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Bom, é isso aí, pessoal. Quadro de ônibo. Olha só. E hoje um assunto super importante, porque acontece com muita gente, né? Muitas pessoas, alunos, crianças e adolescentes também não gostam de ir pra escola frequentar o colégio. Por quê? Por questão de bullying também. às vezes não se adapta à matéria, tem todas essas questões pra gente entender certinho como funcionam essas situações. Estou aqui com a Adriana, que é psicóloga. Tudo bem? Muito obrigado. Tudo bem. É um prazer estar aqui com vocês hoje pra gente falar um pouco sobre essa questão, né? Porque as criançadas não querem ir pra escola ou então fala: "Papai, eu não gosto não só criança, mas os adolescentes também". Realmente são vários fatores que implicam nessa nessa questão. Bom, e um desses fatores pra gente começar falando, né, Adriana, que inclusive é é um assunto hoje que é muito comentado e tudo mais, é questão do bullying, né? É o buling. Isso acontece mesmo. Ele acontece muitas vezes ele acontece na sala de aula, criança com a criança ali. Às vezes a criança vem, sabe que às vezes as crianças vem de uma van e acontece na van, não é necessariamente dentro. No caminho já, o caminho já acontece o ônibus, a van encontra outras coleguinhas ali por algum fator, ela já começa a se sentir, né, deixada de lado ou fala alguma coisa. Então é importante a gente falar sobre isso, porque quando a criança fala: "Eu não quero ir pra escola, não quero ir pra escola". Os pais já pensam assim: "Ah, não quer ir pra escola porque não tá gostando da escola, não gosta do conteúdo, não. Mas pode ser o quê? Tem alguma criança que tá ofendendo esse aluno e aí por isso ele não queria ir." Então é muito importante os pais falarem: "Mas por que que você não quer ir pra escola?" E a partir da resposta da criança, a gente começa a entender o motivo pelo qual ela não quer ir pra escola, né? O que que tá acontecendo ali na escola. Bom, eh, inclusive muita gente fala, bullying na minha época já tinha, né? Mas hoje eu acho que ele é visto, né, Adriana, de uma forma diferente. Hoje as pessoas acho que eh falam mais sobre isso e tudo mais, né? Denunciam talvez mais essa questão. Sim, isso denuncia porque a própria escola trabalha com a criança fator e as crianças elas têm consciência de quando elas são chamadas de algum nome, algum apelido, alguma coisa que elas são ofendidas, elas já sabem que isso não é legal. elas se sentem mal em relação à aquilo que estão falando sobre ela. E antigamente talvez a gente nem sabia, né? O povo falava cada coisa que fala: "Que que isso? É só um apelido, levava na brincadeira, voltava a conversar com os amigos". Mas hoje a gente entende o preconceito melhor. As crianças já sabem que elas estão, que alguém tá ofendendo a a elas, né? Em relação muita gente fala que é mimimi, mas não é, né? Não é. É claro, brincadeira sadia, todo mundo faz, é diferente, mas bullying pesado já é não é um mimimi, porque ofende exatamente aquela área que a criança já tem uma fragilidade. Claro. Então ela já se percebe como uma com a desvantagem naquela área, às vezes dentro da sala de a físico, né? Pode ser na área física, pode ser até na intelectual. Dentro da sala de aula os coleguinhas percebem que ela já tem uma dificuldade de aprendizagem. Onde que eles vão falar? Exatamente. Não tem uma questão. É você é burro. É, é. Ou então usa outras nomes. Lerdinha. O lerdinho, né? É devagar. Eu lembro que tinha uma na Não era nem na colégio, era no acho que no cursinho o apelido era lerdinha. Bullying, né? é bullying, porque hoje se você fala que é alergia, você já tá dizendo que você não termina junto com a turma, você não consegue acompanhar. São vários fatores. Então o que é um desrespeito. Então a criança desrespeitada, ela nem sempre vai ser só por causa de uma fala, mas às vezes de um gesto, de uma ação do professor ou então da própria escola, né? Criança com criança, tudo isso, se ela se percebe como desrespeitada, ela não quer ir pra escola. Então isso é um fator importante a ser pensado, não? É muito legal o papo aqui com Adriana, porque a Adriana, além de psicóloga, é também pedagoga, né? Sim. Então, quer dizer, tem muito, muita experiência aí na área. Adriana conversando conosco aqui no quadro de Olho na educação. Bom, eu tenho um filho de 5 anos, não é? eh, faz seis esse ano. Ele gosta bastante da escola, é um ambiente que ele que ele sente confortável, tem amigos, adora as professoras, mas tem dia também que ele fala: "Papai, mamãe, eu não, não quero ir na escola, mas por que, filho? Ah, quero ficar em casa, tal. Como lidar com essa situação? Isso. Você tem que perguntar, né? Não te perguntei, mas seu filho vai meio período ou o dia todo pra escola? Isso. Então, isso é um fator importante. Começa por aí. começa por aí, né? Uma criança que vai o dia todo