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CONEXÃO CULTURAL - CIAS TEATRAIS CAMPINEIRAS
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CONEXÃO CULTURAL - CIAS TEATRAIS CAMPINEIRAS

49 views Publicado 26/08/2024 HD · 36:17

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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[Música] o conexão cultural é o seu programa da TV Câmara Campinas para acompanhar as manifestações culturais e artísticas da cidade e hoje a gente tem a honra de estar aqui na sede do lume da companhia de teatro lume tão conhecida e tão querida aqui na cidade de Campinas uma companhia de teatro que trabalha também com a pesquisa cênica e quem vai falar pra gente sobre a história sobre o trabalho de quase 40 anos é o Gesser que tá aqui do meu lado a Naomi e a Cris muito obrigada por receber a gente aqui na sede Obrigada a você pela oportunidade da gente poder falar um pouco mais sobre o nosso trabalho que é um trabalho também que se mistura com a cidade de Campinas Barão Geraldo né cidade a cidade com a Universidade Estadual de Campinas porque o lume nasceu dentro da Unicamp na verdade como um núcleo de pesquisa o bournier que foi o criador ele veio da França depois de 8 anos de estudos lá com a ideia de criar um núcleo que investigasse o trabalho na época a gente não tinha as questões de gênero a gente dizia o trabalho de ator né hoje em dia o trabalho de atuação de atriz e de ator específico para o teatro então ele veio com essa ideia de de investigar convidou um primeiro ator que foi o Carlos Simeone para começar uma pesquisa que levaria pelo menos 20 anos porque é uma pesquisa que é construída no corpo do intérprete então ele dizia que essa pesquisa se a alguém começasse o trabalho com ele e abandonasse levaria embora a pesquisa então cada um de nós que integra o lume meio que tem um pacto um compromisso de permanência longevo para que a gente possa fazer uma pesquisa que se consolide e que aconteça de fato no corpo e e que tem eficiência na arte de atuar Então é quase um sacerdócio vocês você se colocam em serviço gente a gente essa expressão mas eh no fundo no fundo é quase isso sim muita dedicação exclusiva se colocam a serviço né E como é que é muito tempo já convivendo junto Vocês vem esse essa transformação do corpo dentro da expressão como é que é oh eu acho que podemos puxar um fiozinho Talvez para para falar isso com relação à pesquisa e tudo né que se você própria tinha citado isso das linhas de pesquisa do lume acho que dentro desse histórico faz parte também acho que falar um pouco pouquinho sobre isso o lum dentro desse foco do do da pesquisa em atuação tem algumas linhas de trabalho em que ele se aprofunda Mais especificamente tem Claro esse grande guarda-chuva que né que é esse trabalho de interpretação mas a gente tem uma das linhas que a gente chama de dança pessoal que é justamente esse trabalho de potencialização né das energias da corporeidade de cada um específico dos atores e atrizes tem um trabalho também de palhaçaria que é uma pesquisa bem int eh também voltado para essa criação dos Palhaços e também isso a naom pode falar muito melhor que eu e para criação de espetáculos e de tudo mais uma linha que a gente chama de Mimis corpórea que já se refere a essas pesquisas de Campo que o lum faz em vários diferentes territórios para daí trazer material paraa criação de espetáculos eh tem um trabalho também voltado pra rua teatralização de espaços não convencionais e Os espetáculos eles nascem a partir desse dessa relação entre essas diferentes linhas e as pesquisas desdobram né a partir daí e cada um dos atores e atrizes tem as linhas onde nas quais se aprofunda com né com Mais especificamente ali e a relação que você perguntou né dessa relação longo prazo né porque eu acho que o o o segredo do trabalho que ela é sempre em relação né então a gente busca primeiro esse primeiro treinamento os primeiros anos de aprofundar era a nossa relação cada um com o seu próprio instrumento né com seu corpo com sua voz com se suas emoções com sua expressão né com sua potência né enquanto ator entre a gente né