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[Música] Arte significa esse caminhar pra frente. O conservatório não é só uma escola de arte, ele é muito além disso. Ele é um coração pulsante dentro de Campinas quando se fala em arte. O Conexão Cultural é o seu programa na TV Câmara Campinas para acompanhar as manifestações culturais e artísticas da cidade e da região. E hoje a gente está num berço dessas manifestações culturais, uma grande fábrica, laboratório de produzir artistas, que é o Conservatório Carlos Gomes aqui em Campinas. E quem vai falar pra gente dessa história é uma cria do Conservatório, que é o Rafael Leandro Golveia, que hoje é o coordenador geral, mas vai contar pra gente a própria história, como tudo começou, né, Rafael? Muito obrigada por nos receber aqui na atual sede tão linda, né? Nossa, o prazer é nosso, sempre eh, com esse esse trabalho de enfatizar e fomentar, né, que vocês fazem aqui. Eh, é incrível, é muito importante assim para nós e recebermos vocês assim e e ter a oportunidade, né, de mostrar um pouquinho, porque esse universo é grande, né, artístico aqui do conservatório e a gente consegue mostrar um pouquinho do que é o dia a dia, né, por aqui. Dá uma pinceladinha, né? Uma pinceladinha, né, Rafael? começa contando pra gente dessa história que é quase centenária, né? É, estamos caminhando a ao centenário, né? Rumo ao centenário, nosso é o nosso novo slogan. Eh, o Conservatório ele tem um marco na não só em Campinas, mas no no âmbito internacional, né, de formação de artistas, eh de organização de de planos de carreiras eh e certificações, né, porque o Conservatório ele tem desde do meados dos anos 50 a certificação pela Diretoria Regional de Ensino eh de Artes. E aí nós certificamos através do MEC, né, essa diretoria ligado ao MEC. E nós temos essa certificação e profissionalização de artistas. Então não é só um lugar onde eh possa se experienciar arte, mas a gente eh prepara os profissionais, né, os futuros profissionais desde os anos 50. Caramba, você tava me dizendo que é anterior à própria Unicamp, né? Exatamente. O conservatório, o corpo docente da Unicamp, parte dele tem formação aqui no Conservatório e desde as artes cênicas, nas na música, eh temos professores da Unicamp e que passaram pela iniciação artística do conservatório e hoje dão aula na universidade. Então o conservatório ele tem esse papel dentro da cidade, né? não só formação, mas eh direcionamento mesmo de carreira, né? É que profissionalização na arte é uma coisa muito ampla, ela ainda não é tão difundida, ela não é tão acessível a todos, né? E acho que essa foi uma visão da fundadora, né, dessa questão de eh proporcionar, como você disse, os primeiros passos, mas também de horizontalizar um pouco esse contato com a arte. Exato. Nós temos no Conservatório o início eh nos cursos a partir de um ano de idade, eh, que é a musicalização, que é de um a três, eh, os bebês de 1 a 3 anos e eles têm contato com musicalização, que é uma parte mais sensorial de ursinho foi lá para cima, foi lá para baixo e agora o soldado ficou mais cansado e agora ele tá agitado. Então, trabalha um lado sensorial do dos bebês. uma aula lúdica junto com os pais, né? Ah, e eles também tm artes plásticas nesse curso. Depois, aos quatro, dos quatro aos 9, eles integram a iniciação artística que e aí eles têm aula de música, expressão corporal e artes plásticas, uma continuação. Dentro disso, a gente já direciona a criança ou pra orquestra, para instrumento musical, ah, ou pro teatro juvenil, eh, do conservatório, ah, ou especialidade no desenho. Eles vão para desenhos mais técnicos, eh, vai aprender coisas mais minuciosas. Dentro desse período, eles vão completando lá 14, 15 anos, eh, que coincide com o ano escolar, eles são convidados a se prepararem pro curso técnico. Uhum. que é junto com o ensino médio. O nosso curso técnico é de nível médio, né? Então ele eh caminha junto com ensino médio. Então a partir do primeiro colegial, o o aluno ele pode complementar com o curso técnico e aí depois que se forma ele pode também fazer uma especialização. Nós temos os setores do conservatório que eles podem fazer estágios, desde a biblioteca ao curso, ao departamento infantil, aos cursos técnicos, né? ser assistente dos próprios professores e aprender a trabalhar. Eu vim e aprendi dessa forma, né? Conta pra gente sua história. Ah, me formei e continuei. Eu vim pro conservatório aos 14 anos, já entrei nessa segunda etapa aí de iniciação, né? Você já era músico, né? Já comecei violino com 8 anos, mas na igreja e uma coisa assim mais reservada. E aí eu vim pro conservatório para estudar piano e e aí eh entrei nesse nessa fase, né? Fiz o preparatório para o técnico e estudei e me formei. Só que antes de me formar, eu já sempre eh eh fui assim fascinado por esse lugar e a as múltiplas eh oportunidades que a gente tem. Então eu já no meio do curso técnico de