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Conexão Cultural | Primeiros traços
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Conexão Cultural | Primeiros traços

52 views Publicado 25/04/2025 HD · 41:02

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No episódio de hoje do Conexão Cultural, celebramos os 50 anos do Núcleo de Animação de Campinas, um dos núcleos de cinema de animação mais antigos do mundo! 🎬✨ Diretamente da Unicamp, conhecemos a história incrível contada por Lucas Vega e Rafaela Repach, que compartilham a importância do incentivo ao traço livre, à criatividade e ao desenvolvimento artístico de crianças e adolescentes. Além disso, visitamos o Animar Studio, criadores do fenômeno Jacar Elvis e colaboradores da Galinha Pintadinha! 🐊🎶 Conversamos com os fundadores André Pádoa e Thiago Saad sobre a evolução da animação 2D, a produção de conteúdo infantil de qualidade e a importância da música e do lúdico no desenvolvimento infantil. 🚀 Conheça os bastidores das oficinas de animação da Unicamp, a história dos brinquedos óticos, as técnicas de animação cutout, e o impacto das plataformas digitais como YouTube e Netflix na expansão da arte animada. Prepare-se para uma verdadeira viagem no tempo, cheia de história, cultura, emoção e muita criatividade! Quer saber mais? ✅ Conheça o Núcleo de Cinema de Animação de Campinas no Instagram e YouTube (procure: "Núcleo de Animação de Campinas"). ✅ Explore também o canal da Upadupa TV e do Jacarelves no YouTube. 🌟 Conexão Cultural é exibido pela TV Câmara Campinas, levando cultura, arte e histórias incríveis até você. 🚀 Não pare por aqui! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 👉 www.youtube.com/@tvcamaracampinas/playlists 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: Instagram: www.instagram.com/tvcamaracampinas TikTok: www.tiktok.com/@tvcamaracampinas Facebook: www.facebook.com/tvcamaracampinas 📢 Compartilhe este vídeo e ajude mais pessoas a se inspirarem também!

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[Música] No Conexão Cultural de Hoje, a gente vai falar de uma queridinha do audiovisual, que é a animação. E a gente veio até aqui a Unicamp, onde funciona o núcleo de cinema de animação de Campinas, um dos mais antigos do mundo em funcionamento. E quem vai contar um pouco dessa história é o Lucas Vega, que foi aluno na infância dele e hoje faz parte aqui do núcleo. Muito obrigada por receber a gente aqui, Lucas. Não, eu que agradeço. Obrigado pelo convite. O Wilson Lazarete que é o au professor aqui na Unicamp, professor aqui no no Lismo, no laboratório eh de imagem som aqui da Unicamp. Ele tá viajando, então ficou, ele e o Maurício, que são os fundadores, diretores do núcleo, tão viajando, então incumbiram a gente dessa. Vocês vão fazer as vezes, né? O Lucas e a Rafa, que já já vai conversar com a gente também. Então conta um pouquinho dessa história pra gente. Essa história que tá se perpetuando aí vai fazer 50 anos, né? Isso. Duclu agora em abril faz 50 anos, começou eh em 75 no Conservatório Carlos Gomes, né? que funcionava no centro de Campinas e depois de alguns anos foi para uma sala no centro de no no Castro Mendes, no teatro Castro Mendes, numa sala de ensaio que tinham tinham várias salas ali para ensaio, tal, e uma das salas ficou o núcleo. E aí nos anos 80 que eu e meus irmãos começamos a a fazer, a gente ficava a tarde inteira lá fazendo desenho animado assim, eu, meus irmãos, o o outros outros adolescentes também, né? Eu tinha 8 anos, mas eh tinham outros adolescentes, o André, o Gustavo Tomás e tal. Então, a gente formou meio que uma turma assim. E isso impactou sua vida, né? Porque direcionou meio que a sua carreira ou você já tinha esse gostinho lá atrás. e foi buscar justamente por isso. Não, para mim, para mim foi mágico. Eu lembro de até hoje da primeira sessão que a gente viu lá no núcleo, assim, de algum eh de alguns filmes que me impactaram assim, né, que ficou mágico, né, era essa coisa do desenho meio mágico assim, ele se transforma, eh, quando ele tem movimento, parece que ele toma vida, né, o ânima, né, a alma. Sim. Eh, mas aí eu fui fazer outras coisas, né? Fiquei até a gente faz uma viagem também, a gente faz duas viagens pro Pantanal, é acho que uma em 88, se eu não me engano, a gente vai para Poconé, então eram crianças adolescentes dando aula para adolescentes, né? Lógico tava o Au e o Maurício também. Mas assim, isso é muito interessante com uma adolescente dá aula também para para adolescente. É uma coisa interessante do núcleo que o Felipe Miranda do núcleo que tá fazendo a curadoria da da exposição também junto com a Rafa, junto com a Roberta, junto comigo, ele fala assim que não é o futuro animador, é, já é animador, a criança já é um animador, né? Não tem essa coisa do tem o porvir, não. Já é um animador. Lógico que você tudo que você se dedica mais tempo, você vai depurando aquilo, qualquer coisa, né? Eh, desde, sei lá, um mecânico de automóveis, ele vai aprendendo mais coisas, né? E no desenho é a mesma coisa. Então você vai mudando esse grafismo, né? E é um poder danado você dar vida para alguma coisa, né? Conta pra gente um pouquinho o que que é uma animação para quem tá