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Conexão Cultural | Lendas do pincel
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Conexão Cultural | Lendas do pincel

109 views Publicado 03/06/2025 HD · 45:57

Descrição do vídeo

No episódio do Conexão Cultural, mergulhamos no universo das artes plásticas com dois artistas consagrados que elevam a cultura visual da nossa região: Adélio Sarro e Egas Francisco. No primeiro bloco, somos recebidos por Adélio Sarro em seu incrível Memorial em Vinhedo, um espaço que é muito mais que um museu – é um ponto de inspiração artística e humana. Reconhecido internacionalmente por sua trajetória autodidata, Sarro construiu uma carreira sólida e respeitada no cenário das artes visuais, com obras que retratam o cotidiano do povo brasileiro com força e emoção. O Memorial atrai visitantes de todo o país e reforça a importância de valorizar artistas vivos e atuantes. Já no segundo bloco, vamos ao ateliê de Egas Francisco, um dos grandes nomes da arte contemporânea de Campinas. Com sua energia única e traços marcantes, Egas fala sobre sua trajetória, sua conexão com a cidade e suas obras atuais. O programa também destaca a exposição inédita de aquarelas de Egas Francisco na Casa de Vidro, no Museu da Cidade – um projeto sensível que une pintura e performance, registrado pela fotógrafa Denise Jardim. Além das obras visuais, o episódio é um verdadeiro registro oral da trajetória artística desses nomes que contribuíram (e seguem contribuindo) para o enriquecimento cultural da região. Conhecer suas histórias é conectar-se com a arte, a resistência e a sensibilidade do fazer artístico brasileiro. 👉 Assista ao episódio completo e deixe-se inspirar por histórias que emocionam e obras que marcam! ✍️ Comente o que mais te tocou nesse episódio! 👍 Curta o vídeo se você ama arte! 🔁 Compartilhe com quem valoriza artistas brasileiros! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] E no conexão de hoje, a gente veio até Vinhedo para mostrar a obra e a vida de um artista plástico sensacional aqui da nossa região, o Adélio Sarro, que na verdade nasceu em Andradina, mas escolheu Vinhedo como sua morada. E a gente veio até o Memorial de Artes Adélio Sarro, que fica aqui, você tem que conhecer porque é um espaço sensacional. Eu já começo agradecendo por nos receber aqui, Adélio. Não, eu eu que agradeço a presença de vocês aqui, eh, para poder divulgar com esse intuito de divulgar o meu trabalho, a minha obra, esse espaço, que é um espaço que eu construí, que é uma realização de um sonho e construir esse espaço para abrigar minhas obras e também eh poder apresentar outros artistas que estão aí no na sua trajetória, no seu começo. É, a gente tá com esse espaço também para mostrar esses artistas aqui. É um memorial de artes, né? E o Adélio, ele é um multiartista, né? É um escultor, é um pintor, é um poeta. E eu queria que a gente começasse lá em Andradino, essa história toda, contando pra gente como é que tudo começou. Você que é um autodidata, né, Adélio? Aham. Ah, eu sempre eu sempre digo que eu nasci em base um pé de café, porque eu sou um um minha infância foi na agricultura, pais agricultores, analfabetos. Eh, e a arte se manifestou em mim quando eu tinha 4 anos de idade. Quando eu fiz o meu primeiro desenho olhando um sagrado juz na parede, eu eh desenho um papel qualquer e até vindo um padre na nossa casa disse: "Nossa, esse menino vai ser artista." Vamos imaginar um menino ser artista, um menino de roça, eh, faz agricultores. Mas eu sempre digo, quando nós viemos esse universo e com uma missão e nós acreditamos nela e trabalhamos para isso, o universo nos responde e foi o que aconteceu comigo. E você tem memória disso? Os seus pais que te contaram? Não, essa fase meus pais me contaram, minha mãe me contava sobre esse esse fato. Eh, mas eu tenho uma vaga lembrança disso daí que aconteceu. Eh, mas muitas coisas da minha infância eu guardo mesmo, porque desde a idade de 7 anos de idade eu trabalhava na agricultura, capinava café, eh, ia ajudar meu pai plantar café, eh, cidades próximas aonde eu nasci. E essa foi minha infância. E a sua mãe guardou isso que é muito interessante, né? É, exatamente. Morava em casas eh coberta de sapé, chão de barro, parede de barro, não tinha nada, era uma penúria. Andava descalço, era rústico. Era rústico, mas mesmo assim era feliz. Com certeza, né? E como é que você foi sentindo essa vida de artista, esse primeiro desenho, depois