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Conexão Cultural | Mestres da voz
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Conexão Cultural | Mestres da voz

97 views Publicado 09/02/2025 HD · 56:41

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[Música] agora a gente vai falar dos profissionais que dão voz e vida aos desenhos animados aos animes e também tornam inclusivos qualquer produção no seu local que são os dubladores e quem vai começar conversando com a gente é a Carla martelli que é dubladora também é diretora de dublagem muito obrigada por nos receber aqui obrigada obrigada pelo convite eu queria que você começasse contando como é que foi a sua história aqu carela dubla toque Du casa de papel mas já fez muito mais coisa que isso né ah já bastante e eu queria que você começasse falando pra gente como é que fo essa história como é que começa a história de um dublador né que a gente acha que é só chegar lá Não não é gente tem que ser um ator tem que passar por todo esse processo né todo dublador é um ator todo dublador é um ator legal então o processo do dublador começa no palco começa no teatro e assim parece né A gente falando assim nossa tem que passar por todo esse processo para chegar a ser dublador gente o processo é uma delícia quem gosta de dublar vai gostar de fazer teatro vai gostar de fazer cinema vai gostar de fazer TV porque são todas Vertentes do trabalho do ator então a gente se realiza como ator fazendo isso né Eh para ser dublador você precisa do DRT que é o registro profissional de ator E você só consegue o DRT sendo ator de teatro né através do sindicato então por isso que é importante esse processo no palco fazendo as aulas porque você também vai aprender a atuar O que é um dublador né que não um atuante ali né ele tá atuando então ele tem que ser ator imprescindível imprescindível porque parece que a voz Até eu fiz um curso de teatro eles fal gente voz é corpo né então o corpo todo tá falando né parece que a voz tá uma é um separado do corpo mas não é né então durante o processo da dublagem tem muito essa coisa de sentir de de até se movimentar de viver aquela cena então é muito legal isso que você falou porque como dublador As pessoas só conhecem a nossa voz ninguém vê a gente né então fica essa coisa assim ai meu Deus né E posso usar o meu corpo Teoricamente Não por isso que é muito legal você ter essa experiência a experiência de teatro ela vai ajudar você a usar a sua voz também C aulas de canto são maravilhosas para quem quer ser dublador também porque você vai aprender a usar o seu aparelho fonador porque quando você tá no estúdio se você faz um barulho ou Mexe o braço Ou isso ou aquilo sai o som sai e não pode sair tem que sair só a sua voz então você tem que canalisar ali tudo na voz tudo na voz não significa que aqui ó não tá mexendo que aqui não tá existindo eu tô olhando a atriz lá no no eu eu quando DBO eu faço isso eu olho a atriz eu faço as mesmas expressões que ela fazendo porque a minha voz ela vai sair no mesmo lugar que a dela né no meu idioma diferente do dela se é coreano francês espanhol ou inglês vai sair no português mas eu tô fazendo a mesma expressão que ela tentando trazer o que ela tá sentindo só que ela tá com o corpo inteiro ali né ela tá mexendo o braço ela tá com raiva ela tá chorando eu não posso eu posso chorar eu posso a gente pode chorar isso até muito bem-vindo lógico é se emocionar trazer essa emoção mas eu não posso ah bater palma né T tem vários dubladores que no início quando tem cena de bater palma bate palma também fal não a Palma fica lá com é meio que concentrado aqui no rosto né É É aqui e aí mas você usa o seu corpo né o diafragma tá lá tá tudo puxando para que a sua voz Imprima a a emoção que precisa e a a emoção que tá ali na tela tá sendo dada para você tem que reproduzir né então às vezes a gente tem que chegar muito rápido numa emoção coisa que o ator ali no set de cinema no set de TV ele demorou assim o dia inteiro né com o diretor com o produtor de Elenco trabalhando aquela emoção a gente tem que tirar ali na hora e premer assim então por isso é muito muito importante você já ser um ator eh com bastante experiência porque você vai ter que saber entender dentro de você como que eu tiro essas emoções rápido como onde que eu busco dentro de mim tudo isso uma mulher tendo um parto eu que nunca tive filho como que eu sei que dor é essa como que eu sei o que ela tá passando ali né como da onde eu tiro isso se eu nunca treinei né e e só sendo ator para você treinar tudo isso né Quanto mais repertório como ator vai te ajudar muito né ex Sem dúvida Acho que foi o o Herbert anchers Júnior que falou que é uma arte em cima da outra arte perfeito é exatamente isso para mim eu sempre falo PR os meus alunos que dublar é a arte da ilusão Então já to todo mundo que assiste dublado já sabe que aquela não é a voz original que aquele não é o idioma original todo mundo já sabe é dublado dublado mas aí qual que é o nosso objetivo com aquilo fazer com que as pessoas se esqueçam no meio do caminho muito bom então elas estão assistindo beleza eu começo assistindo sabendo que é dublado mas vai passando o filme Eu já nem sei mais tanto faz tá ótimo esqueci que é inglês ou que é um original alemão ou que é um original coreano porque tá tão tão legal as vozes estão se encaixando tanto as interpretações se encaixam com as feições dos atores originais que eu já esqueci que isso daqui é dublado Então esse é o nosso objetivo porque a gente ilude o nosso público na cara dura mesmo ma caruda