assistindo, né? Qual é a mágica? Bom, eh, o desenho animado ele é anterior a ao surgimento, né, do cinema, né? O cinema ele precisa da fotografia, então precisa, precisou de uma evolução técnica da fotografia para surgir o cinema como a gente conhece hoje. Mas antes tinha o que a gente chama hoje de brinquedos óticos, né, que mostravam algumas propriedades do globo ocular, de como funcionava esse mecanismo, né, essas câmaras que a gente tem, né, câmara como câmara dos vereadores. É um lugar vazio, câmara, né, o olho é uma câmara porque tem um lugar vazio. Esse lugar é uma câmara, né? Então por isso que chama câmara ou câmera, né? Porque tem um espaço vazio. Mesmo num celular ele é microscópico, mas tem um espaço vazio para pra imagem se formar, né? Então uma das propriedades do globo ocular é eh a retina, né? Uma uma das um dos órgãos do globo ocular é retina, que tem a propriedade de reter, por isso tem esse nome, ele fica atrás do globo ocular, né? Onde se forma a imagem de reter a imagem, né? E essa propriedade eh faz com que a gente consiga ter a ilusão do movimento, né? Então, alguns brinquedos óticos, né? Eh, mostravam isso. Então, esse aqui é um taumatrópio que você não tem a estrela formada inteira em nenhum dos dois lados, mas quando você gira, forma a estrela por causa da propriedade da retina. A gente tem a ilusão de que ela está inteira, né? Então esse é um dos brinquedos óticos que assim você não tem o movimento, mas você já mostra a propriedade da retina, né? Na média, no ser humano, a gente tem eh 11 de segundo que retém a imagem em média. Então, se eu tiver uma velocidade maior do que 12 vezes por segundo, eu vou ter a ilusão. Se eu conseguir trocar essa imagem 12 vezes por segundo ou maior ou mais rápido, eu vou ter a ilusão do movimento, né? Que é isso, né? Aqui a gente tem vários fotogramas. Colou aqui a gente tem vários fotogramas. Então são 24 fotos dessa, mas elas estão paradas. Então ela para na minha frente, troca pela outra, daí quando tá trocando tem um tampa a luz. Tampa a luz, troca, libera a luz, abre, né? É um um como se fosse uma pizza cortada um pedaço no obturador, abre, mostra, passa a luz. Então faz isso 20. Por isso que o projetor faz esse ronronar, faz esse barulho, porque ele tá fazendo isso 24 vezes por segundo. E aí a gente tem a ilusão do movimento, né? Então antecedeu a É. E aí o que acontece? eh a a fotografia, né, para e a gente não tinha ela e como a gente conhece ela hoje. Ela precisava de muito tempo para aquela luz sensibilizar o material fotossensível. Tanto que fotos de pessoas, retratos, você tinha suportes pra pessoa ficar 30 segundos, 1 minuto, né? Porque se mexesse ficava borrado. Então ele precisava de muito tempo para sensibilizar o material fotos. sensível, né? Quando com a evolução tecnológica, a gente consegue fazer um filme, um um um fotografia, né, um material fotosensível que seja sensível a uma fração de segundo. 24 eh avos de segundo já deu uma foto. Então aí eu consigo fazer 24 fotos de um segundo, né? Porque se não fosse, se demorasse 1 segundos para fazer a foto, você já perdeu o movimento, né? Então, seriam eh foi essa evolução e aí essas propriedades da retina, de tudo, todo esse avanço científico de vários outros brinquedos óticos, né, os otroscópio, né, o praxinoscópico, todos os brinquedos óticos que mostravam esse avanço científico, né, que a gente conhecia da, né, do conhecimento anatômico do olho. E aí com juntando isso com a fotografia, a gente tem um cinema, né? Mas isso não quer dizer que os brinquedos óticos não continuem evoluindo. Ah, é? mostra pra gente, porque não é assim, o brinquedo ótico serviu só para isso e e foi abandonado. Então isso daqui é um brinquedo ótico que que é eh baseado no taumatrópio, né, nesse daqui. Mas uma professora da rede pública aqui de Campinas, eh, ela percebeu que as crianças não conseguiam mexer aqui na na linha, né, a mãozinha delas não conseguia fazer esse movimento, né? Então ela inventou esse pirulito animado ou pirulito ótico, não sei como qual é o nome, mas acho que é pirulito animado, que você faz assim, então fica mais fácil para as crianças, né? Então assim, é uma evolução do taumatrópio, né? Então a gente os brinquedos óticos continuam evoluindo, né? A gente tem outros outras propriedades, outros brinquedos óticos que também estão evoluindo, né? Tem a grade animada que hoje você consegue fazer eh com mais desenhos, antes eram só dois, enfim, todos são um travalínguas, né, o nome. Ah, é, né? Você tem o praxinoscópio, isotroscópio, esse esse daqui é isotroscópio, você tem o fenacitoscópio. A criança pode até aprender animação, mas falar vai levar mais ou não, né? E então vai ter essa comemoração dos 50 anos com exposição. Vai ser um grande evento para resgatar essa história? Sim. Então, dia 10 é a abertura da exposição à tarde, depois à noite, não lembro exatamente o horário, a gente vai ter projeções de filme, acho que é o Burrico e o Bentv, com a cantando, com cantando ao vivo, eh, lá no Centro de Ciências, Letras e Artes. Depois, dia 11, eh, a gente tem um um baile, eh, dia 12 tem outras atividades, enfim, tem um monte de atividade, tem oficinas, tem, é, o mês de abril tá bem agitado. Vocês tm