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[Música] E no Conexão Cultural de Hoje, a gente vai continuar a nossa saga pelos museus da cidade de Campinas. E para conduzir a gente por essas histórias, a gente convidou o Rômulo Luiz Quincariol, que é especialista em história e patrimônio cultural, turismólogo e guia turístico. Então a gente tá muito bem acompanhado. Muito obrigada, Rômulo, por receber a gente, por acompanhar o Conexão nessa viagem. Eu que agradeço a possibilidade aqui de falar um pouquinho sobre museu, sobre memória, eh, que as cidades preservam, né, e principalmente cidade de Campinas, né, como a gente tem esse olhar geralmente quando a gente vai passear ou viajar, a gente quer ver, quer conhecer o que que tem nessa nessa cidade, tem museu, não tem, mas a gente precisa também olhar pra nossa cidade, né, com esse olhar. E será que a gente já conheceu tudo, todos os cantinhos, todas as histórias? Claro que é impossível conhecer tudo, mas é legal também trabalhar esse olhar pra própria cidade ou a cidade onde a gente escolheu morar por um tempo. É importante. Eh, eu eu penso que é importante que os próprios campineiros, né, as pessoas que moram na na própria cidade possam compreender um pouco a sua própria história. A memória ela precisa ser preservada por todos por todos e principalmente pelos campineiros, né, para entender o que tá acontecendo hoje. Ah, nós somos uma cidade com 251 anos de de história de desde sua fundação política. E toda essa memória, ela precisa ser guardada. Ela pode ser guardada ou em quatro paretos, que é são os museus, ou na própria cidade. Então, a própria cidade já é um museu. Sim. E a nossa cidade, ela possui vários, vários museus, embora despercebidos por alguns moradores da cidade de Campinas, pessoas de fora, nós temos museus, tanto museus históricos, museus eh de ciência, de ciência, museu do futebol, eh, do futebol, não, do esporte, né? A gente tem um tem um museu do esporte que fica no Parque Taquaral. Eh, temos museus que contam um pouco da história da da tradução caipira da cidade de Campinas, que fica na é museu da cidade, fica na região de Souza e Joaquim Egídio. E estamos aqui de frente com com o Mark, né, o Museu de Arte Contemporânea da cidade de Campinas. Ele já é um museu um pouco mais diferenciado. É o museu do século XX, começo do século XX, e traz um pouco dessa referência da da arte contemporânea. Eh, como como eu disse, museus eles trazem um pouco desse resgate. Ele servem para resguardar e guardar um pouco essa questão da memória, da história, da cultura. E também não é um local para ficar exatamente eh jogado e criar poeiras, ele precisa ser visitado. Então a gente pode considerar que a cidade de Campinas, o próprio centro da cidade de Campinas é um museu, mas esses lugares que são fechados, que estão dentro de alguns e patrimônios que, como a gente vai ver outros museus também, eh eles servem para resguardar nessas obras. O MAC, novamente falando um pouco mais do MAC, ele é uma arte contemporânea e ele não tem eh um acervo próprio do próprio MAC. Ele tem quadros ou algumas exposições que são itinerantes. Então eles circulam não só na cidade de Campinas como outras cidades. Isso também é interessante, o museu como algo não fixo, não estático, mas em movimento. Ah, para que todas as pessoas possam conhecê-lo, podem possam passar por aqui, né? E aí, mesmo que a gente não saia daqui, a gente conhece a arte de São Paulo, de outros estados, de outros países, né, de outras eh outros artistas que são de vários vários lugares. Então ele começa a ter essa possibilidade de eh trazer esse esse acesso um pouco mais para pra população. Lembrando que esses museus que nós vamos visitar, eles são museus gratuitos. Tem alguns outros que são pagos, né, mas nunca eh o valor o valor muitos desses museus eles tem um valor um pouco mais popular, tem as gratuites, mas esses dois são museus da prefeitura, são museus gratuitos e podem ser visitados com com tranquilidade. é o acesso, né, o acesso à cultura, a exposições, a e e o interessante também é que o museus muitas das vezes você vai para ver alguma obra ou no caso das obras dos quadros, né, e de algumas outras eh eh apresentações que tem esculturas, são contemplativos. Tem outros que são de objetos que fazem parte de um histórico das pessoas que passaram pela cidade ou pelos lugares. Então ele traz essa memória, né? esse trajeto da memória de lugares que passaram, de pessoas que passaram e os museus de de quadros, esculturas é aquela memória também que está intrínseca dentro da da dos quadros e das arquiteturas do tanto do prédio, quanto das esculturas, quanto das exposições. essa memória da do próprio artista que quis colocar a sua própria alma e o contexto social que tá sendo eh percorrida dentro desses museus. O Rômulo deu um spoiler porque a gente depois do MAC vai pro mesmo Museu de Imagensão de Campinas, né, Rômulo? Hoje a gente vai falar desses dois que já são bastante ricos e diversos, né? E Rômulo, você que trabalha com isso, depois da pandemia existe um olhar mais atento pros museus, pra arte? as pessoas querem consumir mais isso, querem entender mais de onde vieram e onde estão. Eh, o, uma das curiosidades é que, eh, nós aqui no Brasil temos um pouca eh culturas culturas de museu. Eh, muito muita gente vai para fora, vai para outras cidades ou vai para até mesmo para fora, acha lindo, maravilhoso os museus de outros lugares, mas acaba não entendendo que a própria cidade de Campinas tem esses esses museus que trazem essa história da cidade local. Eh, há uma um uma quantidade de pessoas que que querem visitar alguns museus, eles estão um pouco mais acessíveis. Eh, desde da pandemia, ele trouxe realmente um pouco dessa mudança, né, de lugares, de mudanças, de percepções de de artes, de exposições e de conhecer realmente a a cultura, né, local, uma sede, né? Sim, tem um tem tido algumas procuras assim de algumas pessoas querendo visitar alguns locais e como eu disse, museu não é só esses prédios fechados, tem a possibilidade de visitar a cidade. E me permita dar um outro um outro contexto que não é um museu que a gente vai visitar, mas nós temos da Maria Fumaça também em Campinas que embora seja fale: "Ah, mas é um transporte, é um passeio turístico". Só que ele também, eu costumo dizer que a Maria Fumaça, ele é um museu aberto e em movimento. E quando nós vamos no na Maria Fumaça, nós fazemos parte desse museu, porque nós fazemos parte dessa história, dessa memória. Ó como que é amplo a questão do museu. Ela trabalha muito essa questão da memória. Eu tô focando muito a memória porque é é isso que os museus trazem pra gente. Não é só um local de exposições pra gente ver aquele objeto que tá estático. ele traz todo um contexto que movimenta essa essa percepção da pessoa que tá eh vendo essas obras. E mais curioso ainda, cada um