onde é que você conseguiu se desenvolver um pouco mais? Olha, quando eu eu saí da da lá do campo e vim paraa cidade aos 12 anos e aí eu comecei a desenhar bastante, comecei a ter mais contatos com livros, com desenhos e comecei a desenhar bastante. Mas antes de ouvir, v contar uma história que todo mundo pergunta sobre uma maçã que existe e que vê toda essa maçã. E por quê essa maçã? É porque quando eu estudava nessa escola lá no no campo tinha uma era uma casa de madeira, tinha uma calçadinha em volta, a professora cascava maçã, jogava as cascas pela janela, quando ela se ausentava e ela comia as cascas. Nossa, imagina, ah, existia sua maçã argentina importada e eu da roça nunca tinha visto. E aquele perfume, quando ela saía, ela comia as cascas. Caramba. Então, foi uma infância eh bastante pobre, bastante pobre, que trabalhava mesmo na na no na agricultura, eh, capinando café, eh, desbrotando café, dizendo: "Meu pai colia café". Era foi minha infância mesmo. E depois quando aos 12 anos que eu fui pra cidade para ajudar a família e eu o que que eu fazia? Meu pai foi trabal construção civil, eu, e a minha mãe lavadeira e eu lhe levava trouxa de roupa na cabeça para para ajudar ela e ia à vezes catar coisas na rua para poder vender o que eu pudesse vender, eu ia num lixão desativado, cava cá lá, achava coisas, ia vender para poder ajudar a família. E assim foi a minha infância. Eh, não estudei até quarto primário só. E assim foi a minha vida. Depois aos 16 anos viemos eh morar no ABC Paulista, São Caetano e a penúria continua. coisa, mas aí já estava, fui trabalhar na construição civil com meu pai, depois fui metalúrgico até eu entrar em oficina de pintura, placa, painéis, outdoor, eh, mas já estava no meu mundo mexendo com tinta, então já tinha mudado totalmente a minha visão. Dessa oficina aparecia uma outra oficina de pintura que você fala de publicidade ou dó publicidade fazia naquela época tinha computador. Hoje o computador faz tudo. Antigamente não fazia tudo manual, tudo manual. Dessa oficina uma outra onde eu conheci uma pessoa de Brodosque e aí ele me convidou pro seu casamento. Eu fui no casamento dele e aí de repente eu estou dentro do museu do Portinari e aí começou a minha vida na árvore. Aí explodiu, virou a chave. Aí eu falei: "Meu Deus, o que eu faço com propaganda meu mundo?" Isso aqui deu uma loucura quando eu entrei no museu dele, recebi uma uma energia muito grande e falei: "Nossa, eu vou pintar, vou pintar, vou pintar". Minha noção de pintura era basicamente zero, mas eu mergulhei de cabeça, fui pra república, fiquei 14 anos lá e trabalhei paralelo até a arte da ah condição de eu sobreviver dela. E eu já tô indo no mundo inteiro. E essa essa parte da Praça da República já tinha uns 31 anos, mais ou menos. Não, eu tinha quando quando eu eu eh visitei o Museo Portinário, eu tinha 22 anos. 22 anos. Aí que você falou: "Não, é isso mesmo que eu vou fazer paraa minha vida". Exatamente. E aí eu mergulhei de cabeça, eh, comecei a pesquisar, comprar livros e, e, mas a, a medica minha dedicação com a arte não era tanto, porque eu tinha que trabalhar. Então eu trabalhava à noite, pintava à noite de sábado, domingo, de manhã no domingo for na república e e o resto era trabalhar para poder eh para poder conseguir a sobrevivência, que a arte não me dava como sobreviver dela. Até que comecei a a vender uns trabalhos e as coisas foram foram indo indo e ah conheci pessoas, somos um grupo ah de artistas. Isso ela muito a minha carreira, criou força, né? É, foi dizem que a nossa maior dor é a nossa maior potência, né? Esse seu contato tanto com a agricultura, ajudando o seu pai na construção civil, mexendo ali com o concreto, esse olhar pros objetos que você poderia vender depois, tudo isso te colocou também nessa linha do artista plástico que faria esculturas, painéis? Assim, isso foi é foi uma boa base para mim quando eu ajudei na construção civil. Isso me deu muita base para trabalho concreto hoje. Deu bastante conhecimento eh de estrutura e e de mistura e como como usar o cimento e o concreto. Então foi muito bom para mim. Foi um aprendizado sempre tudo que nos acontece é sempre aprendizado para o futuro. Eu acho que você usou tudo a seu favor. Adélio. E as suas obras elas têm um caráter também eh de uma certa crítica social, né? Sim. Eu sempre trabalhei, eu ah quando iniciei meu trabalho, eu trabalhava muito com com eh elementos do cotidiano que eu vivia na roça, agricultura. Então