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[Música] e no Conexão Cultural de hoje a gente vai falar sobre artistas locais e hoje a gente tem o privilégio de estar aqui no ateli deari em Valinhos que não nasceu aqui mas desde os 20 anos chegou aqui na cidade e se consagrou como um artista plástico músico e produtor cultural muito obrigada por nos receber aqui nesse Atel nesse nessa fábrica de produção Jess Muito obrigado a vocês pelo convite estou à disposição eu queria que você começasse contando pra gente dá para ver aqui pelo tanto de tela que ele é uma produção IMP parante eu queria que você falasse como é que começou esse essa afinidade com a arte e com a música também que foi mais ou menos no mesmo período lá em Santa Catarina né quando jovem eu entrei no seminário no colégio de padres e fiquei fiquei no internato por muito tempo por 10 anos que eu seguia eu queria seguir a carreira religiosa então na nossa grade escolar nós tínhamos duas matérias que me que eram apaixonantes para mim além de todas as outras mas tínhamos desenho e tínhamos música Eu descobri que eu Tinho uma facilidade assim completamente diferente das outras matérias e e pelas duas eu me apaixonei como eu me apaixonei pelas du duas então eu fazia isto nas horas de folga ou eu desenhava ou eu pintava com os poucos recursos que eu tinha E à medida que eu fui eh crescendo fomos passando de fase até chegar em Valinhos aonde eu eu acabei me desligando eh eu eu eu não imaginava que eu chegasse nesse desse ponto porque foi a coisa assim foi muito natural foi muito espontânea as coisas foram acontecendo até que quando caiu a minha ficha de que eu realmente podia fazer um trabalho na linha profissional já era a década de 80 eu comecei na década de 60 no seminário e na década de 80 eu eu percebi que a coisa tava pegando um formato semiprofissional e E aí ninguém me segurou mais você passou também aqui pela Casa da Cultura né que é uma casa muito importante na vida de muita gente mas aí eu acho que a aquele não que vira um sim né que você tinha um professor querido e quando ele saiu você foi e achou o seu próprio estilo verdade eh isso não foi na década de 70 ainda não chamava Casa da Cultura era eh centro era centro eu esqueci o nome bom eh Então tinha um professor chamado Sebastião Guimarães e com o qual eu eu tive orientações mas mal eu sabia que ele tinha percebido que eu tinha algum talento mas ele nunca nunca me falou nada então ele ele ele ele puxava muito minha orelha assim no bom sentido e me forçava a fazer uma série de coisas tal né e e isso eu fiquei com ele durante do anos depois ele sumiu desapareceu do mundo e eu fiquei perdido porque eu estava assim ficando dependente da orientação dele e por conta disso por conta desse desligamento Eu também tinha acabado de deixar a vida religiosa então comecei um novo caminho comecei a trabalhar comecei uma nova faculdade então não tinha mais tempo fiquei 5 anos ausente das atividades né Não acredito sim até que um dado momento eu fui chamado a voltar às atividades eh eh por um casal de amigos volta vamos fazer vamos fazer as coisas tal e eu não tava querendo fazer mas eu fui incentivado a fazer e de repente eu eu eu voltei a produzir com um estilo completamente diferente daqu aquilo que estava sendo ensinado ou seja foi um processo de amadurecimento foi foi foi um um processamento de informações assim quase que inconsciente e quando eu voltei eu voltei assim um JC diferente e aí tudo começou e foi a partir dali que eu digamos a foi esse começo né que me fez chegar a isso que nós estamos que nós vamos ver daqui a pouco chegar nesse iní foi uma longa trajetória década de década de 70 a a chegar nessa fase aqui são 50 anos né então a retomada foi um renascimento mesmo mais autoral né foi Foi aonde Foi aonde eu digamos eu eu eu comecei a encontrar ou buscar eh eh espontaneamente a minha identidade como artista porque no comecinho eu buscava elementos né Mas aonde eu buscava os elementos nas lembranças