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DE OLHO NA EDUCAÇÃO - DESCOBERTA DE ASTERÓIDES
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DE OLHO NA EDUCAÇÃO - DESCOBERTA DE ASTERÓIDES

18 views Publicado 21/01/2022 HD · 15:05

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Bom, é o quadro de olho na educação e olha só que tema bacana, interessante e curioso também. A gente vai conversar com a Verena, é estudante de medicina em Ribeirão Preto e ela vai falar a respeito de uma situação bem interessante porque ela descobriu mais de 25 asteroides nunca descritos. Então ela vai contar direitinho para a gente como foi toda essa história. Tudo bem, Verena? Prazer em tê-la conosco aqui. Oi, oi, é um prazer estar aqui com você hoje e muito obrigada pelo convite. Imagina, bom, que história é essa aí que você descobriu mais de 25 asteroides? Pois é, descobri mais de 25 asteroides e eu estava estudando para o vestibular, né? Em 2020, para o vestibular de medicina da USP Que era o meu sonho E estava quarentenada em casa, entediada Não aguentava mais ver conteúdo de ensino médio Porque para mim era muito entediante Porque antes de estudar para o vestibular em 2020 Eu já tinha feito técnico de enfermagem na Unicamp Eu já tinha passado anos trabalhando em hospital Eu já tinha iniciado graduação no exterior em neurociência Então voltar para o Brasil e ter que ver conteúdo de ensino médio Para mim era muito chato, quase uma tortura Então eu precisava de algum estímulo mais científico, sabe? Para me motivar. Foi quando eu vi essa oportunidade do Ministério da Ciência e Tecnologia aqui no Brasil, que estava com inscrições abertas para uma seleção para caçar asteroides. Aí eu me inscrevi, fiz um treinamento com pessoas da NASA mesmo para aprender a usar um software que eles usam para caçar esses asteroides. E acabei descobrindo a 25 asteroides. Nossa, é bem bacana mesmo. para o pessoal que está em casa, esteja assistindo ao quadro, de olho na educação, e pode estar perguntando, meu Deus do céu, mas o que é asteroides? Vamos explicar para a galera aí, explica para a gente, por favor, Verena. Verena, explica para o pessoal que não sabe o que é asteroide. Então, basicamente asteroides são rochas que orbitam em volta do Sol, lá no espaço, fragmentos de rochas e rochas que orbitam o Sol lá no espaço mesmo. Bom, e você sempre gostou dessa pegada aí, porque tem até uma história, né, que eu fiquei sabendo que quando podia levar brinquedo na escola, o que você levava? Então, quando eu tinha uns quatro anos, eu ganhei um microscópio, assim, usado de algum parente meu que fazia pesquisa, o microscópio é a pilha, é bem simples assim, e eu gostei muito, eu levava esse microscópio na escola nos dias de brinquedo, enquanto minhas amigas levavam coisa para brincar de casinha, boneca, Barbie, estava eu com o microscópio lá, pegando as formigas, as plantas, para olhar mais de perto. Então, assim, eu sempre tive essa sede, essa curiosidade por aprender coisa e por explorar o mundo, igual eu explorava aquela minha escola, né? Por que você acha que se interessou tanto por essa área, assim, Verena? Então, eu sempre fui muito curiosa para tudo. A área que você disse é a área da astronomia. Perfeito. Eu sempre fui muito curiosa para tudo, eu sempre me questionei o mundo. Eu brinco, na verdade, que eu nasci cientista, porque para mim fazer ciência é questionar o mundo e não só fazer as perguntas, mas ir atrás das respostas, não se contentando com o que é superficial. E eu sempre fui assim, sempre fui de fazer novas descobertas e de explorar por conta própria. Então, essa curiosidade sempre foi inata em mim, sempre esteve aqui. E isso inclui a curiosidade pelo espaço, porque eu acho muito misterioso o que está lá fora. Muita coisa ainda precisa ser estudada. Mas eu nunca tinha tido a oportunidade de fazer alguma coisa um pouco mais séria nessa área, como agora. Bom, você já participou de campeonato, de robótica. Conta para a gente. Isso, então. Quando eu tinha uns 11 anos, o meu professor de robótica percebeu que eu estava muito empenhada, que eu tinha muita vontade de fazer robótica, tinha muito interesse, e me convidou para fundar uma equipe de robótica naquela minha escola. Eu montei uma equipe na escola, nós competimos em primeiro campeonato regional, ganhamos prêmios, campeonato nacional, ganhamos prêmios. E o interessante é que esse campeonato de robótica, ele se chama First Lego League, né? E ele não é só sobre robô. O robô é só um terço do campeonato, do torneio. Outra parte é a parte de pesquisa. Então, todo ano tem um tema no torneio e você tem que desenvolver uma pesquisa acadêmica em cima daquele tema. E tem que identificar um problema e desenvolver uma