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[Música] e no Conexão Cultural de hoje a gente veio até a sede da Fazenda rozeira aqui em Campinas onde pulsa a cultura afro-brasileira e o jongo que foi de onde tudo começou e quem tá aqui ao meu lado é a Bianca que é a bisneta do dito Ribeiro que dá o nome a esse local também e vai contar um pouquinho pra gente dessa história que vem cada vez mais a atraindo mais pessoas e difundindo essa cultura Tão rica não é mesmo Bianca é verdade e eu vou começar sim na fazenda Rosal milho Virou pipoca eu com meu tambur na mão senho Zinho não me toca na fazenda Rosal milho Virou pipoca eu com meu tampo na mão sosinho não me toca V de Lelê o de lê o de Lelê o Lê só lê lê lê Oi Lê cacho salve o jongo salve o jongo que lindo conta tudo pra gente como é que começou essa história bom a comunidade Jão dito Ribeiro começa aqui em Campinas com meu bisavô Benedito Ribeiro ele era mineiro vem para São Paulo para trabalhar enfim construir família e ele já vi inava o jongo porque o jongo ele éa do sudeste Então tá em São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais Espírito Santo então a gente acredita o Ribeiro já fazia o jongo em Minas como quando desde pequenininho depois de adulto a gente não sabe mas ele já trouxe para São Paulo consigo E aí antigamente o jongo ele era muito misterioso né então por exemplo quando ele trouxe só os homens praticavam o jongo as mulheres não praticavam criança muito menos porque ainda era uma manifestação que ficava escondida né ficava guardada no quartinho muitas vezes pelo menos aqui em São Paulo só acontecia dentro das famílias e dito Ribeiro ele era muito festeiro era cozinheiro então ele erguia o mastro e praticava né também a folia de reis tanto que o Mestre tinha um mineiro que é o mestre da folia de reis foi acolhido por dito Ribeiro aqui em Campinas que é um ícone da folia de reis então a gente percebe que as manifestações populares com Benedito Ribeiro ele já se foi perpassando nesse sentido porém ele falece muito cedo e somente 40 anos depois de seu falecimento que a gente resgata a tradição do jongo na nossa família em 2000 e aí a gente se legitima como uma comunidade jongueiro no ano de 2002 porque tinha uma coisa assim n entre as comunidades jongueiros porque o Jong ele é muito fortalecido diferente por exemplo de sei lá a capoeira se a gente for pra alemanha tem um grupo de capoeira um mestre que se formou aí a capoeira acabou se difundindo no nosso no mundo o jongo não para conhecer seu jongo precisa vir até as comunidades jongueira Então o que a gente tem são comunidades que saem de suas terras que vão para outras mas que tem uma raiz aqui no sudeste então dito Ribeiro era de Minas vem para São Paulo e quando a gente faz esse processo todo de resgate da tradição foi muito curioso pensar porque nós sempre fomos religiosos de matriz africana e especificamente umbandistas mas nunca eh ligados a alguma manifestação popular Só realmente a manifesta Só realmente a região mas manifestações não só que a minha mãe me teve e eu nasci muito clara minha mãe é negra retinta e eu nasci muito Clarinha é isso que meu pai não é branco e aí a gente até brinca que faltou o processo na máquina de pigmentação só que ela teve uma filha que quando nasceu branca claríssima como que ela vai trazer a identidade e trabalhar com essa criança que tem uma mãe negra para viver nessa sociedade extremamente racista e preconceituosa então eu sempre queci e com a minha família então por exemplo no Dia dos Pais as mães e os filhos se reuniam para homenagear aos pais no Dia das Mães os pais e os filos se reuniam para homenagear as mães no dia das crianças os pais fazam homenagem pros filhos então a gente sempre foi muito cultural nesse sentido da poesia do cântico da festa tanto que nos aniversários da nossa família Nossa demora para comer o bolo porque são os 15 cânticos que a gente canta até realmente cortar o bolo e aí nesse processo toda falou nossa eu preciso realmente me aprofundar nas manifestações AF eh afropop particulares Porque nessa sociedade pensando Campinas o último município abolir escravidão só não bastava ela ser uma mulher negra ela tinha que se entender e identificar como uma mulher negra e ela foi entender e afinal o que quer ser Então essa mulher negra nesse município que é extremamente racista E aí quando ela se depara com uma filha que é muito clara com uma mãe retinta onde quando ela passeada ela sempre era ou a empregada ou a tia mas nunca a minha mãe por essa diferença de tom de pele que ela se depara e conhece as manifestações populares de uma forma mais aprofundada inclusive já tinha até conhecido o jongo em outras oportunidades mas teve uma roda de jongo com o mestre Reverendo de Guaratinguetá que são os nossos padrinhos na Casa de Cultura Tainã onde tudo mudou porque ele cantou um ponto que saudava Benedito Ribeiro que é assim lábios lâminas lábios lâminas por um Tris não me cortou pelo tempo dessas onas esse mar já te levou a girar Oi nego dito Oi nego grito Rei Oi nego dito Oi nego grito Rei Oi nego DIT Oi nego grito Rei Oi nego DIT Oi nego grito Rei cacho ela ficou ouvindo esse nego dito o nego grito rei o nego dito o nego grito Rei á abusando e ela entrou num transe porque Qual queer a questão ela nunca conheceu Benedito Ribeiro ele faleceu antes que ela tivesse nascida então ela não tinha uma memória uma experiência tanto que o Que contava de Benedito nunca era sobre jonga era porque ele cozinhava muito