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Conexão Cultural | Coração sertanejo
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Conexão Cultural | Coração sertanejo

129 views Publicado 23/02/2025 HD · 46:18

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E no Conexão Cultural de hoje a gente vai falar de um gênero musical que é o querido do Brasil, doiapó que é o chui, que retrata muito bem a vida dos nossos antepassados no campo, aquela vida dura, mas cheia de poesia e que com o passar do tempo também ganhou umas pitadas mais Picantes e de sofrência A gente vai falar do coração sertanejo E aqui em Campinas com essa dupla Luiz Miguel e Daniel Que estão arrebentando E vão contar a história deles pra gente Compartilhar um pouco dessa música Que é tão querida do nosso país Muito obrigada pela presença aqui no Conexão Cultural Oi, toda nossa Agradecemos, bom dia, boa tarde, boa noite Espero os espectadores aí Pra nós é uma honra estar presente Falando justamente da Famosa música sertaneja Que a gente ama de paixão E é aquilo que você disse Fala do campo, fala da sofrência Fala dos temas atuais Aquele que todo mundo se conecta Todos os assuntos E vocês vieram do Paraná Pequenininhos, começaram a tocar Queria que vocês contassem um pouquinho dessa história Eu vou deixar o meu irmão que era mais velho Não parece, mas ele é mais velho A gente não chamou de velho A gente veio A gente veio pra Campinas É natural para nós Eu sou de Assis, Chateaubriand Minha mãe é de Pato Branco, meu pai é de Nova Aurora E meu irmão nasceu em Toledo E a gente Eu vivi a maior parte da minha infância Em Toledo, a gente saiu de lá Eu tinha nove anos E veio pra cá O teto da música Porque o meu tio Que cantava com meu pai Quando meninos Tinha vindo primeiro pra São Paulo e tal. E ligou pro meu pai e falou, ó, vem pra cá, que aqui tem mais oportunidades e tal. E a gente botou a dupla aqui. E meu pai, em busca do sonho da música, em 93 a gente chegou. Que legal. E cantou umas. E aí eles cantaram por alguns anos, acabou que não deu certo. E... Eles fizeram a dupla por uns dois anos. E aí com 11 anos eu comecei a cantar com meu pai. Caramba, que legal. E foi assim, natural, porque a gente sempre, sempre ouviu músicas o tio inteiro em casa e um dia eu fui com ele, em um dos barzinhos que ele tocava com uma caravana eles faziam caravana dos artistas aqui na época, tinha um rapaz muito gente boa, dei um abraço pra ele Monte Valério, nosso amigo ele fazia uma caravana com vários artistas e ia para os bares, para os clubes e uma vez eu fui junto e quando foi lá com as 11 da noite eu já estava dormindo na caminhonete pra eu ir pro motel é que ela dormia e aí ele me chamou e falou assim se você cantar uma música que seu pai, meu pai tava cantando na aula eu te dou 5 reais pra você comprar doce gente, 5 reais, vocês não tem noção do tanto de doce que dava na época não tem ideia, garantiu um ano não, eu te digo pra vocês um doce custava 5 centavos 10 centavos, eu te digo 5 reais pra criança comer doce eu nem quis saber o que eu tinha que fazer, eu só entendi 5 reais pra comer doce sobe e canta e aí eu subi no palco, meu pai tava cantando eu peguei o microfone eu lembro a música aquela do, eu não lembro o artista agora acho que é o Giovanni de que país nasceu você de que planeta você veio você chegou com tantos embargos me pegou de estalho e me acertou no cheiro e eu sabia todas as músicas porque eu ouvia o tempo todo meu pai ficou olhando pra mim assim ele nunca tinha me visto cantar aí a partir do outro dia cantei essa música ganhei o cincão é doce no outro dia assim que a gente acordou ele e chamou vem cá que isso que eu mais só para cá é só cantar essa aí puxou né Tem festa de rodeio Não dá pra ficar parado Aí eu cantei essa inteirinha. Ficou belezão, hein? Repertório. Notando, ficar notando. Qual outra você sabe? Na época era a gente chorou, estourava. É bailão, é rodeio É festa de rodeio Também tô no meio E eu fui escrevendo. Aí tem uma do Trio Paradadura. Se não vou lembrar agora. Hoje foi boca a boca, mas valeu a pena. Quem fez boca a boca foi aquela pequena. Ah, eu lembro. E depois de tudo quis me namorar. Outro