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[Música] o conexão cultural é o seu programa para acompanhar as manifestações artísticas e culturais da cidade de Campinas e hoje a gente vai falar de literatura de cordel e eu estou com o Samuel de Monteiro lá da Paraíba que tem o Cordel na sua genética e nas tradições familiares e abriu as portas da sua casa para mostrar os seus cordéis muito obrigada Samuel Eu que agradeço a oportunidade como bom cordeira a gente se apresenta em cordel né que é mais ou menos assim sou Samuel de Monteiro Paraíba é o meu estado sou filho de repentista e nasci abençoado Deus me deu a poesia e o meu cordel bem rimado um folheto bem escrito é mais que papel dobrado mais que tinta numa folha mais que desenho estampado você tem arte e cultura nesse cordel bem rimado Agradeço de mentee a você do outro lado que leem nossos cordéis algum canto iluminado receba todo o carinho nesse cordel bem rimado uau começa já tá apresentado né sim é é assim que a gente Costuma se apresentar nos eventos né E quando a gente todo cordelista vai ter sempre a sua entrada né para para se mostrar pro mundo né o Cordel ele tem essa coisa de acolher de chamar a atenção de criar um clima já sim sim o Cordel ele tem uma ele é uma uma representação de muitas histórias né ele ele é um tradutor de história como se fosse a novela né pro pro Grande público o Cordel funciona como uma novela pro sertanejo pra pessoa do sítio para aquele que gosta desse tipo de cultura Porque ele leva o seu o seu público o seu leitor a a diversos mundos né ali numa história muito curta numa história muito pequena muito singela ele viaja aí naquela naquela naquele roteiro rimado e metrificado né é a Musicalidade acho que é um ponto né que abraça né chama atenção porque a história Claro a gente gosta de ouvir um causo né E principalmente nas tradições e no nordeste Minas Gerais tem muito essa tradição do Caos no interior de São Paulo mas a hora que vem a rima ela rebata né sim é o o eu creio que o Cordel ele é algo encantador porque primeira forma como ele é escrito ele é escrito num um estilo que de métrica que chama redondilha maior que seria 80% das músicas populares são em redondilha maior né então dizem até né dentro da dentro da linguagem que é um ritmo que as pessoas estão acostumadas a a trabalhar sua respiração né em sete sílabas poéticas então acaba que você é uma forma agradável de você declamar e e a Rima Ela te dá a aquela ligação da do Ritmo né né da daquela terminação gostosa do do do do quase cantado né que é a declamação então eu creio que o Cordel tem esse Encanto muito por isso né existe inclusive quando a gente dá oficina de cordel a gente ensina a escrever e a declamar Porque existe uma forma certa de declamada né não é só ler linha por linha e é uma cesilha é uma setilha é uma décima cada uma leva uma forma de de declamação né Por Conta do tamanho da sílaba e e é isso né então cordel é uma forma de contar a história de maneira simples e elegante ao mesmo tempo hum simples e elegante destrincha destrincha para quem tá assistindo um pouquinho dessas três formas que tem básicas pro cordel né Muito bom então o Cordel sim o Cordel ele é desenhado eh tradicionalmente com três pré-requisitos digamos assim então o Cordel ele precisa primeiro ter rima né que seria as terminações das sílabas o Cordel precisa ser ter métrica que seria o tamanho de cada linha né de cada verso de cada pé Ali então ele tem que ter métrica tem que ter a rima entre as linhas e tem que ter oração oração seria o sentido da história então cada estrofe tem que ter uma lógica e essas estrofes combinadas T que ter começo meio e fim e Samuel você veio lá de Monteiro né na Paraíba Já Aproveita e conta pra gente a sua história porque tá muito genético tá no seu DNA o Cordel né e depois você me fala se é possível ser aprendido ou se é um talento e e parte da sua genética Legal muito bom então assim eu nasci na cidade de Monteiro eu tive eu sempre brinco né que eu nasci no sítio né É legal você nascer no sítio né eu nasci no sítio através de uma das mãos de uma Parteira e e no sítio angiquinho né que é eu canto muito eu falo muito sítio a que in n minhas coisas foi onde eu nasci no interiorzão lá bem na zona rural de Monteiro uma cidade de 30.000 habitantes uma cidade de muitos artistas né lá onde lá tem pinto do Monteiro tem Flávio José tem Isabel da lo então tem muitos repentistas lá em Monteiro que são dessa cultura popular né e sou filho de repentista sou neto de repentista meu avô também era arre repentista a minha avó era uma poetisa Sacra né Ela escrevia poesia eh religiosa né que ela era era era da Ordem Terceira de Maria lembro disso quando eu era pequeno ela falava sempre só da Ordem Terceira de Maria e E aí a vó Lourdes ela tinha uma poesia muito bonita eu lembro quando eu era bem pequeno ali eu lendo noos cadernos dela uma letra linda e eu admirava né aquela poesia né Toda Linda e meu pai foi sempre foi repentista desde novo né ele começou com 15 anos então eu cresci nesse ambiente dos cantadores de improviso eh dos Poetas né dos emboladores e eu quando tinha ali seis 7 anos ainda mal né ainda não tinha não era Alfabetizado eh Nós já tínhamos