tem uma percepção. Então, as exposições, as obras, elas não são estáticas nem na sua eh fonte, quanto também não é estático na sua percepção, na sua contemplação e no seu significado. Cada um tem traz para si essa percepção, ou seja, é um lugar maravilhoso pra gente criar as próprias memórias, né, a partir do seu repertório de vida. E com certeza, se a gente vai visitar esses mesmos lugares daqui, se a gente for visitar daqui a 20, 30 anos, serão outras percepções, né? Outras percepções, outros contextos, outras possibilidades de percepção dentro daquela, daquela exposição ou daquele monumento que tá presente, que a gente não é fixo, né? Isso que é importante. Não, a gente também tá em movimento, né? Total. Então, bora conhecer o MAC, Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Vamos lá, que fica aqui, ó, nesse lugar lindo, pertinho desse jardim. da biblioteca Zinc na Prefeitura de Campinas. Vamos lá, Rômula. Vamos lá. E a Roberta Brandemburgo é do setor de comunicação e memória institucional e vai falar pra gente de como começou o Museu de Arte Contemporânea aqui de Campinas, que não é mais velho do que o museu da cidade, é muito mais antigo e tão importante quanto, né, Roberta? Queria que você falasse da história do museu e muito obrigada por receber conexão. Como é que começou essa história? Obrigada a vocês pela visita. Eh, os artistas eh eles faziam exposições no teatro municipal, só que o teatro ele foi demolido e eles ficaram sem ter lugar para expor. É, devido a a qualidade e a quantidade de artistas, né, que Campinas tem, então precisava ter um espaço, eh, principalmente o grupo, eh, Vanguarda, né, que eh que foi eh vamos dizer assim, criado, né, pelo pelo Tomás pelo Tomás Perina, que era professor de artes, né, então ele criou esse grupo trazer trazendo alunos de sua escola, né, eh, mostrando eh coisas que eles aprenderam fora, né, o essa arte contemporânea, né, que é uma arte diferenciada. Então eles queriam ter um lugar para expor. Com a demolição, eh, ficaram órfãs, né, de um lugar e com o apoio da da secretária de cultura eh da época, né, a Jac Milane, eh foi criado então o Museu de Arte Contemporânea lá na Avenida da Saudade, onde hoje é a Câmara Municipal. Então ele começou lá em 1974 aparece a figura do Roque Melilo, que fez uma doação para Campinas e para que se construísse um alguma coisa cultural, né? ele gostava muito de biblioteca, de artes, ele fazia doação nessa área. Então, teve essa ideia de fazer a construção da biblioteca e do Museu de Arte Contemporânea. Eh, de 74 a 76 foi o período de obras. Nesse período, a o Museu de Arte Contemporânea, ele saiu de lá do da Avenida Saudade, veio aqui para o prédio da prefeitura, ficou no terceiro andar. Depois que terminaram as obras, é que o museu veio aqui para para o prédio atual há 40 anos, então há 48 anos, quase 50 aqui, né? Isso. Então, a partir de uma doação, se construiu a biblioteca e o Museu de Arte Contemporânea. E como é que funciona o museu hoje? Qual que é a proposta? Já já sabemos aí que não é um estilo mais acadêmico, é um museu contemporâneo que nasceu com essa proposta, né? Na prática, o que que isso significa? Quais são os tipos de acervo que ele recebe? Alberto? Então, a arte contemporânea, ela visa eh questionar o período atual, né? Então, eh, ela tem, a forma dela é diferenciada. Então, os artistas eles buscam, eh, usar materiais diferenciados, eh fazer a as obras de modo diferenciado, né? E com relação ao conteúdo, né, eles eh procuram sempre estar questionando o que o que tá acontecendo no momento, mesmo a partir dos anos 60, é que teve essa essa que começou essa concepção, né, de arte contemporânea, de desse nome assim, arte contemporânea. Então, porque eles começaram a contestar o que que acontecia naquele período e também usando outras formas, né, que foi, como eu falei, que eles aprendiam e principalmente na Europa, em suas viagens, né, então essas influências, ou seja, é uma arte mais crítica, pensando através da da manifestação artística, como fazer um uma reflexão, provocar essa reflexão no público, né? Isso. E ainda tem isso daí. Eh, ela permite essa reflexão, que é uma reflexão aberta. Então, você vai olhar uma obra, lógico, tem eh por isso que é importante quando você vem ao museu, você lê o que o artista propôs, né, de fazer aquela obra. tem sempre na entrada eh o um texto que mostra a o que ele propôs para aquela exposição. Então você já vai ler, já vai saber o que que ele propôs pra exposição e depois o que foi feito em cada obra. Então eu tenho essa essa primeira esse primeiro contato, né, do do artista com o público, né, através da obra. Através da obra. E você também a partir daquilo ali, você vai ter a sua interpretação. Sim. Então você olha para uma obra, eu com a minha bagagem cultural eu vou interpretar de um jeito. Você com a sua bagagem cultural você vai ter uma outra interpretação. São diferentes, mas não são equivocadas. Inclusive, eu acho até eh muito bonito, por exemplo, a gente recebe muito alunos do EJA e tem senhorinhas, senhorzinhos assim que eles vem eles vêm até com medo, né? Ah, de errar. É. E eu já vi, já conversei muito com eles, assim, eles falam: "Ai, aí eu pergunto: "O que que o senhor tá vendo? O que que a senhora tá achando disso daqui? O que que o senhor tá lendo disso aqui? Qual a sua interpretação? E você não imagina cada interpretação bonita e emocionante que que a gente tem assim, que lindo. Mal sabem eles, né, que são os alunos de educação para adultos, né, que eles têm um repertório maravilhoso e a gente tem sim muita curiosidade de saber, né? A gente tava até conversando com o Rômulo, que é o guia turístico que tá acompanhando a gente sobre isso, que cada um vai interpretar do seu jeito e essa é a riqueza, né? E a gente viu aqui uma uma visita de crianças, né? A gente vai ver um pouquinho como é que aconteceu e a gente já volta. [Música] [Música] Rudman, como você, como funciona as visitas em museu? Você já tem tradição de levar os alunos? Você prepara um pouquinho antes do que vocês vão visitar e tal? Bom, é, nós temos algumas saídas pedagógicas durante o ano, né? E a gente procura incluir sim, visita museus, eh, às vezes nem sempre dá todo ano, mas sempre que possível a gente inclui. Eh, a gente acredita, né, que as crianças precisam conhecer vários tipos de arte e essa é uma delas. E aí vocês trabalham um pouquinho na escola para que eles cheguem aqui sabendo mais ou menos o que vão encontrar? Nós e cada professora tem uma prática, né? Eu gosto de falar um pouquinho sobre, mas não dar muitos detalhes para não invadir também a expectativa deles, né, a imaginação e mas preparo um pouquinho assim para eles terem uma orientação. E aí depois você pergunta o que que eles acharam, tem uma pesquisa e eles conseguem expressar o que eles sentiram. Sim, para a gente contextualiza, né, para não ficar