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Conexão Cultural | Abal Campinas: 44 anos de música lírica e resistência cultural
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Conexão Cultural | Abal Campinas: 44 anos de música lírica e resistência cultural

254 views Publicado 30/06/2025 HD · 38:59

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No Conexão Cultural desta semana, mergulhamos na história e na atualidade de uma das instituições mais importantes para a música lírica brasileira: a ABAL Campinas – Associação Brasileira “Carlos Gomes” de Artistas Líricos. Fundada há mais de quatro décadas, a ABAL é um verdadeiro patrimônio cultural da cidade e mantém viva a tradição do canto lírico, homenageando grandes nomes da música erudita nacional e internacional. No primeiro bloco, conversamos com Alcides Acosta (vice-presidente e um dos fundadores da ABAL) e com a renomada mezzo-soprano Vera Pessagno. Eles relembram os primeiros passos da associação, fundada há 44 anos com o propósito de valorizar os artistas líricos da região e preservar a memória musical de Carlos Gomes, ícone campineiro da ópera brasileira. Já no segundo bloco, recebemos João Gabriel (presidente atual da ABAL e tenor) e Marina Gabetta, que compartilham o panorama atual da associação, os desafios enfrentados para manter a agenda de apresentações e os esforços de renovação do público e de apoio institucional à causa da música erudita. 📍 Campinas é berço de talentos da música lírica, como Carlos Gomes e Maria Monteiro, e conta com instituições tradicionais como o Conservatório Carlos Gomes e os cursos de música da Unicamp. Dentro desse cenário, a ABAL Campinas tem papel central na formação e valorização de artistas locais, com uma atuação consistente e apaixonada. 🎶 Os recitais da ABAL acontecem quinzenalmente, com apresentações no Centro de Ciências Letras e Artes, na Casa de Itália e na Societa Italiana Lavoro e Progresso de Sousas. É por meio desses encontros que a ABAL cumpre seu papel: popularizar a ópera, formar público e manter viva a cultura lírica, mesmo em tempos difíceis para a arte. Os convidados também refletem sobre o cenário da música de concerto no Brasil, a importância de manter espaços e oportunidades para novos talentos e a necessidade urgente de apoio governamental e privado para a continuidade desse trabalho. Este episódio é um verdadeiro tributo à arte, resistência cultural e paixão pela música clássica. Uma aula de história e sensibilidade para quem ama a cultura e reconhece seu valor transformador. 🎧 Assista até o final, compartilhe com seus amigos e ajude a divulgar essa importante iniciativa cultural. A música lírica merece ocupar seu lugar na cena artística brasileira — e a ABAL Campinas é peça fundamental nessa missão! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] He. [Música] [Aplausos] tão longe de mim distante, onde irá, onde irá teu pensamento? tão longe de mim, distante. Onde irá, onde irá teu pensamento? Que quiserá saber, quiseram saber. Se esqueceste, se me esqueceste, se esquece o juramente. [Música] E o Conexão Cultural de hoje está imerso no universo lírico. A gente tá na terra de Carlos Gomes, de Maria Monteiro e de tantos outros artistas incríveis que nasceram ou escolheram morar em Campinas. E a gente vai falar sobre a história da Abal, Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos, que há 44 anos se dedica a manter essa tradição viva aqui na cidade. E para falar sobre a história de como tudo começou, eu estou aqui com o vice-presidente da Abal, o Alides da Costa e com a Vera Pessanho que é Meso soprano. E eles estiveram desde o começo dessa história e vão contar pra gente como tudo começou. muito obrigada por receber conexão aqui. Nós aqui agradecemos a oportunidade, né, de contar essa história que eh já foi impressa, né, algumas