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[Música] He. O Conexão Cultural é o seu programa na TV Câmara Campinas para acompanhar as manifestações culturais da cidade. E hoje a gente vai falar sobre a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, a nossa querida que é uma das mais antigas em atividade fora de uma capital, da capital do estado de São Paulo. E desde 1929 vem fazendo história. E quem vai falar com a gente hoje é o maestro Carlos Prazeres, que é o regente titular, diretor artístico aqui, recebeu a gente no intervalo aqui dos ensaios. Muito obrigada por nos receber. Eu que agradeço. Fico muito feliz que vocês estão aqui acompanhando o nosso trabalho e muito tenho para falar para vocês também. Que bom, né? Porque é uma orquestra muito querida, né? Muito eh ativa aqui na cidade, né? E você trouxe muita coisa interessante, uma pegada bem popular também, né? Queria que você contasse um pouco a sua história que vem lá do Rio de Janeiro, já passou pela Bahia também, pelo orquestra da Petrobras do Rio, né, maestro? Claro. Na verdade, eh, a Orquestra Sinfônica de Campinas, ela é parte insissolúvel da sociedade. Ela tem 95 anos, né? E ela já é considerada realmente um patrimônio do campineiro. E o campineiro entende ela como parte eh integrante da sociedade, assim como um time de futebol, sabe? É uma coisa muito linda de ver essa conexão que existe entre a sinfônica de Campinas e o público campineiro. Eu cheguei aqui eh um carioca baiano, porque eh nasci no Rio de Janeiro, eh sou de uma família de músicos, meu pai era maestro, minha mãe cantora lírica, amadora, mas cantora lírica. Então, a gente cresceu nessa bolha da música clássica e muitas vezes assim o nosso objetivo é tirar a música clássica da bolha e acessibilizar a mulsa clássica. Quando você fala, por exemplo, uma pegada popular, é importante deixar claro para todos que o popular não é não é transformar música clássica em música popular. O popular é transformar a música clássica acessível a ao povo. Isso é, no caso, a pegada popular. Muitas vezes a gente se utiliza da música popular como arma para que a orquestra fique cada vez mais próxima da sociedade. Mas o que é importante de salientar é que os concertos de música clássica, como por exemplo esse que nós estamos ensaiando essa semana, que é só de um compositor modernista russo, Dimitri Shostakovic, que é um compositor, não é fácil nem de falar, a gente tem os nossos concertos lotados, inclusive com músicas bem complexas, como foi nossa abertura, por exemplo, com música de Stravins e a gente tem os concertos lotados e eu acho Acho que é muito importante de frisar esse ponto e e dizer que Campinas tá de parabéns, que tem um público muito sedento e ativo pra música de conserto. E desde 75, entendendo isso, né, ela virou, então, ela é mantida pela prefeitura, né, que teve esse olhar, né, e quando o povo abraça, as coisas acontecem, como você disse, né? E esse repertório que a gente traz agora, né, né, nesse concerto, nessa temporada, é, é curso da resiliência, né, mas você já fez macuna também, você acabou carregando também um pouco da Bahia, um pouco do Rio de Janeiro nessa mistura de de repertório? Eu acho que na questão do repertório é tudo muito parecido. Eh, mesmo no Rio, na Bahia, a gente acaba eh executando coisas muito parecidas. O que muda muitas vezes é a relação do público com a orquestra. Eh, eu acho que nesse ponto eu tenho uma pegada particular que quando tô na Bahia vai funcionar do meu jeito e quando tô aqui também. E essa pegada é a pegada eh de entender a música clássica como algo visceral e não como algo civilizatório, refinado, chique. Você vem aqui para assistir boa música. Não, não tem essa. Você vem aqui para se emocionar em pontos que você não se não se emocionaria com outro tipo de música. E não é melhor nem pior, mas é que a música clássica ela mexe em pontos do nossa, do nosso cérebro, no nosso coração, na nossa psiquê, eh, de uma forma muito diferente de todo cancioneiro ou de toda a música popular, até incluindo jazz e tudo, sabe? Nós temos momentos, por exemplo, de profundo, eh, de profundo, de profunda meditação, momentos onde a gente tá eh não tá entendendo por que que a música tá lidando com a gente dessa forma tão eh peculiar, de ser tão baixinha, de ser tão é sussurrante para de repente em determinado momento, ela ser absolutamente eh catártica. Ótimo termo. Tava procurando aqui o termo para isso. E e essa catarse ela só se dá porque teve às vezes 5 minutos de algo monótono, baixinho para que você tenha uma um um uma sensação de catar-se imensa quando a orquestra tá tocando num fortíssimo. E isso, por exemplo, jamais vai ter na música popular com instrumentos plugados. é diferente. Então, eh essa é a minha pegada, trazer esse sentimento, esse teor visceral da música