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Conexão Cultural | Agora é que São elas: o protagonismo feminino no jazz
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Conexão Cultural | Agora é que São elas: o protagonismo feminino no jazz

76 views Publicado 19/10/2025 HD · 51:10

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No Conexão Cultural desta semana, “Agora Que São Elas” celebra o protagonismo feminino na música campineira, destacando artistas que representam força, identidade e sensibilidade em diferentes gêneros musicais. 🎶✨ Nesta edição, o gênero em destaque é o Jazz, e as convidadas são duas grandes vozes da cena cultural de Campinas: Bia Lourenço e Ieda Cruz. Ambas unem talento, autenticidade e trajetória marcante em projetos que celebram a arte e a presença das mulheres nos palcos. 🎤 Bia Lourenço – Voz, alma e referências do Jazz e Soul Cantora, compositora e arte-educadora, Bia Lourenço é uma das intérpretes mais potentes de Campinas. Formada em Educação Musical pela UFSCar, integrou o grupo vocal Dó Bemol, participou de festivais como o Chorando sem Parar, e foi vocalista dos grupos Cubanistas (música latina) e Bee Black (black music). Em 2024, Bia retornou aos palcos em grande estilo com o projeto “100 Anos do Sambista Batatinha” e com o show “Soul Divas”, apresentado na 10ª Mostra Jazz de Campinas. O espetáculo homenageia grandes vozes da música negra norte-americana — Nina Simone, Aretha Franklin, Etta James e Ella Fitzgerald — e conduz o público a uma viagem pela era dourada do Soul, do Blues e do Jazz. 🎵💃 Em entrevista, Bia relembra como sua paixão pela música nasceu ainda na infância, quando entrou em um coro infantil aos 10 anos. Mais tarde, durante a graduação, se descobriu como cantora e, hoje, leva aos palcos toda a força e emoção de sua trajetória. 💬 “Durante a pandemia, enquanto muita gente colocava as séries em dia, eu colocava os álbuns”, conta Bia. Foi nesse período que conheceu a canção “Conselheiro”, de Batatinha, que inspirou um de seus espetáculos mais emocionantes. 🎶 Ieda Cruz – Versatilidade e força feminina na música brasileira Compositora, cantora e violonista, Ieda Cruz é outro nome de destaque na cena musical de Campinas. Formada em Ciências Sociais pela Unicamp e em Canto Popular com ênfase em composição e arranjo pela Faculdade Souza Lima, Ieda une técnica e sensibilidade em cada apresentação. A artista lançou seu primeiro álbum autoral, “Decote”, em 2011, e desde então se apresentou em diversas unidades do SESC em São Paulo, Ribeirão Preto, Sorocaba, Campinas, Santos e Piracicaba, além de dividir o palco com ícones da música brasileira, como Claudya e Gerson King Combo. Entre seus projetos mais marcantes estão: 🎵 “Bossa Negra” – homenagem a Vinícius de Moraes e Baden Powell, com participação de Marcel Powell, filho de Baden; 🎤 “Ieda Canta Elis” – tributo à grande Elis Regina, apresentado em unidades do SESI entre 2018 e 2019; 🎸 “IMmanouche” – projeto de gypsy jazz criado com o guitarrista Marcelo Modesto; 🥁 “Cozinha da Bebete” – show de samba-jazz apresentado no SESC Campinas; 💿 “Eletroxote e Outros Choques” – segundo disco autoral, lançado em 2019 com Joana Flor. Ieda também atua como compositora de trilhas sonoras para teatro e cinema, incluindo o curta “Pluma Forte”, de Coraci Ruiz, selecionado para o Crossing The Screen Festival, na Inglaterra. 🌟 O protagonismo das mulheres no Jazz Durante o programa, Bia Lourenço e Ieda Cruz falam sobre suas inspirações, desafios e conquistas no cenário musical, destacando o papel da mulher na construção da história do Jazz e da música brasileira contemporânea. O Conexão Cultural – Agora Que São Elas mostra que o talento feminino vai muito além da performance: ele é força, resistência e identidade. 