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Conexão Cultural | Cineclubes de Campinas: resistência, encontros e paixão pelo cinema
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Conexão Cultural | Cineclubes de Campinas: resistência, encontros e paixão pelo cinema

30 views Publicado 08/09/2025 HD · 44:41

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No Conexão Cultural – Janela para o Cinema, você vai conhecer a força e o diferencial do movimento cineclubista, que nasceu na França na década de 20 e chegou ao Brasil em 1928. ✨ Mais que exibir filmes, os cineclubes são espaços de encontro, reflexão e resistência cultural, onde cada espectador compartilha sua visão a partir de suas vivências. 📽️ Em Campinas, o movimento segue vivo e pulsante, mostrando que o cinema é também diálogo, troca e formação de repertório coletivo. 👉 Confira nesta edição como funcionam dois dos inúmeros cineclubes da cidade e por que eles se mantêm tão relevantes na era digital. 👉 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] E no Conexão Cultural de Hoje, a gente vai falar sobre o movimento cineiclubista que começou lá na França na década de 20, depois veio para cá, pro Rio de Janeiro em 1928 e só depois de quase 20 anos chegou a São Paulo e acabou ganhando força na contramão dos movimentos do dos cinemas conven convencionais, onde o objetivo é meramente comercial. Os cineclubes chegam com uma curadoria plural, democrática e ainda tem o pósfilme quando o pessoal se junta para comentar o que sentiu ao assistir esse filme a partir do seu próprio repertório de vida. E a gente vai começar esse primeiro bloco falando do Cine Clube 1011, que foi fundado pelo Gabriel Savói, que vai contar pra gente como tudo começou, por desse nome, que eu fiquei curiosa. Muito obrigada, Gabriel, por receber aqui na Casa do Lago, né, onde acontecem as exibições, né? Ah, eu que agradeço por vocês virem aqui até nós. Acho que é muito importante a gente ter essa essa repercussão assim do nosso trabalho para além desse dessa bolha de Barão Geraldo, né? a gente tem muito eh muita gente daqui, mas quanto mais pessoas conhecendo, eu acho que não só participando, mas eu acho que vendo o que a gente faz e se inspirar para ter outras iniciativas parecidas, eu acho que é o mais importante assim, eh, justamente essa coisa de a gente ter uma uma teia, sabe, várias conexões, várias uma rede de cineclubes. Acho que é esse o objetivo final, sabe? Então, fico muito feliz, fico muito feliz que tenha esse interesse crescendo no nosso trabalho. Bora repercutir, né? Conta pra gente então como tudo começou, né? Você que é aqui do Instituto de Artes, né? Conta pra gente e também como é que chegou nesse nome. Olha, a gente começou por volta de 2023, finalzinho de 2023. Eu sou 023 do curso aqui de de Medialogia da Unicamp. E a gente tava assim, o começo foi bem simples, a gente tava numa aula com o professor Noel e Noel Carvalho, e ele trouxe pra gente um eh uma provocação assim: "Ah, eh, será que vocês conseguiriam fazer um cine clube funcionar aqui na na Unicamp?" Ele dava aula de produção, de produção de não de eventos assim, mas produção de de curtas. E às vezes as coisas são muito parecidas, sabe? Você tem que ir atrás das coisas, enfim. Então é tudo muito parecido nesse sentido, a lógica é muito parecida. E aí ele falou assim pra gente: "Ah, eh, se tô provocação paraa sala, eu duvido que vocês consigam fazer isso". E aí eu levantei assim: "Ah, eu acho que dá, eu acho que eu consigo". E aí eu, na época eu cheguei com uma colega minha também, a Geovana também era 023 da minha sala. E assim a gente começou e assim, a gente foi conversando sobre, tipo, bem informalmente, eh, e muitos projetos aqui eles surgem dessa maneira e eles acabam da mesma maneira, com uma conversa informal. E aí a gente foi, não, vamos indo, né? Foi uma coisa que foi ficando sério, ah, vamos descobrir o que que é um cine clube. A gente teve que ter essa pesquisa também, tá? a gente sabe que é mais ou menos, mas eu achei importante que a gente entendesse. Então, o que você falou, por exemplo, da história dos cineclubes é uma carga muito grande, né, de de história que tem aí. e os cineclubes clássicos, assim, digamos assim, nos anos 60, 70 no Brasil, eles foram responsáveis por eh levar a, digamos assim, a notoriedade, né, muitos cineastas do daquela época independentes. Então eu penso, por exemplo, no Glober Rocha, que teve aí um um grande apoio dos cineclubes. Alguns filmes dele estrearam em cineclubes locais, eh, os Ganzela, a galera do cinema novo, cinema marginal, todo mundo tinha esse esse essa força, até por ser uma época muito difícil, né, de repressão e tal, em que esses filmes não tinham acesso ao circunto comercial. Eh, os cineclubes eram um espaço em que esses filmes se encontravam e onde o público iria encontrá-los. Então, é uma carga grande histórica que a gente tem com esse tipo de projeto, é uma importância muito grande. E a gente falou assim: "Ah, vamos entender essa carga, entender o que que a gente quer a partir disso, do que que a gente representa num contexto contemporâneo, pensando nessa história também, eh, quais inspirações a gente pode tirar, o que que a gente vai fazer que é nosso, que é diferente, enfim". E essa pesquisa foi andando e aí foi entrando mais gente. Eh, a