bem porque ele era devoto de São Benedito por isso nós temos a devoção de São Benedito também eh ou porque ele acolhia pessoas em situações de rua trazia para dentro de casa dava moradia dava comida que essa pessoa se firmasse para voltar paraa sua vida por todas essas bondades mas nunca pela tradição do jongo E aí quando ela começa a sentir aquela emoção que ela não tava entendendo porque ela já tinha conhecido o jongo assim como a capoeira assim como Maracatu assim como Aché e diversas outras manifestações populares mas esse Cântico tocou no coração dela de uma forma diferente virou uma chave aí pior que que ela falou Gente o jongo antigamente Lembra que eu falei que ele era diferente assim dizia que se você ficasse muito numa roda de jongo que ele podia te amarrar que o jongo pegava em você se alguém um jongueiro na sua casa cantasse um pão de jongo você não soubesse responder ele podia levar seu tambor embora então tinha essas questões dos dos jongueiros que tipo assim ou você é jongueiro mesmo e cai para uma roda de jongo firme se garantindo nos pontos Ou nem vai porque ali tudo pode acontecer e eu falou gente mas esses jongo dizem que tem essas coisas não cantei nada errado para ninguém eu só tava aqui batendo palma que que é isso que eu tô sentindo E aí por orientações espirituais Falou bem Vai que ficou algum en AD aí com você vamos fazer uma roda de Jong para ver se desencanta nesse desencantar fez o primeiro Arraial frug julino que é o que dá origem ao nome do nosso aniversário né que ano que vem vamos ao 22º ano de Arraial fugulin que começou na casa da minha avó fica umas cinco seis ruas aqui para cima onde chamou esse tal de mestre Reverendo o mestre TC e todas as pessoas que estavam naquele momento naquela roda de jongo na Casa de Cultura Tainã quando finaliza essa festa com muito jongo tio Dudu que é o filho mais velho de Vito Ribeiro hoje com 91 anos falou para ele falou para todo mundo na verdade gente era isso que meu pai fazia porque eles tentavam lembrar o que que era que que dito Ribeiro cantava o que que dito Ribeiro comemorava só que eles não lembravam do nome não não tinha aparecido nada igual então sempre era aquela dúvida enfim cai ela não parece com né E aí quando ele fala que era isso que dito Ribeiro fazia a gente entendeu que basicamente Nossa aquela emoção que ela sentiu aquela aquela energia positiva que ela tava sentindo que ela não tava entendendo o que que tava acontecendo pudesse ser assim um um ancestral dito Ribeiro dando uma sacudida falar olha precisamos resgatar a tradição dessa comunidade e aí a gente passa a intuir o jongo então ter os conhecimentos ancestrais que é quando a gente fala de notório saber aquilo que a gente nunca estudou para fazer mas a gente não sabe como a gente sabe eu nunca estudei percussão mas eu toco desde os 5 anos e aí depois que eu vou me capacitar para isso me tornar profissional da Percussão Mas eu sempre toquei ela também não sabia como nunca foi boa de rima minha mãe se dançar e bater palma não sai mas na roda de jongo os pontos saem parece que quando a gente canta o jongo parece que a gente é cantor e quando vai pro chuveiro tudo fica diferente e aí estamos nesse processo de resgate dessa tradição desde 2002 então é muito louco assim pensar esse resgate da comunidade João gito Ribeiro porque a gente não teve o avô o pai para poder passar através da oralidade essa tradição PR eu ainda tive a oportunidade de vivenciar isso desde pequeno tinha 5 anos eu tenho 26 agora mas ela por exemplo a mestre liderança da comunidade como que é esse processo de aprendizado E aí é isso uma das poucas mestres de lideranças que eram mulheres né porque a maioria sempre eram homens os mestres de jongo E aí ela né conhece a comunidade de Guaratinguetá que são os nossos padrinhos que passa por esse processo de ensinamento mesmo e como fazer um tambor do que que é o Jong de para além do sentimento e da ancestralidade como que a gente cuida preserva e resgata essa tradição da forma correta né porque o jongo é maravilhoso todo mundo quer vivenciar o jongo mas fazer o jongo brincando é uma coisa fazer o jongo de verdade com respeito e responsabilidade com esses tambores que é a nossa ligação com os nossos ancestrais né a gente diz que quando a gente toca o tambor a gente tá se conectando com quem já tocou antes a gente tá pedindo essa licença para poder mais uma vez recuar os nossos tambores sabe nos corações enfim nos os nossos e de todo mundo que ouve então o jongo dito Ribeiro passou por esse processo de adormecimento E aí em 2002 né 2000 2002 a gente acorda novamente para essa tradição claro que muito diferente de como era que o dito Ribeiro fazia numa nova perspectiva mas também muito ancestral e com orientações espirituais dele mesmo assim sabe porque aí tá vendo é isso nada então essa semente que estava na latência ali isso com o feminino exatamente tanto que eu fui a primeira mulher a tocar o tambor de Jão porque antes mulher não tocava tambor tinha várias questões nem minha mãe caramba porque ela quando ela aprendeu ela também veio desse aprendizado que mulheres não tocavam tambor E aí na nossa comunidade eu ter tocado foi um foi um uma questão assim porque foi um dia que tinha sido tinha defasado de homens precisava fazer uma roda de Jong e eu pequenininho falei Não mãe eu toco ela como assim você toca falei não não toco peguei o tambor toquei e a roda aconteceu e aí virou uma chave dispo Nossa que preservar a tradição quando a gente