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Conexão Cultural | Pequenos grandes talentos: jovens músicas encantam em Campinas
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Conexão Cultural | Pequenos grandes talentos: jovens músicas encantam em Campinas

110 views Publicado 28/07/2025 HD · 49:58

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🎶✨ No Conexão Cultural desta semana, celebramos o talento precoce e a importância do incentivo na formação artística de crianças e adolescentes. O episódio especial “Pequenos Grandes Talentos” destaca jovens promessas da música que, com o apoio da família, professores e instituições, vêm encantando plateias e construindo uma trajetória promissora. 📍 Nesta edição, conhecemos Lana e Pollyanna, alunas do Conservatório Carlos Gomes, em Campinas. Ambas têm trajetórias distintas, mas em comum, o amor pela música e o talento reconhecido desde cedo. 🎤 Lana iniciou sua trajetória na igreja Assembleia de Deus, onde sua voz chamou a atenção da família. Seu pai, Edval de Jesus Santos, buscou apoio no Conservatório para lapidar o talento da filha. Com a orientação da professora Isabel Padovani, Lana vem desenvolvendo técnica, presença de palco e repertório musical, mostrando que o talento somado ao incentivo pode florescer ainda mais. 🎼 Pollyanna cresceu em um ambiente artístico, influenciada pelo irmão pianista. Desde pequena demonstrou sensibilidade e facilidade com a música. Ao lado da mãe, Gislene Lopes, e da professora Lara, Pollyanna expressa, com doçura e potência, todo o seu amor pela arte. 👧 Ambas representam centenas de crianças que, ao serem ouvidas, estimuladas e orientadas, podem transformar dons em projetos de vida. 🎹 O programa também apresenta a emocionante história de Amelie Uchôa, pianista de apenas 7 anos vinda de Fortaleza (CE), que encontrou em Campinas o cenário ideal para seu crescimento artístico. Com aulas online guiadas pela renomada pianista e professora Gloria Raimondi, fundadora do Instituto Raimondi, Amelie desenvolveu técnica e repertório, mesmo à distância. Agora, ela chega pela primeira vez ao estado de São Paulo para uma série de apresentações públicas gratuitas, com peças de compositores como Chopin, Mozart, Bach e Lorenzo Fernandez. 📍As apresentações acontecem entre os dias 14 e 20 de julho, em locais como: Unicamp Câmara Municipal de Campinas Livraria Candeeiro e Casa dos Anjos Além das performances, a pequena pianista também participará do Concurso Nacional de Piano Souza Lima, em São Paulo, e da final do Charleston International Music Competition, nos EUA — sua primeira competição internacional. 💬 A mãe, Leila Uchôa, conta como a música sempre esteve presente na vida da filha, e como o esforço, a dedicação e o suporte familiar foram fundamentais para o florescimento desse talento tão raro. A parceria com Gloria Raimondi transformou não apenas o desempenho técnico de Amelie, mas também sua confiança, postura e visão de futuro. 🎙️ Entrevistados: Lana – Cantora mirim Isabel Padovani – Professora de canto Edval de Jesus Santos – Pai da Lana Pollyanna Lopes – Cantora mirim Gislene Lopes – Mãe da Pollyanna Lara – Professora do Conservatório Carlos Gomes Amelie Uchôa – Pianista mirim Leila Uchôa – Mãe de Amelie Gloria Raimondi – Pianista e professora, fundadora do Instituto Raimondi 🎵 O episódio mostra que descobrir talentos desde cedo vai muito além de desenvolver habilidades — é uma forma de fortalecer autoestima, criar oportunidades e abrir caminhos. Música, arte e educação são ferramentas poderosas para transformar vidas. 📲 Assista, emocione-se e compartilhe! Essas histórias inspiram e mostram o poder do incentivo, do afeto e da formação artística na infância. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] As mãos são pequenas, os dedos delicados, mas a potência e a maturidade artística não se pode medir nem pelo tamanho, nem pelidade. A Meli é talentosa e dedicada, cercada de bons professores, de uma família atenta e uma rotina organizada. E o resultado vocês vão conferir. [Música] Senhoras e senhores, Amela, muito obrigada por receber a gente, por compartilhar sua arte com a gente de novo. A gente já conheceu a Ameli uma outra ocasião, né? E agora tem oportunidade porque é a segunda vez que ela vem para Campinas, né, Ameli, muito obrigada. Queria que você começasse falando. Tá gostando de Campinas de novo? Eu estou amando. Eh, eu gosto das pessoas que a natureza assim é bem bonita assim. Eu tô amando ficar aqui. Que legal, porque a sua natureza lá no Ceará e Fortaleza, vamos combinar que é muito lindo também, né? É. Tá bem. E olha só, tá um friozinho aqui. A Melita tá encarando o frio tranquilo, né? É. Como é que é? Tem que aquecer os dedinhos antes de tocar ou não precisa? Eu até agora eu não aqueço. Não aquece. Já tá aquecido, né? Já nasceu aquecido esses dedinhos, eu acho. Mas assim, a forma de aquecer é tocar na escada. Tipo, aquecendo, não é aquecer de deixar quente. Sei. É aquecer para deixar os dedos trabalhando bem. Ah, perfeito. Já vai aquecendo direcionado, né? É um exercício tocar, não deixa de ser, né? E me conta, a gente quer saber quando que você começou a tocar, como é que a música entrou na sua vida? Bem novinha, assim, eu tinha uns, faltava pouco tempo para eu completar 6 anos, porque assim, a mãe, ela sempre tinha o desejo que um dos filhos dela tocasse, tocasse alguma coisa ou