já quetim e tem algum idioma que é mais difícil pro brasileiro de dublar ou não não tem tem todos os idiomas que tem que não tem um alfabeto igual ao nosso são complicados então a gente pode pôr aí o Russo indiano eh o coreano o japonês O Mandarim Mandarim é um dos mais difíceis então eh São eh porque são idiomas que possuem fonéticas que nós não usamos Então a gente tem o a b c d f g h eles têm símbolos e às vezes esses símbolos são uma frase inteira É verdade e às vezes símbolos eles são eh a fonética é só um tipo o coreano tem muito disso E aí ele falou um monte de coisa com isso né E aí o que que você faz né você falou oi tudo bem Fi uh assim nossa gente como que eu coloco é rápido mas espera aí né Então aí a gente tem aí vai parte do processo também que às vezes nem sempre o lip vai ficar tão perfeito porque a gente Às vezes tem uma escolha né ou eu escolho o lip ou eu escolho passar essa mensagem e às vezes a mensagem é mais importante do que um lip perfeito explica para quem tá assistindo o Lips Inc né Lips in qual é a diferença então parte da nossa ilusão como dublador é eh fazer bater a boca como nós falamos no nosso idioma português né então por exemplo os bilabiais que a gente chama de PB e m que é quando a gente bate os lábios são os bilabiais quando tem isso no original a gente procurar colocar essas letras p b e m para dar aquela ilusão de que nossa eu tô falando perfeitamente falando né porque a gente vai fazendo as fricativas que é FV também eh então isso faz parte da ilusão Essa é a técnica Essa é a parte técnica que se você tá com a parte artística muito bem alinhada a parte técnica vai ser o seu foco porque o trabalho é feito na hora a gente não estuda em casa quando nos chamam para fazer uma escala a gente não sabe o que vai fazer principalmente hoje aonde as questões de segurança elas estão cada vez mais acirradas por os clientes eles estão cada vez mais e protegendo seus produtos para que não vaze antes da estreia coisa que acontecia bastante sim antigamente eh então a gente não sabe a gente vai quando a gente chega lá a gente assina o contrato de confidencialidade então mesmo depois que eu gravei também não posso falar que eu gravei não até que saia alguma divulgação pode ser trailer pode ser qualquer coisa aí é oficial aí eu posso falar Uhum Então eu chego lá não seii o que eu vou fazer aí o diretor me explica falou Olha você vai fazer um filme e da Úrsula corbero que é Tok Ah ela fez um esse filme novo então vamos fazer é o filme assim assim assado Ele conta a história porque o diretor assistiu Ah ele tem outro contrato um outra ele tem um outro contrato a história a função dele é outra a função dele é dirigir a gente no filme então ele sabe todos os personagens todas as cenas ele viu o texto ele decou ele adaptou esse texto e E aí a gente começa o trabalho então eu e tô vendo ali na hora eu vou vendo cena por cena dela eu não vejo o filme inteiro então tem cenas que às vezes eu nem vejo eu só vou ver quando estreia Que barato é até pra gente ter uma noção então é o mercado da dublagem para esse texto chegar para você ele já foi traduzido já foi estudado tem todo uma uma uma série de profissionais que preparam para que isso aconteça né para que a dublagem aconteça exatamente a gente a gente tem o tradutor que é quando vem o texto ele vem bruto né e o tradutor faz a tradução Às vezes a gente tem um adaptador uma pessoa que adapta quando tem muitas piadas precisa adaptar pro nosso idioma porque tem coisas que são eh próprias daquele país daquela cultura e a gente vai trazer pra nossa então às vezes a gente tem uma pessoa que faz essas adaptações e às vezes o próprio tradutor faz essas adaptações também quando não é uma uma produção que pede por uma coisa tão específica E aí depois a gente tem a o profissional que faz o corte de anéis que ele vai delimitar o nosso cachê da quantidade de anéis e o time code né que é quando começa e quando termina a fala fala e os anéis só pro pessoal entender o que que é um anel um anel são 20 segundos de tela corrida e é chamado de anel porque antigamente eh se gravar hoje a gente grava em protus tem tecnologia né antigamente a gente gravava no rolo né o filme ele vinha naqueles naqueles rolos de cinema né então um uma uma volta um giro desse rolo eram 20 segundos Então até hoje a gente Manteve mantém e essa contagem de 20 segundos e e o cachê ele vai mudando conforme vai passando o ano né é mesma coisa a gente tem os aumentos aí como todo profissional tem também por ano eh mas continua sendo 20 Anéis então de pra 20 anéis em uma hora você grava 20 Anéis em uma hora só pra gente ter uma ideia assim a partir do la casa de papel que muita gente assistiu quanto tempo durou para você fazer a a tradução da a tradução não a dagem da Tókio então a la casa de papel teve cinco temporadas algumas delas foi passadas enquanto eh não chegava a gente não fazia nada mas ã normalmente uma série desse tamanho que tem 40 minutos e por Episódio normalmente 10 Episódios 10 oit episódios por eh tempor a gente demora cerca de um mês mas um mês não é todos os dias o diretor sim porque ele vai dirigir todos os personagens os protagonistas são indo duas vezes por semana fazendo 5 4 horas por dia legal então dá um total de 10 horas semanais durante o mês mais ou menos e aí a gente faz uma temporada inteira e aí espera a próxima chegar então o nosso trabalho é muito rápido a gente faz tudo muito rápido e e tá cada vez mais rápido eh como tudo como tudo né e por isso também que é importante o ator tá muito preparado para quando ele