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O Brasil registrou em 2024 um aumento de 6% no e-commerce, um mercado que emprega mais de 1 milhão de pessoas no país. E o ser empreendedor de hoje vai falar de negócios digitais, como este, que começou com resgate de frutas sem valor comercial, foi para as vendas na internet e hoje já colhe resultados deste [Música] investimento. O Brasil está em décimo lugar entre os que mais desperdiçam alimentos no mundo. Segundo dados da ONU, a Organização das Nações Unidas. Todo ano aponto o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 46 milhões de toneladas de comida são desperdiçadas, o que representa 30% de toda a produção brasileira. E de acordo com os dados, 84% de todo o desperdício acontece antes do alimento chegar à casa do consumidor, desde a colheita até o armazenamento e abastecimento. E é neste cenário que a chefe de cozinha Luía, e o psicanalista Daniel resolveram abrir um negócio a partir de um trabalho voluntário e da experiência da família do casal com as questões alimentares. Teve um período que eh na dificuldade e pela falta de emprego, eu fui convidado para palestrar com dependentes químicos mediante a minha profissão, né? Eh, e nesse trabalho eles eles eram gratos pelo momento que tinha, mas não tinham como pagar. Eles sabiam que o trabalho tinha um valor e eles procuravam através das doações que eles recebiam do Seasa, eles procuravam sempre selecionar umas frutas da que eles já ganhavam as melhores, né, daquele trabalho deles. e e trazer, doar, manter, mandar pra minha casa, que ele sabia que eu tinha uns filhos e esposa, então eles pagavam assim com frutas e legumes que já vinha fora de padrão estético. Nós tivemos o contato com as frutas fora do padrão estético aqui, devido ao trabalho do meu esposo, que ele recebia essas frutas que iam ser descartadas e ali nós conhecemos mais elas, né? Nós vimos o quanto era desperdiçado, que tinha muitas frutas, muitas variedades e toneladas eram desperdiçado ainda no centro de distribuição, que era foi o nosso primeiro contato. E tínhamos muito acesso a essas frutas aqui na nossa casa. Eu lembro sim que ele chegava com várias frutas e aquelas frutas feias, mas todos em casa alegres, com muito muita quantidade, variedade, coisa que nosso dinheiro não poderia comprar e ali com os filhos alimentando. Então, sempre com muita alegria eu via ele chegando com essas frutas. E ali eu comecei a fazer as geleias para conservar e ficaram nossas joias. A minha primeira geleia foi de pera com vinho. Vi uma abundância de pera. E na época a gente dá um jeito, ficávamos com dó de deixar desperdiçar. Aí foi aí que a Lu foi pensando e fez um prato chique. Na época era pera, uma geleia de pera com vinho, né? E dali eu me senti, sabe, do nada, de repente comendo algo muito chique. Foi uma coisa muito gostosa, uma coisa muito bacana. E quem foi que falou, vamos transformar isso em uma oportunidade? Ah, olha, na realidade estávamos há um tempo pensando em algo e naquele momento, quando a pera veio, eu acho que automaticamente no desejo de não desperdiçar já, como não desperdiçar e já saiu a ideia. Eu acho que foi meio meio na, né, num desejo de não desperdiçar e na ciência de como aproveitar. E ali a Luía falou: "Ó, só se eu fizer geleia". E aí foi indo e dali em diante foi caminhando. A Lutre Chefe nasceu em meio à necessidade, mas ela se tornou uma oportunidade, uma oportunidade de salvar frutas e de salvar vidas. É como que é essa questão que você usa aí no seu logo resgatar frutas? Que que é isso? Essa é a nossa principal parte que nos mais emociona e e nos tira sorrisos, né? Que seria frutas. Nós resgatamos frutas fora do padrão estético, o que seria aquelas frutas pequenas demais, grande demais, tortinha, que já nascem assim, nem todas nascem perfeita, como a gente vê no mercado, né? Então nós fomos