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Bom, é o quadro de Olho na Educação e olha só que bacana, hoje a gente vai falar muito sobre a prova da Unicamp, eu estou aqui com o Francisco, que é diretor pedagógico e sabe muita coisa a respeito do vestibular da Unicamp e certamente vai passar dicas importantes para vocês que estão acompanhando a gente. Tudo bem, Francisco? Tudo bem. Primeiramente, eu queria agradecer a oportunidade de levar para os estudantes que estão se preparando para o vestibular informações que podem ajudar bastante nesse momento de preparação. Bom, a primeira coisa, evidentemente, é saber, o estudante precisa, logicamente, saber as características da prova. Esse é um ponto essencial. A gente julga que conhecer as características da prova é o primeiro passo para o aluno se preparar. Cada prova tem uma característica diferente, a USP tem a sua característica, o vestibular da FUVEST, a UNICAMP tem uma característica E conhecer essa característica é o primeiro passo para o aluno se preparar nessa maratona de vestibular Bom, e como vai ser a prova da UNICAMP? O que você pode já passar para o pessoal que vai prestar, que está ansioso pra caramba? A ansiedade pega mesmo. A Unicamp ainda não divulgou o edital da prova de 2023. Ela lançou a inscrição, as datas das inscrições, data das provas, mas o edital ainda não foi lançado. Mas provavelmente não terá muita diferença daquilo que foi feito no ano passado. A prova continua sendo em duas fases. Primeira fase, provas com questões objetivas, 72 questões objetivas e a segunda fase em dois dias. Isso já foi confirmado pela Unicamp, a quantidade de questões já foi confirmada. A primeira fase, eu gostaria de destacar para o estudante ter uma atenção especial para a área de linguagens, linguagens, português, literatura, onde a quantidade de questões são 12 questões. Matemática, 12 questões na primeira fase E 8 questões de Biologia, Química, Geografia, História e Inglês Então essa é a composição da prova da primeira fase Pois é, e é importante demais, Francisco Que os estudantes que vão prestar o vestibular Eles saibam que cada universidade apresenta características diferentes Então, quer dizer, a USP é de uma forma, a Unicamp é de outra forma, então entender certamente as características da prova da Unicamp, isso é fundamental, porque diferencia uma para a outra. Diferencia bastante. Um exemplo que eu sempre dou para os estudantes, a gente pensa no vestibular mais concorrido, Medicina. Medicina é um vestibular extremamente concorrido. O aluno que está se preparando para Medicina, ele tem que ter, por exemplo, a experiência de olhar para o edital da Fulvestre e perceber que quem quer Medicina na USP Pinheiros, a específica da segunda fase é Física. Mas se ele optar por USP Ribeirão ou Bauru, a específica para a segunda fase é Geografia. Então, saber essa característica é importante para a sua preparação. Se você tem um domínio em física, tem um domínio bacana nas exatas, vale a pena testar USP Pinheiros na medicina. Agora, se seu domínio é maior nas humanas, testa USP Bauru, USP Ribeirão, onde a geografia vai ser prioritária. Então, esse detalhe é um detalhe importante. Conhecer a característica de cada prova, conhecer o edital é importantíssimo para a preparação. E voltando ao Unicamp, o Unicamp tem outras características muito importantes que o aluno tem que estar atento. A gente pega, por exemplo, a redação. O aluno atento, ele teria que ter, tem que ter o conhecimento que a nota final que ele vai ter no vestibular, a nota de redação é superior a todo o desempenho da nota da primeira fase. Ou seja, ir bem na redação é essencial. A redação é 20% da nota final do aluno. Ao passo que a primeira fase compõe apenas 15% da nota final. Ou seja, redação é muito importante. E na Unicamp, a redação tem uma característica diferente das outras vestibulares. Porque na redação da Unicamp, pode ser cobrado do candidato vários tipos de textos. Pode cobrar uma crônica, pode cobrar uma narração, uma dissertação, um verbete. Ou seja, há várias possibilidades. E como se preparar para isso? Treinando várias possibilidades. Você não pode ficar fazendo somente dissertação, somente narração. Tem vários tipos de textos possíveis. Pode cair um e-mail que você pode mandar, ou seja, um texto motivacional Ou seja, várias possibilidades de texto Então o aluno tem que estar atento a essa possibilidade E não se fechar em um só tipo de texto Então o vestibular da Unicamp tem esses detalhes São detalhes importantes que fazem parte da preparação para o vestibular E durante sua resposta você disse algo muito curioso, importante É que muita gente não pensa nisso Às vezes você avalia as características de uma determinada universidade As características normalmente que são