá no convívio dos alunos, né, e eles entenderem isso, né, de uma forma lúdica através dos jogos é fundamental, né? Sim, sim. a gente percebe que a questão da da o contexto da emergência climática, ele está dado. As mudanças climáticas elas são um fato. Basta você olhar o que que tá acontecendo, como você disse diariamente. Então, às vezes, eh, em muitos dos casos, a própria escola está numa área de vulnerabilidade. aquele estudante, aquela estudante é um um grupo vulnerável, participa ali de uma comunidade que de repente está vulnerabilizada e essas comunidades vulnerabilizadas, esses grupos vulnerabilizados, eles vão sofrer primeiro os efeitos da emergência climática. Então é mais do que necessário que a gente comece a preparar o quanto antes crianças de agora, porque eles serão os futuros tomadores de decisão. Então eles precisam se embasar, se se apropriar desse conhecimento para conseguir mobilizar esse conhecimento para conseguir tomar melhor decisão aí paraa sua comunidade, pro seu território, né, paraa sua família e assim por diante, né? A gente sabe que às vezes é difícil chegar no território, às vezes é difícil chegar nas pessoas, mas quando chega na escola de uma forma significativa, né, quando você promove um aprendizado significativo, a coisa muda, porque isso vai reverberar em casa, vai reverberar na comunidade, no território e assim sucessivamente. Essa questão de reverberar também é um dos objetivos dos jogos, né? Sim, sim. A nossa ideia eh é chegar a um número maior de pessoas. Por quê? Porque a gente sabe da complexidade dos conceitos relacionados às mudanças climáticas. São conceitos muito complexos, são interdisciplinares e além de tudo nós temos um um uma coisa que nunca se viu antes, que é a questão da incerteza. A gente vive num contexto complexo, repleto de incertezas, porque eu não tenho modelos para saber, por exemplo, o que vai acontecer com a maior frequência das enchentes no local X, né? Então eu preciso entender como é que isso funciona para em primeira instância prevenir que é a melhor, né, sempre a melhor saída, mas também o contexto de adaptação e mitigação nos territórios. E a educação climática, ele é um tema, é um conceito jovem e em plena evolução, né? Sim, sim. A gente tinha inicialmente, como quando se começou a trabalhar isso, se falava muito de um único aspecto da mudança climática, que é o aquecimento global, que eu não tô dizendo que ele não é importante, ele é super importante, mas agora tem outras outras questões além do glob, além do aquecimento global, você tem uma gama de situações ali que são importantes e que devem ser consideradas. Pra gente finalizar aqui, Dani, tem mais alguma coisa que você queira falar, né, dessa questão dessa relevância de desse contexto da educação climática, né, dentro das salas de aula, através dos jogos, de uma forma mais lúdica? Tem mais alguma coisa que eu queira falar? Olha, eh, o o que existe de mais importante na hora de se trabalhar a educação e mudanças climáticas, eh, na verdade é um, são três pilares, né? Você precisa trabalhar num contexto interdisciplinar. Você precisa levar em conta a realidade dos seus alunos, da do local, do território que aquela escola está inserida. E você também precisa trabalhar de perspectivas centradas nos estudantes, porque como você falou, esse negócio do professor chegar e simplesmente descarregar o conteúdo não funciona mais. E veja que em nenhum momento a gente descartou o conteúdo. O conteúdo é rei, ele é muito importante. Mas você também precisa saber como ministrar esse conteúdo e a partir de que recursos você vai ministrar, porque a gente só vê que quando você começa a promover uma educação nasanças climáticas que leve em conta esses três pilares, você consegue efetivamente resultados importantes. Dani, muito obrigado por essa aula aqui, né, sobre educação climática, da importância desse tema tão importante, né, e dessa maneira diferente, digamos, de colocar esse conteúdo dentro da sala de aula. Muito obrigado, viu? Eu que agradeço e convido a todos a seguir a nossa página e propagar a nossa ideia aí, nossa missão. É isso, Dani. Obrigado, viu? E pessoal, ó, não se esqueça de nos seguir nas redes sociais, no Instagram e no Facebook TV Câmara Campinas e também de acompanhar toda a nossa programação no YouTube TV Câmara Campinas. Um abraço, até o próximo. de olho na educação.