💫 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] Profissional do sofrimento, professor do sentimento, amor foi examando, mas o vi chamado conselheiro. do reinado. Hoje o rei é coração. [Música] Quantos anos viviendo mal qual camarim para você me aplaudir e se orgulhar de mim? Uma prova de alegria, eu vou chegar com uma prova de alegria. Conexão cultural e a gente continua falando aqui de Campinas sobre música com o mesmo tema agora que são elas, só que com um outro gênero musical que é justamente o jazz. Por isso eu estou aqui, vocês já estão vendo a Bia Lourenço. Tudo bem, Bia? Que prazer tê-la conosco aqui no Conexão Cultural. Para mim é um prazer. Boa, Bia Lourenço, que é cantora, compositora, arte, educadora, nasceu aqui em Campinas, reside aqui inclusive em 2009, formou-se educadora musical pela UFSCAR lá em São Carlos, né? Isso. Puxa vida, quanta coisa, hein, Bia? Que belo currículo, hein? Pois é, uma relação impressionante aí com a arte, com a música, né? A música ela vem na minha vida assim desde criança, né? Eh, eu decidi fazer a graduação em música, mas não foi esse o início da minha vida musical. Eh, eu me encantei pela música uma vez, eu gosto muito de contar essa história, né? Eu tava na casa de uma amiga brincando com ela e aí eu entrei no quarto dela e tinha um teclado lá. E aí para mim a brincadeira acabou ali, porque eu só queria brincar no teclado. E eu lembro, eu tinha acho que uns 8 anos de idade e aí eu fiquei, fiquei, fiquei na cabeça da minha mãe que comprou um teclado para mim. Depois e eu comecei a cantar em coral e até aos 15 anos fiquei no coral, no Canarinhos da Terra, que até hoje existe, que eles estão na Unicamp, que é um projeto super bonito, super consistente, tá aí há anos. E e aí quando eu tinha 15 anos, eu decidi que eu queria estudar isso mesmo. Bom, também atuou como vocalista no conjunto Latina Cubanistas. Cubanistas. Que beleza. Com quem se apresentou no Sesc, né, Bia? Também foi vocalista da banda Black Music Black, é isso? E em 2024, portanto, agora recentemente voltou aos palcos na virada afrocultural de Campinas com o projeto 100 anos do Sambista Batatinha. Exatamente. Foi bem legal, né? Foi, foi um projeto assim, eu sou além de tudo professora da rede municipal aqui de Campinas, então eu sou educador. Isso, exatamente. Trabalha numa escola aqui, trabalho aqui em Campinas como professora de arte, né, em função da música. Exatamente. Então, leva a música pra escola, trabalho música com as crianças também. É uma coisa bem bacana. E aí o batatinha, eh, depois de desse tempo, assim, quando eu voltei de São Carlos, eu fiquei muito tempo parada, só professora, que é uma coisa que demanda bastante, né? E aí em 2024 eu tava querendo cantar. Na verdade eu nunca parei, fiz bar, fazia as coisas assim, mas aí eu decidi voltar mais, né, levando a sério mesmo. Vou não, vou levar a carreira mesmo, né, agora vai, né? Agora vai. E aí eu tava procurando um projeto, caçando um projeto, tal, e ouvi uma música do Batatinha que qual música? Eh, conselheiro, uma música linda. Conselheiro do Reinaldo 100 anos do Sambista Batatinha. Exatamente. Que inclusive inspirou então o nome do projeto chamado Conselheiro do Reinado. E em 2024, né, o Batatinha, que é esse poeta baiano, completou 100 anos. E eu achei justo fazer uma homenagem a ele com esse repertório que me tocou tanto, tão bonito. Pois é, até em cima disso você tava falando aí, né, Bia? Olha só que coisa impressionante, pessoal, porque a Bia, eu tô com o release da Bia aqui, é bem legal. Puxa vida, durante a pandemia, né, Bia, o que que as pessoas faziam? Viam série, né? É, eu particularmente tive um monte de série. Enquanto as pessoas colocavam as séries em dia, a Bia colocava os álbuns, não é? quando ela ouviu a música conselheiro que ela acabou de falar e tudo mais, porque na pandemia acho que a maioria das pessoas ficou em casa certamente assistindo aí inúmeras inúmeras inúmeras séries, né? Com certeza maratonando. E a Bia não, eu maratonei discos. Eh, na pandemia, esse projeto inclusive do Batatinha, ele nasce um pouco disso. Na pandemia eu e quatro e outras três amigas da graduação, a gente assim ficou buscando meios de não enlouquecer. Eu acho que cada um achou, tentou encontrar suas formas. E aí a gente queria estudar música. Aí a gente criou um projeto no Instagram, cada uma de um lugar. Então tinha uma em São Carlos, uma em Ribeirão e duas aqui de Campinas, em que a gente se dispôs a estudar um disco por mês. Então chamava quatro cantoras um disco e a gente estudava esses discos diversos da música brasileira e e gravava vídeos fazendo as nossas interpretações das canções. Então a gente gravou de Javan, Cartola, Chico Boarque, Bet Carvalho. A gente estudou muitos álbuns que foram importantes. Só gente, disseram que eu voltei americanizada um burro do dinheiro que sou muito rica e não suporto mais para que pandeiro. E fico arrepiado, vem irmã comig. E aí nessas pesquisas musicais pra gente, porque a gente