eu tinha muito espaço, muita gente trabalhando, cio de cana, café e tudo. Hoje eu já fiquei um pouco mais urbano, então minhas figuras hoje são mais da cidade, são são figuras mais eh um pouco mais modernas. E e eu eh sempre busquei eh mostrar um pouco da realidade do que nós vivemos, o nosso cotidiano. Inclusive a a escultura foi uma necessidade de eu sair da tela para mostrar uma obra para aquelas pessoas que vão ah no seu trabalho e se sente inibido de entrar numa galeria ou num museu. Então o que que acontece? Eles passam numa praça, vê uma obra, eles vão começar a sentir, porque você só não fala: "Eu não gosto quando você não tem contato." Quando você passa a ter contato, você passa a gostar. Então, foi uma proposta de eu sair para com a escultura em praças para poder mostrar minha arte para mais um mais umas pessoas que não tm esse acesso, uma sensibilização, né? Inclusive, Andradina te homenageou com o memorial a seu aberto, né? Ah, sim. Tem tem uma praça chamado memorial Adélio Sarro, que tem várias esculturas lá. E Adélio, o mundo entende? Eu acho que a a arte ela é uma linguagem universal, né? E o mundo entendeu a sua arte de uma forma que hoje você tá em todos os continentes, né? Ou já passou por eles de alguma forma. Sim, sim. Eu já já passei, já tenho obras em vários continentes e em museus. Ah, eu tô bem assentado lá fora. Tá sentado lá fora? E foram 30 anos também indo fora. Eh, todo ano ia uma ou duas vezes por ano. Agora não, agora boti um pé no freio. Já quero ficar mais aqui no Brasil. É. E você escolheu vinhedo, né? Queria que você falasse por que que você escolheu vinhedo para morar e também para deixar esse memorial incrível aqui. Ah, na realidade eu vim para Vinhedo porque eu eu queria sair do grande centro. Eu mori 35 anos em São Bernardo. Minha filha estudava no Unicamp e eu queria ficar mais próximo dela. E aí eu me separei e acabei tentando achar um lugar que eu gostasse. E quando eu entrei em Vinedo para visitar um amigo, eu falei: "É aqui". Aí eu vim para cá, vinheedo, comprei esse, comprei esse terreno na na época logo que eu mudei para cá, comprei esse terreno, fui pagando. Aqui era um mato, não tinha nada, nem asfalto, tinha nada. E aí eu ia construir uma uma oficina para escultura e e um espaço para mim eh fazer uma casa com meu funcionário que me acompanha há 30 anos morar. E a minha esposa falou para mim: "Você tem um sonho de ter um museu, tem o que você não faz nesse espaço?" Eu disse a ela: "Sonho eu tenho, não tenho dinheiro." O que que ela respondeu? Detalhe. Hã? Começa com o dinheiro, aparece. Caramba. Então, daí 4 anos estava construído essa parte toda aqui, porque eh tudo que você vai fazer, você projeta para o universo. Se aquilo que você vai fazer for para beneficiar o maior número de pessoas possíveis, o universo te responde e te devolve. E foi que aconteceu comigo. Eu fiz um negócio sem intuito de ganhar dinheiro. Aqui é um espaço educativo. Ainda coloco dinheiro aqui porque para manutenção. Eh, não tenho, não pego um centavo aqui de aluguel, de nada. Botei sua disposição da minha obra. E então, eh, por isso que a gente consegue, quando você tem uma realização e o universo te responde, acuou comigo isso daí. Então a Sandra é uma grande incentivadora disso tudo também, né? Ah, sim. Nossa, ela tem ajudado muito. Ela é a minha musa inspiradora. Ela e também artista plástica, que você também deve ser o mundo dela. Sim, ela tem o mundo dela. Ela tem um trabalho maravilhoso, apesar de que ela às vezes se sente nebida de ostrar, fala: "Ah, eu não sei pintar". E às vezes eu brigo com ela. Porque ela começa uma obra, eu falo: "Para, não mexa mais, tá lindo isso aí". De repente ela tá mexendo estagatura. Fale, eu falei para você não mexer. É uma obra em construção constante, né? Ah, sim, sim, sim, sim. Mas é, ela é uma pessoa assim fantástica e graças a ela e ela tem me levado muito em botado para cima, sempre outando para cima. É uma uma bela dupla, né? Ah, sim. E para quem vier aqui pro Memorial, vai ver também a sua exposição que você trouxe de volta da Europa. Ficaram 25 anos lá, né? É, eu eu essa essas obras participaram em vários museus, percorreram vários países, eh participaram duas vezes em Dav eh no Fórum Econômico, eh museus da Rússia, da China, Polônia, ah, na na Austrália também, na Alemanha, na Austrália e tudo. Então, eh, e essa coleção ficou muitos anos lá percorrendo e guardando, ficava num estoque, a gente tirava, levava