gente foi indo atrás, que que a gente pode fazer? Quais espaços a gente pode usar? Nisso a gente encontrou a casa do lago. E quando a gente encontrou a Casa do Lago, é um espaço muito bom, né? Uma sala de cinema muito eh interessante, né? Não é muito gostosa assim de você sentar e você assistir um filme aqui. E eu acho que ela é tudo muito muito bom, sabe? Ela tem o tamanho ideal que a gente quer pro tipo de que a gente faz. Ela é aconchegante, ela é imersiva ao mesmo tempo. Se a gente consegue eh agora não dá para ver, mas quando a gente apaga todas as luzes aqui e a gente põe um filme para tocar e tal, é realmente uma experiência de cinema assim, você desliga de tudo e você assiste ali o seu mundo é aquilo ali por duas horas. E é meio um pouco da nossa proposta realmente de se desligar das coisas. A gente é muito ansioso e muito cheio de estímulos hoje em dia, né? Sim. Então, acho que a experiência do cinema ela serve para isso, pra gente desligar dentro de uma sala é muito especial, né? Exato. E você poder realmente prestar atenção no que você tá vendo e processar isso e pensar sobre, deixar sua mente devagar, sabe? Ai, eu gosto ou não? Que que eu tô vendo aqui? O que que faz sentido para mim? Eh, o que que eu tô absorvendo, sabe? É uma experiência que a gente estimula muito aqui. Mas enfim, voltando ao assunto da casa do lago, quando a gente chegou, a gente viu que o espaço era muito bom e que a gente poderia assim começar sessões aqui. A gente conversou com a Silvana, que é a diretora aqui da Casa do Lago, e vimos que tinha uma disponibilidade, a gente queria que fosse algo semanal para ter uma constância. Então, no começo a gente fazia toda segunda-feira, que era o dia que tinha, era o que dava, era o que dava, era segunda-feira à tarde. Não era o melhor horário, nem o melhor dia, considerando o que a gente queria atingir mais o público universitário no começo mesmo, mas falamos, vamos lá, vamos, a gente tem que precisar de algum lugar. E aqui é um lugar ótimo. A gente começou segundas-feiras à tarde, não era o melhor horário que a gente tinha, mas era o horário que dava pra gente fazer. Mas a gente já sabia que a gente deveria realmente estudar melhor como é que seria a rotina das pessoas e qual dia elas iriam se adaptar, quais dias eventualmente elas iriam se adaptar melhor às exibições, elas poderiam encaixar na rotina. E a gente foi tendo esse teste ao longo do tempo, esse termômetro. E quando a gente chegou na Casa do Lago, a gente conseguiu, a gente fez um compromisso realmente com a Silvana de que a gente iria e qual que era a nossa proposta? era realmente da gente ter eh uma iniciativa desse tipo que fosse constante, que tivesse alguma constância de tá, sempre vai ter alguma coisa exibindo nessa semana, nesse dia, eh, com alguma, algum sentido ali para tudo e com gente trabalhando para fazer acontecer. Então a gente queria principalmente isso, algo constante que fosse para criar um público para que as pessoas tivessem um espaço mais garantido assim, porque na época quando a gente começou não tinha ainda, já se tiveram longo tempo muitas iniciativas sendo clubistas aqui na Unicamp, eh nos últimos anos também e tal, só que elas sempre começam em certo ponto, param, às vezes não são tão constantes, às vezes demoram para voltar as atividades, às vezes E a gente queria fazer algo diferente do que tinha sido feito até aqui. A gente queria que não. Então a gente vai fazer algo constante, a gente vai tentar desenvolver alguma identidade própria, que a gente queria desenvolver uma identidade própria, mas que ao mesmo tempo valorizasse essa pluralidade de de enfim curadoria, curadoria de pessoas, de visões sobre o que que deveria ser o nosso trabalho do cinema e as coisas foram encaminhando. Mas a gente não tinha o nome ainda quando a gente veio para conversar com a Silvana e meio que já tinha ficado acertado assim, mas a gente não tinha o nome ainda. Era tipo, ah, é o nosso projeto, nosso projeto de cine clube, não tinha um nome. Eu sentei, a gente foi, demorou muito, a gente começou a pensar sobre a que que a gente pode nomear, porque eh o que que qual que era o elemento ali que tava fazendo acontecer, o que que levava a gente a fazer? Não era um cine clube que seria específico de nenhum tipo ou gênero ou recorte de filme. Não, não tinha eh nenhuma pessoa específica que inspirava o nosso trabalho. Eram várias pessoas e vários trabalhos antigos. A gente não queria fazer um revival de ninguém. Então acabou ficando mesmo, nossa, o que que vai nomear isso? E aí de última hora a gente foi testando vários nomes assim. E aí quando nenhum nome tava dando certo, eu comecei a pensar nos números. Eh, foi muito assim mesmo. E aí a gente vai conversando, ah, porque existem certos números que so bem, sabe? Que as pessoas lembram. a gente queria que as pessoas lembrassem do nome do projeto. E aí a gente foi pensando, tal, ah, o número deveria ter sentido, alguma coisa deveria ter sentido com o que a gente tá fazendo. O que a gente tinha até agora era a Casa do Lago. E se você for abrir o endereço da Casa do Lago, você vai ver que aqui o endereço é Avenida Écoveríssimo 1011. E aí a gente decidiu 1011, que que esse número é usado? Esse número já usado por alguma coisa? Ele é associado para alguma coisa. a gente fez uma pesquisa