uma coisa perdida e vaga. Então tem já antes de vir a gente já fala sobre, já trabalha sobre, eh, como eu disse, não muito, eh, eh, profundamente, mas depois da visita aí a gente se aprofunda. Às vezes, por exemplo, hoje a gente fez uma uma atividade de eh relevo, né, coloca uma folha embaixo e pinta por cima, né? Eh, eu já quero reproduzir na sala. Eles gostam muito desse tipo de de arte, né, de proposta. Então sim, a gente dá uma continuidade e o feedback deles é sempre positivo. Eles gostam muito de de conhecer, né? Criança é curiosa, gosta de explorar, então eles às vezes chegam com umas respostas assim, ah, que você achou legal? Então a gente colhe essas também, mas vai se aprofundando, fazendo perguntas mais eh específicas. E às vezes eles não falam, né, em palavras o que eles acharam, mas eles eh desenham. né? Eles às vezes tá conversando em grupinho, tem mais facilidade de falar com os pares e não com os adultos. Às vezes eles estão conversando em grupinhos, a gente escuta, né? Eles gostam. Roberta, a gente tem um canal para seguir então tudo que acontece no MAC, porque também não é só exposição, tem algumas intervenções artísticas que são bem adequadas também para esse modelo de arte contemporânea, né? Sim. Agora o MAC ele está eh com um site e lá eh o público pode ter informações porque você acha assim: "Ah, eu vou no museu e vai ter só exposição, vou ver só exposição". Não. Eh, até os artistas dessas exposições, porque isso daí é é feito eh a partir de editais e no próprio edital já tem constando que eles devem fazer algumas atividades, né? Hum. Então, tem muita atividade de conversa com o artista. Então, é um momento bom para que o público eh tenha a conversa com com a pessoa que fez aquilo, porque parece assim muito distante, né? Ai, o artista não vem nesse, venha nesses momentos que ele vai nessa conversa explicar o por que ele fez, como que ele fez, qual era a proposta dele ali para fazer aquela obra, aquela exposição. Então, é muito interessante. Você vai estar perto tanto do artista como do curador, é do curador da da exposição. E tudo isso daí você fala assim: "Ah, mas como é que eu vou ficar sabendo, né?" Então nós temos o site do MAC que é campinas.sp.gov.br/ macc. Então você acessa ali, você vai ver várias atividades, não só as conversas, as rodas de conversa com a artista. Agora nós estamos também com uma parceria com o repertório aberto, com o projeto repertório aberto e eles têm várias atividades também. Eh, desde crianças nós temos às vezes oficinas de para bebês, temos oficina para jovens também com tem muito eh trabalho com Giibi, eh, com com Giibi, com essa área jovem, né? e oficina de Islan também, que é uma modalidade, né, de de rimas, né, rimas. e temos eh atividades variadas. Então você tá convidado a olhar no site e no nosso Instagram também que é eh MAC M C Campinas para saber todo as datas e horários e saber toda a nossa programação, as explicações, né, sobre o que que vai apresentar cada atividade. E também você acompanhando, você sabe o que tá acontecendo, não dá para vir, já acompanha. Quero convidá-los pra exposição que vai começar no dia 4 de outubro às 11 horas da manhã que vai ser a abertura que a exposição de 60 anos do MAC. Nossa, 60 anos é muito legal, né? Ali isso ali vocês terão eh a oportunidade de ver obras do MAC. também estamos fazendo essa exposição do do MAC, eh, junto com o MAV, que é o Museu de Artes Visuais da Unicamp, porque a partir do ano que vem começa também os 60 anos da Unicamp. Então, essa parte, isso, então tô fazendo essa parceria. Então, quem quer conhecer obras eh que ficam ali guardadismo acervo, obras muito importantes de artistas importantes eh do MAC, do nosso acervo, então tá convidado para essa exposição que começa aí em outubro. Essa é a oportunidade. Então, isso, obrigada, Roberta. E eu é que agradeço a visita de vocês e fico esperando a visita do do nosso público. Maravilhoso. Então agora não tem desculpa, é só seguir, vir para cá e acompanhar também, né, Roberta? Muito obrigada por compartilhar a história do MAC com a gente. Agora a gente vai olhar mais um pouquinho, né? Uhum. [Música] [Risadas] [Música] E Rômulo, como é que é? Falando de cultura de museu, a pessoa que te contrata para dar um fazer um tour, tem que ser só um grupão, um grupinho? O que que ela tem que pensar quando ela vai sair de casa? Não, a gente pode ser individual, grupos familiares, grupo de escolas, grupos de turismo, qualquer amigos. A gente pode grupos, por exemplo, pegar um aplicativo e sair cinco, quatro amigos juntos, que que eles têm que pensar? Eles vão ter que deixar guardados pertences. Sim, todos os museus. Eh, isso é geral tem os 50 volumes, né, que eh é possível colocar paraa proteção do do material que a pessoa traz. Não pode entrar com mochila, alimentos, essas coisas. Maioria do dos museus. Alguns museus são pagos, né? Então precisa ser aquela guardar aquela reserva, consultar, verificar a questão do valor e os horários de de funcionamento de cada museus. Tem museus que funcionam e na parte da tarde, tem outros na parte da manhã, finais de semanas. Então tem que consultar museu a museu. Cada um tem algum algum horário de funcionamento. Geralmente já te perguntam isso, né? Normalmente pergunta. É, aqui a gente tá vendo que tem a cadeira de acessibilidade, né? Cadeiras tem aqui é um não tem escadas para para entrar, então é tranquilo para rua até a a entrada do desse museu. Ele tem uma possibilidade de acessibilidade muito tranquila. Então é um prédio novo também, né? Sim, não é aqueles museus de a gente vai ver daqui a pouco é bem diferente. Então tem aqueles museus que são históricos também, o seu prédio tem a questão histórica que alguns tm algumas acessibilidades que são implantadas posteriormente e outros não, como esse prédio, que é um pouco mais moderno, né? Finalzinho do século e XX, né? 1960, eh, 60, 70. Então, a gente já tem essa, eh, modernidade um pouco nas estruturas do prédio, já é contemporâneo, né? fazendo as vezes, né? E também ele foi reformado, né? O ano passado foi entregue. E eu queria que você falasse, então, quando a pessoa vai sair para visitar o museu, ela tem que pensar em tudo isso, se ela vai adicar ou se ela, se esse museu é pago, se ele não é. E aí quando você entra no museu, você tem que abrir o espírito aí para o que vai encontrar. Você recomenda que a pessoa dê uma pesquisadinha antes no que tá sendo exposto, como que você costuma indicar? Às vezes, eh, nem sempre, né? Tem pessoas que pessoas que eh praticam muito essas visitas em museus, né, que gostam muito de museu. Então eles já verificam algumas informações prévias para poder vir eh e contemplar realmente as exposições. Tem pessoas que por curiosidade acaba entrando nos museus para tentar encontrar o que está acontecendo naquele local. Eh, nesse museu, por exemplo, a arte contemporânea