chegar no Estúdio ele entender que ali é o local de trabalhar não é o local de de aprender né é o local onde a gente vai realmente fazer acontecer já tem que chegar jogando né Tem tem que chegar jogando e sobre animes desenhos tem uma preferência entre porque eu acho que o o desenho você dá vida mesmo né tudo bem que às vezes também é uma tradução é uma dublagem por idioma S mas em desenhos nacionais talvez como é que é o desenho ele dá uma outra um outro sabor assim eu amo fazer desenho Eu amo amo amo amo adoro mas o desenho ele e ele aceita o desenho é maravilhoso porque ele aceita tudo quanto é tipo de voz e interpretação tudo é incrível tudo a gente acredita muito fácil porque ele tá num universo muito distante do nosso em que a gente não precisa fazer esse esforço de parecer tão real de parecer tão perfeito de T próprio movimento é praticamente a mesma a mesma batida sempre né então eu acho o desenho muito legal pra gente dar uma pirada também a gente pode tem mais espaço para colocar o nosso uhum eh O que é raro na dublagem S que a gente tem pouco espaço para pôr o nosso jeito né A maioria das vezes sempre a gente tem que que fazer o que tá imposto ali é diferente de um live action Uhum que quando que é quando a gente precisa trabalhar naquilo que foi entregue basicamente assim então pode mudar né então e tem que ficar eh tem que ficar realista tem que ficar muito parecido com o original então é mais difícil eh ao contrário do que todo mundo pensa porque dou eu dou aula de dublagem né então a maioria dos alunos acham que fazer desenho é muito mais difícil e todo mundo chega na dublagem querendo fazer desenho é o que mais todo mundo quer principalmente hoje em dia que a gente tem muitos fãs de Animes Jap perguntar até Nossa loucura para dublar o anime quero dublar o anime né Eh Dragon Ball Sakura a gente tem n eh tantos aí no mercado que fazem tanto sucesso Mas eles eh é maravilhoso não é fácil porque e a maioria das vezes os animes eles vêm com o áudio um pouco desconexo hum Lips in Então é isso é um trabalho de direção minucioso também porque a gente vai conforme vem o o áudio né o dublador vai muito no áudio Ah o áudio começou eu começo né E às vezes a boquinha o lip começou antes do áudio então anime ele tem muito disso ele diferencia um pouco nessa técnica precisa de bastante atenção tem que ter uma audição muito apurada também é como se fosse um uma trilha sonora que você tá ouvindo e tem que reproduzir mais ou menos a a entonação nesse sentido não não nesse sentido então o uma das dificuldades de você eh dublar também animes que vem do Japão e e dublar também Eh esses idiomas coreanos chineses é que eles têm uma Musicalidade muito própria deles Hum então o chinês por exemplo às vezes ele tá falando eu te amo e ele tá falando assim muito bravo porque o chinês mandarin é a cultura deles é o jeito deles e ele e às vezes ele tá sendo super carin na fala dele tá sendo intenso né tá sendo intenso como que a gente faz isso porque o rosto dele tá assim e eu tenho que falar eu te amo então assim a gente precisa colocar o nosso jeito brasileiro porque senão Ninguém vai querer assistir fica muito desconexo da nossa Cultura né e a dublagem é trazer para nós para que as pessoas assistam e consumam essa outra cultura também pela pela questão da inclusividade também da inclusão né E então é esse é o trabalho também do dublador né de não essa Musicalidade mas ao mesmo tempo acompanhar essa expressão que não é uma expressão de amor tên né Muito tên todo dublador é um ator e todo ator que é dublador fica um ator melhor na sua opinião F Na minha opinião fica é dá um time diferente a gente fica mais atencioso e a gente tem uma preocupação maior com a voz e para mim eu já fiz todas as Vertentes possíveis de atuação pelo menos experimentei todas elas e a dublagem é a mais difícil a mais difícil de você fazer ela plena muito bem feita é a mais difícil porque ela é rápida e você pega Produções grandes assim pensa Poxa você tá dublando A Nicole Kidman pensa nisso tá fazendo um filme onde você é Nicole Kidman onde você é o Mel Gibson onde você é o Jack Nicholson já vem com uma carga né já é uma carga ali pesadíssima uma responsa então a gente precisa eh eh eh dar tudo que a gente tem E ainda ter um conhecimento da área sim né é interessante que a gente se conheça de cinema que a gente entenda o que que esses caras estão fazendo lá né Ah ele fez esse filme aí aí vai o diretor fal olha ele fez esse filme usou um método Fugiu um pouco do do stanislav que ele usou um método novo que tá sendo aplicado em Hollywood de atuação pá não sei o qu e e a gente precisa disso a gente tem que gostar de aprender né a gente aprende muito no estúdio mas a dublagem é a coisa mais difícil que eu já fiz e e a mais deliciosa Ah que legal suspeita porque eu adoro que eu faço é ou seja se você tem vontade não precisa ficar com medo né só vai não só vai e joga então a gente vai falar agora um pouquinho com André gaian que é colega aqui da kla também é professor de dublagem ele vai contar pra gente como é que funciona na prática Maravilha e agora o André gaiane recebeu a gente aqui na escola dele de dublagem vai contar pra gente como é que é esse processo muito obrigada André para vocês receber aqui também imagina um prazer Alexandra de ter vocês aqui poder falar um pouquinho de um ofício que eu amo e que também eu tenho como aqui na minha escola a gente ensina as pessoas né ensina os nossos alunos a serem bons profissionais não só na parte de teatro mas também na parte de dublagem e eu acho que nada