da dos meus milares e de pessoas próximas a mim tá então mas não tinha uma temática firme não tinha uma temática definida aos poucos o fato de eu estar ausente da minha família que mora lá no Paraná num num num num numa pequena comunidade chamada São São Miguel e e e ela mora até hoje lá é é um sítio é roça eu vivi na roça então eu trago aqueles personagens nas suas atividades do cotidiano para dentro das minhas telas que é um processo digamos é um resgate psicológico é um resgate histórico social e e eles são personagens por exemplo como atividades dessa tela aqui são são meus familiares aqui minhas minhas irmãs meu irmão né porque é isso que tá aqui que é uma plantação de trigo é um trigal Eu Plantei trigo eu colhi trigo eu preparei a terra pro trigo então Essas atividades eu as exerci então agora elas estão fazem parte das minhas teras como ros gado Como eu disse você fazia uma arte lá né plantando colhendo e agora você retrata aquela arte que você mesmo fazia né é hoje hoje virou assim virou uma virou quase que uma defesa da natureza e defesa eh da Agricultura Familiar por nós sabemos que a agricultura familiar realmente cuida preserva a natureza para produzir alimentos saudáveis eh que são aqueles alimentos necessários à nossa mesa não é O agronegócio que bota o alimento na nossa mesa O agronegócio exporta para comod etc e tal mas o pequeno produtor o pequeno agricultor que planta para si e vende o excesso é aquela produção alimentar saudável que foi isso que a minha família sempre fez e faz até hoje que precisa prisa da Regeneração do Sol que precisa da multicultura até para se manter ali produtivo né a gente sabe disso sim a a a base o princípio da da da minha do do do meu fazer artístico Não envolve a evolução tecnológica evidente que a minha família também eh partiu do trabalho essencialmente manual e e foi evoluindo tipo assim ao invés de fazer tudo no braço lav terra cavocar com a enchada com com arado puxado a boi e derrubar mata e colher na mão arrancar o feijão dobrar bater com com com com aquelas varas chamad mangual no su chão de mangual hoje é tudo mecanizado essa parte mecanizada pouco me atrai o que me interessa é valorizar a cultura a agricultura genuína aquela que eh através da qual meu avô ensinou pro meu pai e meu pai sustentou os seus 10 filhos eu sou primogênito então todos os outros aprenderam a fazer isso antes da advinda do do do do trator da colheitadeira da plantadeira etc e tal e você acha que é o seu os seus anos de mundo corporativo né que foram 16 mais ou menos o contato com a filosofia tudo isso moldou esse gci que a gente vê nas telas é o contato com o mundo corporativo me fez assim me deu eh a possibilidade de me sustentar de pagar as minhas contas morar razoavelmente bem comprar meus materiais o estudo da filosofia que foi antes de eu sair do do do do do do seminário eh me fez pensar me fez questionar um monte de coisas que eram ensinadas e eram as assim é assim é assado e eu não pensava eu não questionava quando eu comecei a pensar e a questionar e e há muito tempo não e muitas vezes não concordar eu fui desligado entendeu mas eu não me arrependo disso não porque isso fez com que eu amadurecesse hoje eu tenho opinião própria sobre qualquer assunto pode não concordar comigo mas ninguém me convence de uma coisa que eu que eu que que que não tem lógica e que não serve para ser convencido então não é não não é fala vazia que me convence por quê Porque eu tenho um um uma uma formação embasada no questionamento uhum e na e na na formação de opinião a causa porque sim porque não como é que funciona isso e eu sou um cara que adora ler eu leio muito sabe então dizia Ziraldo o seguinte é uma frase que eu sempre repito quando eu faço minhas oficinas com as crianças é importante a leitura dizia giraldo quando uma criança vai à escola ela aprende uma vez quando ela lê um livro ela aprende duas vezes e eu acrescento uma terceira colocação que não foi ele que disse mas soui eu que digo Ora se você