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[Música] e na conexão Cultural de hoje a gente vai falar desse filme ainda estou aqui que projetou o cinema nacional pro mundo todo a gente vai falar dessa importância né de fomentar o cinema e nós temos o privilégio aqui em Campinas de ter dois atores participando desse filme e a gente vai começar conversando com Augusto train que fez o soldado do do COD que é aquele personagem que não fala muito mas entrega tudo e a gente sente aquela carga e a dificuldade de quem participou desse período não concordou com ele mas tinha que tá lá sendo testemunha de tudo isso muito obrigada pela sua participação aqui com a gente Augusto obrigado vocês gente um prazer est aqui Augusto Você quer um campineiro tá projetando aí o nosso nome da cidade junto com o filme pro mundo todo que responsa né Queria que você falasse como é que foi receber esse papel Eh que que você achou de participar desse personagem que é um personagem muito emblemático ali na história né com certeza né foi um grande presente assim foi uma surpresa boa porque quando eles me consultaram no primeiro momento para fazer o filme eu não tinha noção exatamente do que que era o personagem assim eles eles me falaram que era uma participação pequena e especial mas eu não sabia muito muito bem o que era quando eu recebi o roteiro eu fiquei muito feliz assim porque eh por mais que seja uma tem um um tempo ali curto né Eu acho que tem uma importância política e social imensa assim no personagem eu fiquei é um grande presente mesmo Fiquei muito feliz eu li numa entrevista sua né que é a proposta do do filme adaptado do livro né do Rubens Paiva era ser uma coisa mais minimalista por isso você não teria tantos diálogos Ou seja você teve que condensar toda essa história em pequenos momentos através da atuação nua e crua né eu queria que você falasse dessa história que você descobriu do racismo que existe uma tendência né ao embranquecimento das Forças Armadas nessa época né É na verdade isso foi uma questão discutida bastante durante o processo eh acho que colocando de uma maneira melhor eh a gente a gente estudou um pouco esse grupo de soldados que eram trazidos sempre da região sul do país e eram soldados sempre brancos o que o que já dá uma indicada um pouco um estranhamento mínimo assim né mas eram soldad sempre brancos trazidos da região sul do país para trabalhar esse trabalho mais braçal nesses aparelhos de frente de da repressão da ditadura né então eles não sabiam para onde estavam indo eram jovens que sa eles estavam no exército e eram colocados nessa função sem poder de escolha afastados da família também e de qualquer rede de de apoio exatamente para eles não passarem as informações do que eles viam cotidianamente né a gente chamavam soldados catarinas né uma lusão meio a Santa Catarina e aí o que o que a gente discutiu um pouco é essa é esse dado um tanto quanto problemático e que e que acende um um sinal vermelho que é o fato deles serem todos brancos trazidos do sul do país então a gente pode olhar para isso com uma certa desconfiança né dessa desse aparelho repressor assim um dos pontos muito interessantes desse filme é justamente isso né É o que dá para extrair de dentro de uma história que a gente meio que já conhece porque se você for a fundo sempre tem coisas novas para se pesquisar então Além da questão uma mulher que ficou viúva com cinco crianças Se você começar a puxar tem várias pontas aí que precisam ser revistas revisitadas inclusive pra gente ter consciência enquanto país e que isso não se repita mais né e eu queria saber da importância pro país que você sentiu eh tendo esse contato com o livro e representando dentro do filme também Ah eu acho que o tanto o filme quanto o livro estão tendo uma importância enorme né porque porque tão trazendo um pouco essa discussão por uma outra Ótica eu acho que por um uma perspectiva muito mais sensível do que a gente estava acostumado a trazer normalmente eh o cinema brasileiro já abordou muitas vezes a ditadura e e de maneiras espetaculares assim a gente tem grandes filmes que tratam sobre o tema mas eu acho que a especificidade do tanto do livro quanto do filme é trazer por uma por uma perspectiva mais sensível um tanto quanto mais empática né e eu acho que isso de certa forma tem uma importância muito grande para aproximar mesmo espectador né a gente tem eh a gente toca por outras vias que não só Racionais ou políticas mas também emotivas assim Augusto não sei se aconteceu com você mas eu tinha eu tive amigos né que falaram Ah eu não sei se eu tô preparada para ver o filme E aí foi justamente o que o argumento que eu usei falei não acho que o viés não foi mostrar violência das torturas em si mas a violência psicológica que existia e a desinformação de uma forma geral né uma informação ada para alguns grupos mas outras pessoas ficavam completamente a deriva né então acho que foi bem isso que você falou um outro olhar mais sensível né e eu queria saber como é que foi atuar com a Fernanda Torres Claro a gente sempre tem essa pergunta né essa pergunta sempre me fazem e é ótimo porque é é realmente uma honra né uma coisa é uma coisa que enfim aprende muito aprende muito A Fernanda é muito generosa ela é muito atenciosa muito cuidadosa então no final das contas a gente teve uma relação bem horizontal assim não é uma pessoa que por mais por mais que seja essa grande atriz genial eh com muita bagagem muita história e com muita importância né pro Nosso cinema pra nossa televisão pro nosso teatro ainda assim ela tem uma postura muito humil de de muita escuta de muita troca muito aberta ao diálogo assim o que eu acho que para qualquer ator é fundamental né a gente a gente troca com pessoas tão incríveis Mas algumas vezes nem sempre pessoas abertas ao diálogo assim eu acho que a Fernanda tem esse esse grande essa grande marca assim de ser uma pessoa muito doce muito atenciosa né E muito engraçada muito engraçada a gente tá vendo isso até nas entrevistas né que ela sempre acaba sendo uma outra um outro show né Cada entrevista dela rende mais um show pra gente ver e e se deliciar com isso né sim totalmente tô achando maravilhosa a campanha Oscar dela porque realmente mostra um pouco da nossa do nosso Carisma Brasileiro né um jeito muito específico de ser é muito mais maleável e e brincando e brincando a gente chega nos lugares que que estamos chegando né a cristalização né do do tapete vermelho né e eu queria que você falasse qual a importância de Campinas na sua trajetória que é um ator jovem Eu imagino que já deva ter feito muita coisa né mas queria que você Contasse um pouco da sua história pra gente eu nasci em Campinas né então tenho uma uma importância que é o lugar de onde eu vim né eu eu passei a infância em Campinas eu fiquei eu morei em Campinas até mais ou menos 10 anos de idade assim e fiz toda essa primeira primeira formação de ser humano na cidade e e eu retorno sempre para Campinas porque eu eu acabei voltando para fazer Unicamp bons anos depois que eu saí vim morar em São Paulo fiz a minha formação como ator aqui em São Paulo mas como minha família sempre fic em Campinas eu voltava para Campinas assim semanalmente ou todo mês pelo menos para para visitar Então tem um certo carinho e e acho que agora eu tô criando uma outra relação com a cidade que é essa relação Também com esse contexto artístico né conhecendo um pouco os artistas de Campinas Endo um pouco os caminhos os cenários de Campinas assim e e também querendo pensar sobre isso porque querendo ou não é é uma cidade carregada de de história os prédios de Campinas eu acho muito muito doido o centro de Campinas ele tem tantos