na escola é diferente de uma criança que vai meio período. Então, ela gosta bastante de ir pra escola, mas tem dia, igual falou, tem dia que ele fala, eu não quero ir. Às vezes ela percebe que é um dia que o pai ou a mãe fica em casa, então ele querá, então ele quer ficar nesse dia. Aí, pera aí, todo mundo tá indo porque eu tenho que ficar lá o dia todo, né? Então é bem diferente. Ah, e às vezes um cansaço realmente, né? Por isso que ela falar: "Eu quero ficar hoje na escola". Então você tá percebendo que ela gosta. Tem outros casos. Um cansaço físico ou mental, Adriana, pode ocorrer das duas formas, né? Porque hoje, como a criança ela tá indo e ficando o dia todo na escola, ela não tá tendo aquele tempo, pera aí, qual é o meu tempo de casa? Qual o meu tempo com a minha família? Qual o meu tempo de não fazer nada, né? E ela não tem. E tem criança que fica na escola de 8 a 10 horas. Então você pensa que sai cedo, 7 horas, sai da escola depois às 6 da tarde, chega em casa, janta. quando não vem jantado da escola, dorme e já tá indo paraa escola de novo. Então esse é um cansaço físico como mental. E aí você tem que observar as relações sociais. Às vezes teve um dia que brigou com um amiguinho, porque isso é muito importante para crianças. As relações tá estabelecendo. Às vezes volta com umas mordidas e tudo mais, né? Às vezes o fulano pegou um brinquedo. Isso. E quando ele sente, lembra que eu falei para você do desrespeito? Aí eu já não quero ir. Então isso vai tá quando ver essa fala a gente tem que atentar o que é que tá trazendo então essa desagrado paraa criança. Inclusive esse é um quadro eh que tem uma audiência muito grande, principalmente pelos pais, né, da das crianças, né, Adriana? E as pessoas assistem aqui ao quadro de Olho na Educação e pegam, logicamente muitas dicas eh sobre inúmeros assuntos. Por exemplo, como conversar sobre a importância da escola? Frases, eh, como na escola você aprende coisas incríveis ou lá você pode brincar e fazer novos amigos. São frases importantes também. Isso são frases importantes, porque às vezes os pais eles falam assim: "Ah, você tem que na escola para aprender". Aprender o quê? Não é? Então, não é só um aprendizado de conteúdos. Então, a gente tem que mostrar pra criança que lá ela vai interagir com as outras crianças, ela vai socializar melhor. Então, nessas frases colocando não, você vai aprender a brincar, novas atividades, brincadeiras novas e até resgatar com essa criança. Ela já foi um dia na escola fala assim: "Olha só, que que você aprendeu, que você gostou de aprender?" Então, ela vai te falar: "Você viu que legal? Eh, qual amigo que você tem lá na escola?" Ela vai também contar para você. Então você vai trabalhando esse aspecto, porque a escola é agente social dentro da sociedade. A criança se familiaria, tem a família que elas tem as relações sociais e logo na escola, tanto pelo tempo que ela fica na escola, né, que é esse caso que a gente falou ficar o dia todo, mas é ali que ela vai encontrar os amigos da mesma faixa etária. ela ela aprende a dividir, ela aprende a fazer as trocas, né, com outras pessoas, ela aprende se socializar melhor, entender, né, quem é um, quem é outro, novas brincadeiras e também aprende as questões de conteúdo, o que que é necessário para onde ela tem uma profissão. Então, aí vai dependendo da idade que a gente vai trabalhar esse tipo de aprendizado. Então, um adolescente, um adolescente já é necessário que a gente fale, né, comece a falar para ele sobre projetos de vida, sobre o que ele pretende e mostrando o quanto que a escola ela vai favorecer que ele se desenvolva para chegar no onde ele deseja chegar. Perfeito, Adriana. E uma pergunta eh que eu particularmente acho super importante e que talvez seja, enfim, a dúvida aí de muitos pais responsáveis é quando buscar a ajuda profissional, em que ponto que que os pais chegam e e eu acho que a ajuda profissional é sempre importante, né, independentemente da situação. Mas enfim, quando procurar, quando buscar ajuda profissional, Adriana, é, a gente tem que sempre analisar quando a pessoa está em sofrimento. a gente fala em sofrimento emocional e muitas vezes a gente não dá importância devido ao que a criança está nos dizendo, ao que o adolescente está nos dizendo. Então, a toda criança, tanto pelos pais como pela pelos professores, pela escola, ela precisa ser ouvida, ela deseja ter uma escuta. E aí quando ela fala: "Olha, eu não estou me sentindo bem, não tô gostando do que tá acontecendo". Eh, ou então ela sem saber, né? Não, não quero, não quero ir pra escola. Começa a chorar, ter também às vezes eh eh somatizado, dor de barriga, dor de cabeça, sendo isso recorrente. Pera aí, por que que isso tá ocorrendo? Então, ela não sabe dizer exatamente, mas você vai começa a perceber que tá em algum momento ela tá expressando