melhor do que falar é mostrar então eu convido você Alexandra para ir lá para pro nosso aquário pra gente treinar um pouquinho ai caramba Claro Bora Desafio aceito então né [Música] [Música] olha essa mesma tela que eu vou te mostrar aqui você vai ver lá dentro o que a gente chama de aquário tá lá você vai ter o texto e a personagem que a gente vai fazer com você é a FIB de um projeto chamado Friends tá conhece Conce falar e aí nessa cena aqui a gente vai pegar do anel um a Carla vai fazer a diretora eu vou fazer o técnico de operação e ela vai falar com você pelo pelo nosso fone E aí você vai ter duas falas aqui uma no 15 segundos e outra no 18 segundos lá você vai estar ouvindo o original Original e a sua voz certo então é o momento de você conduzir e cincar a sua voz junto com o original do jeito que ela tá falando beleza então agora eu entrego na mão da Carla martelli que é diretora desse momento assiste uma vez ensaia Na segunda e na terceira a gente grava então não é que você já tem que sair gravando que nem umaa doi você pode assistir tá bom E aí se você assistir uma vez ensaiar na segunda e não for suficiente você me avisa e fala Olha não foi suficiente eu vou ensaiar mais uma tá bom tá bom então vamos assistir é a personagem FIB de Friends no 005 tá aí para você Bom trabalho obrigado até aí é super rápido é rápido né se você quiser assistir de novo ou já ensaiar você quem diz o que você quer fazer tá quero tá gravando eu quero assistir mais uma vez Então vai lá então aqui eu vou passar para você a pronúncia a fala Carl Carl Carl bem ingles mesmo Carl isso aí vamos ensaiar vamos espera ele come giz não quero que ele passe pelo que eu passei com Carl ótimo muito bom a segunda você percebe que você foi mais rápido que ela verdade você pode aproveitar degustar mais nessa fala olhar mais para elá Ah não quero que ele passe pelo que eu passei com e ela tem uma reação depois de e ela tem uma reação depois ela faz ela tem um ti sim e E aí a primeira você pode em vez de falar espera Fala Pera porque a gente não costuma falar espera a gente não fala tão perfeitamente verdade né então vamos de novo vamos pera ele come diiz não quero que ele passe pelo que eu passei com Carl ótimo de volta aqui ao lado do André eu me sinto muito mais confortável O André é muito rápido a kla dirigiu fez uma excelente direção ali mas é rápido o negócio é puxado mesmo né É mas ó você mandou bem você mandou bem Ah é eu fiz uma FIB legal foi Foi legal sua FIB hein ol Eu acho que eu mandaria essa daí lá pro cliente se tivesse teste eu te colocava Ó gente eu vou ficar por aqui então né André conta pra gente tá aumentando a procura por dublagem eu mesmo mas já escutei assim amigos do meu filho que querem ser dubladores eu acho que tem aumentado essa procura né tem tem sim eh a dublagem ela é uma arte que ela envolve não só isso que nós fizemos aqui que é um trabalho profissional colocado em um projeto como localização que a gente chama diversão brasileira né Eh mas também ela ajuda as pessoas a se comunicarem melhor a ler um texto com mais facilidade a ter uma oratória boa né você como jornalista você tem uma boa oratória então Eh quando a gente fala de dublagem a dublagem ela trabalha justamente isso você pegar um texto e saber todas as intenções desse texto o que que uma vírgula quer dizer o que que o autor quis dizer com aquela intenção de frase Então tudo aquilo que você pega de um texto Quando você vai dublar quando você transporta essa técnica da dublagem para outros lugares que é o o teatro por exemplo você tem aí uma uma coisa fantástica que é uma boa oratória uma boa expressividade você se comunica melhor uma desenvoltura né totalmente então assim o que é dublagem te traz não é apenas o que o nosso curso aqui foca não é apenas você fazer um trabalho profissional então e geralmente crianças e jovens Ah eu gosto de dublagem eles vêm aqui com com essa coisa do do entusiasta né Eu gosto de dublagem Isso é muito bom então a partir daqui a gente trabalha melhor comunicação então a gente pega essa coisa do entusiasmo dele por uma coisa de fã e a gente trabalha a comunicação a expressividade E aí a gente consegue fazer um trabalho eh escolar então por isso que uma escola nesse caso não é apenas eh eh para falar de um de um ofício né profissional preparar para mercado de trabalho Ah mas também de dar isso como uma uma ferramenta pra pessoa para que ela se comunique melhor para que ela Converse melhor para que ela Pegue um texto e saiba realmente o que que aquele texto quer dizer a gente tem textos aí complexos Shakespeare e tudo mais então tem eh aliás eu soube recentemente eh por estudos que essa geração as novas gerações elas estão perdendo a comunicação a parte escrita né então a gente tá tudo com tablet na mão celular então a parte escrita e falada ela tá se perdendo sim então a os jovens eles querem uma comunicação muito rápida se ouve um áudio no 2x né a gente não quer perder tempo ouvindo o áudio e tudo mais eu acho que um curso como esse de dublagem ele traz ele resgata essa comunicação ele precisa desse Resgate Para que as pessoas mantenham essa coisa da oratória do se comunicar senão a gente vai estar só se comunicando por teclado por é tudo digital não abolir né não é sobre isso né É sobre não perder aquilo que é a nossa habilidade natural né exatamente morada sempre mas também conseguir usar dessa habilidade né não deixar ela se perder né não se pode não não podemos deixar isso se perder e aí vem de novo as artes né as artes elas vê de encontro a isso como um acalento como um