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Campinas que Deu Certo | Sirius: a maior infraestrutura científica do Brasil – CNPEM
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Campinas que Deu Certo | Sirius: a maior infraestrutura científica do Brasil – CNPEM

787 views Publicado 18/11/2025 HD · 17:08

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No quadro Campinas Que Deu Certo, você acompanha uma visita especial a um dos lugares mais extraordinários do país: o Sirius, a maior e mais avançada infraestrutura científica já construída no Brasil. Localizado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), no bairro Bosque das Palmeiras, o Sirius representa um salto gigantesco na ciência brasileira — um marco internacional de tecnologia, inovação e colaboração científica. Neste episódio, conversamos com duas pessoas fundamentais na história e no funcionamento desta verdadeira máquina do futuro: 🔬 Liu Lin, chefe de divisão na Divisão de Aceleradores do CNPEM, que compartilha a trajetória do projeto, desde os primeiros síncrotrons do país até a construção do Sirius — um desafio que envolveu décadas de pesquisas, precisão milimétrica e uma equipe multidisciplinar de cientistas e engenheiros. 🧪 Matheus de Matos Ferreira, analista de Comunicação do CNPEM, que explica de forma clara e acessível como o Sirius funciona, o impacto da luz síncrotron, a importância da divulgação científica, a política de ciência aberta e como o público pode conhecer o espaço por meio das visitas monitoradas. 🌟 O que é o Sirius? O Sirius é uma fonte de luz síncrotron, um equipamento gigantesco que utiliza aceleradores de partículas para produzir um tipo especial de luz capaz de revelar detalhes invisíveis a qualquer outro aparelho convencional. Com ele, pesquisadores podem analisar materiais em escala microscópica e nanoscópica — algo equivalente a tirar um “raio-x em 3D e em movimento” de estruturas extremamente pequenas. Com essa tecnologia, é possível: • desenvolver novos medicamentos e tratamentos para doenças crônicas; • estudar materiais resistentes para indústria e engenharia; • aprimorar fertilizantes e espécies vegetais para a agricultura do futuro; • compreender melhor vírus, moléculas e proteínas; • avançar em pesquisas sobre energias renováveis, sustentabilidade e meio ambiente. É o tipo de infraestrutura que coloca o Brasil no mapa da ciência mundial, permitindo que pesquisadores de todo o planeta realizem experimentos de altíssima complexidade. 🧠 As mentes por trás do projeto O Sirius não é apenas um equipamento. Ele é o resultado da dedicação e do talento de centenas de profissionais que atuam no CNPEM. Entre eles está Liu Lin, uma das cientistas mais respeitadas do país na área de aceleradores de partículas. A história dela se confunde com a história do próprio síncrotron brasileiro — desde os estudos realizados em Stanford, nos anos 1980, até o início e a consolidação do maior projeto científico do Brasil. Outro exemplo é o pesquisador Narcizo Marques de Souza Neto, paraibano que conheceu o CNPEM aos 19 anos, realizaria doutorado na Unicamp e se tornaria um dos especialistas brasileiros em experimentos sob altas pressões e temperaturas. Histórias como essas mostram como Campinas se tornou referência científica nacional e internacional. 🏛️ O CNPEM e seus laboratórios O Sirius faz parte do ecossistema científico do CNPEM, que abriga um conjunto único de laboratórios nacionais: • LNLS – Laboratório Nacional de Luz Síncrotron • LNBio – Laboratório Nacional de Biociências • LNNano – Laboratório Nacional de Nanotecnologia • LNBR – Laboratório Nacional de Biorrenováveis Além disso, o CNPEM expandiu sua atuação com o Projeto Orion, dedicado a estudos avançados com patógenos, e com a Ilum Escola de Ciência, um curso inovador de bacharelado integrado à pesquisa científica. Essa combinação entre conhecimento, inovação, formação de pessoas e infraestrutura de ponta transforma o CNPEM em um dos centros de pesquisa mais importantes da América Latina. 