uma tradição em casa de brincar de rima então a gente brincava muito de rimar Ah o que que rima com cadeira Ah brincadeira besteira faladeira Ah que que rima com né com casa brasa né e a gente brincava muito que não valia a rima do sabão né que é rima com ão porque rima comão é muito fácil então a gente desde cedo já não gostava muito de rimar com ão né então Eh eu cresci nesse ambiente né ia muito pras cantorias Meu pai sempre me levava nas cantorias eu pequeno ali com 6 7 8 9 10 12 Fi crescendo nesse meio E aí eu lembro que eu fiz uma poesia que foi o sistema solar que foi uma poesia que eu contava toda a história do Sistema Solar eu tinha 13 anos e junto com essa poesia eu escrevi um soneto né aí você viu que eu me apresentei no começo né ó como é que me apresentava quando eu tinha 13 anos era assim do mundo do mundo impenetrável de um louco arranco a força o dom da escrita meu C vai assumindo Pouco a Pouco uma identidade que a mim mesmo irrita vou gritando vou gritando Fico rouco não entendo ninguém me acredita será que eles pensam que eu sou louco por isso então que um por um me evita fico triste meu corpo impenetrável e este medo da vida inexplicável causa em mim no meu mundo confusão como posso viver tão solitário meu caminho é sempre o contrário deste mundo não passo de exceção caramba muito adolescente isso é isso conversa com todo mundo né É bem 13 anos né Mas é lindo então assim era assim que eu me via naquela época porque eu era uma pessoa que gostava muito de ler de escrever de Eu tinha um outro mundo né não é dos meus colegas eu era eu vivia num outro no mundo a parte ali e eu tomei uma decisão quando eu tinha por volta de 20 anos é eu tinha uns 20 anos que eu só iria escrever cordel que era uma questão de respeito à minha origem né porque a poesia tradicional já tinha muita gente que escrevia né a poesia contemporânea o soneto Então mas a literatura de cordel era algo que a gente sentia ali eu lembro conversando com meu pai a gente sentia que era algo que tava meio que parando né ali nos anos de 1990 né quando eu tinha 20 anos e aí eu comecei a escrever cordel E aí eu não parei mais né Aí eu escrevi até outras coisas mas eu comecei sempre fazendo cordel contar histórias em cordel e meu pai sempre me estimulou né até porque ele ficou muito feliz eu sou dos filhos dele eu sou o único que escreve né da família dele dos filhos Então sou o único que faz poisia igual ele então isso era um motivo ali da gente ficar muito muito próximo né a gente ficou muito próximo durante todo esse período né Graças a Deus a gente sempre fez espetáculos junto coisas junto e e ele me estimulava muito na poesia né Nós tínhamos alguns hábitos bem interessantes que era assim toda vez que eu escrevia um cordel eu mandava para ele para ele revisar e toda vez que ele escrevia alguma coisa ele mandava para mim para eu revisar porque a gente erra né a gente não escreve certinho a gente vai fazer um cordel a ele fala ah nego Vel escreve assim fala tal coisa que era melhor você falar dessa forma que você faz isso então a gente tinha essa complicidade no trabalho então eu diria que assim que esse trabalho essa vida Nossa foi muito de pai para filho né e o e o Cordel ele tem essa a a arte popular tem isso de você eh aprender do seu dos dos seus anteriores os seus antepassados hoje eu faço oficinas hoje eu faço uma série de coisas para ensinar as pessoas a a terem a poesia responder na sua pergunta um pouquinho é possível aprender né a Helen por exemplo a minha irmã ela aprendeu o Cordel comigo ela não era cordelista né mas aí ela falou não eu ten que ser cordelista tenho um irmão cordelista tem que Honrar é então eu tenho alguns alunos aqui de campinas inclusive que escrevem depois que eu passei a a depois que passaram pelas minhas oficinas né tem alguns que já estão produzindo vários cordéis aí então melhor que eu brinco ão melhor que eu já a poesia ela tem essa graça ela se ensina ela se aprende o que você não ensina e o que as pessoas não aprendem é sensibilidade ela tem que ter né ela tem que querer ter aquela sensibilidade ela tem que querer fazer como um cantor como um um um uma pessoa que faz rap uma pessoa que faz hip hop não importa qualquer estilo de de de expressão cultural a pessoa precisa ter a sensibilidade né E falando em cordel a gente sabe que veio lá da Europa de Portugal dos trovadores Qual foi a marca assim o diferencial que recebeu quando chegou no Brasil interessante Então eh o Cordel ele vem então dessa dessa tradição de fato medieval né ele vem do modelo de leitura de declamações aquela da poesia mais simples assim né mais popular E aí ele chega no Brasil no século XVII através de Portugal obviamente né numa das das caravelas ali de entrega de mercadorias cai na mão de alguns escritores obviamente e chama a atenção de um deles que é Leandro Gomes de barros que é o né que seria o do patrono do cordel no Brasil é o pai do cordel né brasileiro e aí eh Leandro Gomes de barros ele começa a fazer algumas adaptações né algumas algumas leituras de histórias europeias trazendo Pro universo nordestino Pro universo nosso E aí ele cria esse essa organização eh poética que seriam as sestil que seriam a com a métrica