prédios históricos alguns abandonados outros não mas que que realmente mantém essa história viva assim essa história do começo do século XX sabe é bonito de ver assim então eu tenho essa relação um pouco emotiva de infância mesmo com a cidade de mãe né Augusto e como é que é o cinema brasileiro para você eh eu sei que São Paulo é quase um outro universo né pra gente que tá mais pro interior ali mais pras FR ainda que eu tô em Campinas mas eu queria que você falasse do cinema Qual é a sua expectativa a partir desse bom do próprio filme e como é que tá sendo viver de cinema é possível hoje no Brasil como é que é pros atores que vivem ali no dia a dia fora dessas lentes do glamor e do sucesso e tal é eu acho que viver como artista no Brasil além de além do cinema é sempre uma resistência e e uma resistência cotidiana assim não é fácil mesmo eh a gente tem a gente tem a gente tem que inventar caminhos né e não E é difícil focar só em um em um em uma via né Por exemplo eu sou ator eu sou bailarino Eu trabalho com cinema eu trabalho com teatro trabalho com dança EH Então cotidianamente a gente tem uma ideia de Ah o ator que vive vive no glamur como como você falou mas na verdade a gente eh pelo contrário é uma correria doida cotidiana fazendo mil coisas dando aula e e gravando e ensaiando Apostando em projetos muitas vezes eh com pouco dinheiro ou pouca verba assim tô falando isso porque eu acho que é importante levantar um pouco essa realidade do cinema c é um cinema muito forte é um cinema historicamente muito reconhecido eh muito premiado em festivais o o Oscar veio agora e eu acho que ele trouxe essa trouxe a tona essa discussão né do um filme brasileiro alcançando um festival tão grande mas na verdade a gente a gente tem uma uma história de filmes brasileiros que conquistaram grandes festivais assim e que são são filmes que devem ser vistos revistos reconhecidos e que foram feitos de maneira muito independente muitas vezes eu acho que o que eu a minha expectativa assim desse filme é que ele possa eh manter essa discussão levantada sobre a qualidade do que a gente produz aqui no país né porque eh muitas vezes existe um um jargão comum assim eu cresci ouvindo de pessoas Ah não gosto de cinema brasileiro cinema brasileiro é ruim ou é chato mas na verdade existe uma falta de conhecimento um pouco do que que se produz no Brasil né no cinema eh em grande escala eu quero dizer e que a gente possa olhar para isso olhar para esse filme e perceber que com apoio com estrutura financeira a gente tem capacidade disso de chegar no Oscar de chegar em Cane de ganhar festival de venea a gente tem capacidade de alcançar de de quebrar 1 Barreiras assim né porque tem muita qualidade nos nossos profissionais e e no que a gente produz aqui mas muitas às vezes falta mesmo estrutura falta possibilidade falta eh caminhos abertos assim e isso depende de suporte não só suporte público suporte privado então espero muito que o filme tenha levantado um pouco essa bandeira pra gente assim ó é preciso investir na cultura é é é preciso dar dar possibilidade pros artistas trabalharem assim porque com isso a gente tem grandes retornos né hoje o o filme tá sendo passado no mundo inteiro e o Brasil tá sendo visto no mundo inteiro e a história do Brasil né É É de uma de uma importância extrema pra gente então que isso possa eh continuar acontecendo mais e mais vezes E para isso a gente precisa de apoio apoio público apoio privado apoio do do público das pessoas irem assistir filmes brasileiros no cinema né acho que é isso primeiramente nós mesmos né nos apropriarmos da nossa história e aí a gente multiplica né eu queria que você falasse os seus trabalhos que que você tá fazendo agora se quiser divulgar também os seus contatos pra gente seguir acompanhar Com certeza eu até até queria muito est aí com vocês presencialmente né mas foi impossível tô tô agora estreando esse esse sábado uma Ópera no Teatro Municipal de São Paulo que chama o guarani na verdade a gente tá reestreou ópera com concepção do Ailton kenac e e pela primeira primeira vez na história os Guarani que dão nome à ópera realmente vão est nesse trabalho nessa ópera que foi escrita e composta pelo Carlos Gomes no século XIX né então é um Marco histórico a gente já fez isso em 2023 mas hoje a gente tá refazendo e a peça se transformou um pouco ganhou ganhou algumas novas camadas ganhou mais presença Guarani também tem um filme para estrear esse semestre que eu tô ansiosíssimo que eu tô muito feliz eu tava aqui esperando para entrar e eu vi o primeiro trailer do filme acabou de sair assim acabou de sair agora há 10 minutos atrás que é o Homem com H que é a cinebiografia do neem Mato Grosso Eu também tô nesse filme e que é um baita de um filme dirigido pelo es filho da Paris filmes eu se eu não me engano estreia tá prevista para Primeiro de Maio Então vamos aproveitar essa onda assistir os filmes nacionais né Eu acho que por esse primeiro semestre tem outras muitas coisas quem quiser acompanhar tô lá no Instagram Augusto train lá jogo tudo que que acontece vão ter outras estreias e espetáculos também mas esses dois eu acho que estão mais aí na na boca do Gol cara do gol e são duas coisas que prometem muito vamos combinar né e o Guarani também Carlos Gomes outro campineiro né Olha como a gente tem a chance de fomentar muitos artistas incríveis aqui nessa terra com certeza agradeço demais a sua participação aqui com a gente desejo sucesso não preciso desejar mas vou desejar porque você já tá trilhando aí seu caminho com alguns destaques né porque já tem um um filme indicado ao Óscar aos 26 ter participado é muito legal mas mais importante que isso é tudo isso que você falou que a gente tem que fomentar a cultura e principalmente os próprios brasileiros né se apropriarem disso tudo dessa cultura dessa desse potencial criativo que a gente tem e que tá sendo visível pro mundo inteiro agora né Com certeza e Campinas também né que que Os Campineiros possam assistir o que se produz nessa cidade maravilhosa porque tem muita coisa sendo produzida aí então eu faço esse convite para as pessoas irem aos teatros em Campinas irem aos espaços culturais As instituições culturais porque tem muito artista muito bom na cidade de Campinas assim vale a pena certeza e aqui no Conexão a gente faz esse trabalho de divulgar também Augusto Que bom obrigada então e fica o convite também para você ver pens pessoalmente quando tiver aqui pela cidade com com certeza muito obrigado Alexandra obrigado gente valeu o Augusto nasceu em Campinas e hoje mora em São Paulo diferente dele o Daniel Almeida nasceu em Alagoas e há muito tempo na década de 90 veio para Campinas e adotou Campinas e hoje trabalha inclusive aqui na sala dos toninhos que é um espaço super querido e importante na cena Cultural de Campinas e o Daniel também participou do a ainda estou aqui ele foi o Marlon que trabalhava no fórum né Daniel muito obrigada por receber a gente aqui no seu local de trabalho né do ofício da cultura de professor eu queria que você Contasse pra gente um pouco da sua história como é que foi a sua trajetória de ator e depois a gente vai falar um pouco do filme também como é que foi essa experiência é é eu acho que fui adotado e adotei também né Campinas que é um vínculo muito maior às vezes né exato exato porque é já pegando esse viés né Eu sou nacido em Alagoas minha pré-adolescência em Peruíbe mas Peruíbe para quem não conhece é uma cidade Veraneio aonde uma família pobre né muitos irmãos você você para ter uma faculdade não tem aí você tem que ir para Santos trabalho é aquele trabalho sazional aí meu pai falou não um amigo dele morava em Campinas falou ó Augusto