clássica. Então, com isso, a gente vai buscando novos públicos. do Ecco de Resiliência mostra a música de Dimitri Shostakovt, que foi um compositor que viveu na Rússia de Stalin, que viveu o período da da Segunda Guerra Mundial ali com Adolf Hitler, com Mussolini, com Stalin, não daria pra música dele ser algo muito florido, muitas vezes como a música de Tikovski. Então, o modernismo mesmo, o o momento da revolução industrial, do entre guerras, das duas guerras que que houvera no século XX, duas guerras mundiais. Então, toda essa tensão, ela é presenciada aqui na música de Demitri Shostakovic. Mas o mais legal que eu acho também é que além da gente ser transportado paraa Rússia de Stalin, sem ter que eh sair do lugar, você ter que pagar uma passagem, a gente também eh é transportado para uma reflexão que é saber que a música clássica ela é muito além daquele lugar que as pessoas a colocam, né, do relaxamento. Me dá uma paz. A minha avó adora. Eh, meu filhinho eu coloco para dormir. Sabe esse lugar que também pode existir na música clássica, por que não? Assim como também existe no no cancioneiro popular esse lugar da música pra criança, da música para pra gente dormir e tudo, mas colocar muitas vezes a música clássica só nesse lugar é muito pobre. E Shostakovt é mestre em tirar música clássica desse lugar, né? Ele tem uma coisa absolutamente visceral. E aí os amantes do do Reval, os amantes do rock tão aqui conosco falando assim: "Pô, isso aqui é muito rock and roll também, é orgânico, é orgânico, é muito incrível, muito como a gente, como as nossas emoções, como as nossas emoções e sabe? E ela é muito completa nesse sentido, porque tem uma hora que você vai estar entediado e a música também vai mostrar isso. E ela vai ter às vezes o concerto para violina, por exemplo, 40 minutos de música. Não dá para uma música popular com 3, 4 minutos de música, cinco passar tudo isso, sabe? Não dá. E nem tem que passar porque são duas coisas completamente diferentes, sabe? Eh, mas eu sempre digo pras pessoas, quando a gente não ouve música clássica, a gente tá tendo uma experiência musical incompleta, porque, por exemplo, você não precisa eh deixar de ler um gibi, porque você lê a Ana Carenina e ou o contrário, entendeu? Você pode ler uma revista da Mônica e ler Tooy, ler Dostoyevski, ler Herman Hesser. São duas coisas diferentes. Eu, por exemplo, quando ando de avião, eu sou tenso para andar de avião. Então, muitas vezes não tô lendo coisas profundas. Eu tô lendo às vezes uma revista que eu comprei no aeroporto. Mas às vezes quando eu tô na minha casa, antes de dormir, eu gosto de ler coisas profundas. Então, eh, faça uma uma semelhança desse concerto assim do início do das peças, tanto do concerto para violinoakov, quanto do sons e danças da morte com aquele ambiente que Toi cria no seu último livro, é uma vela na mesa, as pessoas ali a luz de vela na Rússia de às vezes -17º, é uma coisa assim, sabe? Menos 20, men 30 que fazia lá. Eu acho importante a gente ter esse frio aqui também, se permitir sentir esse frio da Rússia através da música. E maestro, acho que e essa quebra de pontes que você tá falando, ela funciona muito bem com as redes sociais, né? Acho que você faz um uso muito interessante, que são esses convites, você quebra bem o gelo, né? É isso. Eu eu gosto de desse elemento novo que que são as redes sociais, apesar de ter, claro, seus dois lados. A rede social é muito importante pra gente chegar aos públicos jovens, sabe? E e chegar ao nosso público, né? Hoje em dia cada vez mais seguidores no Instagram. Aliás, por favor, sigam Sinfônica de Campinas no Instagram, o meu @maestrocarlosprabrazires. Então, é muito legal a gente poder ter acesso a isso, você conseguir uma coisa que antigamente só conseguia se a gente tivesse acesso à televisão ou se tivesse acesso eh a um pôster na rua, tal. Era um distanciamento institucional quase, né? Exatamente. E para finalizar, você que já andou pelo mundo todo como maestro convidado, tem uma característica aqui da Orquestra Sinfônica de Campinas? Eu acho que tem sim, sabe? Eh, eu acho que a característica da orquestra, ela hoje é uma característica de de tradição, eh, que foi Carlos Gomes quem trouxe, ou seja, o povo campineiro, ainda que ele não saiba nada de música, ele sabe que ele faz parte da cidade de Carlos Gomes. Então essa tradição é algo que Campinas carrega no seu povo. Tanto que foi muito rápido a gente começar a lotar os concertos aqui. Isso já começou a acontecer no início do do do final do primeiro ano. No segundo ano já estavam lotados os concertos. E eu e eu vejo assim que isso não seria possível sem uma tradição. A tradição campineira eu acho que é o que é o que faz, é o que é a marca indelével da Sinfônica de Campinas. Existe essa sede, né? Essa sede incutida, ainda que você não saiba, mas