tinha toda uma ansiedade, né, uma curadoria pra gente escolher esses discos que a gente ia escutar, ia mergulhar, e aprender as músicas e tal. E aí nessa de procurar o Batatinha chegou até mim, né? E foi nessa, nesse nessas pesquisas que eu cheguei a ele assim. Boa, Bia. É o seguinte, pessoal em casa certamente já tá com vontade de ouvir, não é, alguma música, você cantando jazz e tudo mais. E tá aqui também o o Douglas, não é? O Douglas Ferreira, que o pessoal já já conhece, viu ele inclusive na no na outra edição do Conexão Cultural que a gente teve a oportunidade de entrevistar a Andreia Preta, o Douglas tava lá também, tá aqui para colaborar com a Bia. Pois não, Bia, podemos fazer uma do Batatinha? Demorou. Quer fazer agora, conselheiro. Pronto. Mi menor. Foi a música que me fez conhecer o Batatinha. [Música] Sou profissional do sofrimento, professor do sentimento, do amor fui artesão. [Música] Mestre do viver já foi chamado conselheiro do reinado, cujo rei é o coração. Mestre do viver, já fui chamado conselheiro do reinado, cujo rei é o coração. Profissional do sofrimento, professor do sentimento, do amor, foi artesão. Mestre do viver, já fui chamado conselheiro do reinado, cujo rei é o coração, [Música] mestre do viver. Já fui chamado conselheiro do reinado, cujo rei é o coração. Quebrei do peito a semente que me prendia a tristeza. Dei nela um nó de serpente. Ela ficou sem defesa, mas não fiquei mais contente, nem ela menos acesa. Tristeza que prende a gente dói tanto quanto a que é presa. [Música] Age meu peito por dentro. O amor entrou como um raio. Saí correndo do centro, dentro do vento de maio, dentro do vento de maio, dentro do vento de maio. Boa. Sensacional, hein, Bia? Obrigada. Coisa linda. Parabéns. Obrigada. Bom, e esse tema que a gente tá no Conexão Cultural, Bia, é bastante interessante, que é justamente agora que são elas, porque nós estamos falando do protagonismo feminino em Campinas, não é? Como você já sabe, não é? Eh, na edição anterior a gente falou sobre a música popular brasileira, entrevistando aí duas cantoras eh bem competentes aqui da nossa cidade também. Agora a gente vai falar eh a gente já está falando sobre jazz, não é? Estamos aqui com a Bia que vai falar um pouquinho sobre isso, sobre opinião, o protagonismo feminino aqui em Campinas na música. Claro, porque você certamente viveu o outro lado da moeda também, né? Opa. Eu acho que que assim vem acontecendo uma abertura e um movimento eh das mulheres, né, na cidade, independente inclusive do gênero, né, musical. Eh, eu de uns anos para cá eu venho participando, então, eh, alguns anos teve o palco delas, esse ano teve, eu acho que sem ser o ano passado, eh, em 2023 teve também o evento que aí eh são mulheres, um evento totalmente protagonizado por mulheres. É, em geral as mulheres aqui antigamente, quando eu voltei de São Carlos, vamos lá, mestre, deixa eu organizar, quando eu voltei de São Carlos para Campinas, eu voltei em 2011, logo que eu passei no concurso. E aí foi quando inclusive eu conheci Andreia Preta, é uma amiga muito querida minha e ela já cantava, tava num movimento, mas a cena feminina em Campinas, pelo menos no samba, na MPB, que era aonde eu transitava mais naquela época, era uma cena muito restrita. as mulheres não tinham protagonismo e talvez ela tenha falado sobre isso. Então, quando eu voltei, eu achava muito engraçado, porque eu tinha, por exemplo, tunicos, tinha uns projetos de samba e aí tinha eh tal grupo formado por homens com participação da Andreia Preta, com participação da Bruna Volpe, com participação, né, de fulana, ciclana, beltrana, mas essas mulheres que já estavam aí batalhando, já tavam, sabe? buscando o seu espaço. Elas não tinham, nunca tinham uma noite da Andreia Preta, uma noite da Bruna, uma noite das outras. A única mulher que eu me lembro, que tinha o conjunto dela e que é uma figura muito importante da cidade, a gente precisa falar, era a Oreluc. Ah, sim, né? A grande dama do samba. a única, a única, ela era a estrela principal que tinha um projeto que assim que eu me que eu me recordo que era ela em geral, que era o show do começo ao fim dela, mas o movimento era sempre muito uma banda masculina e um bloco com uma mulher que ia lá e tinha um pequeno espaço. E agora, né, de um tempo para cá, eh, as mulheres foram se organizando, fazendo esse movimento, tomando os