música, eu já tava tocando pro teatro, tocava pro balé e já fiquei praticando isso. Aí fui convidado para ser pianista dos meninos cantores de Campinas. Fiquei dois anos trabalhando como pianista, depois fui regente assistente do próprio couro e depois fiquei 8 anos. a regente precisou eh assumir outros trabalhos e eu fui regente titular durante 8 anos desse couro, sempre no conservatório. Aí depois eh trabalhava numa espécie de de gerente de eventos do conservatório. Aí fui convidado para assumir a coordenação e era uma coordenação mais direcional assim, né, do dos coros. E agora, eh, estou aí com a incumbência, com a missão de fazer a coordenação geral. Nós temos outros coordenadores no conservatório para cada setor. Temos coordenador de música, de teatro, de dança, coordenador da da área infantil. E eu faço esse alinhamento dessas coordenações junto com a administração e a gente eh caminha com e dessa forma. Tem esse lado artístico que você já bebeu de um tudo, mas também tem esse olhar mais administrativo, tal. Fala pra gente como é que é viver de arte hoje tá um pouco mais eh palpável no Brasil. Olha, eh a gente sempre eh diz assim, né? o artista ele tem que não só desenvolver a altas habilidades, eh dependendo da área que você vá trabalhar, eh você tem que e abrir uns três caminhos ali de possibilidades. Vai reger um couro, por exemplo, vai trabalhar com couro, com orquestra, vai ser maestro, você precisa escrever projetos, precisa saber um pouco de gestão, eh, tem que ser um RH, porque você lida com pessoas, tem que ser o psicólogo, porque tem gente que procura música para terapia. Eu tenho amigos eh profissionais de carreira assim que tão fazendo agora psicologia porque as pessoas chegam na aula de canto e e querem falar sobre a vida. Então, a arte ela desperta esse esse lado emocional, esse controle das emoções, né? Então, o arte ele precisa estar sempre preparado para pro setor que ele escolhe eh conseguir atender assim pelo menos um umas umas três áreas assim, né? Eh, no próprio conservatório, a equipe de gestão, todos os gestores são também músicos. Então, é difícil hoje a gente eh dizer que um administrador de uma escola de artes ou um lugar que trabalha com arte eh seja 100% administrativo, porque precisa pelo menos conhecer como que é o produto. Eu não digo que nós não somos os melhores organizadores porque tem um um lado eh de sempre filosofar em cima de uma planilha, uma criatividade caótica em cima da planilha. Imagina um artista indo para trás de uma mesa organizando o cronograma, conciliação bancária. Então, meu Deus, partitura é melhor que Excel. Partitura é melhor que Excel. E a gente é assim, da nossa forma tentamos sempre e evoluir na parte eh de aprender sempre como gerir melhor, né? Ah, nós temos uma assessoria administrativa que que nos ajuda. Eh, e a gente tá sempre aprendendo, né, nós da coordenação e da direção, sempre eh, buscando novas formas, novas ferramentas de de profissionalizar cada vez mais o conservatório, né? Hoje nós atendemos, eu acho assim, já passou de 1000 alunos formados, né, no conservatório, mas acima dessa formação, essa responsabilidade que nós temos, tem os alunos que estão aqui hoje, que precisam ter uma sala adequada, ar condicionado, né, estar num lugar onde e esteja organizado para ele ter a aula. Então, um ambiente propício para tudo isso florescer, né? Isso. É. E tudo isso partiu daquela mulher genial. Ah, D. Leia. Então, foi assim que nasceu o Conservatório. Em 1927. Eu resolvi falar com o tio Miguel que nós queríamos comprar. Éí compramos conservatório e talvez só eu me interessei tanto pela música que o conservatório fazia, que era da criança. E eu montei no conservatório a primeira escola de iniciação musical para crianças. Eh, o que falar de uma mulher que inspirou gerações, assim, eh, me lembro até hoje que dos momentos que eu ia na casa dela para ter aula de musicalização infantil, eh, como eu vim, né, do curso técnico, então eu não tinha muita noção da área que seguia dentro da música. Veja, tem zilhões de possibilidades. E a educação musical eh me chamou atenção pela inspiração na própria Leia. E ela assim de longe já viu, falou: "Não, você tem jeito, você tem vocação, você inspira, você, né, você tem um jeito para falar com as crianças e tal". E aquilo fui acreditando e e aí eu ia todas as quartas-feiras de manhã na casa dela para para ter aula. eh entrava um professor novo na iniciação e eu tinha que fazer o curso de novo, então e todas as vezes e tudo bem. Então, eu fiz várias vezes esse esse encontro. A Leia, eh, ela tem, ela traz uma metodologia pro, não só para Campinas, mas paraa arte da multidisciplinaridade. Consegui falar multidisciplinaridade, eh, da visão periférica da arte, né, desde a expressão corporal, da criatividade interna das artes plásticas e da expressão através da música, né, do do o ato de de cantar. Eh, e não só esse esses âmbitos