vai à escola e aprende uma vez se você lê um livro e aprende duas vezes um com três um com dois três Então olha o enriquecimento que o coral falei criançada vocês T que ir pra escola e ler livro entendeu por quê porque assim vocês tem opinião formada vocês não são não não não não vocês não serão manipulados por opiniões de algum espertalhão sabe isso tem muita influência no mundo corporativo e no mundo político principalmente no mundo político nós temos nós temos assim muito manipulador então e que que quando a pessoa tem conhecimento não é manipulada sim inclusive com essa questão dos influêncer que cada vez aumenta mais a gente precisa ter repertório de vida né Precisa ter elementos pra gente questionar mas esa aí essa pessoa tá falando isso eu realmente Concordo eu tenho né tudo isso é é uma formação é um caminho né Sim a gente tem um mundo digital aí que tá influenciando eh Deus e o mundo a mim não mas eh eu também não tenho mais idade para ser influenciável a gente é impactado né mas influenciado é aí é um processo muito Timo a gente tem que tomar cuidado com as nossas crianças porque elas estão a no num processo de formação e com acesso a tudo isso esse é o grande perigo entendeu então Eh mostrar para elas como era Como Nossos Pais os meus os seus né e e e até os delas eu eu eu explico para elas Como funcionava E que elas também podem ter alguma relação não Valinhos era uma cidade eh meio Industrial comercial e meio rural o que aconteceu a a parte rural tá acabando por os condomínios tomaram conta a Industrial também um pouco né o qu a Industrial um pouco também Industrial mas mas veja bem pelo menos a indústria pelo menos a indústria ela não é tão nociva tão tão tão eh ah avasaladora quanto a indústria a indústria vem dá emprego e produz gera impostos gera lucro tal agora a predação imobiliária é é é é e é horrível porque chega chega e derruba tudo entendeu E aí vem um monte de gente morar aqui sem sem a menor infraestrutura adequada a a infraestrutura adequada porque não adianta construir condomínio condomínio condomínio Condomínio se você não tem uma uma infraestrutura adequada nós estamos acabando com a nossa cultura aqui da região Valinhos é Valinhos era exportador de figo para a Europa Cadê o figo Pou pouca nossas frutas Cadê a fruta é necessária na mesa do do do de de todo o cidadão fruta saudável não a gente importa da Argentina do Chile não sei que lá e a gente podia produzir assim produzir a uma Fartura enorme para exportar isos para outros países não o mundo o mundo imobiliário destrói tudo isso a gente tem até maçã no brasão da cidade né que era aquela maçãzinha pequenininha pois é Então aidinha cadê cadê a nossa produ produção de maçã eh significativa que tem um ou outro produzindo mas não tem nada a ver sabe as últimas administrações acabaram com tudo isso principalmente essa última então precisa é uma forma de resgatar um pouco e trazer esse olhar à sua obra também né as origens que são de todos nós né sim inclusive eu fiz algum trabalho voltado à cultura do fego não fiz da goiaba mas isso me revolta isso me isso me revolta muito porque consciente de que de como andam as coisas Sabe e e os os os nossos mandantes chegam e apenas assim avançam eh na área na área agriculturável ah simplesmente é porque preciso expandir a cidade a cidade não precisa expandir el precisa ser melhorada eu falei assim eu eu sou contra Mega cidades assim ah são grandes cidades falei assim Para quê Para quem nós estamos nós queremos qualidade de vida eu viajo bastante para a Europa e conheço muito da Itália são são pequenas cidades milenares que para você mudar alguma coisa lá você tem é um processo imenso que é para não é para você ficar construindo a torto direito como acontece aqui você anda por ali você vê um monte de construção ou seja meu Deus para onde nós estamos indo é e a a gente só defende aquilo que a gente conhece a gente só ama aquilo que a gente conhece então a gente precisa conhecer a nossa história né para