vezes em jornal, mas que ainda não tive oportunidade de contar realmente aí pro grande público. Mas é a Abal eh Campinas, né, a gente gosta de chamar de Abal Campinas porque existe uma Abal no Rio de Janeiro também. A nossa é mais recente, a deles é de 1930 e qualquer coisa, né? Então, eh, a Bal Campinas é a Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos e ela nasceu através de um movimento, né, que nós na ocasião em 1981 chamamos de para nossa voz que eh queremos vez. Esse era o nosso lema. E nesse início a gente convocou na Associação Campineira de Imprensa uma eh reunião de todos os os cantores e o pessoal da da cultura de forma geral, né? E ali foi lançado o movimento, né? Que teve cobertura dos jornais, né? E nós então visitamos o secretário de cultura da época, que era o Aerton Martins, que era um colunista social do Correio Popular e ele eh deu pra gente a possibilidade de usarmos a a entrada, o o saguão de entrada, as escadarias de entrada do Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes da época, né? Agora se chama Centro de Convivência Cultural Campinas, né? Eh, então ali nós fizemos a primeira apresentação, tinha mais ou menos um mais de 150 pessoas ali naquele saguão, sentadas no nas escadarias. A gente num piano simples que nós colocamos contra a aqueles eh enfeites de gesto, né, que agora vai ser reinaugurado na o centão do mesmo lugar. E ali nós começamos a fazer os primeiros encontros musicais, né? A Vera, né? Eh, Pessanho foi uma das primeiras cantoras que se apresentaram ali, José Marialva, né? Tinha na época também o Alberto Medalon, né? Eh, o Henrique Rocha, eh, foram os primeiros a cantarem nesse nessas apresentações. Evidentemente eu cantei também. E a Gled Pierre, né? né? Foi o o início, né? E mais tarde a gente teve que sair dali. Tinha um espaço desocupado que era ocupado pelo café lá, Recoleta. E daí fechou o o bar lá e tava vazio aquele espaço na parte de trás do centro de convivência. Solicitamos ao Roger Ferreira, que era o secretário de cultura, ele permitiu que a gente usasse aquele espaço. Eh, inauguramos lá uma placa, né, sala Carlos Gomes e ali nós ficamos até 1990 e qualquer coisa, mas a Bal nasceu em 1981. O ato jurídico de fundação foi 16 de abril de 1982. Portanto, nós estamos com 44 anos de existência neste ano, né? E então é é tem sido uma trajetória muito agradável, muito gostosa de termos apresentado eh cerca de mais de 300 cantores diferentes e corais e conjuntos orquestrais, né? O trio escalaum, né? A Vera fundou o trio Escala com a Josei da Frizarina e e o o a José Andrade, né? Uhum. E que foi também um conjunto que lá se apresentou muitos muitos cantores de de São Paulo, do Rio de Janeiro, de outras cidades aqui vizinhas, né, da Americana. E então é uma história que eh se mantém viva, né? É, é sem dúvida, né? Eu acho que eu marco como principais pontos, né, do do da Abal, eh tem feito uma apresentação em Orlando, nos Estados Unidos, né, por ocasião do da comemoração dos 500 anos da descoberta da América. Então, nós fomos convidados para apresentar pela comunidade brasileira lá num teatro chamado Bobcar, Bobcar Auditório em Orlando, né? E levamos todo o elenco, né, da, né, da ópera, eh, é o poema sinfônico, né, operístico do Carlos Gomes, o último trabalho dele, que é o Colombo, né? Então, fizemos essa apresentação lá. Além disso, nós estivemos em muitos lugares aqui, cantamos, eh, criamos lá no Lago do Café, né, um casarão lá, os cantos da Casa Grande, né, por um tempo, além dos encontros musicais que a gente mantém, né, esses encontros musicais são recitais, né, que a gente faz em vários lugares e que começaram eh primeiramente na sala Carlos Gomes, né, né, na no centro de convivência. Depois a gente teve que virar nômade, né? Fomos desalojados lá, né? Porque fechou lá o, né, para as reformas