sucesso da época, ele foi anotado, eu tô uma seis. E eu comecei a partir daquele dia e todo o show eu ia correr. E era prazeroso já? Demais. Só ficava bravo quando era de domingo e eu tava jogando bola. Aí me tirava do jogo de bola e foi cantar. Aí tinha que dar doce. Ficava bravo. Tinha que comprar uns doces. e nunca mais parei nunca mais parou nunca mais aí foi aumentando o repertório tinha 11 né com 14 anos ele me fez a gente me deu um teclado na época que fez muito sucesso Frank Aguiar uma galera do teclado ele me deu um e eu comecei a aprender sozinho sozinho ao te dar eu fui aprendendo aprendendo aprendendo com 14 a gente fazia os bailes porró da época que legal eu fazia foi em 14 anos. Já não era caravana, já fazia show sozinho naquela época, era hora pra caramba, era 4, 5 horas de show. É aquela que nós falamos, cantar até aprender. Cantar até aprender. Não aprendendo até hoje. Estão aprendendo todo dia, né? Isso aí foi, foi, foi. A gente mudou pro Paraná de volta. Em 99, a gente volta. A gente tinha só de viver na nossa terra. Só que eu já tinha acostumado aqui com essa agitação das cidades grandes. E as oportunidades que tem aqui. Aí a gente voltou, ficou um ano lá, não deu certo. Aí eu fui até trabalhar em serviço pesado. O negócio de arrancar mandioca não é fácil, não. Dá até febre a noite. Eu tinha já meus 16 6 anos. E o problema é que lá no Paraná, né, porque a terra lá é roxa, né, a terra. Então, os pés de mandioca, não dá que as mandioca que nem mim. Nossa, é. É pesado. Sim. Na verdade, o trabalho, você vê que ele não é tão pesado. Na repetição, né. É. Você faz um agachamento, segura o tronco, agacha o dia inteiro. Aí você pesa a academia da vida toda. no final do dia eu pesava 10 quilos e tava pesando 60 no primeiro dia deu febre quase 39 de febre 16 anos, nunca tinha trabalhado pesado mas queria os pilas pra ir no na festa juninho na fermeça aí pensava numa festa com carro mudioca namorar já ela precisava ver os menininhos aí meu pai falou, não, vamos voltar 2000, em junho de 2000 a gente volta com a Bambini estamos aí até hoje e daí nessa época a gente voltou a gente entra numa banda de baile mesmo, a gente para de fazer sozinhos e entra numa banda de baile começa a tocar em vários clubes e tal, e tal, com os dois anos meu pai não gosta ele gosta de um boda que tem uma sertanejão aí ele diz ele sai, fica aí, eu falei, não vou sair não vou ficar por aqui eu vi a porra, né, de ele E aí eu fiquei Meu pai saiu e montou uma dupla De moda de viola Inclusive foi quando ele começa a tocar aqui Onde a gente está gravando Que legal Um abraço O Daniel Zabinda A gente já tem uma amizade de mais de 15 anos Tem uma história Tem uma história Aí eles começam a fazer Esses restaurantes grandes As casas de moda de viola mesmo Tipo assim, não podia caminhar de 90 para cima. Ah, de 1990 é proibido. Para a parte. De 90 para a parte na época. E só que as motos eram cruas. E passou um tempinho, já tinha... Já estava maior, eu vou deixar ele entrar na história agora. Quando ele monta a dupla com o Cidal Caeiro, meu pai, o Serenal. O Cidal Caeiro já é saudoso, né? Ele se abrace na família, ele se dá na cadeira. que é um dos responsáveis por eu tocar violão, né? Aí eu entro na história que meu pai pedia pra mim copiar. Eu tinha 12, 13 anos na época. Pedia pra mim copiar as letras. Porque na época eu não tinha computador ainda em casa. Então era tudo na mão, né? Aqui tem na caneta. E as músicas de João Carreiros, todas elas são histórias, né? A maioria, né? E foram-se muito cumpridas. Meu pai falava, filho, o pai demora muito pra escrever. E você que escreve rápido, faz as letras pra mim. Na verdade, era preguiça, né? Sem assistir, né? Não, o Molecão Novo, o Molecão Novo, tudo aí. Pô, ó, já sacanei. Sem querer querendo, né, que diz o Chaves, eu copiando as músicas, eu me apaixonei pelo Tião Carreiro. Porque é isso. Quando você decora, praticamente, quando você copia. Não é mais Molecão Novo, né? E é poético, né? É poético pra querer. Então, eu copiei mais de 100 músicas do Tião Carreiro. E aí, Um dia, meu tio, que não tinha dado certo a tuba, sempre morou próximo da gente, né, e ele falou pro