tomando esse protagonismo. Então, agora a gente tem outra cena. E falando especificamente do jazz, por exemplo, né, na mostra jazz, nessa última, eh, que que da qual eu participei com o meu show Divas do Jess, que é um show que só canta mulheres, inclusive eu tenho isso como também um princípio dos meus shows em geral. levar artistas, mulheres. Mesmo no meu projeto do samba, passei há um tempo atrás, agora em julho, eu e o Douglas, a gente teve no Sesc, fizemos três dias falando sobre o protagonismo das mulheres no samba. Eu tenho esse mesmo projeto no Blues, falando de Nina Simone, Ela Fit Gerald, Billy Holiday, Sara Vogan, que foram grandes mulheres, grandes estrelas, grandes protagonistas dessa cena. E aqui assim na cidade fazendo isso, a gente tinha poucas mulheres cantando essas mulheres, né? Na mostra jazz desse ano, por exemplo, já foi muito bacana porque a gente já teve shows de mulheres, inclusive eu quero ressaltar uma mulher do Jess que é uma inspiração, uma parceira muito querida, Amanda Camargo, porque as cantoras também e essa é uma observação importante de se fazer. Mulher cantora é muito comum de achar, é fácil. mulher instrumentista já não é tanto, por exemplo. Então, teve o meu show de jazz e em seguida a Amanda Camargo, que é uma pianista da cidade, conheçam, procurem, maravilhosa, fez um show de instrumental tocando só Michael Jackson, Amanda Camargo, teto. Essa é uma coisa que a gente não via antes. É um é um uma coisa, então já prova que realmente tá mudando, né? Que tem uma mudança que tem, né? Certamente. Bom, Bia, a gente vai continuar batendo um papo já, mas antes, eh, eu queria que você tocasse mais uma, você e o Douglas Ferreira, que estão aqui conosco participando do Conexão Cultural. Portanto, agora vamos ouvir. Pode ser, Bia, mais uma. Vamos fazer um jazz. Opa, vamos lá. Maravilha, pessoal. A gente tá aqui no Conexão Cultural agora que são elas. Hoje falando sobre Jess. Bora lá, Bia. Vamos lá, Douglas. [Música] Love me. Why not take love me? Can't you see I'm no good without you. [Música] Take my lips. I want to them. Take my arms. I never use them. Yo, goodbye. me with that c how can i go on without you you took the that was my heart so take of [Música] All of me. Why not take me? Can't you see I'm no good without you. Take my I want to take my arms. I never use down your goodbye. me with that c [Música] you took the that was my heart so take [Música] You took the best. So not take the rest. Baby take me. Boa, Bia. Que voz, hein? Obrigada. Que coisa impressionante, hein? Obrigada. Boa, boa. Depois vai ter mais uma para encerrar, tá bom, Bia? Eh, eu tenho perguntado isso para todas as nossas convidadas aqui, Bia. Uhum. Porque eh certamente eh muita gente aí que tá na adolescência, meninas t intenção, tem o sonho de de se tornar uma cantora e tudo mais. E claro que eh com você aqui participando conosco, elas querem saber dicas, não é? Ah, horas de estudo, muitas horas de estudo. E mas assim, junto das horas de estudo, muita coragem. É isso. Ach, eu acho que a palavra, sem dúvida, é coragem. Eh, porque eh vou falar um pouco sobre mim, porque eu estudo música desde sempre, mas a coragem de bancar assim, vou ser cantora, vou levar isso, veio em 2024. Olha, é muito recente, mas eu estudo desde sempre. Então eu eu acredito que assim, essas coisas que limitam a gente, que às vezes a gente escuta de que você não é boa o suficiente, que você não é capaz e muitas coisas que muitas vezes a gente só escuta porque é mulher, né? Eh, eu ouvi uma fala da Vanessa Moreno, que é uma uma cantora de São Paulo maravilhosa, uma referência assim, que é isso. Às vezes a gente cresce ouvindo falar dos homens com muito carinho, que tem, né, toda a sua competência, que construíram aí, mas aí a gente fica sempre se achando menos, menos, menos. E a e existem muitas mulheres muito habilidosas, com muitas horas de voo aí, que não ocupam esse lugar por falta de coragem, por esse medo. Então assim, se a gente não for, vai alguém lá assumir nesse lugar. Então, se for com medo, vá com medo, mas vá. É, eu agora, nossa, eu acho que você falou tudo, né? Se tiver é medo, não tem problema. Todo mundo tem medo de alguma coisa aqui, né? Vá tremendo. Vá assim, mas vá. Se der errado, deu. Paciência. Tenta de novo. Se der errado de novo, tenta mais uma vez. Sobre isso. E eu acredito que a gente só aprende a