e a gente foi para o salão vermelho da prefeitura Joque Clube de Campinas, eh, no Centro Cultural Evolução, que é aquele Hotel Vitória, antigo, né? Teve eh tivemos lá também no Museu da Imagem do Somos dos Toninhos na Estação Cultura, né? Então a gente numa desli Associação Cambineira de Imprensa aqui no Centro de Ciências e Letras e Artes, né? E eh hoje também tem um um espaço novo que a gente eh está eh usando, que é o a Casa de Itália, né? Eh, as apresentações elas são feitas em vários lugares agora não é mais um lugar fixo, né, como a gente costumava eh ter, né? Então agora a gente faz aqui no centro de ciências ou no na Casa de Itália ou na societá Lavora e Progresso em Souzas e assim a gente vai espalhando espalhando e criando novos ouvintes para música lírica, que esse é o grande objetivo e também dar oportunidade aos cantores eh iniciantes ou cantores já veteranos, né, de ter um palco, um público e um piano. e um pianista para se apresentar, né? Hoje já são quase 1300 recitais que nós eh já fizemos, tá? 1383, 84, mais ou menos agora. Ah, aliás, 1283 84 chegando. Vamos, daqui a pouco a gente chega nos 1300. Maravilhoso, né? Ô Vera, essa questão de formação de público é um desafio, não é? Exatamente. Como é que era lá atrás? Como é que você sente hoje? Eu achava que tinha mais público no passado, porque era uma novidade. Uhum. Toda novidade acarreta, né? Traz mais públicos, mais público. E eu gostaria de de enfatizar como foi o meu início naval. Eh, eu cantava, eu canto desde os 12 anos. Eh, fui descoberta, né, como cantora lá no culto à ciência. Eu estudei lá, fiz o científico e a tinha uma professora de canto orfiânico, dona Mariinha. E a classe de canto fiônico era a mais bonita do colégio. O colégio Cuta Ciência tem uma trajetória, tem uma tradição assim muito bela aqui na cidade de Campinas. E naquela época era assim a o o a o colégio mais evoluído, onde havia de tudo. Nós tínhamos aulas de literatura, tínhamos aulas de canto e foi lá que a professora dona Marinha fez um teste e como eu ouvia muito meu pai colocar a ópera, a ópera o Rigoleto, e eu vi aquela águia maravilhosa, né, caro nome. Então aprendi aquilo, devia ter uns 12 anos e cheguei e cantei, né? Ela pediu, cada um vai cantar alguma coisa. Eu cantei, ela chamou minha mãe, chamou meu pai e falou: "Vocês tem que dar e o que que vocês estão pretendendo com essa menina?" Eu era uma menina, né? Naquela época, 12 anos. Ah, ela vai estudar medicina? Não, de jeito nenhum. Ela vai ter que estudar canto. Deu uma bronca no meu pai, né, na minha mãe. E aí eu comecei a estudar. E foi primeiramente com o tio que era cantor, mas aí ele falou: "Não, você vai ter aula com a Nisa Tan. A Nisa de Castro Tanque era e ainda já morreu, é claro, mas ela foi a maior revelação musical daqui da cidade de Campinas e e digamos até do Brasil, né? E ela tinha um registro vocal excepcional, que ela era cantora lírico eh eh ligeiro, né? Ela tinha essa classificação e ela cantava belíssimamente. E aí, eh, ela começou a dar aula para mim, tudo, mas eu tava muito dividida, porque meu pai dizia, meu pai era uma pessoa, um italiano, descendente de italiano, e ele dizia sempre que as gostava muito de música, mas as notas musicais são falsas. Ele dizia isso. Então, ele orientava todos os filhos a carreiras, medicina, engenharia, eh, direito. E eu fui estudando, quer dizer, tentei medicina, não consegui, não consegui porque realmente não era, não era minha vocação. E aí fiz psicologia, que era mais ou menos próxima à medicina, e direito e também canto fiônico. Então eu não tinha tempo para as aulas que a dona Nisa preparava também para mim. Então eu saí da dona Nisa, da orientação dela e comecei a ter outras orientações. Às vezes até parei para dar conta de tudo que eu fazia. Aí ela antes ela me deu aquele gosto pela música. Ela era