da criação, desenvolvimento, né, cognitivo, da criança também reconhecer através da música o lugar dela dentro da orquestra. Então, a música ela tem um papel eh de disciplina, né, que existe a hora certa para tocar, existe o momento do seu instrumento entrar em evidência, que não é a qualquer momento. Então, eles participam dentro da da aula de música de uma bandinha. E essa bandinha é assim, eh, a gente tem hoje médicos, advogados que, que se formaram assim e, e fizeram passarinho nessa bandinha lá em 60, 70, com a Leia. Então, esse curso é muito assim tradicional aqui na na escola. é o nosso carro chefe e é o o curso que que mostra as possibilidades paraa criança, desde o teatro, dança, música, eh, e a criança fica livre para escolher o que ela se identifica, mas ela experimenta tudo. Ela experimenta tudo. Nós temos uma separação por idade nas turmas e essas turmas vão intercalando entre as matérias e passam pela expressão corporal barra circo, artes plásticas e música. E aí o resultado são crianças mais fala falantes, expressivas, né? Expressivas, né? A gente é, é, é muito legal que a gente vê quando elas saem de uma aula para outra, cada uma sai de um jeito. Se eles saem da aula de expressão corporal, eles chegam pra música pra gente espuleta assim, ficam pulando. E se vem da artes plásticas, eles ficam quietinhos assim, introspectivos, eles sentam de falar: "E aí galera, tá todo mundo mais e da música eles falam que recebe as crianças falantes, assim, eles saem cantando e falando expansivos". Então, cada hora eles trabalham um lado assim da expressão. Maravilhoso. Passa os canais pra gente, para quem ainda não acompanha Conservatório, vai começar a seguir depois disso tudo, né? Nós temos o Instagram que é Conservatório Carlos Gomes SP, ã, o site conservatóriocom.br br e tem nossos canais de atendimento também, WhatsApp, eh, que também tá lá no site. Estamos sempre à disposição, assim, tanto para visita quanto para fazer aulas experimentais, quem quiser conhecer por dentro, né, como que funciona. Adulto também pode, né? Adulto pode, inclusive deve, deve, de repente vem aqui extravazar, né? Já. E uma coisa que eu não te perguntei, as pessoas que às vezes acham que não tem nenhum dom, nenhum talento ou que são meio tímidos, se percebem diferentes aqui? Olha, existem a a a música transforma, não só a música arte, né? Transforma transforma vidas. E a gente vê isso no dia a dia. A gente vê crianças que entram com laudos médicos, eh com prescrição médica, né, para desenvoltura social, assim. E a gente vê no decorrer do ano uma criança desenvolta e começa a falar as suas opiniões. Tem uma frase que eu gosto muito de de usar e que eu vejo que faz muito sentido aqui pra gente, que é o o Bacarelli sempre usou, né, grande eh eh filósofo da da educação musical. Ele diz que nós ensinamos música para as crianças reconhecerem eh para as crianças encontrarem a sua voz na sociedade através da música. através da música. Então, não é só eh saber a sua voz, seu tipo de voz, as pessoas se localizam aqui. Então, acho que esse encontro consigo mesmo que a música traz, que artes plásticas, a área que for com a arte, o contato com a arte, desperta esses esse essas emoções, essa busca pelo eu, pelo todo, né, o que somos, o que queremos e para onde vamos e quem sou eu, né? Lindo, né, Rafael? Muito obrigada por compartilhar essa história que é a sua, que já se misturou com a do Conservatório, né? E agora a gente vai falar um pouquinho com a Jéssica, que é a coordenadora, né, da da iniciação artística e eles prepararam também uma surpresa pra gente que vocês vão conferir. Tá maravilhoso. Vale a pena conferir. Eu que agradeço. Ob. A Jéssica vai falar pra gente como é importante começar com essa iniciação artística desde cedo e a gente tá até aqui acompanhando o ensaio das crianças que você vai ver o que eles prepararam pra gente. Jéssica, fala pra gente dessa importância de desde cedo estimular esses potenciais de uma criança, né? Bom, eh, eu acho que a importância não tá só na questão artística de a criança ter um contato com a arte e aqui no conservatório ver outros músicos, outros artistas já fazendo arte num nível bem avançado assim que eles estão iniciando, mas também no desenvolvimento da criança mesmo. A iniciação artística, ela ela trabalha diversos diversas habilidades das crianças, sejam motoras, sejam habilidades sociais, eh habilidades de comunicação, de respeito ao amigo. Então, a gente tem três disciplinas no curso que uma delas chama expressão corporal, que eles trabalham bastante essa relação com o próximo, brincadeiras de espelho, de mímica. Tem o curso de música que eles aprendem é de uma maneira bem lúdica assim os princípios da música, notinhas, ritmo, enfim, com músicas em roda, diversas atividades. Isso. E sempre de uma forma lúdica. e a as artes plásticas que as crianças eh têm a oportunidade de mexer bastante com tinta, misturar