canal assim, Instagram que a gente possa acompanhar quem tá assistindo? Tem, tem, só que eu não lembro de cabeça, mas tá, a gente vai colocar então. Colocar e desses anos todos, assim, o que que você diria que a animação, o que que mudou nesses anos todos? o que que evoluiu em termos de acesso para as pessoas. Eh, essas oficinas mesmo que o núcleo promove, né, são eh mecanismos de muita inclusão também para que a criança tenha esse contato. Tudo isso que você falou pra gente, né, às vezes a gente passa uma vida toda sem conhecer, né, então essas oficinas são momentos muito interessantes, né? É, eu acho que a a Rafa pode falar bem disso, mas assim, uma coisa que o núcleo preza e desde que eu entrei no núcleo, até meus irmãos tiravam sarro do meu desenho, coisa de irmão, brincadeira assim, mas de ter o seu traço, o grafismo mesmo, o grafismo da criança, né, ele é um grafismo eh que é muito é muito potente. lógico que a gente tem as nossas influências, tal, mas não querer copiar algo, não querer, ai, eu vejo hoje muitos adolescentes querendo fazer uma coisa parecida com anime, não, tá tudo bem, não é que não pode fazer isso, mas qual que é o seu desenho, qual que é o seu grafismo? E isso você vai eh depurando isso com o tempo, né? E é muito legal porque você vê as crianças desenhando e numa numa oficina aqui em Ortolândia, esses esses tempos, os meninos estavam colorindo assim, falou assim: "Nossa, muito legal ficar aqui, né?" Fica um falando com eles, estavam me afastado das mesas de luz assim, né? Aí, falava assim: "Nossa, como que da hora ficar aqui, né, à tarde desenhando, tal, não sei" que eu peguei essa essa conversa, achei muito legal assim, porque eh é isso, eles têm tem uma característica das oficinas que é o momento em conjunto e o momento que você tá desenhando que é com você mesmo. Lógico você tá do lado do outro, comenta alguma coisa, mas o desenhar é um momento de de introspecção, de como você desenha, a paciência de desenhar vários, né? Então isso é muito interessante, essa coisa coletiva, mas essa coisa também individual de concentração, assim, é uma imersão em si mesmo, né? É, exatamente isso. É, eu acho que é muito importante, não só na infância, né? Mas a infância faz com que a gente pegue esse gosto e que a gente tem essa essa experiência para poder desenvolver, né? Sabe quando a gente tá sempre para fora, mas não tem um momento para dentro, momento seu, que é também parecido com esse momento de leitura de um livro. Você criar esses espaços. Existem esses espaços, né? Sim. E ter esse lugar que valoriza o seu traço, né? Que valoriza a possibilidade de você ter o seu traço. É muito legal, né? Sim. É um é um traço sem um julgamento estético, né? né, uma verdade ali, é, sem um, é, sem um julgamento estético. Eu lembro que eh um, o sobrinho meu, ele fez um desenho e aí ele fez um risco azul, falou assim: "Eh, tava de dia, fez um risco com lápis azul, tava de dia." Daí ele pegou e fez um outro risco, falou: "Agora ficou de noite". Fez um outro risco, é só um risco. Essa capacidade que a gente vai perdendo quando a gente é adulto é muito interessante, né? Sabe assim, é livre ser você conseguir pensar em outras coisas, sabe assim? Você não precisa fazer um desenho eh que que a a isso tem que parecer real, né? Isso tem é exatamente, não. Você pode, sabe quando a criança faz, ela não consegue fazer direito, fala assim: "Que bicho é esse?" Você fala: "Sei lá, um jacaré". Não, é um boi sabe assim, é porque é isso, tá? Óbvio, né? Então, então acho isso e é uma coisa que o núcleo valoriza muito, né? eh esse o grafismo de de eh eh do o grafismo sem essa influência, né? Também com a influência, mas também sem uma uma coisa assim, tem que ser, sabe? Quando a gente desenha, era mimiógrafo antes, desenhava assim, falava assim: "Você tem que pintar só dentro". Hum. Isso é muito limitante, né? Muito. Já vem o desenho pronto, que já tem como estética e você tem que pintar dentro. Isso é muito de você se conformar com as regras, né? Não tô falando pra gente criar pessoas revoltadas, mas pessoas que pensem por si. Sim, né? Que fal assim, ó, que que não não julgue esse esse desenho é bom, esse desenho é ruim. Não, esse desenho é diferente. Esse desenho teve mais trabalho para fazer, esse teve menos trabalho. Então assim, não não fala assim: "Isso esse esse desenho é bonito esse desenho é feio, né? Porque isso é construído, né? Isso serve alguma coisa, né? É mais sobre o que esse desenho quer me dizer ou que ele me comunica e aquele e assim vai, né? Exatamente. Lucas, muito obrigada. Vamos falar um pouquinho com a Rafa agora como é que rola essas oficinas na prática. E agora a gente vai falar com a Rafa. Rafaela Repach, que é animadora, pesquisadora aqui da Unicamp e arte educadora. Rafa, conta pra gente como é que funcionam essas oficinas aqui que são tão tradicionais no núcleo, né? Então eles estão nessa área há muito tempo, né? E eu pude eh participar de várias oficinas nos últimos dois anos, principalmente. E é incrível assim como o e o Wilson Lazaret e o Maurício Quariz é o W e o Ma, né? Eles tm uma facilidade de lidar com as crianças, como o Lucas falou, eles não só valorizam o traço, o grafismo da criança, mas eles escutam