poder preservá-la a própria Serra dos Cocais também é sempre um um um calcanhar de Aquiles aqui na cidade né então eu tenho um projeto que foi acabou sendo selecionado eh pela lei a lei óo branco agora né E que vai cuidar exatamente do Acampamento Mariele vive que está dentro da Serra dos Cocais e que está batalhando para manter aquilo e o meu trabalho tá muito ligado a Mariele vive escola de Periferia e preservação da natureza muito bom princialmente voltado pra Serra dos Cocais maravilhoso e aí o gestor cultural passa por tudo isso e também pela orquestra né a orquestra é um outro sonho né Eh que começou na verdade não era um sonho ter orquestra eu eu eu me apaixonei com quando era quando era jovem criança não quando era jovem pelo violino lá no seminário ainda e comecei a estudar muito bem comecei a estudar e depois eh eu eu eu eu não levei tão a sério o violino quanto eu levei a pintura e num dado momento eu eu eu deixei de estudar violino não abandonei o instrumento Mas deixei de estudar violino e tocava assim por puro diletantismo e eu sempre digo o seguinte velha as paixões da adolescência que não foram resolvidas quando você chegar a maturidade elas tomam conta de você e não tem jeito você tem que resolver prestem atenção o violino voltou a tomar conta de mim e aos 50 anos eu tive que voltar a estudar aí já cheio de defeitos tal novos professores mas Resumindo por causa desse foi convidado a ajudar a montar uma orquestra em 2004 nós inauguramos o primeiro concerto da orquestra pela harmônica de varinho não era esse nome mas não importa passaram por vários nomes em em setembro de 2004 inauguramos o primeiro concerto da orquestra com o número reduzido de músicos de lá para cá já completaram 20 anos a gente comeu pão que o capeta amassou mas não não se Não desistimos fomos vencidos e hoje a gente tem uma orquestra com 47 integrantes com uma equipe de administração fantástica que me ajuda por isso eu continuo à frente até porque e eles não querem trocar de Presidente né o ano que vem tem eleição Eu já falei olha quero um novo presidente um novo presidente para tocar orquestra falou não você continua eu foi feito eterno Presidente Mas por que que ninguém quer e diferente dos políticos que brio faz tudo para manter o poder não eu quero renovar eu quero colocar uma outra pessoa com outra visão mas eles não querem trocar por quê el estão satisfeitos eh então enquanto eu tiver energia né Eu continuo a hora que eu tiver começando a falar bobagem e tomando decisões estranhas eles T que ocupar o meu lugar tá porque já não sou tão jovem assim né mas mas ela continua então hoje com 47 integrantes esse esse ess ano assim foi um ano uma temporada assim bastante intensa intensa sabe a gente tocava dois projetos um do proac e um da lei ranet a gente encerrou as atividades agora esses dias atrás aqui sabe eh e agora com ano que vem novos projetos novas captações que a gente não sabe é tudo é tudo uma incógnita é tudo incerto que vai acontecer não sabemos mas os músicos ficam gerci Quando é que a gente volta gerci falei Calma calma porque agora s vocês querem trabalhar de graça venham mas eu não tenho dinheiro que pagar entendeu então é assim então a orquestra é uma orquestra independente trabalha com os projetos e com um grupo de músicos que formam a grande família da A Grande Família da da Orquestra Filarmônica de Valinhos lá não tem espaço para estrelismo lá tem espaço para confraternização pro diálogo e pro congraçamento j a gente quer saber as redes sociais para seguir você e o seu trabalho como pintor e também da orquestra a orquestra é simples de Orquestra Filarmônica de Valinhos você entra você você digita lá Mari com J tá gersy pon macari com dois CS você vai encontrar o Instagram e você vê tudo que eu ando fazendo por aí sabe porque quase tudo eu coloco lá no Instagram quando eu tenho paciência para lidar com essa questão tecnológica eu não tenho muita paciência sabe porque tem limitações e eu não tenho muita vontade de ficar