cantasse. Então, como foi aí? A sua mãe te matriculou, porque a sua mãe também é musicista, né? É. E aí, você sempre gostou de ouvir música clássica? Assim, é, eu gosto de ouvir música clássica. Assim, eu eu sempre gostei. Sempre quando você eu gosto dos compositores clássicos, tipo Mozart, qual é seu preferido? Tem um preferido? Às vezes não tem, né? Sim. É, não tem. Depende da obra também, né? Uhum. Quando você toca, a gente sente uma emoção assim, você sente uma emoção tocando. Sinto. É, é gostoso. É porque assim, a gente tem que ensaiar todos os dias. Tudo isso é uma rotina, como um atleta, né? Tem que treinar e todo dia treinar e se aperfeiçoar. Mas também tem muito coração aí, não tem? Tem. Porque você é é você tem que eh treinar todos os dias, porque senão se você esquece, pelo menos você não toca dois dias. Talvez quando você volte a treinar você já esteja tipo esquecer uma parte da de tal música. Hum. E aí você não cresce tanto, né? É, exatamente. E aí quando você tava lá em Fortaleza, a sua mãe procurou a Glória, a sua tia Glória, né? Eh, que a gente vai conversar com ela daqui a pouquinho. Você sentiu que te ajudou também nesses exercícios, mesmo sendo uma aula online? Sim, eu senti que me ajudou. Até que mesmo de forma online, eh, a tia Glory me ajudou, é com a postura da mão que eu tocava assim. Hum. E também meus ombrinhos que ainda são eram assim e eu tocava assim. Meus ombros ainda estou trabalhando para eles ficarem relaxados. E mas a mão já estou assim conseguindo manter ela desse jeito, porque se você manter a mão desse jeito, é pode causar dores, sobrecarrega, né? Então acho que tá dando certo porque você tá tocando muito lindo, né? Obrigada. E aqui em Campinas, que que você gostou da outra vez? A sua amiga veio também, né? Foi muito legal. Você tocou lá na câara, lembra? O pessoal gostou muito, né? Sim, gostou. E aí você conheceu o Taquaral e tudo mais, né? Então a música já tá te levando para um monte de lugares legais, né? É tipo conhecer a Câmara dos Vereadores. Eu acho que eu não ia não ia ir lá conhecer se não fosse pela música. Uhum. Eh, também eu fui eh num lugar chamado eh também Casa Betel. Hum. Que eu também acho que eu não teria ido lá se eh não fosse porque eu tocasse piano. E também acho que eu não teria vindo para Campinas se eu não tivesse uma professora que morava aqui. É verdade. Então a música, além de tudo, tem esse lado bom, não tem? Tem. Fez muitos amigos, né? Fiz bastante. Que legal. E já voltou. Então, sinal que essa amizade aí vai durar, né? É, que legal. Vai durar bastante. Então, a música faz parte da sua vida? Sim, muito? Sim, faz parte da minha vida. Ass. Eu gosto de ouvir música. Hum. É assim, a música é uma coisa assim muito importante para mim. Ela me dá emoção e várias outras coisas assim. A música é muito importante pra minha vida. Que legal. E quando você ouve, você fica imaginando como é que toca na sua cabeça? Assim, eu fico fico imaginando. É, às vezes você só ouve ou às vezes sempre você fica imaginando como é que toca? Às vezes eu só escuto e fico pensando: "Ah, como a música é linda". Às vezes, eh, eu escuto e penso como é que se toca. E também às vezes eu fico imaginando eu tocando naquele lugar aquela mesma música. Que legal. Já se projeta lá, né? É. E que você tocou, teve um que te chamou mais atenção até hoje? Sim, eu gostei de várias apresentações. Eh, eu gostei de pra Câmara dos Vereadores, assim, não tem um que realmente me marcou assim. Hum. Todos foram bons, sim. Todos foram bons. Tipo a Câmara dos Vereadores, eh, o hospital que é o Instituto de Torrinolar Otorrinolaria da Unicamp e também é a Casa Betel, a a livraria Candeeiro e assim várias outras apresentações que eu fiz, não só em Campina, mas também lá você faz bastante também, né? Em Fortaleza. Não tantas assim, mas quando assim tem algumas, é, algumas. E falando em livraria, vocês não sabem, mas a Ameli adora uma leitura, não é? Já leu mais de 400 livros e se quiser conversar de livro é a pessoa certa, né? Sim. O livro, o que que é o livro para você? Assim, eu gosto muito de ler livros porque assim, eu imagino a história da minha cabeça, simplesmente. Pois é, eu imagino a história da minha cabeça e eu sinto como se eu tivesse entrado naquela história e quando tipo eu leio os diálogos, eh, eu sinto como se os os personagens é os personagens estivessem bem ali do meu lado conversando, como se você tivesse na sala ali, é como se eu estivesse na história junto com eles. E que que você tava, se a gente chegou mais cedo, ela já tava lendo um livro, né? É. Quer falar sobre ele? Sim. É um livro de mistério. É, o nome dele é Mistério da Zona Sul, que conta sobre três jornalistas, o Plínio, a Júlia e o Tonico, que eles eles investigam se existem crianças escravizadas. Hum. Tema importante, né? em algum lugar do Brasil eles investigam. Ah, então você gosta de leitura também mais forte assim, né? Com temas mais densos, né? É, sim. Eu gosto é de entender como é que a história aconteceu também, né? Mas assim, eu também gosto de livros de fantasia, como é a Nasbit, que conta sobre histórias sobre desejos. E a partir desses desejos tem aventuras do CS leis que são sobre as crônicas de Nárnia. Hum. É. E também gosto de livros de mistério, tipo esse que eu tô lendo, né? E assim, também gosto de autobiografias. Ai, que legal. Tem alguma que você gostaria de falar sobre? Alguma que te marcou