tem, eles são autoexplicativos. Eh, quando tem grupos tem algumas explicações eh do educativo e sempre tem um responsável também no museu que vai apontar eh algumas características específicas de cada eh exposição que tá ocorrendo. Como são várias exposições, cada uma tem algumas orientações, algumas informações específicas de dentro daquela daquela percepção, né? Como a gente falou, tem cada um consegue interpretar as obras de uma forma, mas tem sempre aquela aquele contexto básico que ele normalmente tem nos folhetes do própria, da própria exposição do museu ou no descritivo que tem no site, né? tem aquelas orientações básicas da exposição daquele autor, daquele artista que já tem já tá o básico ali, que a pessoa já consegue ter uma uma noção mais ou menos entrando nesse universo, né? começa a ter aquela entrada no universo. Alguns museus são tecnológicos, outros não. E esse, por exemplo, não tem muitos eh muita tecnologia nas exposições. Algumas outras exposições são um pouco mais tecnológicas, mas existem aqui alguns outros tipos de recursos, né, como eh o Braile, independente de algumas exposições, tem o Braile, que a pessoa pode ler algumas algumas informações e também audição, audiodrições, dependendo do tipo de museu. Esse daqui eu acredito que eu tenha aqui não, mas eu acho que na outra exposição defura tem alguns eh audiodões, né, que a pessoa consegue colocar o fone e observar eh entender um pouco aquelas informações que são passadas. Tem alguns roteiros que são direcionados para escolas ou para grupos, que daí a gente pode focar um pouco mais eh dentro do contexto pedagógico do que a escola tá tá está estudando. A gente consegue focar esta a percepção do que é exposto dentro do dos museus, né, algumas obras, como também a possibilidade de eh ligar com o projeto pedagógico da escola. Legal. E tem alguma curiosidade que você destacaria aqui desse museu? Então, eh, mas a questão, eh, da infraestrutura do próprio museu, ele é aberto realmente para essas eh exposições itinerantes, né? Então, elas sempre estão eh circulando. Essa exposição vai até o dia 20 de setembro, acredit se eu não tô enganado, 20 de setembro que é a essas exposições estão e logo em seguida já vai vir outras exposições que já estão no calendário, né? Então ela não, ela é uma um museu de exposições de quadros ou outras eh eh obras que estão sempre em movimento. Prédio já se pancete, né? E eh liga essa questão da eh do pintor, né? É um pintor campineiro de 1965. Ele tinha essa eh essas obras mais de paisagens de mar, paisagens, né? natureza naturezas, paisagens. E ele é de Campinas, morreu no Rio de Janeiro e o museu leva o nome de Zapancete, né? Homenagem, homenagem a ele, um um artista campineiro e traz essa essa questão do contemporâneo, né, que ele também tinha essa essa pegada essa pegada do de obras de artes, essa pegada diferenciada. Então são dois extremos de museus que a gente vai conseguir viver hoje, né? Um mais contemporâneo, um pouco mais histórico. Daqui a pouquinho a gente vai ver essa outra outro museu. Maravilha. Então, já que o futuro é ancestral, vamos pro Museu de Imagem Som agora. Vamos lá, então. Vamos embora. [Música] Chegamos no Museu de Imagens. Som de Campinas, o Miss Rômulo, conta pra gente porque esse prédio é icônico. Ele é tão importante, mesmo olhando para ele, a gente já imagina. Mas quant os detalhes dessa história pra gente. É um prédio do século XIX, ah, foi residência de um grande barão aqui, Barão de Tatiba, e a conhecido como Ferreira Penteado. E aí é um casarão gerinado que a gente pode perceber casa dele, da casa da filha. a gente vai conhecer um pouquinho mais esse museu, o que que ele é hoje, o que que tem de acervo aqui. Então, a gente pode é o Palácio dos Azulejos, né? Palácio dos azulejos, a gente tem os azulejos portugueses na parte de cima. Então, eh, fica preso na memória, né? A memória da cidade de Campinas é histórico dele, então faz parte dessa referência, né? Referência dos azulejos. Bora conhecer? Vamos conhecer. Vamos lá. Então, então a gente tem aqui a característica das casas, né, como eram antigamente, normalmente taipas de pilão ou pau a pique, a gente tem uma característica é um pouco mais original de como que era a casa, né? Tem alguns tijolos ainda, mas a gente vê algumas paredes com eh essa técnica de taa de pilão, os paredes bem largas também para poder ter entrada da das luzes pelas janelas, né? esses casarões, o pau a pique, as madeirinhas todas entrelaçadas. Então é uma característica construtiva também bem antiga, né, do século XIX. Essa é uma característica que a gente tem aqui eh não foi totalmente restaurada, mas dá essa visão, né, de justamente, né, pra gente poder viajar nessa imagem, né, na imagem. e os ladrilhos no chão, né, que é bem interessante, né, esses pisos eh que são pisos e hidráulicos, né, bem interessante os formatos que ele que ele transforma para pra cidade, pra cidade para pr casa, né, desenho também os desenhos característicos da época, né, da época. E traz essa esse esse ar, né, do século do século XIX. Então a casa ela traz esse ar de uma modernidade pra época, né? Um casarão de um grande nobre. Aqui a gente vai ter várias características, principalmente aqui. É algo interessante, permito até mostrar que as janelas ela tem e o espelho, o espelho não, o vidro pro lado de fora e a parte da madeira para você encostar aqui pro lado de dentro e o vidro fica pro lado de fora. Então a gente pode perceber que tem uma vidraça, né, com com vidro, madeira e a parte interna. e a parte interna que é essa eh parte que escurece, né, a casa. O porquê dessa desses vidros pro lado de fora é interessante a gente mostrar que o vidro ele vinha da Europa na época, não tinha vidro no Brasil, então era uma ostentação de poder. Quem tinha vidros inteiros era quem tinha dinheiro. Caramba. Então é uma das características além do eh dos azolejos que tem na fachada, né? perceber todos esses azjos na parte de fora, por isso que chama-se eh palácio dos azjos. E me permita também vir mostrar para vocês a maquete. Então, tudo aquilo que a gente é mostrou para vocês, a casa não era dividido bem aqui, esse lado do barão e essa outra parte da fila dele, do Ferreira Penteado. Percebam todos os estilos, né? Todos eh as olejas na parte de cima, várias portas. eh, portas e janelas para dar essa luminosidade interna da cidade da da casa que a gente viu que ela é escura, né, com várias pinturas. Todos aqui é a maquete e a única parte interna aqui que é da da do jardim que dava união pras duas casas e os dois casalões. Uma área de convivência, né? Uma área de convivência. E as escadas não estão no sentido contrário, elas estão exatamente no mesmo sentido. Exatamente no mesmo sentido, porque são duas casas, né? Sim, são dois, eram dois casarões com a o fim da do Ferreira Penteado, das grandes poderes, né, que