assim, vimos que não tinha nada específico usando esse número. A gente falou: "Então a gente vai pegar, que legal". E aí não necessariamente, talvez em relação à casa do lago, porque a gente é principalmente aqui que a gente faz as nossas exibições, mas não é só aqui. A gente também procura eh ocupar outros espaços da Unicamp. Isso também é um caráter extensionista, talvez até no futuro de outros espaços fora daqui. Sim, mas a gente tem a a raiz aqui. O start foi aqui. A gente é muito grato pela confiança que a gente teve do pessoal da casa do lado e então a gente quis meio que homenagear mesmo. A homenagem. É. E é foi isso. Foi essa origem do nome. Muito legal. Acaba que ele é um nome aberto, não é genérico, mas é um nome aberto, mas tem um vínculo, tem uma raiz, como você falou, e uma raiz forte é possível que dure por muito tempo, né? Essa é a nossa intenção. Essa é a nossa intenção. E como é que tem sido então lá 2023, agora a gente já tá em 2025, mas começou a exibir em abril de 2024, né? E como é que foi a aceitação das pessoas? Claro que aqui a gente já tem um público que consome cultura, mais afoito por isso, né? mais sedento. Por isso, como é que foi a a receptividade? Olha, eu acho que as pessoas elas tiveram uma curiosidade e é porque é engraçado para mim falar sobre isso, porque a gente tem atualmente algumas pessoas que são público meio fixo assim, que estão sempre vindo, mas eu sinto que a gente sempre eh se introduzia e era introduzido e é ainda a novas pessoas. Uhum. Porque a gente começou o projeto sem ter, ninguém tinha experiência nenhuma com esse tipo de produção cultural e a gente foi aprendendo no fazer ali na na raça. Então, a gente errou muito, a gente foi aprendendo onde que a gente poderia ir, quais caminhos novos que a gente poderia tomar, eh como que a gente estrutura esse projeto, como que a gente consegue algum apoio institucional, como que a gente mantém as atividades funcionando, que que a gente pode fazer de diferente, que que a gente pode trazer paraas pessoas e como que a gente cria alguma base. Então, por muito tempo, o nosso trabalho foi justamente de criar alguma base de público e de pessoas que conheciam o nosso trabalho para aí desenvolver também o que nós éramos. Uhum. E os primeiros meses, assim, eh, o primeiro mês foi com uma amostra do governo da da do Ministério da Cultura, era amra cultura e direitos humanos. a gente fez uma a difusão, né, que em vários pontos de cultura do país, eles mandaram eh para a opção das pessoas poderem exibir esses filmes de graça, né, de graça para pros projetos e pras pessoas. Uhum. E a gente se interessou muito pelo pela ideia e a gente então vai aqui vai ser o começo. Abriu, começamos com essa amostra e aí a gente foi desenvolvendo a nossa curadoria própria, entendendo o que que a gente poderia fazer. E realmente é um trabalho muito eh extenso, muito gostoso, assim, pelo menos para mim. Eh, a gente talvez, muita gente não tem essa noção, mas a gente realmente pesquisa no sentido acadêmico, teórico mesmo. Então, às vezes a gente vai pegar vários livros na biblioteca para ler e estudar que que qual que é recorte que a gente tá trazendo. Então, a gente vai atrás do que já se escreveu sobre esse recorte, tanto de uma maneira acadêmica, teórica, como de uma maneira crítica também, de quem que nós nos se inspira criticamente a pensar o cinema, talvez. Uhum. E é um trabalho muito coletivo, não necessariamente, porque nesse ano a gente tá fazendo uma coisa mais individual. Então, a cada mês a gente coloca para um curador específico. Ah, isso que eu ia perguntar, mas tem curadores fixos ou não? Também a gente tem. Ah, tá. Então, dentro do CLU tem os curadores fixos e aí cada um tem o seu mês para desenvolver uma curadoria. Sim, sim. É, no começo do ano a gente fez uma votação geral assim de propostas. A gente apresentou, cada curador apresentou as propostas, porque nem todo mundo tem interesse em trabalhar de curador, mas quem tem interesse, a gente se junta e não, vamos fazer isso. E lógico que tem muitas trocas assim de ai eh vamos se ajudar, vamos trocar informações, trocar eh dicas, enfim. Mas é um um processo que a gente, nesse ano, a gente transformou numa coisa mais individualizada por mês, porque a gente trabalha uma temática mensal e cada mês tem a sua temática, o seu ciclo que vai abordar um um tema, um recorte, enfim, do cinema e para isso a gente trabalha com os curadores individualmente. Então agora uma divisão que foi, a gente trouxe os temas, pessoas votaram, a gente dividiu entre nós aliada na votação como é que seria cada mês e a gente tá trabalhando nisso. Por exemplo, eu sou curador do mês de outubro. Uhum. E não posso dar spoilers ainda. Ainda não, mas vai vir coisa muito legal aí. Qual que é o Instagram pr as pessoas poderem acompanhar? A gente tem um Instagram @cineclub1 1011 nos algarismos eh romanos. Ah, não é mais não. Os algarismos numéricos erábicos, né? Arábicos. Legal. É os agarismos. Então o cineclube 1011. Legal. E depois costuma rolar aquele bate-papo que é o a cereja do bolo do cine clube, os diálogos, as impressões sobre o filme, tudo isso acontece também. A gente faz sempre. A gente faz sempre. E é muito interessante porque a maioria do nosso público, baseado no que a gente observa que a gente tem algum tipo de controle de