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Conexão Cultural | As 7 maravilhas de Campinas com a Baronesa de Itatiba
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Conexão Cultural | As 7 maravilhas de Campinas com a Baronesa de Itatiba

140 views Publicado 11/08/2025 HD · 32:53

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🌆 Campinas e suas maravilhas! No episódio do Conexão Cultural – Saudade e Suas Vozes, você embarca em um passeio histórico, turístico e cheio de memória afetiva pelas ruas da cidade com duas figuras que encantam moradores e visitantes: o projeto Nostalgia Turismo e a carismática Baronesa de Itatiba. 🚍 A bordo de um ônibus restaurado da antiga CCTC (Companhia Campineira de Transporte Coletivo), o guia turístico João Ricardo resgata a memória dos tempos em que esse modelo de transporte era símbolo da rotina urbana de Campinas. O ônibus virou um espaço móvel de aprendizado, histórias e conexão com a cidade. 🎩 A experiência ganha ainda mais charme com a presença da guia turística Giovana Baú, que assume a persona da Baronesa de Itatiba para conduzir um passeio teatral e imersivo, repleto de curiosidades sobre a história de Campinas e suas belezas. Neste episódio, você vai conhecer as 7 Maravilhas de Campinas, eleitas pela própria população. Cada ponto turístico é apresentado com riqueza de detalhes, sensibilidade e aquele toque teatral que transforma o tour em um verdadeiro espetáculo cultural. 🌟 Prepare-se para se emocionar, sorrir e se surpreender com: Relíquias arquitetônicas Espaços de memória e identidade campineira A importância do transporte público na história da cidade A força do turismo cultural como ferramenta de valorização do patrimônio 🎙️ ENTREVISTADOS: João Ricardo – Guia turístico e criador do projeto Nostalgia Turismo 📲 Instagram: @nostalgiaturismo Giovana Baú / Baronesa de Itatiba – Guia turística e personagem do Tour da Baronesa 📲 Instagram: @tour.da.baronesa ✨ Se você é apaixonado por história, turismo, memória e cultura popular, esse programa é um convite para revisitar Campinas com um novo olhar — mais afetivo, teatral e encantador. E se você ainda não conhece esses locais, fica aqui o incentivo para embarcar nesse tour inesquecível. 📲 Assista, compartilhe com os amantes da cultura campineira e deixe nos comentários: qual seria a sua maravilha número 1 de Campinas? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] E o Conexão Cultural de hoje está maravilhoso, porque a gente vai acompanhar o passeio Campinas Maravilhosa, que percorre as sete maravilhas da nossa cidade, as curiosidades e a histórias de todos nós. E quem vai conduzir a gente literalmente por essa viagem é o João Ricardo, que restaurou essa maravilha aqui do CCTC. E também a Geovana Baú hoje vestindo a pele da baronesa de Tatiba, a Chica. Vem com a gente. [Música] João, conta pra gente como você teve essa ideia genial. as coisas foram acontecendo ou você já tinha ideia que ia surgir um passeio dessa dimensão? Olha, começou com vários fatores, né? Uma porque eu sempre gostei de ônibus desde a infância e um que era meu sonho era ser cobrador e motorista da empresa. Então eu viajava com os ônibus com a minha mãe, via pra cidade, eu era gamado nisso, né? Aí a vida deu oportunidade, a gente adquirir o ônibus, comecei a restaurar, não acabei ainda porque sempre tem, né? Mas colocamos ele em condições de uso, acho que até melhores que os dias de hoje. E para dividir essa experiência, né, essa paixão, a gente começou a fazer passeios turísticos e outros tipos de de passeios, né? Passeios cervejeiros, passeio ferroviário, até balada acontece aqui. E foi assim que tudo começou há uns 12, 15 anos atrás, mais ou menos. E as pessoas dizem o quê? Qual a experiência delas só de entrar aqui? Como é que é? Ah, eles falam: "Nossa, andei muito nisso daí, minha época, levei muita marmita, né?" E eu falo para todos que isso daqui não é um ônibus, é uma máquina do tempo, que quando a gente anda nele, a gente tem a mesma emoção. Velocidade, barulho e o cheiro são idênticos da época e a gente procurou manter a maior originalidade possível, né? Então é uma viagem no tempo que