tintas para criar cores novas, que hoje em dia a gente já vem com todas as cores na paleta, não precisa misturar, não precisa fazer nada, eles têm essa experiência dentro da sala de aula. que a professora vai orientando, ah, tenta misturar is com aquela e as crianças vão descobrindo mesmo como que aquelas todo aquele mundo que elas conhecem já meio pronto é formado. Então, independente de ser um artista profissional no futuro, é um ser humano mais eh conhecedor de si mesmo e do mundo que ele habita. Sim. E também uma coisa muito importante aqui no conservatório, eh, pegando esse gancho que você falou do mundo que ele habita, as crianças elas têm oportunidade aqui de conviverem com crianças que não são exatamente pares delas, ou seja, elas estão fora da escola delas, estão fora do condomínio delas, do bairro delas e estão convivando, convivendo com crianças que são parecidas, mas que t suas eh peculiaridades. Então eles aprendem a respeitar essas diferenças que às vezes é dentro de um de um uma bolhazinha assim da escola ficam todas as crianças muito semelhantes e aqui elas vêm crianças um pouco diferentes, falam: "Nossa, essa essa esse meu amigo é um pouco diferente". e aprendem a lidar com essas diferenças de uma forma que em lugar nenhum assim que eu conheço. Nessa idade as crianças têm essa oportunidade. E você consegue perceber a diferença de uma criança que teve essa oportunidade de ter contato com a arte, com essas experimentações de um ensino que não proporcionou isso? Ah, sim, com certeza. Eh, você consegue ver muito isso quando eh, aqui no conservatório, quando as crianças trazem amigos da escola ou do bairro para verem, virem no conservatório, que as crianças que que fazem esse curso de artes, eles têm uma desenvoltura assim, já chamam amigo, vem aqui, faz assim, essa música canta assim, esse estilofone toca assado. E são habilidades eh de desenvolvimento mesmo. E e você vai pegando isso quando você vê essas crianças com outras crianças que não tiveram essa oportunidade ou não tiveram esse interesse. Quando você coloca uma do lado da outra, você vê eh o a desenvoltura da criança que teve exposição a essas atividades em comparação com a outra. E para finalizar, queria que você falasse da importância do hino, né, que eles prepararam com todo carinho aqui. Vão apresentar pra gente que esse hino vai conectando as gerações do conservatório. Sim, esse hino é você pode, o conservatório tem 97 anos de história e você aqui em Campinas é uma escola muito tradicional e você encontra pela cidade inteira pessoas que foram alunos do conservatório em diversas épocas, em diversos endereços, que o conservatório já mudou de endereço. E uma coisa que é o denominador comum de todo mundo que tem a sua história vinculada à história do conservatório é o hino. Então, todo mundo que passou por aqui conhece o hino, decorou o hino. Esse hino tem um arranjo com todos os instrumentos, cordas, flauta, tudo que você pode imaginar. E as crianças é meio que a assinatura assim, a voz das crianças cantando esse hino e eles fazem um movimento com as mãos fazendo a escala maior do Rem e Façol, que é uma das primeiras, um das primeiras maneiras de ensinar as crianças da altura das notas e eles nunca mais, ó, que o professor tá ensinando, eles vão subindo as mãozinhas, vocês vão ver na apresentação, eles vão fazer a a movimento das mãozinhas. O hino é ancestral? Então, sim, o hino é ele é dos anos 60. Quem compôs o hino foi a a Dra. Lejes que é a fundadora do Conservatório, mãe da Lara, que é a dona do Conservatório hoje em dia. E é uma tradição assim, eh, em diversas gerações de alunos. Então, bora ver, né? Bora ver. É escola de sol e de riso. É escola com gosto de flor. A brincar nós sabemos que a música deixa a vida de som de amor. São de sempre a mudar. São maltinha de sempre a cantar. Ó ciranda cirandinha, vamos todos ciranda, vamos cantar as notinhas. Dó, ré, mi [Música] fação. De volta pro segundo bloco do Conexão Cultural de Hoje, ainda falando sobre a importância da formação musical na infância, na adolescência. Agora a gente vai mostrar um pouco do projeto Primeira Nota, que funciona aqui em Campinas e é único em todo o país. É fruto de uma parceria do Departamento de Música da Unicamp e da Secretaria de Educação de Campinas. E já passaram por aqui mais de 3.000 crianças ou adolescentes. Quem vai contar um pouco dessa história exitosa é a Leila Sarubi, que é diretora aqui desde o começo dessa história, né, Leila? Muito obrigada por nos receber aqui. Obrigada você. Obrigada pelo convite. É, o projeto Primeira nota é a Escola Pública de Música de Campinas, né? Eh, nós temos essa parceria da Unicampura, o Instituto de Artes da Secretaria de Educação e atendemos prioritariamente alunos de da rede municipal de 6 a 14 anos. De 6 a 10 anos, os alunos eh têm aula duas vezes por semana no período da tarde e de 11 a 14 anos eles têm aulas duas vezes