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Giro Ambiental | Queda Desmatamento 1° Semestre
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Giro Ambiental | Queda Desmatamento 1° Semestre

32 views Publicado 6 dias HD · 12:50
Resumo editorial

O Instituto IMAZON apresenta dados de redução do desmatamento na Amazônia Legal no primeiro semestre, com queda de 23% comparado ao ano anterior. A pesquisadora Manuela Ataíde explica os métodos de monitoramento por satélite e as diferenças entre desmatamento e degradação florestal. A entrevista aborda a importância da intensificação da fiscalização em áreas protegidas e terras indígenas para preservar a floresta.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia tiveram desmatamento zero no primeiro semestre de 2026, um total de 588 territórios sem devastação. O levantamento é do IMAZON (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que monitora a floresta por satélite desde 2008. No Giro Ambiental, a pesquisadora Manuela Ataíde, do Sistema de Alerta de Desmatamento do instituto, detalha a metodologia do calendário de desmatamento, que vai de agosto a julho do ano seguinte conforme o regime de chuvas, e explica a diferença entre desmatamento (corte raso) e degradação florestal (queimada e exploração madeireira). No período, foram 1.145 km² desmatados entre janeiro e junho, queda de 23% frente ao ciclo anterior, com 2022 marcando o pico da série histórica dos últimos oito anos.