fala de de tradição também tem a ver com o tempo e com as possibilidades que a gente tá vivendo assim então é Vivo né é Vivo então e aí é muito curioso porque quando a gente pensa a inserção da minha mãe na universidade é para pesquisar o jongo ela queria fazer matemática e ela resolve fazer história para entender o que que é isso é o jongo o mestrado dela é pensando em urbanismo mestrado ela é urbanista pensando na ocupação da fazenda rozeira e o doutorado matriz africana Então pensa a nossa mestra é uma mestra que teve toda a sua vida acadêmica em pró da manifestação popular e de entender o que que é isso né dessa passagem de resgate de uma tradição ocupação de um espaço público e entender efetivamente o que que é essa matriz africana na prática porque quando a gente né matriz africana beleza igual tem outras matrizes a gente entende mas o que que é vivenciar estudar se capacitar para Inclusive a gente tá aqui hoje podendo contar e vivenciar essa Matriz afri B de uma uma forma mais Ampla e formativa e agora até dentro da academia já tem esse caminho trilhando né Certeza então conta pra gente o que é o jongo porque é um ritmo é uma comunicação é uma forma de resistência como é que ele nasceu o jongo é tudo isso mas ele surge na necessidade mesmo de se comunicar Então se a gente tivesse que responder em uma palavra o que que é o jongo comunicação mas é uma manifestação afro-brasileira que veio no templo dos escravizados no século 19 dentro das fazendas cafeeiras e que a partir do toque do Canto e da dança os escravizados utilizavam dessa manifestação para principalmente se comunicar que é planejar fuga que é o que a gente brinca né Essa comunicação do jongo era a forma que os escravizados tinham de ó é hoje que a gente vai fugir Amanhã tal horas tal caminho que a gente vai percorrer e era através e é muito curioso pensar isso porque quando a gente compara com a capoeira que a irmã do jongo foi marginalizada então todo era era muito nítido que a capoeira era uma forma de expressão para luta para defesa o João quera essa dancinha cantada dançada que oos senhorzinhos não entendia que que tava acontecendo ali porque sempre foi tudo metafórico e a partir dessa metáfora que os senhores achavam que estavam entendendo mas na verdade não tavam que o jongo acontecia tem um ponto de jongo da nossa comunidade que ele é muito curioso que é assim então Vamos navegar para ver o que jamais se vi e foi só desatracar Capitão Mandou Avisar tem marujo enjoado no navio tem maruo enjoado no navio tem marujo enjoado no navio e foi só des atracar Capitão Mandou Avisar marujo enjoado no navio cachoeir Será que a gente tá falando de um mar de um cruzeiro mesmo o capitão falou que ele balançou tanto ali que o povo ficou enjoado que que a gente quer dizer quando a gente fala tem marujo enjoado no navio que que esse enjoado quer dizer é isso cantei em português é que eu falo com as crianças Vocês entenderam o que eu cantei eu cantei em português eles falam sim Tia eu falei mas a gente tá num navio a gente tá no mar eu sou a maruja aqui e vocês ficaram enjoada eles não falei então o que que eu tô querendo dizer E era através dessas metáforas que o jongo ia acontecendo porque a gente ouve entende mas não compreende Qual que é o sentido disso e a partir disso O Jong ele foi passando de geração para geração a gente até brinca assim porque o Jong é como se fosse uma digital cada Comunidade jongueira Toca canta e dança de um jeito diferente isso que a gente tá falando da comunidade de Campinas jongo deito Ribeiro se a gente for aqui pro ladinho em Daiatuba o jongo é completamente diferente e aí assim ainda mais quando muda os estados quando a gente vai pro Rio quando a gente vai para Minas Espírito Santo ainda então cada comunidade jongueira tem a sua característica mas tudo é jongo o que unifica os tambores por exemplo do jongo é sempre o canonge que são esses menorzinhos aqui toda a comunidade sempre vai ter um canonge na nossa por exemplo é Trovão viajante e canonge giro tem comunidade que é os três três que é uma família que você chama que é uma família é uma pareia quando a gente fala da família dos tambores dos grupos dos tambores a gente chama de pareia aquele lance da metáfora então por exemplo esses três aqui são uma pareia esses três aqui já é outra pareia a gente sempre toca eles separadamente são sempre três tambores aqui a gente tem seis na verdade temos nove é porque três estão viajando num outro processo Porque a gente chega no momento que a gente já demanda de ter muita gente para tocar e atividades simultâneas então por exemplo hoje a nossa mestra tá lá na Bahia ela tá com três tambores lá e a gente tá podendo aqui conhecer também o trovão canonge iro e viajante se a gente tivesse aqui e outra pessoa da comunidade estivesse numa função que fosse usar os tambores a gente tem mais uma Paria disponível para poder coar o tambor então a gente pensa assim que o nosso nossos tambores eles podem ser ecoados múltiplas vezes ao mesmo tempo porque a gente passou por esse processo de construir outros tambores mas na hora de tocar são sempre três a gente nunca vai tocar o se de uma vez por exemplo numa roda de jongo Ah não pode misturar as as paredes nem misturar as paredes ah e esse aqui você tinha eh vocês tinham falado que sim este E este aqui eles são interessantes porque eles exemplificam Como eram os tambores antigamente né que é tronco de árvore escavada E aí né passa um verniz dá uma lixadinha mas antigamente nem