meu pai, que eu vou comprar uma viola, que meu pai montou tudo de viola e meu tio também gosta muito, né. Aí ele comprou uma viola, você me ajuda a afinar, porque eu não conheço, né, conheci o instrumento, conheci a violão. E levaram a viola em casa, e aí levaram em casa e afinaram a viola. no dia que afinou, aí eu, sabe, senti um negócio diferente, não dá para explicar, eu falo que a viola tem um poder divino, né, de conexão, né, e aí, eu falei para o pai, pai, esse instrumento, o cara querendo tocar viola, né, e eu já tocava um pouquinho de violão, ganhava, com a gente é contado né Ah eu vim tava encostado em essa viola me encantei aí nisso você dá um carreiro salve Deus louco não meu pai falou que não tinha dinheiro para comprar aí ele fosse não sereno é será nome de artista né meu é não sei eu vou eu vou pegar uma viola velha que eu tenho em casa eu vou dar para você aprender E aí eu tenho nossa não é para você aí daí a o meu pai pegou a vela sem ser porque pensa na comida aí outro outro dia ficou para cor meu pai comprou corda chegou em casa e colocou as cordas e afinou aí comecei a fazer tinha 13 13 anos por aí 14 13 14 sozinho também sozinho é o cidão caído passavam as dicas para uma coisa que eu não entendia muito que na época não tinha hoje em dia você entra na em curso tem curso tem tem arquitetura, tem notas para você fazer, tudo aonde vai os dedos, antigamente era na raça, mas o ouvido musical que vocês tinham também ajudou demais, e aí como eu tocava o violão, eu pegava a nota do violão e transferia para o violão, aí eu trouxerei para o violão, que dá essa sonoridade lá. Encontra aí. Então, fui fazendo isso. Meio trabalho de forneguinha, né? Mas aí acabou que oito meses depois, já fiz o primeiro show com meu pai. Caramba. Fui ensinar o carreiro no podinho no show. E aí eu falei, meu pai, vou fazer já tocando viola já. Então essa tríade aí, pai e filhos, ela funcionou muito bem, né? Quando encontra em casa, o que vocês tocam? Não tocam. Não tocam? Muito rápido. Geralmente não, só quando as vezes tem algum convidado, algum amigo, também, que aí faz uma roda de viola mesmo. Chega um momento lá que o cara fala, pega um violão para fazer uma, aí o cara começa, aí você anima, né? Aí um amigo puxa uma moda, aí você fecha outra. É porque assim, de graça, já viu? A gente trabalha bastante, a gente ainda é bem cansado. Às vezes quando você tem esse momento de lazer, você dá uma preservada na carminhada. Ah, tem isso, né? Agora a gente não gosta. E realmente, o descansar é você falar baixo. E até fiquei surpresa que vocês fazem primeira, segunda e terceira voz, os dois. É. Cada um sabe fazer as três vozes. Foi uma estratégia, né? Foi uma estratégia. E teve um tempo que daí, fazer um monte, pô. Vai terminar a parte 30, 32, tem época. De um mês? Na banda, na época eu aprendi viola, aí meu irmão falou, ó, então ainda é uma banda aí, aprende guitarra agora. Eu falei, mas eu não sei, um dia eu peguei ele, o Cubo, ele era novinho, só 13, 13, 14, é, minha idade, aí, peguei o Cubo, a guitarra, coloquei, a gente é carro, né, eu ia topar de ônibus, não precisava levar nada, né, esse dia, me levou a guitarra aí, foi o ônibus e fomos, chegou lá, ligamos o Cubo pra ele, montou ele pra lá, e ele, mas o que que eu vou fazer, eu vou se virar? Só que eu sabia que não ia para o público. A gente ligou o cubo para ele, pegou o cabo, botou na mesa, passou o som e botou. Só que eu não sabia. É feito placebo, né? Ele não sabia, então ele tava tocando para ele, se ele arrase o público ele não ia ouvir, mas era porque ele Caramba. E o que você jogou mais? Eu vou te falar. Eu vou te falar. Cada um pegou 10 reais. Na época, eu simbolizo e sim, freio. Nessa época. 10 reais cada um, deu 30 reais, né? 30 reais. 