🔍 Por que o Sirius importa para Campinas e para o Brasil? Porque ele impulsiona: • inovação e competitividade industrial; • pesquisas científicas estratégicas; • desenvolvimento de tecnologia nacional; • formação de novas gerações de cientistas; • soluções para problemas reais da sociedade, como saúde pública, energia e sustentabilidade. Campinas abriga um patrimônio científico único no mundo — e neste episódio você descobre como essa cidade se tornou o berço do futuro da ciência brasileira. 👉 Assista ao vídeo completo, deixe seu like e comente o que mais te surpreendeu no Sirius! Compartilhe com quem ama ciência, tecnologia e inovação. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] Em Campinas está uma das construções científicas mais impressionantes do Brasil. também uma das mais avançadas do mundo. Conversei com a chefe de divisão, que é uma das funcionárias mais antigas do CNPEN, Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, responsável pelo Sírios. Ela tá por aqui há mais de 40 anos. Eu comecei eh aqui desde o início, né, desde até antes do início do laboratório eh ser implantado ou criado, né? [música] Então, eh, naquela época, em torno do começo de 1980, foi decidido, né, pelo eh CNPq, que eh Brasil queria construir um laboratório de grande porte, laboratório científico de grande porte [música] para impulsionar a a ciência experimental no país. E então a a surgiu a ideia, né, de se criar um laboratório de luz syncrotron, que é uma facilidade de grande porte e que atende, né, porque é um laboratório que comporta diversos experimentos simultaneamente, rodando simultaneamente. E então decidiu-se que ia se construir um laboratório de luz syncrotron e também seria um laboratório nacional, né, que é acessível a pessoas de todo o país ou mesmo de toda a América Latina, de todo o mundo e que atendesse, então um é um um equipamento de grande porte que atendesse a toda a comunidade científica de forma aberta. Isso foi um uma revolução, digamos assim, na como a ciência era vista [música] ou financiada no país. O projeto Srius é uma fonte de luz sincroton, um tipo de acelerador de partículas que promete revolucionar a pesquisa científica no país. A luzcotron, ela é um nome que a gente dá para um luz, né, que é uma radiação eletromagnética, como os físicos conhecem, e é luz que a gente conhece, sabe? Luzes da lâmpada. Eh, tem a luz, né? Tem, ela é classificada, pode ser classificada pela range de frequências ou de energias. [música] Então, a gente tem desde onda de rádio, infravermelho, luz visível, ultravioleta, raio X, [música] raio gama, tudo isso é é é a gente chama de luz, né? [música] É uma radiação eletromagnética. Agora, a luz syncrotron, a gente dá esse nome eh [música] de sincrotron paraa luz quando ela é produzida de uma maneira especial. Quando a luz ela é produzida por um feche de elétrons, né, que tá viajando a velocidades muito altas, feche de elétrons, a gente acelera ele até velocidades bem próximas à velocidade da luz, que é uma velocidade muito alta. Eh, esse feche de elétrons, ele quando a gente deflete, faz uma curva, ele emite luz, ele emite muita radiação eletromagnética. E a luz emitida dessa maneira, ela recebe esse nome de luz sincroton, tá? [música] E qual a vantagem, né, de emitir luz dessa maneira? usando um feixe de elétrons ultra relativístico, a gente chama, porque a velocidade dele já é bem próxima da luz. Essa luz emitida por esse feche de elétrons ultra relativísticos, eh, ele tem propriedades especiais, por exemplo, ele tem altíssimo brilho, né? E essa luz, então, com esse alto brilho, ela torna-se uma ferramenta poderosa pra gente estudar os materiais num nível de resolução bem pequeno, nível atômico, né? Então, é como se a gente conseguisse através dessa luz eh enxergar, entre aspas, a matéria eh a nível os átomos, né? como eles estão arranjados, quais átomos. O Siros permite que centenas de pesquisas acadêmicas e industriais sejam realizadas todos os anos por milhares de pesquisadores, contribuindo para a solução de grandes desafios científicos e tecnológicos. Por trás dessa estrutura fantástica estão as mentes de cientistas, engenheiros e técnicos do CNPEN. Eles formam o time responsável por transformar ideias em tecnologia de ponta. Digamos que você tem um problema, né? Algum pesquisador, um cientista tá eh diante de algum problema, algum desafio, alguma