assim? Sim. Hum. Eu já li mais ou menos acho que umas três biografias. Duas são assim bem tristes e uma é alegre. A primeira assim é alegre. A autora é Laura Engels Wilder, que ela conta a vida dela. Ela era assim uma pioneira. que é mais ou menos tipo uma fazendeira. Ela conta sobre a vida dela no campo. Aí você viajou longe, né? Foi. Viveu a vida dela no campo. Mas essa era triste ou era alegre? Você é muito feliz. Ah, que bom, né? É legal. E já viu algumas mais tristes também? Sim. É. É, mas a gente precisa às vezes conhecer a história, né? Para saber como é que as coisas aconteciam. Para saber. É sobre o que muitas pessoas passaram e para perceber que a vida não é só alegria, a vida também tem tristezas, momentos momentos tristes que você tem que enfrentar. Sim, desafiadores, né? E com isso a gente não viveu aquilo, mas é como se a gente tivesse vivido, né? Quando a gente lê, a gente acaba aprendendo também, né? A gente economiza a vida, não é? É, a gente aprende muita coisa sem precisar sofrer na pele, né? Uhum. É. Ai, que legal. E aí, então, agora você vai ficar mais uns dias aqui, né? E vai se apresentar um pouco mais também e depois vai voltar pro pro Ceará, né? Que que que sério que você está na escola? Estou no terceiro ano. Terceiro ano. Legal. E você tem um irmãozinho também, né? Tá com saudade dele? Tem muita saudade. É. Ah, mas logo você vai voltar cheio de histórias, não vai? Ai, que bom. Então, queria agradecer demais por você ter recebido a gente e eu queria que você mandasse uma mensagem para quem tá assistindo e gostaria de tocar alguma coisa e fica com medo, com receio, tem que encarar. Assim, a música ela ela é bastante importante. Claro que tem algumas peças que são mais difíceis, mas assim, a música ela é realmente muito bonita e assim para quem quer tocar assim tem que se esforçar, tem que assim, tipo, treinar todos os dias, se dedicar, é, se dedicar, que aí tudo dá certo, né? É. E aí a gente consegue também bons professores, né? Então dá tudo certo. É assim, na maioria das vezes você consegue bons professores. Que nem você conseguiu, né? É, eu consegui. Então vamos conversar com a Glória agora. Sim. Muito obrigada. Tá. E a Glória Raimonde é a professora da Ameli desde o final do ano passado, né? Glória conta pra gente como é que foi receber esse presente, né? Que é poder dar aula pra Meli. Na realidade a gente começou em agosto, né? do ano passado, eu recebi uma mensagem da mãe dela e ela no Instagram já tinha alguns vídeos, eu assisti uns vídeos, a gente marcou uma uma reunião, uma uma videochamada e foi uma alegria. Eh, a música conecta pessoas e essa possibilidade do online é fantástico, porque ela rompe essas barreiras, né, essas fronteiras. Então, a gente conseguiu começar o trabalho com esse formato online. E aí, o que que você sentiu nesse tempo todo? A Ameli também é uma menina que responde muito, se dedica muito, né? Ela conseguiu, eh, inclusive melhorar a questão da postura que ela já contou pra gente, né? E dá para fazer todo esse acompanhamento também com a supervisão da mãe, né? Exatamente. Então, a Ameli é ela é uma criança muito dedicada, ela não para enquanto ela não consegue, então ela estuda muito e precisa ter esse cuidado porque eh são muitas horas, né, treinando e diariamente. Então essa parte técnica é muito muito importante, porque é aí que ela tá criando a memória mecânica e o condicionamento físico. Então, ter a mãe dela próximo é melhor ainda, ajuda muito, porque ela me auxilia e a gente tem a câmera, né, normalmente são duas câmeras que a gente consegue ver e ela entendeu muito bem o conceito. A vinda dela para cá melhor ainda, porque a gente consegue trabalhar presencialmente, mas a Mel ela pega muito rápido, seja online, presencial, ela ela desenrola bem rápido. E como musicista, você tem esse repertório também de entender qual é a dor de um músico? A dor no sentido, né? Os desafios. Qual que foi a sua história na música agora? Ah, sim, exatamente. Então, falando em dor, eu inclusive na adolescência tive uma lesão, então levo muito a sério essa parte de de abordagem técnica. Eu comecei piano mais tarde, né, que é uma história e diferente, cada um tem uma trajetória. Isso até legal, porque a música ela não tem uma regra, né? eh eh vai muito do seu empenho, da sua dedicação e da sua constância. Então, eu comecei com 14, 15 anos. Eh, eu fiz conservatório aqui em Campinas, depois eu fui paraa universidade, fiz Unicamp e fiz meu mestrado nos Estados Unidos e e com bastante, né, eh, orientação. Eh, eu tive bons professores, então eu consegui me desenvolver e consegui superar essa lesão, nunca mais tive nada. E hoje tenho esse olhar profundo, né, com as crianças especialmente que estão se desenvolvendo. Então foi um match perfeito, né? E como é que tá sendo essa segunda visita da Meli? Vocês estão acompanhando as apresentações para que ela também tenha essa vivência, né, de palco, de interação com o público? Ah, pois bem, a primeira vez foi assim, muita novidade, né? Muita coisa nova pra gente também recebê-la aqui, né, em Campinas. E foram muitas aparições, como ela mesmo disse, ela se apresentou em vários lugares, são projetos que a gente tem. E essa segunda vinda é para prepará-la também para futuras apresentações, seja ela, né, com grupos, né, com orquestras. Então é muito importante tá junto, né, tá bem próximo para conseguir fazer esse trabalho