você passa de pai para filho, ouvindo falar das histórias, da gente ter aqui um dos maiores compositores de ópera do mundo, né, que nasceram aqui, que nasceu aqui, o Antônio Carlos Gomes e toda essa tradição orquestral com Benito Ruarez, que todo eu vejo assim, às vezes eu entro aqui no Uber, o cara me vê com uma partitura assim, você é da orquestra? Sou. Ah, porque eu me lembro da época do Benito Ruarez, assim, isso se dá no Uber, isso se dá na padaria, isso se dá nos altos ciclos, círculos da Ípica em qualquer parte. Isso que é uma das coisas assim que eu mais admiro aqui na Sinfônica de Campinas e desse legado que ela deixou com o Brito Roarez, é que é o legado da acessibilidade pro rico, pro pobre, pra classe média, para todos. A a orquestra sinfônica, uma vez patrocinada pelo poder público, ela precisa chegar a todos, precisa ser pública, né? Efetivamente. E ele fazia muito bem isso, né? Exatamente. Muito bom. Muito obrigada, maestro. E a gente vai conversar um pouquinho com Isaías, que também tá aqui há um tempão, né? Claro. Que coisa linda. Muito obrigada. [Música] E o Isaías Cruz está aqui na Orquestra Sinfônica de Campinas há 29 anos e vai falar pra gente da história dele. Ele que nasceu em São Paulo, mas a trabalho veio e acabou ficando, né, Isaías? Queria que você falasse um pouco da sua experiência da orquestra, da música instrumental. Isso vem mudando com o tempo, vem se popularizando com as redes sociais também? Vem bastante. Eu comecei com estudando com 9 anos. Aos 12 anos eu ganhei o violino e tocava na igreja e aos 20 anos eu decidi me profissionalizar. Eu acho que o violino já é uma parte do seu corpo, né? Quase, quase. Já me deu algumas lesões, né? Porque é, n é? Quando você faz um movimento, como eles falam, movimento repetitivo por muitas horas, alguma coisa no seu corpo acontece. Então, no meu caso, eu tive algumas lesões, mas o prazer de tocar, de fazer o que você gosta, sobrepuja. Que bom, né? E Isaías, como é que é o preparo para ser um músico profissional, né? Que a gente não pensa nessa questão física, né? Você tem que fazer um uma fisioterapia ou uma uma atividade específica para isso, um pilates direcionado pra sua carreira. Você falou uma coisa que eu fiz até há um tempo atrás, antes de fazer antes de entrar a pandemia, que era pilates. Foi ótimo para mim, foi o melhor exercício para minha função. Mas essa questão é muito relativa. Eu comecei um pouco tarde para decidir, porque no geral mesmo começando cedo, eu decidi ser profissional tarde. Então isso fez com que, por exemplo, um músico que naturalmente estuda 5, 6 horas por dia, eu passei a estudar 8 horas por dia e às vezes um pouco de forma errada, né? Então isso acaba acontecendo comigo algumas lesões, mas não, isso não é todo mundo que passa, né? Tem busca que não tem, mas é um processo natural. você vai tocando, vai, vai, vai, vai se aperfeiçoando e você vai aumentando a sua carga de estudo, né? Depende do seu da sua orientação também. Eh, tudo isso, tudo isso compõe, né? Isso é faz parte do do É, acho que toda atividade que exige uma performance física, né, corre esse risco, né? É. E quando eu fiz pilates, foi para mim assim uma o melhor exercício para evitar lesões, porque assim, eu fiz um pouco de vários vários esportes, mas para mim o Pilates foi o que melhor me adaptei. Eu parei na pandemia, né? Quando entrou a pandemia eu parei, mas eu sinto falta ali. Agora já dá para voltar, né? Já dá para voltar. Em termos de concentração, é um é um ingrediente fundamental na vida de um músico, né? Você faz algum trabalho específico de meditação ou não? Não é no dia a dia mesmo que você vai ganhando esse músculo da concentração, de se manter totalmente estado de presença ali? É, no dia a dia. Eu eu acredito que a concentração eh é também muito de particular, mas no meu caso, os instrumentos de de de cordas tem que ter uma você tem que se isolar. Então assim, eu me lembro que quando eu comecei a fazer, estudava mesmo, eu tinha que me isolava, me trancava, não atendia telefone, eu tinha os horários estipulados para poder descansar. Então é é uma disciplina que você tem que incorporar no seu dia a dia. Agora, a concentração vai muito também da pessoa, né? Tem pessoas que tm uma concentração e isso é muito importante porque quando depende da concentração que a pessoa tem, ele absorve muito mais rápido. Hum. o estudo, as coisas, o desenvolvimento dele é mais rápido, mas a concentração é fundamental para o nosso trabalho. Você tem um você ter um um período para você se concentrar só pro instrumento. E você falou aí de uma questão de absorver mais rápido ou não. Você acha que no caso da música a vocação ela pesa mais que o esforço ou não? Olha, estão quase ali. Você tem que ter vocação e você tem que ter o esforço. Os dois, os dois dizem até que assim, para ser música