30 reais. Foi seu doce. O doce, nessa 30 reais, na época, eu falei... Minha nossa. Não, você tem que ter noção. Eu vou te explicar. Eu errei na escola. Eu vou te explicar em dias atuais. Em rodízio, completo. Canha, coração azul e cocitas mais. Estava 12 reais, né? É. Nossa. Nossa, 30 venceu na vida É muito dinheiro Então é assim que a arquitetura ganha dinheiro É? Ah, então vamos, né? Então vamos fazer uma música Pra o pessoal ver Meu ex-amor Se não for pedir muito Muito, traga outra chance pela última vez Ouça os apelos de quem lanchar Porque seu ex agora não quer ser mais ex Passe comigo um final de semana Em uma cabana presa em meus abraços E até duvido que segunda-feira, você ainda queira dormir em outros laços. E até duvido que segunda-feira, você ainda queira dormir em outros laços. Como um geólogo do seu coração Desde que eu deixe seu corpo sem véu Me ponha solto num quarto trancado Eu faço um pecado que nos leva aos céus Depois da volta na troca de afeto No seu alfabeto eu vou dar a você E ainda tem surpresa que eu sou bom Quando eu marco a ponta no seu ponto G E ainda tem surpresa que eu sou bom Quando eu marco a ponta no seu ponto G Sinta meu gosto se aquecer meu corpo Receba o título de minha mulher Tornar possível ou quase impossível Só será possível se você quiser Juro por Deus que se eu ouvir um sim Você será por mim eternamente amada Eu sei de muito e se eu quiser com calma Até a sua alma fica apaixonada Eu sei de muito e se eu quiser com calma Até a sua alma fica apaixonada Vou aproveitar e vou dedicar para o meu pai Porque ele adora essa música José Dias Um abraço, essa moda foi especial para você Foi golaço, hein pai E meninos A gente consegue dividir o sertanejo Em raiz, clássico E universitário Consegue, consegue A música raiz é a precursora De tudo, o sertanejo está onde está Por causa da música raiz Tanto é que Algumas canções que eram raiz Se não me engano O Pagode de Brasília foi de 1959 1959? Essa aqui Quem tem mulher que namora Quem tem burro e vaca Cantou Quem tem a roça No mar que me chama Que o rei cantou Essa daqui foi gravada em 1959, então ela não achou até hoje. Que legal. Está no show de muitos artistas sertanejos até hoje. O instrumento que iniciou junto com o movimento sertanejo raiz foi a viola. Sim. Antes de Tião Carreiro ainda, a viola já era utilizada pelas duplas que antecederam o Tião. E quem criou esse estilo de pagode de viola foi o próprio Tião Carreiro. Por isso eles têm o título de Os Criadores e Reis do Pagode Porque tinha um carreiro que criou É bate cruzado, né? O violão bate assim E a viola cruza com o violão E é bom Faz diferença do outro Então, essa é realmente as nossas raízes Por isso eu tenho a mesma raiz E aí vem subindo Só que daí tinha muito preconceito Na época a música sertaneja só tocava em AM Não tocava em FM Então tinha muito preconceito E a galera do sítio começou a migrar para os grandes centros Eu acho que os galos gostam de sertanejo Começou a migrar para os grandes centros Eu assisti o documento que eu coloquei A vida do Chitão de Chororó José Ederval na internet Eu li inteirinho o dia Gosto pouco dos homens E ali foi uma aula Porque eles falavam Que do sertanejo raiz Para virar esse clássico Que a gente chama de clássico dos anos 80, 90 A galera começou a modernizar Para poder atingir os grandes centros Urbanizar um pouco Isso, para poder urbanizar Até no seriado que eu assisti O Chitão e o Choró tocando no interior E no final do show No meio do show, não lembro antes do show Eles vão no estacionamento pra ver a placa Dos carros de onde tava vindo Tanta gente São Paulo, capital São Paulo, capital No interior de São Paulo Porque São Paulo tem essa veia muito grande Do campo O caboclo Aí Aí onde o sertanejo começa a dar aquela modernizada Eu acho muito bonito do Chitral do Chororó Que eles brigaram Por essa modernidade Mas eles nunca deixaram de ser raiz Tanto é que eles regravaram aquela que a gente gosta Eles fizeram ela Ela é uma música raiz Só que eles gravaram essa Com o português correto E alguns anos depois Eles regravam ela Com o chitanejo Meus cantantes O que eu visto Não é lindo Ando em pé De pés no chão E o cantar De um passarinho É pra mim Uma canção Vivo com a poeira Da enxada Entranhada no nariz Trago a roça bem plantada Pra servir o meu país Sou Sou desse jeito e no mundo Na roça nós tem de tudo E a vida não é mentira Sou Sou livre e feito um regado Eu sou um bicho do mato Me orgulho de ser caipira Eita, como não se conectar com isso, né? Eles regravaram ela e colocaram o Caipira cantando mesmo. Eles falaram, um