e minucioso, né, que a gente precisa. Tem sido fantástico. E ela adora est perto da professora, né? É sempre uma segurança mais, né, ter esse respaldo. Ah, sem dúvida, sem dúvida. Tá perto, conseguir ver tudo, né, assim, cada detalhe, eh, ela também conseguir sentir, né, porque a aula online ela é muito descritiva, mas a aula presencial a gente tem muito assim, coloca a mão em cima da minha para sentir o movimento, né, eu ponho a mão em cima dela e a gente, né, trabalha também o toque, né, a parte é assim física, então poder est junto é muito bom, não tem preço, né? Sim. Então vamos conversar agora com a mãe, com a Leila e ver como é que foi essa trajetória até aqui, né? Vamos lá. Obrigada. Obrigada. E agora a gente vai ouvir a Leila Showa, que é a mãe da Meli, e ela vai contar pra gente como começou tudo isso. Ela não sabia que a Meli seria esse prodígio do piano, mas ela deu a oportunidade dela começar a tocar, não é, Leila? Muito obrigada por dividir a história com a gente também. Eu que agradeço. A Amelia, ela começou cedo, né, de cinco para se anos ela já estava próximo dos seis aninhos. E um desejo meu e do meu esposo era que ela e o nosso pequenininho eh tivessem um contato com o instrumento e de preferência com o piano, né, que pra questão da leitura musical, a gente já tinha um certo entendimento nessa área. E de forma eh sem pretensão alguma, né, a gente colocou ela num projeto de uma igreja batista na nossa cidade em Fortaleza. E cerca assim de um mês de aula, o professor nos chamou, um professor querido, eh, nos chamou e disse que ela era diferente, né? Ela já estava concluindo a apostila, eh, estava caminhando bem na leitura e pegando repertórios, eh, não comuns pra idade dela, né? Com seis aninhos. Então, eu tinha comprado, eu lembro que eu comprei um tecladinho pequenininho e eu digo que eu não cheguei a pagar a primeira parcela. E o professor disse que aquele instrumento não era adequado, né? E a gente teve que comprar algo não eh tão bom, né? Um piano, mas algo eh que ela pudesse crescer e começar a os estudos de forma adequada, né? Mais maduro, né? Um piano mais maduro. A palavra e aí foi essa, começou essa trajetória já faz dois anos, então, né? E no começo ela se ela tinha um outro professor antes da Exatamente. Ela tinha um outro professor mais novo e ele foi muito importante, né, nesse processo da Ameli. Ela teve um amor muito grande porque ela começou a pegar músicas, conhecer compositores, mas ele mesmo eh nos eh alertou sobre a importância dela encontrar alguém mais experiente, né, a partir do momento que ela foi crescendo. E eu fui procurando possibilidades e encontrei a Glória, né, a professora Glória, que foi um encontro muito feliz, porque ela tem toda essa didática com crianças, mas além disso, ela tem todo o conhecimento também na questão técnica, na questão de repertório e tem sido assim uma parceria muito legal, muito importante na vida da Mel e ela vai, na medida que a Meli tá pronta, ela consegue ir puxando mais o nível, né? Então é uma coisa muito equilibrada que flui, né? Exatamente. Exatamente. Então, e a gente vê o resultado, né? Isso. E a leitura, como foi que despertou isso? Foram foram vocês que fizeram esse contato, esse estímulo ou veio dela também? A Ameli, ela começou a ler aos dois anos, né? Ler e escrever. Então, foi uma surpresa pra gente. Eh, eu incentivava, fazia joguinhos de alfabetização, aquelas as letrinhas, mas ela logo começou a ler, a juntar e eu comecei, né, esse processo de alfabetizar ela em casa mesmo. E a gente sempre leu, meu esposo sempre leu em voz alta para ela e bons livros, né? E a gente sempre fez essa essa pesquisa, esse estudo para que ela tivesse essa boa leitura, essa base. E a partir dos 2 anos, 3 anos, ela já lia livros grandes e além de ler, ela tinha uma memória muito boa e nos passava o resumo. Então eu digo que ela é a melhor contadora de história que eu conheço, porque qualquer assunto que você falar, ela sempre vai lembrar de algum livro. E tem sido muito legal porque ela tem inspirado também muitas crianças, adultos e crianças, né? Que legal. Porque ela já leu bastante livros. Realmente ela tá próximo, ou se já chegou em mais ou menos 500 livros, né? Ela tem 8 anos, fez 8 anos agora. Mas mais do que uma questão de números, né? É, é realmente uma nova realidade para esse mundo que é tão tomado de telas, de tecnologias, que tem o seu lado bom também, mas é esse retorno, né, ao papel, às letras, né, a uma literatura, né, saudável que que vai ajudar muito aí no futuro dela, né? E é o diálogo também, né, que você falou que ela faz parte de clube de leituras e e outras crianças começaram a despertar para leituraram a ler, comprar os livros que ela indicava. Então tem sido muito bom, tanto nos livros quanto na questão da música também. Que legal. E assim, para quem tá assistindo, né, a gente pensa, ah, mas é uma é uma menina que tem um uma predisposição a receber as informações com mais facilidade e tudo mais, mas ela continua sendo uma menina e ela brinca, né? A gente já conheceu na outra vez, é uma criança que brinca também muito, troca muita ideia, muito, ela não tem, ela ela gosta muito dos livros e do piano, mas se tiver brincadeira e criança, ela troca tudo pr É. para achar próximo dos amigos. Eu acho que essa é uma coisa importante assim pra gente falar, porque muita gente critica, né, que as crianças ficam