a gente vai fazer aqui. Eu tô vendo ali dona Olga, queria que você falasse por que ele tem esse nome. Ah, isso daí foi uma homenagem à minha mãe, né, que já se foi e para homenageá-la, homenageá-la, né, a gente colocou esse nome no ônibus. Isso daí. Maravilha, né? Mais uma maravilha. Então, e a gente vai então percorrer agora as sete maravilhas. Campinas tem muita coisa para ser mostrada, tem bastante coisa. E agora com a parceria da Baronesa de Tatiba. E a gente não tá fraco, não é isso daí? Direto ao século XIX. Bora lá. [Música] A Geovana Baú vai vestir a Baronesa de Tatiba. Ela vai falar pra gente como é que acontece essa transformação, quem é a Geovana e como ela faz para virar baronesa, né? Isso mesmo. Agora é eis-me aqui, Ana Francisca de Paula Camargo, Baronesa de Tatiba. Nasci em Campinas em 1809. Casei com meu primo de segundo grau, Joaquim Ferreira Penteado. Tive 13 filhos e após a morte dele, vou dar continuidade às obras de caridade em Campinas. Por essa personagem, embora ela já tenha um currículo dessa dessa altura, né? Olha, eh, existiram vários barões, viscondessas, mas a Ana Francisca nasce em Campinas e pela parte de caridade na cidade, pela parte de solidariedade, me encantou conhecendo a sua história. Então, por isso que eu resolvi fazer essa homenagem através da interpretação da Baronesa. Então, a Chica agora vai contar um pouquinho das maravilhas que a gente vai visitar. Com certeza. Bora lá. [Música] Baronesa começa explicando. pra gente sobre as Sete Maravilhas de Campinas. Com certeza. As Sete Maravilhas foi um concurso em 2008 que o Correio Popular e o Raque realizaram, onde a população poôde votar as sete maravilhas mais bonitas da cidade. Então foi o próprio voto da população essas sete maravilhas. Eles que decidiram por afeto e reconhecimento, né? E quais são? Vamos lá. Em primeiro, antiga companhia de estrada de ferro paulista, estação cultura hoje, a Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição e segundo, terceiro, Alagoa do Taquaral, quarto Jquey Clube, quinto Mercadão, sexto Escola Preparatória de Cadetes do Exército e sétimo, Torre do Castelo, onde nós estamos. Como é que é? Por que que essa essa torre foi considerada uma das maravilhas? Como é que é pra baronesa ver a cidade desse tamanhão? Impressionante, né? Voz MC sabe que era tudo vila, freguesia, então mudou muito a cidade. Mas vamos lá. Aqui nós estamos na Praça 23 de outubro, a Torre do Castelo. Durou 2 anos para ser construída em 1938 a 1940. Aqui era um reservatório de água com capacidade de 250.000 1000 L de água que abastecia a ala norte da cidade. Então aí depois veio o museu, né, que é administrado pelo Museu da Sanasa. Então tem objetos antigos, né, dessa época. E por ser um ponto de triangulação geodésica, nós e ele está a 27 m de altura, a 735 m em relação ao nível do mar. Então, uma das partes mais altas é aqui. E o que que significa? Através dessas seis janelas, o visitante pode observar o crescimento e a expansão, por isso que ele é chamado de ponto de triangulação geodésca. Se pegarmos um ponto e a partir do ponto definir o crescimento e a expansão que a cidade teve, então as plantações de café agora foram substituídas por prédios e IPs floridos, né? Muito. É uma cidade totalmente verticalizada, né? não somente de eh muita história, mas na parte de ciência e tecnologia. Então, Campinas tem esse destaque e vale muito a pena porque o próprio visitório morador, quem nasce em Campinas desconhece a história. Então é uma, é a hora que você conhece mais você valoriza a cidade onde mora ou onde nasceu. Bora lá pro próximo ponto do Campinas Maravilhosa de hoje. Vamos lá. Vamos pro próximo. [Música] E agora a gente vai saber um pouquinho mais da sexta maravilha, que é a escola preparatória de Cardetes do Exército. Baronesa, conta pra gente. Tem tanta coisa linda aqui para ver, né? Fala um pouquinho dessa construção pra gente. Como é que foi essa construção? É maravilhosa. Primeiramente era uma fazenda que dá nome ao bairro, né? Fazenda Chapadão. Pertenceu ao Joaquim Policarpo de Aranha, Barão de Tapura. Aí por isso que nós temos a rua Barão de Tapura. É curiosidades