e com a rima Então esse cordel eles se transforma a partir dessa desse olhar de Leandro Gomes de barros principalmente E aí outros outros autores na sequência vieram né João Ferreira de Lima e vem eh João Ataíde vem tantos outros né mas o é a partir de Leandro Gomes de barros que eles que a gente tem essa poesia exatamente como a gente escreve Hoje não tem diferença Manteve a tradição Manteve a tradição Manteve a métrica né parece uma poesia que engessa mas não é não é bem isso Ela tem ela tem uma liberdade para você criar muita coisa embora você tenha que obedecer as regras literárias né ela é só um caminho né tanto que ela é Ela pode ser cômica ela pode ser mais mais uma crítica social não tem nenhum problema quanto a isso sim não tem limite o Cordel ele pode contar ele pode falar de uma saudade como pode falar de uma situação social daquele momento sim né então assim eu acho que o Cordel ele é muito versátil eu gosto muito os cordelis que falam da terra né que falam falam do nosso lugar que fala das origens e e eu acho que a gente tem que respeitar né e e eu gosto muito de fazer essa conexão da poesia nordestina com a poesia Urbana acho que tem muito é muito porque tem muito destino que veio para cá E aí o o rap tem um pouco de Nordeste ali sabe o Hip Hop tem um pouco de Nordeste o nosso hip hop né Não americano Óbvio o nosso tem um pouco de Nordeste ali daquela pessoa que foi morar na comunidade e já entendi que era uma rima O que é uma métrica né E essa é a beleza do Brasil né Eu acho que a gente as coisas se misturam sim eu acho que cabe todo mundo acho que o Brasil é isso cabe todos cabe Tudo sim né e estilo tem que falar da estilo gravura né que é muito importante nos co gravura ele é um elemento que ele veste que ele embala o Cordel né então ele é uma ele é um material feito né na ele é feito numa madeira entalhado depois é feito uma pintura e ele é gravado num numa folha de papel e aí ele vira uma capa como essa aqui não sei se dá para vocês verem depois dá para dar é o que seria o clichê das gráficas né o clichê antigamente aliás Nós chamávamos de clichê né eu trabalhei em gráfica né então a gente chamava de clichê antigamente então a xilogravura ela tem ele tem esse esse papel né e e é interessante porque quem faz a estilografo de sertão entende muito daquela Cultura né então dificilmente você vai ver um um acadêmico fazendo uma estilografo para uma capa de cordel não é tão comum pode acontecer mas não é tão comum né A não ser que ele seja um nordestino que virou acadêmico né sim é né aí tudo bem então você vai ver e você vai enxergar muito a estilografo dessa forma né como é que a gente cordelista trabalha eh imagina que eu escrevo uma história n eu trabalho assim para me escreva uma história aí depois é que eu vou fazer essa capa e tudo mais aí eu Encomendo a um estilo gravador a um estil gravítico né para os dois estão certos então eu falo geralmente com a família do J Borge né que são meus amigos eles que eles que ilustram os meus cordéis então eu Encomendo falar eu quero uma capa que fale sobre Eu quero uma pessoa sentada no banco eu quero que fale sobre isso mand uma sinopse né um briefzentrum precisa mandar o próprio cordel Não não precisa você manda um Brief E aí em cima desse Brief ele cria né então era até muito engraçado né quando eu comecei a fazer as capas com borg ele fala assim Samuel você quer que eu mande uma você quer dar uma olhadinha antes para ver se tá bom né eu fal Meu Deus jot bor pergunta falei não Jota faz o que você quiser porque com certe não com certeza tá bom né Sim e eu eu gosto muito dessa Liberdade até hoje eu trabalho assim com os com os meninos né o Pablo e o bacaro porque eu acho acho legal essa forma como eles enxergam o que eu tô escrevendo sem eu dirigir demais sabe então é legal o olhar deles né então aqui por exemplo ó que a vira duas Artes né Essa foi a primeira capa do bacaro Ó ele tinha Acho que uns 11 12 anos que legal E aí eu pedi para ele é aí como era Tempos Modernos ele imaginou o Cordel dentro de um computador muito legal então assim eu não falei para ele fazer isso mas aí tem a arte da capa e a arte do cordel em S então eu acho legal porque são duas obras né sim que uma uma complementa outro são duas Artes populares diferentes mas que se complementam Com certeza constrói uma uma nova narrativa uma nova narrativa ex e a gente tá vendo aqui um mural com vários cordéis Mas eles bem antigamente eles usavam mesmo aquele barbante o cordão que deu o nome pro estilo usar assim usava nessas feiras mais para cá né o essa é uma curiosidade bem interessante é uma situação bem interessante porque para nós lá no nordeste né no sertão no na na no interior né a gente não usa muito esse termo de cordel a gente usa mais o termo de folheto isso para nós é um folheto né e e na feira a gente expõe os folhetos mais ou menos como tá aqui ó inclusive é uma é uma mesa onde você põe os cordéis virados pro pro leitor né ou você vai est com uma É possível estar numa mala ou numa banca Por que que a gente não pendura o Cordel lá porque primeiro que o sertão venta muito tá é um lugar que tem muito vento então se você fosse pendurar no varal aquele cordel não ia parar lá Então