ele que tinha do café, entre outros, ao longo do do tempo, a os familiares eles cederam, então venderam, cederam para a cidade de Campinas e aqui transformou então em órgãos públicos, como alguns deles, foi a SANASA, né, o a companhia de saneamento básico da época. época e posteriormente serviu também como passo municipal a prefeitura municipal. Detalhe que a prefeitura municipal veio para cá depois da proclamação da República, que a cidade de Campinas tinha que era chamada de casa de cambi cadeia, que era no centro da cidade, eh ali no marco zero. Depois eh com a o aumento da cidade de Campinas, foi construído uma nova prédio, que é o que nós temos hoje, que é a delegacia da cidade de Campinas. lá também serviu como uma um casa de câmara e cadeia pra cidade na Andrade Neves. Na Andrade Neves. E logo depois, com o fim da eh do império e a proclamação da República, que foi bem no final, a cidade precisou dividir o que era eh poder judiciário, acadêmico, ali e a prefeitura em outro local. e foi cedido, então foi construído aqui o passo municipal, a primeira prefeitura da cidade depois da programação da República e teve então algumas modificações no prédio, até elevadores foram colocados que hoje serve também como acessibilidades para o museu, na parte de cima. E aqui na parte de baixo a gente tem as as exposições eh temporárias e na parte de cima a exposição permanente. Aqui então a exposição é temporária que sempre tem algumas exposições, né, alguns passeros. Hoje algumas fotos, né, que de algumas imagens de uma exposição. Ali no fundo a gente tem a o cinema, que é aquele cinema que a gente comentou. é que tem algumas apresentações, filmes, Glauber Rocha, né? E aqui na nossa frente a gente tem o cinema que eu comentei, né? eh, com vocês, a uma aparência até na na parte de fora, a gente vê aquela aparência dos cinemas da décadas aí de 70, 60, 70, 80, com aqueles eh cartazes que ficavam na porta, exposters. Então, é um cinema que a gente tem no museu com apresentações de filmes não convencionais, né, comerciais. E é bem interessante que tem uma um uma rica possibilidades aqui, tanto de filmes, os acervos e esse jugem maravilhoso que a gente tem aqui na é no centro do nosso prédio, né? A gente percebe que é a única área em comum entre as janelas que a gente vê aqui. A gente vê várias outras janelas e com vidros pro lado de fora também. Sim. Eh, e é interessante pensar que esses vidros vinham de tão longe, né? E hoje a gente teria assim um receio de colocar o vidro da casa pro lado de fora. Hoje a gente coloca o vidro pro lado de dentro, né? Não, pro lado de fora. Era mesmo para ostentar, né? Essa, esse prédio já é um prédio mais recente, né? Então é o uma construção que faz uma ligação entre os dois pontos. Sim. O prédio ele é realmente toda essa eh como maquete aquilo. Então esse prédio é um prédio recente, onde tem o cinema e os banheiros que fazem parte aqui da dasções que atende a cinema e as pessoas que visitam. Muito interessante. Então vamos subir para ver como é que é. Vamos subir então. Rler, o que que a gente vai encontrar aqui no segundo andar? A gente tem bastante e acervo, né, permanente aqui da do museu, tanto da imagem do som da cidade de Campinas. Mas no prédio aqui é interessante a gente mostrar uma coisão interessante que é essa cúpula que nós temos aqui na escada que é pouco percebido, né? Ela prédio antigo, como eu já comentei, a uma das entradas de luz pr para não tinha iluminação elétrica, né? Não tinha iluminação elétrica, era averas, então tinha a possibilidade de entrada de luz em alguns pontos para poder fazer essa iluminação, principalmente aqui. E é lindo, né? essa cúpula toda é muito lindo. E aqui na parede também tem uma parte que é deixada de propósito, né? Sim. Isso daqui foi uma das eh reconstituições do da desse prédio com algumas imagens do como elas eram originalmente, né? Ah, o prédio já foi utilizado por várias eh finalidades, finalidades que eu já comentei, né, no nossa eh nossa entrada aqui no no museu. E aqui mostra bem essas características da que já era uma obra de arte, né? Sim. E toda a casa, né, tinha essas paredes toda pintada, né? As as paredes eram eram todas pintadas. E ela era depo de pilamo também, né? a gente consegue dar uma uma olhadinha aqui toda no nas características das paredes, né? Eles preservaram algumas eh algumas partes assim, justamente pra gente ter essa ideia, né, do antes e depois, né? Sim. Embora o prédio tenha mudha tido algumas modificações, eh, ela permanece ainda com algumas características ainda do dos casalões de Tá muito preservado, né? Sim, tá bem preservado. É um dos prédios que está preservado pelo fã, né? Uhum. Então este prédio ele também é um prédio tombado pelo IFAN, né? É uma das eh nacional IFAN. Tem o Conefat que é estadual e o Condepac que é da cidade de Campinas. Então tá está nas três esferas. Está salvaguardado totalmente. O prédio ele é bem preservado. Só o prédio já vale o passeio, né? Com certeza. Então vamos ver o resto. Vamos lá. [Música] E agora a gente vai conversar com o Mauro Guari, que é coordenador aqui do Museu de Imagem e Somai explicar pra gente o que que acontece aqui, quais são os acervos. Muito obrigado, Mauro, por receber o Conexão Cultural. A gente que agradece, né? Nossos acervos são muitos aqui. Nós temos grande parte do acervo audiovisual da cidade. Aliás, é o nosso papel esse mesmo, né? Só vou aguardar esse esse material. O pessoal tá faz doações, temos um a parte digital, digitalizamos tudo e vamos ver. É, é o que nós fazemos. Nós guardamos a memória audiovisual da cidade. Imagens e muita coisa que tinha na prefeitura. Os registros mais antigos estão todos aqui no acervo de vocês. Temos bastante coisa, sim. Eu não posso precisar para você exatamente o quanto que a gente tem, mas tem bastante coisa assim, muita coisa. E aí tem as exposições eh fixas. Quais são elas? Assas permanentes são essas que você tá vendo aqui. Aqui essa sala chama-se os sons da cidade. Ali nós temos a parte visual com câmeras, projetores, máquinas fotográficas, enfim, visual. Antigos são todos antigos. Tem tem peças muito antigas aí, inclusive raras. Ah, mas para pr pra nossa esquerda, na outra sala, temos a exposição do Herc Florence, que é um inventor da fotografia. E na outra sala temos a a exposição dos 100 anos de cinema da cidade, que Campinas já foi um grande polo cinematográfico. E o Miss ele ajuda isso se conservar, se preservar e se renovar, porque nós temos aqui os nossos cineclubistas que além de de assistir filme, debater filme, que é a função mais primordial de um cine clube, eles também produzem e exibem aqui na sala Glauber Rocha, né? Exibe aqui na sala Glober Rocha. Então, quando a gente pode, a gente incentiva as pessoas a produzirem filmes. Inclusive, uma um um projeto que eu tenho na cabeça é montar aqui no Miss uma sala para as crianças. Uma