por semana à noite, das 19 às 21:30. Eh, a necessidade, eh, a prioridade é sempre o aluno da rede municipal, mas havendo vaga, a gente matricula escolas estaduais e havendo vaga, a gente matricula também as escolas particulares. Tudo através do site da prefeitura, né? O canal de de interesse é esse, fazer o cadastro no site da prefeitura no projeto primeira nota dentro da Secretaria Municipal de Educação. E acho que um dos sucessos dessa parceria é a demanda que existe, né? e também por ser uma extensão do curso de eh de música da Unicamp. Então também serve como uma pesquisa, como aprimoramento do próprio ensino de música da Unicamp, não é? É, na verdade, é a universidade eh desenvolvendo o papel dela, né, junto à sociedade, eh trazendo, né, o seu conhecimento, sua expertise e e oferecendo paraa sociedade onde ela tá inserida, né, dando essa oportunidade, eh, não só pros estagiários, que são os nossos professores, mas como pros nossos estudantes, né, escola pública, a aprenderem música. Ô, Leila. E a gente tá vendo aqui um montão de instrumentos. A estrutura é muito interessante. Existe tanto essa parceria que fornece a estrutura física e dos instrumentos quanto essa parte intelectual do ensino, né? E quem é que fornece essa estrutura, os instrumentos, como é que vocês conseguem manter isso tudo funcionando? Isso, na verdade, a o projeto ele tem a parte pedagógica toda de responsabilidade da Unicamp, né? Toda a parte de infraestrutura é da Prefeitura Municipal de Corpianas. Então, o prédio, né, o material, os instrumentos, né, tudo isso é de responsabilidade da prefeitura, né, o transporte dos alunos da rede municipal para escola de música também é, né, nós oferecemos o lanche, nós oferecemos o material, material eh pedagógico, né, e os instrumentos também nós temos parceria da Unicamp, então tem uma parte dos instrumentos que é da Secretaria Municipal de Educação e tem uma parte de instrumentos que é do Instituto de Artes da Unicamp e que eles usam aqui, os estudantes usam aqui na escola, mas também levam para casa para estudar em casa. É o emprestado, é feito o empréstimo. Sensacional, né? Porque também se não treina não tem esse esse aperfeiçoamento, né? É, a música requer aí essa dedicação, né? Requero. Sim, com certeza. E aí vocês apresentam duas vezes ao ano. Isso. Na verdade são dois momentos eh que eh resumem todo um o trabalho pedagógico, né? Então nós temos eh no meio do ano o festival de inverno, né? E temos no final do ano os concertos de verão. Então são dois grandes momentos da de apresentação da escola como um todo. Mas no decorrer do ano a gente também faz pequenas apresentações, né, em alguns locais. a gente recebe alguns convites, avalia, né, a a possibilidade e havendo a possibilidade, a gente leva pequenos grupos para fazerem apresentações, tanto a pedido da Prefeitura Municipal de Campinas, quanto da Unicamp, né? Em algumas escolas também a gente costuma fazer apresentações. É, tem que apresentar já pegando o gostinho da coisa, né? E um diferencial que você me falou também é a questão do ensino coletivo de música, né? Isso é um método coletivo de música, né? Eles aprendem a música em grupos. Então, eh, esse também é um diferencial e é algo que tem se mostrado assim muito exitoso mesmo. E pro professor é sempre um desafio, porque ele tem que ir dando a medida que cada um consegue acompanhar, né? Sim, sim. Aí é o papel do professor, né? Sim. Sempre, né? Esse olhar cli. E tem inclus, é uma escola inclusiva, né? Eu queria que você falasse um pouquinho. Uma escola pública, né? por ser uma escola pública, ela tem a inclusão como um dos princípios, porque nós temos toda uma legislação, né, que que ampara a inclusão. E Campinas, a Secretaria Municipal de Educação, como eu havia dito anteriormente, é uma uma das precursoras da inclusão, né, eh, em escola pública. E nós, enquanto uma escola de música pertencente à Secretaria Municipal de Educação, não poderíamos deixar de de fazer também esse trabalho de inclusão. E vocês sempre pedem que seja então contratorno escolar da criança que tá matriculada, né? Ela se ela estuda de manhã, ela vem à tarde ou à noite, né? Isso. Na verdade, o projeto ele foi montado pro contraturno da da das aulas. Então, eh, tem que tá matriculado, né? Nós não temos aulas de manhã, né? Nós temos aulas à tarde, à noite. Não temos aulas de manhã porque como ele foi, o projeto foi montado eh baseado no na organização escolar da rede municipal, eh as nossas crianças de 6 a 10 anos, de manhã eles estão na na escola, né? Então não teria como eles virem para cá. A gente no começo, até eh, montou algumas salas de manhã, mas não deu certo, não funcionou. Então é no contraturno, né? E sendo escola integral, eh, resta somente ter aula à noite a partir dos 11 anos. E aí tem essa opção, então, né? Ele foi sentindo como é que ia ser a demanda e foi se adequando. Sim. A gente vai fazendo essas adequações. E