dessa dessa história. O estilo dela é colonial espanhol. Foi utilizado na sua construção óleo de baleia, sangue de animais que proporcionou o estilo que é hoje. É de 1944. o arquiteto, o engenheiro arquiteto Hernani Val Penteado. Então essa casa rosada que a gente tem é semelhança, né, com a casa rosada, na verdade, essa coloração não tem nada a ver essas lendas, esses mitos que contam. Essa é a finalidade então dessa cor rosada, porque foi usado o sangue de animais. É, foi utilizado todos esses materiais, né, que era utilizado nas fortificações também. E o interessante da escola de cadetes é que guarda o lustre que é incrível, tem o busto em homenagem Antônio Carlos Gomes, né? E então é maravilhoso conhecer a Spessex e toda essa importância que ela tem na cidade. Então vamos ver um pouquinho também. Vamos. Vamos lá. Baronesa veio visitar o Tunico, então. Ai, que honra. Por demais. Antônio Carlos Gomes, gênio das Américas, que nasce em Campinas no dia 11 de julho de 1836 e morre aos 60 anos em Belém do Pará, deixou um legado no mundo, né, com a ópera ou guarani, entre muitas, a noite do castelo, Colombo, Loisquiavo, Joana de Flandres. Eh, maravilhoso. E tem uma curiosidade, Carlos Gomes, o nosso tunico, né, Antônio Carlos Gomes, ele era negro. Porém, ouvem, esbranquiçaram isso. Então, a mãe era a índia, Fabiana Jaguari, e o pai Maneco, músico. Então isso tem que se ressaltar, né? Tentaram apagar, mas sempre através do City Tour, através eh eu posso estar falando para que esse que tudo que o racismo, preconceito, intolerância religiosa acabe. Aproveitar esse momento também. É, tem que conhecer a história como ela realmente foi, né? Quer dar uma palinha pra gente de uma composição dele? Ai, quem sabe é assim, ó. Tão longe de mim, distante. Onde irá, onde irá meu pensamento? Tão longe de mim, distante? Onde irá? Onde irá meu pensamento? Quisera saber agora. Quisera saber agora. Se esqueceste, se esquece, se esquece. Juramento é dele. E o hino de Campinas, A hora do Brasil, é tudo desse gênio das Américas que deixou um legado meu conterrâneo que eu tenho maior orgulho e gratidão pelo legado que ele deixou. E aqui na escola de cadetes a gente tem esse busto também em homenagem a esse gênio, né? Com certeza. Eh, ele merece todas as homenagens possíveis e imaginárias pelo legado, pela sua história, né, e pela sua vitória de tantas belíssimas obras que foram reconhecidas no mundo. No mundo. Eu acho que ele fez essa música quando ele tava com saudade de Campinas, talvez, né? Ah, eu vou te contar. Ele fez pra Ambrosina do Lago, filha de um rico fazendeiro. Ele teve um amor platônico por ela. E aí ele vai fazer a modinha, quem sabe. Olha só, gente, você descobre tudo isso no Campinas Maravilhosa, Baronesa. A gente já falou do filho ilustre e agora a gente vai falar desse ilustre espetacular que tem aqui. Quer contar a história dele pra gente? Conto sim. Ele tem aproximadamente 600 kg de pedras preciosas. chama atenção. E também ele pertenceu ao Teatro Carlos Gomes. Aí foi um dos belíssimos teatros que, infelizmente demolido. Então, eh marca aí uma forte presença, né, dos artistas, de como era movimentado Campinas. E hoje esse patrimônio tá aqui dentro da Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Então quem quiser visitar é só agendar também. Dá, é possível vir visitar, né? Isso mesmo. Escolas ou mesmo visitantes. É, é, mas é importante estar agendando, entrando em contato para conhecer essa maravilha. É muita maravilha dentro de maravilhas, né? Então, a gente vai ver as próximas agora, certo? Vamos, vamos pra próxima agora. [Música] [Música] Baronesa. E agora essa maravilha aqui do Parque Portugal ou a nossa querida lagoa do Taquaral. Conta pra gente um pouco dessa história, contar algumas curiosidades aqui. O primeiro nome dela era Lago Isaura Teles Alves de Lima em homenagem, né, a Joaquim Bento Alves de Lima, o nome da esposa, ele colocou esse nome, mas todos conhecem como Parque Portugal, né, influência dos portugueses ou Lagoa do Taquaral, porque é era o nome de uma fazenda, né, como entre outros, né, Pro era uma fazenda. Então, por isso Lagoa do Taquaral é um dos 16 parques