isso era o tronco de árvore escavava mesmo cor animal e pregado aqui por exemplo a gente tá com tempo de chuva tá frio eles estão completamente desafinados para eles afinarem muita lenha na fogueira muito calor para essa pele poder esticar E aí afinar os os tambores no nosso caso os nossos são feitos de barricas de vinho de couro e de corda então aqui a gente já tem uma outra tecnologia que é a gente pode puxar essas essas cordas e tensionar puxa logo estica o couro e aí a gente consegue afinar então pra gente facilita muito porque a gente não né não é qualquer momento que a gente consegue fazer uma roda de jongo por exemplo a gente vai fazer uma apresentação dentro de uma escola pras crianças a gente não consegue fazer uma fogueira ali em qualquer lugar então ter essa ferramenta de poder puxar mas mas assim é muito muque viu muita água com feijão é precisa de muito braço para poder realmente puxar essas cordas para que elas se mantenham sempre afinadas des afina rápido em tempo chuvoso bastante bastante agora por exemplo se a gente tá com muito calor às vezes eles estão paradinho aqui só pelo bafo do espaço Eles já acabam afinando naturalmente o nosso nosso Aché no noss Aché é AF também mas Bianca conta a história do marujo que eu tô com ela ecoando aqui na minha cabeça é muito curioso porque o jongo ele tem isso né ele não tem uma regra eu posso usar usar esse ponto aqui amanhã de repente numa outra situação então cada situação que a gente tá canta o ponto ele tem um significado a gente diz que o jongo é um cantar dois três entender e o jongo é uma fofoca porque eu cantei ele agora tem um sentido porque será que eu quando vou numa outra roda de jongo que não tem nada a ver com essa situação como que ele se encaixaria nesse caso Por que que você acha que eu cantei esse ponto de jongo marujo enjoado parece que eu tô entendendo naquele contexto do escravo e tal 2024 eu você todo mundo aqui por porque o jongo ele nunca é à toa o jongo a gente nunca canta nada à toa quando eu canto Milu viro pipoca na fazenda Rosal Por que contei esse não outro tem um motivo Senhorzinho não me toca o que que eu quero passar para quem tá assistindo que quando eu pego esse tambor Senhorzinho não me toca que Senhorzinho que é esse que momento polí que a gente tá vivendo que momento social que a gente tá vivendo que mês que a gente tá vivendo que é importante Senhorzinho literalmente não me tocar metáfora pura cheia de significad pura cheia de significados então quando eu canto esse marujo enjoado No navio é para entender tudo isso porque a gente tá no mês de novembro é o mês que a gente é mais acionado por todo mundo por que que por exemplo as escolas só pensam entender o nosso trabalho conhecer a fazenda rozeira a importância das tradições no mês de novembro se ela tá o tempo todo produz a gente tá aqui disponível o tempo todo Aqui nós temos ações anualmente assim semanalmente Então por que que são somente nesses momentos que que é importante sabe então acho que é um recado que a gente passa pra sociedade que tem o mês da consciência negra é justamente Isso não é um mês de celebração tem gente que chega pro negro e fala feliz dia da consciência negra não é o nosso aniversário o 20 de novembro foi o dia do assassinato de zumbidos pam Mares então é um dia da gente realmente refletir sobre essa Consciência Negra realmente é o momento que a gente bota a mão na consciência e fala nossa olha esse Brasil se não tivesse tido escravidão ninguém estaria aqui porque é terras indígenas o Brasil é de povos indígenas talvez a gente não estaria aqui como que seria esse mundo sem escravidão sem sem a ocupação desse país como que seria tudo isso os resultados que a gente tem hoje na nossa construção na nossa metalurgia porque falar de escravidão todo mundo já sabe tá nos livros didáticos Mas e as contribuições do povo negro e esse é o nosso trabalho aqui o jongo é a contribuição do povo negro as manifestações populares o entendimento de que realmente Pode me tirar tudo mas o que eu tenho aqui o que eu tenho aqui ninguém me tira né porque os nossos ancestrais eram trazidos dessa forma pra gente e olha o resultado que a gente tem uma tradição metafórica extremamente tecnológica Olha tudo isso quando a gente fala de jongo Olha a conversa que a gente consegue ter a tecnologia africana por trás de um simples ponto por exemplo com tanto pau mato Imbaúba é Corona que que é Imbaúba linda maravilhosa mas ela é oua por dentro então percebe que tem todo um estudo e aqui a gente faz esse trabalho o jongo é isso tanto que se eu entrei na universidade se a nossa mestra é Doutora é porque primeiro ela é jongueira se hoje eu sou percussionista é porque primeiro eu sou jongueira e isso reflete muito nos membros da comunidade todo mundo que se formou academicamente ou tem um trabalho muito legal é porque primeiro eles são jongueiros e entende esse sentido da tradição do Jong a ancestralidade inclus nos tambores viajam sozinhos nem são tocados sozinhos né examente Isso se traduziu então na fazenda Roseira primeiro nasceu a comunidade de jongueira e depois no quintal da casa da minha avó que fica aqui pertinho a gente já fazia o Jong lá e aí Fazenda rozeira o que que aconteceu né que no espaço privado morava a gente aqui então a comunidade no entorno nunca teve acesso a essa fazenda mas num determinado momento minha mãe historiadora que é né né de entender trabalhar um pouco também a questão da cartografia social da gente entender se eu sou o jongo o