fazer. Eu tinha um professor que me falava muito isso, assim, a gente aprende a caminhar caminhando, né? Não existe outra forma. Não tenha dúvida. Acho que é esse o caminho. Boa, boa. Bom, eu já vou me despedindo de você aqui, Bia. Mas é, lembrando pessoal de casa que a gente vai encerrar com mais uma música. É, desde já passou rapidão o nosso tempo aqui. Passou muito e a gente falou bastante pra caramba. Eh, muito obrigado, viu, Bia, por participar conosco aqui, não é? Conexão cultural, eh, agora que são elas, certamente esse tema tão atual, né, tão bacana, o protagonismo das mulheres aqui em Campinas, inclusive. Certo? Então eu vou finalizar com ela, que é a minha diva absoluta, Nina Simone, uma mulher muito à frente do seu tempo, que sempre carregou essa bandeira do protagonismo e do voo, sabe? Boa, boa. Obrigado também ao Douglas. Valeu, obrigado mais uma vez, Douglas, lembrando que a gente vai pro intervalo e na sequência tem o segundo bloco. Bora lá, Bian. Vamos lá. [Música] Birds flying high. You know how I feel. Sun in the sky. You know how I feel drifting on by. You know how I feel. It's a new It's a new day. A new life for me. It's a new day. is a new life. And I'm feeling good fishing the sea. You know how I feel river running free. You know how I feel bl on the tree. You know how I feel [Música] on the tree you know how feel a new a new day a new life [Música] for me and I'm feeling Ah. [Música] Dragon flies out in the sun. You know what I mean? Don't you know? Butterflies all having fun. You know what I mean? [Música] Sleep in peace when day is done. That's what I mean. And this old world is a new world and bold world for me. [Música] Stars when you shine you know how I feel s of the you know how I feel oh freedom is min you know how I feel is a new is a new day a for me and feeling good [Música] and feeling good [Música] and feeling [Música] And I'm feeling [Música] Oh. [Música] 사 [Música] Pois é, pessoal, Conexão Cultural de volta, segundo bloco. A gente segue falando sobre Jazz e hoje com a Ieda da Cruz, que é cantora, compositora. Antes de mais nada, muito obrigado por nos receber aí que tudo bem? Eu que agradeço. Tudo bem? Bom dia, boa tarde. Boa, bom dia, boa tarde, boa noite, cada hora, cada cada um assiste o programa num horário. Ieda, bom, para falar um pouquinho sobre como você se interessou pela música aí, pela música no de forma geral. Ah, eu acho que a gente de alguma maneira se interessa pela música logo que aprende antes de aprender, a falar, né? Aham. A gente, eu acho que, e no meu caso, acho que foi sempre, sempre a música sempre teve, sempre me acompanhou assim, mas desde criança, assim, desde criança, muito, embora eu nunca tivesse tido essa pretensão de ser musicista, ser música. Eu chamo de Nunca passou pela sua cabeça eh levar isso, não é? É como uma profissão, não. As coisas foram acontecendo e naturalmente eu tenho um grande amigo que diz que não é a gente que escolhe a música, a música que escolhe a gente. Independente da nossa performance, independente do eh da aprovação ou reprovação, né, do outro, eu acho que eu tava reclamando, falando: "Pô, essa vida de música é muito difícil, não sei o quê, porque poderia, não sei o quê". Aí esse grande músico amigo meu, Ricardo Matsudo, ele falou: "Ih, Ieda, não adianta, é a música que escolhe a gente." É, não tem jeito, né? Quando a música olhou pra Eda, a Eda olhou pra música, falou: "Não, não tem jeito, é esse caminho que eu vou seguir, né, Eda?" É, acabou. Mas e o jazz assim, como surgiu o jazz na sua vida? Bem, eu acho que que o jazz é difícil, né, cara? Não é uma coisa assim, nossa, puxa vida, pô, jazz é assim, não é uma coisa simples, né? Tem que, eu acho que o o jazz, se a gente, eu acho que antes do do jazz, como eh no no formato que a gente pode achar que ele, né, o jazz norte-americano mesmo, né, o jazz que ele é um ele é uma manifestação popular e musical popular e aí ele tem esse grau de erudição porque ele é a base da música popular e do estudo da música popular hoje em dia. Perfeito. Eh, eu acho que antes de eu conhecer o jazz propriamente dito, eu eu tive muito contato desde sempre com a música popular brasileira. E a música popular brasileira ela é enviezada em muitos em muitos compositores, intérpretes, eh pelo pelas influências jazzísticas a partir de determinado ponto assim, né? E então eu acho que eh