solução tecnológica, uma inovação tecnológica em cima do tema. Então, esse foi o meu primeiro passo, minha primeira pesquisa na vida. E foi certamente muito importante para você, né, Verena? Não, demais. E o torneio em si foi todo estímulo da ciência. E além disso, quando eu tinha uns 12 anos, eu participei do torneio nacional de robótica lá em Brasília E na abertura do torneio eu ouvi uma palestra do Miguel Nicoleles Que é um neurocientista brasileiro, dos melhores cientistas do mundo E eu nem sabia o que era neurociência, não tinha ideia que isso existia, que era essa palavra E quando ele terminou a palestra eu já sabia que eu queria ser neurocientista e trabalhar com essa área Então, assim, essa competição foi uma chavinha da minha vida, assim, que mudou É, deu aquele belo empurrão, né? Totalmente. E assim, Verena, você já visitou a ONU? Eu visitei a ONU em 2019, eu fui selecionada para fazer parte da delegação brasileira na Assembleia da Juventude, que aconteceu lá em Nova Iorque. Então, assim, eu nunca tinha saído do país naquela época, né? E a primeira vez que eu saí, então, já foi sozinha, foi para ir para a ONU e pra conhecer gente de mais de 100 países diferentes, jovens de diversos países do mundo. A minha colega de quarto, por exemplo, ela era da Arábia Saudita. Então, assim, pra quem nunca tinha saído de uma cidadezinha do interior de São Paulo, do nada tá na ONU, cheio de jovens de todo mundo e com uma colega de quarto com uma cultura tão diferente. Foi uma experiência, assim, que realmente mudou minha vida também, né? Porque eu consegui uma visão de mundo muito mais ampla. Você tá em que ano de medicina? Eu estou iniciando o segundo ano, semana que vem. Segundo ano, muito legal. A Verena é daqui da região de Campinas, de Indaiatuba, mas mora na bela Ribeirão Preto, não é, Verena? Isso. Está gostando de Ribeirão? Nossa, estou demais. Aqui tem muita árvore, né? Ah, um negócio é que aqui é muito quente. Eu sou mais do frio, é muito quente. É bem quente mesmo. Mas é uma cidade muito boa. Muito legal. Ribeirão realmente é show de bola, eu sempre mando um abraço para o pessoal de Ribeirão, porque o pessoal sempre comenta que assiste pelo YouTube o quadro de olho na educação. Bom, é o seguinte, voltando a falar dos 25 asteroides que você acabou descobrindo, tem um que é muito importante? Isso, então, eu descobri um asteroide que é classificado como asteroide fraco, é o nome dessa classificação, E eles são muito raros, e normalmente os asteroides que caem aqui na Terra, os que colidem, são os asteroides fracos, mas isso não quer dizer que todo asteroide fraco vai cair aqui, entende? Então, esse asteroide, normalmente os asteroides nessa nossa galáxia, eles estão localizados entre Marte e Júpiter, no que a gente chama de cinturão principal. E esse asteroide, ele segue uma órbita diferente, então a gente precisa ficar de olho nessa órbita pra ver a probabilidade dessa colisão com a Terra. O que seria um um asteroide fraco? Então, eu não sei exatamente te explicar, mas pelo que eles me explicaram quem entende disso me explicou são asteroides que se movem mais devagar e seguem essa órbita diferente estão mais próximos da Terra do que aquele cinturão principal Entendi, que não tem tanta força de repente pra seguir o caminho é mais ou menos por aí Verena me fala uma coisa, o que você espera pro seu futuro? A gente já falou aqui Está fazendo medicina Em Ribeirão Preto O que você espera? Você quer seguir principalmente que área? Então, o meu futuro é um mistério Porque eu estou sempre procurando coisa nova E bem aleatória para fazer Por exemplo, eu estava estudando para medicina Fui me meter na astronomia Mas meu sonho sempre foi Cursar medicina na USP E agora que eu batalhei tanto pra entrar nesse curso, eu vou terminar o curso com empenho total, então minha prioridade é a medicina na USP, já tô fazendo pesquisa científica desde o primeiro ano aqui na USP, na área de Alzheimer, então eu pretendo continuar com as pesquisas, e tudo segue pra eu ir pra residência de neurocirurgia, mas ainda tem muitos anos de medicina pela frente, mas eu gosto muito da neurocirurgia. E agora também tem essa parte da astronomia e do caça a esteroides, que eu pretendo continuar com isso na minha vida, Eu vou continuar caçando asteroides Esse ano, ano que vem, nos próximos E agora também vou ser uma treinadora de asteroides Então quem tiver interesse Em aprender a caçar asteroides E caçar asteroides comigo, na minha equipe E tudo mais É só buscar no Instagram que eu vou estar divulgando Lá quando eu for fazer esse treinamento Quando eu for dividir as equipes E todas as datas certas Então fala o seu Instagram aí pro pessoal, Verena Ah é Meu Instagram é Anota aí, Luan