de orquestra, precisa ter 10% de vocação e 90 de transpiração. Então tá dada a resposta, né? Você tem que tá mesmo ali, você tem que ser, você tem que ter um pouco de vocação, tem que gostar e tem que transpirar. Muita, muita dedicação, né? Tem que ter. Isaías, uma curiosidade, você que acompanhou esses 29 anos da orquestra, né? O que que você diria assim dos momentos mais marcantes, né? Você pegou ainda a época do Benito, né, que levava os consertos pros bairros e tudo mais. Você acha que tem esse apelo? As pessoas gostam sim de música instrumental. Talvez o que falta seja mais o contato. Pode ser. Eu acredito que na época do Benil teve um concerto que eu não participei, mas eu assisti. Hum. Que foi nas diretas já. Caramba. em 84 lá em São Paulo na Praça da Sé. Então aquilo eu achei que foi assim um despertar também para eu querer fazer o que eu gosto. Mas eu acho que a música ela ela transcende, né? Você pode não falar inglês, pode não falar espanhol, mas você tocou uma peça, todo mundo, indiferente, todo mundo do mundo vai saber que aquela é uma música que faz uma linguagem universal. É universal, né? É. Então assim, os concertos marcantes que eu posso dizer foi nesses concertos do Benito lá na na que foi marcante para mim, né? E concertos com coral, né? Eu sempre gosto muito de coral. E nós fizemos um trabalho bacana na época de no nos anos de 2005. Nós fizemos várias óperas aqui, então foi marcante para mim na época do maestro Cláudio Cruz, enfim, outros maestros também que tiveram aqui. E para mim foi muito marcante, é o coral marca mesmo, né? Marcar bastante para mim. É o primeiro instrumento, né, que a gente usa que é a voz, né? É. É. Então assim, peças com com grandes, com coragem assim, para mim é marcante também. E vocês fizeram uma cuna também que foi muito legal agora em em 23, né? Fizemos, fizemos a turnê também lá em 2010, 2009, fizemos a turnê pro Nordeste, então aquilo é gratificante para nós. É. E você conhecendo outros ambientes de música, você acha que tem alguma coisa que identifique a orquestra de Campinas? Eu acho que ela é um pouco peculiar no sentido de repertórios. Ela mescla mais, ela não é tão tão erudita, né, quanto uma boa parte das orquestras. Ela mescla um pouquinho mais. Então, acho que talvez esse seja o diferencial, é uma vocação, então, né? Até porque a gente tá numa região metropolitana, tem que ter esse olhar aberto, né? Exatamente. Isaías, queria agradecer demais a sua participação aqui com a gente, compartilhar sua história. Muito obrigada. Eu que agradeço. Muito obrigada. E para você que nos assiste, continue com a gente que no próximo bloco tem mais orquestra, só que dessa vez da Unicamp. Fica com a gente. [Aplausos] [Música] De volta pro segundo bloco do Conexão Cultural de hoje sobre as orquestras de Campinas. E hoje a gente veio pra orquestra sinfônica da Unicamp. Começamos aí o grande estilo, né, com a terceira sinfonia de Bethoven e a coordenadora artística e maestrina da orquestra, Cintia Lirete, vai falar pra gente um pouco dessa história do DNA, da pesquisa também do laboratório musical que essa orquestra representa para Campinas, né, Maestrina, muito obrigada por nos receber aqui no ensaio, né, nós que agradecemos. Eh, a orquestra sinfônica da Unicamp. Bom, enfim, ela é ela faz parte de uma universidade de várias mentes eh pensantes e e ela também faz parte de um centro de pesquisa. Então, este DNA que você falou e é muito muito pertinente porque ela ela eh ela vive de acordo com o coordenador desse centro de pesquisa. A orquestra Sinfônica da Unicamp, ela é muito particular. Eu acho que não só para paraa universidade, mas acho que pro Brasil inteiro, né? Uma orquestra verdadeiramente experimental. Eh, nós compartilhamos essa nossa experiência com acadêmicos de todo o Brasil, até de outras partes do mundo, né, de dependendo do projeto. E é uma orquestra realmente muito especial. Ela tem uma uma temporada artística que com os anos foi se fortalecendo, a orquestra foi eh admitindo mais músicos, enfim, foi ganhando eh um corpo mais integrado, eh uma direção mais focada eh em interesses de refinamento mesmo, de eh para que a orquestra realmente conseguisse criar o seu próprio som, né, sua própria voz. Então, mas ela tem sim esse DNA que você falou, que é o DNA da DNA da pesquisa, né, que eu trouxe. A outra maestra que estava no meu lugar, a Simone Menezes, também trouxe. Então, ela tinha um um viés um pouco mais dedicado à música contemporânea. Eh, e depois comigo eu também tenho um viés dedicado à música contemporânea. A coordenadora do Centro de Pesquisa, ao qual essa orquestra pertence, era uma compositora. Então, a gente sempre teve, ela que na verdade levou a orquestra a, na verdade não existia porque ela existir desde 82, né? É uma orquestra até bastante eh madura, não vamos dizer