direto ao agricultor, negociamos essas frutas e produzimos e transformamos elas em geleias e antepastos. Devido a minha formação de gastronomia, eu comecei a transformar essas frutas em pratos internacionais, né? Eu tava em meio à faculdade e ali eu fui transformando e as pessoas foram gostando, foram gostando dessa magia, foram tendo esse contato, essa experiência gastronômica, né? E foi muito legal. Ali a gente viu um potencial. Começamos a fazer as geleias com o intuito de não desperdiçar essa fruta, porque geleia um método de conservação, tanto as geleias quanto os antepastos, uns no açúcar, outros no azeite, outros no vinagre, como relish. Mas todos aqui são métodos de conservação. Nós fizemos as nossas primeiras geleias e aí eu comecei a tirar foto, colocar no WhatsApp, Instagram e as pessoas começaram a pedir, querer gostar e isso foi aguçando, né, o paladar delas e começamos a vender para vizinhos, amigos, familiares. Começamos como todo mundo começa, pequeno. Daniel lembra de como todo esse novo modo de apresentar as frutas também mudou o trabalho voluntário que faz parte do propósito do negócio do casal. E eu queria agradar, eu queria dar um momento de honra para essas pessoas que não tinham ou nem, né? Eram pessoas em vulnerabilidade social também, né? Pessoas moradores de ruas, dependentes químicos, pessoas que muitas vezes saíam do do presídium, acabavam de de terminar sua pena, não tinha para onde ir, né? Então, pessoas nessas dificuldades e quando colocávamos os pratos eh com nomes internacionais, explicando as suas origens, explicando como funcionava, eles ficavam assim maravilhados. Eles se sentiam dignos daquele prato. Parece que eu parece que saía mais barato o prato do que o bilhete do voo para eles ir para aquelas nações. Então eles se sentiam tão, ah, tô comendo um prato internacional, né? Para quem não tem nada, um prato internacional é quase tudo. Sim. E aí essa alegria foi contagiando tanto para resgatar a vida e como fazer eles preparar para resgatar também as frutas, né? Então tudo foi meio ligando. O mundo digital foi a primeira vitrine desse negócio para a conquista de clientes, o que é uma forma assertiva de mostrar produtos e serviços que geram venda e rentabilidade. Por diversas razões, normalmente o empreendedor ele é impulsionado a sair daquela zona de conforto. Uma das coisas que aconteceram foi exatamente a pandemia, que fez com que rapidamente todo mundo tivesse tivesse que fazer uma transformação digital. E a transformação digital não é só da porta para fora, porque da porta para dentro também nos seus controles, nos sistemas, para que eu possa vender melhor, para que eu possa controlar melhor quando eu estou vendendo no e-commerce, eu também preciso ter os melhores controles para eu não me perder, para eu ter o sistema de entrega, enfim, uma série de possibilidades com esse impulsionamento, porque às vezes eu tenho a pandemia foi um um motivo, mas eu tenho diversos outros e hoje não dá para parar, né? eh, eu consigo com eh eh acesso a essas plataformas atingir esses públicos, mas eu também tenho que saber o que eu tô fazendo, porque não adianta eu simplesmente abrir um e-commerce, abrir um site, criar uma plataforma de relacionamento de redes sociais e não souber, se eu não souber o que está acontecendo, o que eu estou fazendo, como é que eu publico, o conteúdo que eu coloco, quais são as eh as implicações daquelas postagens, porque eu tenho Tenho postagem de relacionamento, eu tenho postagem de venda e o empreendedor ele tem que saber diferenciar o que é um conteúdo e o que é uma postagem que tem um ction, né? Uma chamada para ação, uma chamada para venda. Aí eu conheci um mundo que eu poderia vender mais, vender em lugares que eu nem estaria, mas que na rede social a gente chega, né? Então eu comecei a escalar um pouco mais as nossas vendas, começamos a