presença e tal, a gente começou a coletar os institutos das pessoas, né, de quais institutos ou faculdades da Unicamp que elas vêm ou se elas vêm de fora. E a maioria das pessoas não é das artes, maioria das pessoas elas vêm de outros cursos. Então eu vejo muita gente da física, da química, da matemática e é uma galera que tem um interesse muito genuíno em cinema, em desenvolver repertório e estar num ambiente que dá para você trabalhar esse tipo de atividade, sabe? Transformar numa coisa da sua rotina. Então virou uma coisa da rotina de muita gente vi numa sessão do cine clube e como é gratuito, como tá sempre aqui, acaba sendo muito fácil está aqui no meio do Unicamp, as pessoas podem sair do Ru e vir para cá. Sim. E eu vejo que para muita gente virou um programa da semana, para alguns casais virou um date, para algumas. Então é muito, muito gostoso de ver essa criação, essa dinâmica assim. E as rodas de parte elas acontecem eh por por padrão, né, sempre quando a gente existe um filme, mas a gente também tem se esforçado em trazer também convidados especiais para participarem das nossas sessões. Então, talvez algum pesquisador teórico, algum crítico, alguma pessoa que tenha alguma relação com esse filme e que possa fazer uma como se fosse um debate mais mediado com a plateia, né? Então, focar no que que a pessoa tem a trazer para nós, eh, do conhecimento dela, mas não só manter nela esse essa figura, ainda manter uma figura de, então, a gente vai todo mundo conversar junto, a gente vai trocar, fazer trocas, mas as pessoas geralmente elas querem mais ouvir do que do que fazer trocas assim, ficar conversando, mas é muito gostoso da mesma maneira e eu sinto que a gente consegue, como a gente estuda, né, a gente estuda cinema de uma maneira mais é forte no nosso curso, a gente consegue também atrair as pessoas para isso e talvez trazer para elas um conhecimento, uma base assim, uma pitada de conhecimento teórico, de ai quais teorias, quais sentidos que a gente tá falando. E aí as pessoas começam, elas podem seguir o próprio caminho a partir disso, podem começar realmente a estudar cinema, a entender o cinema como arte, eh, e enfim, todas as cargas históricas, históricas que a gente tem ali. E é uma coisa muito legal. Eu gosto muito, é muito bacana. Olho até brilha, né? É, não é, é muito divertido. Eu fico feliz de ver que as pessoas se interessam e vão ir atrás também. Acho que é isso. A gente é o começo para você se desenvolver na sua própria jornada de explorar este meio artístico que uma um dos mais importantes da nossa contemporaneidade, né? É, ele não tá puxando é porque é mesmo, né? Não, com certeza, com certeza. A gente gosta muito do que a gente faz. A gente realmente é, todo mundo é apaixonado por cinema. A gente participa das sessões, a gente gosta de sentar e assistir, a gente gosta de fazer viver a experiência, realmente. Então a gente não só vem, põe para passar e ignora, a gente realmente participa. É. Eh, e atualmente a gente é um projeto contemplado pelo edital PEX 2024 da PROEC. Então, nós somos um projeto de extensão é oficializado aqui no campo, a gente tem um apoio institucional agora. Nosso professor orientador é o Pedro Marciel Guimarães e ele nos uma das figuras mais importantes assim do cinema, da crítica do cinema, da teoria cinematográfica aqui no Brasil, dos estudos, né, da teoria cinematográfica. E é uma experiência muito muito legal de trabalhar com ele, porque ele realmente ele incentiva muita gente a ter essa autonomia, sabe? Ter essa independência de fazer as nossas coisas. Ele não interfere muito, mas ele também dá muitos suportes quando a gente precisa. Então, se a gente chegar nele e perguntar e ah, que que a gente pode fazer aqui? Para onde a gente pode ir? Ele é um cara que ele vai saber guiar a gente de certa maneira. Mas eu acho também que ele gosta de ver que a gente se vire um pouco, sabe? Tipo, ah, eh, acho que ele fica feliz que a gente faça alguns caminhos por conta própria e depois mostre consiga. Ah, que bacana. É, o bom mestre é esse, né? Que ensina a caminhar por por si só, né? Exatamente, exatamente. Tem experiência muito legal. Rafael, conta pra gente, você tem vindo para esse cineclube desde o começo, né? E gostou, o que que te motivou a vir mais vezes? Eu acho que a própria seleção de filmes que a Coradoria faz, assim, que são filmes de várias épocas, várias nacionalidades, né? vários estilos diferentes que causa uma variedade que eu acho que hã com frequência causa surpresa. E eu acho que eu sempre saio daqui, eu sempre saiu daqui sentindo que valeu a pena ter vindo. E aquele bate-papo que tem vem depois, né, no CLU, que é uma cerejinha do bolo, que as pessoas podem falar das suas impressões, né, independente de de certo e errado, mas a partir da sua do seu repertório de vida, isso também motiva a vir, é legal, acrescenta? Ah, sim, com certeza. Eu diria que eh com frequência assim o as discussões me fazem hã reavaliar pontos assim em relação ao filme, talvez perceber coisas que eu não havia notado antes, até também poder me expressar assim, talvez pensar em voz alta, acho que já ajuda, porque talvez tenha uma reflexão que eu não teria guardado o tempo de ter feito, de fazer, né, no ambiente privado, assim. Então acho que trazer isso para uma história pública, acho que é bom para