muito amiga de um pessoal que trabalhava, que tinha um programa de domingo na TV que era equivalente a hoje em dia, a TV Globo. Era o o aquele famoso eh, digamos, quem que era o ah o Faustão daquela época. E ele chamou, ele tinha assim, era grande gincana. Que bom. Eu devia ter uns 14 anos quando fui para lá e cantei uma área. Olha só o absurdo que Anisa colocou. Você vai cantar a área adio del passado. Você imagina uma jovem eh adolescente cantando como uma cantora. em final de carreira morrendo, dizendo adeus a vida e eu com os hormônios todos dizendo viva a vida. Então eu cantei assim como uma estátua, mas eu cantei muito bem, cantei muito bem porque tava muito bem preparada. E aí eu ganhei medalha de prata, de bronze primeiro, depois de prata e depois de ouro. E ela e o pessoal lá do da da da televisão eh escalou o maestro Ita Luíso e toda o pessoal de da da vanguarda, né, lá eh lírica de São Paulo para escutar. E aí foi, ganhei, foi assim um momento muito especial, mas mesmo assim meu pai falou: "Não, você vai estudar medicina". Bom, e aí eu tive assim outras, naquela época as jovens, elas eh escutavam muito os pais, né? Uhum. Nós éramos assim educadas para seguir exatamente aquilo que o pai e a mãe diziam, principalmente o pai. Bom, aí eu fiquei, tive outros professores, muita gente, mas eu comecei a dividir meu tempo entre a as minhas atividades como psicóloga, né? E e o direito também e a e a música. Tantei muito, muito, muito, muito. Agora só gostaria de dizer uma coisa. Abal, a Abal surgiu numa época em que o Alides, eu conheci o Aí quando ele era bem jovem, bem jovenzinho, todos bo e e aí aí e claro que fiquei do lado dele e de toda a turma. E nós fizemos então a primeira apresentação e foi um sucesso, foi um sucesso mesmo. Saiu no jornal, foi o jornal dava muito apoio à gente e essa eu, infelizmente todos que participaram dessa primeira apresentação faleceram. Aliás, a maioria do pessoal daquela época é falecido. E aí, eh, a partir desse movimento, o secretário de cultura começou a dar espaço pra gente e Newton. E aí um dia eu tava cantando A Viúva Alegre junto com o Savério Palmier. Saber Palmi é uma era uma pessoa muito elegante. Ele sempre estava de garfata, borboleta, todo de branco. E nós estávamos ali cantando a Vilva Alegre. O meu, meu marido falecido já, ele tava precisando, ele tava viúvo e tava querendo fazer uma festa de aniversário e procurou o seu Palmierei. E aí o seu Palmieri colocou, era um vídeo bem assim, primário, mas ele fazia com tanto carinho que até o vídeo ficava mais bonito, né? E aí ele colocou e aí o meu marido falou: "Volta". E ele dizia: "Nossa, você gostou da minha performance? Nossa, maravilhoso." E foi, então foi amor ao primeiro vídeo e eu cantando a Viúra Alegre. Aí ele procurou e ele foi um entusiasta da BAL. E como o Aí falou, o momento eh marcante da Bal foi a nossa viagem aos Estados Unidos. Foi muito bom. A gente cantou num auditório com 5.000 pessoas representando o Brasil. Representando o Brasil. Tudo bem? Com uma obra de Carlos Gomes, né? Com uma obra de Carlos Gomes. É. E é uma coisa muito admirável esse apreço que vocês têm, manter essa tradição viva e valorizar a obra dele também, né? E qual seria um uma na ideia de vocês uma oportunidade de popularizar ainda mais, principalmente trazer os mais jovens para esse momento para despertar, porque a gente não gosta daquilo que a gente não conhece, não é verdade? É verdade isso aí. Bom, eh nós estamos aqui, a Vera, né? Eh eh somos os únicos remanescentes daquele daquela fundação. Eu a Bal, né? Convidei os amigos, né? para cantar, porque eu cantei neste palco aqui para eh durante uma semana de Carlos Gomes, inclusive contratado pela mesa de Can, que era a delegada regional de cultura. Então eu vim aqui, cantei, acho que cantei com mais alguma outra pessoa que agora não