que quando dá um pininho eu fico nervoso e daí eu daí eu ch Fábio socorre aqui Fábio me socorre o Fábio que é o companheiro do JC né Exatamente meu braço direito ele ele mora no meu lado esquerdo e é meu braço direito ó encerramos com declaração de amor já agradecendo por ter recebido a gente aqui e eu queria que você tocasse pra gente encerrar esse primeiro bloco [Música] [Música] [Aplausos] [Música] de volta pro segundo bloco do Conexão cultural o hoje a gente veio até o Atelier da Lara matana essa artista plástica incrível que criou uma técnica a partir das lascas de madeira e vocês vão ver que o efeito é incrível ele tem movimento tem vida tem pulsação muito obrigada por nos receber aqui no seu Ateliê Lara obrigada eu Alexandre prazer imenso compartilhar com as pessoas um pouquinho de tudo isso né Sim espero que você consiga me ajudar a fazer um desafio né Lar eu queria que você começasse explicando pra gente você criou essa técnica né sim eh há mais de 20 anos eu trabalho com madeira Né desde 2000 e desses resíduos que eu sempre foram a base desse procedimento artístico eu vi as lâminas sendo descartadas e nunca Me interessou usá-las como marchetaria eu queria desde o início colocá-las na vertical E aí foi surgindo uma busca né que após 3 anos de inquietamento da Alma o suporte onde foi permitido sustentá-las apareceu Ele se chama fingia depois eu posso mostrar para vocês na marcenaria e a gente coloca e de lá para cá veio criando várias possibilidades de movimentar essa lâmina que tem mais ou menos p 6.7 não tem nem 1 mm de espessura isso torna ela bastante flexível né para que a gente possa criar qualquer coisa e você falou que a madeira te encontrou né sim eu fui numa exposição fazendo um curso fora de Cuiabá que eu morei lá 33 anos e nessa exposição que eu fui encontrei um trabalho que era escavado que tinha vários movimentos em madeira maciça e a estrutura a textura o cheiro as cores me chamou muita atenção assim foi amor à primeira vista e é incrível porque eu nunca tinha pensado em trabalhar com madeira né E aí de lá para cá Isso foi em 99 em 2000 eu comecei as pesquisas e nunca mais parei eu pintava parei de pintar a madeira foi tomando corpo na vida né Hum E quando você vai começar uma obra você esboça ela com desenho e tudo você já tem uma imagem do que ela vai acontecendo olha geralmente a gente faz um desenho Sim as imagens elas são eu diria que eu sou uma artista mais intuitiva né Eu não tenho um aspecto muito técnico nucar Geralmente as obras já vê prontas E aí aquele rala rala para tentar executar né porque elas são completamente diferentes umas das outras né e e aliás eu gosto muito disso faz parte da minha personalidade não gostar muito de repetição então mesmo que eu faça o mesmo tipo de trabalho ou a mesma técnica cada obra tem um tipo de dificuldade é de uma cor tem um movimento então a gente tá sempre variando uma mensagem diferente né A Lara também é uma praticante professora de yoga e é impossível né a gente Separar uma coisa da outra né até porque conversando sobre a séries tem uma que chama sadana e eu queria que você falasse um pouquinho desse viés dessa poética filosófica que tá em tudo aqui né sim é realmente não tem jeito de desmembrar né e a série sadana ela aconteceu no ano de 22 a gente fez uma exposição muito linda na galeria André em São Paulo e a proposta era 30 anos de carreira 30 obras então eu comecei 2 anos antes a trabalhar com essa exposição quase 3 anos foram 2 anos e meio trabalhando e a proposta era me aprofundar num tema que é o yoga né que é essa representatividade do yoga na minha criatividade nas obras de arte que a gente V manifestando desde 2002 que foi quando eu comecei a praticar e dá para ver uma linha nítida né do antes e do depois do praticando yoga né do do processo criativo então em agradecimento a a esse praticar e a essa Filosofia de vida eu intitulei a exposição de Sada né que quer dizer caminho interior então o sadana precisa ter um sadaka que é um praticante