coisa assim, eu vou eu vou generalizar o que eu vou falar, mas é mais ou menos isso, uma sala dedicada o pequeno cineclubista, o pequeno cineasta, pequena cineasta. Que legal, sabe? As pessoas, as crianças e tem parece que as crianças se interessam por isso. Sim. Inclusive em Campinas, a Secretaria de Educação tem o projetos cinema educação, que uma das coisas que esse projeto faz é a produção de filmes dentro das escolas. Sim. E hoje eles estão muito mais eh familiarizados com a tecnologia que tem disponível, né? Um Capcut da vida, já monta ali o filminho e a gente não sabe nem como eles aprenderam e eles fazem, né? Dia desses veio uma uma sala de sexto aninho, tudo pequenininho e eles têm lá uma matéria, uma professora que se dedica a isso com eles. Eles sabiam o que que é enquadramento. Hum. Eles sabiam o que é corte, eles faziam os enquadramentos. Que lindo. Um dirigia o outro escrevendo pequenos roteiros. Que graça. O maior barato. Foi isso que eu vendo essa criançada que me incentivou a pensar nessa sala. Eu ainda não sei, não é, ainda é um projeto. Eu tô com ele na cabeça, tô conversando com a minha equipe, que aqui a gente não faz nada sem a equipe. Uhum. E para ver se isso pro ano que vem a gente bota isso para funcionar. Maravilhoso, né? Quero ver. Quero ver muito. Tudo nasce da ideia, né? Tudo nasce na ideia. Então, ideia. Tudo é uma ideia. Certo? Um pomar é uma sementinha com potência para virar um pomar. Com certeza. Vamos ver isso aí funcionando. Então, uma floresta também é uma são algumas sementes com potência de transformar em floresta. Um solo bom que é o miss, aí vai nascer. E os passarinhos que vão levando as semesas daqui para lá que que é o pessoal que frequenta aqui. Sim. Né? Quem assiste, quem assiste, quem frequenta, quem vê, vem ver uma exposição, quem se torna amigo do Miss Uhum. Certo? Que é que pelo menos uma vez a cada 15 dias essa pessoa tá por aqui, ou seja, vendo uma exposição ou conversando com a gente mesmo, dando uma olhada no acevo ou assistindo um filme, né? Então tem os passarinhos, eles estão sempre por aqui, eles estão sempre e são esses passarinhos que a gente pretende fazer uma floresta de audiovisual nessa cidade. Maravilhoso. E ele é cineasta também, né? É, eu gosto assim, eu já me eu já me aventurei a a fazer alguns filmes, né? Cineasta amador, fotógrafo amador. Eu me dedico a isso. Eu gosto. É uma coisa que me que que mexe comigo. Uhum. Sabe? Eh, o audiovisual juntamente com a literatura é que me põe na ordem do dia, me faz caminhar sempre, levantar e falar: "Eu vou levantar, eu vou sair daqui e eu vou realizar alguma coisa legal hoje". Ou pelo menos eu vou começar, ou pelo menos eu vou passar isso para alguém fazer. Um passarinho aí. Um passarinho. Ô Mauro, ainda tem também a sala lá embaixo que a gente não pode deixar de falar, né? Que é expos são as exposições itinerantes, né? É, nós estamos nós temos agora uma exposição integrante que é a beleza e a cor que ela vai sair amanhã. Semana que vem já outra entra uma outra exposição chamada Cinelivros. Semana que vem, Minto. Semana que vem vai entrar amostra curta Campinas, que é um dos eventos mais importantes, na minha opinião, claro, do audiovisual brasileiro, eu diria. Ó, esse ano tá muito legal essa amostra. Que legal. Você tem oficina, workshops, edição de filme, muito mais do que só vim ver o filme. É uma experiência, né? Mais que isso, muito mais que isso. Quem quiser conhecer, dá para seguir o @doms, né, o nosso Instagram, né, Miss.Campinas, que tudo que a gente faz a gente publica lá. E tem curso. A festa junina foi sensacional, né? Não consegui vir, mas acompanhei. Sensacional. Nós tivemos uma festa junina que nós tivemos bem mais de 500 pessoas numa na rua, né? na rua, na se confraternizando, dançando quadrilha, brincando, rindo. Maravilhoso. A gente tava conversando lá. Nunca reunimos tantos pássaros como aquele dia. Foi uma reboada. Foi uma grande revoada. Revoada. Conversando com o Rômulo, que tá junto com a gente nessas visitas dos museus, é, falando sobre a importância dos museus serem espaços vivos de troca, de encontro, né, Mauro? E acho que o M ele sempre foi isso e sempre será, né? Olha, eu conheço o nosso MIS aqui bem antes dele, de eu pensar na hipótese de um dia trabalhar nele. E sempre entendi o Museu de Máis do Som assim como um lugar que aglutina, que traz as pessoas, que forma as pessoas, que ensina as pessoas, que principalmente aprende com as pessoas. toda essa linguagem. Eu não diria só do visual, não, diria essa linguagem que uma coisa que a gente chama vida, a nossa existência humana, o porquê de nós sermos chamados de humanos. Isso quem quem quem nos, na minha opinião, claro, o que nos torna mais humanos é essa possibilidade que a gente tem de fazer uma coisa que a gente chama de arte, a arte do encontro. Ah, é tudo encontro e tudo desencontro, porque a vida também é assim. A gente tem que estar preparado para um desencontro. A gente só se prepara para um desencontro e ele vem quando a gente quando a gente aprendeu com o encontro. A nota é essa. E vice-versa, né? E vice-versa também precisa do desencontro para valorizar o encontro. Valorizar o encontro. Simples contrastes. Se você não tem uma coisa, ó, dizem que a água não tem gosto, né? Fique um dia sem beber água. se tem gosto ou não tem gosto. É, né? É claro que tem. Só só sente só sente sede quem ficou sem água, só sente fome quem não teve que comer. Então tudo isso a gente pode levar também para essa questão da arte, da história, né? Aqui a gente bebe de tudo isso, né? E é obrigação nossa como professores ensinar isso. Não digo ensinar naquela maneira de de numa sala de aula só aquilo ou professor ou aluno, mas nos pequenos gestos que a gente faz instigar, né? No acolhimento, sabe? No mostrar uma coisa, sabe? Olha quanta gente aqui. Sim. o quanto isso significa paraa nossa cidade. Muitos deles eu até conheci, ainda conheço ales, o quanto isso significa. Sim, inclusive ali nos 100 anos de cinema, né, com os fundadores ainda vivos, produtivos. Isso é maravilhoso. Poder reconhecer a sua história participando dela. É sensacional, né? Porque eu acho o seguinte, a grande maioria das pessoas, quando você fala a palavra cinema, filme, cinema, se remete a Hollywood ou a Europa ou mesmo no Brasil, os filmes, os filmes brasileiros mais mais badalhado. Mas fazer cinema não é só isso. Fazer cinema. Você pega uma câmera e sai pela rua, você tá contando uma narrativa, né? Isso é cinema sim. Sabe? E hoje todo mundo faz com o celular. Com o celular ficou bem mais fácil. Inclusive crianças. É. Então, inclusive, inclusive crianças. Exatamente. Mas conversar sobre o filme é sempre necessário, né? E essa é a alma do cineclube, né? É o o cineclube tem isso como como diretriz, como alma. Você assiste o filme e ele começa do comecinho da do da primeira imagem, da primeira