para expulsão, saoque eu falei: "Agora quero levar embora". E o ano passado eu trouxe essa coleção toda para cá, pro Brasil para ser vista aqui, porque não tinha sido vista aqui ainda não. Hum. Eu pintei, já fui para fora. Então agora ela vai permanecer aqui no meu espaço. Uma super oportunidade, né? E também dá para ver esculturas. Você tem uma série é surrealista, né? que é bem interessante. É uma brincadeira, né? Eu não sou surreialista, mas eu gosto eu gosto de de diversificar, de brincar um pouco com todos os elementos e com todas as as tendências. E aquele painel também da pandemia, que é um painel impactante, a hora que a gente entra, a gente já se depara com ele, né? Quer falar um pouquinho? Ah, esse painel foi, eu pintei na pandemia, eh, a gente não podia sair, falei: "Vou pintar". Eu pentei uma coleção chamado Nova Era, onde eu eu vou desde da era de de peixes até de aquário, pintei muitas coisas sobre água, muitas figuras que do da terra ao espaço, disco voadores, fiz umas umas loucuras lá, porque é o nosso futuro, né? Então eu mostro lá a uma divisão da era de peixes, uma era mais obscura para era de aquário, que era da verdade, a limpeza da água, que a água purifica, a água limpa tudo. Tem até o Adão e Eva cibernético, né? No final tem o Adão e cibernético lá que vai vai dar maçã o descubador. Maravilhoso. Adélio, eh o que que aquele menino que plantava café diria pro Adélio hoje aqui no próprio Memorial? Olha, eh, foi uma caminhada, mas foi uma caminhada gloriosa, porque jamais eu imaginava um menino do campo que que comia as cascas de maçãogar no lixo, que morava numa casa conversa, andava descalço, cortava os pés nos cartos de vidro, limpava a cova dos pés de café com medo de das de cobras, eh, e chegar onde eu cheguei e é uma glória. é uma glória. E por isso que eu sempre digo a todos os que querem vencer, todos aqueles que têm um dom e acreditam, que trabalhem mesmo e só assim poderá alcançar o sucesso. Acredite em si em primeiro lugar e vaiá em frente, porque é trabalho duro. Na realidade a arte é trabalho duro mesmo, não é uma coisa, ah, eu vou ser um pintor de fim de semana, esquece, não vai acontecer nada. É dedicação total. É. 24 horas por dia. A tia ela é ingrata, ela quer 100% você ao lado dela. Não tem meio termo e tem que tá cercado de pessoas que compreendem isso, né? E eu não posso acabar esse esse primeiro bloco sem falar que você fez uma uma série também só para as pessoas também para as pessoas que não enxergam, né? Ah, sim. Então, como eu disse, aquela necessidade de eu de eu colocar a escultura na rua para as pessoas do seu cotidiano, eu também falei: "Mas tem alguém que eu gostaria que sentisse a minha arte?", mas não na escultura, porque a escultura todo mundo já fez. Eu eu quis fazer um desafio, a pintura para ser tátil. Então desenvolv uma pintura cheia de texturas, arranhaduras, colagens com braile, onde eh onde a pessoa vai ler onde ela tá tocando e e aí ela vai sentir através da textura, eh, e vai perceber a obra que inclusive um, numa das exposições em Coburg, na Alemanha, um dos deficientes tocando a obra falou: "Nossa, eu sinto até as cores, que lindo". uma das posição na Eslováquia, ah, do lado da Rúbi, um grande shopping center e eu tenho uma coleção lá que roda por lá e numa dessas exposições eles colocavam cão guia, vendava a pessoa e o cão levava a pessoa no quadro para ela tatear, para sentir o que sente uma pessoa deficiente. Sens. tem acontecido muitas coisas nessa área. Você gosta de brincar na tridimensionalidade? Aham. E para mim é gratificante poder fazer um trabalho que possa interagir com as pessoas que que eh não conseguem ver e ele poder tocar numa obra. Inclusive numa das exposição que aconteceu e lá em Mococa. O deficiente tocando falou: "Nossa, pela primeira vez eu posso tocar numa obra porque eu chego no lugar tá lá escrito: "Não toquem, não toquem, não to essa eu posso tocar". Maravilhoso, né? Então isso é muito gostoso você ouvir essas coisas aí e saber que pelo menos você em algumas pessoas elas sentiu e surtiu efeito e e tocou. É importante. E foi algo novo e é uma questão de oportunidade, como você falou, né? Se a gente não conhece, não tem como amar. Exatamente. Exatamente. Você passa só a gostar daquilo que você conhece. Ninguém pode gostar do desconhecido. Sim. Quando você eh arte, quando você começa, no meu passado lá atrás, quando eu era totalmente leigo da arte, eu também não gostava de arte, não sentia nada. Mas