as histórias que elas têm para contar, sabe? Isso é muito interessante porque elas fazem todas as etapas de um processo de animação que um grande animador, que uma grande corporação de animação faz, sabe? Eles partem então de um de uma ideia, de um roteiro. Então eles fazem o próprio roteiro, fazem o próprio storyeboard, né, que é uma sequência de desenhos bem simplificado para depois partir pras mesas de luz, né, que a gente tem aqui e assim fazer a sequência de animação. Então, elas se dividem entre elas. Eh, isso é bem legal também, porque tem a parte coletiva, né, que nem o Lucas falou, mas elas se divindem individualmente para cada uma fazer uma sequência e assim conseguir fazer ali em uma semana ou em poucos dias uma animação inteira e aí elas partem depois de fazer a animação para as para fazer a trilha sonora e aí finaliza, né, fazendo os áudios, as falas e a própria música. Então é isso, é bem interessante. A gente não falou das trilhas, mas elas têm um papel fundamental, né? como é que vocês desenvolvem isso com eles? Eh, eh, a partir do roteiro, então, eh, as crianças elas observam, né, porque é muito da animação é isso, que o núcleo também eh eh faz elas focarem, sabe? Eh, pega muito isso nessa perspectiva de observar o espaço, tanto em questão ao movimento, ah, como é que tal pessoa se move para eu reproduzir isso? ou como o animal se move, mas também nos eh nos objetos, nos sons dos objetos dos carros, por exemplo, elas vão criar tudo isso a partir de observações. Então, talvez eh em algum som usar folhas, né, para replicar esse som, enfim, eh tipo rádioovela assim. É, exatamente. E aí, tipo, usar bem a criatividade mesmo para fazer as trilhas, explorar explorar. É. E qual assim, o que que você sente das crianças nesses processos? Tem alguma história que marcou mais assim das oficinas que você aplicou? Eh, eu acho que é muito marcante para mim porque elas ficam muito além de muito interessadas, muito focadas assim, tipo, nada tem criança que senta ali, deita na mesa praticamente, né, e termina aquilo, que nem eu falei, em uma semana assim, sabe? É um, é surreal assim. E ah, e tem uma história, né, que o Maurício Esquariz contou pra gente, é como uma memória dele que eu queria trazer, que é o do da criança do Xingu, que desenhou curupira, uma menina, né? Então ele contando pra gente, ele conta que a menina ao desenhar o curupira em uma oficina, ela tremia de medo, porque lá é enraizado, né, que o e a mãe dela contava para ela que o curupira era real e que se ele aparecesse, ela ia ficar com medo. Então ela desenhava tremendo assim. E aí aqui a gente tem umas amostras, esse aqui. Então foi muito marcante. Que legal. É, e ficou assim pra história do núcleo mesmo essa esse conto. Ela literalmente deu vida, trouxe vida pro curupira dela, né? Aí é um pouco isso. E aí eles se sentem eh muito realizadores, né, talvez no final do processo e assistem uns dos outros. É isso. Sim. E aí eles ficam muito curiosos para saber como que vai, porque tem e além de todo o processo que eles fazem, a gente faz uma edição ali final e aí um tempinho depois a gente mostra finalizado. Então eles ficam muito ansiosos e a gente tem um canal no YouTube, né, Núcleo de Animação de Campinas, que a gente eh posta todos os vídeos de todas as todos os filmes de todas as crianças e aí elas ficam muito ansiosas querendo que a gente fte logo. E ah, é muito lindo de ver, sabe que elas é transformador, é transformador. É pro meu processo assim, é, eh, que eu me graduei aqui na Unicamp, né? Fiz aula com o professor Wall, então eh desde aquela época ele traz essa filosofia da animação, né? Como você valorizar o seu próprio traço, valorizar o traço do outro, enfim, valorizar a criatividade e o processo de cada um, sabe? Então isso me transformou muito, tanto como pesquisadora como arte educadora, de ouvir, de sentir o que a pessoa precisa ali naquele momento, sabe? E e eu acho que isso que transforma nossas oficinas tanto em escola pública quanto eh com pessoas com deficiência, tanto as nossas comunidades indígenas, eu acho que isso é muito, enfim, uma troca, uma troca, uma troca gigantesca, assim, a gente aprende mais do que as pessoas, eu acho. É o que você tá bebendo ali de várias fontes, né? e fazendo esse processo de curadoria tanto dos 50 anos, acessando o acevo, o que que você tá descobrindo nesse universo aqui do núcleo de Campinas? Eu acho que eu tô aprendendo a história completa, assim, tipo, pelo menos muitas histórias aos poucos estão vindo a partir de uma foto que a gente tá e colhendo. Por exemplo, eh os acervos hoje, né? Eles são na casa do Maurício e na casa do Wilson, que são em Valinhos. Então, a gente poôde ter acesso a a esse acervo, né, poder ir lá eh selecionar algumas imagens, alguns cenários, fotos. Então, cada imagem que eles traziam pra gente, eles contavam uma história. Então, eu acho que isso foi eh foi muito conhecimento assim nesse processo, sabe? Então vai ser muito lindo de ver tudo em painéis, organizadinho lá no CCLA, que a gente teve esse todo trabalho, Felipe, a Roberta, o Lucas e eu, né, de de selecionar com carinho assim, pensar em cada história o que precisa ser contado, né? Cada foto dava um mini doc, né? A