jongo está onde eu estiver e entender um pouco sobre território ela se deparou com esse Casarão né ela vinha fazer caminhada né eu passeava comigo ela sempre gostou muito de registro de tirar fotos então ali depois a gente pode mostrar tem foto Olha como era entrada da Fazenda rozeira naquele banner tudo ali a a ponte tudo aonde agora tá construído o BRT tudo era Fazenda rozeira até né quando a gente pensa John Boy LOP que é a maior avenida aqui do nosso município até o final do bairro lá Pirelli para quem conhece essa região era tudo fazendo arrozeira eu não vou ser audaciosa Mas se não for a maior Talvez uma das maiores fazendas da An Anguera para cá E aí ela se deparou com esse Casarão sem morador porque antes tinha cachorro tomava um cheirinho de chumbinho não podia entrar ela foi entrando foi entrando foi entrando nada de cachorro nada de ninguém falando nada quando ela se depara com historiadora aqui é com esse Casarão abandona nada a gente fala gente precisamos entender o que que tá acontecendo ali a gente vem pra fazenda rozeira tanto que até brinco se a gente soubesse que a fazenda rozeira e a se tornar essa referência na matriz africana eu não sei se a gente teria apego assim sabe tipo ai vamos lá para fazer isso todo o resultado de trabalho daqui foi consequência do nosso amor de querer manter cada parede no seu devido lugar de querer manter cada árvore no seu devido lugar porque a gente tem uma área aqui dentro que foi completamente destruída pelo do ex-proprietário ele também estava passando por esse processo de demolição do espaço e aí o espaço também era público mas o ex-proprietário tava demolindo enfim a gente ocupou e esse agente não é só a Comunidade não é a sociedade civil são os grupos culturais sabe o movimento popular porque veio uma galera mesmo assim que já era já entendida de políticas públicas a gente já tinha passado por um processo de ocupação na Casa de Cultura tain não então a gente já sabia quais eram as ferramentas para conseguir cuidar e preservar de um espaço público e Assim ficamos desde 2008 até 2015 enquanto ocupantes literalmente na fazenda rozeira E aí após 2015 a gente consegue a permissão de uso e aí com isso a gente Relaxa respira um pouco mas assim triplica o trabalho porque antes a gente tinha um desejo de só cuidar preservar o espaço e agora nós somos os ativos né a gente desenvolve trabalho por exemplo nós somos o primeiro ponto de pós--graduação em matriz africana lato senso do Brasil hum desenvolvemos um projeto internacional toc moj entre Brasil Moçambique Noruega entre outros projetos que a gente faz que a fazenda Roseira foi piloto disso então é muito interessante a gente pensar como o que que a fazenda Roseira se tornou por exemplo minha mãe né mestranda pra doutorada pra Doutora e hoje ela é conselheira do ifan representante na América Latina dos movimentos culturais então assim olha com uma pessoa que só tava ali querendo tocar três tamborzinhos fazer um jonguinho tornou de referência a partir da ocupação e do trabalho desenvolvido dentro aqui da Fazenda rozeira tanto que o nosso projeto piloto são os roteiros afr turisticos que é receber escolas coletivos grupos instituições para conhecer o nosso trabalho os pontos principais desse espaço e obviamente a salvaguarda da tradição do jongo tanto que aqui nós somos o primeiro caso de patrimônio imaterial ou seja o jongo que preserva o material esse espaço Porque aqui não é tombado Então se o jongo que é a alma o negócio não tivesse aqui aqui poderia ter virado qualquer outra coisa porque não é cuidado como deveria ou seja o amor ainda é a maior ferramenta de perpetuação de tudo certeza com certeza muito amor ao jongo muito amor à natureza né nesse sentido de entender gente aqui A gente tem 5% dos resquícios da mata atlântica é uma diversidade vegetativa muito grande então se a gente tem a consciência do quão isso é importante a gente não podia deixar de cuidar e de preservar então tudo que aqui foi se tornando foi resultado disso de querer cuidar e manter cada coisinha no seu devido lugar e tá tudo muito vivo pulsante né sim ag eu até brinco eu falo que aqui o roteiro é vivo hoje o que a gente tem é isso se amanhã uma árvore nascer ou a gente plantar ou infelizmente uma árvore cair tudo muda porque o roteiro é Vivo então ele tá ali modificando e atuando a partir das pessoas que aqui também estão dos seres né exato Bianca você já deu uma palhinha só pra gente saber o que acontece aqui tem mais coisa acontecendo né sim agora neste mês de novembro a gente tá com sou África todos os sentidos Inclusive acho que a luand pode conversar com vocês porque foi ela quem pensou o projeto desse ano que é esse momento de meio da Consciência Negra o que realmente além do que a gente já faz que é muita coisa o que mais a gente vai fazer para poder dar vozes Às nossas vozes então é muito interessante Então a gente não tem atividades regulares por exemplo Toda terça-feira Toda quarta-feira porque o nosso roteiro é Vivo Ele é fluído então a gente funciona através de agendamentos agendamentos de oficinas de turbante de percussão de brincadeiras de jogos Africanas a própria vivência em jongo a nossa gastronomia afrocentrada através da culinária afroa a nossa Grio Dona Mercedes entre outras atividades que a gente vai desenvolvendo é curioso porque é isso se hoje a gente tem uma pessoa da comunidade que tem um saber aprimorado por exemplo sobre as brincadeiras africanas isso vira um projeto e uma ação para as crianças