quando eu comecei a ver, a enxergar e conhecer arte para você gostar, porque você só gosta quando você abre a tua mente para aquilo lá, abre teus horizontes, então você passa a gostar da arte, da literatura, da música, da dança. Então aí você passa a interessag, nesse mundo maravilhoso que nós temos aí, que tem que ser muito mais divulgado e tem que ser muito mais eh mostrado pro para que as pessoas possam eh não achar que ah, eu eu tenho cultura porque eu aprendi o beiabá. Não, vai muito além disso. É para todo mundo. É para todo mundo. E para quem quiser visitar, fica aberto de segunda a domingo ou não? Fica de terça a domingo, das 10 às 12, das 13 às 17. Dá para vir excursões vem para cá, né? Tem gente que vem de excursão para cá, né? Vem, vem, tem muita excursão. Recebemos muita excursão e às vezes vem excursão de longe, até do Rio de Janeiro vem excursão aqui. É, eu sigo lá o Instagram, vocês estão vendo aqui, vão poder seguir também. Vem gente de longe, né? Vem, vem. Não é à toa, porque realmente as obras são incríveis. Adélio, muito obrigada por nos servir. Eu agradeço a tua presença, essa entrevista maravilhosa. Você dá essa oportunidade para mim poder falar a a todas as pessoas que vão ver o seu programa e que possam conhecer um pouco mais sobre minha arte, sobre o Memorial de Arte Deussal que está aqui em Vinhedo, na rua Ursa Maior 210. Está aberto aí para todas as pessoas vi e curtir o que está aqui dentro. A gente que agradece tanto você receber a gente quanto você dar esse presente aqui pra nossa região. Muito obrigada. Obrigado. Eu no próximo bloco a gente fala um pouco mais. Obrigado as meninas que estão aí interagindo com essas câmeras aí. Muito obrigado. Estão pilotando as câmeras, né? No próximo bloco a gente continua com artes plásticas comas Francisco. Fica com a [Música] [Música] [Música] gente. De volta pro segundo bloco do Conexão Cultural de Hoje, ainda falando sobre as lendas dos pincéis. Hoje a gente veio falar com Egas Francisco, Sampaio de Souza ou apenas Egas Francisco, esse artista querido aqui na cidade de Campinas, que é desenhista, cenógrafo, é poeta e um montão de coisas, né, Egas? Muito obrigada por receber a gente aqui no seu atelier, que é um verdadeiro portal de belezas e de manifestação artística. Eu agradeço muito, muitíssimo mesmo a a sua visita de vocês e essa grande oportunidade de falar com o povo de Campinas através dos meios de comunicação. Isso me agrada muito. Maravilhoso, né? Egas, queria que você falasse dessa história. Quando é que você começou a pintar? Acho que desde que você se conhece por gente, né? Eu não sei porque eu com 7 anos eu eu desenhava e pintava, mas eu não eu passo a considerar o meu trabalho propriamente, não que desconsidere trabalho de infância, porque ninguém pinta melhor do que uma criança. Mas eu, mas a o meu trabalho, o trabalho que me representa propriamente passa a ter significado para mim a partir dos meus 14 anos, mais ou menos, quando eu pintei o retrato da minha mãe, quando eu pintei o primeiro retrato da minha mãe, porque eu fiz inúmeros retratos da minha mãe. E e quando eu saía pelas ruas, desenhava nas ruas, tinha um desenho de traço quebrado muito interessante mesmo. Nem sei se eu não desenhava mais naquela época do que desenho hoje. E e fui me dedicando inteiramente à pintura no decorrer da minha vida. A a pintura e a literatura sempre foram as minhas paixões. E a música em terceiro lugar a música, porque eu escuto música dia e noite sem parar, né? A gente chegou aqui, tava rolando o Milos Davis, né? Era o Maios Davis. E magnífico, Maios Davis com aquela aquele olhar que ele tem, aquela capacidade de ver o mundo inteiro num golpe de vista. Ele é magnífico, mas delves é um é o som da humanidade. É meio que uma visão bem assim de um artista plástico mesmo, né? Ver ver o mundo todo num golpe de vista. Golpe de vista. Você fala que você vive dentro de um quadro pintando outros quadros. É isso. É. Então, é, eu sou a Eu vivo dentro de um quadro gerador. Eu eu pinto e o meu desjejum é a pintura. Eu acordo e contemplo o dia, né? Deslumbro a luz. A luz quase me cega, mesmo porque eu tenho um olho muito sensível, porque é muito claro e além de tudo eu tenho problema de de acharigmatismo, tenho tenho problema de eh enxaqueca oftálmica que fico vendo como se eu fosse uma aranha. Então eu vejo lâminas coloridas. Eu já pintei quadros inspirados nessa perturbação visual que eu tenho. Que sensacional. Eu pintei quadros