nome do meu pai é Augusto e Campinas acho que é um bom lugar para você e PR os meninos né aí a gente muda para cá chega na década de 90 aqui em Campinas se estabelece na periferia até hoje eu moro lá no Jardim Caraí periferia de Campinas e começa a trabalhar num restaurante no Cambuí eu tava com 13 para 14 anos eu entregava fichinha PR as pessoas entrarem né era um self seres e é lá nesse local que eu eu eu sempre gostei dessa coisa do cinema sempre consumi muito assisti muito filme fazia umas biografias né sim bastante Nossa eu fazia os cicerones né eu pegava e cortava os rostos dos artistas que eu gostava aí ia colocando todos os filmes que eles já tinham feito só para ter nossa adorava aquilo não tinha dinheiro para comprar o cicerone mesmo eu fazia os meus ali e esse desejo de interpretar também né E foi em Campinas né que eu consigo ter esse primeiro contato no Sesi Moreiras que a aula de teatro era gratuita e isso já enchei meus olhos né porque eu falei ah não tenho condições mesmo trabalhando dinheirinho é para pouca coisa a família também sempre de trabalhadores tendo o mínimo ali para poder né Balancear para dividir Entre todos os irmãos seis irmãos né E aí nesse Sese eh junto com a professora de teatro lá que é Inês Viana maravilhosa que depois se tornou minha amiga pessoal é onde eu aprendi todas as minhas técnicas de teatro e eu acho que o principal também né conhecer outras pessoas de Campinas ali outros jovens né que chegam nesse lugar e a partir desses jovens conhecer outros territórios da cidade também desvencilhar e e ter essa possibilidade falei poxa agora eu posso né tá nesse lugar porque era uma coisa muito distante era eu V na televisão Era Eu vend no filme falei não eu gosto mas acho que eu nunca vou est ali né sim por várias condições Mas de repente falou Poxa Olha tem essa possibilidade e desse caminho vários espetáculos eu acho que há um um jovem um adolescente quando cai num grupo de teatro numa aula de teatro ele não só vai descobrir a interpretação primeiro essa relação com o outro e dessa formação cultural né que é isso li muito até hoje você tem que l ler muito ler peças brasileiras peças de fora do país então isso também vai te deixando com a mente muito mais aberta né sobre o mundo em geral assim e acho que desse lugar eu começo a trabalhar em produtoras de vídeo em Campinas a a onde desde cabom a segurar as câmeras pro cinegrafista depois eu fui trabalhar como editora e fui aprender a edição aí cinegrafista também fui desvencilhar o segredo dessa coisa que muita gente Às vezes tem medo né que é a câmera ali e sempre paralelamente fazendo meus espetáculos e fazendo alguns trabalhos assim eh um pouco menor independente né de de de cinema né produção experimental produção que eles fala de guerrilha que quando não tem um dinheiro e tudo e em São Paulo começou a aparecer muito as Produções universitárias né e eu começava pá vou mandar meus materiais E aí você já recebia um cachez assim fala pô que legal mas saia da aqui às vezes estava no trabalho saqu pegava um ônibus para São Paulo chegava lá gravava às vezes no outro tinha que voltar para cá essa Correria total sempre Ok e sempre tentando sempre tentando trabalhando aqui fazendo ali dando minhas aulas que aí comecei dar aula em teatro em alguns projetos como eles já sabiam dessa questão do cinema e que eu já tinha já um pouco mais experiência eu comecei a trabalhar muito com os adolescentes em cinema que legal aqui em Campinas em vários projetos né né Eh Inclusive tem um projeto que até hoje permanece junto com o Instituto TP que é da IPTV que faz eh no Progen que são os progent tem o bassoi Castelo Branco Satélite Iris tanto os pequenininhos como os mais adolescentes então eu ensino desde eles a elaborar um roteiro a finalizar fazer um filme mesmo então tem várias obras aí que é muito inclusive teve um curso que os alunos vieram aqui fizeram um filme de terror aqui que a adolescente adora terror né É É tá na falou de filme é terror quero fazer filme de terror Professor eles usaram esse espaço conhecer esse espaço aqui para filmar então assim Eh aí minha vida eh acaba eu sempre falo assim né você é de família pobre vários irmãos né tendo que sobreviver ali eh ser artista nesse país é difícil porque a gente tem tanta coisa para resolver ainda coisas básicas né saneamento básico alimentação tudo a cultura tá num outro lugar e aí para você conseguir mais ainda às vezes eu falo sempre eu coloco meu pé na porta e não deixa ninguém fechar eu vou sempre fui assim abrindo picada É tô aqui tô aqui tô aqui e nisso eh alguns trabalhos de mais relevância começaram a aparecer eh eu trabalhei com o Fernando Meireles numa numa série para HBO Pico da Neblina E aí teve uma repercussão essa série e foi chamando outros foi chamando outros e aí quando eu faço sintonia né faço uma participação na segunda temporada de sintonia aí pronto foi um bum porque usador adolescentes que eu dou aula ador também aí eles fala Professor como é que é isso como é que é aquilo e já ficou rico eu falei Não continuo pegando ônibus aí sou um trabalhador sou um trabalhador eu sempre falo sou um trabalhador da cultura e a diretora de Elenco que é alessandra tos que me chamou para fazer esse trabalho eu sempre falo né a gente tem eu falo assim hoje eu tô aqui onde eu tô é devido aos meus Mestres e mestras né professores e professoras que me Trouxeram aqui então devo muito isso e a a Alessandra TR essa pessoa também essa diretora de Elenco porque um filme ele funciona assim né não é que ah essa pessoa vai fazer t ela vai estudar e vai procurar os testes E aí chega em mim esse teste eu faço sintonia e ela num curso uma vez falou Olha gente se o Daniel não tiver um agente aí é melhor ir atrás dele que legal porque ele tá ele é o cara de destaque mesmo assim aí quando ela falou isso Eu me lembro que acabou o curso lá que ela tava dando e já já ligam vários leg aí hoje eu tenho essa figura do argente não quer dizer que você tem trabalho toda hora sim mas já dá uma segurança e uma representação maior um trabalho mais sério né Então aí aí é onde eu tô nesse momento ass que legal e é uma alfaiataria né Isso aqui é é pro Daniel que foi o caso do Marlon você acredita é eu acredito que sim porque a é apesar de você ter um agente tem essa agência ainda o seu trabalho de correr atrás continua também eu faço todo ano a gente faz um trabalho assim se você tem que fazer suas fotos todo ano para ver como é que tá seu perfil montar cada materialzinho o seu separar montar fazer o seu portfólio em vídeo e espalhar pelas plataformas que tem tem algumas pagas Mas tem várias gratuitas também para quem às vezes tá interessado Onde você coloca seu material por nesses lugares diretores de Elenco vão ver e o que acontece no filme que às vezes Ah pode estar eu você várias pessoas fazendo o mesmo teste para aquele personagem e às vezes a pessoa até fica chateada não passei porque às vezes é muito de tipo hum o cinema trabalha muito com isso é às vezes assim não é o talento Ah fala assim poxa mas eu fui tão ruim não é que questão disso é às vezes não bateu é aquele personagem E aí eu lembro que eu tava tava em casa aí o WhatsApp sinaliza não conhecia a pessoa produtora do Rio de Janeiro Oi tudo bem Olha eu vi teu material numa plataforma do Rio de Janeiro lá a gente eu gostei muito do seu material e eu tô Produzindo um filme pro Walter Sales é só isso A mas quando falou Walter Sales já falei nossa senhora falei poxa vida né falei já tive oportunidade de trabalhar com grande diretor e diretores aí vem volte sabe falei caramba coisa tá aí eu falei nossa eu quero fazer sim o teste e aí ela mandou esse teste para eu fazer em casa que