Qual que é? O Pacola é com... Arroba, Verena, Pacola. O Pacola é com dois Cs. Ah, tá certo. Então, daqui a pouquinho, assim que terminar o quadro, eu já vou te seguir lá, vou te marcar, tá bom? Ah, legal. Então, arroba, Verena, Pacola com dois Cs. Então, quem quiser, procura a Verena. Você tá dando curso, então, pra fazer esse tipo de caça asteróide? Como que é esse curso? então, desde que começou toda essa divulgação, né, sobre os asteroides que eu descobri, o meu nome e tudo mais apareceu muita gente interessada no meu Instagram, perguntando como que eu fiz, como que eles podem fazer também querendo falar sobre astronomia então eu falei assim, olha, não dá pra responder um por um de cada vez eu vou fazer um treinamento aqui no meu Instagram em massa, e quem tiver quem gostar, quem ficar capacitado vão montar equipes pra participar realmente do caça asteroides durante esse ano e os próximos e então eu ainda tô planejando porque assim, tudo isso aconteceu muito rápido na minha vida, né, toda essa divulgação começou semana passada, eu ainda não tive tempo de respirar e me planejar pra isso mas até o mês que vem eu já divulgo certinho como vai funcionar e como que eu vou treinar todo mundo, mas é de forma online, a pessoa só precisa de um computador com acesso à internet pra caçar asteroides não precisa de telescópio, não precisa de ser muito inteligente, saber de tudo não, é só basta ter interesse e tempo disponível pra fazer isso E te surpreendeu a quantidade de pessoas que se mostrou, a quantidade que se mostrou interessada em caçar asteroides? Te surpreendeu? Nossa, é demais, porque é um fato que a ciência, aqui no nosso país principalmente, não é algo valorizado. As pessoas não admiram cientistas como elas talvez admirem outras profissões. Então, a partir do momento que estão falando sobre ciência, que estão divulgando educação, pesquisa e tudo mais, Para mim é ótimo e foi uma baita surpresa. Uma coisa que eu fiquei muito feliz foi da quantidade de mensagens que eu recebi de meninas, de garotas, me agradecendo pelo exemplo que eu estou dando de uma mulher na ciência, de como é possível as mulheres fazerem ciência. E muitos pais também falando, minha filha de 7 anos viu na TV e agora ela quer ser médica, ela quer ser astronauta. Então, estou muito surpresa com toda essa repercussão, nunca imaginar. E você acha, você citou aí um exemplo bacana, você tocou num ponto importante, que ter recebido mensagens de muitas meninas, muitas mulheres, até porque a ciência normalmente sempre foi dominada pelos homens, né Verena? Então, você acha que pode, de repente, ser até um exemplo para as meninas, para as mulheres se interessarem também por essa área, trabalharem com isso, estudarem sobre isso? Eu gostaria que você falasse sobre isso, porque você tocou num ponto muito importante. Não, é exatamente sobre isso. É por isso que eu estou dando essas entrevistas, por isso que eu estou colaborando para essa divulgação, Por isso que eu estou deixando o meu nome E assim também, para ser uma inspiração mesmo Como você disse, nós não temos tantos exemplos Quantos homens Em comparação, não é que a gente não tem Exemplos de mulheres na ciência, mas se for comparar Numericamente, por exemplo No prêmio Nobel, a maioria esmagadora É homem Então, por exemplo, aqui no Brasil Pessoas que já foram para o espaço, é só um homem Nós nunca tivemos uma brasileira no espaço Então, todo exemplo que eu puder dar eu espero que eu seja uma inspiração, né? É, isso é muito legal, quem sabe, não é? Bom, por tudo que tem acontecido, eu acho que você vai ser uma referência aí para as mulheres que têm interesse nessa área, isso é muito legal, né? Isso eu acho que não tem preço. É bom, Verena, mais alguma coisa que você queira falar aqui para a gente, que de repente tenha passado batido aqui no quadro de olho na Educação aproveite o espaço aqui bom Verena, e tem mais alguma coisa que você queira falar alguma situação importante pra gente concluir a entrevista pro pessoal que tá em casa assistindo né, é feliz da vida com tudo que tem ouvido bom, eu só quero agradecer vocês pelo espaço por quererem ter interesse na minha história e deixar eu relatar ela aqui. E dizer pras meninas e garotos que estão assistindo que é possível mulher fazer ciência e que vocês são capazes de tudo e que nem o céu é o limite, porque logo eu quero a primeira brasileira lá no espaço. Aê, falou e disse a Verena. Como que pronuncia o seu sobrenome? É P-A-C-C-O-L-A. Como que pronuncia? Pacola. Verena Pacola. É isso aí. Obrigado, viu, Verena. Obrigada a você. Então tá bom pessoal. Bom, eu sou o André Aranha e você sabe, né? Eu tô sempre de olho na educação. Tchau!
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