então lá todos os dias naquele mesmo horário você faz a sua prática a sua meditação pode ter posturas ou não e você vai percorrendo dimensões internas de você mesmo ou externas né e a mente se expande a consciência se expande nesse universo infinito que é você mesmo também e daí a partir desse processo a gente visita a alma a consciência visita movimentos cores Sensações e dimensões né E aí a gente tentou retratar isso nessas 30 obras trazendo essa possibilidade como um convite até né para quem nunca ouviu falar talvez se interessar e tentar fazer também e tem esse pontinho né que você mostrou pra gente algumas peças da série que seria O Observador sim eh em cada obra tem um pontinho preto aonde é o sadaka em meio a esse movimento ou dimensão que ele se encontra naquele momento observando né observando a si mesmo e o todo né isso e tem as peças de madeira com também que é uma uma outra parte do seu trabalho que surgiu recentemente né Sim a gente tá nessa pesquisa já quase 3 anos e o vidro ele combinado com a madeira me dá um ele é completamente diferente das lâminas né porque a gente vai poder trabalhar só com madeira maciça porque a a lama né do vidro ela tem de 1000 a 500° então na lâmina ela pegaria fogo instantaneamente então a madeira maciça ela acaba sendo possível esse processo então a intenção é moldar o vidro na madeira e é um trabalho que ele acontece assim você se inspira e e tem que ser muito rápido porque o vidro ele esfria rápido também e rápido você tem que colocar ele no forno de tempera E por aí vai então são completamente diferentes essas outras obras de l a gente demora 60 90 dias para fazer em duas ou três pessoas trabalhando entendeu o vidro ele acontece de outro jeito mas o impacto na a me ver ele é fantástico né e ele precisa de outras habilidades de outros entendimentos para você conseguir lidar com essa matéria como a gota também né a efemeridade da gota que você tava numa das obras né isso nessa série em específico na Série sadana A gente trouxe a gota como uma forma de reflexão né então cham a gente apelidou essa parte da série de instante da gota que é o momento que a gota se desprende lá da nuvem instantes após ela encontra algum obstáculo nesse caso a madeira e como ela vai se conform mando a essa madeira antes de se diluir e voltar pra terra para depois novamente evaporar e fazer o seu ciclo de novo né Assim como nós né sim então é tão rápido e sei lá eu nem sei como dizer é difícil de pegar é mais ou menos efêmero é mais ou menos como a nossa vida né que muitas vezes conversando com pessoas mais idosas eles falam assim Nossa quando a gente viu já passou Agora eu tô assim Então vamos aproveitar essa vida né Vamos contemplar a vida viver cada instante eh de uma forma cada vez mais inteira mais íntegra né somos todos gotas né exato e esse framez inho que até a gente conversou ali com Carioca o nosso cinegrafista que é fotógrafo também né esse frame que a gente encosta em algo e se mistura ou volta né retratado nas obras e tem coisas novas vindo técnicas novas você falou que é m madeira é uma infinita possibilidade de trabalho sim e eu gosto muito de me desafiar mas tem mais a ver com a questão de não gostar muito de fazer sempre do mesmo jeito então parece que talvez isso seja meio intrínseco ao artista né de tá sempre buscando esse esses desafios e novas formas de manifestar essa consciência criativa E aí ou esse lugar que você acessa porque eu não acredito muito que a consciência criativa é uma coisa só sua né é uma coisa com compartimentalizada mas que também é comum a todos basta que você acesse né esse estado e nessas obras é a maioria delas vão estar eh flutuando saindo da parede são obras mais de instalação obras mais para Museu entendeu aonde você vai poder andar entre as obras mais tridimensionais tridimensionais as propostas são bem desafiadoras né Eu pretendo trabalhar inclusive também com papel porque o papel ele é uma sequência da celulose que é feita de árvore né é uma