em telas, mas se a gente dá oportunidade delas estarem com outras crianças, a troca é imediata, não é? Exatamente, exatamente. Embora ela tenha, né, como eu falei, essa questão da leitura, o tempo todo ela está com livrinho, ela não gosta de esperar, então vai ao médico e sempre tem um livrinho. Vai numa fila, ela tem um livrinho, mas ela gosta muito de brincar, né, de brincar com os os amigos e pessoas da faixa etária dela também. Maravilhoso, né? Ou seja, a música e a literatura são riquezas da vida dela, né? Que complementam a vida de uma criança, né? Isso, Leila, muito obrigada por dividir essa história com a gente. Obrigada, Meli também. Eu te agradeço, né? E que vocês voltem muitas vezes e que a gente possa estar junto junto. Так. [Música] เฮ [Música] เ [Música] De volta pro segundo bloco do Conexão Cultural de hoje, falando sobre os jovens talentos. Hoje no Conservatório Carlos Gomes com as duas cantoras e alunas do Conservatório, Poliana Lopes e Lana Santos. Vamos, vai. Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. Ela menina que vem, que passa num doce balança o caminho do mar. [Música] Moça do corpo dourado, do céu de imponema, o seu balançado é mais que um poema. É a coisa mais linda que eu já vi passar. Ah, porque estou tão sozinho. Ah, que tudo é tão triste. A beleza que existe, a beleza que não é só minha, que também passa sozinha. Ah, se ela soubesse que quando ela passa, o mundo inteirinho se enche de graça e fica mais lindo por causa do amor. Por causa do amor. Meninas, muito obrigada por receber a gente, Conexão Cultural e Compartilhar Arte de vocês com a gente, né? Uhum. Uhum. Oliana, conta pra gente, a gente já assuntou um pouquinho para saber, mas desde pequena você queria cantar? Sim, eu meus pais sempre me incentivaram muito na arte, meu irmão também, toda a minha família, a gente sempre foi bem da arte e desde pequeno eu faço aula de piano. E aí sempre na aula de piano eu pedia para cantar, tipo, eu tocava um pouco, mas no final sempre queria que meu professor tocasse e eu cantasse. E ele aceitava? Sim. Ah, então ele tem um dedinho nisso também, né? Sim, ele me incentivava também. Faz parte, né? Imagina se ele falasse: "Não, não vai cantar". E você conta pra gente, Lana. Aí, desde pequeno eu canto. Eu comecei a cantar quando eu era bem pequena e eu comecei a cantando porque eu comecei a cantar dentro da igreja e foi indo e meus pais também estavam me ajudando, dando apoio e eu fui cantando, que aí eu cheguei aqui e comecei a cantar junto com acompanhada. E na escola como é que é quando tem um evento assim, vocês são escaladas já para cantar, para se apresentar? Na escola às vezes não tem muito para para cantar, mas quando tem sim chamam para já tá lá. Uhum. E na igreja é mais comum. Então sim. E você sente assim que outras crianças se inspiram por você cantar? Que elas se encorajam? Sim, sinto isso. Sente. E você, Polian, é escalada pras festas da escola? Tipo assim, a minha escola ela estimula bastante a cultura também e tem vários instrumentos, tem alunos de vários instrumentos, então a maioria das vezes eu acompanho alguns alunos de bateria ou eu acompanho a banda da escola que vai formando as bandas durante as apresentações. Então cada um toca uma coisa e junta todo mundo. E aí, geralmente eu canto bastante porque o meu professor ele já confia em mim, então ele sempre me chama. E vocês têm assim uma projeção pro futuro de continuar cantando até quando ficar adulta? Ou nesse momento você não pensa nisso. Ah, porque você tá com 11 anos, né? Então eu não penso ainda, mas se Deus quiser posso cantar sim. Nesse momento tá vivendo agora, né? Deixo depois para daqui a pouco, né? Sim. E você, Poliana, já pensou nisso? Não, nunca pensei muito nisso, mas eu gosto muito de cantar e sempre cantei, então acho que eu vou manter isso pela minha vida. Eu acho que isso é mais interessante ainda, porque é genuíno, né? É, é, eu quero ter sucesso, eu quero viver disso. Não, tá vivendo a paixão nesse momento, né? Sim. É. Uhum. Tem alguma apresentação que já te marcou até hoje que você lembre? Todas. É, todas são lembranças. Aqui sempre tem, né? Sim. E repertório, tem algum que você gosta mais de cantar? Música nacional ou você intercala também? Para mim todas as músicas são boas e eu amo todas. Uau, que legal, né? E você, tem alguma que você prefere? Eu gosto muito de cantar vários estilos, mas eu acabo cantando mais música internacional por causa do piano. Ah, legal. Mais melódico assim. Isso é. Tem alguma que você prefira? Algum cantor, uma cantora, uma banda? Não, eu gosto muito de várias. De vários. É, eu gosto muito de cantar eh Bruno Mars, eu gosto muito de ter o Swift, eu gosto muito de cantar várias dessas coisas. E como é que a as aulas estão impactando assim na no seu canto? Você sente que tá te dando bastante e ferramenta para você melhorar ainda mais? Sim, as aulas vem acompanhando quando eu era com uma professora Sandra, aí ela teve que sair e com a Isabel conseguia evoluir um pouco mais que antes. Ah, que legal. E você, Poliana? Aí eu acho que tá me ajudando muito, porque antes eu não sabia em cachascas direito, tipo, eu cantava desde pequena, mas eu nunca eh soube o que era cantar certo, porque às vezes você acaba cantando errado e machuca, força. E com as aula de canto eu tô aprendendo a encaixar tudo certo e cantar sem forçar, porque eu tenho uma voz muito