coisa, né? Então, normalmente esse cientista ele vai formular hipóteses sobre, por exemplo, digamos que tenha um fenômeno que ocorreu e aí você quer você quer eh entender aquele fenômeno. Então você começa, por exemplo, formando hipóteses, formulando hipóteses, né? E aí aqui é um laboratório em que você pode testar a sua hipótese, né? Então, eh, todo o avanço científico, ele se dá a, não digo todo, mas assim, a maioria se dá assim, né? Você é tem hipóteses que você quer testar para ver se elas estão corretas ou não. Se ela não tiver de acordo com a o que você formulou, você modifica, né? Aí você vai testando. Então aqui nós fornecemos, digamos assim, um uma ferramenta pros eh pesquisadores poderem testar as suas hipóteses. Então eles vêm aqui, né, com seus problemas, trazem as suas amostras e podem eh colocar as amostras então nas linhas de luz, onde temos as estações experimentais e testar hipóteses se aquela hipótese tá correta ou não. De forma simplificada, o Sirius funciona como um super aparelho de radiografia. Ele permite observar com altíssima precisão estruturas minúsculas como nanopartículas, átomos, moléculas e até vírus. É como se fosse um super microscópio que permite as pessoas eh tirarem informações, né, a nível atômico dos materiais. Então, a gente sabe que todas as propriedades dos materiais, seja material biológico, não biológico, ela depende do arranjo atômico, arranjo e que tipos de átomos, né, são. e esse mundo, essa entendimento do material nesse escala atômica, eh, pode revelar, eh, o estudo, né, nesse mundo atômico pode revelar eh eh pistas, né, compreensões de como que as coisas funcionam no mundo macroscópico. Com essa tecnologia, será possível desenvolver estudos avançados em áreas como saúde, energia, agricultura, meio ambiente e tecnologia. O impacto deve ser enorme tanto na ciência quanto na indústria e na qualidade de vida da população. Eh, do começo de tudo até aqui, quanta coisa mudou. São mais de 40 anos, né? Então, eh, quando a gente começou, porque o sírios é o segundo acelerador, né, segundo a fonte de lucinos. Então, lá no começo, na década de 80, eh teve essas primeiras discussões, decidiu-se que, né, o Brasil ia construir esse equipamento, né, essa fonte de luz. Aí a gente começou a trabalhar na nossa primeira fonte de luz que foi o UVX. E o UVX foi construído eh de 198 até 97, mais ou menos. levou 10 anos pra gente construir o primeiro acelerador que foi um acelerador na época e é um acelerador daquela época, né, de 40 anos atrás. Então, eh, foi um acelerador que nós projetamos, eh, construímos e pusemos para funcionar e operamos praticamente aqui dentro, né? foi um foi construído assim a como é que é assim eh dentro de casa, eh, por nós mesmos, nós fizemos praticamente todos os íãs, as fontes, as câmaras de vácuo, eh produzimos todos os equipamentos, eh projetamos, construímos aqui dentro do laboratório, né? foram criadas oficinas, várias oficinas, né, mecânica, de eletrônica, [música] de controle, de vácuo. E então, eh, de lá para cá, obviamente, muita coisa mudou, porque em 1985 não tinha internet, né? Era uma [música] época que os computadores estavam eh começando a a a surgir, a surgir. O Sirus é mais do que uma máquina, é o resultado da inteligência, do trabalho e da dedicação de brasileiros que estão abrindo novas janelas para o conhecimento. O CNPEN abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar. Bom, pessoal, pra gente entender um pouco mais como são as coisas aqui no Sirus, o Mateus vai explicar pra gente aqui. É o que, Mateus? Isso aqui é uma linha de luz do Círios. É uma estação experimental que usa é o que a gente chama de luz Sncrotron para fazer pesquisa, né, para investigar materiais de diversas categorias aí, eh, usando raio X ou outros comprimentos de onda. eh, para investigar esses fenômenos de interação entre luz e matéria. Vamos dar uma olhadinha na maquete aqui. Sim. É o que que é essa maquete aqui, Mateus, que eu fiquei impressionado quando eu vi. Essa maquete explica um pouco do funcionamento aqui dos aceleradores dos círios, né? O princípio por trás aqui do eh de como toda essa infraestrutura funciona, né? Eh, o círios a gente diz que ele é um acelerador de partículas, né? Só