resgate como uma uma um mantenedor né da nossa humanidade eu acho que sem a arte sem a cultura nós estaríamos todos perdidos né fadados né máquinas né máquinas né a gente acorda trabalha produz e chega em casa capota dorme Vegeta e Vegeta pro outro dia tá vegetando de novo né né E aí a arte salvando a gente salvando sempre né e é que sempre desde criança as pessoas procuram elas vê procurando mais o teatro não vem uma criança não vem pensando numa dublagem por exemplo n não vem não vem é geralmente a dublagem ela vem quando a criança Ela tem essa coisa do fã de de anime de desenho e tudo mais os pais acabam ajudando Nisso porque os pais vem essa possibilidade de trazer a criança de fazer uma aula e tal eh mas a procura ela ela é grande Ainda bem com o teatro então as crianças elas querem aprender teatro que é onde ela se comunica quantas crianças em casa né Às vezes você tá em casa brincando você tá fazendo teatro então eles até brincam de fazer de fazer teatrinho né tô fazendo teatrinho Tô fazendo um personagem aqui ali eu acho que isso é eh isso vem do ser humano o contar uma história o teatro ele é contar história né então e a dublagem é uma das Ferramentas do contar uma história S então ã Ainda bem que nós temos essas eh eh essas culturas que nos levam durante milênios né então o teatro ele ele vende de tantos e tantos anos sim então quando a pessoa percebe que ela tá fazendo o teatro Ela até fica em choque né fazer alguma coisa muitas vezes e o que é mais maravilhoso falando também da dublagem é que é uma profissão que a pessoa vai até o fim da vida né porque tem pessoas que que marcaram uma vida toda por exemplo Wolverine né são pessoas é pessoas que foram prio olend drumon que fazia ele fez o popai fazia o scubidu então Ele dublou a vida inteira dele a voz dele é uma voz marcante né é uma voz que vai perpetuar aí por muitos e muitos anos precisa ter voz bonita precisa ter a técnica ter a formação para poder eh se doar eh na medida para aquele trabalho né porque a gente acha também às vezes que é a mesma coisa que um locutor não é não é sobre ter voz bonita é uma voz trabalhada encaixada consciente né perfeito assim as pessoas falam assim ah eu não tenho voz para trabalhar com dublagem não existe Ah eu não tenho voz para trabalhar com a dublagem a sua voz ela vai se encaixar em alguma coisa por exemplo e eu eu não tenho a voz muito eh propícia para fazer jovem a minha voz ela é uma voz de pai né de de corpo e então assim ela vai se encaixar para alguma coisa Uhum E aí Tem gente que fala assim ah eu tenho voz muito rachada a minha voz é muito aguda ou então a minha voz ela é muito grave mas sempre vai ter uma personagem onde a sua voz se encaixa entende então a minha voz ela vai se encaixar para determinado personagem seja E se for desenho melhor ainda porque aí a gente consegue trabalhar com uma voz mais caricata sim eu posso colocar uma voz mais drive mais Drive ou então uma voz mais suave mais é tomel com mais sopro né então ou então uma voz mais musicalizada que fala muito mais cantadinho geralmente desenho animado é mais cantado a gente fala mais musicalizado então a nossa voz ela você trabalhando a sua voz o seu leque de de expressividade você vai conseguir encaixá-la em algum personagem ou seja vai caber dublagem inclusiva além de tudo maravilhoso né sempre vai ser André muito obrigada por receber a gente aqui na sua escola fiquei muito encantada com esse universo foi um grande prazer agradeço Eu que agradeço obrigado vocês por terem vindo e que todo mundo aí agora curtam mais a dublagem que já é né um um uma queridinha uma queridinha de todo mundo né e ainda mais agora que todo mundo fica sabendo como que os bastidores os trabalhos pelos bastidores né o teatro a gente chama de bastidor tudo aquilo que é por dentro da cena do backstage Então esse aqui é o trabalho de bastidores aquilo que vocês veem na tela de casa né então começa por aqui e daqui vai pra casa de vocês É isso [Música] aí de p de saudes vou pelos cantos a saudade lembra de lembranças tantas que por cina vam nessas Águas no a saudade a saudade lembra de lembranças tantas que por si navegam nessas águas mansas o e [Música] p c [Música] [Música] não [Música] h não como no cão [Música] [Aplausos] Di é [Música] [Música] tá pro segundo bloco do Conexão Cultural de hoje falando sobre voz e o seu uso no exercício profissional a gente falou de dublagem no primeiro bloco e agora a gente vai falar no ofício da arte do teatro e eu estou aqui na sede dos geraldos no teatro de arte Ofício com Everton genari que é ator e Maestro do grupo e com a Paula guerreiro que é atriz e jornalista e vai contar um pouquinho pra gente para começar a história dos geraldos né Paula Muito obrigada por receber a gente aqui obrigado a gente que agradece muito essa oportunidade de de falar sobre o nosso trabalho de tá numa programação tão boa como a de vocês então o grupo geraldos existe em Campinas há 16 anos e nesse tempo a gente já variou bastante a nossa linguagem digamos mas tem um elemento que se mantém em comum ao longo desse tempo que é o Teatro Popular e o Teatro Popular que que que tá genuinamente assim não numa forma engessada que seja possível de definir mas numa intenção de conversar com públicos cada vez mais amplos e para isso no grupo a gente desenvolve principalmente eh dois Campos de investigação e e prática de criação que é o campo das visualidades do espetáculo quando a gente eh traz eh todo o nosso estudo de figurino maquiagem cenário e o campo da voz do ator E aí e dentro da voz do ator existem também