e entre atores e atrizes aí abrindo PR as pesquisas né como a CR Falou então aí vem palhaçaria que é uma relação com a a comicidade né como que a gente potencializa nosso ridículo nossa comicidade aí depois com as outras pesquisas com a rua né Aí depois vem o ensino então é nossa relação com os alunos que a gente nem chama de alunos são participantes né de de uma troca entre a gente transmitir o que a gente aprendeu e eles a partir desse diálogo então tem muita coisa assim cíclica de relação E aí quando você pergunta como que isso se sustenta acho que é por isso porque a gente tá sempre se reinventando né a gente tá sempre se alimentando dessa relação E aí nossos corpos né assim não são os mesmos de 1990 né então a gente vai trabal né Nós eh temos três atrizes aqui no grupo nós três vivemos aqui Lume com os treinamentos intensivos depois com gravidez nós três temos filhas e filhos né Então a gente vivenciou a gravidez né em em cena né grávidas depois em cena com filhos pequenos amamentando depois os filhos crescendo né enfim então a gente vive isso assim como parte a vida e a arte ali né tinha uma questão bonitao também era fundamental bonier foi o criador do L do otá bonier ele ele ele queria investigar e criar uma metodologia uma técnica ou procedimentos que servissem para todos e todas mas ao mesmo tempo que fizesse com que cada um se singularizar então por exemplo eu tenho um corpo e um uma história de vida completamente diferente da Naomi eh então de que maneira eu olho para mim paraa pessoa que eu sou para pro histórico que eu tenho de vida e como é que eu construo a partir disso respeitando e me aproveitando dessa singularidade que só eu sou capaz de fazer então é o tempo todo a gente tá ao mesmo tempo que verticalizando no mergulho daquilo que que me torna singular como ser humano não como indivíduo mas como ser humano porque é da humanidade que a gente trata quando faz teatro né Eh ao mesmo tempo que eu tô fazendo essa investigação dessa singularidade eu tô me atualizando quem sou eu hoje para que eu consiga com 70 80 anos Continuar a ser um ator apesar de não ter mais um corpo de 20 30 anos que era o que a gente tinha quando começamos a essa pesquisa né então a gente tá o tempo todo se atualizando enquanto ser humano enquanto artista para poder entregar o melhor que a gente é capaz pro nosso trabalho né pra nossa áre que é do ser humano se expressar né Independente de corpo de idade de qualquer coisa né e essa meta do Luiz é bem ousada né E vocês sentem que existe esse caminho já foi um pouco percorrido depois de tantos anos já é possível sentir que existe um certo método para despertar isso nas pessoas é eh e vou te responder ao mesmo tempo complementando o que a nome falou quando ela trouxe o ensino também uma das singularidades do lume é que Justamente a gente circula entre a pesquisa que tem um resultado artístico né que são Os espetáculos as demonstrações de trabalho que tem né esse viés poético tem esse outro viés que é o pedagógico que é bem forte também no nosso trabalho porque desde o princípio como a gente sempre nasceu já dentro da academia já tem essa relação com o ensino que é forte dentro desse modo do da relação que a naom traz como sendo isso dessa relação de encontro é que também reverbera as nossas práticas pedagógicas Então a gente tem há 20 anos pelo menos todos os anos em fevereiro eh a gente recebe pesquisador estudantes de várias partes do Brasil de várias partes principalmente América Latina mas de outras partes do mundo também que vem aqui para aprender conosco e e o que a gente tá transmitindo ou a partir desse pedagógico vem dessa pesquisa na sala de trabalho feita com cada um de nós com os próprios copos e a partir dali Então essa metodologia ela vem sendo construída E reatualizado à medida em que a gente vai também expandindo nas nossas pesquisas artísticas coisas não tão estão eh eh estão totalmente conectadas e em fluxo né E a outra é a pesquisa também do campo conceitual que aí as publicações os livros os artigos eh todos nós escrevemos sobre o trabalho também que a gente realiza que é umro or de pesquisa orientação