tempo atrás a gente gravou ela, que queria mostrar que o Caipira... O Caipira é tudo de bom, né? É de verdade. Então, aí vai se tornando esse clássico. De evidência, Fio de Cabelo, a primeira música a tocar nas FM's. E aí começa esse movimento sertanejo romântico, dos anos 80, 90. Aí vem Zezé, Leandro e Leonardo. Zé Rico, Trio Paraná Dura. nas suas músicas românticas, o telefone muito é uma das maiores, né? Eu quero que risque meu nome da sua agenda. Pra você ver que o sertanejo sempre, ele sempre, todas as eras dele, ele sempre estava atual, na atualidade. Eu quero que risque meu nome da sua agenda. Esqueça o meu telefone e não me ligue mais. Então eles aproveitavam e hoje se fala de rede social, De internet, de Instagram Mas a galera, às vezes, critica Mas o sertanejo sempre teve Evidência por isso Sempre atualiza os assuntos Hoje é cancela e bloqueia, mas era a mesma coisa É que são as dores humanas Telefone mudo não pode chamar Se eu te bloquear, você não pode falar comigo É, vai deixar mudo Acabei de responder agora O sertanejo universitário Atual Como em todas as épocas, teve muita música boa teve alguns nem tanto, e hoje é do mesmo jeito, tem muita música boa hoje, uma das que eu mais gosto, que estourou há pouco tempo, estourou mesmo, né, do Leopoldo Cochuí Você com raiva me atacando e eu só com um beijo doutor Você sabe que a gente não tem mora pra lhe dar longe um do louco É boa demais, né? Gente, eu tô cantando de manhã, é difícil Mas tá bom, tá bom E tem música nova vindo? Tem, graças a Deus Olha, a gente, graças a Deus No ano de 2022 A gente teve o privilégio de gravar o nosso primeiro DVD A gente teve participação especial Dos nossos amigos Guilherme e Benuto Do grupo Sem Desenho também E do nosso pai Participou com a gente A gente fez uma surpresa Ele nem sabia que ia participar Então desse DVD a gente já lançou Primeiro EP, que já está disponível em todas as plataformas digitais Luiz Miguel e Daniel ao vivo em Campinas E desse EP tem a música Pensamento Nada a Ver Que é a gravação que a gente fez com Guilherme Benuto E pode puxar um pedacinho para vocês verem? Vai ser inédita, gente! O grau bateu forte demais E veio uma água com gás É que eu já tô no ponto de voltar atrás Cada nome que eu vou dando Eu vou te sorrindo O meu orgulho inabalável já tá abalando É só eu tomar uma que eu já quero pegar Quem me fez sofrer, ó, com os pensamentos nada a ver Tô querendo de volta um problema que acabei de resolver Com os pensamentos nada a ver É só eu tomar uma que eu já quero pegar Quem me fez sofrer, ó, com os pensamentos nada a ver Querendo de volta um problema que acabei de resolver Os pensamentos nada a ver Os pensamentos nada a ver E aí fica a pergunta, quem nunca na gente? Às vezes toma uma É, às vezes nem precisa tomar uma, né? Nem. Pois é. Na solidão da noite, você já pega o telefone e liga. Ou manda um zap, né? Também, hoje em dia, né? Meninos, eu quero agradecer demais essa história que vocês compartilharam com a gente, esse sucesso que seja cada vez mais brilhante. E deixem as redes sociais para quem quiser acompanhar e ainda não conhece o trabalho de vocês. Olha, é facinho de achar, é Luiz Miguel e Daniel, Luiz com Z, tá bom, gente? Luiz Miguel e Daniel, a gente tá em todas as plataformas de música, né? Como Spotify, Deezer, Apple Music, todas as plataformas musicais e todas as redes sociais também. Luiz Miguel e Daniel, Luiz com Z, vocês acham a gente em todas, tá bom? YouTube, Instagram, Facebook, todas as plataformas. Será as mais precisas? Ah não, será as mais básicas. Maravilha, muito obrigada Vocês querem deixar uma palhinha aí pra gente? Mais alguma? Vamos fazer uma gravação com o pai? Um pedacinho? Como a gente não é fã muito do Slay e Choró A gente gravou essa música com o pai Pra homenagear a mãe que estava presente na gravação Ah, que legal Vamos fazer o próximo Pegue a viola E a zanfona que eu tocava Deixe o pulo de café em cima do fogão Fogão de lenha e uma verde na varanda Arrume tudo, mãe querida O seu filho vai voltar De volta para o Conexão Cultural desta semana, falando sobre corações sertanejos. Agora mostrando um pouquinho da cena feminina em Campinas. A