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Música Com a menor área de floresta derrubada no primeiro semestre dos últimos oito anos, a Amazônia teve mais de 80% das áreas protegidas com desmatamento zero entre janeiro e junho deste ano. Isso corresponde a 588 territórios sem devastação. A análise é do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, o IMAZON, que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008. E para explicar mais a fundo esse levantamento, eu converso agora no Giro Ambiental com a Manuela Ataíde, pesquisadora do Sistema de Alerta do Instituto. Manuela, seja muito bem-vinda ao Giro Ambiental e muito obrigada por aceitar nosso convite. Como é feito esse monitoramento? Qual o trabalho da Amazon nesse acompanhamento? Bom, eu faço parte do sistema de alerta de desmatamento do Amazon. Nesse sistema, a gente faz o monitoramento da Amazônia Legal, trabalhando com o calendário do desmatamento, que vai a julho de um ano a agosto do ano seguinte. A gente monitora toda a Amazônia Legal e informamos mensalmente as taxas de desmatamento e degradação. E para quem está em casa compreender melhor, o que é esse calendário de desmatamento? O calendário de desmatamento é regido por meio do sistema de chuvas aqui na Amazônia Legal. Então, a gente divide o desmatamento e a degradação florestal para essa análise de tempo, entre agosto de um ano a julho do ano seguinte. Esse calendário é regido muito pelo regime de chuvas. Entendi. E além do desmatamento, como você explicou, vocês também fazem o monitoramento da degradação da floresta. O que é considerado degradação nesse contexto? É diferente de desmatamento? Sim, o desmatamento é o corte raso da vegetação e a degradação é a retirada parcial da vegetação. Dentro do nosso sistema de alerta de desmatamento, a gente divide degradação em exploração madeireira e queimada. Essas são as duas degradações que nós monitoramos aqui no Amazonas. Nós temos essa metodologia de queimada e de exploração madeireira, juntas são as degradações. É certo. E de acordo com a pesquisa, foram 1.145 quilômetros quadrados desmatados entre janeiro e junho. O que esse número representa quando fazemos uma comparação com 2025? Para a gente compreender melhor os números, qual foi a baixa em relação ao ano passado? Quando a gente olha para o calendário, no período de agosto a julho de 2026, teve uma queda de 23%. E o que explica essa redução? Bom, no nosso sistema de área de desmatamento, a gente não entra no critério de definir para qual uso de terra foi destinado aquela área ou as fiscalizações que nelas acontecem. Mas a gente pode inferir dessa queda que houve um maior enfoque em fiscalização, uma maior punição para os responsáveis. Então, a gente pode ir inferindo que essas ações estão mais concentradas nas áreas mais pressionadas e os desmatadores ilegais estão sendo punidos por isso. A gente pode dar essa inferência. Está vendo mais monitoramento e mais punição dos responsáveis, é isso? A gente pode inferir isso, a gente não tem a certeza, mas pelos números a gente infere essas conclusões. A gente fez a comparação com o ano passado, você falou que foi 23% de diminuição no desmatamento, mas fazendo uma comparação com esses últimos oito anos, o que mais chama a atenção no resultado, Tendo em vista também que na pesquisa vocês citam 2022, que foi considerado o ano com maior número de desmatamento, é isso? Isso, a gente consegue ver, teve um aumento em 2022, e aí depois a gente foi vendo a taxa diminuindo em agosto de 2023. A gente consegue ter esse panorama geral quando a gente olha o gráfico, por exemplo. uma tendência muito alta entre 2020 e 2022 e já diminuindo em agosto de 2023. Como eu falei, a gente pode inferir ações maiores de fiscalização, porque da feita que nós temos esses dados, a gente consegue visualizar as áreas mais pressionadas. Tanto pode ser município, terras indígenas, da de conservação, e concentrando ali o enfoque das fiscalizações nessas áreas mais pressionadas. E como eu citei no início, mais de 80% das áreas protegidas tiveram desmatamento zero, como que esse resultado se distribui, como você mencionou um pouco agora, entre as terras indígenas e as unidades de conservação? A gente teve esse grande avanço, que as terras indígenas e as unidades de conservação, tanto proteção integral quanto de uso sustentável, tiveram essa diminuição diminuição, ou seja, elas estão cumprindo com o papel de áreas protegidas, que é conter esse desmatamento, mas a gente não pode esquecer que ao redor do que se chama zona de amortecimento, ainda acontece muita pressão entre, principalmente, os povos originários, as terras indígenas, e as outras pessoas que vivem dentro dessas áreas. Certo. E qual a importância também de proteger esses espaços? Mencionando sobre povos originários, as terras indígenas, quais os principais impactos para as comunidades que vivem nessas regiões? Bom, como eu mencionei, é importantíssimo a gente preservar essas áreas porque os dados apontam, a nossa pesquisa aponta que elas estão conseguindo cumprir com essa contenção do desmatamento, por exemplo, a gente tem números muito pequenos dentro de terras indígenas, de unidades de conservação de uso de proteção integral, desculpa, a gente tem números muito pequenos de desmatamento. Eles são pequenos, mas eles ainda estão acontecendo, o que não deveria acontecer. Mas é muito importante a gente prevenir, desculpa, proteger esses territórios, porque pelas nossas pesquisas, dados, eles estão sim conseguindo conter o avanço do desmatamento. E na pesquisa também é citada a APA Triunfo do Xingu, que concentrou metade do desmatamento das áreas protegidas nesse período. O que acontece nessa área para vocês não conseguirem ter esses dados de diminuição, mas ao contrário, teve aumento? A APA Triunfo do Xingu é uma unidade de conservação de uso sustentável, ela é uma área de proteção ambiental. ambiental. Dentro das unidades de conservação, a gente tem essas restrições de uso, tem as de proteção integral, onde não deve haver nenhum tipo de atividade, e tem as de uso sustentável, onde são liberadas alguns tipos de atividade. Só que o que a gente vê na Patríofo do Xingu é uma devastação muito grande, dando a gente a inferir que essa autorização de que podem haver atividades estejam abrindo portas para desmatadores ilegais, grileiros. Certo. E também na pesquisa é citado que o Pará, Mato Grosso e Amazonas tiveram as maiores áreas desmatadas. O que explica essa concentração nesses estados específicos? O Pará, o Amazonas, o Mato Grosso, historicamente, dentro do nosso sistema de alerta de desmatamento, eles já são os estados que mais desmatam. Então eles ficam ali entre primeiro e terceiro lugar A gente pode inferir que é o avanço de sistemas agropecuários, etc e tal Como eu disse, dentro do sistema de arredores de desmatamento A gente não faz esse tipo de classificação Existem outras iniciativas que trabalham com esse tipo de especificação de territórios De atividades, né? Certo Mas assim, num senso comum, quais atividades estão mais associadas a esses desmatamentos nessas áreas, ou no entorno das áreas protegidas? Você citou a agropecuária, tem grileiros, tem garimpo ilegal? Isso, geralmente está atrelada à atividade da agropecuária, é o agronegócio, né? A gente tem atividade com gado, atividade com soja, geralmente a conversão dessas áreas são para esses fins. E o que é a expectativa? Teve esses dados, né? Uma diminuição nesse primeiro semestre. A expectativa é que continue desta forma? Vocês vão continuar monitorando essas áreas? A tendência é que esses números diminuam. A gente espera que existam mais formas de fiscalizar. Como eu disse, nós temos dados onde mostram áreas mais pressionadas, onde podem ser inseridos mais efetivos de fiscalização, identificar e punir as pessoas responsáveis por essas invasões de terra, por esse desmatamento. Então, a nossa tendência é que esse calendário, a gente espera que ele diminua. E diante desses dados, quais são as principais medidas, assim, na sua visão, que podem ser tomadas daqui para frente para continuar com essa diminuição de desmatamento nessas áreas protegidas, para preservar a floresta amazônica? Com o dado, a gente consegue ter um panorama geral da Amazônia Legal, a gente consegue ter as áreas que são pressionadas, tanto elas, as nossas unidades de conservação, as nossas terras indígenas, os nossos municípios também, é aumentar o efetivo de fiscalização nessas áreas, tendo algumas são de difícil acesso, é muito compreensível, mas a gente tem áreas que estão há muito tempo sendo pressionadas e tem pesquisas que mostram isso, então aumentar esse efetivo de fiscalização, identificar e punir esses desmatadores ilegais, porque assim a gente consegue preservar a população que vive nesses territórios e a biodiversidade que a gente tem, a nossa fauna, a nossa flora, o meio ambiente como um todo a gente consegue conservar. Gente, Manuela, muito obrigada pela participação aqui conosco no Giro Ambiental, por nos explicar de forma mais detalhada sobre essa pesquisa tão importante do Instituto IMAZUM. Eu que agradeço muito, estamos à disposição aqui quando precisar. Muito obrigada mais uma vez, eu agradeço também você que nos acompanhou até aqui em mais uma edição do Giro Ambiental. Continue conosco que agora você vai conferir as curiosidades e informações do meio ambiente. Até mais! Autoridades australianas confirmaram a primeira detecção de gripe aviária H5N1 em um mamífero, um lobo marinho que foi encontrado na cidade costeira de Beachport, no estado da Austrália do Sul. O lobo marinho, dentro de uma população estimada em 100 mil indivíduos, foi encontrado morto sem sinais de ferimentos, disseram as autoridades. Segundo a ministra da Agricultura, Julie Collins, a morte não parece estar associada a outros mamíferos marinhos doentes ou mortos, uma vez que a gripe aviária H5N1 está se espalhando no ambiente natural e não é possível evitar perdas significativas. Legenda Adriana Zanotto
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