velha, mas é uma orquestra bastante estabelecida, né? A gente não para para pensar que é uma das melhores orquestras do Brasil, né? Com todos os seus eh as suas dificuldades, seus os seus desafios. é uma orquestra estabelecida, uma orquestra de músicos excelentes, né? Eh, sempre a orquestra sempre precisa de orçamento, sempre precisa de de novos músicos para para ela ter esse caráter sustentável, né, de uma orquestra sinfônica, mas ela é uma orquestra excelente, né, e ela tem esse viés, esse esse DNA, eh, eu acho que é o que faz essa orquestra uma orquestra tão especial, né, porque ela contribui pra pesquisa em todos os campos da música, até da dança, eh, ópera, como arquitetura. Sim, nós tínhamos esse projeto que vai retornar sim. Eh, a pandemia eh cancelou algumas das nossas ideias, né, porque era impossível e as coisas acabaram eh ficando um pouco no background, né? Eh, mas ela sim, ela tem eu trouxe um pouco da música antiga porque estudei muito, estudei nos Estados Unidos, então lá tinha um departamento de música antiga muito forte. Então, eh, a gente vai descobrindo os novos sons da orquestra sinfônica através do da pesquisa e de interesses em diversidade. Eu acho que isso que é muito importante, né, numa orquestra sinfônica, eh, as orquestras sinfônicas em geral, elas têm um compromisso com a comunidade, assim como nós temos um compromisso com a comunidade, né, essa partilha das nossas experiências e um diálogo sempre escutando, mas também um diálogo que escuta, mas também que quer ensinar, né? Eu acho que isso que é importante, né? Formar público também, né? Formar público, sim. E e eu acho que assim, oferecer, né? oferecer para as pessoas conhecerem. Muitas vezes uma pessoa diz que não gosta de música clássica, mas nem sabe o que que é isso, né? Então eu acho que isso que é importante. A nossa orquestra consegue eh inclusive para nós, para os músicos que interagem, os estudantes que tocam conosco, nós temos programas de formação, né, estagiários, já tivemos, enfim, temos programas de sessão de leitura de composições. Então, assim, tem um programa que é só para alunos da Unicamp, um programa que é para todos acadêmicos de todo o Brasil. Eh, temos festivais que a gente também eh participa daí, são terceiros que nos convidam. Temos agora eh uma próxima daqui o próximo programa será com o pessoal da da Companhia de Ópera de São Paulo. Então, eles vêm um projeto super bacana, já estamos no terceiro ano já. Então, assim, eh eu acho que que isso que é importante a gente fazer eh a gente se posicionar em várias frentes, né? a gente conhecer a música pelo lado de de várias e várias mentes pensantes e pelo lado do público. E assim eu acho que a gente consegue realmente eh criar novos conhecimentos e oferecer novas enfim, novas possibilidades de pesquisa também. Um organismo vivo, constante. Sim, completamente. E tem que ser assim, né? Eu acho que aqui na Unicamp assim. Então eu acho que o não sei como funciona muito bem a OSUSP, né? se eles também têm esse lado eh de realmente eh incentivar a pesquisa acadêmica, né? Não sei, não sei o quanto que eles fazem, né? Mas eu acho que a Orquestra Sinfórica da Unicamp tem isso, né? As pessoas não ficam sabendo deste lado porque os músicos trabalham bastante eh com essas atividades que às vezes elas não a gente não divulga porque ela é uma atividade interna, né? Mas eh eu acho que isso o que faz dessa orquestra tão especial, porque a gente consegue eh manter esse essas duas linhas, né? Uma linha da pesquisa, uma linha da formação e e uma linha da dos projetos artísticos mesmo, com realmente com regentes, maestras convidadas, como nesse ano, né, a gente tem a temporada das maestras, então eh pra gente realmente se comunicar com o que tá acontecendo na sociedade atualmente, né? Eu acho que é muito important. Tem até obras eh autorais, né? Sim, sim. Isso é muito legal também, né? Sim, muito. Os compositores adoram a nossa orquestra porque a gente tá sempre trabalhando junto, né? Eu acho que isso que é bacana. A gente convida os compositores, eles eh trabalham com a gente, dão opinião e eu acho que isso é importante assim, né? Então, sempre que possível eh a gente a gente tá sempre trabalhando nessas diversas frentes pra gente conseguir realmente manter a máquina viva, né? Isso. E maestrina, como é que é ser maestrina nesse universo? Ainda é masculino? Ainda masculino. Ainda é, né? Ainda é. É, eu acho que eh nesses últimos anos houve um grande movimento, né, de equidade e que as mulheres, não só na minha área, mas em diversas, né, eh tão conseguindo eh ter oportunidades, né, porque eu acho que as oportunidades que fazem a diferença e mas eu acredito que o problema não é nem só oportunidades, é a às vezes às vezes as mulheres são elas causam um certo desconforto. no pódium às vezes, né? Aí eu acho que