gente viu até uma ali do Castro Mendes que acaba dialogando com a história do Lucas e assim vai, né? Exatamente. Eu achei muito interessante também que um tem a marca mais histórica, o outro tem uma outra marca. Você queria falar um pouquinho mais assim da identidade dos fundadores? Eu acho que principalmente o traço de cada um é muito reconhecível assim o pezinho do Maurício, as as mulheres do W, tipo, cada um tem um traço muito específico. Eu acho que isso também vai poder ser visto na exposição claramente. Eh, também tem uma pegada bem histórica, né? por exemplo, o Maurício eh conta das raízes dele, eh, da imigração. Então, eu acho que cada um tem uma linha que segue bem bem específica, assim, e também vai ser eh acho que isso a gente quer deixar claro na exposição, cada um e suas histórias, né, seus longas. Eh, e o Wall também sempre muito poeta, né? ele traz a poesia, a música para pras pro longa dele, pro para pros curtasmetragens dele. Muito claramente a gente vê o sentimento de cada um em relação a esse processo de animação. A gente fala poesia, poesia e a poesia muito além do texto, né? Um traço tem poesia, né? Exatamente. Que nem a gente ouviu, ah, um risco dentro de um risco cabe uma noite, cabe um dia inteiro, né? E a animação ela é muito mágica nesse sentido, né? Uhum. E como animadora, você tem um trabalho que você gostou mais de realizar? Eh, um momento da sua vida, esse que você falou: "Pô, eu quero fazer isso". Eu acho que eu comecei a explorar muito esse caminho a partir eh da, que nem eu falei, da filosofia do Wilson, porque ele não deixa a gente acuado assim, no sentido de nossa, você não sabe desenhar ou você não tipo, você não se sente incapaz, sabe? Você é sempre instigado a explorar, saber mais. Eh, e eu acho que que nem o Lucas falou, vem muito de dentro o traço de cada um. Eles sempre prezam para isso. Eh, todo mundo sabe desenhar, você só tem que trazer o seu traço à tona assim, sabe? Então, eu acho que eu tento cada vez mais eh explorar esse meu traço e sempre trazer a minha poética, o meu sentimento e aflorar através da história da animação, que nem você falou, eu acho que trazer vida a a coisas que a gente quer dizer é muito significante assim, tipo, é até mágico, né? Exatamente. Ou seja, a animação aqui no núcleo é visceral mesmo. Vai saindo muito de dentro para fora, né? Sim. A, até eu já quero chegar e dar uma desenhada, fazer um processo. E para quem quiser conhecer as oficinas, o programa de vocês, tem um site ou um canal, um Instagram pra gente seguir? Temos o o Instagram, temos o YouTube e temos o blog, né, do núcleo de animação de Campinas. Maravilha. Então, dá para seguir, né? Dá. Rafa, muito obrigada então por receber, compartilhar tudo isso com a gente, né? Então a gente vai comemorar 50 anos e vai acompanhar, vai repercutir toda essa história maravilhosa de um dos núcleos mais antigos do mundo, né? É isso aí. Obrigado. Valeu. Obrigada. [Música] De volta pro segundo bloco do Conexão Cultural de hoje, ainda sobre animação, a gente vai conhecer hoje o trabalho do Animar Stúdio. Eu vou começar aqui com o André Pádoa falando sobre a história desse estúdio que já participou da Galinha Pintadinha e tem uns personagens autorais incríveis, tem muita visualização, né, André? Conta pra gente. Muito obrigada por receber a gente aqui também. Obrigado pelo convite também, muito legal. Agradeço. Então, o Animal Studio já tem 18 anos e a gente de lá para cá já fez muita coisa, né? Até hoje a gente faz, atende muitos clientes, faz publicidade também, faz comerciais, mas a gente tá cada vez mirando mais em conteúdos infantis, né? Como a própria Galinha Pintadinha, que é a nossa cliente, o próprio Jacar Elvis, que que a gente vai falar mais pra frente, e vários outros que a gente chama de IPs, né, outras propriedades, outras marcas, né, de animação infantil. E a gente se conheceu e o Thiago na Unicamp lá quando a gente fez faculdade. Então tanto eu quanto ele a gente desenha, né? A gente vem do desenho, tudo. E aí a gente se encontrou lá, fez algumas matérias, inclusive com Wilson Lazaret, né? Eh, que é um um ícone da animação aqui da nossa região. E aí a gente se conheceu lá e começou a ter uma afinidade e falou: "Poxa, se a gente montasse um estúdio". Na época eu já trabalhava como caricaturista, né? Eu já fazia caricatura ao vivo, caricatura para encomenda. E a gente começou o estúdio fazendo ilustração e caricatura. nem era tanto animação, por mais que a gente tinha muita vontade, mas de lá para cá, nesses 18 anos, a gente foi cada vez indo mais pro caminho da animação. E aí, eh, o que que você poderia dizer que mudou muito assim? Eu acho que a tecnologia, né? Mas vou deixar você falar nesses 18 anos, que que a que a animação trouxe? Foi uma revolução ou é uma uma evolução esperada mesmo para o tempo, né? Sim. É, quando a gente começou a fazer animação, eh, já era, eh, já existia os tablets, né, que são, enfim, como se fosse um iPad grandão que você desenha, ela é sensível à pressão. Então, é como se fosse uma prancheta digital, chama mesa de desenho, mesa digitalizadora, a gente chama de de tablet, enfim, síntic, enfim, mas aí tanto faz. O ponto é, a gente desenhou no papel, nas mesas de