uma ansiedade, uma angústia, uma depressão. Uma criança que é super alegre, ela vem chorando todos os dias da escola. Pera aí, que que tá acontecendo? Tem alguma coisa errado, né? se ela vai sempre falando aquele amiguinho, aquele amiguinho. Então, a ajuda profissional é bem-vinda para para isso, tanto para saber o que está acontecendo como também para que tenha um tratamento em relação ao fator já em evidência ou prevenção. E também às vezes a escola ela aponta que é importante uma ajuda profissional, mas faz falar: "Ah, mas eu não acho". Então não, a gente sempre tem que tá com atento, né? Se a escola fala, é importante você já procurar uma ajuda e ao mesmo tempo, se você tiver dúvida, procurar o professor e ver como que essa criança está dentro da escola. E aí o professor vai também dar dados que vão favorecer se esse é o momento ou não de procurar uma ajuda profissional. Bom, estamos aqui com Adriana Pelissari. Adriana Peliçário, aê, psicóloga, pedagoga, mestrado e doutorado em educação e psicologia, eh psicopedagoga, coordenadora e professora do curso de pedagogia da UNIP, está conversando conosco para passar também pro pessoal aí que está nos acompanhando, assistindo ao quadro de Olho na Educação, dicas para tornar a experiência escolar mais positiva. Eh, tem um, eu gosto muito do autor Ruben Alves e ele fala sobre a alegria de ensinar. Então, para essa experiência ser positiva, tanto o professor ele tem que ter a alegria de estar no ambiente escolar, como também os pais levarem a criança, eh, levar falar paraa criança ou expressar que para a criança que ah estar na escola é um ambiente que vai proporcionar a ele essa alegria. Então, quando a criança chega ali, se é um ambiente alegre, um ambiente favorável, motivador, cheio de esperança, ela vai perceber e ela se conectando, interagindo com o outro, isso vai favorecer com que ela se desenvolva e queira estar nesse ambiente, porque todos nós somos assim, né? Se o ambiente é agradável, você quer estar. Se o ambiente não é agradável, isso independentemente, né, Adriana, de ser escola ou não, né? Se você vai no trabalho, se o ambiente é agradável, você quer ficar. Exatamente. Se não é, você não quer. Você vai no eh num clube. Se o ambiente é legal, o pessoal do futebol é bacana, do futebol é legal, puxa vida, vamos ficar. Senão não. Então é exatamente isso. Examente. Então o ambiente ele é um fator importantíssimo para o aprendizado, certo? Então a gente tem que até preparar o ambiente para criança. Então se é uma criança de 8 anos, vamos preparar uma sala, uma escola para oito. de cinco, nós vamos preparar também para esse é uma outra dúvida minha e certamente de muita gente que tá acompanhando ao quadro de olho na educação, quando, por exemplo, o problema é o bullying que o seu filho comete, não que o seu filho eh eh é não não quando ele é a vítima, quando ele é o autor do bul e aí que fazer então esse caso também é um prato de ajuda profissional. como é que eu converso com meu filho, quais são as regras, quais são os limites e a questão do respeito, né, para com o outro. Tem até um livrinho que chama Marcelo Marmelo, Martelo. Ele é interessantíssimo esse livrinho porque ele vai dar, tem uma uma história específica que ele conta sobre o menino que tava eh deram o apelido para ele. Mas como que se resolve isso? Mostrando assim: "Olha, você gosta desse apelido?" Quando alguém coloca o apelido, você gosta? E se eu te chamar de alguma coisa que você gosta? Não, eu não quero. E porque o outro vai ter que querer. E aí a gente vai trabalhar com essa criança ao respeito necessário para com o outro desde dentro de casa, né? E ela tem que respeitar os pais, os irmãos e as outras pessoas, né? Em geral na sociedade, porque se ela não respeitar, ela também não vai ser respeitada. Existem regras que são limites que são necessários dentro de casa, na sociedade, paraa gente viver no mundo, no trabalho, onde ela for. Então, a gente precisa trabalhar aí com os pais para que os pais estabeleçam esses limites e isso também dentro da escola. Então a gente fala que é uma parceria o tempo todo entre a família e a escola, que às vezes a criança em casa desrespeita, aí chega na escola, o professor coloca o limite, mas em casa não tem esse essa mesma linha. Então a gente precisa trabalhar muitas vezes mais com os pais do que com a criança, né? Então, é, o tempo todo na escola ela chama também, a escola chama os pais para falar o que que a criança tá fazendo, como que os pais devem trabalhar. Então, o que a gente tem trabalhado bastante nas escolas é isso, é estabelecimento de regras, de limites para que essa criança tenha isso dentro de casa, na escola ou qualquer lugar que ela for. Valeu, Adriana. Muito obrigado. Ah, eu que agradeço. Valeu, pessoal. Bom, eu sou André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Tchau.