de pesquisa né a gente tem conexão com a pós-graduação também da artes da cena da Unicamp e em palestras entrevistas Então os modos de est disseminando Essa pesquisa é através do espetáculos né das publicações e também desse trabalho com ensino então isso também é o que traz essa longevidade pro lume porque a gente tá sempre nesse processo de encontro se alimentando também com o público que vem nos assistir com os parceiros que vem para cá para tá trabalhando conosco né sejam estudantes sejam outros pesquisadores então está sempre uma frente alimentando a outra né Isso é muito particular do nosso modo de de entender a arte né como esse espaço mesmo de troca de atualização e e você perguntou do só quando perguntou do método interessante porque né porque nada na nada é para sempre né tudo se transforma né então quando burnia começou Ele trouxe uma proposta muito aada também que é trabalhar a partir da exaustão física né então eram 8 horas 10 horas de trabalho em sem interrupção sabe nem todo mundo ficava na sala fala ali né sangue suor assim 10 horas sem parar para tentar entender e pesquisar e investigar esse limite do corpo né então vários de nós passaram de de de certo forma bebendo dessa desse procedimento dessa fonte com os cursos por exemplo você vem pessoas vão vir para fazer um curso as pessoas não vem necessariamente com mesma disponibilidade né então por exemplo conforme o tempo foi indo Ah então vamos a gente percebe que assim 4 horas é um bom tempo para tá oferecendo uma prática Então você já modifica Então são muitos exercícios são muitos procedimentos são muitas experiências então algo que levava 10 horas um exercício ele foi sendo modificado a gente viu outras maneiras de transmitir princípios né que foram descobertos lá atrás num exercício AG orora talvez muito mais eh pontual de 20 minutos de meia hora enfim mas que traz essa experiência de outra forma né então Eh é um processo de contínuo eh modificação assim de o que que é o momento né que que essa situação Pede agora né que que contexto enfim princip alizando né inclusive uma uma das frases do que foi quando tava desejando fazer parte do lume eu perguntei a ele o luí mas como é que é o lume eu gostaria de saber como o lume é para eu poder me organizar e me adequar ao que ele é ele falou não o lume não é ele vai sendo Ai que legal então então assim na verdade e é isso isso tem toda coerência com o que ele sonhava com com com esse trabalho luí ele faleceu 10 anos depois de criado o lume né então São 30 anos já praticamente sem ele mas esses princípios que ele que ele estabeleceu são a base e são os pilares do nosso trabalho até hoje né sem ele com muito ele né exatamente ele é muito presente em tudo assim tem algumas pessoas que até dizem deixa ele descansar mas a gente a gente tá sempre com ele eh Porque faz muito parte da de quem nós somos eu acho que uma das dinâmicas que nos faz também sempre tá realimentando tá ligado justamente como perdemos o o mestre ali né o mentor muito se eh e e nós que ficamos todos são atores e atrizes a gente também trabalha com essa troca com outros pesquisadores que vem de fora então cada espetáculo nosso eh ele é dirigido ou a pesquisa é acompanhada por artistas outros então a gente já trabalhou com e tada chendo do Japão anzu furau Natsu Nakajima Emílio G web Grace passou Norberto presta ou seja diretores que vem vem de países ou do Brasil de lugares diferentes com trajetórias diferentes que de alguma maneira se comunicavam com o nosso trabalho pessoas que trabalham com a prática e com o mesmo modo de entender a criação então cada uma dessas passagens na nossa vida ela move o território ela provoca é o que nos impede também de est só entre os pares ali acomodados claro que tem uma acomodação Mas a gente sempre busca essa acomodação com relação mais a um conforto e confiança do que uma estabilidade rígida né Então essas pessoas que vêm elas movem nossos territórios as nossas certezas e nos provocam a experimentar outras coisas por isso que isso é Reflexo quando a gente também tá ensinando é também a partir dessas provocações que a gente próprio se coloca