aqui que cartão postal nós temos a caravela da réplica da que trouxe Pedro Álvares Cabral que é a anunciação. Tem tirolesa, tem pedalinho, tem toda uma infraestrutura ao redor. Então, vale super a pena conhecer o nosso cartão postal. E aqui pertinho também tem o Lago do Café, que também tem história, né? Tem o Lago do Café Francisco Barretuleme. A fazenda dele ficava onde é o Hoje é o Lago do Café. Então foi uma fazenda de de engenho de cana de açúcar num primeiro momento e depoente e o café também. Então tem muita história essa região. [Música] Chegamos à Quinta Maravilha. Não é isso, Baronesa? Isso mesmo. Mercado municipal conhecido como Mercadão. Ele surge em 1908. Aqui também tem uma grande importância paraa ferrovia também, porque aqui ficava a companhia funilense e aqui deste lado, onde tá a peixaria, aqui era a estação Carlos Botelho, né? Então chegava sacas de café, passageiros. Então, além da paulista que nós conhecemos, né, teve a Mogiana, a Funilêncio, o Ramal Ferre Campineiro e a Sorocabana. A característica interessante do mercadão, o estilo é neomístico, tá? a obra do Francisco Ramos de Azevedo. Ele nasce em São Paulo, mas aqui nós temos muitas obras, entre elas o Mercadão de Campinas, o Mercadão de São Paulo, a escola Francisco Glicério, a nossa catedral, é tudo obra do Francisco Ramos de Azevedo. Então hoje o pessoal vem aqui, compra de um tudo, encontra de um tudo, né? Isso mesmo. E também ponto de encontro de intelectuais. Eu digo que é um ponto de vivência e sabores, né? Aqui se encontra de tudo. São 143 boxes, né? Desde fumos de corda, acessórios, queijos e e uma boa prosa também, né? Com certeza. Fora os lanches famosos, né? Então, maravilha. E aqui a gente tá vendo agora que tá um pouco em reforma ainda, mas logo mais ele vai estar disponível pra população de novo para saborear essa maravilha, né? Isso mesmo. Não percam. mais de 3.100 m² de área construída. Eh, o campineiro ou visitante vai conhecer essa maravilha e também vai se saborear. E não são todas as cidades que tem um mercadão para chamar de seu. E o nosso é sensacional, né? Sensacional. É só vir e aproveitar. Bora lá pra próxima. [Música] Baronesa. E agora a gente tá nessa maravilha aqui que é tão importante na cidade de Campinas. Fui importante, continua, né? Conta pra gente quais são essas características que tornou aqui a Estação Cultura uma maravilha de Campinas. Ora, pois, muita importância. Antiga Companhia de estrada de ferro paulista. Aqui o a a população votou e é a primeira maravilha, a mais bonita das maravilhas da cidade de Campinas, foi eleita pela população, antiga companhia de estrada de ferro paulista, que surge em 1872. Dá para imaginar que circulavam de de 20.000 a 30.000 passageiros por dia no século XIX. N nessas plataformas aconteciam encontros e desencontros, despedidas e o café chegando. Então aqui é um é um ponto muito importante da história da cidade e ainda continua sendo, porque hoje a estação cultura colhe todos os eventos da cidade, Afromix, eh festa junina, então todos os eventos importantes acontecem aqui também. Você mesma passou muito por aqui? Muita, muitas despedidas, com certeza. Eu morava aqui, né? Então eu recebia também toda a corte aqui na nesse local. Você morava lá no Palácio dos Azulejos, né? Isso mesmo. Eu morava no Palácio dos Azulejos, eu com meu esposo aqui em Ferreira penteado. Eu tive 13 filhos que eu já te contei e lá era minha residência, uma das, né? E aqui inclusive a gente tem assim um a vila industrial pertinho, porque os ferroviários moravam por aqui, né? Isso mesmo. Tá? A vila industrial, primeiro bairro, né? Onde surge a ferrovia, onde os ferroviários residiam. Então, muita importância ao redor aqui ao entorno. Eu poderia dizer que é uma volta ao século XIX, porque o trem hoje é somente de carga, né? Mas futuramente vai ter aí Campinas, São Paulo, mas eh deixou a sua o seu legado na história toda essa o século X e hoje o século XX. E é isso. Então, vale a pena passar por aqui, olhar os detalhes, observar. Cada detalhezinho conta uma parte da nossa história, né? Isso mesmo, pensar que antes do trem somente era o carro de boi, o cavalo. Então