nesses anos todos, você já viu muita coisa interessante? É uma curiosidade que você queira compartilhar? Muitos, né? Muitos casos, né? A gente brinca que dá para fazer os anais do primeira nota de tantos, tantas histórias bonitas, né? que a gente a gente já teve por aqui, uma que marcou muito todos nós, eram crianças que vinham de uma região bem distante, bem difícil da gente transportar e que andavam um trecho a pé na hora de ir embora, porque eles já andavam esse pedaço para ir pra escola e na volta às 10 horas da noite eles voltavam, né, e a família ficava esperando eles lá e atravessavam toda uma região muito perigosa da cidade e tinham todas as dificuldades. do mundo para não vir paraa escola de música e viram. E num belo dia, né, a mãe que acompanhava, porque acompanhava eles também, eh, falou, contou para nós e trouxe a foto que o pai havia feito, eh, um chelo, não, uma viola clássica de madeira para ele poder treinar em casa, porque, né, ele tinha pouco tempo para estudar, para treinar. E a gente deve ter até registros dessa dessa e funcionar funcionou, funcionou. Ficaram aqui com a gente um bom tempo. Esse é um uma coisa que marcou, esse foi uma coisa, um fato que marcou muito. Outros tantos que a gente tem eh hoje já não temos mais, mas nós tínhamos até o ano passado eh professores, estagiários nossos que tinham sido aluno do primeira nota, que legal. E que, né, prestaram o vestibular na Unicamp, foram pro Instituto de Artes aprender música e vieram como estagiários. para dar aula no projeto, né? A gente eh já teve também eh e mais de um, né? A gente já teve. E fora isso, nós temos o os os alunos que vão realmente pro pro campo da música, vão se apresentar na noite, né? Vão se dedicar realmente na à música, não necessariamente só acadêmica, né? Vão fazer uma escolha de música pra vida mesmo. E como pedagoga também, com a importância da música independente de ir pra carreira profissional. é a integração, eh, é a formação integral do ser humano, né? A gente, a educação ela trabalha, é isso, né? Todas todas as vertentes paraa formação integral. Isso é muito dito em livros, né? Isso é muito eh divulgado em palestras. E aqui a gente faz isso acontecer de verdade, né? é é ao vivo e apores. Então vai pra escola e vem pra escola de música e e isso contribui no no processo ensino aprendizagem lá na escola. A aí também traz a bagagem da escola para cá é a formação integral. E a música ela além de tudo ela embeleza a vida, né? Então ela traz um lado mais sensível de de percepção, né? Do que é belo, do que é faz bem, né? Subjetivo também. E e faz bem, sim. Nós não temos, se a gente disser que nós tivemos algum tipo de problema de comportamento em 10, 11 anos, nós estaríamos mentindo. Nós nunca tivemos problemas, né, de comportamento de aluno dentro da escola por conta, né, fica uma dica, né? Precisa ter mais primeiras notas, né? É isso aí, Lil. Então, vamos conversar um pouquinho com o professor Leonardo e com o aluno e a gente já volta, tá certo? [Música] Combinado. E o Leonardo Matricar é professor, mas também supervisor aqui, né? Dá aquele apoio, super apoio, né, para quem tá chegando, os estagiários que vem da Unicamp. conta pra gente um pouquinho desse trabalho. Eh, a gente faz, eu e os outros supervisores, somos três, nós fazemos a ponte entre o trabalho dos professores em sala de aula com a o ensino acadêmico que eles adquirem lá na graduação, né? Então, a gente ajuda eles a entenderem como que a prática se desenvolve na sala de aula, como eh ministrar uma boa aula de música. eh onde a gente tem o componente lúdico para as crianças mais novas, eh onde os ensaios aconteçam com boa naturalidade, com boa organização, né, sem assim pesar a mão, pesar a voz na autoridade, como né, muitos muitos do ensino tradicional estão acostumados. A gente tenta trazer um pouco mais do conhecimento acadêmico de uma boa educação musical saudável, respeitosa, uma boa pedagogia musical. Então, independente do instrumento que eles escolham, até fiquei com uma dúvida se eles passam por alguma eh um teste, eles já podem escolher a partir das vagas disponíveis. Eh, os mais novinhos dos 6 aos 10 anos que ficam no período da tarde com a gente, eles fazem o trabalho de musicalização, que a gente fala, que é uma preparação para um estudo mais eh regular regular do instrumento. Então, antes de escolher o instrumento, eles ficam eles pegando com a gente e aí eles experimentam a música de diferentes formas, com o canto. Nós temos o cordão infetil, eh, com pequenos instrumentos adaptados à paridade, ao tamanho deles, eh, instrumentos de percussão, de suepro, ã, brincadeiras e jogos musicais. Eles vivenciam, experimentam a música na prática mesmo, eh, pondo a mão nas coisas, né, sentindo a percussão no corpo, o ritmo, para que eles já desenvolvam habilidades musicais que são globais, que vão servir para qualquer instrumento que eles escolhem. Sim. Aí