luz, né? a gente fez, a gente passou por esse processo, é super legal, super interessante para aprendizado, mas acaba que o o você desenhar direto no computador, né, com a mão ali, com a canetinha, é mais rápido, mais prático e e tem um resultado de acabamento até melhor, né, em alguns momentos. Eh, e aí de lá para cá a gente foi fazendo cada vez mais essa coisa de animações digitais e a gente usa hoje uma técnica que a gente chama de cutout, não a gente, mas o mercado como um todo, né? Que tenta imaginar, são várias peças desse personagem que a gente cria. Então, primeiro cria o personagem, depois as peças, uma biblioteca gigante daquelas com várias peças e depois para animar essas peças todas. Hum. Que é diferente um pouquinho daquela animação que o Walt Disney fazia lá no Branca de Neve, né? Ah, sim. E isso parece até um tipo de jogo, né? Tem um tipo de jogo assim, né, que você usa as peças para poder modelar o seu próprio personagem e tal, né? Sim. Já vai dando essa ideia. E o mercado mudou muito? As pessoas consomem mais animação, ela sempre foi muito queridinha de todo mundo? Eu acho que todo mundo gosta um pouco de animação, seja 3D, seja 2D. A nossa técnica aqui do estúdio, do Animal Stúo, é 2D. Então, a gente até tá fazendo algum projetinho em 3D, mas o grosso que a gente faz são desenhos que parecem desenhos, como a Turma da Mônica, como a própria galinha, o Jacarelvis, né? Eh, e eu acredito que que funciona bastante essa técnica que as pessoas gostam, porque remete um pouco à infância da própria pessoa, né? Você olha aquele desenho mais simples, um pouco, vou chamar mais de rudimentar, mas enfim, dá para ser super bacana, né? E acho que tem algum gatilho que a pessoa fica mais tranquila e ela ela gosta daquilo. E a gente percebe que tendo uma boa história também, independente da técnica que se use, seja 2D, 3D ou stop motion, que são bonecos, né, tudo ou qualquer outra que tem várias, o importante é a história e a música, enfim, a pessoa se envolver com aquela história, o projeto harmonizar, né, fica meio orgânico, né, 2D, parece que você tá, né, mais rústico e tal. E as plataformas streaming também revolucionaram isso, né? Porque antes tinha que ter toda aquele o estúdio tinha que liberar, ia pro cinema e tal. Agora não. A gente tem um monte de plataforma YouTube que dá para e exibir os produtos, né? Sim. E as crianças amam e as mães amam mais ainda, né? Sim. Sim. É, eu acho que realmente as plataformas, seja o Netflix, seja Amazon, essas grandes, né, quanto as outras, também revolucionaram bastante o mercado, porque a gente, primeiro, a animação era exibida na TV aberta e também na TV a cabo. A TV aberta teve uma questão de leis que não permitiu mais, as emissoras decidiram não mais eh mostrar muita conteúdo infantil, né? Então, praticamente não tem animação na TV aberta. Alguma coisinha talvez tenha, mas muito pouco. Aí a animação foi pra TV fechada, mas tava meio e apertado, né? tinha bastante gente querendo produzir e pouco lugar para exibir. E o YouTube e as plataformas acho que vieram para dar uma boa ajudada para para escoar essa produção, essa vontade e as facilitar pr as pessoas também. Às vezes nem todo mundo tinha TV a cabo, né? Enfim. Sim. Agora tá muito mais acessível, né? E você que já me diz que é pai e tudo mais, eh, qual a importância desses conteúdos? um conteúdo com uma curadoria mais pensada para criança, com conceito. Como é que é a importância de de pensar em tudo isso além da animação, né, do técnico? Sim. É, quando você vai produzir, seja para qualquer público, né, você tem que realmente ser bem responsável e entender aquele público, mas especificamente o público que a gente atende, né, que é muito de de 1 a 5 anos, né, pré-escolar, eh, a gente tem que tomar esse cuidado em dobro, né, não só porque eu tenho filhas, tudo, mas cara, todo mundo e tem que pensar junto para deixar o melhor conteúdo para essas crianças. Claro que nem tudo precisa ser educativo, nem tudo precisa ser muito didático, né? Eu acho que tem que ter esse mix de entretenimento com educação, com com conceitos bons. Eh, e a gente na muitos dos projetos nossos, a gente contrata eh eh pessoas, pedagogas, psicólogas, pessoas de para dar consultoria social também, de inclusão, enfim, a gente tenta se munir a de várias pessoas para ficar um conteúdo bem legal, né? não só eh legal, mas útil também e que respeite a criança no máximo, né? Legal. É, educativa é legal, mas tem que ter também aquela aquela liberdade de criação, né? Eh, e o Animar, que que você pode dizer assim para quem tá assistindo e ainda não conhece o canal, que que ele pode encontrar lá no canal de vocês? Legal. Eh, no YouTube a gente tem dois canais mais fortes, que é o Jacar Elvis e o Upadupa, que era o canal do Animar Stúdio, que agora virou Upadupa, Upadupa TV. Então, procurar Upadupa. Então, lá no Upadupa tem um monte de conteúdo infantil. Eh, e no Jacarelbes também tem muito conteúdo. E tem o nosso site também que é do animarestudio.com.br, que realmente aí tem eh um pouco um pouco de tudo, mas também bastante coisa que a gente faz pro mercado, pra publicidade, para empresas também, né? Que é essa outra perna que a Unimar Stúdio tem também. Já dá para