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Campinas que Deu Certo | Unicamp
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Campinas que Deu Certo | Unicamp

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Resumo editorial

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), fundada em 1966, consolidou-se como referência em educação, pesquisa e inovação. O vídeo aborda sua expansão na região de Barão Geraldo, políticas de inclusão estudantil e projetos de sustentabilidade. A instituição é apresentada como principal fator de desenvolvimento de Campinas e cidades vizinhas.

Bairros mencionados

Descrição do vídeo

Em 5 de outubro de 1966, o lançamento da pedra fundamental marcou a fundação da Unicamp em Barão Geraldo, região então dominada pelo cultivo de café e cana-de-açúcar. Sob a liderança do professor Zeferino Vaz, idealizador de uma universidade pública com pesquisa de alta performance, a instituição ganhou o apelido de escola das escolas. Hoje reúne cerca de 40 mil pessoas, entre 36 mil estudantes, 2 mil professores e 8 mil funcionários, além de unidades em Piracicaba, com a faculdade de odontologia que completa 70 anos, e em Limeira, com a FCA e o colégio técnico Cotuca.

Transcrição completa do vídeo

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Em uma área afastada do centro de Campinas, nasceu uma das instituições mais importantes para a ciência e a educação do país. Em 5 de outubro de 1966, o lançamento da pedra fundamental marcou o início da construção de um espaço dedicado à pesquisa, ao ensino e à formação de novas gerações. A Unicamp, Universidade Estadual de Campinas. E nós chegamos aqui nessa região, aliás, eu era muito jovenzinho, eu tinha só 3 anos. em 1966. E a pedra fundamental da universidade eh foi lançada no dia 5 de outubro, então é exatamente o dia da Fundação Institucional da Unicamp. Eh, e de lá para cá, a universidade tem várias, vamos dizer, várias e várias contribuições a a serem mencionadas, né? Claro que corro o risco de esquecer de algumas, mas em linhas gerais eu primeiro queria dizer com relação à nossa chegada no campus de Campinas, como ela transformou todo essa região, né? Nós estamos em Barão Geraldo, numa região de Terra Roxa, era região de café, muito rica de café. Tanto que o dono da da região aqui e o nome do bairro se chama Barão Geraldo, porque era um barão do café, né? Sim. Mas era também é uma terra de muito cannavial, né, por causa da cana. E 60 anos depois, hoje nós temos uma universidade com uma população de 40.000 pessoas, aproximadamente 36.000 estudantes, 2.000 professores e aproximadamente 8.000 funcionários e mais muitos colaboradores que trabalham conosco. Temos uma área de saúde muito valiosa, que é uma espécie de interface com a sociedade muito visível. Muitas pessoas pensam que a Unicamp só tem um hospital, mas a Unicamp é muito mais que isso. Temos faculdades e institutos em todas as áreas do conhecimento. E aí vem uma outra informação muito importante às pessoas que nos assistem, que é nós temos mais dois ambientes de cidades que estamos em Piracicaba, onde temos uma faculdade de odontologia muito valiosa nesse momento, um uma universidade, uma faculdade já consolidada. com 70 anos de existência. A faculdade de odontologia de Pirascaba, ela nasceu 10 anos antes da do que a Unicamp e ela foi incorporada. Nós estamos fazendo uma grande clínica odontológica lá, que será uma das clínicas mais importantes de saúde bucal do Brasil, né? Então isso é muito importante também mencionar esse papel, né, da do lastro que a Unicamp deixa e também Elimeira, onde nós temos lá dois campuldades de tecnologia, FCA, um colégio, colégio técnico, não é, que também eh significativamente eh eh dizer a importância dele para para essas eh da da Unicamp, para essas cidades também. Portanto, um legado foi o desenvolvimento regional, né, muito muito grande. Um outro legado muito significativo foram as nossas pesquisas em os nossos programas de pós-graduação, né? Os nossos programas de graduação, o número de formandos que já fizemos e e toda a nossa área de saúde, que ela é uma referência importante pro país e os nossos colégios, claro, né? Temos o cutuca em Campinas e o Cotinho em Limeira, que também são escolas modelo, né? sem esquecer também do nosso CPQBA, que é aqui na nossa região próxima Barão Geraldo na cidade de Paulina. À frente da implantação estava o professor Zeferino Vaz e a proposta dele era reunir pesquisadores e docentes de diferentes áreas, estabelecendo as bases para a produção científica e a preparação de novos educadores. E com o tempo, a instituição ganhou