através das brincadeiras agora a gente tá com uma pessoa que gosta muito de costurar vira o projeto mãos de criação que hoje é a nossa lojinha então tudo que a gente desenvolve e desenvolveu aqui na casa er a partir dos seres que aqui estavam para contribuir e uma coisa que a pessoa fazia por amor ou porque tinha uma expertise vira um grande projeto de ação e fundamento aqui no espaço maravilhoso Bianca dá os contatos pra gente para quem quiser acompanhar sim gente ó nos sigam nas redes sociais principalmente no Instagram @c decultura Fazenda da rozeira comunidade João dito Ribeiro estamos em todas as plataformas digitais também de música para vocês conhecerem os nossos pontos de Jão então vamos conhecer um pouco mais do projeto deste mês você fica com a [Música] gente de volta pro segundo bloco hoje aqui no Conexão cultural na fazenda Roseira em Campinas a gente vai falar da 15ª edição do sou África em todos os sentidos que sempre é da curadoria da Luanda que vai falar pra gente porque que ela escolheu esse tema do ano de 2024 depois de tantas edições né Luanda uhum bom esse ano o 15º a 15ª edição do Sul África em todos os sentidos ela tem como o tema gerador a escrevivência uma escrita de nós da Conceição Evaristo e uma homenagem aos 80 anos da deputada aless Brandão esse ano Nós escolhemos a Conceição Evaristo pela grande importância e a grande relevância dela o sul África ele surge na verdade com o intuito de criar diálogos e fortalecer a implementação da Lei 10639/03 na cidade de Campinas então ele é um projeto que ele surge para além do dia 20 de novembro né para que a gente siga entre os nossos parceiros a sociedade civil falar sobre questões eh da população negra permeando as questões que são das políticas públicas da nossa população e criando esse diálogo entre as artes os debates temáticos sempre com um tema um tema gerador o tema gerador esse ano contemplou a literatura através da a figura da Conceição Evaristo né essa sala como vocês podem ver é a sala o cantinho que a gente preparou com muito carinho pensando no nos símbolos e na representatividade dela nesse lugar longe de uma questão estética mas a gente trabalha muito com sensível e a partir desse olhar sensível que a gente tem é que a gente vai construindo com os nossos mecanismos as nossas habilidades tudo o que perpassa pelo su África em todos os sentidos esse ano a gente vai ter uma edição muito interessante porque a gente vai trazer para cá artistas escritoras ã esse ano a gente não vai ter o cinema como foco mas já teve momentos de adição que a gente teve um olhar muito mais pro cinema muito mais pro Teatro muito mais paraa música esse ano o sul África ele tá um pouco de cada coisa não tá muito Centralizado apenas numa única habilidade porque na verdade o interesse mesmo que nós temos é de possibilitar inclusive que no calendário da cidade de Campinas exista esse espaço esse espaço resista para poder criar esses diálogos onde é aberto para toda a população Então esse ano todo mundo que vier para cá vai ter assim um uma experiência dentro da literatura com as pessoas pessoas que a gente acredita que é muito importante Como assim traz o conceito da Conceição Evaristo essa escrevivência de nós que é o aqueles que escrevem a partir do seu próprio corpo sujeito do seu próprio lugar de fala e Campinas a gente tem muitos artistas que estão nesse lugar da literatura que tem essa importância e é por isso que a gente teve assim muito carinho de convidar as pessoas que estão vindo as escritoras porque a a gente entende que a Conceição Evaristo ela serve como esse fio condutor para que a gente possa também reconhecer o que está sendo produzido dentro da nossa cidade na literatura negra que é um lugar muito importante nós sempre tivemos assim uma total consciência de que discutir Consciência Negra um único dia não não nos contempla sim é impossível impossível então o sou África ele surge primeiro a partir dessa desse incômodo desse lugar de falar olha e reconhecer que um dia pra gente poder se reunir e poder falar Olha estamos aqui Chegamos aqui porque resistimos é muito pouco um dia pra gente é muito pouco então só África a princípio ele surge com essa como essa ferramenta pra gente poder ampliar os nossos diálogos para além do dia 20 de novembro então eh todo o público está muito convidado agendem os horários tragam a sua escola e o público em geral a casa está aberta esse ano a gente preparou com muito carinho pelas redes sociais é possível fazer esse agendamento né pelas redes sociais é possível fazer esse agendamento e a gente tá muito feliz esse ano de ter o tema e esse tema gerador e trazer a ância dessa grande mulher da literatura brasileira que é a Conceição Evaristo ela cunhou inclusive né esse esse terma escrevivência que é muito bonito né eu queria que você falasse um pouquinho que a gente tá vendo aqui essas saias dese um pouquinho desse gostinho por essas saias como é que foi pensado a exposição mesmo porque esse local a exposição esse ano ela teve uma uma referência extremamente nesse lugar do que é que os nossos corpos enquanto artistas enquanto pessoas que T aí Alguns dispositivos pode pensar de real né porque é é muito interessante quando você consegue produzir com muitas condições para você pensar num projeto de arte esse ano foi muito simbólico foi a partir de símbolos né a a questão da escrita para Conceição evarista é uma coisa muito importante por isso a gente tem um tapete de palavras porque fo par partir