letra e ele termina naquela ú não não termina nem no dend, nem no final, ele termina quando terminam os créditos, o último crédito, o último crédito, né? E a gente vê isso não como obrigação, a gente vê com carinho, com amor, degustando isso. Degustando, porque fazer um filme é um trabalho coletivo. Sim. Qualquer filme de 10 minutos tem envolvido aí nada umas 15, 20 pessoas. Sim, né? Então é obrigação da gente mesmo olhar o nome dessas pessoas e de repente começar a interagir e e instigar essa curiosidade, ah, essa linguagem tinha que ser do fulano, do beltrano e começar a se mexer nessa eu e quando você começa a conviver com as pessoas, você começa a perceber uma coisa chamada estilo. Uhum. Né? Olha, isso aqui, essa imagem aqui é fulano que faz. Ó, se aquela menina, a aquela aquela cineasta pensa dessa forma, ela enquadra desse jeito. É. E a gente vai criando esse mundo aqui, esse mundo maravilhoso, mágico. Eu acho mágico. Eu acho mágico, sim. Ai, Mauro, a gente conversou até agora com o moço que veio de Votuporanga e ele também achou mágico. A gente vai ver e já volta. Wellington, é a primeira vez que você vem aqui no museu? Como é que você chegou até aqui? Sim, é a primeira vez. E eu vim pesquisar a catedral para visitar ela e vi que ao lado tinha o cinema, o museu e eu quis visitá-la. Que que você tá achando? Alguma coisa chamou mais a sua atenção? Ah, eu achei maravilhoso, né? Além do local que ele é instalado, né? tem a exposição aqui dessa linha do tempo, tanto contando a história do cinema como da fotografia, os itens que eram utilizados na época, a tecnologia que a gente a gente vê que mudou tanto, né? Mas como que foi difícil pro pessoal desenvolver tudo isso. E você geralmente tem essa cultura de buscar por museus? Você gosta dessa parte histórica e também artística? Tenho, tenho sim. Eu gosto. Sempre quando tô a trabalho em alguma cidade que tem museu, eu faço questão de visitar. Recomenda então que as pessoas venham pro Miss muito, muito demais. Não só quem gosta de cinema e fotografia, como quem quer conhecer também a história aqui do casarão, que ele tá abrigado. É maravilhoso aqui. Então é isso, né, Mauro? A gente viu que todo mundo que vem para cá se enriquece de alguma maneira, se apaixona pelo prédio, se apaixona pelas imagens, pelo pela viagem ao passado de cada um de nós, né? Quem quiser eh ter mais acesso ao MIS no site, o que que vai encontrar? Olha, aos pesquisadores, geralmente eles entram em contato com a gente pelo nosso Instagram. A gente faz um convite pra pessoa para ela vir aqui. Hum, que legal. Ela sentar com a gente no no computador, porque acontece muitas vezes da pessoa, olha, preciso de uma imagem da rua Barão de Jaguara. supondo aqui e ela encontra tanta coisa que ela leva Barão de Jaguara, ela leva Estação Cultura, ela leva uma boa parte de Campinas junto, entende? A gente é, a gente disponibiliza isso digitalmente se a pessoa quiser imprimir, tá? Mas geralmente acontece isso. O pesquisador ele entra em contato com a gente, por telefone, mas geralmente pelo Instagram e a gente marca um dia aqui se a pessoa pode estar aqui. Se não pode estar aqui, a gente atende remotamente fazer o quê? Mas podendo a pessoa estar aqui, a gente prefere. Acho que até a pessoa prefere, né? Agora só explica uma coisa, você chama de pesquisador. Pode ser um aluno do ensino médio, um cidadão comum que tá pesquisando uma uma história, pode ser qualquer pessoa. Ele não precisa ser professor, doutor, não precisa ter pósdoc, ele precisa ter uma coisa, curiosidade, amor pela cidade, amor pelo audiovisual, amor pelo cinema. É isso que ele precisa, ter carinho com pessoas, que aqui nós lidamos com pessoas. Maravilhoso. Então, então tem o site e tem o Instagram do miss. Qual é? Geralmente as os questionamentos sobre o nosso acevo, ele vem pelo nosso Instagram que é @miss.campinas. Ali a pessoa manda uma mensagem, a gente responde e começa a conversar com essa pessoa para saber o que ela quer, o que que se a gente tem o que ela quer, se não tem exatamente o que ela quer, mas se a gente pode ver uma outra coisa para ela que ele sirva, porque a vida tem muito disso, né? Você não tem aquela imagem, mas você tem uma outra, às vezes a mesma imagem de uma outra época. Maravilhoso. Numa outra estação do ano, num outro ângulo. Num outro ângulo. Perfeito. Isso muda tudo. Muda tudo. Isso é audiovisual. É isso. É a vida também, né? Então, maravilha. Fica o convite aí para quem quiser pesquisar ou só vir conhecer e também para acompanhar pelo Instagram do Miss a programação que é muito rica e muito viva. Obrigada, Mauro. Então temos lá toda a nossa programação, inclusive a programação de cinema, que ela acontece de terça a domingo, tem todos os horários, todos os filmes com pequenas sinopses pras pessoas saberem o que tá passando aqui e virem para cá. São todos bem-vindos. Todos e todas são bem-vindos. Obrigada, Mauro. Maquiadores. Então, Rômulo, como Mauro disse, são vários acervos. A gente tá vendo aqui as vitrolas, os gramofones, né? Como é que é pros jovens que você acompanha nas visitas estar nesse universo aqui totalmente diferente do que eles vivem hoje? Olha, é bem interessante, né? Porque é o Museu da Imagem do Som. A gente vê aqui, a gente tá vendo vitrolas, estamos vendo discos de vinil, logo mais a gente vai ver outros e aparelhos. E como que é interessante nessa coisa que muitos desses jovens não tm muito contato, né? Sim. Eh, nem conheciam. Tem gente que não sabe o que que é uma vitrola ou que que é um disco. Até vitrola era uma marca, né? Sonata, todas essas e essas marcas que nós tivemos, principalmente na cidade de Campinas, né? E aqui, por exemplo, já a gente já viu alguns televisores, algumas fotos, máquinas fotográficas analógicas, analógicas. E ó, que até interessante. Deixa eu puxar, desculpa até puxar, mas eh a gente tem aqui o o meu primeiro gradiente. Eu tive um desse daqui. Você tá no museu representar. Olha só, 30 anos de idade, né? Eu tive o meu primeiro gradiente, a gente já vê alguns eh videogames e em paralelo a isso a gente vê também um contexto bem interessante que é o lixo, né? O lixo eletrônico. Eh, materiais eletrônicos de imagem, som que acabam virando lixo ou museu, né? Ele eh são duas duas finalidades que a gente pode perceber que são deixados, né? são deixados que eu uso, mas ainda guardam uma memória. Eu sempre trazendo pra memória, né? Eu trouxe essa memória do meu primeiro gradiente ou outras pessoas, quando a gente vem com crianças e jovens, eles ficam meio que ai que interessante, coisas que não tinham. Quando a gente vem com pessoas mais velhas, idosas, eles sempre falam assim: "Nossa, eu lembro disso, eu tive esse esse aparelho, eu tive esse televisor". Eh, televisores branco e preto, televisores agora cores, a gente conversores de televisão, a gente vê aqui um conversor de televisão, o HF VHF