foi eh foi o trem revolucionou, né, impulsionou o crescimento da cidade. E esse patrimônio é tombado pelo Contefat, né, que é o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo e mantém as suas características. tem um relógio que também eh eh deixou a sua marca aí durante essa trajetória. Então, tudo isso eh vale a pena estar conferindo o próprio campineiro, né, independente dos eventos, é um espaço que fica aberto à população. Então, bora lá para as próximas maravilhas. [Música] Antes da gente pra próxima maravilha, a gente vai saber uma curiosidade aqui com a baronesa, né, Baronesa? Isso mesmo. Ora, após os barões e as baronesas desciam da estação e já davam de cara com a rua São José. Quem comprava na rua São José era quem tinha muito dinheiro. Então, a Elite Cafeira comprava aqui. Hoje, onde está o comércio popular? Hoje, a famosa 13 de maio. Então, é aqui que só compravam os barões e baronesas da época. Isso mesmo. Desciam do trem e já se deparavam com a rua São José. E hoje você pode vir na Estação Cultura e passar pela tes de maio e fazer suas comprinhas do mesmo jeito, né, com outras opções. Com certeza, né? Isso mesmo. Comércio popular, muitas lojas, é só vir. E uma curiosidade também é que hoje a gente pode se vestir como a gente quiser, com a roupa que a gente quiser. Você tá toda chique, mas não pode soltar o cabelo. É isso? Não, não pode soltar o cabelo. Uma porque tinha muito piolho na época e a outra é porque a mulher só podia ficar de cabelo solto para o marido. Então só pro Joaquim Ferreira penteado. Em público jamais. Eu só os tempos mudaram. Bora pra próxima maravilha, né? Vamos lá. [Música] Tenho certeza que a Segunda Maravilha de Campinas daria uma tarde inteira pra gente ficar falando do tamanha riqueza de detalhes, né, Baronesa? Mas já dá uma pincelada para quem tá assistindo e ainda não conhece ou não se atentou para vir e conhecer, né? Com certeza. Logo de na entrada do estilo neoclássico, aí tem várias datas, né? Em 1807 ela começa a ser construída. No dia 8 de dezembro de 1883 é a inauguração. Então demora 76 anos para ser construída. Aí tem 1854, né, que é uma data importante da da arquidiocese e 1923, quando foi inaugurada a cripta, onde estão enterrados os membros importantes da igreja. Detalhe, taipa de pilão, o tipo de construção dela. Então, ela demora 76 anos. O cimento da época era a taipa de pilão, que nada mais é que excrementos de animais, barro, isso tudo era colocado em formas de madeira e erguidos, né? Essa é a técnica e também socado no pilão, por isso é taipa de pilão, cimento da época. Então, do lado de fora, nós já temos todas essas preciosidades. Ah, temos também o Pelicano, que representa a Eucaristia, porque o Pelicano ele faz um ferimento no seu próprio corpo e o filhote se alimenta, por isso ele representa a Eucaristia. E temos a águia também, que representa a sabedoria. E também lá no topo, os anjos do apocalipse, é, os quatro evangelistas, Marcos, Mateus, João e Lucas. E lá embaixo nós temos o São Pedro e São Paulo, São Paulo Apóstolo. Então essa fachada da catedral, pessoal. Aí já dá pra gente ver que tem muita coisa para conhecer aqui, né? E dentro essa maravilha, o que que você poderia destacar? Aí, antes de qualquer coisa, também tem a escadaria da catedral, onde é feita a lavagem no sábado de aleluia, como luter e resistência do negro, porque essa igreja era da irmandade do santíssimo sacramento, então os negros não entravam. Então, a a lavagem da escadaria que se se tornou patrimônio imaterial em 2014, eh, faz parte da luta e da resistência do negro, né? dizer ou não a qualquer tipo de preconceito, racismo, intolerância religiosa. Então, vale a pena ressaltar que essa igreja não entravam negros, somente brancos, apesar de terem construído. Isso mesmo, esses escravizados através do trabalho forçado, eh, fizeram parte da história e foram, né, muito cruelmente, né, sacrificados. Então, vale a pena ressaltar, né, e manter e manter ainda essa esse símbolo de luta através da lavagem da escadaria, onde as religiões de matriz africana, né, realizam a lavagem. E aí, restaurando toda essa questão histórica, é, entrando para