gente está aqui com a Micaele Matias, que trouxe o Rafa Silva para acompanhar as canções também. Muito obrigada por nos receber aqui no Fox. Eu que agradeço, comente. Muito obrigada. E eu queria que você começasse contando para a gente qual foi a sua trajetória. Como é que você ingressou no mundo sertanejo, que era um mundo mais masculino, apesar de ter a Velha Guarda, das Irmãs Galvão, de toda essa galera que fez história também, tinha muito mais homens do que mulheres, né? Sim, sempre foi um cenário muito masculino, mas assim, eu desde sempre me vejo sertaneja, eu sempre amei a música, eu tinha 3 aninhos, eu já cantava Evidências inteira, toda a minha família já me identificava com o sertanejo, eu sou cearense, lá o forte é forró, mas eu sempre cresci ouvindo ali o clássico de São José de Chororó, Zezé de Camargo Luciano, eu cresci rodeada pelo sertanejo. E aí foram surgindo oportunidades, né? A vida foi passando e eu tive a oportunidade de ingressar na música e era o que estava no meu coração, assim, não tinha outro estilo para eu seguir se não fosse a sertaneja. Eu ia te perguntar, mas eu acho que você já respondeu, se você faria outra coisa, não sei se é cantora, mas acho que não, né? Eu amo cantar, mas hoje eu atuo em dois trabalhos. Eu também atuo no segundo emprego, então eu trabalho com publicidade, mas a música é a música, né? Que legal, é porque a música já estava em você, não precisou de muito esforço nesse sentido, era a vocação, né? Exatamente. E tem uma que você fala, não, essa daí me representa, já falou da Evidências, não sei se ela continua sendo sua menininha dos olhos. Olha, é difícil até elencar qual é a minha preferida, porque eu amo, assim, você falar, canta, canta Zezé, Canta Chitãozinho Chororó, Milionários é Rico. E a gente vai indo, vai indo. Já vi que as clássicas têm um lugar especial aí. Eu gosto muito das atuais também. Tá no auge, tá no topo. Maior e Maraíza, Marília Mendonça, que é saudosa, Marília. Simone Mendes. Eu amo a própria Ana Castela. Eu gosto muito, mas o sertanejo clássico, que tem aquelas letras tão bonitas que tocam o coração, elas me ganham de um jeito diferente. São muito poéticas, né? São, são. Tem alguma que você gostaria de tocar aí pra gente, pra gente começar a aquecer os motores? Bora, vamos fazer um Zezé? Já falei tudo no Zezé. O medo de falar Pra não te perder Vou me declarar Mundo de saudade quando você some Dá uma vontade de gritar teu nome Quase uma loucura, uma obsessão Pra me sentir feliz só tem uma saída Ver você ficar de vez na minha vida Perto dos meus olhos e do coração Eu te amo Eu preciso te dizer Todo dia, toda noite O meu sonho é você Eu te amo É paixão que não tem fim Tô a vida por um beijo e quero ter você pra mim Tô a vida por um beijo e quero ter você pra mim Ai, eu não sei você que tá assistindo, mas eu tô arrupiada com você, gente Muzerão forte, senhor Obrigada Mas, Micaele, você também passou por outros estilos, né? Já fiz bastante, trouxe alguns outros estilos para incrementar o show, né? Mas a gente está ali para alegrar todo o público. Então, às vezes, tem uma pessoa que curte um pop rock. Então, eu costumo trazer, às vezes, um pouquinho dessas essências ali, uma pincelada, para que todo mundo saia feliz, entendeu? O objetivo é fazer o público feliz. Então, às vezes, eu fazia alguns outros estilos. Tem show que eu coloco, tem show que eu não coloco. vai muito de acordo com o que está sendo contratado e quem está assistindo. E acho que enriquece também, que a gente não consegue desver aquilo que a gente já viu, então tem uma coisa ou outra que vai mesclando e vai enriquecendo cada vez mais a música. Acho que a gente vê essa transformação ao longo dos anos na música sertaneja, e eu queria saber quais são as mulheres que te marcaram, se essas mulheres antigas também marcaram a sua trajetória musical, Antigas que a gente fala Que não é desse movimento sertanejo universitário Longe de mim fazer etarismo Mas das irmãs Galvão E essa galera que realmente Fez histórias Roberta Miranda, incrível Perfeita até hoje Uma baita compositora Excelente A própria Paula Fernandes Que também é no meio termo A gente não vai fazer