a gente vai ter isso mais em espaços de artesanato vai Tá bonitinho exposto né quem expunha de fato os var os vara os varais né eram lá na na Europa Sim era nos varais de fato que é daí que vem o termo literatura de cordel né dessa foi usado esse Esse princípio para denominar o que a gente faz né porque a a forma de a forma de vender a forma de expressão ela é muito parecida é e o nome é sonoro é bonito né literatura de cordel uma coisa bonita uma coisa bonita literatura de cordel foi um bom nome Bon ficou bem né ficou ficou bem porque folheto era só folheto né folheto de poesia Popular né então acho que literator de cordel ficou mais elegante ficou marcante né inclusive você me contou um pouquinho antes que e para chamar atenção às vezes não se contava o final para que as pessoas quisessem comprar né isso cordel você vai contar geralmente você vai declamar até um certo ponto o ápice da história né quando ele chega no ponto alto E aí quando chega naquele momento você para e fala quem quiser saber o final da história aqui na minha mão custa tantos reais né e assim funciona viu ainda hoje funciona eu faço isso e funciona ainda e ainda é vendido lá dessa forma sim lá no no sertão é vendido assim nas feiras ainda tem nas lojas mas nas feiras são vendidos dessa mesma forma uma banca um declamador ali com com o Cordel na mão né e lendo a história e ali ele chega no momento que ele vai parar e as pessoas vão comprando né E aí você vai ter o Cordel do autor e vai ter os cordéis tradicionais que as pessoas compram tipo Pavão Misterioso Josina Menina Perdida Juvenal e o Dragão o cach que são histórias tradicionais sim são é que são histórias não são histórias muito antigas tradicionais do do do repertório do cordel né o cachorro o cachorro dos Mortos o soldado jogador que são histórias dos grandes escritores lá do começo do cordel né sim Então essas histórias ainda hoje vendem muito se você tiver né são domínio público né então muitas editoras particulares e e e pessoas Independentes imprimem esses cordéis para vender junto né com com a sua própria obra né Sim aí você mantém a tradição e também cria novas novas obras sim porque essas novas histórias são como se fosse aquelas novelas famosas né esses cordéis tradicionais assim você pega o pavão misterioso é linda a história do Pavão Misterioso né é uma é uma novela porque tem muitas estrofes então de vez em quando eu pego um cordão desse releio para para matar a saudade da história né porque são Histórias Fantásticas né assim o cordeu ele é muito ligado à oralidade e à ancestralidade e assim é Talvez seja aí o contador de história do Sertão é o cordelista porque ele tá sempre contando uma história ele tá sempre ou lendo ele decorou aquela história ele tá sempre ali narrando né fazendo essas narrativas isso é importante pra Cultura né pra cultura de um lugar manter essas tradições Então eu queria que você para encerrar esse bate-papo incrível Já declasse aquele que você fez com o seu pai justamente sobre isso né sobre as tradições Ah legal tempos modernos tempos modernos vamos lá então aqui esse cordel aqui foi Acho que foi um dos primeiros trabalhos que eu fiz que eu fiz com o meu pai né que a gente fez junto assim de fazer parceria né e e aqui e por que que a gente escreveu esse cordel até vou contar um pouquinho dele antes eu moro aqui eu né Eu moro aqui em Campinas e meu pai morava lá em Monteiro na minha cidade na Paraíba e a gente se falava praticamente todos os dias né a gente era bem era bem ligado Então a gente tem com a modernidade das Comunicações de de ferramentas de comunicação fica mais fácil né então a gente se falava todos os dias ali no no no celular ou no telefone mesmo e aí a gente estava falando pux o Cordel como é que vai não sei o que fala ah mas tá muito diferente né ah mas tem um lado bom mas tem um lado ruim e aí nós começamos a escrever uma poesia onde eu mandava uma estrofe para ele e ele mandava uma estrofe para mim então a gente escreveu esse cordel a quatro mãos mas de praticamente de improviso porque estando aqui e ele estando lá eu mandava uma estrofe ele mandava outra Ah que legal no no no na conversa lá de do do do no conversador como ele chamava né Vamos falar nesse conversador aqui foi feito pelo celular foi feito é pelo pelo pelo celular sensacional é vivemos no Novo Tempo notícias chegam num clique em questão de alguns segundos se alguém souber me explique morrerá nosso cordel essa Trama descomplique o Cordel ficou mais chique com uma nova roupagem trazendo novas ideias para ir a outra paragem levando facilidade à nossa camaradagem juntando-se à liberdade com prazer com alegria verso escrito de improviso letra música e Sinfonia amor saúde e Respeito cordel verso e poesia a escrita é uma magia lá dos tempos de outrora o Cordel nosso folclore de novo se revigora na internet seus versos correndo por mundo afora onde a poesia mora não tem porta e nem barreira é um lugar abstrato no País da brincadeira onde só quem é poeta ultrapassa essa fronteira e que se eternize o Cordel então né Samuel que se eternize o Cordel Eu acho que já tá eternizado né mas já tá já tá mas o poeta pode colocar em cheque sim pode mas sempre sempre que precisa