fazer coisa autoral, mas também sempre fazendo parcerias aí. Sim. É, é importante. E a gente gosta muito de criar coisas próprias, né, ideias próprias e e tirar essa ideia da nossa cabeça e pôr no mundo, pôr no mercado. Mas a gente também atende vários clientes, seja clientes de conteúdo, né, eh, de fazer videoclipes, episódios para TVs, tudo isso a gente faz e também publicidade, né, comerciais de TV que passam em vários canais e esse tipo de coisa. E para quem tá assistindo assim, fala pra gente como é que é a rotina, a rotina de um animador, né? Como é que vocês trabalham, a equipe é grande, é pequena. Legal. Eh, aqui no Animal Stú é uma empresa pequena, né? Então, tem basicamente eu e o Thiago que somos os sócios, os fundadores e tem uma equipe e toda remota hoje em dia, né? Eh, quando antes da pandemia a gente realmente era um casa onde todo mundo ia lá, perfeito, uma empresa, né, normal, comum assim, né? Mas depois da pandemia, cada um ficou na sua casa. E a gente acabou eh achando que isso funcionava para esse tipo de mercado e continuamos, né, cada um na sua casa, montou um espacinho bacana para trabalhar e funciona assim. Dessa forma a gente conseguiu até expandir um pouco mais, porque a gente consegue hoje contratar pessoas de qualquer parte do mundo, né? Então a Gabi, por exemplo, ela é do Acre, então a gente dificilmente ia contratar alguém do Acre eh para estar no Animal Stúo se fosse presencial. Então, cada um agora tá espalhado de verdade em uma cidade. Assim, acho que o Thiago é o único que ficou em Campinas, que é a nossa base, né? Então, o novo normal para vocês deu certo. Essa coisa de home office foi maravilhoso. Tudo tem lados prós e contras, né? Então você tem que tentar deixar a equipe motivada, você tem que tentar conversar, ver se alguém tá com algum problema. Eh, teve uma época que um dos funcionários estava com alguns problemas. a gente eh a empresa bancou um psicólogo durante um tempo para ver se melhorava, porque nem todo mundo consegue realmente trabalhar em home office. Tem pessoas que precisam estar em lugares vendo pessoas e convivendo, contato. Mas os animadores e desenhistas, ilustradores, geralmente eles são mais introspectivos e eles se adaptam bem a essa realidade de ficar um pouquinho mais isolado, porque é um pouco do perfil dessa pessoa, não é um grande comunicador ali, uma pessoa de vendas, né? é um é uma pessoa que fica mais introspectiva desenhando, animando, criando, até porque dentro dele tem tudo isso aqui, né, André? Sim, sim. Tem um universo rico dentro dele, né? Total. Então, quero saber mais um pouquinho do jacarelves, dos personagens de você. Vamos conversar um pouquinho então com o Thiago. Perfeito. É isso aí. Obrigado por enquanto. Obrigada. E o Thiago Saad, que é o outro sócio da Animar Stúio, vai contar pra gente agora sobre os meandres, os personagens que estão fazendo história na Animar, né? Muito obrigada, Thaago, por também compartilhar essa história com a gente. Eu que agradeço. Bom, eh, nossa história começou já tem um certo tempo, quase 20 anos, e a gente, no início do estúdio, a gente fazia muito clipe infantil, principalmente pra Galinha Pintadinha. E foi quando começou a surgir os nossos filhos também, né? Eu tive meu filho, depois o André teve a filha dele e a gente percebia que muitos pais eh gostavam muito da galinha pintadinha, mas queriam ter também outras opções. E nossos filhos como gostavam de ouvir rock com a gente em casa, a gente pensou: "Puxa, e se a gente fizesse uma música que soasse como uma música de adultos, entre aspas, e só que pensando no dia a dia das crianças, como hora de comer, hora de tomar banho, escovar o dente, foi aí que a gente criou o projeto do Jacar Elvis e conseguimos suprir muito da nossa própria necessidade com nossos filhos. Eh, e aos poucos a gente foi até ampliando um pouco, né? O projeto começou com o primeiro volume em 2013214. Lançamos o segundo em 2015 já com a som livre distribuindo para todo o Brasil. E a gente continuou o projeto por conta própria. Conseguimos fazer um teatro que andou pelo interior paulista com música ao vivo. A nossa ideia era que a criança pudesse ir no primeiro show de rock dela. Então a gente queria que tivesse uma banda tocando ao vivo. E felizmente hoje o projeto já tem mais de 10 anos e a gente continua produzindo, fazendo collabs com algum outros canais como Bob Zoom, eh criando música de Ninar, tudo pensando em todo o dia, 24 horas por dia da criança mesmo. Que legal. Aí mostra pra gente um pouquinho do Jacar Elvis, então, né? E como é que foi. A galera piroua, as crianças adoraram. Esse é o Jacar Elvis, ele é conhecido por fazer bem bem. E a nossa nossa ideia com Jacarel sempre foi ter um momento muito divertido com as crianças e principalmente musical. Então, eu tava com meus meu filho, meus filhos, eh, sobrinhos e eu tava domingo, almoço na casa da sogra, peguei o violão, comecei a tocar um uma improvisação e eu percebi que eles estavam gostando daquele ritmo. Então, comecei a improvisar fazendo um bem bem bem bem bem e depois fazia para um para balancear o agudo, um e aí as crianças gostavam. Eu falei: "Gente, isso aqui tem um potencial". E foi quando a gente criou o primeiro