duas vertentes que é a voz cantada que é o o trabalho que o maestro coordena com a gente e a voz falada que é a parte que eu coordeno no grupo então a gente pensa a gente trabalha a voz do ator numa rotina de ensaios que é de segunda a sexta das 2 às 7 da noite no mínimo né às vezes muitas vezes a gente passa da hora eh e a gente faz um um uma rotina de Treinamento que considera a voz tanto no seu aspecto eh orgânico mesmo da musculatura que precisa ser treinada que isso o maestro pode falar melhor do que eu e no no sentido da inteligibilidade da palavra Então como colocar o texto na boca do ator e e contar uma história que atinja grandes públicos Everton você poderia dizer que a música dentro dos geraldos o trabalho de vocês é parte da dramaturgia sim a música A Gente Tem trabalhado muito com a música onde ela não é a música pela música se uma a gente tem o entendimento que se a música entra para para um espetáculo ela tem a função de continuar a contar a história então Claro que ela ela faz parte sim da dramaturgia ela tem como e ela tem um objetivo assim de contar aquilo que às vezes a palavra não diz só só DIT só falado né é uma palavra que vem em forma de melodia e que aí melhora a dramaturgia não que a dramaturgia precise ser melhorada mas ela dá um gostinho um frescor no meio do espetáculo a música acho que alcança outras dimensões né que a palavra sozinha talvez não alcance e a gente sabe que o corpo né o corpo é um instrumento de trabalho né do ator como é que a voz se encaixa nisso e como é que vocês fazem essa preparação pro ator tá entregue ali no na encenação e poder contar com aquele aparelho dele né É você disse uma coisa que a música ela ela encaixa eh e a gente acredita assim eu acredito particularmente que a música ela é algo espiritual porque ela atinge uma coisa que às vezes a palavra não atinge né Às vezes a gente até pego de surpresa diante de uma melodia dependendo da situação né emocional da qual você se encontra você escuta uma música no seu fone escuta uma música de repente tá ouve uma música F Nossa essa é minha canção porque ela pega em lugares que a palavra às vezes não diz e e pensando nisso que ela é espiritual e vamos pensar assim ela pega na alma a música Ela tem que pegar no corpo também porque e e pensando na música a gente pensa logo na voz porque e voz ela é corpo a voz ela é ação pensando nisso a gente trata a voz como um um elemento que precisa de todo o corpo para tá para est inteiro então não adianta eu só querer fazer um aquecimento vocal não adianta eu só fazer um z um e eu tô pronto porque a gente acredita que tem muita coisa além disso então nosso prepar noss na nossa preparação a gente trabalha o aquecimento corporal pensando muito numa questão do fluxo sanguíneo enquanto quanto mais nós temos um fluxo rápido né mais acelerado do sangue maior é o aquecimento do corpo para que aí efetivamente a gente trabalha a voz nossa voz nosso treinamento ele vai desde esse aquecimento corporal Ele trabalha a respiração porque o combustível da voz é o ar né quem faz o curso sempre ouve falando isso que o combustível da voz é o ar então um ator uma atriz que tem pouca respiração vai ter pouca voz Vai ter até um um volume muito pequeno né então a gente trabalha respiração depois a gente trabalha vibrações a musculatura da voz em organizar essa musculatura mesmo e a partir daí os vocalizes dentro desses vocalizes a gente acredita que tem uma coisa vai ficar meio parecendo que eu tô querendo dar uma aula mas não é é que é um fato tão importante de que o osso né o osso do corpo né do nosso corpo humano ele é chapado e o único osso que é poroso é o osso da face mas isso por quê Porque é o único lugar em que o ar passa e se a voz o combustível da voz é o ar quando a gente tá falando antes da voz que sair pela minha boca essa voz já passou por todo o meu crânio e e isso aumenta a minha acústica Então a partir daí a gente faz exercícios também para vibrar esse osso para aumentar esse ar dentro da do rosto né Vamos pensar assim dentro da do crânio para que a gente tenha uma maior qualidade de ar uma maior qualidade de som e também sem fazer esforço Porque como a Paula disse a gente faz um treinamento de segunda a sexta e e tem muito ator e muita atriz que não se preocupa com a voz ou às vezes não tem a possibilidade ou a oportunidade de cuidar da sua voz a partir de uma de uma instrução então acontece de vários atores várias atrizes falarem muito ensaiarem muito e quando chega naquilo que a gente tanto quer que é o espetáculo a gente tá rouco né E fica acaba o espetáculo frustrado frustrada pelo fato de de que ensaiei tanto me dediquei tanto e aquilo que eu mais precisava que é um corpo cheio Dessa voz ou uma voz cheia desse corpo Ah uma coisa tá falhando né E aí o ator e atriz ele passa por um processo de frustração então exato e isso pega em outras coisas aí isso afeta a cena isso afeta a canção isso afeta o emocional da atriz do ator afeta o como essa resposta vai chegar no grupo o quanto essa voz falada vai chegar no outro ator e o quanto esse jogo vai acontecer a partir de uma roid né então a gente trabalha com a fisiologia da voz um treinamento muscular respiratório e o treinamento muscular da própria da da laringe da faringe para que e a gente também trabalha uma questão de encaixes vocais para que a gente possa ter um bom som cantar forte falar forte e não ficar rouco maravilhoso e que Quem tá assistindo pode ter uma noção do que você tá falando mas mais cedo a gente acompanhou aqui um aquecimento vocal E agora vocês vão ver que