entender, eu fiz o nosso site, né, enquanto meu filho amaventável, aprendi ali no curso do Sebrai, que foi um ótimo parceiro, totalmente de forma gratuita. Eu produzi o meu site que foi assim que a gente iniciou o modo digital. Você mesma quem fez? Eu mesma que fiz. Até porque no começo a gente não tem uma verba, né? a gente não tem, a gente tem que ser um pouco de marketing, um pouco eh digital, financeiro, vendedora, tem que saber um pouco de tudo para fazer o nosso o nosso empreendimento alavancar. E aí eu eu mesmo fiz o curso do Sebrai, criei o meu site e comecei a divulgar esse site todos os lugares que eu ia. Eu fui em várias cidades, Santos, BH, e a partir dali a os clientes provavam, compravam e depois dava continuidade no site. Foi assim que nasceu o digital e até hoje sempre caminhando mais. O digital é um ambiente democrático e usar o método é cada vez mais comum entre os empreendedores. Quem não tem um aplicativo na mão, quem não tem um grupo de WhatsApp, por exemplo, então eu consigo e muitos empreendedores individuais conseguem chegar nas pessoas por meio de grupos de aplicativos, por redes sociais. Então ele é super democrático, ele não tem o custo dele é muito baixo pelo benefício que ele implica, né? pelo benefício que ele traz. E isso faz com que a facilidade de acesso faz com que esses empreendedores, às vezes com pouco potencial de investimento, eles consigam chegar nos seus clientes e aí sim conseguir eh trazer um pouquinho mais de recurso financeiro, vender um pouquinho mais e aí a partir desse momento ele consegue aplicar em ferramentas melhores, em crescimento, em sistemas, enfim, é muito bacana. com a diversidade de plataformas, a gente tem que escolher. Como é que eu escolho? Então, existe alguns critérios dessa escolha. A primeiro, o primeiro critério é onde o meu público está, para quem eu vendo, tá em qual plataforma? Tá numa rede social, tá no WhatsApp, tá num grupo, tá em qual lugar? Se eu sei aonde que o meu público alvo, o público que eu vendo, ele está naquela plataforma, eu tenho que estar lá. Em seguida, se eu tiver braço, né, que a gente fala, se eu tiver competência e tempo para fazer a gestão de outras plataformas, eu escolho mais uma, porque eu preciso estar naquela que com certeza meu público está e aonde ele estará daqui um tempo para que eu também já comece a fazer aquele relacionamento com aquele público que daqui a pouquinho se transforma no meu potencial de consumo também. Então eu escolho de acordo com o meu público alvo, mas também tem que entender se eu tenho tempo para fazer gestão, porque uma das coisas piores que tem é quando a gente entra em contato por meio de um canal de comunicação que o empreendedor entregou pra gente e aí ele não responde, ele não me dá o retorno, eu não consigo falar com ele naquele canal de comunicação. Então não adianta ter 10 e não conseguir fazer gestão. É melhor eu ter um com uma gestão muito bacana, muito bem eficiente. A internet ela me encanta porque eu gosto muito de estudar sobre o digital, tráfego pago, e-commerce, o site, porque eu eu posso estar aqui com você agora, mas o meu site tá ali vendendo, ele não para, ele é 24 horas e ele não alcança só onde eu tô. Por exemplo, eu trabalho com feira, sábado e domingo agora eu tô em um evento, mas o digital não, o digital ele alcança o Brasil inteiro, né? Então isso me encanta, esse é o poder do digital. Cada dia eu tô aprendendo mais, eh, entendendo melhor as ferramentas e colocando as geleias lá para poder escalar. Em Campinas, 23% dos microempreendedores individuais vendem ou prestam serviços pela internet e com o fim da pandemia agregaram o atendimento presencial ao trabalho, como é o caso da Rayane, que fez uma parceria para dar continuidade ao seu negócio. Aane abriu o seu negócio durante a pandemia em pleno bundo digital, após ver a necessidade de se reinventar e se