apresentadas durante a prova Aquilo você pode levar como uma vantagem para você Você falou, olha, eu sou o melhor nisso, eu vou optar por Bauru Não, mas o meu forte é aqui, eu vou optar por Ribeirão Preto Enfim, Unicamp e tal Claro que o assunto aqui é o vestibular da Unicamp Mas você disse isso que é algo muito curioso E que não é todo mundo que se atenta a esse detalhe, né Francisco? É verdade E ao mesmo tempo, muitas vezes os alunos Por apresentarem bastante dificuldades nas exatas Passam a maior parte do tempo no cursinho Estudando exatas, matemática, física, matemática, física, química E às vezes não é o caminho certo E esquece muito do português Esquece das obras obrigatórias que o vestibular tanto da Unicamp quanto da USP tem O aluno tem que perceber que o peso que tem a nota de português é um peso máximo Então o aluno tem que ser estratégico Tem que ser estratégico Sem dúvida Tem que ser estratégico Então, ler as obras literárias que a Unicamp e a FURVEST tem Pensando na Unicamp A Unicamp tem 10 obras literárias obrigatórias Ler as obras obrigatórias é essencial É essencial e não adianta o aluno querer criar caminhos alternativos no sentido de, ah, vou pegar um resumo, vou fazer, pegar um vídeo ali para tentar entender a obra. A Unicamp quer que o aluno, ele interaja com a obra, ele faça uma análise crítica da obra. E para fazer isso, ele tem que ler, ele tem que estar dentro do contexto histórico, do contexto político da época, ele tem que conhecer as características do autor. Não adianta simplesmente pegar um resumo. O resumo pode satisfazer uma ou outra questão, mas não todas. E quando a gente pensa no aluno de alta demanda, aquele que quer um curso de alta demanda, um cara que quer medicina, pensando em medicina, que a concorrência no ano passado foi 324 alunos por vaga, é uma concorrência muito alta. O aluno que quer medicina, ele tem que estar atento a tudo. A tudo. Além dele estar estudando fortemente, fazer um bom cursinho, estudar em casa, tem que ter isso que o Francisco está falando também, essa estratégia. A estratégia. E o peso do português é um peso máximo. E muita gente não leva muito isso em consideração. É, acho que porque é nossa língua materna e português a gente tem que contar... Já acha que sabe, eu falo português, beleza, morei nos Estados Unidos, eu falo inglês, e boa, mas vai fazer uma prova mesmo de inglês, é diferente, então assim, o fato de você falar o português, claro que todo mundo fala o português, mas é diferente, a pegada é outra, entendeu? Essa sempre foi a minha matéria no colégio preferida, né? Português, história, geografia, redação, tanto que eu fiz jornalismo, né? Não fui para o lado de exatas, mas é bem isso que você colocou. Você citou as obras do vestibular da Unicamp, gostaria que você falasse mais sobre elas, quais são, enfim. É, são 10 obras obrigatórias, que abordam diferentes gêneros. Tem obra que é poesia, tem obras que são romances. Então, são 10 obras de autores clássicos. Quando a gente pensa que o aluno tem que ler 10 obras para se preparar, a Unicamp divulga com antecedência essas obras. Para que dê tempo para o aluno, para o candidato, ele interagir com a obra e não fazer a leitura superficial. Geralmente são textos que a Unicamp já divulgou há três anos, há três anos, dois anos, que dá tempo para o aluno, para o candidato, ele conseguir interagir com essa obra e conseguir tirar todos os detalhes possíveis. Agora, eu sempre falo para os nossos estudantes aqui da oficina, eu sempre falo com eles para quando ler a obra, não ler por obrigação. para ele ler a obra tanto para passar no vestibular, mas como para se enriquecer culturalmente. Eu acho que é a oportunidade que ele vai ter para ler uma obra clássica e adquirir cultura naquele momento. E, ao mesmo tempo, usar o benefício de ter lido a obra para passar no vestibular. Então, obra literária tem que se programar. Não adianta ler no segundo semestre o vestibular da Unicamp, a primeira fase. vai acontecer no dia 6 de novembro, não dá tempo até essa data o aluno que não se programou ler no segundo semestre isso, ele tem que fazer uma programação anual, ler uma obra cada 15 dias, uma obra por semana, ele tem que digerir isso, tem que contextualizar a obra, não adianta você ler a obra puramente e desconectá-la do contexto histórico, ele tem que saber qual é o contexto histórico, político da época, ele tem que saber as características do autor que escreve a obra. Então, a gente pega duas obras, uma que, por exemplo, está na Unicamp e outra que está na FUVEST. Pega a Quincas Borbas e a Relíquia. São dois atores que conviveram na mesma época, mas o Machado de Assis tem uma característica diferente do essa de Guerós, apesar de eles conviverem em épocas parecidas. Então, quando o aluno se prepara para ler uma