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Ser Empreendedor | Professores que empreendem: desafios e o crescimento do setor
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Ser Empreendedor | Professores que empreendem: desafios e o crescimento do setor

369 views Publicado 17/11/2025 HD · 34:14

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No episódio de hoje do Ser Empreendedor, vamos mostrar um movimento que cresce silenciosamente, mas que já transforma carreiras e abre novas oportunidades no país: professores que empreendem. A formalização como MEI, o avanço das aulas on-line, a demanda por idiomas e o aumento de médicos estrangeiros buscando proficiência em português colocam os educadores em posição de destaque no mercado. Para entender esse cenário, recebemos duas convidadas que representam trajetórias diferentes, mas igualmente inspiradoras: Ana Luiza Barreto Marinho e Vanessa Silva dos Anjos. Ambas são professoras que decidiram transformar conhecimento em negócio e mostraram que é possível construir uma carreira sustentável, autônoma e inovadora na educação. Ana Luiza conta como sua história de superação após um burnout e uma demissão a levou a ressignificar sua carreira. Ex-engenheira de software, ela retomou a paixão por ensinar inglês, atividade que pratica desde os 18 anos, e transformou isso em um negócio estruturado: criou sua própria metodologia, desenvolve um aplicativo educacional e oferece um pacote completo que une tecnologia, acompanhamento e personalização. Hoje, ela vê seus alunos progredirem em um modelo de aula on-line moderno, flexível e cheio de recursos. Já Vanessa Silva dos Anjos compartilha sua experiência de 15 anos como professora e sua atuação atual em aulas de português para estrangeiros, espanhol, literatura e redação. No segundo semestre, ela passou a atender médicos estrangeiros que buscam aprovação no processo do Revalida e precisam dominar a língua portuguesa para exercer a profissão no Brasil. Suas aulas, feitas on-line com materiais específicos, já atendem profissionais de países como México e Equador — um segmento em expansão que abre novas oportunidades para educadores empreendedores. Para aprofundar o panorama regional, conversamos também com Carla Cozer, consultora de negócios do Sebrae-SP, que traz dados atualizados e revela o tamanho real deste movimento. Segundo levantamento do Sebrae-SP, Campinas é a cidade com maior número de professores formalizados como MEI no ensino de idiomas em toda a região, com centenas de profissionais atuando de forma regularizada. Em 19 cidades próximas, são 720 empreendedores registrados apenas na categoria de idiomas — número que demonstra potencial de mercado, estabilidade e demanda constante. Além disso, discutimos: Por que tantos professores estão deixando o emprego formal e apostando no empreendedorismo? Quais são os principais benefícios de se formalizar como MEI? Como a pandemia acelerou o ensino remoto e abriu portas para educadores no digital? Quais são os perfis de alunos que mais buscam aulas online hoje? Como estruturar um negócio de educação, precificar, criar metodologia e construir autoridade na internet? Carla Cozer explica como a formalização possibilita emissão de notas fiscais, acesso a contratos maiores com escolas, empresas e prefeituras, além de garantir direitos previdenciários, linhas de crédito com juros mais baixos e uma profissionalização que ajuda o educador a crescer e se posicionar como empreendedor de verdade. Este episódio é um guia para qualquer professora ou professor que deseja empreender — seja dando aulas, criando cursos, oferecendo consultorias, produzindo conteúdo digital ou inovando no ensino com tecnologia. As histórias da Ana e da Vanessa mostram que existe espaço, demanda, possibilidades e caminhos reais para quem quer transformar conhecimento em negócio. Assista até o final, deixe seu comentário, compartilhe suas experiências e inspire outras pessoas a empreenderem através da educação. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[música] [música] Olá! Hoje no ser empreendedor a gente vai conhecer a história da Ana, que após ter um problema com bornout, que a gente sabe que é uma questão de saúde mental, ela decidiu empreender. Ela vai contar pra gente um pouquinho dessa trajetória. Hoje ela desenvolve um aplicativo para aulas de inglês, é professora de inglês, dá aulas online, mas essa história não começou com isso não. conta para nós que que que você já fez na sua vida e como que o inglês acabou entrando também nessa história. Então, Mina, eh, o inglês ele entrou na minha vida quando eu era criança ainda, né? Meu pai é militar e por causa do serviço dele, eu acabei indo morar lá nos Estados Unidos, que foi lá que eu aprendi o inglês ainda, criancinha pequenininha, né? Aí voltando pro Brasil, eu peguei um diploma do CCA, terminei o curso e tals e aos 17 anos eu tirei o diploma de proficiência na liga inglesa. Só que a minha carreira que eu tinha em mente não tinha nada a ver com o inglês. Era o quê? Era psicologia, tá? Então eu fiz a faculdade de psicologia, me formei, só que eu não quis seguir carreira por n motivos, né? e decidi que eu queria virar engenheira de software. Pois bem, estudei, estudei, estudei, estudei, estudei e me tornei engenheira de software. Trabalhei em empresas internacionais, trabalhei em uma grande empresa brasileira, né? E depois eh desse burnout, né, de de uma cultura relativamente tóxica nessa nessa grande empresa, eu decidi que eu tinha cansado. E nesse período do burnout, o que que aconteceu? Você pediu demissão? Você ainda ficou afastado um tempo da empresa? Me detalhe um pouco mais. Então, eu tinha uma segurança muito grande, porque eles vinham, eu não sei se eu posso falar isso na televisão, [risadas] eh, meio que faz uma uma tortura psicológica comigo, né? Eh, falando assim: "Ó, tem gente indo atrás de você, tem gente querendo seu pescoço, tem gente e seu desempenho tá caindo, eu, gente, mas o que que eu faço para melhorar o desempenho?" Aí eles ficavam tentando fazer eh provinhas, testezinhos comigo, isso tudo, testes psicológicos, não é teste para testar minha habilidade que eles já sabiam que eu tinha, porque quando eu cheguei nessa empresa, eu fiz um trabalho que ele é elogiar até hoje. Eu tenho certeza que que a documentação que eu fiz, eles lem até hoje, né? Mas ainda assim tinha uma pessoa, uma pessoa específica que queria me ferrar dentro da empresa e por isso ficava no no ouvido dos outros. Eh, e com tudo isso que que eles ficavam ficam falando no meu ouvido que tem querendo gente querendo e assim, mas só foi gerando uma insegurança profissional muito grande. Exatamente. Aí, mas e aí o fundo do posto foi burnout? Eh, sim, foi burnout. Como eu já tenho depressão e ansiedade. E como você saiu e passou a ressignificar de alguma forma a sua atuação profissional? Olha, eu saí porque eles acabaram me demitindo, né? Eh, e na verdade eu já sabia que eles iam me demitir, né? Por n ameaças que eles faziam comigo. E chorei muito, busquei os meus pais. né? E eu pensei assim, mas eu não quero mais passar por isso, né? Não quero nunca mais passar por isso. Então eu decidi que eu ia empreender e comecei fazendo o site, né? Porque era o que eu sei fazer. É, você é engenheira de software, vou fazer um site. Fiz um site sobre o quê? Eu comecei a fazer site para as pessoas. Ah, entendi. Desenvolvedora de sites. Ah, eu tenho uma empresa desenvolve meu site. É isso. Isso. Tá. Só que não deu muito certo, né? Porque eu fui descobrindo com o tempo que site é um negócio mais de marketing. Eu sou mais TI. Entendi. Né? Eh, aí chegou em dezembro, eh, eu tava precisando muito de dinheiro e meu pai chegou para mim e falou: "Por que que você não volta a dar aula de inglês?" Ah, você já tinha dado aula antes, tá? Eu dou aula de inglês desde os 18 anos. Sim. Ah, então quando você pegou o diploma, apesar de, ah, não, vou fazer engenharia, fazer psicologia, você continuou de certa forma empreendendo lá num cantinho. Isso. Sei. Eh, aí eu voltei, eu falei assim: "Boa ideia, né? Vamos ver." Aí eu coloquei lá a primeira propagandzinha no um dos grupos e começou a pipocar a gente de tudo quanto era canto. Eu, "Meu Deus". E quando foi isso? Que ano era isso? Ano passado. Ano passado. Ano passado. Em dezembro. Aí pipocou. Aí pipocou muita gente e eu comecei a ficar feliz porque começou a dar resultado muito rápido. Eh, mas já era esse modelo online ou você antes, até porque lá com 17, 18 anos, a gente ainda não tinha muito esse modelo EAD de aula ou você já tinha desenvolvido esse modelo antes? Não, lá lá lá atrás eu dava aula de inglês, mas eu dava aula de inglês pra escola de inglês, tá? Tá. O, essas coisas assim. Eh, teve um determinado momento, aos 20 e poucos anos, que eu dava aula particular, mas eu dava aula particular presencial, eu ia na casa do aluno, né? Aí agora eu eh depois da pandemia, depois que ficou legal esse modelo EAD, eu desenvolvi esse modelo EAD. Sim. quando começa a pipocar, então e você percebe o quê? Esse negócio vai dar certo. É, aí eu eh que eu tinha uma empresa, eu tinha uma ME para fazer os sites, aí eu conversei com o computador colega meu que me ajudou, eh descaracterizou o ME e eu abri o MEI. Sim, né? E daí em diante eu eu comecei a fazer, na verdade, a ideia do aplicativo veio a partir de um caderninho que eu fiz para eles, mas como eu vi que as pessoas não gostam muito de caderninho, não imprimem as coisas, eu ai já que eu sou engenheira de software, [risadas] por que não, né? É, e comecei a desenvolver esse aplicativo que eles gostam bastante, eles conseguem acompanhar o desenvolvimento deles nas aulas, eu coloco os materiais deles, as gravações de aula e eles gostam bastante. Então, você e como que é esse modelo de negócio? Como que funciona? Então, eh, inicialmente eram só as aulas, né? Eu uma hora de aula por encontro ou não? 50 minutos. 50 minutos, tá? entre uma aula por semana e duas aulas por semana, né? Aí ficava eh ficava a critério deles, mas eu sempre falava: "Ó, você é iniciante, melhor duas vezes por semana. Você eh tá tem um inglês bom, só quer melhorar um pouquinho, uma vez por semana dá, não precisa duas, correto? Eh, aí com o passar do tempo, com o desenvolvimento do aplicativo, eu fui melhorando um pouco o modelo de negócio para que ele couesse o aplicativo e as melhorias que eu estava fazendo. Eh, hoje em dia, por exemplo, eu tenho três planos. um plano que é só as aulas e o aplicativo. O outro plano e os outros dois planos incluem as aulas, o aplicativo, correção de e-mail, eh quando eles precisam de ajuda para uma entrevista ou para uma reunião qualquer, eu faço uma aula específica para eles para isso. Aí tem um plano que tem uma, tem um plano que tem duas. E é isso. Quantas aulas você hoje dá por semana ou por dia? Como que funciona esse livro? Por dia eu dou até quatro, tá? Porque eu preciso desenvolver o aplicativo e isso aí já é uma carga horária a mais. Porque você também não é só aula, você tem que preparar, colocar os conteúdos no aplicativo e de certa forma também analisar aquilo que o aluno, por exemplo, faz uma atividade no aplicativo também. Você analisa isso ou não? Não, a as atividades por enquanto elas são, eu faço na aula, na aula, mas como a minha aula é extremamente personalizada, isso, como a minha aula é extremamente personalizada, eh, eu acabo fazendo material para eles, sim, né? Então, por enquanto, o material que eu faço, eu mesmo escrevo e envio para eles pelo aplicativo. Os exercícios eles me mandam e colocam numa pastinha do Google Drive que tem lá para eles, correto? E a partir de então, que que mudou na sua vida desde que você, digamos que, de certa forma retomou algo que já era seu, que era a questão do inglês, a questão da da sua habilidade, com tudo que você aprendeu, um pouco da psicologia, da engenharia com aplicativo, como tem sido isso? Olha, Mirna, eu sou uma pessoa muito mais feliz, eu sou uma pessoa muito mais calma, mais centrada. Eh, ainda tenho tenho meus problemas, claro, né? Mas eu me sinto realizada de verdade. Eh, um sonho