o apelido de escola das escolas. O professor Zeferino era muito visionário. Ele sabia muito com muita, com muita clareza que uma grande universidade precisaria de ter compromisso público e sobretudo pesquisa de alta performance, porque a pesquisa ancoraria um ensino mais qualificado. Então, na origem da nossa da nossa, vamos dizer assim, da nossa criação, este, eu vou usar uma palavra assim que não tem a ver com prédios, com pessoas, mas com pessoas sim, mas que é o DNA da universidade, né, que é uma figura simbólica, foi constituída naquele momento, naquela ideia original, porque havia uma crítica naquele momento as universidades brasileiras, por elas serem muito estanques, elas serem pouco conectadas, pouco integradas, né? Então, no seu discurso de origem, ele dizia que a física, química e a matemática conversam muito entre si e a biologia também se interfaceia com todas elas. Então, uma fala como essa, eh, mostra um pouco da concepção que ele teve. Portanto, a ideia foi criar institutos básicos de pesquisa, com a pesquisa básica e faculdades que pudessem fazer a aplicação da pesquisa. Uhum. Por isso que temos nas nossas denominações institutos e faculdades. Aquilo que é básico é instituto e aquilo que é aplicado é são faculdades, né? E ali nasce então um pouco a concepção da universidade. E sobretudo eu queria fazer uma lembrança às pessoas que muitas vezes elas olham esse esse esse nossa logomarca, né? E essa logomarca, perdão, esse logotipo, e ela exatamente demonstra aquilo que é a concepção do professor Ziferino, né? as grandes áreas do conhecimento, um centro de conhecimento irradiando o conhecimento da universidade para fora da sociedade e ao mesmo tempo tendo fluxos que possem entrar para dentro da universidade, vindo de fora para dentro da própria sociedade. Então, esta forma de pensar todo esse modelo de interação gerou aquilo que hoje é a Unicamp, a Universidade Estadual de Campinas e gerou esse impacto nas cidades que eu comentei anteriormente e que espero que o futuro ainda trará muitos frutos à a à nossa comunidade. Ao longo de seis décadas, a universidade contribuiu para o desenvolvimento de Campinas, com a formação de profissionais, a produção científica e a criação de novas tecnologias. Uma trajetória que ajuda a explicar como a Unicampor um dos maiores destaques da história de Campinas. A gente se sente muito orgulhoso porque a missão da universidade é formar a gente e gerar conhecimento e e fazer com que esse conhecimento e essa capacidade de geração de competência humana chegue à sociedade por diversos caminhos. ou por empregos que as pessoas ocupam ou no apoio às instituições que vão crescer por conta do trabalho dessas pessoas ou mesmo pela extensão dos serviços, coisa que é muito visível, por exemplo, na saúde, né? Então, quando a gente olha para isso, esse entorno que se transforma num ecossistema de inovação e e faz com que Campinas receba esse mérito, também aconteceu na saúde, por exemplo, onde os nossos sistemas hospitalares, esse nosso, esse nosso grande sistema e os nossos hospitais se transformaram na maior rede de alta complexidade da região, tendo um raio de, digamos assim, de influência para aproximadamente 5 milhões de pessoas. Então esse é o papel de uma universidade, né? Na avaliação do reitor, a evolução da universidade é marcada por três grandes ondas de transformação que modificaram o perfil acadêmico e a relação com a sociedade. E uma delas foi a ampliação do acesso ao ensino superior por meio das políticas de inclusão. Vocês dividem também essas mudanças em a partir de três ondas, né? Eh, preparação de três ondas. E uma delas, dessas mudanças foi também as cotas raciais, sociais que mudaram a universidade. É, essa coisa da onda é muito incrível, né? Eu sempre tive esse hábito de falar, né? E também falando aqui com professor Fernando, vice-reitor, eh, nós estávamos dizendo que a Unicamp vai viver uma quarta onda, né? Então, para as pessoas saberem como é que a gente mentalmente divide essa ideia de ondas, né? A ideia de ondas é 66 somos criados aqui. Nós tínhamos a necessidade de construir uma universidade com forte inserção na pesquisa no ensino qualificado. Uhum. Não é? De forma que isso pudesse ter uma abrangência nacional e começar a ter um olhar internacional. Professor Zeferino naquele momento traz para dentro da Unicamp vários grandes especialistas brasileiros, muitos brasileiros, alguns internacionais estavam em alguns cantos do mundo, né? Então, nesse momento, começamos a a fazer pesquisa já com nível de qualidade muito alta, né? Então, essa era a ideia, transformar a universidade