estou lembrado, né? e acompanhado pelo Fausto Maçaini, que foi o nosso primeiro pianista, né, que acompanhou tantos eh sei lá, uns 200, 300, 400 recitais, né? E então tinha pouquíssimas pessoas, né? Mais ou menos o público que nós temos hoje aqui. Eu fiquei assim muito decepcionado desde a semana do Carlos Gomes, né? Um público de 12, 13 pessoas, né? Aí eh eu falei: "Não, isso não pode, não tá certo". Na cidade do Carlos Gomes, né? A população aqui na época, talvez tivesse uns 800.000 eh habitantes, mais ou menos. E aí eu falei: "Não, não vamos fazer alguma coisa, né?" né? Aí conversei, nós tínhamos uma atividade à tarde na casa da Gledes, que era um encontro assim para levar uma música, tinha lá o pianista, a gente cantava e a Vera frequentava a Eoní Moral Serda, né? A a Gledes, enfim, a gente cantava, eh, tinha os homens e tinha as as mulheres também. Eu falei, vamos fazer um um movimento para melhorar aqui a o apreço pela música lírica, né? Aí toparam, eu falei: "Bom, então arranjei a a Associação Campineira de Imprensa, né? Eu sou professor de jornalismo, né? Eh, fiz isso mais ou menos uns por uns 12 anos, né? E então todos os editores de jornais eram meus amigos, né? inclusive o Romeu Santini, com quem eu trabalhei no Diário do Povo, né, que ele era do do jornal hoje, né, que era o jornal do Cuércia. Aí eu pedi a colaboração dele, pedi o pessoal, ao pessoal da que foram meus alunos, né, para eh abraçar a causa, dar o a a divulgação desse movimento. E aí foi feito o primeiro o primeiro a primeira reunião. Eu cunhei esta essa frase é minha, né, quer para nossa voz queremos ver, mandei fazer uma uma bruta de uma faixa, coloquei lá no palco, né? E aí tudo começou hoje. Então eu, a Vera e o Edson Juliano. Nós três aqui éramos o somos os remanescentes daquela daquele grupo, né? Mas graças a Deus eh descobrimos nessa trajetória de 44 anos, né? Descobrimos, revelamos, incentivamos, encorajamos muitos outros cantores, né? e da que inclusive depois eh vieram da da Unicamp, vozes maravilhosas de conservatório, das escolas de canto da Sandra Morani, né, da tinha a escola de canto dela, tinha também os alunos da Nisa, né? E eu procurei fazer uma democratização, porque antes tinha esse negócio da rivalidade, né? Hum. Os alunos da Tiana não não não não se apresentavam ao lado dos alunos da Lisa, né? Então eu acabei com esse negócio, falei: "Não, sem derby na música, todo mundo, o palco é para todo mundo". Legal. E aí deu certo, né? Deu certo, graças a Deus. E até hoje se mantém vivo com os encontros e quinzenais, né? Mas isso a gente vai falar um pouquinho no segundo bloco com João Gabriel e Marina Gabeta. Quero agradecer demais por vocês compartilharem essa história, né, gentilmente cederem o espaço de vocês. É uma grande honra para conexão. Nós que agradecemos. Obrigada. Obrigada, viu? Então, a gente volta já já com mais canto lírico para você. [Música] De volta pro segundo bloco do Conexão Cultural de Hoje, totalmente imerso no universo lírico de Campinas, cidade de Carlos Gomes, de Maria Monteiro e desses cantores maravilhosos que você já viu no primeiro bloco e agora vão continuar vendo Marina Gabeta e João Gabriel Bertolini, que é o presidente atual da Abal, né, Marina Gaveta, que que é a diretora social. E a gente vai continuar falando um pouquinho quais são os desafios de manter essa programação viva já há 30 anos com encontros quinzenais, né? E não para todas a quinzena tem um encontro recital novo, agora itinerante, né? E eu queria agradecer demais vocês receberem a gente também para trocar essa experiência, né? Contar um pouco da história. Nós que agradecemos a oportunidade. É uma grata satisfação tá aqui, né? poder levar um pouquinho do nosso trabalho, da nossa arte. E eu acho que fazendo isso, nós estamos levando Campinas, né, e oferecendo para Campinas arte. Então