acho que isso é né Uma das coisas que nos faz tá completando no ano que vem 40 anos e ainda mantendo uma atividade né uma produção artística ainda potente né e e só só uma palavra que me ocorreu que surgiu agora porque a gente tem uma parceira que é uma parceira na área de produção não eh na área artística ela foi Nossa produtora por muitos anos agora ela trabalha em São Paulo ela trouxe um terma que eu achei muito bonito que ela falou assim o lume é como se fosse um ecossistema né então é um ser vivo né um organismo então nós cada um de nós é parte aí todas as pessoas que já passaram por aqui os os alunos fazem parte desse ecossistema os outros grupos que se formaram com a gente você citou né família Burg que que nasceu aqui dentro eles são parte desse organismo os diretores e outros mestres são parte desse organismo né e e tem muito essa sensação de raízes sabe né tem raiz muito forte aí disso nascem várias plantas várias árvores várias várias obras Nossas obras também fazem parte desse ecossistema que se transformam também né que vão se transformando como como para além do é um modo de vida entende para além ali Ok é um núcleo de pesquisa da Universidade eu acho que também né dar esse crédito paraa Unicamp ser uma universidade o lume É muito raro no o modo de funcionar eh é permite por ter uma universidade que tem Centros e núcleos de pesquisa e que permitem esse aprofundar no tempo né existe algo ali que nos ajuda a permanecer mas para além de isso tem aqui pessoas que sonharam com um modo de vida que é viver em em coletivo e criar a partido coletivo seja dessas sete pessoas seja da equipe toda que gere o lume né a gente tem uma equipe administrativa de produção quer dizer pessoas que sonham junto conosco né que fazem parte como todos esses teatre iros que a gente encontra pelo mundo por onde a gente vai e que você se reconhece né Eh é esse trabalho de formiguinha não é que quem tá na nas grandes Produções comerciais dos seus países mas são pessoas que sonham com esse modo de vida que passa pela relação que passa pelo encontro que passa por uma construção coletiva todo esse ecossistema né todo esse ecossistema uma coisa que a gente não falou que me causou curiosidade quando fui pesquisar é o o porquê do nome vem disso também dessas junções né É no primeiro momento era uma sigla né lume mas que é ao mesmo tempo a sigla já era com esse desejo do que o próprio nome lume comporta ali dessa chama né mas na época era laboratório Unicamp de movimento e expressão é mas foi o jeito que o Bê encontrou de caber a palavra lume porque era uma era um termo que ele usava muito ele ele inclusive dizia que ele ele não era diretor ele era um parteiro de ator ele ajudava o ator a dar a luz né a atriz e o ator a darem à luz à sua arte a sua obra né então é um pouco isso e porque é isso porque tudo que a gente vai apresentar e representar não tem outra fonte senão a a a mim mesmo a minha humanidade entende não tem como eu pegar a tua energia e colocar num personagem eu vou buscar em mim algo que equivale a sua energia ao seu histórico de vida vou me apropriar mas em em em última análise é algo sempre meu exatamente não tem de onde eu tirar algo que não que não esteja em mim se não está eu tenho que descobrir des cobrir Ah porque já está sim eu vou só tirar a cobertura para ele poder existir sim é um trabalho bastante assim que eu acho que isso que é bonito talvez é o enc porque tem outra palavra que eu acho que tem muito a ver com com com o nosso trabalho e com esse ecossistema que é o encantamento né acho que a gente é encantado por fazer isso né e busca encantar as pessoas também porque é muito encantador né isso de você passa por um processo realmente não é um processo fácil um processo que exige muito a conhecimento de Fato né é isso essa dedicação ficar na sala muitas horas não Abrindo mão de fazer outras coisas que talvez né você gostaria de né ir no bar tomar uma cerveja ver ir no cinema sei lá né ter uma vida com com outras frentes mas tinha no primeiro momento muitas essa necessidade mas esse autoconhecimento que é muito bom pra vida né pra gente como ser humano