depois da pandemia ficou muito comum as coisa do self tape que eles falam né que você faz o primeiro teste em casa arruma lá teu espacinho com o celular mesmo e eu me lembro que o texto que eles mandaram não era nenum texto do filme Era um texto de um pai conversando sobre Ah como é que o filho tem que se deslocar na vida né assim Ok mando fiz o teste mando para ela nada uma semana duas seman três semanas nada aí passa dois meses eu já tinha desistido falei ah hum não funcionou para mim continua vida que segue aí passou esses dois meses depois desses dois meses uma semana ela retorna Olha o Walter gostou muito do seu teste tem como a gente fazer um teste presencial falei claro né oxa Vamos fazer vamos fazer sim e aí nesse inteirinho porque ó eu até entendo as grandes Produções é é é muita muito mecanismo né às vezes demora mesmo à vezes você cham você só vai gravar depois de do meses você chamado faz preparação E aí uma semana depois ela fala olha é para você vi pro Rio a gente vai mandar as passagens para você você vir pro rio para fazer a preparação falei pera aí então não é mais de teste presencial já é preparação é você faz a preparação e já faz prova de figurino falei então tô dentro do filme que da hora Fi aí já tô dentro do filme já garanti já vão pagar a viagem de avião me senti no astro já aí fui fazer a preparação no Rio aí quando abre-se a porta da a preparadora é uma pessoa que eu sou muito fã já tinha feito curso com ela mas não tinha conhecido pessoalmente a manda Gabriel para mim é uma dos melhores desse país e ela faz todo um trabalho ali né Muito humano e aí ela ela revela esse eu ainda estou aqui que conta a história da unici piv até então eu não sabia quem era unici paiv sabia do Rubens do Marcelo mas a história da mãe para mim era uma coisa e que eu fui atrás depois correr para conhecer que é uma história sensacional mesmo dessa mulher e eu acho como várias histórias de mulheres são invisibilizadas não só no Brasil né no mundo inteiro e é importante eu acho né a gente correr atrás de conhecer a história do nosso país né do nosso povo e beleza Ela falou ah ainda estou aqui essa história e a cena que a gente trabalhou aqui você vai fazer com a Fernanda Torres e a Fernanda Montenegro eu falei foi só pancada é eu falei aí assim né Aí você se mantém aquela pessoa lógico sério né você tem que fingir aquela coisa assim não Nossa vai pro banheiro só que por dentro você fala caramba Como assim né Aí eu falei poxa que demais né E ela faz duas perguntas que eu nunca esqueço a Amanda nesse teste né que ela fala Eh agora você sabendo né sobre o projeto e sobre essa mulher que é o início a dona Fernanda e a Fernandinha ali como é que você vê esse projeto eu eu liguei muito a minha mãe né minha mãe já é falecida meu pai também eu falei assim ah eu eu acho que é não é a mesma história mas é um pouco parecido né essa coisa de você ter a família meu pai logo que chegou em Campinas viveu uns 3 anos depois ele sofreu um um AVC e veio a falecer e minha mãe aqui tava ali assumindo essa família né com toda a luta dela ali então eu falei eu relacionei muito a isso e aí ela Pergunta assim também e aonde você vê a sua carreira como ator nesse momento eu falei olha eu vejo nesse momento aqui com vocês trabalhando com com essas pessoas que você falou agora que falei poxa Fernando é Montenegro tem nem o que dizer é uma referência Fernando atorres Walter ses dirigindo eu falei tô nesse lugar só que eu falei só quando acabar tudo isso eu volto lá pra sala dos toninhos que é um lugar que eu tô lá que eu lavo o banheiro para outro grupo de teatro que vem receber sabe eu venho fazer é isso Eu me intitulo trabalhador da cultura É nesse lugar que eu tô E aí foi uma maravilha quando descobri isso aí depois os testes com né todos os ensai com eles com a a Fernanda Montenegro a Fernanda Torres aliás é uma coisa né porque o esse filme é tem muita coisa inédita nesse filme né os roteiristas acompanharam o filme inteiro isso não acontece geralmente o roterista entrega o material ali Acabou acabou o contato eles acompanharam porque teve muitas coisas que foram sendo ajustada no momento né a conversa com o Marcelo que Marcelo também sempre acompanhava né isso e E aí o que acontece a cena com a Fernanda Montenegro eh a gente fez mas por uma uma escolha do Walter que eu entendo essa escolha Várias cenas que tem a Fernanda Montenegro não tá no filme tanto que a Fernanda Montenegro fala esse filme é da Nanda né é da Fernanda Torres né tanto que a gente assiste mais também né só a cena da Fernanda mon quando ela entra naquele Dan spoiler para mas quando ela é o filme inteiro e quando ela reconhece ele na TV né nossa ela é demais aquela mulher não precisa falar nada mesmo assim é é fantástico Então ela ela tinha a mesma cena que eu faço no cinema que é recebendo a unice que a Fernanda to faz para ela pegar o atestado de óbito do Rubens depois a Fernanda Montenegro Vem Para ela assinar a curatela dela por causa da questão do Alzheimer uhum né então tem Tem essa cena também falei mesmo que não foi mas só de ter com ela ali com a Fernanda Montenegro maravilhoso e tá nesse filme assim para mim é o que eu falei nos Bastidores com a Fernandinha um portal que se abriu assim é um portal mesmo que se abriu e é uma coisa que eu repito muito mesmo ela me abraça assim porque gente Fernanda é aquilo é aquilo é aquela energia Ela é maravilhosa ela brinca com todo mundo mesmo eu acho que assim por ser uma história muito dura filme também a gente precisava quando acabava a coisa do gravando né táa mais relaxado Mas ela fala mas menino você acha que para mim também não é um portal Olha a idade que eu tenho quanto que eu ia fazer personagem como esse né E aí é e o Walter passando assim né ela falou e ele ele não me queria não ele só me trouxe esse filme Porque mamãe pediu que assim ela falou brincando ela é muito espirituosa assim muito espirituosa então esse o o o filme foi muito nesse lugar o o Walter era um cara muito minucioso então por ele ele ser amigo do Marcelo conhec Marcelo desde pequeno conhecia essa história cada detalhe que tinha no filme e ele tinha esse cuidado com cada figurante também ali então ele é um cara muito minucioso e um diretor muito educado que legal muito educado e e eu percebi isso porque não só com os atores mas os técnicos dele ele é um cara de falar no pé da ouvido de todo mundo o que que ele quer ele não sabe né tão comum não né não não ele é um pouco tímido também é mas eh mas é um cara muito certeiro M mas favoreceu ele né porque é gostoso trabalhar né nesse clima e ontem até o Augusto falou da da cena que ele faz com a Fernanda sim então e agora falando com você eu acho que essa estratégia minimalista de não falar tanto a própria Fernanda Montenegro né ela condensa ali no rosto naquele olhar com a TV e entrega Tudo e vocês também né vocês uma complicidade ali né como é que estão os filhos tal você não precisa falar muito mas você já entende a relação a partir dos detalhes é lindo é lindo conversando com com essa preparadora Amanda né importante dizer um nome aqui também que assim o filme o filme gente é uma cadeia de trabalhadores né uma cadeia produtiva um ecossistema exato Às vezes a pessoa não conhece acha que o filme é só um ator os atores e diretor né que S um câmera ali é é mas são é muitos trabalhadores para então é é um movimento de Economia arte em geral C movimenta muita economia você muita gente trabalhando diretamente indiretamente você tem desde o motorista que que vai pegar o material que vai pegar os atores em tal lugar então é uma cadeia de de trabalho né e antes de chegar a tudo isso existe uma pessoa que é esse essa pessoa do Casting