reencontrar em uma profissão. Eu trabalho com consultoria de imagem e o meu negócio começou de uma transição de carreira. Eu saí do corporativo e decidi empreender. Foi logo ali na pandemia também, então acelerou um pouco a minha decisão de empreender. Eu estudei e logo comecei a atender ali no no processo de consultoria de imagem. Sim. E nessa construção de transição, você já tinha previsto, já tava fora do mercado? Como que tava essa questão de trabalho para você? Eu já tava fora do mercado corporativo, mas a minha ideia inicial era voltar pro pro corporativo, porque eu tava começando a estudar a parte de consultoria, eu queria me aprofundar um pouquinho mais para me consolidar para então apostar no empreendedorismo. Que que você fazia antes? Eu trabalhava com RH, tá? A partir então da pandemia e com tudo que tava acontecendo naquele momento, como foi então aprender rapidamente a lidar com o digital? para poder efetivar o seu negócio. Foi desafiador porque eu tinha contato ali mesmo nas minhas redes pessoais, eu não tinha essa visão estratégica que a gente precisava ter dentro do do meu perfil ali empresarial. Então eu tive que aprender, por sorte também com essa onda que teve da pandemia, teve um muito grande na construção desses negócios virtuais. Então isso ajudou porque tinham cursos, eh, lives, conteúdos super fáceis pra gente poder absorver e trazer como solução pro negócio. Então eu surfei essa onda aí no comecinho, isso me ajudou muito, mas claro, né, mesmo diante dessas facilidades, foi bem desafiador, porque eu tava super adaptada a trabalhar ali no presencial, né, conversar com o cliente, mesmo dentro da empresa, a gente usava muito desse contato próximo com o nosso cliente. E aí quando eu vou para um novo negócio, eu tenho um desafio duplo que também é entender de uma nova plataforma, uma nova forma de me comunicar ali. E como foi então essa comunicação com o cliente pra efetivação de vendas ou de novos negócios? De certa forma, apesar de eu começar ali junto, né, do com a pandemia, eu migrei, eu mergulhei bastante, entendi como abordar esse cliente traduzindo para pras redes sociais. Então eu trabalhava muito com lives na época que, né, a gente viu bastante dessa oportunidade, encontros realmente individuais, agendava uma conversa, todo mundo queria um pouco desse contato também, né? Então, facilitava, diferente do que a gente tem visto hoje, que vem essa necessidade de mesclar muito, né, nessas duas modalidades. Então, as as os clientes estavam muito abertos a esse bate-papo, a esse encontro, a uma videochamada, a grupos ali também de estudos ou de consultoria de imagem, eh, que eu consegui também abordar e desenvolver ali dentro do meu trabalho. O atendimento presencial também não pode ser deixado de lado. Parcerias, participação em feiras, networking e o contato direto com clientes são primordiais em muitos negócios. Acho que tem muitos recursos positivos. O online também facilita muito, viabiliza, né, a questão de distância em curta, a gente consegue ter acesso ao mundo todo. Eh, então acaba usando muito ainda dessa modalidade. Eu vejo vez ou outra a necessidade do presencial até por uma carência nossa, né? depois de ficar tanto tempo no no online, a gente consegue ter sentir um pouquinho que a a os clientes querem esse contato. Então, acabo vindo muito no híbrido, mas o online ainda é sim uma aposta que facilita muito, né? a gente não tem tempo de deslocamento, a gente consegue encaixar ali num num intervalo que o cliente tem. Então ele facilita em muitos modos ainda. E quando o cliente escolhe o modo presencial, você foi buscar uma parceria para efetivar esse atendimento, eh, como se diz, cara a cara. Sim, sim. Hoje, na verdade, eu tô mergulhando de novo numa nova onda dentro da consultoria de imagem, que é um processo super novo também. eh, que é trabalhar como consultora