não é brincadeira a gente já [Música] volta Nesse Mesmo Lugar [Música] [Música] Poa gawa qu [Música] Nesse Mesmo Lugar [Música] I Paula então a gente viu que não é brincadeira né É uma coisa muito séria tá um baita de um calor e eles estão dando tudo aqui e é sempre assim gente se você vier Escondidinho aqui assistir um ensaio vai ver que é assim sempre né E Paula você acha que a voz no teatro antigo quando não existiam tantos recursos amplificadores e tal tal tal você acha que era mais bem trabalhado e que o geraldos resgata essa coisa mais orgânica de alguma forma eu acredito que sim eh o o artifício sempre existiu de alguma forma né então no teatro grego as as máscaras tinham um formato que que era propício para para aumentar a projeção da voz assim como arquitetura dos teatros gregos era de um modo que favorecesse essa emissão porque o teatro grego se apresentava para milhares de pessoas uma experiência que o teatro moderno não testemunha em geral né mas eu acho que tem uma questão eh importante no no no nosso trabalho que a gente considera muito a partir da nossa experiência de público ou seja a partir do que a gente gosta de ver no teatro a gente tem uma rejeição muito forte é o microfone Claro que não a Qualquer Custo então ho gente tem um espetáculo que é o parara Tin bum Parará agora ele mudou de nome eu ainda tô me acostumando oficial é oficial Então a gente tem o Parará que ele pode ser feito também na rua e na rua é absolutamente improdutivo a gente lutar contra a tecnologia Então não é questão de de um saudosismo de uma época em que não existia microfone é acreditar na força de uma palavra que que é emitida com humanidade e que o som do microfone em geral traz torna mecânico e a partir desse som mecanizado o impacto que o espectador e tem ao ouvir aquela história é outro então a gente acredita muito na força da voz humana só que para isso muitas vezes a gente vai por exemplo como no Sesc Santos que tem mais de 800 lugares né como dar conta da voz para todo esse público como como fazer com que essa voz humana que atinge de forma mais profunda a recepção do público não comprometa o básico que é a comunicação então para isso esse treino muscular muito consistente que o maestro conduz com a gente além do trabalho musical que ele faz com que a gente abra vozes e faça milagres com pessoas que não cantam Mas além disso do meu ponto de vista que é da voz falada e a gente contar com aparelho fonatório capaz de garantir o que é fundamental pra linguagem dos geraldos essa linguagem Popular que é a comunicação que é se comunicar com as pessoas então e as palavras Elas têm uma verdade você fala da inteligibilidade das palavras né a Paula faz um trabalho muito interessante né que é esse contato com a palavra a verdade que ela traz e não necessariamente associar um som aleatório a uma determinada palavra né exato É porque a gente se sente um pouco seduzido pela palavra assim como pela música Só que a música Tem Uma métrica tão precisa que por mais que ela te seduza você vai ter que entrar naquilo que o maestra está pedindo objetivamente no caso da Palavra Falada a gente não tem uma partitura em geral tão fixa embora com o amadurecimento do trabalho O ideal é que se adquira essa essa partitura e e tem o desafio de mantê-la viva como se fosse espontânea né mas nesse trabalho de sedução que a palavra faz sobre a gente a gente gosta de compor o som dela a gente imagina um som e quando a gente imagina em geral a gente imagina de modo romantizado E aí que vem um texto no teatro que é declamado esse texto declamado ele é do campo da poesia ele não é do campo da ação dramática Então a nossa a a nossa luta no trabalho de mesa né que a gente faz para preparar o terreno pro ator colocar o texto em cena nesse trabalho de mesa a gente busca encontrar quase que do ponto de vista da sinapses mesmo como encontrar a entonação desse texto a partir da ação que está acontecendo na com aqueles personagens e não a partir do que eu imagino ser a melhor entonação para aquele texto porque o que eu imagino jamais vai alcançar a complexidade de nuances que uma palavra feita ação tem é como se a gente tivesse vícios mesmo de exato a gente cria uma melodia né uma melodia para dizer alguma coisa que às vezes essa melodia não tem o o sentido correto do que eu quero dizer né a gente brincava tem tinha um espetáculo e e uma cena era você não fez nada na perna né a a a fala era essa então no início saia assim você não fez nada na perna Então isso é às vezes uma coisa que a gente tá eh eh tá na mente e aí a gente não percebe né qual se isso tem a ver de verdade com a ação é É nesse sentido que a paou eu acho que e uma coisa que a Paula trabalha muito bem é em nos dizer é o quanto a fala faz sentido né O que você está dizendo tem que fazer sentido de verdade senão a gente decora alguma coisa e e e a gente não consegue mudar independente do jogo que tá tendo na dentro da cena e é quando a verdade né não passa para pro público né aquela palavra passa meio que sem sem sabor sem sentido não passa pro público não passa pro ator que tá com você faz com que a cena esvazie não dá Faísca né não se não afeta o público não vai afetar o seu colega de cena E aí viram um Um Ciclo Sem Fim de esvaziamento né do sentido é é como uma música dentro do espetáculo se o ator não souber o significado do que do que a letra quer dizer eh ele vai cantar de qualquer jeito E aí virou só uma canção então quando que a música Vira dramaturgia de verdade dentro do espetáculo quando primeiro a a a canção foi escolhida não de forma