das palavras a partir da Leitura que ela despertou para ser essa grande figura que ela é hoje e isso tudo começou na infância Esse lugar aqui ele realmente ele simboliza um pouquinho do trecho da história dela porque ela nasceu num numa favela que se chamava pendura saia por isso tenha saias e o primeiro lugar que ela teve acesso né A primeira escola que Ela estudou Era exatamente num porão e aqui também é um porão Então foi do porão estudando no porão que ela descobriu a paixão que ela tinha pela literatura a paixão que ela tinha pela escrita foi aonde ela escreveu a primeira redação que foi premiada e a partir do porão foi aonde ela fez uma grande revolução porque elas o porão era o lugar da escola onde estudavam os pretos e pobres e ela conseguiu que essa ascensão acontecesse porque foi a partir do movimento dela e da ura que ela era desde criança que ela conseguiu ter o direito de estudar na parte de cima então a parte de cima também é simbólico porque a parte de cima desse lugar é um Casarão então Eh esse espaço foi pensado a partir de um olhar sensível sobre esse universo tão simbólico que ela traz pra gente Então aqui tem muitas coisas que são simples porém carregadas de símbolos de significâncias Assim como as quatro bcas ela era eles eram em oito quatro meninos e quatro meninas então eu trouxe as meninas porque a figura Central que a gente tá trabalhando a figura dela e ela é uma mulher negra Então essa importância para esses corpos femininos negros aqui representados nesse espaço singelos simples mas que é um lugar onde a gente acolheu cheio de símbolos e significados um pouquinho da essência do que é a Conceição Evaristo como um tdo e do evento né ou seja nesse porão da homenagem sempre esteve aquela menina que estudava no courão né sempre esteve aquela menina e essa menina ganhou o mundo e nos representa com uma grandiosidade e uma poética maravilhosa muito obrigada por compartilhar com a gente tudo isso obrigada e Venham pro evento obrigada loand obrigada ainda sobre o sou afre em todos os sentidos aqui na casa Roseira agora a gente vai conversar com a b dias que é uma das escritoras convidadas para esse evento desse mês de novembro e a gente vai falar um pouco das Produções literárias dela muito obrigada B por nos receber nesse lugar maravilhoso Eu que agradeço pela casa pelo convite da casa que é gestado por mulheres Alessandra Ribeiro a todas as mulheres que administram essa casa que trazem muitos eventos ao longo de vários anos são décadas de gestan feminina de envolvimento com o feminino com as mulheres negras com as temáticas relacionadas a isso e para mim é uma grande honra estar aqui falando das minhas escrevivências pessoais são dois livros são dois livros e os dois livros eles surgem a partir de convites coletivos que envol também outras mulheres então eu vou falar primeiro amanhã sobre o livro 20 Marias em um grito que é um livro que surge durante o período pandêmico a convite de maril Anselmo e davon Almeida São pessoas do Ceará de uma editora de fora e é um convite para que eu participe enquanto escritora E também como ilustradora como artista visual nesse livro ele é um livro que envolve houve 20 mulheres escritoras poetas então é um livro de poesias ah especificamente sobre esse período da pandemia ou não necessariamente não necessariamente ele foi eh organizado durante o período da pandemia porém algumas de nós já escrevíamos essas poesias e tínhamos essas poesias guardadas outras foram escrevendo durante esse período mas ele é um livro que compõe vários períodos de várias mulheres então ele fala sobre amor ele fala sobre dor ele fala sobre o período em específico ele fala sobre morte sobre vida poéticas diversas é um livro bem abrangente temas que a gente vive né sim vive e revive Independente de períodos críticos né exatamente e a Bill também é artista plástica como ela já falou que é ilustrou é designer né ISO performer psicanalista e é surrealista eu fiquei curiosa para saber esse esse seu lado mais surreal como é que veio pra sua arte ele surge na minha infância eu começo a desenhar na infância em torno de qu 5 anos e sempre procurando evidenciar o que era da minha observação e colocar uma pitada de sonho então eu me percebo surrealista mas eu não escolhi ser surrealista isso foi acontecendo naturalmente eu fui aperfeiçoando ao longo dos anos depois eu fui fazer faculdade de artes visuais e também design e dei continuidade trabalhando com isso também mas o surrealismo ele esteve ele acontece na minha vida aí você se percebeu assim a partir da autoanálise que também é psicanalista né Sim sou psicanalista atendo clinicamente e eu percebi a partir de um fil danise da Silveira no no coração da loucura foi um período que eu comecei a compreender melhor essa parte da psicanálise o pensar a mente e e abrir então eu percebi que dentro da minha linguagem poética tanto na escrita quanto nas imagens e nas pinturas também tinha esse olhar esse olhar de reflexão então foi unindo E os sonhos o onírico o onírico e o segundo livro o segundo livro O Despertar das Rosas ele surge a partir de um convite de Marilac Anselmo é um livro de contos que fala sobre a menina que nós fomos e que despertou essa mulher do Século XXI então é um livro que fala sobre verdade fala sobre a vida a escrevivência dessas mulheres reais aí eu escolho eh fazer um conto que é um conto poético falando sobre minha avó e o quanto que ela é uma presença marcante desde a minha infância até o período atual