que ele é um acelerador de partículas com um propósito é um pouco diferente do que a gente costuma ouvir falar, né? Quem tem familiaridade com o assunto, às vezes lembra do LHC, que é o grande colisor de ADMs, fica lá na Europa, né? Eh, que tem uma função um pouco mais específica dentro da física de partículas. Os círios, ele tem uma função um pouco mais abrangente, que é gerar esse tipo de luz especial que a gente chama de luz sincrotron. E a luzcrotron, ela tem um papel fundamental na investigação da matéria em em escalas muito pequenas, porque ela consegue gerar luz muito energética e muito penetrante e isso permite que a gente consiga observar detalhes muito pequenininhos e em uma diversidade enorme de materiais. Então, é um tipo de infraestrutura científica que serve não só pra física, mas também para praticamente qualquer área da ciência e que precisa enxergar alguma coisa muito pequena. Bom, a gente continua rodando com o Mateus, o pessoal que tá em casa, muita gente certamente não vai entender qual o significado e a finalidade de tudo isso aqui. Então, conta pro pessoal, Mateus, esses equipamentos aqui eles não fazem parte da máquina, é claro, a máquina fica atrás daquela blindagem, né, aquela parede de concreto que a gente tem ali do lado. É, mas elas estão em display aqui pra gente poder ver um pouquinho de como que é lá dentro, né? Então aqueles, esse equipamento aqui em cobre, né, ele ele é o que a gente chama de cavidade de radiofrequência, então é o equipamento responsável por fazer a aceleração dos elétrons lá dentro da da máquina usando microondas, né? Então a gente usa eh microondas parecidas como microondas que a gente usa para esquentar comida, mas para acelerar os elétrons, né? E ali do lado a gente tem vários magnetos, né? os ímãs ali, que são, nesse caso aqui, são eletroíans que eles têm uma função mais específica que é de guiar a trajetória dos elétrons ali na trajetória circular que a gente tem ali dentro dos aceleradores, né? Então, eh, eles não aceleram os elétrons por si, mas eles controlam a trajetória deles pra gente conseguir produzir essa luz especial que eu te contei, que a gente chama de luz sincrotron. Boa, maravilha. Mateus, agora conta pra gente eh como que as pessoas fazem para visitar aqui. Sim, a gente abre para visitação eh uma vez por semana, a gente tem dois horários, isso para escolas normalmente, né? Mas pro público geral, a gente tem uma vez por ano, a gente tem um evento que a gente chama de ciência aberta, que as pessoas podem vir conhecer aqui, eh, conhecer a infraestrutura e também falar com os pesquisadores. Tem dezenas de atividades promovidas aqui pelo pessoal e a gente eles conseguem aprender um pouco mais sobre a ciência que é feita aqui dentro. O Brasil é iluminado pela ciência e o CNP responsável pelos sírios é Campinas que deu certo. No começo do projeto haviam eh três lugares que queriam sediar esse laboratório. Era São Carlos, né, no interior de São Paulo, tinha Rio de Janeiro, tinha uma proposta também e Campinas. Aí acabou que Campinas ganhou, né? A a então o laboratório foi construído aqui, né? Então assim, foram vários motivos, eu acho que porque Campinas foi selecionada, né? Uma delas é porque tinha o acesso mais fácil, porque tinha o aeroporto, né? Eh, bom, aí outras razões assim, não sei exatamente todas, mas acabou sendo escolhido aqui. Então, eh, iniciou-se, a gente iniciou era uma salinha lá na reitoria da Unicamp, que era o laboratório. Depois a gente mudou para uma casa lá no bairro da Santa Cândida. Era uma casa mesmo, né? a gente alugou a casa. Isso depois, em 1987, a gente mudou para um barracão lá também nesse bairro Santa Cândida, onde hoje é o Ilum. Eh, a gente se mudou para esse barracão. Então lá começamos a construir, né, os os aceleradores, as peças que iam compor os aceleradores e depois eh ficamos uns eh acho que quase 10 anos lá, não tenho certeza agora, mas aí depois a gente mudou para esse campus aqui, né? E então isso já tem assim mais de 40 anos. [música] E eu acho que eh esse laboratório deu certo, né, em Campinas, mas assim, pro Brasil também é um laboratório que deu certo. [música]
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