aleatória foi escolhida geralmente pelo diretor eh com a intenção correta para aquela cena mas o ator ou atriz que vai cantar ele deixa de ser um ator cantor ele ele na verdade ele é um ator que está cantando um texto é mais do que só ser um cantor então é uma dramaturgia eu tô cantando um texto eu não estou só cantando uma música e aí tem outro sentido né sim e nesses anos todos de pesquisa você diria que existe uma evolução desse trabalho que ele já consegue ter uma metod olia como é que é tem uma evolução Com certeza a gente não não não pode deixar de mencionar um episódio na história do grupo que foi o trabalho com Gabriel Vilela um dos maiores diretores de teatro do Brasil e e e que tem uma poética muito ligada ao Teatro Popular nesse sentido que a gente acredita da comunicação Ampla com o público né e as peças do Gabriel eh historicamente tem esse diferencial de uma a voz muito bem trabalhada tanto a voz falada quanto a voz cantada e foi esse um dos territórios em que a gente se encontrou a priori para que fosse possível a gente montar uma peça com ele e acabou que Montamos duas peças né mas ao mesmo tempo que essa habilidade que o grupo já investigava tornou possível esse trabalho com ele ele pelo pela radicalidade da direção dele radicalidade No melhor sentido do termo fez com que o trabalho que a gente já vinha desenvolvendo há muitos anos fosse sistematizado de uma forma mais rotineira né Eh com de de um modo que hoje os atores todos tem uma certa autonomia embora o nosso trabalho seja sempre guiado pelo Maestro cada um que tiver eh eventualmente algum problema vocal vai saber já o que fazer com a sua voz por conta de um de um de uma de uma exigência muito forte que os trabalhos com Gabriel Cordel do amor sem fim a flor do Chico e o ubo rei por conta do do do que esses dois espetáculos requerir da gente acho que nós todos avançamos muito em termos de conscientização de sistematização e até em termos pedagógicos acho que depois da passagem do Gabriel pelo grupo A o nosso modo de ensinar voz também melhorou e a gente conta com duas grandes rainhas da voz também que são preparadoras vocais que já fizeram trabalho com o grupo e a gente utiliza ainda até hoje técnicas das quais elas também nos ensinaram uma é a babaia Morais que mora em Belo Horizonte é uma das melhores preparadoras locais do Brasil e a outra é a Francesca de la Mônica que mora lá em firens na Itália que sempre o geraldos Quando consegue uma agendinha traz a a Francisca para cá e a gente tem esses contatos então há essa troca não fica só e a partir do meu ponto de vista também porque a gente precisa buscar sempre né novos conhecimentos novas tudo evolui né exatamente marav eles são Nossa Tríade Nossa Tríade vocal a Francesca a babaia e o maestro é as fontes da sabedoria da voz certeza e para quem tá assistindo e quiser acompanhar o trabalho de vocês tem os canais pra gente seguir vocês abrem cursos né todo ano também para quem quiser beber desta fonte com certeza eh o principal Nosso principal canal hoje é o Instagram então o geraldos teatro eh lá também a gente veicula toda a programação que acontece no teatro de arte Ofício um espaço tão tradicional de Campinas acabou de completar 40 anos e ao longo do ano inclusive especificamente em 2025 a programação do tal vai estar mais intensa do que nos últimos anos a gente vai ter temporada de Espetáculo a gente vai ter curso a gente começa um um projeto muito grande que chama incubadora de grupos artísticos Então a gente vai trazer os maiores nomes da gestão cultural brasileira para falar sobre vários Desafios que a gestão cultural enfrenta num país como o Brasil e todas essas atividades são gratuitas Então é só ficar de olho lá até ativa o Sininho para não perder as inscrições né receber as notificações das nossas publicações porque vai vir muita coisa esse ano mesmo muito obrigada Paula Muito obrigada Maestro quer se despedir falar alguma cois dizer assim para você que é atriz para você que é ator Cuide da sua voz ela é um instrumento maravilhoso que você tem e que ela não é igual a de ninguém o que você tem é seu ah mas eu não gosto da minha voz Sua voz pode ser linda sim Você pode cuidar muito bem dela e fazer dela um grande ã um um instrumento de comunicação que pode emocionar muitas pessoas Acredite nisso e siga a gente na nossa página o geraldos de teatro você tá super convidado inclusive se quiser vir aqui tomar um café venha tomar um café venha assistir um ensaio venha assistir nossos espetáculos a gente tá aqui ó Ô Everton Eu Vou estender isso porque todo mundo precisa da voz né todo mundo e a gente trabalha isso muito pouco na educação eh tradicional mesmo a gente nem percebe tem voz eu tive uma época que eu dava aula para professor porque tem um ser pronto para perder a voz é esse professor né radialista também radialista aí vai né a vai em geral né Muito obrigada mais uma vez por receber a gente aqui nesse ambiente tão maravilhoso e para você que gostou desse programa quiser reassistir compartilhar acesso o YouTube da TV Câmara conexão cultural e você pode reassistir compartilhar agora a gente vai ficar com uma das músicas para você ver como é que é uma voz trabalhada muito obrigada e até o próximo domingo curte [Risadas] [Música] aí esol toa sua para o reino se alegrar se alegrar você vai a Infinit ascol [Música] agora ti vai santar e tocar da palheira Pira da palheira Pira Pira vamos panera vamos panero vamos Pira paraa Pira vamos parair [Música] [Música] uh i [Música] [Música]
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