né que aí eu vou dizer que a Letícia navira que é uma pessoa sensacional porque tem que ter esse olhar e quando ela vê esse Marlon ela fala é esse cara né você carrega consegue transmitir tudo isso exatamente apesar de não conhecer o papel você já tinha essa exato exatamente E aí parece assim que todo mundo que participou desse filme entende né O que é esse filme O que é essa história então só poderiam ser essas pessoas mesmo e PR mim aí hoje depois que ela ganhou o Globo de Ouro então aí aí eu não sei nem o que dizer tá tá degustando ainda né é eu tô naquele lugar uma história que eu falo daquele menino que ficava lá pequenininho com um pedacinho de madeirinho brincando enrolando a fitinha assim um uma linha falou ainda você ator ainda você ator ainda você ator aía hoje eu me pergunto será que eu sou um ator mesmo e as coisas vão acontecendo eu falo caramba né eu falo eu sou um privilegiado também que eu falo Poxa eu assistia muito filme dessas pessoas hoje eu tô trabalhando com eles né Falei Fernando Meirelles Walter Sales tanta gente a a a Juliana orras que me dirigiu numa série junto com Marco dutar que tá vindo tá vindo logo aí também essa sério eu falo que legal que são pessoas que eu admiro e tô ali Fernanda Torres eu falei caramba o tanto que eu acompanho o trabalho dessa dessa mulher a você fal de repente tá lá é aí parece que às vezes não é real sabe assim a coisa fal que isso né E essa repercussão né Eh que eu eu falo assim não tô acostumado me Como assim né Daniel falei não tô acostumado mesmo assim né sai na rua assim aí pessoas trocando ideia né teve uma matéria enorme que a IPTV fez assim que atingiu muita gente aí no outro dia que eu saí na rua já começaram a falar aí eu falei Gente vou comprar o meu pão agora de um outro jeito né e é muito gostoso né é é é um retorno de tudo isso que você investiu ao longo da sua vida né é e eu acho principalmente também pelo poder da arte né Como a arte chega para cada um assim né porque a gente tá falando de várias camadas né e de como chega né assim eu falei que legal isso né que tem esse poder né a arte né e e e eu vejo muito isso né você bem pretencioso mas para mim eu vejo assim é um cinema antes e depois do a aqui Brasileiro sim porque não só tô falando do a aqui mas só esse mês de janeiro eu tava lendo assim o índice de procura de cinema nacional aumentou muito né assim nesse nesse mês de janeiro falei isso é maravilhoso isso é maravilhoso porque o Brasil produz muita coisa boa não só longa curta metragem também tem muitas curtas rolando cim a gente sempre que possível que na conexão traz e vai continuar trazendo né e o mais legal é um filme que fala de uma história biográfica Não não é um filme de efeitos especiais não é um filme de uma história romantizada romântica é um um filme que fala de uma verdade que nós vivemos que ainda não é unânime para muitas pessoas isso não existiu então precisa ser falado né E tá ganhando o mundo todo então acho que é uma verdade nossa que tá vencendo barreiras né Daniel Nossa Total Eu acho assim eu lembro que eu já assisti ess filme várias vezes fui no cinema com os amigos e aí algumas sessões Eu vi assim as pessoas mais velhos né a lágrima escorrendo que vivar mesmo né esse momento no país horroroso né da ditadura mas em outras sessões o que mais me surpreendeu foi a galera jovem que tava lotando no cinema eu falei que legal isso sabe assim porque precisa ter isso né a gente não pode eu acho assim um filme ele é entretenimento é entretenimento mas tem que tá Além disso também é uma ferramenta social e quando você pega quando volter escolhe essa história ele não escolhe a tua sobre esse assunto né sobre falar sobre essa mulher e sobre essa mulher sobre essa família que aí você fala Ok a família do Rubens five era num lugar da sociedade assim assim mas depois você pega poderia ser qualquer família sim como várias famílias foram dizimadas também nessa época entendeu E aí você fala Poxa e como ainda é sim sim exatamente que a gente tem que estar sempre né Como diz né Atento e forte sim porque do nada você pode estar no seu lugar de trabalho ou você pode e você é levado Sem Explicação E aí o que que você faz sim né Qual os meios como é que você tem né né E aí acho que o poder disso é tão grande que recentemente né Eh o estado voltou atrás né e colocou no atestado de óbito né que ele foi morto realmente assassinado pela ditadura Porque até então não tinha mas foi a partir de toda essa movimentação que esse filme cria Então olha o poder da arte né como chega assim a Comissão da Verdade né que já veio trazendo os depoimentos que pessoas que ainda estão vivas para contar essa história né e é um movimento importante é como se a história tivesse dizendo a ainda estou aqui preciso ser vista né sim sim sim Daniel Quero Agradecer demais você ter recebido a gente aqui no seu local de ofício convidando também as pessoas para vir conhecer né sim fazer curso também os cursos ó os cursos logo logo acho que é a partir de março só seguir as redes da sala dos toninhos as minhas redes mesmo lá procurar Daniel Infinito @del infinito no Instagram ou a sala dos toninhos mesmo a gente fala dos cursos não só os meus vários cursos gratuito é gratuito que tem aqui eh usar o espaço também por exemplo Ah tem um espetáculo que quera apresentar um filme que eu quero apresentar agenda é também o espaço é nosso se a pessoa estiver na agenda também pode vir aqui usar o espaço que essa é a ideia o espaço é do Povo o espaço é nosso é popular e a gente só constrói cultura assim eu não eu não consigo construir sozinho tem que ser com todo mundo né diversidade é isso que em ca dessa troca né toal maravilhoso obrigada Daniel Eu que agradeço Eu que agradeço demais valeu mesmo e você que nos assiste Continue com a gente que no segundo bloco A gente vai falar com ista de cinema sobre essa repercussão maravilhosa do ainda estou aqui de volta pro segundo bloco do Conexão cultural ainda estamos aqui falando sobre esse filme que projetou o cinema nacional no mundo todo a Fernanda fazendo aí uma campanha maravilhosa e a gente convidou a Milton Rosa Júnior que é roteirista diretor e crítico de cinema para falar de desse dessa trajetória de sucesso do filme que já foi premiado 30 vezes até o momento né tá em 1000 salas de cinema já foi visto no Brasil por mais de 4 milhões de pessoas Fora as pessoas que estão vendo aí pelo mundo e a gente precisa falar desse protagonismo do cinema brasileiro da importância do filme muito além do tapete vermelho não é isso Hilton muito obrigada por receber a gente primeiro Obrigado você Alexandre Obrigado vamos lá então falar Bom eu acho que assim antes de tudo ainda estou aqui por que ainda estou aqui né Eh você assistiu o filme sim então assim existe ali uma personagem num determinado momento não vou né Eh cont dar um spoiler mas se bem que agora já tá todo mundo mais ou menos sabend Então mas existe um personagem que e que fica com Alzheimer né E aí assim eh eh o Alzheimer é uma coisa muito interessante porque assim a gente tá a gente vive num país que é um país assim que a memória a nossa memória ela não é preservada né é um é um país assim que tá em constante Alzheimer É verdade paí né porque veja aqui onde nós estamos esse cenário que nós estamos esse projetor que tem aqui esse projetor aqui é um projetor dos anos 50 né então ele ele tem toda uma história em torno dele nós estamos aonde no prédio do Museu da Imagem do som sim que o que faz o quê preserva procura preservar a memória do que a gente tem né e o que que é a memória a memória é uma coisa importante porque assim sem memória sem história quem nós somos o que nós somos e quem nós somos e Para onde vamos