obra, ele tem que fazer um estudo prévio. Eu não sou especialista em literatura, Na nossa experiência, convivendo com alunos todo ano, eu sou professor de física, mas convivendo com esses alunos, a gente fala para eles, olha, antes de ler uma obra, faça um estudo prévio. Essa obra está inserida em que contexto? Qual é o contexto histórico? O que é que acontecia na economia, na política da época? Quais são as características do autor? Qual é a escola literária que está inserida essa obra? É uma obra do barroco? É uma obra do arcadismo? É uma obra do romantismo? Ou seja, tudo isso é importante. Tá vendo, Francisco é professor de física, mas falou aí várias obras. Não, mas tem que estar atento, né? A gente tem que estar atento, porque a gente... Olha, eu tenho aqui... O nosso trabalho é orientar os alunos, né? Eu vou passar só algumas, ó, Sonetos Escolhidos, Sobrevivendo no Inferno, Tarde, O Seminário dos Ratos, O Marinheiro, A Falência, enfim, O Ateneu, Bons Dias. São algumas das obras aí, não é, para o vestibular da Unicamp 2023. Bom, fazer também a prova do ano anterior, isso pode ser muito importante, pode ser decisivo aí. A preparação exige momentos diferentes, eu acho. Na preparação para o aluno, eu entendo que no primeiro momento ele tem que estar atento ao conteúdo. Primeiro momento seria, entrou no cursinho, começo do ano, primeiros meses, primeiros 4, 5 meses, atento ao conteúdo. Após ele ter o conteúdo pronto, ele vai treinar. Treinar é o quê? É pegar a prova de anos anteriores e refazer. Por quê? Porque a característica de cada prova é diferente. A Unicamp tem questões que são contextualizadas, são questões que têm muito texto para interpretar, fazer conexões entre dois textos, ou seja, é uma prova muito interpretativa. Porque a Unicamp exige do candidato isso, que ele interaja com o mundo, interaja com fatos que estão acontecendo hoje, fatos que estão sendo abordados, como é que esses fatos de hoje estão abordados entre as disciplinas. Então, essas relações é uma característica própria da prova. E como é que se prepara para isso? Vendo o passado, pegando questões de anos anteriores e fazendo-as. Esse é um passo importante. Esse passo a gente recomenda para os nossos alunos segundo semestre. Depois que você aprimorou os conteúdos, pegou todos os conteúdos e estão frescos na cabeça, faz exercício. E é ganhar ritmo também. Você faz a prova do ano anterior e você também está ganhando ritmo. Bom, para a gente finalizar, Francisco, foram dicas certamente muito importantes, mas gostaria que você falasse sobre a redação também. A redação da Unicamp tem uma particularidade diferente de outros processos seletivos. Eu antecipei falando que a redação tem um peso muito grande na nota final. 20% da nota final do candidato é a redação. A Unicamp sempre dá para o candidato duas propostas possíveis. O aluno tem que escolher uma delas. A redação funciona apenas na segunda fase. a segunda fase, o aluno na primeira fase não tem redação. Na segunda fase, o primeiro dia de prova é uma prova de língua portuguesa e redação em inglês. Então, a redação está na segunda fase. O aluno terá duas propostas possíveis, ele tem que escolher dentre essas duas, uma para escrever. O detalhe é que pode aparecer qualquer tipo de texto possível. Um texto jornalístico, como já apareceu, ser jornalista, sabe? que é uma característica própria de um texto jornalístico, que é diferente de uma dissertação, que é diferente de um verbete, que é diferente de uma crônica. Ou seja, cada texto tem uma característica diferente. O que o aluno tem que fazer? Saber as características de cada texto e treinar isso. Então, o vestibular da Unicamp, a redação, é um ponto importante, tanto pelo peso que tem na nota final, quanto pela característica que tem. A gente pensa no Enem. O Enem vai cair uma dissertação, ponto. Ou seja, é um tipo de texto possível, único, que vai cair no Enem. Unicamp não. Unicamp pode aparecer várias possibilidades. Então, querido aluno, você tem que estar atento a essa possibilidade. Abrir a cabeça a essa possibilidade e treinar é a melhor forma possível. Legal! Francisco Clóvis de Souza Jr., diretor pedagógico, batendo um papo conosco. Muito obrigado, Francisco, é o nome do meu filho. Valeu! Agradeço a oportunidade Por participar aqui com a gente Obrigado, agradeço a oportunidade E desejo aos estudantes que estão aí nessa maratona de vestibular Que tenham paciência Que estudem E dê valor para o que você faz Muitas vezes o aluno fica angustiado Pensando naquilo que não fez Mas aquilo que se faz tem um peso muito grande Então dê valor a isso que esse é um passo importante também para diminuir essa ansiedade antes da prova. Bom, pessoal, eu sou o André Aranha e já sabem, né? Eu estou sempre de olho na educação. Tchau, até a próxima!