etarismo Mas ela está ali Não é dessa leva de agora Mas eu gosto muito do trabalho dela Seria um estilo mais melódico Entre o sertanejo universitário e o clássico Sim, é isso Eu gosto bastante Que é uma coisa que traz bastante essa raiz Porque o sertanejo universitário Ele fala muito dessa questão amorosa Da paixão, seria isso? Eu acho que o sertanejo universitário Ele brinca com muitas Muitas vertentes Então a gente tem a cachaça A gente tem o chifre A gente tem tudo A paquera A paquera, tem tudo, tem a pegação, né? Mas eu gosto muito da linha melódica, apaixonada Eu tenho assim Ah, que legal Tem alguma que você gostaria de cantar? De uma dessas mulheres, assim? Acho que a gente pode fazer Paula Fernandes Vai se entregar pra mim Como a primeira vez A delirar de amor Sentir o meu calor Vai me ter teu ser Sou um pássaro de flor E tudo ao teu ouvido Vou ganhar nesse jogo Te amando feito E o amor bandido Minha alma viajante Coração independente Por você Corre o perigo O fim dos seus segredos Te tiraram teu sossego Te veem mais Que o amigo Não diga que não Não negue a você O novo amor A nova paixão Diz pra mim Tão longe do chão Tomei os seus pés Nas asas de um sonho O teu coração Permita sentir Se entrega pra mim Cavalguei meu corpo A minha eterna paixão Vai se entregar pra mim Uau! É lindo, né? Não é? É lindo demais A gente se emociona A gente quer tomar um Aí mistura, entendeu? Aí a gente já coloca uma mais novinha E aí flui, né? E eu queria que você falasse como é que é agora ser uma cantora sertaneja, essa galera já abriu portas, já vieram abrindo essas portas, quebrando essas muralhas, hoje como é que é? Está tranquilo ser mulher no meio sertanejo, os espaços são mais iguais, mais equilibrados? É difícil falar isso sem causar polêmica, não queremos polemizar Mas ainda existe uma pequena diferença, não é nem um espaço de mercado como um todo Mas é uma figura masculina, feminina, às vezes você se depara com um empecilho Mas nada que você não possa superar e passar por cima e a gente segue lutando todos os dias Realmente a abertura de portas Que as últimas meninas fizeram A Mayra Maraíza, a Mayra Mendonça A Mayra Zevedo Elas realmente abriram as portas Tanto que hoje eu canto em todos os bares Em todas as peças Enfim Existe por trás Certo Muito pouco Mas ainda existe um pouquinho de machismo Em algumas cabeças Mas assim, a gente rebola, passa por cima e não que vamos. Como a sociedade em geral, né? Como a sociedade em geral, exatamente. Nada muito diferente do que a gente já viu. Hoje a gente está ali no patamar equiparado. Inclusive, eu gosto muito de estar nesse momento de estar equiparado, porque eu não gostava muito dessa coisa do feminejo, de a mulher é melhor que o homem, o homem é melhor que a mulher. Feminejo. É, teve muito essa questão do feminejo. Eu acho que a gente não tem que ser medido pelo gênero. Seres humanos. É pela capacidade que a gente tem, né? Então, assim, hoje eu vejo que está um cenário um pouco mais diferente. Legal. E eu estou feliz de ver isso. Bom, né? É, sempre tem esses excessos, depois vai caminhando para um certo equilíbrio. E é maravilhoso, né? Sim. E a gente falou no primeiro bloco também sobre os corações sertanejos, né? Você arriscaria dizer que é o estilo mais amado do país? Aí eu acho. Com certeza Quem não concorda, me desculpa Mas eu acho Não vou falar nada não, né? Sertaneja, raça, multidões, né? Porque a gente tem, como a gente está O tempo todo falando, a gente tem vários Tipos, né? Tem texto Apaixonado A moda raiz, a moda de viola A gente tem o universitário Então, você tem música sertaneja Pra ouvir a qualquer momento da sua vida Ele remete a uma ancestralidade A gente também falou isso no primeiro bloco, porque por mais que a gente não tenha vivido ali no fogão de leia, ou no setão, ou na cultura, na agricultura, a gente tem um avô que viveu isso, um bisavô, né? Então acaba que a gente se encontra, em algum momento a gente se encontra ali também, né? Com certeza, né? Você acaba revivendo histórias, você se identifica até com histórias que você nem chegou a viver, mas você pensa no seu avô, você pensa no seu avô. Está na genética, na epigenética, em