inspirados na perturbação visual. Só que essa perturbação é uma tortura e eu tenho semanalmente esse problema. Mas eu me levanto sempre acima de todos esses problemas. me reergo e continuo pintando, pintando, pintando. Não sei como, mas ainda estou pintando. Pintar é uma forma de se expressar para você, né? É, eh, minha, minha, eu traduzo o que eu, em termos visuais sensitivos, tudo aquilo que eu sinto no âmago do meu ser, aquilo que vai mais no fundo do meu coração, da minha alma, é o que se traduz através daquilo que eu faço. Eu espero que seja, não tenho certeza, não tenho essa pretensão tão grande, mas acredito que possa acontecer, porque tem isso também, né, Egas? você transmite algo e quem recebe recebe a partir do próprio repertório de vida, do universo, né? Essa troca que é bacana também, né? É muito, muito mesmo. Eu eu recebo, eu aprendo muito. Eu trabalhei muito com criança quando eu era, quando eu era jovem. Eu fundei os cursos infantis da cidade de Campinas e levei pros conservatórios, levei paraos pros orfanatos, fundei o curso livre de grachates jornaleiros que era na rua, nas praças abertas, curso livre. e trabalhei 8 anos com esses grupos, 10 anos com outro grupo, Centro de Ciências, Letras e Artes, foi meu berço cultural. Então, tudo isso é muito importante na minha vida. Agora, por exemplo, eu nós estamos fazendo uma exposição aqui em Campinas, né? Tô com exposição aberta na Casa de Vidro. Casa de vidro. A exposição abriu eh dois sábados atrás e e nós estamos recebendo muita visitação e esperamos receber mais ainda. Eu estou expondo aquarelas inéditas, embora elas elas não sejam tão recentes. Tem aquarelas desde 1973. até 2024 são e que são do meu acervo que eu nunca disponibilizei e que eu tenho até hoje. Então são inéditas, vale a pena ver. É uma exposição, uma bela exposição e e as fotografias excelentes, magníficas fotografias da Denise Jardim na documentação da minha performance no na no CESC, né? E há 9 anos atrás, faz vai fazer 9 anos agora que eu fiz essa performance e agora que nós estamos comemorando quase que uma década sempre a tempo. É, Gas dizem que ver você trabalhar também é muito interessante pelo seu processo espontâneo, né? Quando você começa, você mergulha e só para quando sente que é a hora. É, então eu trabalho, eu trabalho com a a pintura para mim é uma grande paixão. Eu trabalho apaixonado por aquilo que eu faço. Então eu me dedico, me debruço, me entrego e a minha pintura se faz numa numa num fôlego quase. Mas eu mas eu sou muito exigente comigo também. Eu sou muito exigente. Quando eu não gosto do que eu faço, eu eu eu destruo, eu destruo. As pessoas falam: "Não, acho maravilhoso, acho horrível, eu destruo". Então, é, é autêntico, né? É. Então, agora é muito raro acontecer isso, mas acontece. É, que bom que você tem essa liberdade, né, com você mesmo, né? E esse rigor também, né? E o que te inspira, tem eh você sente que às vezes vem absolutamente do nada com uma explosão criativa? A vida que me inspira ou dia a dia te inspira? A vida. A vida, a vida e a morte me inspiro. A morte também me inspiro. A vida e a morte. A morte como única, a única certeza. Então, muitas vezes também eu abordo temas assim cruciais. Então eu eu venho eu venho, você vê em 1958, eu era muito jovem, eu pintei aquele quadro, por exemplo, que é a Volta da Farra, que é um guache em em que os notívagos retornam de sua farra num lugar, num espaço ermo, num espaço vão, num espaço e e vão, parece que eles vão dali, eles não não se evadem noite, eles penetram na noite. É muito interessante os notívagos. É um olhar sensível, né? É, então eu já fazia isso desde aquele tempo. Eu fiz, pintei muitos, pintei os filhos de ninguém, pintei muito, muitos temas ligados a ao problema social da existência, o problema existencial do homem. sempre, sempre estive voltado para os, os problemas humanos, embora eu não faça uma pintura panfletária. Eu não faço uma pintura panfletária, faço uma pintura sensível, sabe? Eu nas é a partir da minha sensibilidade, da minha do meu lado sensorial. E e eu abordo esses temas com um respeito muito grande e uma humildade muito grande também. É um retrato, né? Quando a gente retrata, a gente não julga, né? Só observa, né? E você escreve também, né? Eu gosto de escrever, mas eu já escrevi muito mais antes do que escrevo hoje, mas ainda escrevo um pouco, não tão bem quanto antes, mas escrevo. E eu sempre escrevi, eu escrevi ficção, muita ficção, muitos, muitos