potente. Então, às vezes eu acabo colocando muita força e isso me prejudica. É aquela coisa de usar o diafragma e tudo. E respiração também impacta muito. Sim. Sim. Já tá diferente depois que começou a fazer as aulas? Muito diferente. É. Ai, que legal, né? Sentir essa evolução, né? Sim. Na hora que vai apresentar dá mais segurança. Dá, dá, dá. Porque você sabe como executar aquela coisa do jeito certo e aí você vai mais entrega mais assim. Sim, sim. É. E quando vocês estão com os amigos assim, eles pedem, toca, canta aquela, canta aquela. Tem isso sim. Não, ainda não. Ainda não. Mas calma que vai chegar, né? Para você já acontece. Já tem uma que eles preferem assim? Não, geralmente eles tipo só pedem para eu cantar porque querem ouvir eu cantar mesmo. Que legal. Às vezes tem gente na minha casa pede para eu tocar piano e cantar. Já te dão liberdade de repertório. Que bacana, meninas. Então agora a gente vai conversar um pouquinho com as professoras e com os pais, porque faz muita diferença ter bons professores e ter pais parceiros, né? que apoiam, que levam vocês para esse universo das artes, né? Sim. Muito obrigada e daqui a pouco a gente ouvir mais, né? Tá certo. Obrigadão. Obrigada por compartilhar. Obada. Nada. Obrigada. O pato vinha cantando alegrem quem. Quando uma rou pediu para entrar também no samba. No samba, no samba. O ganso gostou da dupla e fez quem quem olhou pro cis e disse assim: "Vem vem que o quartoto ficará bem muito bom muito bem". Na beira da lagoa foram ensaiar para começar o ticu ticu no fubá. A voz do era mesmo um desacato. Jogo de cina com era matado. A Isabel Padovani é professora e cantora e professora da Lana, né, Isabel? Sou professora da Lana. Um prazer enorme dar aula pra Lana, porque ela é um talento. A Lana tem 11 anos e eu dou aula para ela desde os 10, desde que ela tinha 10. E ela é um talento, é uma graça. E aqui no Conservatório a gente tem uma linha de música brasileira. Então, ela ela estuda a canção brasileira e isso também me dá muito prazer. E como é que é trabalhar eles ainda jovens, assim, a gente já sentiu uma segurança dela ali, né, cantando com uma naturalidade. É importante esse contato desde cedo para quem já tem talento, mesmo assim, precisa desde cedo trabalhar para que ele tenha esse repertório, esse músculo, né, trabalhado. Com certeza. do talento é uma das coisas, né, que a gente eh que é bacana ter quando você quer dizer que facilita a vida de um músico ou de quem estuda música, mas a verdade é que o estudo contínuo e diário é que faz você realmente, né, se tornar um músico de verdade e e ter segurança quando tá em cena, né? Então a Lana, você vê tão jovem, tem esse talento inato, mas a família dela percebeu isso e colocou ela para estudar desde muito jovem, né? E aí a professora já virou meio tiete. Eu sou muito fã da Lana, assim, porque ela realmente é um talento, uma menina muito afinada, que tem uma facilidade. Você você mostra uma música nova para ela, ela ouve, ela fica quietinha, ouve duas, três vezes e decorou a música. Ela tem uma memória musical assim, é muito bacana. Então, torço muito para que a Elana vire realmente uma musicista, maravilhoso. Se torne uma musicista. E isso se reflete também na postura de palco, né? Que parece que o corpo todo tá à vontade de tá vibrando aquela mesma coisa. Não é só a cabeça que tá cantando, é o corpo inteiro, né? Cantar é uma coisa do corpo, né? Cantar é um aprendizado do corpo. Eu sempre digo isso, que cantar não é uma coisa só da cabeça, só do aparelho fonador, né? é uma coisa do seu corpo todo. E eu também sou professora de técnica Alexander, que é uma técnica voltada pro corpo, pro pr consciência corporal, né? E então também temos essa linha aqui no conservatório de trabalhar pensando também no corpo do aluno. Não é só respiração, não é só e as cordas vocais, é tudo, né? É tudo. Um olhar somático, né? Olhar sobre todo mesmo. Maravilhoso. E como você disse, a família é fundamental, né? Com certeza, né? O estímulo da família faz toda a diferença, né? A família da Lana é muito querida. Eles, a gente tem apresentações mensais aqui no Conservatório dos alunos. Eles vêm, eles trazem, eles trazem os avós, um tio, um irmão para assistir. E isso faz toda a diferença. É um estímulo mesmo para quem tá estudando, né? Porque com certeza música é uma coisa que dá muito prazer, mas ao mesmo tempo é uma é uma é um é um caminho árduo, porque você precisa de um de um trabalho diário, né, para se desenvolver. Sim. Tanto para tocar um instrumento quanto para tocar o próprio instrumento, né, que é a voz, né? Sim, a voz é um instrumento, né? Tem pesquisas que dizem exatamente isso, que tocar um piano e cantar tem o mesmo grau de dificuldade, né? Só que só que a voz tá lá dentro. você não enxerga, né? É, é o mecanismo interno. E são cordas também, assim como piano. São cordas, justamente duas cordinhas bem pequenininhas que fazem um montão de coisas, né? Montão de coisas. Obrigada, Isabela. A gente vai falar então com esse pai coruja que está aqui, inclusive, que trouxe a Lana para essa matéria. Muito obrigada. Obrigada também, Alessandra. O Edival Santos é o pai da Lana. Ele vai contar pra gente como é que eles perceberam esse talento a mais na filha, né, Edival? Conta pra gente. Ah, sim. Foi assim, né, Lana? Assim, assim, quando ela tinha mais ou menos um ano e ela já ficava cantando em casa, né? Eu ficava cantando