algum lugar a gente encontra aquilo ali dentro da gente, né? Exatamente. E como é que estão os próximos trabalhos? Você já teve uns momentos de boom? Você gostaria de falar, assim, um breve histórico da sua carreira? Olha, a gente passou por muita coisa, né? Acho que a pandemia é muito indivisor, né? Então, assim, antes da pandemia, eu realmente vivia 100% da música, veio a pandemia, então eu tive que partir para os dois lados, né? para a minha área de formação e criar novas oportunidades, como eu falei. Hoje eu também sou compositora, então a gente vai fazendo muitas coisas, né? Mas antes da pandemia, realmente, eu conseguia me dedicar 100%, né? Então, hoje eu busco poder voltar a ficar 100% com a música, eu busco expandir mais a minha carreira a nível nacional. É um pouco complicado, porque eu ainda não tenho investidor, investimento, Estou disponível para isso Empresário da região Mas estou buscando Jogar o meu lugar Tem música nova para sair A gente já está trabalhando em cima disso Então em breve vai ter música nova Para trabalhar para você E o lançamento que é autoral A bobeira Conta como foi fazer essa música A sua primeira música que você já projetou Para o mercado e tudo De sua autoria Isso. A bobeira eu escrevi junto com outros dois amigos, Richard Marques e a Vanessa Alves, que também são cantores maravilhosos, perfeitos. A gente tem que puxar as sardinhas dos nossos amigos. O parceiro bom é esse. Exatamente. E eu tive a ideia baseada na história de uma outra amiga minha, cantora também, não vou citar pra não entregar ela. Mas ela tinha uma história ali que não superava a pessoa, e ela sofria, e a pessoa não valorizava aquilo que ela passava. A sofrência raiz. Sofrência pesada. Então, o rapaz não correspondia às expectativas, mas iludia. Então, eu escrevi o que eu falei pra ela, que eu achava que ela devia dizer pra ele. Se ele achava que o sentimento era uma bobeira, era uma besteira, bobeira é estar com ele, perder tempo com ele, né? Então, basicamente, essa foi... Caramba, quem nunca é? É isso aí. E aí virou uma música. E virou uma música. Essa que é a grande mágica, né? Transformar uma dor numa alegria. E vai curando em série. Exatamente. E é muito engraçado, porque quando eu canto ela nos shows, o pessoal fala, cara, me identifico muito com essa música. Amiga, amiga, essa é pra você Eu sempre vejo Sempre tem alguém numa situação aí Que precisa superar, né? Então vamos ouvir um pouquinho? Bora É, achei que essa hora já era a passar Realmente achei que tinha superado A briga foi tão feia, você me bloqueou E agora me aparece amor de amor Dizendo que foi bobeira É, apareceu aqui com essa cara alantrada Fingindo demência, diz que não fez nada Toda aquela lágrima que eu derrumei Era bobeira minha e eu acreditei Mas não vai mais ser assim Bobeira foi ter te aceitado Bobeira foi ter te deixado E usar como o seu brinquedo E gastar na sua boca o meu beijo Voltei, irei ter acreditado Voltei, irei ficar do seu lado Deixar você morar no meu peito E pensar no futuro perfeito Eu te disse que não ia mais ser boba Se nossa história já passou do fim Quem quiser ouvir já tá disponível Tá disponível em todas as plataformas digitais no YouTube, no Spotify, só procurar Micaele Matias Bobeira. Curar a mágoa assim é bom, né, gente? É, e você tem Instagram também pra gente acompanhar, do Rafa também pra deixar disponível aqui? Sim, segue lá, arroba Micaele Matias, que é a autora, Rafa Silva Guita, segue a gente lá. Maravilha, pra acompanhar shows, vocês estão sempre tocando aqui por Campinas, né? Sim, Campinas e região a gente tá sempre por aqui. Maravilha, muito obrigada por receber a gente aqui Por compartilhar sua história E que tenha muito sucesso E muitas músicas novas Tem logo aí, obrigada Eu que agradeço o convite, o carinho Um beijo para todos os telespectadores Obrigada Michele, obrigada Rafa Muito obrigada pela sua companhia E se você quiser reassistir esse programa Ou compartilhar Acesse o Youtube da TV Câmara Campinas Na playlist Conexão Cultural Coração Sertanejo Muito obrigada e a gente se vê daqui a 15 dias. Legenda por Sônia Ruberti
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