contos, contos, contos, dezenas e dezenas de contos. Eu tenho peças de teatro, eu tenho eu tenho até romance, o o general da Sé é um pequeno romance, pequeno, mas é romance, não é conto. e tenho trabalhos também de de análise crítica, eh pensamentos a propósito da arte, reflexões a propósito da arte, da pintura, da poesia. Eu acho que a poesia está no cerne de todas as artes, é a arte suprema. Então eu tô sempre trabalhando, trabalhando, trabalhando e aprendendo, se expressando essa troca infinita, né? E quem te inspirou foi a sua mãe nesse sentido? Não, minha mãe foi minha musa, realmente, porque minha mãe, ela de tudo, ela tinha que ser linda daquele jeito. Então, ela era linda mesmo, porque o menor deu fez pois para ela, né? Ela era muito bonita e ela foi bonita a vida inteira. bonita fisicamente e bonita mentalmente, moralmente também. É uma pessoa muito e muito admirável a minha mãe e uma artista plástica. É. E era artista plástica e ela que quando eu era menino, eu tinha uns 10 anos, ela me chegou e falou: "Meu filho, esse é Van San Fanor". Ela falava, como falavam os holandeses, Van San Faror, mas era Van San Vangog, como nós falamos aqui no Brasil. né? E eh e porque no original é Vincent Vanor, né? E ela e ela me apresentou, ela me apresentou, ela me apresentou Leonardo da Vin pela história da arte através levado pela mão condutora da minha mãe. É quase uma arte uterina. É, é isso mesmo. E o seu pai gostava muito de literatura, né? E também te deu um pouquinho disso, né? É, meu pai é que é mais responsável pelo lado literário do nossa educação, porque meu pai tinha uma biblioteca estupenda e ele jogou na nossa mão, Dostoevsk, Tony, eh, Malarm, Descartes, muito cedo, muito cedo nós nós desfrutamos de tudo isso. Nós conhecemos João Guimarães Rosa, Jorge Amado, a gente leu tudo com 14, 15 anos e tá. Que legal. Então, então nós nós lemos do Soevs que eu tinha eu com 20 anos, 20 e poucos anos já tinha lido quase tudo irmãos Caramassov, o o Karamazov, né, como se fala, o Ah, L Tor também 20 anos, o idiota lemos eh a Ana Carien do, ou seja, o melhor daqui e de fora do Brasil também. É, então dos russos, a literatura francesa, literatura portuguesa, Fernando Pessoa, a gente sabia de sabia de cor muitas poesias. Vocês foram nutridos, né? É, graças a Deus. Muito bem nutridos, né? Educação, educação literária, educação intelectual e tal. Meu pai, se nós não não não aproveitamos, foi por problema nosso, defeito nosso. Mas meu pai ofereceu isso tudo para nós, assim, com muito, muito medo. E tudo isso eu sou muito grato, meu pai, minha mãe, muito bom, né? É, olhar para trás e ver isso, reconhecer, né? E tudo isso vem pra tua obra, né? E quando você vai ensinar as crianças, eu fiquei muito curiosa, são profissões que nem existem mais, né? O engrachat, o jornaleiro, né? É, quando você chegou para essas crianças desse universo tão peculiar, então, nessa época, engrachate jornaleiro, eles eram uma profissão e que eh eles eles eram eh engrachates na cidade e essa profissão era era limitada aos meninos que tinham defeito físico. ou que eram menores de idade, entendeu? Então, era uma profissão das crianças e dos das pessoas que tinham problema físico. E foi foi um curso muito gratificante para mim, muito gratificante. Me ajudou muito também e eu acredito que tenha colaborado muito com eles também. levou um outro lado da vida para eles, né? Então, porque até hoje eu conheço em velhos, velhos hoje, hoje velhos, mais velhos que eu. Você olhando para eles e a mim, parece que ele é mais velho que eu, porque eu era muito jovem naquele tempo. Então, a diferença de 10, 15 anos de diferença, hoje em dia, com a vida que eles levaram, eles parecem mais velhos que eu e muitos já morreram. Uhum. E eram eh que vive, tem o tem vários, tem vários. O Dindo, Renato, eles eles o Zé, eles eles eram eles vivem hoje do de de fazer desenhos, caricaturas e coisas. Caramba. Ou seja, um divisor de águas. É surg, eu criei um meio de vida para ele sem, sem saber que eu tava fazendo isso. Que maravilhoso. E a arte ela tem esse papel de expandir as possibilidades. Que que você é que você é um claro que você consome arte, mas você produz muita arte, mas qual é o impacto que você acha que tem na vida das pessoas, principalmente de quem não veio, desse berço que você veio? Ah, eu acho que a arte, a, a comunhão com a arte faz com que a pessoa cresça muito, sabe? E ela passa a conceber, aceitar, aceitar, conceber, multiplicar