mesmo sem saber alguma coisinha, mas a gente percebia que ali tinha um talento, alguma coisa assim. Eh, como eu falei, somos cristãos, né? Somos da Igreja Assembleia de Deus e aí ela sempre ali frequentando os cultos e tal. Aí quando o pessoal tava cantando, ela sempre atenta ali olhando ali pro pessoal cantando. E aí eu disse: "É, vou procurar algo para aprimorar no caso, né?" Aí eu procurei aqui o Conservatório Carlos Gomes, encontrei a Lara, conversei com a Lara e aí ela começou eh com 7 anos mais ou menos, já faz vai para 4 anos que ela está aqui e estudando música. E aí deslanchou, né? Sim, sim. Eh, cada dia eu vejo que que tá melhorando, né? Que aqui o ensinamento aqui também é bom, as músicas boas, né? Então eu acho legal. Aqui forma grande os nomes, né, da arte. E como é que é? É em casa ela estuda, vocês incentivam, vocês vêm assistir, né? Como a professora Isabel falou, em casa, vocês também ajudam ela a ter essa disciplina de treinar, de ensaiar? Sim, nós nós é ajuda sim, é em casa porque ela estuda também. né, muito corrido, né, tem eh tarefa das tarefas do da escola circular e também eh as coisas também da igreja, né, porque a gente temos tarefa da igreja. Eh, apesar de que ela tem 11 anos, mas ela trabalha junto com a mãe dela no departamento infantil da igreja, né, treinando outras crianças também no louvores também. Então isso é muito interessante isso aí. Então ela já tá treinando aí até para ser uma professora de música. Sim, sim, sim. É bom isso aí. E para ela é leve, né? Como é que é? Porque às vezes a gente fica com aquela impressão de que é pesado, que é uma cobrança. É diferente uma cobrança de um incentivo, né? Sim. Ela faz porque ela mesmo, ela gosta de fazer. Ela gosta. Não é assim uma coisa quer dizer, ela a gente força, ela tem que fazer, não. Ela gosta de fazer, ela gosta de música, ela gosta de de estar assim cantando. E e foi muito especial esse olhar de vocês perceberem isso e dar essa oportunidade para ela, né? Sim. Eu acho que a gente como pai a gente tem que perceber esse talento no filho, né? Incentivar os filhos, tá sempre apoiando, né? Porque a gente vê os dia a dia como que tá e as crianças, adolescentes, a gente temos que estar olhando para essa para essa faixa etária de idade, essa potência que existe ali, né? Isso. Isso. É a criança e o adolescente, eu acho, eu trabalho também com o departamento de adolescente na igreja. Minha esposa trabalha com departamento infantil também e a gente vê que precisa de um apoio, né, as crianças e os adolescentes. Eu acho que a sociedade em si, né, tem que voltar mais se olhar para as crianças e para pros adolescentes, porque aí tem um talento aí, né, e são o futuro de amanhã. Sim. Mas hoje que nós hoje que nós temos que incentivar hoje. É, hoje a gente prepara esse solo para que amanhã tudo floresça, né? Sim, sim. É isso aí, Edival. Muito obrigada, né? E parabéns pela filha. Eu que agradeço. Eu que agradeço aqui estar com vocês aqui nessa oportunidade aqui nessa tarde aqui no Conservatório Carlos Gomes, né? E muito obrigado por vocês nos chamar a Lara aí. Eu agradeço a todos vocês, viu? Muito obrigado. Valeu. Obrigado. Obrigadão. Chegou o manduva ao tal. É o gato o maioral malandro como ninguém, mas com pinta de gente bem. É, não gosta de trabalhar, é um trapalhão. Esse gato só pensa em fazer confusão. Manda chuva, o chefe. Chegou o manda chuva, o tal é o gato. Uma é parar o tempo. Natural que seja assim. Ainda não te sei de cor. Tem tanto que eu não aprendi. Quer parar o tempo para eu ver daqui até o mundo viranhar meu rio. Eu passo até te olhar sem ir. Tudo no seu tempo. Tão veloz por dentro. Em mim passa devagar a certa feito. Ariane Vilas Boas é cantora e a professora da Poliana e vai falar como é que é essa experiência, né? A gente viu essas meninas talentosas, ela toca e canta já, né? Como é que é? Você trabalhou um tempinho com ela, já conheceu ela já música, já cantando alguma coisa? Como foi? Olha, ela chegou pra gente aqui já muito desenvolta, muito solta, já muito talentosa. Ela faz aula de piano na escola, né, no colégio com uma optativa e ela começou a fazer aula de canto comigo, mas já chegou cantando super bem, não deu nenhum trabalho pra gente. Era só ali conduzir e dar algumas manhas, uns truques. É isso, exatamente. Passar um pouco da técnica vocal. Aqui eu trabalho muito com a parte da técnica para que ela fique mais confortável e consiga executar tudo com mais facilidade e com mais saúde, né? É mais saúde porque não parece, mas tem que cuidar e muito da voz, né? Para quem pretende cantar, né? E assim, as meninas são muito jovens. Existe também a mudança de voz para elas que são meninas. Os meninos a gente sabe que acontece mais, aparece mais essa mudança, né? Tem que trabalhar isso também para que elas passem por essa mudança de uma forma mais sutil. se é que ela existe. Olha, com as meninas esse trabalho ele não é necessário. Os meninos é bem complicado, assim, eu tenho tenho alguns casos sim e é um trabalhinho aí, uma dificuldade, mas com as meninas é mais tranquilo, é mais identificar realmente qual que é a facilidade, a dificuldade de cada uma e trabalhar de acordo com isso para que a voz fique mais inteira, né? Mais plena. Mais plena, né? E repertório, como é que vocês trabalham a partir da demanda delas? ou vocês oferecem alguma coisa nova de repente para que expanda o o repertório. É sempre