isso tá se dissolvendo, já tá desaparecendo. Eh, mas eu tenho essa impressão que a figura feminina ela tem um uma é bonita, né? A figura feminina, de uma certa forma tem uma graça, tem uma eh chama assim, tem uma os homens às vezes se constrangem um pouco, né? Mas eu acho que isso já tá aqui na minha orquestra eu já não posso mais reclamar. Todo mundo já se acostumou, a gente é como uma família mesmo, né? E temos muito diálogo. Eu acho que isso é uma coisa importante também. É uma coisa que eu acho que a gente precisa tentar, né? Como pelo menos eu como diretora artística, não como maestrina, né? como maestrina, maestra, como como quiserem, mas eh como diretora artística, eu tenho que pensar nas pessoas que tão para fora de mim, não com lógico que tem as metas, as eh os eventos que a gente precisa cumprir, mas eu tenho sempre que olhar para eles como gestor, né, gestora. Então, eh agora como maestrina a gente vai criando, é muito interessante isso, né? porque a gente vai criando eh uma forma de comunicação gestual que às vezes não combina porque a gente tem a referência do homem, né? E aí a gente para hoje em dia isso tá um pouco mais tranquilo, porque tem mais mulheres, né? no pódium, no mundo todo, existe esse movimento. As mulheres estão fazendo parte dos programas, programas de estágio, Duda Mel, Fellowship, por exemplo, eh tem vários eh vários movimentos, várias ações para integrar mais a mulher e valorizar a mulher, porque eu acho que o que a gente precisa, na verdade, é de uma música clássica diversa, né? Então, quando a gente pensa, ah, vamos colocar as mulheres para dar oportunidade, não, a gente precisa de diversidade na música, né? E essa diversidade é o que o que faz a as mulheres serem necessárias para integrar as programações, né? Então, em todos os lugares, né? Eu acho que a gente precisa desse viés que muda, que sabe, que enriquece, né? Que traz outros tipos de sensibilidade. A sensibilidade da mulher é diferente da do homem, né? A gente sabe isso na poesia, por exemplo, eh a é muito diferente a maneira da da a perspectiva feminina, né, em relação ao homem. eh a maneira de sentir uma sinfonia de betomen, como esta, como a sinfonia número três, por exemplo, uma sinfonia, na minha opinião, um pouco masculina, né? Mas existe uma masculinidade dentro do nosso DNA também, né? E assim como existe uma femininidade no DNA de um homem, né? Então é isso que a gente busca e para isso a gente tá pesquisando essa, né? Experimentando essas diversidades. Sim, sim. e muita expressão, expressões diferentes. A gente precisa disso, assim como a música antiga veio pra gente questionar a própria maneira de tocar e a maneira de produzir o som, né? Então, articulações, tudo. Então, assim, tudo isso acho que é importante, a gente conhecer o lado do compositor que tá fazendo música hoje, o lado do cara lá do século X7, eh conhecer as diversas interpretações de maestros e maestras de todo mundo. Então, assim, isso que faz com que a gente crie esse entusiasmo cada vez maior pela música, porque a gente tá sempre mudando, né? Tá sempre viva, né? sempre vivo. Mas maestrina, hum, todo maestra é meio emocionado. Emocionado. É, ainda bem, né? Ainda bem. Porque parece que você se diverte também. Você ficou muito claro, né? Sim. Ah, eu me divirto assim. É, eu acho que eu fico me dá um parece que não, mas me dá um enorme prazer quando eu sinto que eles estão se conectando entre eles. Nem precisa estar comigo. Quando eles estão assim produzindo melhor, quando eles estão escutando, eles conseguem afinar entre eles assim, porque todo mundo toca bem, mas quando você coloca todo mundo no mesmo lugar, às vezes não é nem nem uma questão de não escutar ou de às vezes é uma questão da posição que a pessoa se encontra. Então, às vezes a pessoa tá sentada de uma maneira que ela não consegue escutar o cara que tá na outra ponta, né? Então, eh, quando a gente para tudo e fala: "Pronto, vamos vamos combinar aqui". Então, quando existe esse eh esse acordo e quando eu faço alguma coisa que eles entendem, natural, às vezes não preciso falar nada, só faço alguma coisinha e toda a dinâmica da peça todo entra no lugar, se encaixa e é isso para mim é como se eu tivesse, sei lá, se eu não tivesse uma orquesta, se eu tivesse tocando um piano e eu realmente conseguir tocar a peça inteira até o final, sabe? Então, sim, sim, sim. E e é alguma coisa parece que a gente eh traz um certo sorriso das pessoas assim para pro público, sabe? Quando assim quando você vê que o músico tá tocando e ele realmente tá gostando do que ele tá fazendo, né? ele tá realmente de acordo com as pessoas, tá tá se harmonizando. Acho que existe uma certa eh eh acho que é o objetivo, né, final é a gente criar essa harmonização da sala, harmonização da orquestra em diversos sentidos, não só harmônico, técnico, né, mas