Unicamp celebra 60 anos de fundação e transformação em Campinas
Fundada em 5 de outubro de 1966 em Barão Geraldo, a universidade soma hoje cerca de 36 mil estudantes e também atua em Piracicaba e Limeira.
A Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, completa seis décadas de história a partir do lançamento de sua pedra fundamental, ocorrido em 5 de outubro de 1966, no bairro de Barão Geraldo, em Campinas. A trajetória da instituição foi revisitada pelo programa Campinas Que Deu Certo, exibido em 20 de outubro de 2026.
A região onde o campus foi implantado era, na época, uma área afastada do centro de Campinas, marcada pela cultura do café e da cana de açúcar. O nome do bairro, Barão Geraldo, faz referência a um barão do café que foi proprietário de terras na localidade.
Crescimento ao longo de seis décadas
Seis décadas depois da pedra fundamental, a Unicamp reúne hoje uma população de aproximadamente 40 mil pessoas, entre cerca de 36 mil estudantes, 2 mil professores e 8 mil funcionários, além de colaboradores que atuam na instituição.
A universidade mantém faculdades e institutos em todas as áreas do conhecimento. A área da saúde é apontada como uma das interfaces mais visíveis com a sociedade, embora a atuação da Unicamp vá além do hospital universitário.
Presença em Piracicaba e Limeira
Além do campus de Campinas, a Unicamp mantém unidades em outras duas cidades. Em Piracicaba, está a Faculdade de Odontologia, que existe há 70 anos, criada dez anos antes da própria Unicamp e posteriormente incorporada à universidade. No local, está em construção uma clínica odontológica de grande porte.
Em Limeira, a universidade mantém a Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) e um colégio técnico, instituições descritas como relevantes para o desenvolvimento da cidade. Em Campinas, a Unicamp também mantém o Cotuca, colégio técnico, e o CPQBA, centro de pesquisa localizado na região próxima a Barão Geraldo, no município de Paulínia.
O papel do professor Zeferino Vaz
A implantação da universidade teve à frente o professor Zeferino Vaz, responsável pela proposta de reunir pesquisadores e docentes de diferentes áreas do conhecimento. Com o tempo, a instituição ganhou o apelido de escola das escolas.
O professor Zeferino era muito visionário. Ele sabia, com muita clareza, que uma grande universidade precisaria ter compromisso público e, sobretudo, pesquisa de alta performance, porque a pesquisa ancoraria um ensino mais qualificado.
Segundo o relato do programa, havia na época uma crítica às universidades brasileiras por serem pouco integradas entre as áreas do conhecimento. A proposta de Zeferino Vaz previa a criação de institutos dedicados à pesquisa básica e de faculdades voltadas à aplicação desse conhecimento, concepção que explica a divisão até hoje adotada na estrutura da Unicamp entre institutos e faculdades.
O logotipo da universidade também remete a essa concepção original, representando um centro de conhecimento que irradia para a sociedade e recebe, em contrapartida, fluxos vindos de fora para dentro da própria universidade.
Ao longo de seis décadas, a universidade é apontada como responsável pela formação de profissionais, pela produção científica e pelo desenvolvimento de novas tecnologias, com impacto direto no desenvolvimento regional de Campinas e das demais cidades onde mantém unidades.
Assista à íntegra
A matéria completa foi ao ar no CAMPINAS QUE DEU CERTO da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Campinas que Deu Certo | Unicamp.
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