todo mundo. Gabriel, muito obrigada. Então, vida longa pro 11. E agora a gente vai falar um pouquinho da curadoria com o Luiz. Perfeito. E o Luís Brasil é mestrando aqui do curso de cinema e é o curador do mês de agosto. Vai falar pra gente como é que é essa experiência de escolher um filme, né, Luiz? E também qual a importância do cine clube, já que você é um mestrando de cinema. Uhum. Então, eu entrei no mestrado esse ano também eu pesquiso, minha orientadora é a Luía Cristinavag, que também é uma professora do departamento aqui. E eu pesquiso cinema marginal e a intersecção com a chanchada, né, as comédias carnavalescas lá da década de 50. Então, sempre me interessou eh o cinema brasileiro como um todo e eu tentei pesquisar assim, mas no ramo da curadoria eu entrei um pouco recente. Eu tenho, faço parte de outro cineclube que é virtual, é o cineclubes Ganzela, que é baseado também no cineasta, Rogéries Ganzela. E eu queria tentar pensar uma curadoria que abrangisse um pouco algumas obras canônicas assim, mas que tentasse ser uma coisa um pouco mais obscura ou subestimada dentro desse cânone para realmente artiçar a curiosidade, que é o que me interessa justamente quando eu vou fazer uma curadoria. E a curaria desse mês se chama Amor Maldito, em referência também um filme brasileiro da Délia Sampaio, dirigido em 84, que trata um casal sáfico e essa impossibilidade delas ficarem juntas no final. Então, a minha curadoria tentou privilegiar também eh ou a temática LGBT, mas também cineastes LGBTs, mas tantos outros filmes que poderiam abordar uma espécie de humor maldito, mas não necessariamente dentro do canon, como a gente vê em Casa Blanca ou no Ces de Uma Noite do Nicholas Ray. queria abrangir filmes um pouco mais poucos pouco comentados e pouco discutidos para justamente fazer isso no ambiente aqui acadêmico. Então também o cinema é um território para dar luz aquilo que não está sendo visto. Isso, com certeza. É na verdade que me interessa bastante assim, porque geralmente quando a gente vai ver um filme muito canônico, as pessoas falam quase as mesmas coisas sobre ele. E é muito bom quando uma pessoa ela não sabe o que está vendo e se surpreende um pouco, né, quando vê alguma coisa. E geralmente o que que ela pode falar, o que que ati a curiosidade dela também, qual desconforto ou conforto quando ela vê alguma coisa assim. E acho que aí que é o papo mais interessante, assim, é muito curioso porque até eu participei de algumas sessões aqui antes de ser curador e eu vejo que a galera cola muito mais em filmes que são pouco comentados e não justamente nos filmes mais anomados assim possíveis. E eu acho isso interessante. Que delícia, né? A pessoa tá aberta para aquilo que vem, né? E existe essa liberdade então aqui no 111 para explorar. É como o Gabriel falou, então não tem assim uma editoria eh certa, né? Tipo, você trabalha estudando as chanchadas, mas a gente não precisa falar de chanchada. A gente pode abrir para qualquer outra possibilidade que você acha interessante. Uhum. É, eu tentei abrigir vários gostos meus porque eu gosto muito de cinema desde, sei lá, quando tinha 10 anos. Então, era realmente tentar abrigir também, sair um pouco também da minha lógica. Também tem a minha pesquisa, mas a minha pesquisa não é justamente o que norteia a minha curadoria. Eu gosto realmente de tentar pensar de uma maneira, tentando abrangir várias obras e vários países. Então, esse mês teve filmes de Hong Kong, de da Alemanha, teve também o cinema estadunidense e cinema brasileiro também. Então, é tentando abranger algumas, é, é isso, tipo várias obras específicas de contextos e décadas também específicas também. É bom se surpreender, então. Uhum. E não é tão simples assim, né? Se a gente ficar só no no circuito comercial, você não se surpreende muito, né? Pois é. E eu fico feliz desse espaço que abre a oportunidade realmente pra gente construir essa curadoria. Tem outros curadores muito talentosos também que estão trabalhando junto e cada um tem um mês e norteia também justamente as obsessões e os desejos de se trabalhar e como discutir cinema. E acho isso muito interessante mesmo. Eu queria realmente trazer sobre o amor, porque é um assunto que me interessa bastante e o amor que tenta equilibrar entre fica nessa limear entre o amor e a morte. E é curioso discutir isso dentro de um cineclube, assim, e fazer uma curadoria extensa acerca disso. Então é um espaço realmente muito agradável por isso e não só isso, mas também pelos participantes que tem gente, né, que participa aqui, que cola junto, participa nos debates, participa das sessões. Então eu fico muito feliz com esse espaço. E essa conversa que vem depois te surpreende também, te traz assim coisas, aspectos que você nem tinha percebido sobre o filme. Uhum. Pois é, eu gosto de falar muito pouco quando vem o debate. Eu gosto de mediar, mas eu gosto muito mais das pessoas falarem. Elas podem falar o que elas quiserem, assim, sabe? Mesmo se elas não gostarem do filme ou se elas gostaram ou alguma pergunta que elas têm para fazer ou só deixar o papo fluir assim. É um papo um pouco mais interessante assim, porque eu não tô aqui para educar ninguém, né? Tipo alguma coisa de, ah, tentem ver dessa forma. Não, eu quero realmente que as pessoas elas se sintam livres para falarem o