isso nos deixa muito eh satisfeitos, muito felizes em poder trabalhar dessa forma e fazendo o que a gente gosta, né? É uma missão bonita, né? Levar a arte e também perpetuar a obra e o nome de Carlos Gomes, que é acho que é a nossa maior missão, né? Tá no C, né? Isso. E como é que a gente tá assistindo, a gente conversou no primeiro bloco, como é que foi a fundação, mas quem tá assistindo não imagina talvez a trajetória que que, né, a gente falou um pouco com a Vera sobre como foi o processo dela, cada um tem o seu processo, a sua história, mas para se tornar um cantor lírico, qual é o caminho? É, hoje para o cantor lírico faz um parte, faz parte um pouco do nosso trabalho, né? Hoje nós temos que dar referência para os jovens, mostrando trabalho, mostrando conhecimento. Nós pensarmos hoje numa era de celular, numa era de tecnologia, mas como que eu consigo acessar um um conteúdo do século XVI, do século XIX que foi composto, né, mas que tem que tá vivo? Então, a nossa maneira de trabalhar também é fazer isso com o Carlos Gomes do dia de hoje, pensando em toda a trajetória que eles construíram já há 44 anos, trazendo uma bagagem cultural paraa cidade, uma bagagem de eh intercâmbio com secretarias de cultura, com conservatórios, com com ambientes musicais, né? E qual é a melhor maneira de fazermos Carlos Gomes vivo no museu estático? importante, temos que conhecer da obra dele, escrita, seus elementos, eh o que guarneceram sua casa, o estilo de vida, né? Mas fazer Carlos Gomes vivo, temos que dar cor, sabor, temperatura à suas notas cantando. Então é dessa forma que nós gostamos de levar e convencer as pessoas a também a ter gosto pelo canto lírico e poder estudar música, seja música lírica ou seja qualquer outro tipo de instrumento, mas sempre levando ser o nome de Carlos Gomes de Campinas. Então, também é uma das nossas atividades, fazer as pessoas descobrirem seus dons. Seus dons, que parece uma coisa muito distante, né, Marina? É muito mais vocação ou é vocação e dedicação? Olha, eu acho que primeiro nasce a vocação, né? E eu, o m nasceu muito cedo e eu tive uma trajetória de música popular inicialmente, depois fui pro teatro musical em São Paulo e depois comecei a me dedicar ao canto erudito porque fui descobrindo na vocação, né, a voz que eu tinha, né, a qualidade de voz, né, que eu sou soprando, já fui soprano lírico, hoje eu sou soprano espinter. a gente vai mudando a classificação local, dependendo da idade, do hormonal, né, os hormônios. Aí, então, com isso, né, a gente tem a dedicação, porque lógico que você precisa se dedicar no estudo, né, você tem uma prática praticamente praticamente assim habitual de área de exercício local, respiratório, porque é um é um condicionamento mesmo, né? Você trabalha muito com diafragma para cantar e o diafragma é esse músculo que fica embaixo dos pulmões que impulsiona o ar e através dele as cordas locais vibram e sai o som. Olha, uma aula de medicina, mas é mais ou menos isso, né, reduzido. E isso é um condicionamento mesmo, é uma prática, né, de exercícios vocais, vocalizes, né, e também você criar repertório. é muito importante, né, sempre tá renovando repertório, estudando novos trechos de ópera e com isso e as apresentações, né? Porque sem o público a gente não é o canto lírico, podemos dizer que é um canto atlético. É o canto atlético que nós precisamos do corpo eh conectado por inteiro, né? Eh, a vibração da ressonância óssea e tudo mais. É muito importante que que traga o artista o corpo inteiro. Por isso que ele trefas da voz, podemos dizer isso, porque eh nós precisamos desse exercício, esse condicionamento diário, quase que semanal, no mínimo, para manter o canto. Aí que ajuda em várias eh em várias eh eh alturas da vida, né, do do criança ao idoso. A criança ajuda na dedicação, ajuda no desenvolvimento, na