essa harmonização da escuta, h, do dos acordos, as pessoas tocarem juntas, tocar com a mesma articulação. Quando existe essa harmonização, os espíritos dentro da sala, eu acho que o público escuta uma outra música, né? A gente não sabe explicar, mas é uma mágica mesmo. Acho que é maravilhoso. Ana, muito obrigada por compartilhar com a gente tudo isso. Imagina. Eu que agradeço. Vida louca por orquestra, né? E agora a gente vai falar então com o pessoal que tá aqui há um tempão, né? Ah, sim. Já volta. Obrigada. [Música] E a Meila Tomé aqui na orquestra desde o início, vai contar pra gente a história que tem um pouco a ver com a história de vida dela, que veio lá de Brasília para orquestra de Campinas e depois começou junto com a a orquestra aqui desde o comecinho, né, Meila? Exatamente. Eu tô na orquestra de Campinas desde 88 na fundação, mas antes a gente tocava na sinfônica e como tava se perdendo muito músico, eh a gente tinha tempo suficiente para estudar tudo e o Benito Joarez e decidiu fazer fundar a orquestra da Unicampos. 13 músicos com você já no início, né? Exatamente. Tem mais alguém daquela época aqui com você? Tem o Maurício Mágo. Tem o Maurício também. Também. E sempre no violão Celo. Sempre no violoncelo. E como é que é pertencer a essa orquestra tanto tempo? Você viu muita transformação, acompanhou muita coisa? Muita coisa. É assim, é um prazer tocar nessa orquestra. É um orgulho que eu tenho, sabe? Eu sou grata, muito grata por ter participado de duas orquestras. Então assim, e agora você vendo chegar músicos novos, né, bem mais jovens, você quase saindo e pessoas entrando, né? Inclusive a maestrina super jovem, super acessível, né? A conversa, diálogo e aceitação, né? Isso é bem importante. A Me estudou lá na escola de músicas de Brasília, né? sempre violão celo. Eu comecei com piano. Hum. Comecei com piano e a minha professora de piano era casada com violão celista. Então ela falava: "Piano, você vai ser mais uma. Começa eh vai tocar, veloconcelo, vai tocar". E eu tive na aula e gostei. Inclusive eu vim para Campinas por causa dele, que ele já veio para tocar aqui. Olha que legal, uma ponte, né? Foi uma ponte, exatamente. Mãe, filha de músico, né? quer contar um pouquinho da história com história linda. Meu pai é foi o fundador da primeira de Brasília, foi professor da escola de música, foi pioneiro e eu nasci em Brasília, amo Brasília. E o Jcelino convidou o seu pai, inclusive para ir para lá, né? Exatamente. O Joselino que chamou ele e mais quatro músicos cegos. E tinha uma orquestra, né? Tinha uma orquestra. Então tá no DNA, né? Ô Meile, como é que é ver essa questão da pesquisa, né? Maestrina falou pra gente dessa efevescência, de tá sempre fazendo pontes, conexões com outras eh universidades, outras orquestras. Isso é bom também. Isso é muito bom. E e essa essa união de alunos, a gente trabalhar com alunos, trabalhar com maestros diferente, né? Eh, com compositores, né? Isso é muito importante. Uma troca. Exatamente. Você esperava lá atrás, quando você começou a tocar o violão celo que você ia tá aqui hoje cercada de tanta gente interessante numa das melhores orquestras do Brasil? Jamais, jamais pensei. Por isso que eu sou muito grata e muito feliz e adoro tocar no céu. Valeu a pena. Tem valido, né? Vale pena. Valido, tem valido. Mea, obrigada por compartilhar essa história com a gente. Agora a gente vai falar com o Marcão. [Música] O Marcos Fontani, que é conhecido como Marcão, também tá aqui na orquestra desde 86 e é o assistente musical de direção musical da maestra é o braço direito dela, segundo ela, e vai contar pra gente um pouco da história dele aqui, né, Marcão? da minha história. É, desde o início, desde é só pode ser desde no início. No início, porque a gente nós éramos da sinfônica municipal, né, com cujo maestro era o Benito Joar. E lá na municipal de 1980, aí no ano de 82, 83, o Benito foi criando, criou essa orquestra. Na época se chamava unicâmera, era só cordas, mas vi foi digo que foi criando porque foi ampliando a orquestra com o tempo, né? Então eu fui chamado em 86 para vir para cá para era unicâmera, não tinha sopos era só cordas. E era uma orquestra que funcionava assim, eh, nós recebíamos por serviço prestado. Quando o reitor tinha um evento, o reitor pedia pra orquestra brilhantar o evento, aí a orquestra ensaiava, a orquestra, as cordas, que era só corda, a gente ensaiava e apresentava no evento que tinha dentro da universidade. Depois com o tempo que o Benito conseguiu fazer com que a orquestra fosse ampliou, né, o que trouxe os sopros também e fazia com que a orquestra fosse remunerada e com carteira assinada e tudo e com salário tudo para ir ensaios diários, né? Então passou para ser uma orquestra que que funcionava todo dia e que funciona aqui dentro da universidade. Serve também