consequência de uma árvore e ela traz muita leveza Então a partir da Leveza do Papel a gente pode fazer obras maiores sem ter tanto peso eu tô me associando também a uma empresa de papel do Rio de Janeiro que trabalha com madeira Aliás com papel mas que também tem uma grande ocupação com a sustentabilidade que é uma das ocupações que eu tenho no meu trabalho né então houve uma identificação e eles sugeriram de ter uma um apoio aí nessa parte de trabalhar com os resíduos deles né ou de produzir um tipo de papel que seja proveniente de outros resíduos né a gente tá tentando fazer uma parceria de várias formas né V mas é surpresa sures daqui um ano a gente faz outra entrevista Maravilha e nessa calma toda Então você é um grande vulcão criativo você poderia dizer Lara Então e o yoga vem me acalmando senão é senão porque assim quando a gente tem esse esse ímpeto criativo é mais difícil de você parar para fazer então o yoga ele tem me ajudado a acalmar para materializar esse vulcão de ideias que você acabou de falar que maravilhoso fica uma dica aí para você que tá sentindo né uma procrastinação criativa recorrer o yoga né É não é excelente assim para TDH que é o meu caso né que por isso que é por isso que eu sou muito criativo eu acredito tem a ver né pra bipolar que também tem uma criatividade incrível e também tem dificuldade de se acalmar também é bem interessante Então foi uma combinação que deu muito certo né exato e Lara você já expôs também fora do Brasil já é já já expus em Miami em em Paris fora do Brasil foram só essas duas que quando eu comecei esse movimento a gente veio morar em Valinhos E aí deu uma cortada no processo Porque até mudar tudo criar uma equipe nova né tudo então s agora é que a gente tá com essa possibilidade em abril a gente vai estar expondo em Milão que legal levando essa técnica brasileira para fora exato tô muito feliz Que honra muito legal né parabéns essa técnica me possibilitou uma cadeira na Academia Brasileira de Belas Artes que legal é isso foi lá em 2007 então Eh eu tenho muito carinho né e muita gratidão pela madeira e por todos esses processos que vem me trazendo um crescimento como artista e como pessoa né com certeza e quem quiser acompanhar o seu Ateliê tem redes sociais tem Eh o meu nome completo que é Lara donaton matana @ né lar donaton matana e se quiser também o nosso espaço tá aberto para visitação com agendamento é isso vamos dividir a cultura né com certeza pra gente ter noção só presencialmente às vezes né então eu já ouvi vários várias pessoas que vieram aqui que conheciam o trabalho por fotos e falavam assim você devia ser proibida de da foto pelo menos um vídeo né porque é é a dimensão do da obra ela é realmente bem mais interessante na fisicalidade né exato e um dos objetivos que a gente tem assim por isso que eu gostaria muito que de deixar aberto mesmo esse convite né de trazer todo mundo que quiser que gostar porque segundo o Roger scruton eh é um filósofo inglês que eu gosto muito e é vio né então isso é bom ele fala o seguinte que a alma quer se tornar tão bela quanto aquilo que vê instantes após ter visto e isso é inconsciente então eu acredito muito que a arte tá meio que a serviço da beleza e né e dessa possibilidade de resgatar a alma né então muito mais do que a sustentabilidade ecológica a gente poderia estar falando na num resgate da Alma né dessa alegria de viver que a gente anda perd beleza que é muito mais profunda né exato somos únicos né e e acredito que somos obras de arte né então é é desvelar isso em nós né sim com certeza Então tá mais do que feito esse convite né Eu agradeço demais você ter recebido a gente aqui Eu que agradeço a oportunidade de coração muito obrigada Lara para você que nos assistiu é carioca nas imagens arrepiando e você que assistiu e quiser compartilhar também para estender esse convite a mais pessoas Acesse no YouTube da TV Câmara Campinas conexão cultural com a Lara matana muito obrigada e até o próximo [Música] domingo e [Música]