dentro de uma marca. Então, o meu olhar agora é um pouquinho mais amplo, né? Eu consigo olhar pra marca e entender quais são as necessidades do cliente, traduzir isso numa coleção. Então, a gente consegue ter esse olhar muito mais assertivo e um pouquinho antes, né? Eu falo que aqui eu tô um passo antes do que eu tinha com o cliente, né? que eu já chegava ali para montar as produções e para criar as combinações. Aqui eu tento entender e prever essa demanda dele também. Então é um mergulho totalmente novo e aqui grande parte presencial, mas ainda assim a gente usa muito do recurso online para ter esse acesso aos clientes. Mas como é isso? Porque a gente pensa em formatar um negócio, geralmente consultoria de imagem, se pensa logo a primeira coisa, roupa. E a gente tá aqui num cenário de sapatos. Como é isso? Eu vou confessar que é muito gostoso, desafiador e muito gostoso tá aqui, porque como consultora, atendendo clientes, a gente vê o desafio que é entender qual a a importância e como enxergar o sapato além da função dele, né? Por mais que a gente faça as construções, que a gente crie as combinações, o sapato ele sempre é visto como uma parte final da decisão do que você vai vestir. E aqui nesse novo desafio, a gente consegue entender que ele é uma construção, ele é uma soma. Muitas vezes, não a parte final, mas o começo da tua produção, o começo do que você vai vestir. Então é um olhar muito gostoso, porque sempre foi uma demanda dos clientes e hoje eu consigo antecipar isso e mostrar essa variedade que a gente consegue ter dentro do nosso armário a partir das opções de sapatos. Rayane, quem é hoje a empreendedora que usa muito desse híbrido, mas que começou lá no digital? Qual é o amadurecimento desse negócio? Eu reconheço muito a importância do digital, mas eu acredito que ele não vem tanto como eu via antes da importância de uma rede só. Eu vejo essa pluralidade, né? a gente a importância de ter diversas redes, eu não digo só a rede social, mas também de ter um encontro muito mais próximo, principalmente agora aqui na marca, eu sinto muita importância de estar próximo do meu cliente no WhatsApp, eh, seja num grupo, seja numa troca, seja num bate-papo rápido para eu entender a demanda dele. Então, entender que o meu cliente não tá só naquela única rede, naquele único acesso, naquela ponta do iceberg que a gente fala, que é onde todo mundo te vê e você tá ali. Eu acho que tem muito mais. Acho que entender a profundidade desse contato é o que amadureceu nesse nesse período todo, né? A gente, eu venho eh visto a importância de não só números, por mais que lá atrás a gente já falava disso, né? Não são só números, são pessoas que estão ali e que eu preciso entender a real necessidade dessas pessoas. Mas acho que o que amadureceu é entender que não é só ali naquela única rede, é entender o que que eu consigo fazer, mesmo a distância que eu posso estar perto dela no dia a dia, eh, desde o acordar ao dormir ali, ser importante e agregar pra minha cliente também. Você tá falando da consultoria de imagem, que é o seu negócio, mas hoje você acredita que essa pluralidade de redes, né, de atendimento virtual é possível em vários modelos de negócios? Sim, com certeza. Com certeza. Hoje eu tenho uma experiência um pouco mais profunda também com a área de marketing aqui, porque tem essa conexão, né? Eh, eu, obviamente, o marketing ele é muito presente, muito importante em vários outros tipos de negócio. E eu acredito que até negócios que a gente não vê tanto essa possibilidade, se reinventar e trazer o virtual ali pra tua empresa, pra tua marca, é uma forma de você se destacar. E como eu disse, né, às vezes num ponto físico a gente tem um volume de entrada legal de pessoas, mas a gente não precisa se restringir aquele número. A gente consegue chegar a mais pessoas. E eu acho que a rede social ela possibilita