sim mas a gente no final das contas a gente se rende né porque o essa nova forma de se divulgar deu mais espaço pra gente né então vou dar um exemplo quando noo an da pandemia o ano de 2020 e aquela todo mundo nas suas casas eu resolvi criar um canal né Aí eu criei um canal chamado cadeira poética por isso que eu tenho as cadeiras de balanço inclusive né porque lembrava das histórias do meu avô no YouTube é no YouTube cadeira poética esse canal eu comecei a postar uma poesia por dia no começo né aí depois de Uns 90 dias eu passei a fazer Dois por semana porque era muito complicado fazer as edições né hoje hoje esse canal tem umas 350 poesias lá tem coisas minhas tem coisas do meu pai tem coisas de grandes poetas então assim é uma forma de você fazer a sua poesia chegar mais longe sim chegar nas escolas então tem muitos professores que às vezes falam ah senel muito obrigado posso usar Tal Coisa falei pode porque é uma forma também da gente fazer servir de apoio para pra educação né sim então acho que é por aí usar as ferramentas a nosso favor a favor do cordel da cultura e de tudo mais né sim Exatamente isso Samuel muito obrigada por nos receber por compartilhar todas essas histórias que é a sua própria história de vida né Eu que agradeço demais a oportunidade fico muito sempre fico muito feliz quando as pessoas se interessam pela pelo nosso trabalho pela nossa Cultura né é uma poesia simples como né a gente diz é uma coisa simples é uma coisa muito popular Mas é uma coisa de muita importância pra nossa história e para e para uma sociedade de muita verdade né simim Muito obrigado OB eu te [Música] [Música] agradeço literatura de cordel é poesia popular é história contada em versos em estrofes a rimar escrit em papel comum feita para ler o cantar a capa log gravura trabalho de artesã e escupe em madeir um desenho com pção preparando a matriz para fazer [Música] reprodução mas pode ser um desenho uma foto uma pintura cujo título bem amostra resume a [Música] is de volta pro segundo bloco do Conexão cultural a gente já viu um pouquinho sobre cordel no primeiro bloco e agora a gente vai falar sobre dança inclusiva com a aia companhia de dança e eu estou aqui com o Márcio f e com a Ana Beatriz de Lima a Ana Beatriz é Bailarina e o Márcio é o fundador da companhia e vai explicar pra gente um pouquinho dessa história né Márcio e Ana muito obrigada por me receber recebeu conexão cultural aqui a gente que agradece é um prazer est aqui com com vocês né E poder falar um pouco desse trabalho que a gente tem realizado que é um tanto recente mas também muito significativo e já tá se tornando referência na cidade também nessa questão da dança em cadeira de rodas né a gente fundou a aia junto na verdade né e e agora esse ano no comecinho do ano porque a Ana é bailarina desde criança e ela sofreu uma lesão medular em 2022 Janeiro de 2022 nós tínhamos planos já de ter a nossa escola de dança nossa academia e essa situação eh meio que desestabilizou a gente teve que Reinventar a vida né E aí aí foi quando a gente conheceu a dança em cadeira de rola enquanto modalidade e a gente vem estudando aperfeiçoando nessa nessa área e a gente tem desenvolvido esse trabalho da aia que tem uma proposta eh de dança em cadeira de roda mais voltada também pra Cultura afro-brasileira né então a gente pratica dança em cadeira de roda que é uma modalidade específica eh pratica danças afros danças urbanas né o nosso forte é esse mas a Ana tem uma bagagem de dança muito anla assim de diversos estilos que ela pratica também a minha aprendizagem na cultura AF ela começa com a do mestre gato preto de Santo Amaro é uma linhagem de capoeira Angola tradicional né o mestre gato preto ele traz uma proposta de que a cultura AF ela tá tem várias manifestações interligadas então o capoeirista para ser um capoerista completo Ele precisa conhecer outras manifestações culturais como maculelê a dança afro o samba de roda a puxada de rede que são práticas culturais que os africanos preservaram aqui no Brasil né então escola de capoeiro Angola eu tive essa oportunidade de aprender muitas coisas como a percussão a dança AF e todas essas Essas manifestações culturais ligadas a capoeira então a área companhia de dança traz na sua essência essa proposta também de mesmo em cadeira de roda na verdade a gente tá disposto a receber pessoas com de todo os jeitos de todo tipo na sua diversidade humana na diversidade do corpo porque a gente acredita que todo o corpo dança todo o corpo pode dançar pode se movimentar de forma expressiva vai livre né e com sentimento Então essa é a proposta do nosso trabalho e aí cada um trouxe o seu nohow né a Ana trouxe essa bagagem do Balé do contemporâneo do clássico e integrou com essa cultura mais afro E aí vocês estão recebendo então pessoas que TM o interesse em participar da companhia isso desde o início do ano quando a gente Funda de fato a companhia a gente tem se dedicado a ter uma produção artística e cultural mas é um trabalho ainda só entre nós dois a gente pretende expandir isso para outras pessoas tem no município de Campinas tem muitas pessoas com deficiência eh tem muitas atividades esportivas para para pessoas com deficiência