que elas quiserem, assim, porque é assim que o espaço de fruição artística que se consiste, né? É, essa é uma beleza do semiclube, né? Que no cinema convencional, se a gente sai falando, geralmente sai falando com quem tá do ladinho, com quem foi, com você, mas esse espaço aberto pro diálogo, pro encontro, isso é muito fundamental, né? Uhum. Uhum. E também gratuito, né? Então, uma questão importante, né? Se alguém quiser trocar ideia com você a respeito, tem algum Instagram que você usa? Tenho. Eh, vai ser difícil de lembrar dele porque ele é um pouco extenso. Ah, é Luí Luiz Antônio. Luiz não, Luiz Luiz Brasil. Luiz Antônio. Luiz é um Brasil, é um Luís ao cubo quase, né? Pois é. É, depois a gente pega direitinho e coloca. Uhum. Sem problema. Luí, muito obrigada então por trocar essa experiência com a gente, né? E que essa curadoria de agosto seja um sucesso como todas as outras, né? Obrigado. E agradeço também o espaço de vocês de conhecer um pouco também o espaço, conhecerem as pessoas que estão por trás desse projeto. Maravilhoso. A gente é que agradece, né? No segundo bloco a gente vai falar mais sobreclube lá no Museu de Imagem Som de Campinas. [Música] De volta pro segundo bloco do Conexão Cultural de hoje, falando sobre o cineclubismo, o movimento dos cineclubes. A gente está hoje no Miss no Museu de Imagem Som aqui de Campinas, onde várias sessões acontecem, onde vários cineclubes têm a oportunidade de exibir seus filmes e fazer aquela roda de bate-papo. E hoje a gente vai falar sobre o cine clube História do Cinema, que é conduzido pela curadora Cláudia Bortolato, que há 10 anos começou esse movimento. 10 anos é muita coisa e ele continua firme e forte. Ela vai contar pra gente como começou essa história e como que ela se perpetua tão bem até hoje, né, Cláudia? Muito obrigada por receber a gente. Imagina, é um grande prazer. Na realidade, falar sobre o cinema sempre é bom, né? Eh, esse cine clube ele nasceu de um curso que teve aqui, né? Na época eu tava fazendo doutorado com o tema de cinema educação e vim me aprofundar um pouco mais em cinema aqui no Miss, que é a casa do cinema aqui em Campinas, né? E desse curso, foram 15 encontros, a gente viu exertos de 600 filmes, né? E ficou disso uma curiosidade, não vamos ver o filme inteiro, porque assess, só de fazer curso com pedacinho, é legal ter a história toda, o filme todo. E a gente começou a pesquisar e ver, ficamos um ano e meio com o cinema mudo, por exemplo. Caramba, né? E era um grupo de pessoas que foi por questões pessoais, profissionais, foi se diluindo e fiquei eu, né? Fiquei eu com essa curadoria toda sexta-feira há 10 anos. A gente passou por toda a história do cinema, do cinema inicial, primeiro cinema, cinema mudo, cinema de atrações até o cinema digital. E hoje vocês vão exibir um filme de 1920, né? Isso. 1922, o Nosferato. Por quê? Porque completou os 10 anos. Este semestre em particular eu tô fazendo de novo um resumo. Então, neste semestre a gente vai ver a história inteira. Que legal. Vimos o primeiro cinema, as primeiras comédias. a semana passada, expressionismo alemão, né, o gabinete do Dr. Caligari e essa semana, né, hoje, no ferato de 1922. Depois a gente vai passar por outras vanguardas europeias, pelo cinema e neorrealismo italiano, as as novelas vagues, né, que vem depois do cinema novo, cinema novo ao redor do mundo, novo novo cinema de Hollywood e vai até dezembro a gente tá no cinema digital, um semestre de comemoração. Sim, né? Aí o ano que vem continua esse esse cineclube, né, de sexta-feira, toda sexta-feira às 16 horas, mas a gente vai começar a fazer a história a partir dos diretores. Legal. Já tem aí um apontamento, né? Já tem, já tem diret a gente se prepara antes. Sim, né? Aqui no MS, né? A gente tem 25 cine clubes, 30 curadores, né? E são muitas exibições e tudo é preparado antes, né? A gente assim, no mínimo um mês antes tem que est pronto, mas a gente se prepara pro semestre normalmente. Sim, a prosa é boa, né? Muita gente falando de cinema, né? Muita gente. E o interessante é que a Cláudia começou, o primeiro cine clube dela foi na própria casa dela, né? Foi com o Bortolato, foi com o meu pai. Meu pai era um, assim, amante do cinema. Eu aprendi o cinema clássico com ele, né? aquele cinema, década de 40, 50, a gente via na televisão, uma televisãozinha pequenininha assim, preto e branco, que era uma época que passava esses filmes na televisão, hit, né? Assisti Hitcock com meu pai e e era isso. Depois conversava, eu era muito menina até no começo, ele até me explicava e filmes que a gente não assistia, filme que não era exibido, porque isso é antes do vídeocassete. Hum. Ele me contava. Então tem uma série de filmes que depois eu fui assistir, eu já conheci um parte da história ou a trama que pegava porque ele já tinha fal Ele gostava muito cinema. O vento levou, por exemplo, ele assistiu nove vezes. Ah, e é um filme longo, né? É um filme longo, mas ele se casou com a minha mãe, que era muito parecida com Vivian ali. Oh, foi um pré-requisito. E você assistiu várias também? Assisti algumas. Como cinéfila, eu acabo assistindo mais de uma vez um filme. Sim, né? principalmente esses que ainda mais um clássico. E esses filmes que a gente prepara pra curadoria é um filme que já faz parte do repertório, mas assiste de novo pra