quando eles fazem 11 anos, 11 anos, um ano que eles fazem 11 anos, eles vão escolher o instrumento que eles vão direcionar o estudo até saírem daqui no que eles fazem 15. E a gente sempre diz para eles, né, e tenta fazeros entenderem a a importância de que quando você escolhe o instrumento, a dedicação, aí tem que ser eh exclusiva. É importante que demora muito tempo para você tocar bem o instrumento. Então, sempre tem no início aqui, ah, queria trocar, queria fazer seis meses de um, seis meses de outro. A gente fala: "Olha, não dá muito certo, né? São anos e anos o mesmo experimento para dominá-lo, né?" Aí é mais fácil ir até o final com um para depois de repente pensar em outro. É, mas eles costumam entender com o tempo que é um só mesmo, né? Mais que um dá muito trabalho. A gente só tem 24 horas afinal, né? No dia. Então, estando aqui desde o comecinho, você viu então algumas crianças ou talvez muitas desde a iniciação até concluir ali? Sim. Quando a gente estava no nono ano de projeto, eu acho que o o os alunos, os primeiros alunos que entraram com seis começaram a a se formar com 15. E agora, desde o nono ano até agora, tem sempre uma leva todo ano que iniciou pequenininho e tá saindo aqui adolescente. E tem uma baixa evasão nesse sentido, porque eu sei que depende da família ajudar também. A Leila falou do apoio, não é? Eu acho que da última vez que a gente fez essa conta, a gente tinha índices muito baixos de errosão, porque é uma escola opcional, né? Ela não é obrigatória, a gente entende essa relação complicada que alguns têm com a escola regular que não querem ir e tal, mas aqui eles não são obrigados a vir. Então os que vem vem com bastante vontade, vem por gosto, né? E fala um pouquinho dos grupos também que é muito legal. Um coral infantil deve ser sensacional, né? Ai é muito eh o trabalho de canto coral infantil. Ele acho que é o primeiro, a primeira disciplina, a primeira atividade mais estruturada. Então eles se organizam como um coral mesmo. Eh, tem um repertório que tem que ser trabalhado desde o início do semestre, esse repertório fica pronto e isso é apresentado. Nas aulas deção as atividades são pouco mais livres nesse sentido da exploração musical, mas a gente também organiza ali no fim do semestre tudo que foi coletado livremente, tudo que foi levantado na aula, a gente organiza como uma pequena apresentação, uma contação de história com música, até mesmo uma canção que surgiu naquela aula, mas eh não tem esse rigor do repertório como o coral infantil já tem. Então a gente diz que é a primeira disciplina mais formal do dopo quando eles vão pro noturnos, aí aula de instrumento com o professor no instrumento para ver a técnica, é o ensaio só do naipe dele, depois o ensaio com os outros hypes, né? Então aí é tudo muito bem estruturado, um pouco parecido com o ensino conservatorial de música. Sim. Aí é vida real, né? Vida real profissional que eles vão encarar mais pra frente se seguirem, né? O caminho da Sim, sim, sim. Né? já já flerta bastante com isso, mas também para que porque eles têm que passar por isso para conseguirem ter uma boa desigura no instrumento, né? A gente diz muito que o instrumento ele recompensa o estudo, ele não recompensa o talento. O aluno talentoso, ele tem um início muito fácil, mas logo depois de algum tempo, um instrumento cobra o estudo dele, senão ele não consegue se desenvolver. Ele toca ali uma musiquinha ou outra mais ou menos bem tocado, mas para que floresça essa musicalidade com o instrumento, é o estudo. Eu acho que isso vale para quase tudo também, não vai? Pro baler assim, pro assim, né? Opa, o talento ajuda, mas ele engana um pouco, né? É, você às vezes uma pessoa que tem muita persistência, muita paixão, ela consegue avançar ali ao longo, né? Na música. É isso. É claro pra gente, o esforçado supera sem tratamento. Gente, fica com essa dica pra vida. Porque eh a gente fala, tinha comentado que eles escolhem um instrumento e a gente tenta fazeros entender que é um só mesmo salvados, porque exige muito tempo e muita paciência, né? Eh, cada degrauzinho, cada nota que eles conseguem tocar finada, eh no ritmo certo, com uma boa qualidade de som, não é um de fatores para que aquilo aconteça naturalmente, né? É isso e é fazê-los não perder a vontade, porque quando eles se deparam com tantas, tantos desafios, eh, e às vezes demora para para ter um bom resultado, eu te diz que eles ficam muito tempo aqui tocando e muito mal, né, até que eles consigam adquirir as habilidades, né? Eh, há de se ter muita paciência mesmo, né? Há desistir. Ou seja, é um trabalho muito além da música, né? Muito, muito. E pros professores, que você tem um contato bem assim direto, né? como é que é essa experiência de irem paraa sala de aula, compartilhar tudo que eles já passaram nesse sentido? E olha, ã, o primeiro trabalho que eu faço com eles é um equilíbrio de expectativas, porque eles