pro pros alunos do IA. os alunos de regência vem e tem uma oportunidade de poder regerra e não ficar regendo uma gravação, né? Regra ao vivo. Os compositores, alunos de composição também compõe as peças e trazem aqui pra gente tocar para ver como é que ficou. E que você compor uma peça no piano é uma coisa, você ouvir que orquestra é outra história. Então os alunos de composição trazem as as peças aqui pra gente tocar. Os alunos de instrumento também, me parece que eles têm uma matéria na graduação que é chama prática de orquestra. Aí uma temporada eles vêm aqui ensaiar conosco, ensaiam um programa conosco aqui e assim a orquestra funciona pra universidade, pro e também pra comunidade, como se fala, né? os os moradores aqui de Barão Geral, do da cidade. Agora com o tempo tá o público da orquestra tá ficando mais fiel, né? mais ativo até o nosso último concerto esse ano no Castro Mendes em plena quarta-feira à noite tava bem para para um concerto à noite no Castro Mendes tava bem cheio a plateia casa cheia tudo e também com o tempo depois o mudou o nome né de Unicâmera paraa orquestra sinfônica porque ampliou vieram sopros pode ser chamado orquestra sinfônica e na Unicâmera que era música de câmera que era uma pequena pena com cordação. E aí eu vim para cá em 86, depois continuo aqui até hoje. Aí há pouco tempo atrás eu sofri uma em casa tive um acidente doméstico e perdi a rotação externa do braço esquerdo. Aí eu não consigo mais tocar. Então eu fiquei na assistência da Cíntia em tudo que ela precisa nos ensaios, inclusive na parte de direção musical. algumas opiniões que ela quer sobre interpretação, sobre tudo o que se passa dentro de uma orquestra, né? Porque eu desde eu sou de Pirascaba, eu estudei na escola de música lá e desde criança que eu toco lá a escola de música tinha orquestra de alunos, orquestra infantil, infante juvenil. Então, desde criança que eu comecei tocando flauta doce, porque era para educar o ouvido, né? Então, desde criança que eu toco em orquestra infantil, orquestra depois fui crescendo, orquestra infante juvenil, orquestra sinfônica da escola de música. Aí depois em 80 que eu vim para cá para pra sinfônica municipal que precisava de uma viola, toquei pro Benito, maestro Benito, ele me aprovou. Então, por isso a Cíntia sempre me pede umas opiniões assim quando ela precisa do que dos ensaios, da parte de interpretação, a parte de dinâmica e tudo que e eu fiquei na direção, ou seja, eu fui readaptado dentro do próprio local, né? É. E eu consigo sim, porque eu não tocar em pitcicato. A viola a gente toca em picicato aqui que é com o dedo. Aí não precisa levantar o braço. Então alguns trechos, algumas músicas que são só em pizzicato, aí eu toco também, né? Que legal. Porque aí não precisa levantar a viola, põe a viola no colo e toca em piticato. Então eu readaptado dentro do próprio local de trabalho, fazendo o que a o que a saúde permite e o que eles precisam, né? E com essa experiência, uma cria de orquestra e viveu uma vida toda. Imagina o quanto você pode contribuir também, né? uma experiência, uma certa experiência vai adquirido com o tempo, que foi a única coisa que eu fiz na minha vida desde criança, exceto estudar alguns idiomas que eu estudei, mas tocar em orquestra foi o que eu fiz desde e é muito fantástico porque essa estrutura permite que, eu imagino que que essa estrutura propicie músicos muito experimentados saindo da universidade, né? Ah, sim. Sim, a gente vai vai adquirindo experiência no dia, na prática, né, com o dia a dia, né? Poder reger uma orquestra. Imagina isso pros alunos querem, eu imagino o impacto que isso cause na história dos alunos de música, né, da Unicamp. Porque geralmente numa graduação os alunos de de regência eles regem, eles estudam a parte, mas ouvindo uma gravação e não uma orquestra ao vivo, como tem a nossa orquestra, que é para isso. Os alunos de composição que compõem as as músicas também podem trazer aqui pra gente tocar. Os alunos de instrumento também que vem ensaiar conosco para adquirir uma certa prática. Então é a função da OZU também dentro da universidade, não só pro público, pra comunidade de Barão Geralde de Campinas todas, né? Campinas toda, como para servir a universidade também. É um grande laboratório. Bem, é verdade. Marcão, muito obrigada por compartilhar sua história. Praticamente uma aula aqui, muita coisa que a gente não sabia, agora a gente sabe. Muito obrigada. Ajudei um pouquinho também. Com certeza. E vida longa pra orquestra, né? Também. Exato. Muito obrigada, Marcão. Eu que agradeço. Eu que agradeço. E para você que nos assiste, gostou desse programa e quiser compartilhar, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas e procurar ali na playlist Conexão Cultural. Muito obrigada pela sua companhia. A gente se vê daqui 15 dias. [Música] เ