ela também se transforma em arte então a gente também tem uma busca pela poesia né pela estética eh pelas linguagens diferentes Como comunicar sobre esse esse caos que a nossa existência né de uma maneira que o público vai levar algo né vai se identificar vai ser tocado a gente espera né vai ser transformado Então realmente é um trabalhão né eu eu gosto de falar que eu tô tentando desenvolver uma fórmula da matemática de poder calcular quanto tempo de trabalho necessita para um minuto de cena oh mas calcul essa essa formula vai dar um quiprocó noi ou as pessoas vão desistir na hora ou elas vão falar era isso mesmo eu sabia né gente uma honra est aqui compartilhando um pouquinho dessa história Tão rica né queria que vocês compartilhassem as redes pra gente poder eh vir invadir esse espaço aqui assistir tudo que vocês produzem Olha antes de falar só o o o endereço certinho só dizer isso de que o lume eh n para as pessoas que estão no nos assistindo e que não nos conhecem né el tem uma casa uma sede que fica em Barão Geraldo e que essa sede é aberta para quem quiser nos visitar conhecer nosso trabalho eh esporadicamente né a gente sempre tem uma programação de espetáculos na sede ela é aberta para o público em geral normalmente é uma programação que é gratuita eh também em fevereiro já há mais de 20 anos a gente fornece cursos para atores atrizes de várias partes que queiram vir para cá mais ou menos em outubro as inscrições se abrem E aí é muita procura é algo que a gente adora receber aqui são em média 10 cursos por ano que são oferecidos são cursos intensivos mais ou menos menos de 8 dias 4 horas por dia com uma programação também de espetáculos o ano que vem a gente faz 40 anos como a gente já mencionou então não sabemos exatamente ainda como vai ser a nossa comemoração mas ela vai existir Com certeza então a casa tá aberta venham nos visitar para conhecer o trabalho projeto como ideal é a gente ter 40 atividades ao longo do ano aqui na nossa C porque quando a gente fez 30 anos eram 30 horas ininterruptas tá certo de atividade 30 30 anos em 30 30 anos em 30 horas agora 40 programação 40 anos em 40 programações mas ess passado né Ah tá vamos aguardar né E falar né a gente principalmente movimenta as notícias sobre o lume no Instagram eh @l teatro ah ok a gente movimenta Instagram @l teatro podem também mandar do dúvidas e mensagens que a gente responde dizer que a gente tá com programação agosto setembro e outubro uma vez por mês 25 de Agosto próximo espetáculo domingo 25 e depois podem acompanhar pelo Instagram o de Setembro e de outubro abrem umas inscrições pros cursos em outubro e fevereiro ferve né temos um site também www.lum teatro.com.br que dá para saber um pouco mais da história desse Trabalho maravilhoso muito obrigada de novo por nos receber aqui obrigada obgada Voltem sempre muito obrigada Voltaremos né e conexão então para por aqui mas volta já já com um pouco mais de teatro e uma surpresinha para vocês que vocês vão acompanhar já já [Música] de volta pro segundo bloco do Conexão cultural ainda na vibe do teatro só que agora com a família Burg que também é uma companhia de teatro só que focada na palhaçaria E adivinha onde tudo isso Começou no lum quem vai contar pra gente é a Joana de Toledo que tá aqui é o meu lado né Joana muito obrigada por nos receber aqui na sede do Casarão né Eu que agradeço a gente tá aqui na nossa casa na nossa sede o lugar onde a gente ensaia onde a gente também faz parte desse coletivo que organiza a programação do espaço e que esse ano completa 12 anos e o casarão como Centro Cultural 20 anos nossa tem muita história né muita história muita história então começa contando pra gente gente é uma família uma companhia que trabalha em família muito legal né e começou no lume começamos no lume eh Numa pesquisa com palhaçaria né E com essa busca né pela identidade cômica do corpo o que é que tem de único em cada um o que é que cada um traz de seu para criar o seu humor a sua comidade e ali eu e o meu companheiro agora o Evens a gente se conheceu nessa pesquisa e a gente iniciou além de um grupo uma família né a gente