cá, com essa consciência, o que que a gente pode observar assim, um contraste entre claro, escuro, a madeira mais escura? Que estilo que é? Ah, vou te contar. Ó, cedro vermelha madeira e também aqui é o barroco e o rococó tardio que prevalece. Aí nós temos assim os vitrais, né, que são do Conrado Sorgenic, os lustres são franceses e temos lá em cima o órgão cavaleiro, o órgão francês. Mas se olharmos para trás também nós temos a imagem de Nossa Senhora da Conceição, que é nossa padroeira. Do lado esquerdo, a cátedra, que dá nome a catedral, poltrona, onde o bispo senta. E só o altar é uma outra curiosidade, demora 9 anos para ser construído. O baiano vitoriano dos anjos traz três escultores da Bahia que e que é feito esse magnífico trabalho, tá? Então, eh, a iluminação foi usada folhas de ouro, né, que dá esse destaque para ela. Então, ela ela tem uma beleza realmente sem palavras para explicar, né, as imagens eh já é possível e verificar isso. Uma obra de arte mesmo para ser visitado. Eu tô vendo as folhinhas do café ali, tudo tem um significado, né? Isso mesmo. Tá. Do lado nós temos o santíssimo também que tem imagens de crianças, tá? Que filham, eram filhos de barões. Então, uma curiosidade também. E aqui, ó, do lado esquerdo tem um, era um túnel como se fosse um túnel da época, né, de esconderijos, né, na época da ditadura. Então é uma curiosidade também que a ser dita e a cripta também, né, que abre, né, tem os horários que vale a pena tá conferindo. A cripta é aberta, onde estão os principais membros da igreja, arcebispos que deixaram o seu legado, entre eles o Dom Joaquim Vieira, né, o padre Vigarinho, entre outros. E então vale a pena também conhecer a cripta, ou seja, uma caixinha de surpresa. Você vai abrindo a história dentro da história, né? Tem que vir conhecer. E agora a gente vai pra nossa última visita, a Maravilha Jquei Clube. Bora. Bora agora. [Música] Chegamos à quarta e última das sete maravilhas visitadas por nós nesse passeio maravilhoso. E a Baronesa vai contar pra gente as curiosidades do Joque Clube de Campinas, né, Baronesa? Isso mesmo. Jquey Clube ele foi inaugurado em 1925, baseado nos palacetes franceses do século X, né? Estilo Arte Nevô. E aí lá lá na fachada dá para observar as flores, frutas, né? Características da eh da arquitetura do local. O interessante que aqui as pessoas realizavam as apostas no século XIX. E aí, e depois das apostas aconteciam saralus, as festas e sabe quem esteve presente aqui? E nós temos a assinatura o pai da aviação, Santos do Mon. Isso mesmo, porque nós estamos em frente ao monumento túmulo em homenagem a Carlos Gomes, onde Santos Dumon colocou a pedra fundamental em 1905. Então aqui estamos rodeado de história, o único elevador de gaiola que ainda funciona aqui no Joquey. Então inspira história e memória esse prédio. E aqui acabou se tornando um grande ponto de encontro. Aqui embaixo tem os barzinhos, então ele mantém a característica social dele, né? Isso mesmo. Tem o coliseu, né? O restaurante, né? E que e que funciona. Então o espaço, né? é para justamente para ser relembrado, né, como uma das maravilhas e também utilizado de alguma maneira, né, ao público como restaurante. Não basta só enfeitar, né? Tem que fazer sentido. Agora você já sabe dessas histórias todas. Vai andar por aí um pouco mais atento, um pouco mais desperto. Esse bichinho da curiosidade acaba picando os visitantes de Campinas? Com certeza. Porque um povo sem história é um povo sem memória, né? Então você quando conhece você ajuda a preservar a cidade que você vive ou vem visitar e já tá anoitecendo aqui. Então baronesa, muito obrigada por acompanhar a gente por esse tour na história. E agora você já pode voltar pro seu tempo. Ah, com certeza. Agora eu vou lá no século XIX. Muito obrigada e até a próxima. O barão deve estar te esperando. É verdade, tem que correr. Então vai. E para você que gostou desse programa, é só rever ou compartilhar a sessão do YouTube da TV Câmara Campinas, procurando por Conexão Cultural Campinas Maravilhosa. A gente se vê daqui a 15 dias. [Música] [Música] [Música] เ
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