exatamente esse encontro, esse contato de estar com mais pessoas estando num único lugar só, né, sem precisar se deslocar ali. até melhora a experiência do que seu cliente, porque muitas vezes eu tinha um atendimento frio via WhatsApp, eu tinha um atendimento frio por meio de uma rede social e hoje eu consigo mesclar, eu consigo fazer um atendimento por vídeo, mostrar uma peça de roupa, por exemplo, um produto e a pessoa ir até lá experimentar, viver aquela experiência, exatamente, de se ver naquele perfil, olhar no espelho, ver se tá tem tá tudo certinho do jeito que gosta. Então eu tenho essa esse híbrido também, ele facilita e potencializa as vendas, porque eu me relaciono às vezes por meio do digital, mas às vezes as vendas eu consigo fazer aquela venda de impulso, aquela venda porque eu gostei daquele produto, porque eu peguei na mão, principalmente você pega um pessoal de uma geração anterior um pouquinho, né, que é a minha geração, geração X, e aí a gente tem que pegar na mão, a gente gosta de saber que a gente tá pegando o produto levando, isso também ajuda na experiência. Eu comunico com facilidade, eu compro com facilidade, mas eu também tenho a garantia de estar levando aquele produto, aquele que eu escolhi na minha frente. Nós conhecemos grandes marcas, começamos a a mostrar o nosso potencial nessas grandes feiras, crescemos muito, são eventos grandes, a qual a gente tem que levar grande quantidade de elé também, grandes vendas, grandes quantidade de públicos de clientes. E foi uma ótima experiência, porque ali nós aprendemos, vendemos, conhecemos novos clientes, fizemos novas parcerias. Network também tem muito nessas feiras grandes, Expo São Paulo, Expo BH e cada dia mais até o final do ano eu tenho uma grande agenda com essas expo também. E como que você chega até esses locais? Qual é a a o seu método? Como eu chego, nós eh passei de amigos empreendedores que nos indicam eh grandes empresas como Sebrai nos indicou o Expo empreendedor, foi da indicação do Sebrai. Assim a gente ficou sabendo e com todo o apoio dele, parceria, a gente conseguiu chegar lá também e e fazemos todo o evento dessa forma de network, um vai contando pro outro. Eu tive muito apoio, na realidade a gente não faz nada sozinho, né? Motiv apoio da minha mãe, o apoio do meu esposo, de acreditar sempre. E essa parceria funciona em tudo, desde a compra do alimento, que é ele que cuida das frutas, ele que busca, desde a produção da geleia, que sou eu que faço, a produção, o marketing digital, que sou eu que cuido. Eh, mas tudo tem a gente. A gente tá em eventos, se divide e estamos sempre juntos. Então, mais important. Aqui no nosso cenário, a gente tem algumas malas. O que que ela elas representam nesse negócio? Elas representam os nossos tesouros, as nossas joias. Na realidade, nós vamos para todos os eventos que vamos, nós levamos elas. E até puxa um assunto, porque a gente não vende só geleia, a gente vende também história e a nossa história. E essas malas puxam um bom assunto que sempre lembra de vovó, de vovô, como os nossos produtos também. No digital, o SEBRAI tem vários cursos para que os empreendedores aprendam a lidar com as diversas ferramentas, inclusive com a inteligência artificial. Mas não se pode descartar a importância do atendimento humanizado. Ela é uma ferramenta fantástica, mas ela não substituir o vendedor, a qualidade naquele atendimento, aquele carinho, entender melhor o que o seu cliente tá buscando. A inteligência artificial hoje ela ajuda muito nas eh naquelas tarefas que são mais repetitivas até o primeiro atendimento, mas o fechamento, aquele relacionamento, o empreendedor tem que tá do lado. Ele quando ele tem uma escala muito grande, ele precisa dessa ferramenta até para montar, por exemplo, um cronograma das suas redes sociais, o que que ele vai postar na segunda, na terça, a inteligência