num centro de de excelência. A segunda onda foi marcada por, uma vez isso estabelecido, a gente fazia os avanços científicos. Então, era necessário fortalecer laboratórios, fortalecer os projetos de pesquisa, contratar gente muito capacitada em escala, né? Fortalecer os programas de pós-graduação. A Unicamp tem muita força na pós-graduação brasileira. No painel da CAPS, quando faz uma análise do conjunto, a Unicamp é seguramente uma das universidades mais relevantes na pós-graduação brasileira, com forte irradiação para vários cantos do mundo, né? E aí o que aconteceu? Essa segunda onda também já vivemos. Foi aí que então a gente vive uma onda terceira, que foi quando a Unicamp já mais consolidada, mais estruturada nesse campo, ela começa a discutir, claro que é um movimento também que aconteceu no país, né, Camila, que leva levou a gente a fazer esse projeto da daquilo que chamamos inclusão social. Uhum. Então, surgem as cotas PPIs, né, basicamente ali nos nos mais recentemente, assim, surge, são coisas mais recentes de 10 anos atrás, né? Mas eu quero lembrar que a Unicamp foi uma das primeiras universidades a valorizar a escola pública. Então, a primeira, o nosso primeiração inclus modelo de inclusão social, eu costumo dizer, não foi agora. Eu vou fazer uma coisa, uma lembrança de algo que talvez nem talvez alguns colegas da Unicamp e eu já andamos conversando sobre isso, mas em 1992, na minha visão, nós fizemos o primeiro grande projeto de inclusão, que foi quando criamos os cursos noturnos. Hum. Então, nós começamos a criar cursos noturnos e esse foi um grande projeto da Unicamp. Foi quando nós pegamos as nossas vagas e falamos assim, ó, nosso objetivo em 1992, eu era bem jovem aqui, bem jovem mesmo. Eu tinha 4 anos de universidade. Eh, vamos criar os cursos noturnos em algumas áreas do conhecimento. Foi então que em 1992 acendemos as luzes da noite. Imagina uma universidade como essa 6 horas da tarde, ela fechar as portas e embora, né? Então ali foi para mim a minha visão, um grande momento da inclusão. Depois começamos a fazer também inclusões de processos de estudantes de escola pública com bonificações. Aí já nos anos 2005, mas de fato na esteira do que vinha acontecendo no país, em 2017 a gente faz as cotas raciais, enfim, né? E ali a gente começa também e já tínhamos essa tradição de ter projetos de não só de inclusão, mas também de permanência. fortalecer os projetos de permanência. Essa então é a terceira onda que também tem sido muito trabalhada internamente e nós estamos consolidando. Consolidada como referência em ensino e pesquisa, a instituição também planeja os próximos passos. Entre as propostas estão a ampliação da oferta de cursos e vagas, o fortalecimento das práticas de sustentabilidade e a cooperação com organizações de outros países. É a chamada quarta onda. Se a gente lembrar que a Unicamp foi criada Campinas devia de ter 300.000 habitantes, 400.000. Depois quando fizemos hospital algo perto de 700.000 e hoje já temos 1.200. Nós também temos que acompanhar a evolução da sociedade e a extensão dos nossos serviços a essa sociedade que nos financia. Então, o nosso projeto de expansão é ampliar vagas de graduação, ampliar vagas de pós-graduação, construir o nosso hub de desenvolvimento sustentávels, que é no fundo um centro de conhecimento, de geração, de pesquisa, de formulação de políticas públicas no campo da inovação e da tecnologia naquela fazenda que compramos até então nos anos de 2014, 2015. Então essa é a nossa quarta onda. Mas eu digo isso também aqui, nosso projeto é fazer a quarta onda com responsabilidade financeira, com equilíbrio e mantermos o que construímos, né? Porque é muito importante a gente preservar toda essa cultura rica de e a força que a Unicamp representa. Os efeitos desse trabalho vão além da formação acadêmica, por meio de inovações científicas, avanços tecnológicos e novos talentos. A universidade abre caminhos para Campinas e cidades vizinhas. Por isso, a Unicamp, Universidade Estadual de Campinas, é Campinas que deu certo. Quando a gente fala 60 anos, eu não sei como quem nos ouve sente isso, né? 60 anos é de fato para uma instituição é um prazo muito bom, né? Uhum. Mas eu quero lembrar que nós temos universidades europeias com 1000 anos, 900 anos, né? Então a gente sonha muito daqui 900 anos existir ainda e claro muito atualizada no seu tempo, muito muito importante pra sociedade, sobretudo atenta nas questões da sociedade, certo? não nos fechando numa bolha e fazendo algo que de fato nos desprende desse desse compromisso público.
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