muito antes de conhecer o jazz como com o nome Jess, ele já tava presente nessas na na no meu inconsciente através da própria música brasileira mesmo. Boa. Tô dando uma olhadinha aqui no release. O que me chama atenção é que você estudou canto popular com ênfase em composição e arranjo na faculdade de Souza Lima. O que seria canto popular? Então é isso, o a música popular ela tá muito em eh o estudo da música popular ele tá muito enraizado nessas nesse formato, né, nesse na escola de jazz e de boossa nova e do samba, enfim. Eh, inclusive é importante, eu acho importante até que que dentro da do estudo de música popular isso seja cada vez mais ampliado, porque as manifestações populares da música, elas são assim incontáveis e no Brasil mais ainda assim, né, a gente tem uma riqueza eh de gêneros muito grande. Mas a música, quando a gente estuda canto canto popular, a gente estuda o o instrumento voz com essa essa com esse embasamento da música popular, seja ela jazz ou seja ela música brasileira, mas de manifestação popular mesmo. é e ênfase em composição e arranjo, porque aí a gente estuda a estrutura, como como se estrutura as composições, ainda que a composição, as composições, elas possam vir de de um objeto de inspiração e é sempre bom que ela venha, né? Sempre um grande amor, uma grande dor, muitas vezes, né? Que é sempre, né? Tem que tem que tá inspirado, né? Eu acho que existe essa inspiração. Existe ferramentas, existem ferramentas que nos ajudam a arranjar, a fazer os arranjos, a fazer a a desenvolver as composições. Então é isso que a gente que que eu estudei. Boa. Já já a gente vai falar sobre o protagonismo das mulheres aqui em Campinas agora que são elas. Bom, pra gente eh ouvir também, né? A galera em casa certamente tá bastante curiosa. Puxa vida, quero ver a Ieda dar uma palinha aqui. Que que você preparou pra gente, Ieda? Bom, eu eu trouxe aqui uma uma música que eu conheci na voz de Billy Holly, dei essa grande intérprete e ícone do jazz. E guardar as devidas proporções, vou aqui apresentá-las para você. apresentá-la para vocês. Good morning [Música] oldum. Good morning. Do we good last night? I turn and until it seemed you had gone. But here you are with the wish I forg you but you here to stay. It seems I met you when my life went away. [Música] Now everyட I start by saying to you good morning stop hunting me now [Música] can shake you know [Música] Just leave me alone. [Música] I've got Monday Blues straight through Sunday Blues. Good morning. Here we go again. Good morning, H. You're the one who know me. [Música] Aê, show de bola aí. A da. Muito legal essa música, né? Linda essa música. É uma música que diferente de muitas composições do jazz, né? que a gente que o jazz, se a gente for falar de um jeito bastante eh simples, mas muito verdadeiro, ele meio ele é a arte da improvisação. Hum. Então o que que a gente tem? A gente tem grandes compositores dos chamados standards, que são músicas conhecidas, né, por esses músicos e que eh ele convida esse diálogo musical. Ah, perfeito. E que tá super enraizado no blues, né? É um o jazz. Por isso que a música brasileira, por exemp, por exemplo, ela tá aberta também. Qualquer tema que a gente for tocar, ele tá super aberto à improvisação. Mas o jazz ele tem uma ele tem um um berço, né? E ele tá muito enraizado no blues. Então a gente, eu eu toquei uma canção que que não é um standar onde, quer dizer, como eu disse, ela pode ser improvisada, mas existem outras outros temas que esses são super conhecidos que que a que que são que foram muitas vezes até hoje super reinterpretados. Então é essa esse diálogo, todo mundo conhece a música, sabe da onde vem, para onde vai e depois de apresentar o tema principal, que é a melodia, então abre-se esse lugar de diálogo musical entre os músicos que compõem aquela banda. Legal, hein? Boa. Como você vê hoje o protagonismo das mulheres em Campinas, né? Porque melhorou bastante, né? Eu tenho entrevistado algumas cantoras e tudo mais, eh, que trabalham com isso também e, e tem avançado, né? Sim, eu acho que sim. Eu acho que é uma é uma coisa que a gente vem construindo a passos passos firmes, mas difíceis, porque não é não é a música ela não tá eh ela não eh a música não é um lugar seguro para uma, sabe? Ela não tá como outras outras áreas de atuação profissional das mulheres. Eh, a música não é exceção de