artificial abrevia muito isso, mas ao mesmo tempo eu tenho que tomar cuidado porque eu não posso transferir toda a responsabilidade para ela, porque o empreendedor ele tem que estar olho no olho que a gente fala do seu cliente, atendendo com carinho, com responsabilidade e acolhendo para que ele se torne um um cliente recorrente, que eu vejo a pessoa compra ali, eu falo, mas ela nunca não me conheceu, não me viu, ela viu o meu produto e ela se encantou com o produto, né? E eu sou o produto, mas ela e e o engraçado, o legal do nosso produto é por ele ser natural, por ele ser sustentável, por ele ser vegano, ele alcança essas pessoas e o que faz ela querer ela comprar e aí alcança no mundo digital. O e-commerce ele em curtas distâncias, né? Porque antes eu tenho só um nicho. Anteriormente, antes dessa digitalização, desse eh essa evolução do digital, eu tinha um nicho, eu tinha um espaço muito pequeno. Com a vinda do e-commerce, essas fronteiras se acabaram, ou seja, eu consigo vender para várias pessoas que eu nem imaginava que iria acontecer. Ou seja, eu consigo atingir diversos diversas pessoas que desejam os produtos e os serviços que eu tenho, apesar é por meio do e-commerce, por meio de uma plataforma digital. O propósito e o digital agora se unem em um novo momento da empresa de geleias. Na minha cabeça, primeiro, era difícil eu eu negociar frutas fora de padrão estético. A minha cultura antiga e desejava sempre o melhor padrão, não tinha essa visão, que é o que a maioria pensa. É, aí junto com os estudos da Luía, né, gastronomia, ela começou a ver eh e movimentos internacionais franceses, de pessoas assim nobres, não são nem não são ricas, são uma nobreza, né? E essas e essa nobreza resgatando essas frutas. Aí eu mudei de mentalidade, eu comecei a me intitular como um resgatador de frutas, porque aí eu ia já com uma outra função. Então aí eu comecei a a visualizar a oportunidade como um grande negócio e também como uma grande bandeira de sustentabilidade. Eu gosto de uma frase de William Shakespeare que diz assim: "Eu tenho aprendido que a melhor escola do mundo é estar aos pés das pessoas mais velha". Então, hoje temos a oportunidade muitas vezes, de dar palestras de sustentabilidade em algumas universidades, algumas lugares. E o maior professor de toda a base dessa palestra foi mamãe e vovó, né? Porque além de não ter condições de desperdiçar, também não tinha coração para desperdiçar. Então, fomos criado e ensinado que desperdício não não faz sentido. Eu tenho um sonho, né? Eu tenho um sonho, né? É igual o Luther King. Tem um sonho e seria bacana pegar todo esse despediço. Quantas pessoas em vários profissionais, creches, lugares, profissionais de escola de gastronomia que podia estar se formando e doando o seu tempo em algum outros lugares para transformar essas frutas junto com seus estudos, seria os estágios deles em creches, em presídios, né? o fator deles estarem muitas vezes talvez lá cumprindo suas penas, eh, pode dar um momento de dignidade que pode até mudar a história deles. Então, eh, a gente tem sonho de ser reaproveitado para várias pessoas que poderiam comer algo tremendo de algo que talvez iria embora pro lixo. A Lutricchef é uma empresa que sustenta não só a minha casa, a minha família, como sustenta também eh um um uma ONG que tira pessoas da rua, que chama Amor e Vida em Missões, hoje com duas casas de recuperação. Então a gente não só resgata frutas, resgata a vida. Isso emociona, cada história emociona. Isso é um propósito que me faz continuar cada dia produzindo. Os planos futuros é ficar 100% no digital, crescer no digital, escalar, né? poder eh produzir mais, vender mais, profissionalizar mais minha cozinha. Então, eu tenho grandes sonhos de fazer a minha fábrica, de poder expandir, de poder escalar, de poder fornecer para grandes empreendimentos. [Música] [Música]