e Para onde vamos né se você não tem história se você não tem memória como é que você segue faz escolhas como é que você faz escolhas né então e a gente viveu um momento recente aí a gente tá vivendo na verdade um momento em que a gente vê é muito essa coisa das redes sociais criando fake News sim querendo desacreditar eh coisas histórias agora você não pode desacreditar O que é pesquisa e o que é estudo e o que é fato O que é pesquisa estudo O que é fato O Que tão nos jornais antigos entendeu Você tem um a gente tem aqui além do do do museu aqui da imagem do som a gente tem por exemplo o centro de memória da Unicamp que preserva um monte de coisa sobre e você vai lá você vai encontrar recortes de jornais vai descobrir coisas inclusive memória oral né memória oral você tem a memória oral que você né Eu como eu tava contando para você né Outro dia eu tava pesquisando como cineasta Tô fazendo um filme sobre o teatro né e eu tava pesquisando sobre os Centro de Convivência e eu lembro de eu estar no centro de convivência eu era pequeno quando ele inaugurou E eu estava com os meus pais e eu descobri um filme e aí eu tava olhando o filme eu localizei meu pai e minha mãe no filme Nosa muito emo Olha que coisa emocionante que é isso né não localizei eu porque assim tá meio borrado e tem muita gente mas assim eu eu me lembrava exatamente onde a gente estava quando quando teve inauguração então eu procurei ali eu achei os dois duas formiguinhas mas são eles eram eles entendeu isso é história sim sabe isso é história nossa por exemplo Campinas eh não sei se você sabe disso mas Campinas o primeiro long metragem de ficção feito no Brasil foi feito na cidade de Campinas que foi o João da Mata o filme João da Mata foi feito aqui foi produzido aqui em Campinas foi dirigido pelo Amilar Alves né que existe inclusive até hoje existe uma rua aqui chamada Milar Alves e existe uma uma amostra que é feita né de cinema todo ano para Celebrar entendeu a memória do Amilar Alves por foi a primeira pessa ele era uma pessoa do teatro daqui da região de Campinas e ele resolveu se aventurar e fazer um filme de ficção que legal eu não sabia vou confessar e curiosamente esse filme hoje não tem 5 minutos de do que ele era ele se perdeu se perdeu né ele se perdeu o filme então você tem um trechinho de 5 minutos né O que é uma pena agora mas olha isso esses 5 minutos o que que representa sim né tudo bem gente era filme de de 1 H20 né mas esses 5 minutos ele representa entendeu ele ele ele tem uma intensidade Exatamente exatamente ainda estou aqui ele faz isso o que que ele faz ele pega os anos 60 e 70 e mostra pra gente né através de uma família como que era como é que eram as coisas naquele momento e é um filme feito com pesquisa com estudo sobre uma pessoa real sim in pessoa real foi consultando o Marcelo também para não haver nenhuma divergencia n Marcelo Rubens Paiva né que é o filho do do Rubens Paiva né e e e aí assim então é é realmente uma coisa de você rever entendeu quem nós somos quem nós somos E como você disse para onde nós vamos né então você não pode de repente eh eh desacreditar entrar nessa nessa nessa coisa do desacreditar das fake News e tudo mais mas existe toda uma história entendeu E a apuração dessa história é fundamental o sucesso do filme não tá sendo só aqui no Brasil ele tá sendo Mundial por quê Porque as pessoas elas elas se vem naquela Família Elas se vem naquel mesmo mesmo que elas não tenham passado pela ditadura elas se vem elas imaginam o que que significa ter um pai ausente um pai que de repente some né e nunca mais né ela vai buscar o no filme Ela vai buscar atestado de óbito e ela tá feliz né Mas ela não tá feliz porque ela tá feliz assim a ironia da situação sim e ao mesmo tempo eu não sei eu senti nessa cena também um pouco de foram anos e anos buscando por isso e quando ela pega da impressão que nada mudou não trouxe ele de volta né troue mas claro foi uma uma uma conquista dentro daquele contexto sim sim então mas aí como eu falo como eu falei para você o que que o Alzheimer no filme representa representa isso né é um Brasil que tem que tomar muito cuidado para não não cair nesse Alzheimer sim porque você tem muita gente entendeu que sim que acredita é um país Continental é um país Continental nem todo mundo viveu contextos diretamente ligado à ditadura Mas isso não invalida aquilo que aconteceu né e o filme o cinema e a arte tem esse papel né de tornar comum coisas que a gente não vai acessar a gente não tá na na nesse momento no Rio Grande do Sul nas enchentes mas a gente consegue através da arte da representação é daí que a gente vê essa questão por que que o cinema é importante o cinema ele nasce da onde ele nasce da fotografia quando a fotografia quando começaram a fotografia ela surgiu como o quê antes você tinha pintura você pintava um instantâneo né a o a foto ela fez o quê ela ela tornou esse instantâneo mais realista e mais instantâneo n ali eternizou né eternizou olha aquilo ali né naquele momento era aquilo o cinema ele faz isso também mas o cinema ele ele ele ele o que acontece existe uma dramaturgia em volta de tudo que ela vai sendo criada porque quando o cinema surge ele surge com o mesmo propósito da fotografia de registrar né mas depois vai haver todo um trabalho do qu de dramaturgia Ender de se criar uma linguagem a montagem né como montar né como né processar sequencialmente né um filme de uma uma história né como contar essa história como narrar Então tudo isso vai sendo criado vai sendo criado toda uma gramática sim para contar história para contar história isso que a gente tá aqui por exemplo nós estamos sendo filmado aqui né Eu não sei Valdecir aí qual é qual o enquadramento que ele que ele tá mas eh no começo do cinema por exemplo quando mostravam as pessoas mostravam de corpo inteiro uhum o primeiro cara que filmou a pessoa em plano americano foi o grift que legal por quê Porque eles achavam que tinha que mostrar a pessoa por respeito tinha que mostrar a pessoa por de corpo inteiro e não cortar ela aqui ou cortar ela aqui em Close assim sabe então o gri jornalismo usou muito né do plano americano e usa ainda né e usa né usa sempre tá usando mas assim quando os primeiros filmes eram o corpo inteiro mostrava a pessoa de pé é credibilidade se você tá aí você tem que estar com as pernas tinha essa coisa de tá mostra o rosto sabe tá mostra a mão muda tudo sim porque ao fazer isso daí você tá criando uma linguagem o hit coock né Hit coock mostra muito mão né crime a cena do crime então ele decupa tudo de tal forma que você vai acompanhando e você vai entendendo como se você tivesse olhando mesmo né exatamente né ele vai mostrando os detalhes os olhos né Sérgio Leone você vai ver um Elo dos filmes do Sérgio Leone mostra né o cara vem andando assim primeiro em plano aberto depois ele pega ele fecha o plano daí ele dá um close no rosto no olho assim aí dá um close no no rosto do outro do outro cara que tá no duelo né Aí ele mostra a arma aí ele mostra a mão fazendo assim já é um diálogo é um diálogo é é todo um diálogo isso é a gramática cinematográfica isso isso é cinema né Isso é cinema então o Walter ele pega ele faz muito disso agora tem um detalhe muito muito curioso a gente tá falando de memória e tudo mais que assim é bom falar do Walter né Eu Eu até tô preparando uma aula sobre isso né sobre o Walter Salles né e é importante falar do seguinte o Walter Salles por exemplo tem muita gente que põe o pé atrás fala assim ah mas esse cara é um bilionário esse cara nasceu em berço de ouro e a verdade ele nasceu em berço de ouro mas assim e e aliás iso é uma coisa interessante o Valter Sales Ele nasceu no Rio de Janeiro