parte eh cultural, na parte motora, no diversos aspectos e também no idoso, na parte respiratória, na parte de exercício. Então o canto ele tem muitos benefícios pra saúde. É isso que nós estamos também tentando com a Bal hoje através de que na iniciativa de criar oficinas, né, e outras eh ideias que nós estamos tendo para trazer a balua junto com a população onde ela está. Nós estamos aí, como foi bem colocado, itinerante, estamos por vários lugares porque nós estamos lutando por uma sede. Nós vamos conseguir ainda, vamos ter uma sede oficial porque conseguimos desenvolver mais ainda nossas atividades, né? O Centro de Ciências nos abriga muito bem e outras associações, né? Mas eu acho que é 44 anos a Val precisa ter uma casa, né? Sim. Então nós estamos batalhando e tem o piano que vocês precisam também, né, para acontecer. Então tem que ter essa sede para treinar, mas tem que continuar levando para todo lado, né? Sim. Para todos os lados. É nesse sentido que eu falo que também hoje uma das ideias que eu eh tenho batalhado é também como oficina. Hoje o projeto que tem sido vinculado muito Carlos Gomes nas escolas, hoje a secretaria de cultura, a secretaria de educação do município já tem com concurso de redação, com com mostrando óperas, mostrando a vida. foi um projeto que nasceu na Bald Vicente Monteiro que criou, ele começava aí nas escolas cantando, mostrando um pouquinho do que nós temos aqui de Carlos Gomes. E hoje eu vejo que isso é é uma coisa que é um elemento que nós podemos levar paraas escolas e pras crianças, contando histórias, aprendendo declamação, aprendendo canto, aprendendo instrumentos como oficinas, né? Isso daí futuramente pode se tornar um desdobramento da nossa atividade e a gente tem batalhado para que isso ocorra também. É uma maneira de levar para mais cantos ainda nossa grande Campinas. Levar um canto para mais cantos, né? Exatamente. E até porque eh parece que a gente tem muita uma uma concorrência muito grande de estilos. A mídia, né? Antes tinha o jabá que a gente falava, né? as músicas que entravam no rádio era decidida por algumas pessoas, mas hoje de certa forma também existe esse direcionamento. Então é uma concorrência muito grande, né? Como é que uma criança vai despertar essa vontade se ela não escuta música clássica e tudo isso? Isso é uma grande eh uma luta, uma luta nossa, né? Da formação de público. Nós precisamos de você. Nós precisamos de você público conosco, trazer seus filhos, o idoso comparecer, eh, todo mundo comparecer para o público. Por quê? O público é que nos que pro artista eh dá o valor, da alegria, dá o contato que é necessário. E para o público também tem um retorno muito grande que a formação de público traz, né, cultura, eh, lazer, uma série de aspectos. E hoje nós estamos tendo uma dificuldade bastante grande com a divulgação. A gente vê, nós estamos percebendo aqui no que, embora temos muitas redes sociais, muitas mídias, muitas coisas, mas o público às vezes fica eh não conhecendo toda a atividade, tá? Fica perdido. É muita informação junto, sim. E é complicado o acesso à informação. Acessação. Então nós estamos batalhando por isso também, né? Então é informar esse público e isso com certeza reverte nas famílias. E contrapartida também eu acho que é interessante contar para você que eu eu fiquei até vendo a primeira parte da entrevista e que gostoso falar com Jança, a quantidade de cantores e que estavam presentes numa época da fundação, da formação. Hoje nós estamos trabalhando com uma sociedade totalmente diferente, né? Eh, a cultura tem sido deixado de lado dentro das casas, dentro dos ambientes. Não tô falando geral, mas assim, a gente percebe a diminuição dos estudos de de instrumento, de cantores, etc. Então, hoje nós também contamos com uma manobra para trazer atrações diferentes e por isso que hoje