possibilidades, direitos e visões. Ela se se propaga, se expande. É, ela ela atravessa o espaço da da existência. Ela ela ultrapassa o sim e o não. É, eu acho que a arte completa de uma maneira quase que indisível, porque não dá para você definir o que é arte. A arte é indefinível. Então, a arte ela completa o indivíduo de uma maneira assim sobreumana. Sobreumana. Você falando assim, eu pensei na quinta essência. É, na quinta essência. É isso mesmo. É, não é uma coisa que não é palpável, mas que é essencial, né? Que legal, Egas. E queria que você deixasse uma mensagem pro pessoal que tá assistindo, então, então, que tem alguma barreira que se permita mais, que a gente tem espaços na cidade inclusive que a gente não utiliza tanto, não frequenta e que pode fazer uma diferença enorme na nossa vida, né? Então, eu gostaria muito que as pessoas se voltassem mais para as outras pessoas, para cada uma das outras pessoas. E se voltando para essas pessoas, ela se lembrasse que através da arte você pode dar amor também. Então, que as pessoas se entreguem, se ofereçam para uma linguagem absolutamente ímpar, que é a linguagem da arte. A arte traduz através de termos assim quase que indescritíveis, a verdade que vai no âmago do ser, vai lá pro mais profundo do nosso do nosso ser. Então, é preciso que as pessoas estejam sempre atentas à arte, a arte, a poesia, a música, a pintura. a pintura. E agora, por exemplo, nós estamos abrindo as portas para o público com uma exposição na casa de casa de vidro no tacoral. Uma exposição eh fica na ali no lago do café no lago do café que é lindo. É um bloco arquitetônico, talvez o mais bonito de Campinas. É linda. Ali já é um passeio, né? É lindo. É, ali já é um passeio porque a galeria é linda. É linda de concreto e vidro. Muito bonito. Então, e essa exposição conta com 22 aquarelas que eu tô estou apresentando e 22 fotografias magistrais da na documentação da minha performance no CESC, né, 9 anos atrás. Então, no Sesc de Campinas e no Sesc de São José dos Campos, entende? Onde eu apresentei aquarelas até de 2 de 3,5 m. Então são aquarelas que constam, parece que são as maiores do mundo. Parece que não existe aquarela desse tamanho, porque a aquarela é uma técnica geralmente feita na na feita na prancheta. São são pequenos trabalhos. A aquarela geralmente é de pequenos recortes de papel sobre a mesa. E essa daí não é aquarela. Eu tive que fal executar a aquarela no chão. Essa foi no fôlego, literalmente. É no fôlego. No fôlego. Eu fiquei abaixado, agachado. E um homem da minha idade, porque mesmo 9 anos atrás eu já tinha muita idade. Eu tenho mais de 80 anos. Então, mas parar de pintar jamais, né? Hein? Parar de pintar jamais. É, então, e eu espero que a que vejam as fotografias da Denise Jardim, que são excelentes e as minhas aquarelas e que são passionais e verdadeiras, entende? Algumas estão à venda, mas a maioria não. Do acervo pessoal, né? é que adição do meu acervo e eu e me encanto muito. Desejo que as crianças continuem pintando, continuem desenhando e que os adultos também, porque a criança que mora dentro do adulto é que mantém o adulto voraz, vivo, autêntico, verdadeiro e feliz. Maravilhoso. Não basta viver, tem que não basta sobreviver, tem que viver, né? Tem que viver. Tem que viver. Viver é muito importante. Nós nascemos para viver e para sermos felizes. Não para sermos infelizes, para sermos felizes. Fica a dica, gente. É, Gas, muito obrigada por receber a gente aqui, compartilhar com a gente a sua grandiosidade de forma tão generosa. Obrigado. Obrigado a vocês. Obrigado. Muito, muito, muito, muito obrigado. Então é isso, né? E você tem rede social também para quem quiser acompanhar, né? É. o seu Instagram Egas Francisco. Tenho. A gente pode deixar então pro pessoal acompanhar, né? Saber onde é que tá rolando a exposição, pelo menos uma por ano, né? Então, @egasfrancisco, éfancisco artista artista. @egasfranciscoartista. Muito obrigada mais uma vez, Gas. Obrigado você e para você que nos assiste. Obrigada. E para você que nos assiste, quiser rever ou compartilhar esse programa, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas e procura ali na lupa Conexão Cultural e a gente vai poder compartilhar com vocês esses momentos tão especiais. Muito obrigada pela sua companhia e a gente volta daqui 15 dias. Muito obrigada. Obrigado. Vou pegar nessas mãos talentosas, fazer um osmose. เฮ [Música] เฮ [Música]
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