depois ele o pai dele era Diplomata né o pai dele foi pro para Washington ele foi para Washington com o pai família foi pro Washington depois eles foram pra França ele só veio pro Brasil com 16 anos ele só veio morar aqui com 16 anos então o que ele conhecia sobre o Brasil ele conhecia pelos filmes que ele via lá fora né E aí é aquele cara que chega aqui e quer saber mais quer saber mais sobre o quê sobre ele sobre origens sabe e o Rio de Janeiro que era o Rio de Janeiro e e e não só o Rio de Janeiro El quer saber sobre tudo você vai pegar os filmes do Walter você vai Terra estrangeira Terra estrangeira é um filme que fala da época do do Fernando color de Melo no momento em que que ele fez ele fechou todas as estatais né ele acabou com extinguiu a embrafilme e acabou com o cinema no no no Brasil né E esse apagar as luzes pro cinema que ele fez na produção né ele fez por 2 anos porque o mandato dele foi de 2 anos só que isso levou 5 anos para conseguir retomar é por isso que daí surge o termo retomada do cinema brasileiro o temo retomada do cinema brasileiro que começa em 1995 começa com terra estrangeira Terra estrangeira e Carlota Joaquina foram os dois filmes que conseguiram ser financiados mas não foram financiados com dinheiro público né o o o o o Carlota Joaquina a a Carla Camurati ia ia nos nas empresas porque ali tinha surgido a lei ronet né ela ia nas empresas e conseguia convencer as pessoas a fazera levou dois anos para fazer o filme porque ass ela conseguia um pouquinho de dinheiro filmava aí parava porque não tinha mais dinheiro aí passava dois TR meses conseguia mais um pouquinho filmava entendeu foi assim que ela fez quea imagina que heroísmo ela tem conseguido fazer um filme que nem Carlota joaquima e o Terra estrangeira que tem que tem dinheiro de Portugal hum né que tem dinheiro do Walter Salles por causa do banco né porque o Walter Salles é um dos acionistas do do do Itaú e Unibanco né então assim tem dinheiro ali dele né mas tem dinheiro também de Portugal que é uma coprodução Então são dois filmes que surgem sem entendeu por por paixão mesmo né e um fala o quê o Carlota Joaquina vê o Brasil com cinismo né vê um Brasil né ah meu Deus do céu nem né a Carlota Joaquina chega no Brasil não chega não quando ela vai embora que que ela faz ela pega e tira o sapato e fala assim dessa terra não quero levar nem nem a areia ela sai assim do Brasil né então e tem esse lado e tem um lado de terra estrangeira que mostra o quê os efeitos né da daquela época do Governo color que entra tras coisas fez o quê fez o Confisco da poupança de todo mundo né Teve gente que morreu caus disso muita gente né muita gente que né Por porque a pessoa tinha um dinheirinho guardado um dinheiro de uma vida e esse dinheiro foi confiscado né e um tem uma personagem personagem da mãe do protagonista do Terra estrangeira ela morre porque ela queria voltar PR Espanha que era a terra dela ela tinha guardado as economias para poder ir PR Espanha quando ela Aquele momento em que a Zélia né anuncia na televisão que o dinheiro vai ser confiscado ela tem um troço e morre então quer dizer Ele filma isso daí que é uma coisa real que aconteceu não dá para você mentir é uma coisa que existe imagens a respeito e até isso depois ele depois que ele faz ele faz Central do Brasil Central do Brasil é um filme sobre o quê né é um filme sobre a periferia do Rio de Janeiro lá onde tem a central do Brasil né onde passam milhões de pessoas todo dia para né para ir trabalhar e tal não sei o qu E aí a personagem né trabalha ali ela escreve carta PR as pessoas pessas né para pessoas que não conseguem escrever ela escreve cartas né E e aí o que acontece além de mostrar esse lado depois ela vai levar um menino Josué pro interior do Nordeste né para reencontrar o pai dele porque a mãe dele morre atropelada então ele vai ele leva então assim ele ele vai mostrando lados do Brasil invisíveis né que são invisíveis invisíveis para uma certa projeção porque todo mundo não a gente sabe sim a gente sabe E aí o que acontece a gente se identifica a central do Brasil foi um fenômeno sim inclusive fora do Brasil também inclusive fora do Brasil ganhou o urso de ouro em Berlim de melhor filme na época né porque assim é como o como do stoev que não tolstoy fala tosty fala você quer ser Universal Fale da sua Aldeia É verdade fale entendeu dos sentimentos das coisas que você tem eh aqui on as humanidades né do seu quintal da praça sabe do quarteirão onde você mora Conta essa história sabe né filme de super-herói bacana tudo bacana sabe é divertido né mas assim conta sua história sabe fala da Verdade fala dos Sentimentos sabe das pessoas do humano e o Walter é isso Que el faz o Valter é isso é a minha aula que eu tô fazendo é justamente sobre isso é o cinema humanista de Walter ses legal por que o cinema humanista porque ele tá atrás disso né tá ele é um bilionário mas no Brasil eu vi lá na forbs tem 54 bilionários aqui no Brasil imagina se esse 54 53 né um é o Walter se esses outros 53 tivessem a mesma atitude que o Walter O que que a gente seria que país a gente seria Olha que maravilha que seria né mas não e ele pega ele faz isso ele é o cara que se preocupa em olhar o outro estourar essa bolha da onde ele vive da realidade que ele vive para mostrar o que que é a nossa realidade o que que é a nossa história o que que são as nossas pessoas né Ele diz que quando ele viu o rosto ele fez um curta chamado Socorro Nobre né que é sobre uma presidiária que é muito fã de um artista plástico né E ela resolve mandar uma carta para esse artista plástico e ele disse que quando ele viu o rosto quando ele colocou a câmera ele viu o rosto da Socorro né Maria do Socorro Nobre quando ele viu o rosto dela ele falou Gente olha o que que tem olha o que que eu tenho aqui nesse rosto tem toda uma história entendeu então que é a história de muitos també que é a história de muitos que é a história nossa né Por que que a gente gosta tanto do cinema brasileiro quando a gente assiste o cinema brasileiro pode observar Você vai assistir um filme brasileiro Você fica até o fim você quer ver até onde vai você não consegue soltar por quê Porque é o cinema que fala a sua língua sabe é um cinema que fala de você tá falando de você Você entende aquelas coisas V um filme por exemplo A Hora da Estrela né que conta a história de né de uma de uma de uma doméstica né que é feita pela Marcela cartacho né então são coisas assim sabe você fala uma pequena história mas assim uma mas ela transcende tudo né Depois você vai ter Linha de Passe outro filme do Walter Salles que o que que ele faz nesse filme ele ele pega o cotidiano né ele mostra as pessoas no cotidiano e através da história de um de um de um de um de um garoto que quer que sonha em ser jogador de futebol mostra como todos nós precisamos dibrar as coisas na vida né Tem uma G você tem que ter Ginga o brasileiro tem que ter Ginga tem que ter se vira nos 30 Sim a gente tá sempre se virando nos 30 né E aí assim e quanto mais pobre você é mais você tem que para conseguir sobreviver mais você tem que ter essa ringa essa Malícia que não é uma malícia do mal é uma malí uma expertise mesmo que a gente vai pegando é Aquela Velha História né que o pessoal fala assim ah no morro né no morro na comunidade né a comunidade só tem tráfic com certeza tráfico o tráfico é 1% a verdade de uma comunidade existe muito essa questão né de você generalizar de cristalizar uma coisa que assim a verdade ela é muito maior do que is você você é jornalista como eu né Eu sou formado em jornalismo também né E aí assim a gente sabe que a verdade é uma soma de verdades sim é uma soma porque para você chegar próximo de