Então ela falece na minha infância porém ela continua presente na minha vida como um todo que lindo você tem um uma lembrança do conto para falar pra gente vai ser surpresa legal e a performer como é que entra nesse nesse rol de de ferramentas dessa artista a performance entra quando eu estou com 16 17 anos eu começo a fazer teatro eu começo a princípio no teatro amador depois eu me profissionalizou em São Paulo e durante esse período esse corpo começa a ganhar uma outra vida através da do movimento através da sonoridade eu vou pro palco eu começo a trabalhar em algumas companhias aqui na cidade de Campinas em uma delas eu permaneço até hoje que é al filia na cidade no qual estou há 30 anos trabalhando com atriz e performance com eles e a performance ela vai ficando cada vez mais eh viva dentro do meu trabalho então quando eu aperfeiçoou isso quando eu me torno atriz quando eu começo a fazer a dança as escrevivências eu vou adentrando em tudo isso através de uma linguagem po ética cênica também e a performance se torna algo orgânico no meu dia a dia uma consequência disso tudo uma consequência disso tudo mais ou menos como a casa Roseira então que transita por muitos universos né Por muitas culturas é como se toda Rosa pudesse Florescer e virar milhões de coisas exatamente a fazenda Roseira ela tem esse poder esse poder de de trabalhar com essas diversas linguagens e a abrir esse caminho para essas diversas mulheres nas suas linguagens nas suas poéticas individuais então Trazer isso para um ambiente que trabalha com isso é fortalecedor é maravilhoso e você acha que hoje as mulheres têm se descoberto nessas multifacetas assim Claro que existe um perfil Cada pessoa tem um perfil nem todo mundo vai ter as os mesmos anseios artísticos ou não mas você acha que a gente está caminhando para essa descoberta da multiplicidade do nosso ser sim eu acredito que a mulher ela está caminhando para essa multiplicidade há muito tempo e não por uma escolha porque as mulheres Elas começaram a entender que elas teriam que ocupar diversos lugares para conseguir dialogar também entre mulheres não somente com os homens então isso foi acontecendo como uma sequência uma necessidade mesmo da mulher compreender o ambiente compreender para que espaço ela gostaria de ir com quem ela gostaria dialogar como se posicionar diante do mundo diante dela mesma e em conjunto com as demais então eu percebo que isso foi acontecendo de uma maneira natural e que isso vem nos fortalecendo mulheres Unidas conversando entre si se entendem no olhar como nós estamos fazendo agora é verdade e trazendo as nossas avós que também de alguma forma devem estar entendendo tudo isso sim sim minha avó Maria agradeço por tudo que ela representa na minha vida eh vó é um colo né vó é um colo de mãe maior né é um arquétipo também né é um arquétipo quando a gente fala vó a gente não consegue pensar em algo ruim né sim no meu caso eu penso sempre É algo maravilhoso quando vem a referência da minha avó então falar sobre ela de uma maneira poética dentro de um livro eh trazer pras outras pessoas o significado dela na minha vida e também conseguir dialogar com outras pessoas que trazem essa referência e aqui dentro da casa Fazenda rozeira é uma casa de vó é uma casa de mãe é uma casa de multiplicidade de mulheres então então eu percebo que isso abrange isso expande isso deixa de ser meu né se tornou nosso dentro do Despertar das Rosas é uma casa onde mulheres florescem vós florescem mães florecem Então isso é uma casa Roseira é uma casa Roseira e para quem quiser conhecer mais do seu trabalho Quais são os contatos vi tem três contatos eu tenho o contato que é o do Facebook onde as pessoas conseguem ali ter o meu contato de e-mail ter o meu contato de telefone então no Facebook B dias é o primeiro que aparece quando as pessoas colocam é b i l l dias tem o meu Instagram cultural que é o Instagram onde eu falo sobre essas trajetórias de uma maneira abrangente e sobre as culturas diversas de dentro e fora do Brasil que é o dias underline Bill dias com s underline Bill com dois L Bill com dois l então é @di BC dol e tem o meu perfil do Instagram oficial que é o meu perfil de trabalho que é o Bill com dois Ls b l l underline Bill Dias underline oficial Então eu estou nesses três contatos e dentro deles tem a opção do e-mail tem opção do telefone e as pessoas falam diretamente comigo dá para também acessar os seus livros por lá sim dá para acessar os meus livros por lá muito obrigada por compartilhar essa história com a gente também né E que a fazenda rozeira tem aí muitos e muitos anos pela frente né sim Eu que agradeço muito obrigada muito obrigada E se você gostou desse conexão cultural e quiser reassistir ou compartilhar é só entrar no YouTube da TV Câmara Campinas conexão cultural Fazenda casa rozeira que você pode compartilhar muito obrigada pela sua companhia e até o próximo [Música] domingo anunciando a alada oou anunciando a alada é se maridor fazendo a sua cavalada descendo com marou fazendo a sua cavalgada o par solou anunciada al dorada o p [Música] soou anunciando a alvorada é seu mar fazendo a sua cavalgada é com marido fazend a sua cavalar cacho vovó escreve lei escreve ler nou uma borracha Bó escreve ler escreve ler nou a borracha seu lpis é o cach e as paladas de fumaça seu L é o cach e as palavras de por perer escreve comou uma borracha po NC usou uma borracha seu lápis é o cach e as palavras de fumaça seu é o cach e as palavras de sal [Música] ye