no meio das das bobagens das das brincadeiras das palhaçar das palhaçar a gente também tem uma uma história de amor uma história que começa com muita alegria e também com muita proximidade né que eu acho que esse lugar da família ele traz esse lugar de afeto também esse lugar de compreensão extra sala de trabalho né E sempre rende umas histórias incríveis também não é Nossa com certeza com certeza a família sempre rende Aquela aquele caos aquela inspiração também não é é a família acho que é o lugar onde você menos Consegue Mentir né Um Olhar já é suficiente pra gente se entender muito e e também para dizer que que eh quão inspirador é poder de repente ter ideias eh enquanto você tá cozinhando né ou ter propostas de trabalho enquanto você tá viajando e e e dividindo outras coisas que são mais mais cotidianas assim então a gente tem um pouquinho desses lugares a a nossa história assim primeira que a gente tem mais memória de quando a gente fazia treinos de acrobacia e e e os nossos Mestres né falavam é mas ela tá grávida ela ela tá virando cambalhota com com o bebê e a gente assim é isso né É É o nosso corpo é o nosso trabalho e é dali que as nossas filhas também vão começando a ver o mundo né É porque hoje além do casal o irmão do seu esposo também faz parte desde lá de trás né as duas filhas e a sobrinha é isso né é essa galera toda são seis pessoas é um núcleo é uma família e também é uma formação cense né que tem muito para contar essa coletividade que que faz parte do imaginário de Cultura de Barão Geraldo que são várias companhias se apoiando mutuamente para existir dentro de um uma rede de cultura que quando se forma não existia toda essa quantidade de políticas públicas e e também não tinha essa formação de público tão consolidada quanto a gente vê agora então nossas filhas estavam super ali no colchãozinho né enquanto a gente estava apresentando né elas fizeram parte dessas oficinas que incluíam várias crianças de projetos socioeducativos Então fez parte da formação delas eh eh participar junto e e não ter eh Aquela aquele lugar já eh destinado para elas elas foram buscando junto com essas grandes formações Então eu não sei dizer quão precioso é mas eu posso dizer que é desafiador também porque Imagino um grupo comum que não é uma família Ele termina o ensaio terminar o o apresentação e cada um vai pra sua casa né e a gente continua né a gente continua e a gente falou assim ó vamos estabelecer um horário para ter ideias então legal depois das 6 da tarde a gente vai combinar que cada um anota sua ideia não pode mais ter ideia depois senão imagina senão ninguém dorme né dorme é jantar é 24 horas né e a palhaçaria ela tem essa coisa também da vulnerabilidade né porque querendo ou não Da nossa família também surgem as nossas maiores espelhos as nossas maiores fragilidades isso é um material muito Rico PR palhaçaria não é é um alo que de alguma forma Nossa super bonito você falar isso porque de alguma forma ele traz perspectiva pro pro trabalho do palhaço da palhaça da palhaçaria em si que não é só entreter e e e alegrar né que é também eh trazer o o riso no mesmo lugar do do do choro né No mesmo lugar da da tristeza e da profundidade então às vezes é um alívio mas ele não é o o o objetivo final ele ele é um respiro para você se entender como ser humano e e poder olhar pro pro outro com empatia e e nesse lugar da família como eu te falei a gente não consegue esconder muita coisa né a gente tem ali aberto todo o nosso conjunto de eh personalidades algumas que a gente esconde como em todo lugar né como em todo lugar e e a gente pode de alguma forma aprimorar a experiência eh da relação eh humana eh tentando H se colocar de de uma forma Generosa e sincera né pro pro outro eh uma mãe ela ela vai ser ser uma mãe em qualquer contexto sim seja ele profissional seja ele não profissional um pai um tio as irmãs também então de uma forma muito natural surgem as as os conflitos de uma forma muito natural também a gente começa a equalizar eh as soluções e e e trazer isso tudo pra cena e assim o que eu tenho visto é que quem assiste acaba de alguma forma também