também nós precisamos de verbas públicas, est atrás de projetos, né, para poder a Bal quando foi bem idealizada pelo Aides e todo esse turno pela Vera Pessanho que acabou contando o primeiro bloco, eh existia o sistema de associados que mantinham a associação. Uhum. Então o que eles montaram foi formidável você ver a vontade, o desejo da população de ter essa atividade. Hoje a gente vê que existe, mas de uma maneira diferente, né? Então nós temos que trazer atrações de de São Paulo, atrações de Indiatuba, atrações de outras cidades e levar para eles também. Então a bal ela tá se tornando, ela é na verdade, né? Eh eh eh emissora de tudo isso, né? propagadora de toda essa arte e também de trazer esses de fora, esses artistas de fora de Campinas paraa população de Campinas conhecer outras vozes, outros eh outras pessoas para diversificar o programa e se tornar atraente. Então nós temos tudo isso. Que bom. E quinzenalmente vocês têm os recitais, não tem? Sim, temos os recitais h 30 anos. É 30 anos. É complicado, né? Você formar público para isso, né? né? Mas a luta continua e a gente sempre tem público aído que nos prestigia e é muito custoso tá sempre aqui. Tem a diversos artistas, né? A Abal conta com vários outros artistas mesmo da região, né? Amigos nossos, né? Que somos são convidados para se apresentar. Uhum. E temos o elenco estável. Sim, né? Eu lembro que estava da BAL, que é eu acho que é o alice hoje da BAL. E e é necessário, é necessário sim para que a gente acompanhar. Como é que a gente consegue acessar tudo isso? Hoje o nosso principal canal de comunicação é o Instagram e o Facebook através dos canais Abal.campinas, Campinas, que ele está no Instagram, no Facebook, nós temos um canal no YouTube e também eh foi criado um WhatsApp, né, que depois eu vou disponibilizar para você um link, se for possível também colocar, né, eh para que as pessoas coloquem no celular e vai receber assunto, é uma comunidade, vai receber única e exclusivamente sobre eventos da BAL, né? Bom, então para trazer essa a população para ter contato aí com a nossa programação, a informação chegar, né, abrir esse canal de contato, né, isso usar, né, eternidade para ver se a gente sim traz, chama mais. É isso. Interessante também contar, aproveitando a oportunidade, eh, das nossas parcerias, né? Então, nós trabalhamos com conservatório, já fizemos muitas apresentações do Castro Mendes e outros teatros e recentemente eh com a Orquestra Sinfônica Municipal de Americana, que nós fizemos vários concertos por anos consecutivos, né, uns cincos últimos anos nós tivemos eh concertos regulares com orquestra sinfônica. Levamos artistas e a Abal para a americana e a americana vindo para Campinas, Montealegre do Sul e outras cidades aí com orquestra sinfônica. e também eh com orquestra eh de Campinas, sinfônica municipal de Campinas, né? Então também estamos sempre trabalhando e trazendo além de quartetos, quintetos que nós conseguimos aí, né, que também não tem um nome próprio assim, mas que vem contribuir, mas de uma maneira especial nós também trabalhamos com essas parcerias para levar a bal e os cantores, né? Né? É esse terreno fértil, né? Porque tem Unicampo, tem conservatório, tem grupos de coral muito eh antigos e tradicionais, né? Então tem um terreno bem fétil aí para ser explorado, né? Eu quero agradecer então demais vocês terem compartilhado com a gente também e a gente vai encerrar com esses dois férias apresentando pra gente. Muito obrigada mais uma vez e vida longa pra bal, né? Muito obrigada. Obrigado pela oportunidade. E a Bal é para Campinas. Por favor, aproveitem a Abal. Bora lá. Vem com a gente. Muito obrigada. Obrigada. [Música] Partirou. Pareci que não vai solto aí vivrò con te partir nave per mari cheio nisto Pronte [Música]
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