um pouquinho dos dois. Aqui no curso livre, como eu sou professora do curso livre, eu deixo esse leque mais aberto. Então eu sempre sou muito receptiva para aquilo que os alunos, as alunas querem cantar, querem aprender. Mas é claro que eu sempre apresento um tominho, alguma coisa. Já estamos aqui mesmo, então não tem por não apresentar o que a gente tem de melhor. Sim. E elas recebem bem, elas gostam. É, quem gosta de desafio a poli mesmo, ela é uma que sempre compra. Nossa, isso aqui é desafiador para mim, então eu quero enfrentar, eu quero aprender. Que legal legal. E isso também repercute na potência da do artista, né, que vai se desafiando e vai expandindo, né, com certeza. E criando outras referências, né, e assim se se construindo, né, de uma forma mais ampla, mais integral. E uma curiosidade, existem bons cantores que são muito tímidos. Com certeza. Com certeza. Assim, eu tenho para mim que o artista ele ele tem um quê de de introversão, que é aquela coisa de estar em contato com a própria subjetividade, com os próprios sentimentos, né? É essa coisa de você primeiro cozinhar dentro de você para depois pôr para fora. Assim, eu mesma considero que eu sou mais introvertida, um pouquinho mais tímida, mas cantar me fez também pôr coisas para fora e me portar de um outro jeito no mundo, na relações. É uma questão também de se autoconhecer, né? 100%. É. E por isso que a prática também em grupo, essas apresentações que o conservatório promove é muito importante também, né, pra criança e pro adolescente e pro futuro artista se colocar em teste ali em cheque. Demais, demais pros artistas, né, para aqueles que querem seguir esse caminho e para quem não quer também. Essas habilidades elas são úteis, elas são necessárias em muitas áreas da vida. Sim, né? Relações, eh, trabalho, seja ele qual for, né? Não é só para quem quer ser um músico profissional, então cantar, né? Não, cantar serve para todo mundo. Pode vir fazer aula então, né? Com certeza. Obrigada, Ariane. Imagina que agradeço. A Gislene Lopes é a mãe da Poliana e vai contar pra gente como é que ela percebeu que a filha tinha um talento musical. Bom, desde pequena, na realidade, ela sempre foi eh bem bem artista, vamos falar assim, bem musical, sempre gostou muito de, né, de cantar, de se apresentar e desde pequena também sempre dançou, né, sempre tá envolvida em dança, patinação e fez aula de piano, né, fazia aula de piano e sempre no nos 20 minutos finais da aula pedia para cantar. É, desde pequenininha, sempre foi assim. E aí a gente foi percebendo que ela tinha, né, era bem afinada e aí a gente começou a estimular mais ainda, né? Pequenininha quantos anos? Ah, olha, desde 2 tr anos já ela já já que nem a Lana, né? É, desde dois dois, três aninhos já sempre focada nisso, sempre começa a andar e já começa a cantar, né? Aham. Falou bem cedo, na realidade, né? Bem novinha, já falava muito. É, já veio pronta. É. E aí, como é que é a rotina dela? Assim, ela estuda. Você respeita esse momento de estudar a música, de cantar? Sim, sim, sim. Né? A gente estimula, tanto é que nós moramos em Valinhos, mas a gente traz ela aqui para ela poder fazer a aula de canto, né? É. Eh, ela começou a fazer o ano passado a aula de canto, né? Mas é sempre cantou. Na escola também ela sempre participa das atividades que tem musicais, as as mostras musicais, né? E então a gente sempre, mas sempre respeitando tudo, né? O tempo, né? É o tempo dela, mas ela gosta muito, viu? Gosta muito. Ela tem várias atividades envolvidas aí além da música também com com arte no modo geral. Isso é. E a gente assim, elas são muito meninas com muito talento, né? E tomara que elas sigam a carreira de música, mas a gente nunca sabe, né? Um caminho longo até lá, né? Mas eu tava falando com o Edival, é muito difícil você ver um atleta de alta performance, um músico que não tem respaldo da família, né? Seja incentivando, seja percebendo esse dom e dando essa oportunidade, né? Tem que ter, né? Tem que ter, tem que ter. A gente tem que encaminhar. Se você percebe que tem habilidade, né? Então aí você tem que estimular, né? Você tem que realmente desenvolver, proporcionar possibilidades para que ela possa desenvolver as habilidades dela aí no caso, né? Além de ser o primeiro público, né? Sim, sim. A família, isso também, a família fica pedindo música, fica pedindo no guardanapo, né? Em casa eu tenho o filho mais velho que é pianista, é músico. Então assim, em casa 11 horas da noite era muito normal ter piano tocando, gente cantando e tal, né? Que legal. Ah, então tá tudo ali no DNA. E vocês, os pais também cantam ou só gostam muito de música? Sempre a gente aprecia muito. Eu já dancei, hoje não danço mais. É, já fiz aula de piano, mas não faço mais porque fui aprender já mais velha e aí não consegue conciliar, né, a vida adulta com isso, né? Mas meu marido também já chegou a tocar violão. Mas assim, nunca não nós nunca nos aprofundamos, vamos falar, né? Aí foi tudo filhos. Mas os dois é, foi tudo pros filhos, né? Ainda tem uma pequenininha aqui, você sabe ainda, né? Obrigada. Imagina. Eu que agradeço, viu? Obrigada oportunidade aí. [Música] when you are some you nothing [Música] but I know you andck and me and I know you your heart on the high times and when I like I was some you me on and I was [Música] to kiss and cars and downtown bars
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