curadoria. Então assim, a gente assiste diversas vezes, parece coisa de de criança, né? Que repete, repete, repete, mas o cinefilo faz isso. Que gostoso, né? Sempre um material muito rico, né? E você acha que você pode assistir um filme e depois de 20 anos assistir o mesmo filme e ter uma super impressão nova ou ser surpreendido ainda por aquele filme? Muito interessante isso. Observação tem tudo a ver, porque a gente se você capta com aquilo que você é, né? E ao longo de 20 anos a gente muda. Então a nossa percepção muda muito, né? Os nossos interesses às vezes eles vão se aprofundando em outras coisas. Então a gente rever um filme é rever mesmo, mas também ver de novo. Sim. Com e se rever de novo, né? Dentro daquele filme. E a Cláudia era professora de química, né? E eu queria que você falasse também desse seu ímpeto de levar cinema pras escolas. Parece que naquela época era uma coisa precursora ainda, né? Mas que hoje existe um pouco mais de amadurecimento. Sim. Eu comecei a trabalhar com cinema na escola nos anos 1990, né? Até antes de ter a TV escola. Teve um momento que o MEC começou com a TV Escola, ela durou um certo tempo. Eu trabalhei de 1999 a 2005 na TV Escola. Ah, que legal. Eram curtas. do que se gravava programa para professor, formação de professor sobre uso de cinema na escola. E eu também usava o cinema na escola porque a minha disciplina ninguém gosta, né? Quem é que um um estudante na faculdade de fisioterapia quer aprender bioquímica, não quer, né? Então tinha que ter algumas outras estratégias. Ã essa ideia de levar o cinema, no começo eu trabalhei com o cinema como conteúdo mesmo, que eu não não recrimino, mas o cinema é muito mais que isso, né? E depois de passar nove vezes o óleo de Lorenzo quando tá dando metabolismo de lipídios, que ótimo, você começa a perceber outras reações na turma, aquilo que, né, cada turma se interessa por uma conversa depois. Então, não era só o conteúdo da disciplina, mas outras coisas que o cinema trazia. E isso me fez procurar um doutorado, né? Eu fiz doutorado em cinema educação e hoje eu sou formadora também. Eu presto serviço, né, pra prefeitura de Campinas no programa Cinema Educação, que é um programa forte, bem estabelecido, independente deste ou daquele governo, é um programa de estado, digamos assim. É que bom, virou política pública. Política, política pública. E tem coisas muito interessantes, né, na área de cinema. Esse semestre, por exemplo, tô dando um curso de fotografia, de releitura de fotografia. Então, são umas coisas bem legais que são trabalhadas, né? Isso amplia, são assim, a ideia é formar formadores também, né, no nesse programa Cinema Educação. Uhum. Tem uma lei aqui no Brasil de 2014, lei 1306 de 2014, que é sobre exibir filme brasileiro nas escolas pelo menos 2 horas por mês. Pouco, mas você forma público para as pessoas conhecerem o cinema nacional, né? O nosso cinema é nossa identidade. Ele fala de nós. Sim. De coisas nossas, de nossas festas, nossas comidas, nossos lugares. É diferente de É lógico que é legal assistir outros filmes. Sim, né? Mas a nossa identidade tá no cinema nacional. Até pra gente espelhar, porque aqui mesmo Cine Clube, ele tem muito essa prática de exibir filmes que não são do circuito comercial e são de outros países. Isso é maravilhoso. Mas a gente precisa também conhecer o nosso, né? Inclusive, você é uma prova disso que virou também cineasta e lançou recentemente o escombros, né, que fala aqui da nossa casa, da nossa cidade, né? Sim. É o meu caminho, né, a minha chegada no ao cinema como cineasta vem do cineclubismo, né? O meu repertório fmico é do cineclubismo e de, quer dizer, muitos anos, porque o primeiro cineclube que eu fui, eu tava no ensino médio, né, final dos anos 70. Então, muito tempo com cineclube, cine e a gente eh essa coisa de conversar sobre é muito legal aquilo que assim que a gente falou agora a pouco, né? A gente capta com aquilo que a gente é numa sala onde tem diferentes pessoas, diferentes idades, diferentes lugares que de vida, de nascimento, de história, faz com que a percepção do filme seja diferente. E essa percepção diferente do filme, na hora que se conversa sobre ele, todos ganham. É rico demais. é rico. O curador ganha o o aquele que tá, o espectador que tá ali também ganha. A gente sempre renova a nossa observação em relação ao filme no debate, né? Isso que é a grande graça, grande charme do cine clube é o debate, né? É o After deh. Vamos ouvir então o que que o pessoal acha, a gente já volta, né? Primeira instância, eu gosto dessa tela branca, branca aqui, que eu sou de 1960. Aí eu tô dando prioridade aos filmes mais antigos e essa é uma questão de cultura geral e aprender sobre a história do cinema, né? Porque isso aqui tem que ser preservado, né? Que a partir de 2030 a gente não sabe como vai ficar tudo isso, esse espaço público tudo, porque vai vir a inteligência artificial. Então é uma questão de cultura mesmo, né? As nossas histórias todas preservação. E você gosta da conversa que vem depois também desse bate-papo sobre o filme? Aí assim, eu gosto de rodas de conversa. jornalismo, literatura, eu gosto. Isso faz parte do combo de vir pro cineclube. Exatamente. A importância do cineclube para mim é importantíssima, porque essa questão de difundir a a cultura, difundir o cinema, difundir o