clipe do Jacar Elves em si, que era ele cantando e a Abelinha vinha no microfone, disputava o microfone com ele, só que ele tinha medo da Abelinha. E a gente fez uma brincadeira com isso e foi um dos primórdios, né, que fez a gente criar essa esse ser que hoje tá chegando a quase 1 milhão de inscritos no YouTube. Que legal. Dá uma palinha pra gente, então. Bom, a musiquinha dele principal é bem bem bem bem bem bem bem bem bem bem bem bem bem bem bem bem bem. E vem a Abelinha e a gente vai brincando, porque a música é um é uma forma muito bacana de se comunicar com a criança. A música você sente, né? você não analisa, você ouve, você gosta, você não gosta. E criança ela quer se divertir. E para divertir você precisa de ter cores, ter eh contraste de sons, contraste de notas. Então, todo o nosso trabalho é baseado nisso, de fazer algo que seja divertido e também educativo, como nas músicas de escovar o dente, tomar banho. Aliás, eu tava comentando esses dias com a minha esposa que a gente tem, a minha filha tinha uma dificuldade na hora de tomar banho de enxaguar o cabelo. Ela morria de medo de entrar embaixo do chuveiro. E aí, OK, com aos poucos você vai pegando uma ideia ou outra. E no caso a ideia era, cara, vamos olhar para cima, então, jogar a cabecinha para trás e molhar. Então, a nossa música incorpora isso. A gente já recebeu retorno de paz. agradecendo. Puxa, essa parte da música me ajudou, que minha filha tinha essa questão e essa música me ajudou a ajudar eles a tomar banho. Então, é muito positivo isso, muito bacana quando você cria em casa baseado nos seus problemas e você recebe um retorno de pais, mães dizendo que, puxa, a gente ajudou eles. Isso é muito gratificante. Nossa, é muito incrível. Através do lúdico você consegue vencer até um medo, né? Sim, sim. Isso é muito comum até nas lendas, nas músicas populares, né? A gente sabe que sempre foi trabalhado de alguma forma empiricamente, né? Sim. Os antigos já falavam dessas coisas para trazer o medo para um ambiente mais lúdico, né? Isso. E inicialmente as pessoas contavam histórias porque era a mídia mais fácil. Hoje em dia com tela que a gente tem que tomar cuidado, mas a gente consegue trazer música, que é uma coisa fácil de você repetir, você cantar no banho, que não precisa estar com a televisão. Eh, outra coisa, por exemplo, meu filho tinha muita resistência a escovar dente. Então, um dia que eu já tava cansado, quase brigando com ele, eu falei: "Não, deixa eu pensar em alguma coisa que posso ajudar". Então eu pensei, eu comecei a brincar com ele falando que minha mão tava mexendo sozinha. Miguel, minha mão tá mexendo sozinha, me ajuda. Aí ele foi, quando é alguma coisa diferente, divertido, ele se interessa. Aí eu falei: "Pera lá, Miguel, para aí, pega sua escova de dente rapidinho, segura sua escova de dente, tá? Eu vou passar para você a mão, hein?" Pá, passei para ele, ele começou a brincar que a mão dele tava mexendo. Falei: "Isso, agora você vai lá e você vai escovar seu dente. Aproveita que a mão tá mexendo." Então esse tipo de coisa que o André e eu, como a gente sempre criou histórias, pra gente é fácil fazer, a gente gosta de fazer e a gente deu um jeito de passar isso pros outros pais que talvez não tenham essas ideias, mas ouvindo a musiquinha, conhecendo a nossa história, vai conseguir repetir em casa também. Maravilhoso. É porque a criança não tem a dimensão da obrigação, do horário, do compromisso e aí a gente tem que entrar no universo dela, senão vai existir um embate, não é? Sim, sem dúvida. Então fica aí uma dica para acessar os canais e tal. Além do do Jacarelves, o que que mais vocês produziram? Tem algum projeto novo? Sim, sim. Eh, a gente como o Jacarel chegou em vários canais de televisão como Zumu, Box Kids, Futura e com isso a gente percebeu que a gente conseguia também criar outros produtos que alguns deles até derivaram do próprio Jacarelves. Eh, então fizemos uma série chamada Sopa de Letrinhas que fala sobre as sílabas para ajudar as crianças que estão se alfabetizando. A gente tem uma série chamado Mago das Formas, que ensina a desenhar usando formas, que é a forma que a gente, né, eu, eu e o André, a gente sabe que é a forma mais eficaz para você aprender sobre volumes e depois passar para ser um bom desenhista. A gente tem uma série que a gente tá produzindo agora chamada Astrid, Escudeira Estelar, que mostra e passatempos no espaço sideral e ela é uma personagem super divertida. Então, hoje a gente tá sempre produzindo esses novos conteúdos. Tudo que é do Jacarelves você encontra no YouTube do Jacarelvis, que você procurar Jacarelves você acha. E esses novos conteúdos a gente tá colocando no nosso canal novo que é o Upadupa TV. E tudo novo lá que a gente tá produzindo tá indo para esse novo canal maravilhoso. As mães agradecem, os pais agradecem, as crianças também, né? Muito obrigada então Thiago por compartilhar tudo isso com a gente. Eu que agradeço. E para você que gostou desse programa, quiser reassistir ou compartilhar, acesse o YouTube da TV Câmara Campinas. Conexão Cultural sobre Animações. Muito obrigada pela sua companhia e até o próximo domingo. [Música]
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