que nós tínhamos antigamente. Hoje em dia é digital, hoje pela internet a gente vê as coisas, mas um conversor desse é algo que a gente, pra gente poder assistir a televisão, a gente que sintonizar em uma frequência específica uma frequência específica. Ó, a gente tá vendo vendo imagens, né, televisores. Aqui são fotos, fotografias que que trazem essa esse contexto, né, de imagens preta e branca. Como que eram as fotografias antigamente? Olha, tinha que se fazer o pose para poder tirar foto. Todo mundo sentadinho, aquela pose não errava porque a foto tinha que sair perfeita na pose. Hoje a gente já tá tirando foto de é de qualquer forma. É movimento, são aquelas pixels coloridas, alta qualidade, máquinas fotográficas antigas, ainda aquelas de manivelinhas, bem eh quase um lambilamb. Exato. Hoje a gente tem no nosso aparelho celular, a gente tem fotos, celulares antigos também já tinham as fotos hoje, fotos de alta tecnologia. E em Campinos a gente tem esse contexto das fotos, tanto da da eh contemporaneidade, né, atual, quanto do antigamente, quanto com as pessoas, né, como eu falei, sentados, todos em família, tirando foto lá do passado, trazendo essa memória e do dia a dia da cidade, como a gente vê aqui, ah, algumas características da própria cidade, né, fotos aéreas da região central da prefeitura, da estação cultura, o relógio da estação cultura. fotos que não, na verdade não são fotos, são imagens, né, pintadas ou desenhadas de como era a nossa primeira igreja. A gente já vê aqui embaixo a a igrejinha ali da eh da Senhora do Carmo, a região que fundou a cidade de Campinas. a gente traz essa essas recordações, o Cine Rink, que tem toda uma história também na nossa cidade, cinema, museu da imagem de som, que tem a a o contexto trágico da do telhado do Ren caiu em um sábado, né, que em recepção de um filme. Então, ele, ó, como que os museus trazem essa essa memória, né, aqui como as pessoas se vestiam, né, Rômulo, até para trabalhar. E essa foto que diz muito sobre o museu também, a foto, né, isso é interessante, né? a pessoa também constrói a história. Que que é a foto, né? A um espelho que traz a foto da pessoa que constrói a cidade, constrói a memória. É, é, é característico isso. A, como a gente estava falando, das fotos que trazem a eh imagens das cidades, como ela era, como ela não é mais, e as a nossa própria imagem. Outra, eh, me permita trazer aqui uma uma eh estação que é essa estação aqui da estrada de ferro e sorocabana. Não existe mais essa estrada de ferro de Sorocabana. Nós temos data companheiro paulista a da eh Mogiana, mas Sorocabana hoje aonde é a esta era a estação da da Sorocabana, um pouquinho mais afastado, tá o nosso eh nossa ponte pensa em frente da da rodoviária. Então olha como que a a as fotos elas trazem essa memória, elas trazem essa recordação da da cidade, todo o contexto, né? Isso eu tô falando de poucas coisas que a gente pode trazer dentro da fotografia. Eu já a gente já falou da das televisões, das imagens, da fotografia, dos contextos históricos da sociedade, como que a sociedade era. Olha como tem muitos detalhes e a gente traz isso para a escola, pra pessoa que tá viajando, uma viagem no tempo total. Então aqui a gente traz todos esses outros conceitos, né, de uma memória do passado, diferente do do outro eh museu que é algo mais contemporâneo, é algo que a gente precisa interpretar com o que a gente tá vendo aqui. a gente já tem um histórico que a gente traz para para analisar essa outra sala é todo o contexto, né, de eh produções que foram algumas produções filmadas aqui na cidade, outras com alguns atores da própria cidade. Aqui são icônicas, né? Icônicas pra região, iconografias. E é e é algo que é interessante pra cidade de Campinas, né? para esse museu. Eh, a gente tem um cinema aqui também, você chegou a falar com Mauro sobre esse museu? É, essa esse cinema sala de cinema que traz eh eh a possibilidade da para da população poder vir assistir, é só acompanhar gratuito. E não são filmes convencionais, aqueles filmes que estão no cinema, são documentários, alguns documentários, alguns filmes tradicionais da região, outros eh bem bem diferenciadas. Então, uma curadoria perfeita. É, específica. E essa sala interessante, né? É uma é uma sala nova até para mim, eh, recentemente e traz um contexto de Hércules Florense, Hércules Francis, alguma coisa assim em francês. É interessante porque ele não era campineiro, é francês, mas ele se estabeleceu na cidade de Campinas. E outra curiosidade, olha como que os museus eles ligam várias várias questões. E uma curiosidade é que no cemitério da Saudade ele está sepultado, que é um outro museu, né, o museu a céu aberto. E ele está sepultado na cidade de Campinas, né? É um campineiro de coração. Um campineiro de coração. Ele transformou a fotografia, né? Ele ele foi um dos um dos inventores da fotografia. Ele com outros. A gente não tem ainda quem quem que foi o pai da fotografia. Puxa pu claro, né? Cidade de Campinas. E essa é uma outra sala também é recente, né? Da história do cinema C fênix. E agora é os 100 anos de cinema de Campinas. Sim, a gente tem aqui a cidade, né, de Campinas que traz essa relação do do cinema, né? Então, desde 1923, 25 até 2025, aqui 100 anos, a gente vê muitas personalidades, eh, filmes que foram gravados aqui em toda a cidade, tanto na região central quanto nas áreas urbanas. Então, a gente tem várias gravações que trazem a esse contexto, né? Uma cidade bem animada, né? eh para todos os gêneros, todos os públicos e traz essa possibilidade da do áudio audio cultural, né, audiovisual, a cultura, a a cidade de Campinas, ela tá bem preservada, a gente precisa divulgar cada vez mais, né, nada como um miss, né, imagem, som, transformando essa nossa cidade em um polo também cinematográfico, um museu vivo, né, Rômulo, para quem quiser saber mais do seu trabalho, tem um Instagram que possa te acompanhar. Tem sim. Rômulesincariol @rôulincariol. Pode me acompanhar nas redes sociais, Instagram e no Google também. Pode me procurar Romol Sincarol. Lá no Google eu vou est lá podendo responder as perguntas. Se alguém tiver alguma dúvida a respeito cinema, da cidade, cinema não, de museus da cidade. É que a gente tá falando muito de cinema, né? Mas é museus, é cidade, história, cultura. pode me procurar e fazer uma das perguntas lá que eu tô à disposição para poder responder. Muito obrigada por fazer essa viagem no tempo com a gente. Eu que agradeço a todos os espectadores aqui da e TV Câmara, a vocês, muito obrigado pelo convite. Muito obrigado. Valeu, Rômulo. Para você de casa, se quiser rever ou compartilhar para instigar esse gostinho pelos museus de Campinas, é só seguir lá no YouTube da TV Câmara Campinas, buscar por conexão cultural no mundo dos museus. Muito obrigada pela sua companhia e até daqui 15 dias. [Música] [Música] [Música] เ