prazer pelo cinema e mais do que isso, o prazer pelo debate, por conhecer novos novas pessoas com novos pontos de vista, até pontos de vista diferentes do seu. Para mim tudo isso é muito importante e acho que é uma coisa que deve existir cada vez mais. Você convida então as pessoas que estão assistindo a terem essa experiência caso não tenham aí ainda conhecido um cineclube. Claro, é muito importante a gente conhecer o cineclube para ajudar a difundir a a arte, a cultura, como eu disse. Então, quem não viu, pode vir, é mais do que bem-vindo. Laete, qual a importância do cine clube para você, que é um dos precursores aqui, né? Eh, queria que você falasse como tudo começou e a importância para você. Para mim a importância foi que ele me levou a ao âmago da história do cinema. Aqui passaram todos os filmes do passado. Faz mais de 10 anos que eu frequento aqui. E foi um aprendizado. É uma uma volta à sua própria história, né, de vida a partir do cinema. Isso mesmo, porque a meu tio, ele foi o o iniciador dos do CLUB em Campinas, como este programa criado pela Cláudia, que foi é é uma é uma perfeita programação sobre a história do cinema. E outra coisa que eu acho importante aqui do MIS é que ele é gerido pelos pelos frequentadores. As a programação é feita pelos curadores, que é o pessoal da da que é o pessoal que vem os frequentadores dos do Cineclube. Isso é muito importante, porque os curadores vão se desenvolvendo e vai aperfeiçoando o a história do cinema para a juventude. É uma é um trabalho muito importante que só feito pelo MIS. Todo mundo ganha. Todo mundo ganha. Os curadores e os frequentadores. Obrigado. E os funcionários também do MIS. que no caso, por exemplo, do Oreste, do professor Orestes, ele é uma pessoa que se não fosse o professor Oreste, esse esse só aqui não teria não estaria acontecendo. Ele ele é o é o está no início do do do cine clube do do MS no CNE como no CNE muito muito e ele até hoje está aí na batalha e ele graças a ele que este que esse cinema está e com a colaboração de outras pessoas de outros frequentadores, que este que Este o cine clube existe. Então, Cláudia é muito rico e o pessoal que vem pro cineclube geralmente vem pela curadoria, mas também pelo bate-papo, né? Sim. O pessoal vem por causa do filme, vem pelo bate-papo, escolhe por curadoria, mas tem gente que também não é isso não. Vem porque vem, porque tem cinema no MISA, aqui é um lugar de que eu vou ter lazer e vem em qualquer filme, né? Tem gente tem frequentador que vem direto aqui. Então assim, tem são diversos os motivos das escolhas, mas tem certo, tem certos filmes que tem mais gente, outros não, né? E é muito legal o espírito também de você, eu vou para ver o que que tem, né? Sem tá necessariamente preso numa editoria, numa linha, né? Você vem e se permite surpreender, ser surpreendido, né? E de repente você sai daqui transformado ou não, fala: "Não, esse filme não mexeu muito comigo isso é muito legal". Clube, né? Sim. Que é o antigo cinema, né? As pessoas iam ao cinema porque esse era o lazer, não tinha muita opção. Depois quando é não tinha, depois quando vi a televisão, a pessoa começou a escolher de ir ao cinema só quando tinha filme. Diminuiu muito o público, as salas ficaram menores, né? Veio o controle remoto. Aí veio, quando veio controle remoto, a pessoa liga a televisão por ligar e fica zapeando. É, né? E aí, agora é uma experiência de aprofundamento, porque você tem essa opção de assistir um filme e conversar. Então você pode mergulhar, que é uma coisa que não tá muito ligada ao mundo digital, né, que é tudo muito efêmero, muito rápido, ninguém fala sobre, não dá tempo de falar sobre, né? Então é um espaço maravilhoso. É, esses dias a gente teve aqui semana passada, né, no filme do gabinete do Dr. Caligar, veio uma escola aqui, né, eram alunos do ensino médio. E eu conversei um pouco disso com eles antes. El tá acostumado a assistir aqu filme lá na telinha do celular. É uma experiência muito solitária, né? E aí toda a percepção é só a minha. Só de ir ao cinema e tá sentado com alguém, vê quem tá do lado a hora que a pessoa ri, a hora que a pessoa chora, que a pessoa se assusta, já é, né? Então é uma experiência coletiva e ela se complementa com o debate. Maravilhoso, né? Cláudia, quem quiser acompanhar a curadoria do Cine Clube História do Cinema, tem canais? Tem. A gente tem o Instagram, né? Tem o Instagram do movimento cineclubista. Eh, movimento_line cineclubista CPS, né, Campinas. E tem o Instagram do Miss mesmo, né, Miss.Campinas. E a programação tá sempre lá. Na portaria costuma ter a programação impressa, né? E é assim, tem filme de terça, quarta, quinta, à noite, sexta, sábado, domingo, de tarde, de noite. Tem muito cinema grátis por aí. Maravilhoso. É só vir, né? É só vi. Tem que vir, tem que experimentar. Tem, tem que tem que vem para cá. Cláudia, muito obrigada por compartilhar essa história com a gente aí. 10 anos de cine clube e vida longa pro cineclube, né? Vida longa. Muito obrigada. Obrigada a você. E para você que assistiu esse programa e gostou, quer compartilhar ou rever, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas no Conexão Cultural. Hoje sobre os cineclubes. Muito obrigada pela sua companhia e até daqui a 15 dias. เฮ [Música] เ
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