inclusive cadeirantes mas eh pouca oferta de arte e cultura sim e principalmente de dança então a gente tá querendo expandir isso para oferecer para outras pessoas existem outros trabalhos de dança cadeira de roda também no município mas agora em parceria com o Instituto de Artes aqui da Unicamp depart de artes cênicas e a partir de um projeto de pesquisa da professora Gina mong a gente vem oferecer um projeto de extensão para pessoas em cadeira de roda com mobilidade reduzida e pessoas idosas também que tem algum comprometimento motor para poder ter o prazer de dançar em primeiro lugar e descobrir o seu universo da dança ou se reconectar com o universo da dança também quem eventualmente já dançou e não está praticando no momento né mas também muito na perspectiva de fazer uma produção cultural de origem negra afro brasileira também como um posicionamento político de luta antirracista luta anticapacitista né a arte como também expressão política maravilhoso e ainda tendo contato com com esses com essas músicas né com esses movimentos como é que a gente chama são basicamente ritmos da cultura afro-brasileira então o iG Chá é um ritmo tradicional que tem origem na nas religiões de mat africana mas também utilizado em manifestações culturais como os afoché que são blocos afros eh da Bahia né fundados na Bahia Mas hoje tem no no Brasil todo aqui em Campinas tem bastante afoché também eh tem o ritmo do Barravento que também nasce dentro da da religião de matz africana e é utilizado em outras manifestações culturais como maculelê maculelê é uma dança que as pessoas pensam que só se toca o Congo de ouro que é um toque específico é um toque muito parecido com o funk tum tá tá tum tá mas toca-se também o Barra venta e também toca-se oje chá no no maculelê né e o samba de roda Então são ritmos afro-brasileiros todos eles e de origem de matriz africana nascem dentro do terreno mas também utilizados para outras manifestações culturais de origem Negra ou seja vindo pro aia também dá para conhecer tudo isso ter acesso a tudo isso porque à Às vezes a gente até ouve falar ou assistir uma apresentação mas não se imagina participando né e de repente você tem essa oportunidade né é o que a gente quer propiciar aqui pros participantes do projeto de extensão é uma vivência Cultural de matriz africana de Cultura Negra eh com o foco nas pessoas com deficiência com mobilidade reduzida com foco também em pvos excluídos corpos dissidentes Então são bem-vindas eh pessoas que fogem do padrão eh de um corpo ideal que a sociedade impõe são bem-vindas pessoas obesas pessoas trans eh pessoas de todas as etnias de todas as classes sociais a a nossa intenção é aqui tenha uma turma diversa né Eh e é do nosso interesse que tenha que a gente consiga trazer as pessoas em situação de vulnerabilidade de exclusão social para esse ambiente Universitário pessoas que às vezes nem conhecem esse lugar nunca teve acesso de chegar perto de se imaginar fazer aula dentro da Universidade então a gente pretende atingir esse público então a gente pede que os espectadores aí se atenta a isso divulgue chame as pessoas né que mesmo que morem em bairros distantes mas que procur uma forma de estar presente PR a gente se fortalecer enquanto uma comunidade artística né que que produz arte cultura e que luta também pelos nossos direitos e Ana queria que você falasse que a dança é para todo mundo com certeza você que tá há muitos anos já nessa caminhada né E como é que foi você teve que aprender os instrumentos também né o corpo já tava muito familiarizado acredito com todos os estilos né quem dança balé em alta performance acho que encara qualquer coisa né mas foi legal também essa questão musical de se aprofundar mais nesses ritmos que são brasileiros né você acha que é possível para qualquer pessoa pelo menos eh pentar tocar se aproximar é possível para todo mundo né E vocês competiram agora em Moji recentemente né vocês apresentaram o quê lá conta como é que foi a inscrição e a gente fez a inscrição foi um festival internacional de inverno de mogimirim é um festival que acontece já há muitos anos muito grande vem companhias de diversos lugares né Principalmente do interior paulista mas de outros lugares também é um campeonato internacional com juízes internacionais a gente competiu na modalidade de dupla adulto né como esse o nome dup é dupla dupo a gente competiu nessa modalidade e a gente conseguiu ganhar o terceiro lugar né pra gente foi uma vitória porque a gente realmente se dedicou muito a gente tem ensaiado muito estudado também e um pouco mais para aprofundar nossos conhecimento em dança principalmente na dança e cadeira de rodas e a nossa presença no festival acredito que trouxe um outro paradigma para Pro universo da arte da da Dança né a presença de pessoas bailarinos em cadeira de R em diversos e festivais modifica muito a visão Porque a produção passa a ser obrigada a pensar em acessibilidade não só para o público que vai assistir que muitas vezes o pessoal garante isso mas às vezes não se espera que haja um artista cadeirante então por exemplo tem muitos palcos que não tem acessibilidade para o palco não tem rampa para você chegar até o palco a gente já