onde onde acontecem o onde ela tá sujeita a machismo, a misogenia e tudo mais, né? E a gente tem um, é uma, é uma dificuldade de, de trazer as mulheres, principalmente instrumentistas, nesse lugar do da música instrumental e principalmente dessa música que é o que é essa arte do improviso, né? Há há tempos atrás a gente tinha esse e esses, né? havia essa coisa torcer o nariz quando uma mulher entra para para tocar. Mas é isso, quanto mais a gente se arriscar, mais mais vai haver espaço. Mas vai haver espaço. Mas eu acho que hoje existe uma o convite mais gentil para as mulheres subirem ao pal. E você aqui em Campinas costuma tocar? Cantar onde? Ah, eu canto em todos os lugares que eu posso. Muito. Eu faço muito boteco. Eu canto em vários bares. Bom demais, né? Mas a tomando aquele Danoninho. Oh, maravilha. Ouvindo uma boa música. Isso não tem não tem preço, hein, Juqueira? Hã. Ah, eu canto em casas de show, em bares, às vezes com trabalho em CESS. Tenho aí, mas eu eu acho que eu tenho eu hoje em dia eu canto muito mais música brasileira do que jazz propriamente dito. Jazz que é um MPB no caso, né? É, é MPB ou samba. Samba você manda ver também. Sim. E mas assim, eu tive um trabalho de jazz manuche, tá vendo? O jazz ele tem várias frentes, várias vários subgêneros, né? Um deles é um jazz cigano. É um jazz com esse sotaque francês que eu tocava muito com o nosso saudoso, que hoje já não tá mais entre nós, eh, Marcelo Modesto, que foi um grande guitarrista de Campinas e nós tínhamos uma dupla de jazz Manu. Então, acho que a minha inserção assim no jazz, ela ela ela foi, apesar de eu ter feito escola de jazz, eu toquei jazz com o o Marcelo Modesto no viés do jazz cigano, desse jazz. Não, sensacional. Bom, vai preparando, eu vou pedir mais uma música, né? Tá bom, tá bom. Pode ser agora? Pode, pode, deixa eu pensar. Vamos lá. Escolhe uma bem legal aí pra galera que está acompanhando, assistindo ao Conexão Cultural. A gente tá falando aí do protagonismo das mulheres aqui em Campinas. Já falamos de MPB. Hoje estamos falando sobre jazz. Estamos com I da Cruz conosco aqui no Conexão. Vai mandar mais uma música pra gente aí. Um jazz Manuchinho. Um jazz Manuch que é bastante conhecido desse gênero. Chama Ja Andreé. Boa. [Música] J'attend [Música] car l'oiseau qui s'enfuit vient chercher le dans son nez. [Música] pass en trist et pourtant ton retour [Música] le jour et la nuit j'attendrai toujours [Música] [Música] Nossa, mas essa é muito difícil. Enquanto você cantava, eu olhava, você tá cantando em que língua? Eu cantei em francês, macarrônico. Meu Deus. Falei, gente, mas tem que ter um treino impressionante disso, né? É uma coisa, é uma coisa muito difícil, né, Ieda? Ah, não é. Eu acho que é uma coisa divertida. Mas assim, me tira uma dúvida. Eh, você cantou em francês, correto? Hum. Eh, para você cantar em francês, você tem que entender o francês, porque você tem que saber a pronúncia e tudo mais. Ou não, você fala francês? Cantei em inglês e não e não falo muito inglês. Não fala inglês, falo. Então assim, eu canto, eu canto melhor. Eu falo melhor francês do que inglês. Mas há necessidade de você eh entender o idioma para cantar? É melhor, né? É melhor falar o que você tá que você tá falando. Bomju Xerry. É, você for cantar, né? Então, mas tem uma cara de pau vê. Ó, eu tenho uma composição minha que é em francês e português, que é uma brincadeira. Então, ah, é, você canta na nas duas línguas. Vou cantar uma palinha. Não, mas não me dá ideia. [Música] Salupiju com savará. Vem cá chou que eu vou te dar un trè bien [Música] gale chez moi avec moi ce soir viant chez moi, chez moi ce soir. Eu quero te espero. Se tu deixar de lero lero, eu não deixo a peteca cair. Tem barogados irigdum, tem txer chegar. É, pode vir. va marcher mon amour besta on peut essayer que tu me dis tch tch tch tch tch e vai é esse tch tch tchá no fim é o charme né aí ele tá ele existe ou você fez só agora não ele existe. Tch tch tch como é que é tch tch tchá isso. Eu acho que eu eu canto. Eu canto um pouquinho em francês, eu canto inglês, mas eu é espanhol, eu sou bastante cara de pau. Espanhol e português, mas tudo tem uma dosezinha de cara de pau mesmo. Boa, boa. Morro de vergonha de cantar inglês porque eu acho que das de todas essas de toda essa minha polilinguis do meu polilinguismo macarrônico. É o que eu Bom, e eu tenho perguntado