uma verdade você tem que ter vários ângulos é um prisma mesmo né é um prisma não tem esse negócio de ah a verdade é essa né incontestável não existe isso nada é incontestável por isso que é difícil brigar com essa de fake News porque ela é chapada né então a narrativa de fake News ela ela é é ela é como é que se diz ela é fácil porque assim ah vou te contar uma história é fofoca na verdade aquela pessoa aquela pessoa é isso tá bom Pronto né quando existe assim uma multiplicidade de fatores né ex existe sabe ninguém é uma coisa todo mundo é multifacetado todos nós toos o o filme cidadão Ken ele mostra uma coisa no começo que ao maravilhosa que assim começa o filme né ele morre aí começa o filme e mostra um um um um documentário de um minuto contando toda a vida dele quando ele desde pequeno até crescer termina o documentário o editor vira e fala assim fascinante uma vida em um minuto mas quem era Kane Quem era Kan né quem é Alexandra sabe não dá para chegar mesmo que a a gente jornalista a gente tenta resumir as histórias sintetizar as histórias mas na hora de você tenta sintetizar sua história para você é muito grande é muito grande são recortes vai fazer um recorte entendeu e e e aí dependendo do momento também você vai você vai abordar uma faceta sua Claro né uma faceta sua e você não vai conseguir né como abranger tudo isso não dá para resumir essa ópera que somos cada um de nós cada um de no que é imenso Amilton eu queria saber a Sua percepção sobre os jovens porque assim a gente tá falando aqui você falou por que a gente gosta tanto do cinema brasileiro mas de uma forma geral eu não sei dizer você como cineasta talvez tenha isso mais atualizado se realmente o cinema brasileiro já caiu no gosto do próprio brasileiro porque o Brasil é um país complexo e muita coisa que é Nossa e que é boa não chega para todo mundo ou não é buscado por todos nós Você acha que a juventude a partir desse filme ainda estou aqui abraçou um pouco mais e teve essa essa esse ímpeto de buscar por mais pela sua própria história Então na verdade a gente tem aí uma bilheteria do filme de 4,6 milhões de pessoas que foram ao cinema assistir né esse número ele vai aumentando e ele vai porque assim tudo que acontece ela acontece numa bolha primeiro e depois ela extrapola essa bolha e ela vai ela vai exatamente ela vai se expandindo né tudo isso que tá acontecendo com com o ainda estou aqui é uma coisa que ela ela não dá para medir o tamanho o tamanho do quanto ela vai atingir mas ela vai atingir um público muito grande porque o que acontece vai chegar um momento que esse filme tem coprodução da Globo que a Globo vai exibir quando a Globo exibir vai exibir com baita estal Ganhando ou não ganhando Oscar Entendeu todo todo o combo esse arcabo de divulgação do arcabo dessa divulgação vai fazer com que esse filme chegue mais e mais e mais mais e mais e assim a gente não consegue medir o que que o que que é mas isso é importante pelo seguinte porque uma vez Digamos que a pessoa que tá né na periferia ela não ela ela não não tenha visto o filme né mas talvez chegue lá para ela em algum momento né então assim e aí chegando vai criar uma fome nela por queria saber mais sim né o o jovem O jovem quando você é jovem eu sou professor tá eu sou professor dou aula no Estado né E aí eu tenho alunos de de 14 15 16 anos né E aí assim é impressionante quando você exibe alguma coisa para eles existe uma fome pelo conhecimento sabe existe uma fome pelo conhecimento é claro que tem coisas que interessam e tem coisas que não interessam eles porque assim é seletivo né mas quando eles dão de cara com uma coisa assim existe uma fome e aí e aí assim por exemplo aqui no Miss Eu sou um dos cur do Miss né E aqui dentro do da sala Glauber Rocha cada um tenta trazer o público buscando não só o entretenimento não só mas tentar criar um um um um grupo de pessoas que eh comece a ver e Comece a ter esse hábito um público mesmo um público mesmo e assim o hábito Como que você forma a partir do momento que você Experimenta opid como uma qualquer comida você come nunca comeu aquilo lá você come fal não mas isso aqui é gostoso né então aí que aí que você vai querer comer de novo você vai querer experimentar de novo então o cinema tem isso é ou não gostei quero comer outra coisa É É Então mas pera aí mas é sempre assim não o Bras o cinema brasileiro né a realidade Brasileira é uma feijoada é um negócio imenso né muito complexo né então tem e tem outra coisa também que tá acontecendo muito na periferia que é o cinema da Periferia Sim hoje em dia por conta da tecnologia por conta dos celulares e tudo você tem jovens fazendo filmes tem muita coisa até o Daniel falou com a gente no sim o Daniel é uma pessoa o Daniel Ele ele trabalhou muito com com ele Ele é professor também ele trabalhou muito com com com comunidades de base fazendo oficinas para essa galera pra galera da Periferia E aí assim essa galera tá se formando tá se Armando Armando no sentido câ ferramentas ferramentas entendeu para contar as histórias deles Sim Isso é maravilhoso isso é maravilhoso essa é a vantagem das novas tecnologias exato E aí uma vez que você tá fazendo isso você também quer ver o que o outro faz claro né uma imão n vai acontecer agora que eu não sei exatamente quando tá porque não sei a data mas o Museu da Imagem do som vai ter uma amostra dos 100 anos do cinema aqui de campinas né E olha só nesse Centenário né né o pessoal do o pessoal do do da câmara setorial conseguiu e elencar filmes daqui de Campinas dos anos 50 60 70 até hoje já fica uma dic aí né então e deu um uma deu quase 4 horas e me de filme Eu tô louco para assistir isso sim por que que eu quero assistir porque é é a história da minha comunidade Eu Nasci Aqui Uma Viagem no Tempo Uma Viagem no Tempo Imagina você por exemplo a Glicério a io não é não era como é hoje a Glicério é uma uma é uma rua larga hoje ela era uma Ruela par par ela foi foi demolido os dois lados né casas e tudo foi demolido para virar essa avenida sim né a gente a Igreja do Rosário que até a Cláudia a Cláudia Cláudia bortolato ela fez um filme sobre isso chamado escombros né a Igreja do Rosário por exemplo que ficava ali aonde ali na frente onde é o o palácio da Justiça uhum era uma igreja maravilhosa fo então tem histórias ali é ela foi tirada dali ali tinha um um cemitério de escravos né Olha só você começa a ver né Campinas era uma cidade Campinas foi uma é uma foi uma cidade muito racista né E aí assim teve um período de Campinas que para andar no centro da cidade o negro ele tinha que ter um um um uma uma carteirinha se não essa carteirinha era preso a pessoa e os únicos lugares que que era permitido a a a a pessoa poder eh se locomover era na Igreja do Rosário onde tinha o cemitério dos escravos ou na frente do Teatro Municipal dois monumentos que foram demolidos que não existem mais Amilton muito obrigada por compartilhar esse montão de história com a gente já foi uma aula né de Walter ses de cinema e eu queria que você compartilhasse com a gente o seu ar pra gente te acompanhar Rosa Jr Hamilton Rosa Jr Hamilton e depois eu vou colocar também o @ domis pro pessoal acompanhar a programação curadoria de vocês e trazer as ideias aí somar forças pro cinema brasileiro né na noite de 2 de Março Academia de Artes e ciências cinematográficas escolheu ainda estou aqui como o melhor filme internacional na cerimônia do Oscar de 2025 além da estatueta mais famosa do mundo artístico também foi premiado no Globo de Ouro Goia festival de Veneza e festival internacional de Rotterdam ainda estou aqui projetou o cinema brasileiro e a nossa história para muito além do nosso quintal [Música] [Música] s [Música]