se apresentou em lugares que teve que subir no braço mesmo né então uma forma de ver as coisas de se organizar a sociedade que também tá se sendo mudada transformada aos poucos com ação das pessoas com deficiência em primeiro lugar mesmo que é um público também bastante ativo ao contrário do que muitas pessoas pensam né que o capacitismo faz as pessoas pensar que as pessoas com deficiência não são atores da própria história né pelo contrário eh A Ana fala pouco mas uma pessoa de muita atitude de do fazer né de fazer acontecer as coisas e aí a companhia de dança seria impossível sem a sem a presença e Ação a atitude dela assim de se dispor a tomar frente de certas coisas inclusive de coreografar de estar no palco né brilhando com um nível técnico muito alto de dança né Inclusive a o comentário dos juízes em momento algum eles eh falaram tocaram no assunto da deficiência o olhar dos juízes do festival né quando a gente recebe a devolutiva deles os comentários durante Porque durante apresentação eles vão fazendo alguns comentários depois eles enviam a gravação pra gente né eles deram um parecer muito satisfatório pra gente no sentido de que eles realmente teve um olhar pra produção artística pra técnica em dança então eles elogiaram muito a postura em palco a sincronia da dupla a coreografia em si deram sugestões pra melhoria da da coreografia e e não tocaram no assunto da deficiência né Eu acho isso muito importante porque existe um foco muito grande quando vai se falar em pessoa com deficiência na deficiência então sempre é muito comum as pessoas nos chamarem para falar sobre superação sobre acessibilidade e a gente quer falar sobre arte gente quer falar sobre uma produção artística Viva Real intensa de qualidade né que as pessoas com deficiência fazem né não é só questão de acessibilidade né não é uma pauta única que as pessoas com deficiência tem para trazer sim então o trabalho da aia tem essa proposta também de apresentar as pessoas com deficiência na sua potencialidade artística da expressão humana criativa né para muito para além dos limites que a deficiência impõe S eh e superando as barreiras que a sociedade a sociedade sem deficiente impõe para É com certeza Às vez a pessoa acha que tá velha demais para começar a dançar ou que não tem o peso adequado né Ana só Se permitir na verdade né e tem um pouco a ver com o nome do também né que eu perguntei para vocês mais cedo queria que você falasse um pouco do nome O que que significa e aia é um símbolo adcra que é uma forma de escrita africana a partir de símbolos que trazem valores né então aia é simbolizado esse pequeno desenho em cima do nosso logotipo né que é o símbolo do maçam mambaia da folha do maçam mambaia que é uma planta resistente que nasce em lugares mais secos né áridos então o valor que que esse símbolo nos traz é da resistência da resiliência da superação de obstáculos né Eh e quando a gente também conversa sobre superação a gente fala sobre a superação das dificuldades que a vida nos impõe de uma maneira geral a deficiência no nosso entendimento isso A Ana me ensina muito que a deficiência não é a a deficiência que deve ser superada mas as barreiras que a sociedade impõe diante dessas deficiências que as pessoas têm né Eh Então esse é o seu o nome e assim tem um significado também muito emocional pra gente tem uma memória afetiva muito grande da presença de samamba no nossos Quintais quando a gente era criança a gente trocando se conhecendo da história de vida de cada um né Tem uma memória muito forte assim da Samambaias pelo quintal e as mães verdes grandes né floridas tratadas com muito carinho com muito afeto pelas mães da s e como é que tá o planejamento de vocês até o final do ano tem essas inscrições vonte esse essa turma de danças negras quer falar da agenda até a final do ano pra gente nossa tem bastante quer falar você agora tem bastante coisa como eu falei no primeiro semestre foi um período intenso de criação de ensaio e apresentações a gente conseguiu aparecer bastante no município se tornar um tanto conhecido tem muitas pessoas nos procurando já como uma referência de um trabalho artístico para pessoas com deficiência E aí a partir dessa parceria com o departamento de artes cênicas aqui da Unicamp a gente consegue ter uma estrutura mínima para acolher outras pessoas e compartilhar esse trabalho então a primeira grande tarefa é conseguir trazer um público eh principalmente de pessoas cadeirantes mas também pessoas idosas com mobilidade reduzida pra gente fazer essa produção de estudo e pesquisa em artes para esse público específico eh a gente tá se preparando desde o começo do ano eh para participar do campeonato nacional de para dança que é uma modalidade esportiva da dança ela é praticamente uma adaptação da dança esportiva que é razoavelmente recente no Brasil é muito tradicional na Europa né mas a dança esportiva em cadeira de roda começa no pós-guerra na Europa que já tem essa cultura da dança esportiva e no Brasil ela chega enquanto modalidade esportiva só no ano de 2000 através de uma pesquisa que inicia aqui na Unicamp né de uma professora que hoje leciona na federal do de de Fora a gente fez o curso de extensão na nessa