vêm de, vem, a graduação em música na cup com muito diferentes e com o pensamento quase sempre do último ambiente ou da última instituição que eles estiveram antes de car, que normalmente é um conservatório de música. E o conservatório de música, ele ele ele se adequa melhor a a ao trabalho com adolescentes quase paraa vida adulta já, né? E mas aqui a gente trabalha com crianças muito pequenas, então a tenho que e equalizar também eh a maneira como eles trabalham dentro de sala no sentido da abordagem dos alunos, como criar vínculos com os alunos. E aí eu sempre tenho, por exemplo, tem professor que já quer chegar virar o amigão da galera. Mas ele tem que tomar cuidado também, porque tem hora que ele vai ter que exigir coisas, perder autoridade. Exatamente. Ao mesmo tempo, tem professores que não conseguem conversar direito com o aluno eh no linguajar da criança, desenvolver algum tipo de conexão, né? Então é um equilíbrio sofisticado que eu tenho que trabalhar com eles por um bom tempo. Experiência muito rica, né? Muito, muito. Então queria ouvir agora de um aluno também como é que é a experiência dele, né? Vai ser legal. [Música] Ana Maria, é aluna aqui do primeira nota de musicalização, vai contar pra gente o que que ela mais gosta aqui, né, An Maria? Sim. Que que você gosta de fazer aqui? Ah, aprender notas, aprender várias coisas, tipo sons, várias coisas, ritmo. Isso. E assim, vocês fazem atividades também, é, de percussão, aprende um pouco, você for aprender notas, lê um pouco de partitura. Sim, a gente, tipo, a gente faz uma brincadeira, mas ao mesmo tempo a gente canta uma nota. Que lindo que você gosta de cantar muito. É. Que música que você gosta? L assim, todas. Todas. Gostaria de cantar um pedacinho pra gente agora? Tem várias, não sei. Pode escolher uma que vier agora. Sim. Agora é. Hum. Que é uma música que eu aprendo no coral, tá? Daí, tipo, vamos batucar, que batucar é muito bom. Batucar. Vamos batuca que batuca é muito bom. Bate com pé, bate com a mão. Que batu que legal na que legal. Você gosta de uma percussão, então eu também. E você fez amigos aqui? É, é legal poder falar de música e também se divertir juntos na aula. Sim. Você vai pra escola, quando você vai pra escola, normal. que você aprende aqui te ajuda a ter mais ânimo, é que você acha que ajuda mais, tipo, a escrever, ter inspiração, tudo completo. Isso é. E você já pensa assim mais ou menos você vai seguir na música, você vai querer aprender um instrumento mais pra frente que faz parte aqui, né, do curso. Sim. É, só tá curtindo esse momento, né? É. Ah, que legal. Então, dá uma dica aí para quem tá em dúvida se tem que estudar música. Mas ah, tô muito velho ou é muito difícil. É dá um convite para quem tá assistindo. Pode ser. Vamos cá. Gente, a escola de música, tipo, ela não é muito difícil, ela é um pouco mais fácil. Aí vocês, tipo, vão aprender música primeiro, aí vocês vão seguindo em em tapas. Aí vocês, tipo, vocês, se vocês querem ficar aqui, é muito legal. Venha participar com a gente. É muito legal. Mas bem para todo mundo, né? Sim. Ah, então tá bom. Ela gentilmente saiu aqui da da aula para mim conversar com a gente, né? Agora a gente vai devolver ela pra sala de aula. Obrigada, Maria. Nada. [Música] Mas como eu não tenho ninguém, eu levo a vida assim só. Lele. Então a gente viu como é que funciona também pelo lado do professor ter essa experiência rica, tá se formando no na Unicampo isso aqui na escola, né? Acho que é uma troca muito rica. Com certeza, né? eh eles se surpreendem muitas vezes, né, com com o caminhar da das atividades, eh, pela especificidade do desenvolvimento deles também, o desenvolvimento infantil. Eh, então, eh, é uma bagagem que eles adquirem, né, paraa vida e que muitos também acabam fazendo a escolha de serem professores de segurança. É um laboratório, né? A, conta pra gente então os canais, como encontrar os vídeos pra gente assistir os festivais que já passaram, acompanhar as redes sociais, certo? Nós temos eh o nosso canal no YouTube, né, Primeira Nota, nós temos o Instagram do Primeira Nota, o Facebook, né, e temos toda a informação do projeto, a forma de acessar as aulas, né, de cadastrar, tudo no site da prefeitura, eh, na Secretaria Municipal de Educação, dentro da bandeira do projeto primeira nota, dá uma busca lá que já vai achar os instrumentos, os horários de de atendimento e tudo certinho. Ah, e também tinha uma curiosidade do nome, né? Primeira nota para que também tivesse uma boa nota na escola, né? Você falou agora, eu lembrei. É, primeira nota em tudo. Primeira nota em tudo, né? É um estímulo, né? Sim, sim, sim. Muito obrigada então Leila, por nos receber aqui. Eu que agradeço. E para você que gostou desse programa, quiser rever ou compartilhar, acesse o YouTube da TV Câmara Campinas. Conexão Cultural. A gente se vê daqui a 15 dias. [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] Yeah. M.