podendo se ver naquele lugar e de alguma forma se identifica e fala Pois é eu também vivo isso sabia eu ia perguntar justamente isso como é que as pessoas recebem esse contexto familiar que ele já vem com uma acho que com uma uma liga diferente né do que só se vocês fossem apenas colegas de trabalho de palco que já é muita coisa é muito intenso o teatro né Mas além de tudo como é que as pessoas recebem então elas se identificam meio que de imediato ou sentem essa essa esse espelhamento Pois é eu eu percebo nesse trabalho mais recente que a gente fez com a a nova geração já com mais de 18 anos já também buscando a arte por vontade própria que as pessoas quando assistem elas tendem a primeiro buscar o trabalho com uma perspectiva virtuosa o que que eu vou ver de de aprimoramento técnico o quanto eh refinados de acrobacia eles estão o quão ágeis eles são nas nas nas piadas e no humor e daí num segundo momento Eles olham para aquilo e falam nossa é uma família sabe então tem uma quebra e falam eu poderia tá ali Hum que legal e e para nós assim depois da pandemia isso gan ou um sentido novo porque a gente percebeu que as pessoas conviveram mais em lugares menores dentro da suas casas e elas experimentaram isso o o o Qual a necessidade você tem de aprender a conviver ou reaprender a conviver e aí o Cico todas as brincadeiras se cces elas entram como como ferramenta de convivência também como é que eu posso brincar com o meu pai como é que eu posso brincar com a minha irmã eu tenho um sofá eu tenho um tapete e e isso veio sendo trazido pelo público sabe ao longo das nossas apresentações Ah eu quero fazer isso que legal as nossas casas viraram verdadeiros cenários né sim e que legal isso né Muito muito interessante que seja sempre assim né um start para ideias e para fomentar isso dentro de cada um né claro que eh quem assiste nem tá com a pretensão de repente de virar um ator mas sai daqui transformado né Essa é a proposta né nossa Com certeza e todos nós temos a uma uma criatividade que é muito nata né que é muito Nossa e que de alguma forma ela se tem espaço ela vem à tona né ela quer se expressar né Joan e conta pra gente então Quais são os trabalhos do grupo hoje oficinas o que que vocês estão trabalhando nesse momento legal a gente tem esse espetáculo novo que a gente eh fez uma primeira circulação com ele pelo interior de São Paulo em praças em em escolas em espaços teatrais que ele se chama circo rodapé e ele Tá circulando pelo sesques agora ele também tá ganhando outras circulações e fora esse espetáculo a gente tem um primeiro espetáculo que nós fizemos nessa mesma formação já em seis artistas na família mas nossas filhas eram muito [Música] pequenas então a gente começou ele em 2015 então elas faziam número de acrobacia também número de palhaçaria mas a gente tá revisitando agora esse espetáculo e trazendo ele para essa para essas novas pessoas é nov que legal em breve Então vão trabalhar com a circulação desse espetáculo em breve vamos trabalhar que chama deslocado circo Ai que legal deslocado circo e para quem quiser acompanhar a família Burg Quais são as redes sociais contatos a gente tá no Instagram @cc famab o o g é mudo no final e nosso site é www.fili.com.br e só para esclarecer que você deve tá pensando o Burg é por causa do nome né Burg é por causa do nome do sobrenome não são dois irmãos hambúrguer com a Joana me disse né nas escolas as crianças já conhecem a gente como família hambúrguer tudo bem respondem como vocês n aqui a gente então conferiu também algumas imag algumas cenas dos espetáculos que vocês estão ensaiando né Muito obrigada pela generosidade de compartilhar essa história com a gente Eu que agradeço Casarão tá sempre de portas abertas para receber o público e para novas participações muito obrigada lá e aqui né lá e aqui lá que eu digo na plateia gente e para você que assistiu esse programa quiser rever ou compartilhar é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas e procurar o conexão cultural muito obrigada pela sua companhia a gente se vê daqui duas semanas [Música]
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