Universidade sobre dança em cadeira de roda onde a gente adquiriu bastante conhecimento técnico histórico da da Dança esportiva e hoje a gente é associado à solidaria dança que é arte cultura que é um um trabalho cultural que também dedicado a pessoas com deficiência tem um corpo de baile de pessoas cadeirantes muito grande muito potente muito rico assim com nível técnico é muito alto né se apresentaram aqui no Castro Mendes no dia 26 de Maio a gente abriu o espetáculo deles com os convidados essa honra né e é uma grande inspiração pra gente para muitas pessoas no no país através dessa Associação ao solidária dança a gente se filia ao Conselho Nacional de para dança e estamos aí se preparando pro campeonato nacional aí para isso a gente tem movimentado uma vaquinha online uma campanha para arrecadar os fundos porque não temos nenhum tipo de Patrocínio a gente não tem nenhum tipo de apoio tudo que a gente faz é na raça é na vontade na coragem com muito amor e dedicação As Nossas camisetas mesmo isso aqui foi um trabalho que eu fiz de molde vazado eu cortei no no na folha de papelão pintei com a mão pra gente ter o nosso uniforme é a gente faz de tudo um pouco assim né e a Ana precisa de uma cadeira especial que é pra dança né que essa que ela tá utilizando é pro basquete né foi adaptada e ela tem condicionamento físico consegue maravilhosamente bem mas tem uma cadeira certa para ela né Sim uhum É a gente gostaria inclusive de agradecer a HD Camp que é um grupo de basquete aqui de campinas né de que eles competem em alto rendimento nos campeonatos nacionais e internacionais um trabalho de muita qualidade que ela é atleta também da de b então por isso que a gente conseguiu essa essa parceria desse empréstimo sem essa cadeira para ensaiar seria Impossível a gente tá realizando o trabalho que a gente tá realizando nesse momento Mas de fato a gente precisa de uma cadeira específica de dança porque essa tem um modelo específico para o basquete tem atende as necessidades do basquete e nem todas as necessidades da dança B quem quiser saber da vaquinha e para saber da vaquinha pode acessar o nosso a nossa página no Instagram que é muito fácil é aia com y pon danca que seria a dança sem o sidil então aia pon danca e lá na Bill tem o link da vaquinha o link também de descrição do projeto de extensão aqui e muito material nosso dançando nos palcos da vida aí que nos lugares que a dá para curtir um pouquinho né só pra gente entender o que a gente assistiu aqui foi um pouquinho de do espetáculo focado mais nas danças negras e teve uma valsa também teve samba de roda né Sim a gente mostrou um pouco mais do trabalho artístico que é o que tá mais desenvolvido tá mais consolidado né E a nossa proposta principal também no momento eh que a gente é uma performance que a gente tem circulado em diversos espaços chama quem Apaga o fogo e a água que fala da da relação eh de um de um casal também os conflitos que acontecem entre esse casal e diversas formas de de convivência né Eh mas a gente mostrou um pouco também tamb da valsa lenta que é um dos estilos da dança esportiva e em cadeira de rodas que a gente tá se preparando para ainda estamos num processo eh criação mesmo é muito mais de aprendizado também porque eh a gente é tem tem todos os critérios movimentos obrigatórios e existe uma técnica específica como a gente não tem esse Patrocínio a gente tem que ensaiar muitas vezes em condições precárias né não é todo dia que a gente tem esse espaço aberto aqui no Instituto de Artes então gente ensaiar em praças em espaços culturais que eventualmente abrem espaços pra gente eh também a falta da cadeira impede o desenvolvimento da técnica também então a gente tá dando o nosso máximo o festival de de Mogi foi assim a a confirmação de que a gente tá no caminho certo que a gente realmente conseguiu sair de lá com uma premiação então a gente tá muito com confiante de que no campeonato nacional a gente vai trazer uma medalha para Campinas que somos os únicos representantes do município no momento e por isso também estamos com o projeto de extensão porque a gente não quer ser os únicos pro resto da vida a gente quer que isso cresça muito aqui na cidade de Campinas essa companhia se multiplique né tem muitos elementos aí vocês tem muita coisa para compartilhar é justo né a gente tem oferecido também né a as apresentações Então as escolas instituições eh espaços culturais produtoras de evento nos convidam para fazer as apresentações ou seja querendo contratá-los é só entrar lá no aia com y PDCA que eles estão disponíveis aí né só achar uma agenda disp não só para apresentações mas também para formação de professores eu sou educador há mais de 20 anos tenho mestrado em educação e trabalho com as questões de educação antirracista educação inclusiva então é um trabalho também que faz parte do daa companhia de dança um trabalho de pesquisa estudo não só da arte em si mas das questões que estão sociais e políticas que a arte dialogue que pode contribuir também PR as transformações sociais com certeza a expressão em todos os sentidos né artística social cívica né Queria agradecer demais vocês terem recebido a gente aqui compartilhado a história né Y