isso para todo mundo que eu que eu tenho entrevistado, né? Bastante gente aí que tem intenção de seguir, não é, nessa carreira de músico e tudo mais de e na arte, na cultura. Quais as dicas que você deixa pras meninas que querem seguir os seus passos e que estão ainda um pouco tímidas, achando que talvez não tenham espaço? Aí eu ia fazer uma brincadeira sem graça, mas um amigo outro dia fal respondeu essa pergunta falando: "Bom, dá tempo de desistir, mas o mas é é muito sem graça, porque como eu disse, é uma é uma é um amor mesmo, é um, acho que a gente se dedicar à música é uma missão e e a gente sabe o quanto que a gente enfrenta, né, de de dificuldade. Tem um grande músic músico de jazz que fala que quanto mais notas, mais notas, menos nota. Quanto menos nota, mais notas. é uma carreira difícil assim financeiramente, então a gente a gente estuda muito, eu acho que é uma eh é um, assim como em outras profissões se estuda muito para, né, para fazer um projeto, para desenvolver um projeto, para desenvolver um um para para estudar para um concurso, tal, isso não acontece diferente na música, né? a gente, a música, o músico tá sempre, tá sempre, sempre, sempre estudando. O que eu diria paraas meninas que querem seguir na carreira musical é que pensem em todos os instrumentos como instrumentos, inclusive o canto, inclusive a voz, porque é importante numa num ambiente musical a gente falar a mesma língua. sem que a gente seja constrangido por isso, porque isso passa muito pela pela eh principalmente cantoras, né? Porque o canto parece que a gente senta e canta, né? você você abre a boca e canta, mas ele ele tem também toda uma preparação técnica, tem uma preparação eh musical, musical mesmo. Então eu acho que estudar eh se dedicar assim como para qualquer instrumento e não ter medo de se arriscar, porque quem não arrisca não petio. Então é importante a gente enfrentar esse esse lugar que às vezes ele é um lugar não tão gentil com as mulheres, mas eu acho que tem ficado cada vez mais. Temos grandes representantes femininos, assim da música instrumental e do jazz aqui em Campinas também, assim. E você é professora de canto, né? Eu sou, eu sou professora de canto também. Boa. 100% envolvida aí. 100% da música. Eu vivo da música. Mica. Que legal. Hoje eu vivo da música, eu já vivi de outras artes também. Eu já fui trapezista, eu já fui performer e hoje eu sou professora de canto e artista nata. Então raiz na veia. Eu fiz ciências sociais e virei artista. Aonde você fez na Unicamp? Foi. E depois eu fui fazer música muito tempo depois quando eu já atuava na área assim quando eu como eu já era cantora e e fui estudar. Boa. Muito obrigado por nos receber. Agradeço demais. Mais alguma coisa para encerrar que tenha passado? Olha, eu acho que tem uma coisa que eu gostaria de falar que então fala que a gente tem um grande, a gente tava falando de jazz, então vou falar de um cara que eu que eu acho que eu amo muito e que eu assim, na minha humilde opinião, é um dos compositores que cujas composições, ele é um intérprete pianista, etc., mas cujas composições são muito modeláveis, muito moldáveis, assim como são os standndars, né, norte-americanos e tal, que é o João Donato. Então eu acho que é importante a gente lembrar também desses compositores incríveis que a gente tem no Brasil e que João Donato, Bertmonte, Hermeto Pascoal, esses esses grandes ícones que são representantes da Joyce Moreno, enfim, que são representantes da música brasileira e que bebem tanto do samba, tanto da música brasileira, tanto quanto dessa música norte-americana. e e latina e afrodescendente. E aí eu queria dar uma palinha aqui de um João Donatro. Vai lá. Que que você acha? Um minutinho. Um minutinho. É essa música aqui do João Donato com letra de Joyce Moreno. [Música] Amazonas. Só no meio do meio do meiodia. Brilho raio sobre luz, fotografia, mar, incêndio, tempestade, inundação. Amazonas são guerreiras de uma tribo feminina, de uma civilização submarina. Dai-me, daime-me, daime-me, da imensidão. E a, valeu, Iana, muito obrigado por nos receber e o sucesso cada vez mais. Você é ótima. Muito obrigado. [Música] J'attendra [Música] car l'iseau qui s'enfuit vient chercher l'oubli dans son nez. [Música] pass enant tristement [Música] toujours et pourtant j'attendrai ton retour P. [Música]
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