assim que saiu do papel que desde da adolescência eu falava: "Ai, eu quero empreender, eu quero empreender, eu quero empreender". Então isso não vem de hoje, né? Então, e eu incentivo quem quiser passar, ter esse sonho a e ir e correr atrás. Sim. E aí você falou que, claro, você já tinha aberto a empresa por conta do desenvolvimento de softwares. Você teve que fazer algum curso específico de gestão de empresa? Você buscou essa outra habilidade ou para você já era tranquilo? Para mim já era tranquilo porque não foi a primeira primeira empresa que eu abri, né? Sim. Eh, eu tinha aberto a outra também que tinha dado um pouquinho mais certo por algum tempo e só que eu acabei fechando, né, porque tava come eh mudei para Campinas, né, e começou a me enrolar um pouco. A outra era do quê? Mesma coisa, gente. Ah, a mesma coisa, só que não era aqui, era isso. Isso. Ah, compreendo. E hoje você separa bem essa questão do CPF e do CNPJ? Sim, eu aprendi com com a experiência que trabalhar de domingo a domingo não vale a pena, que ter burnout na minha empresa, a empresa para e eu sempre tiro sábado e domingo, não atendo, não faço, não planejo aula, não faço nada, eu vou curtir a minha vida e de segunda a sexta eu trabalho na empresa. Entendi. Então você consegue separar tanto a vida quanto o caixa também. Isso. E que você diria para quem tá em casa, tem uma habilidade, tem uma profissão, mas de repente teve um um problema como o seu, a questão do burnout, outra questão de que diz: "Olha, eu quero fazer algo, mas eu não quero mais trabalhar para ninguém". O que você diria para essa pessoa? Eu diria para essa pessoa, segue o seu sonho, vai sim, vai firme, porque o tempo não espera, a vida muda e você nunca vai estar pronta. Muito bem, muito obrigada. Olha, e no próximo bloco a gente continua falando sobre empreendedorismo. Não saia daí que o ser empreendedor volta já já. Segundo bloco do ser empreendedor. E olha, de acordo com o SEBRAI, a regional aqui de Campinas, que atende 22 municípios da nossa região, são 7.255 255 profissionais autônomos registrados assim como MEI, inscritos como MEI para atuar como professora. Cidade de Campinas, ela tem 48.4% 4% desse percentual aí com 3.515 professores. A Vanessa é uma delas também e vai conversar com a gente por que que você decidiu, Vanessa, empreender na sua profissão mesmo. Falou: "Olha, é hora de eu abrir o meu MEI e conseguir aí ter ter uma renda e tudo mais". Eh, bom, eu sempre trabalhei dentro da sala de aula e conhecendo o Instituto Revalida, eu tive a oportunidade de trabalhar como professora de língua portuguesa para estrangeiros. Então, a partir desse momento, eu senti a necessidade de ter o meu número, ter o meu CNPJ e expandir o meu conhecimento para além da sala de aula. E como funciona essa questão de ser professora para você vai até o Instituto Revalida, você dá eh ministra essas aulas de forma online. Como é essas aulas? Elas ocorrem de três a quatro vezes na semana. São aulas online para profissionais médicos. Eles já são formados e a partir do momento que eles pensam em ver para o Brasil, eles precisam fazer o exame de proficiência em língua portuguesa. Aí para isso, eu ensino o ensino a língua portuguesa para eles a partir do espanhol. Sim. o revalida é a o que dá, por exemplo, a validade nesse diploma do médico estrangeiro para trabalhar ou para estudar no Brasil? Para trabalhar e estudar. O Revalida, ele aplica o exame CELP BRAS, que é um exame que reconhece o diploma de língua portuguesa para estrangeiros. Essas provas elas ocorrem duas vezes ao ano e sempre a partir de exames que esses profissionais precisam fazer. Quando que essa oportunidade chegou para você? Nossa, eu tava procurando algo a mais além da sala de aula e a partir do LinkedIn, uma plataforma de emprego, eu encontrei a Pia. Ela fez uma entrevista comigo, gostou do meu perfil e aí eu iniciei primeiro com um e hoje eu já tenho quatro alunos dentro do instituto. É. E como você pensa, é possível agora que você tá encontrando inclusive essa nova forma de ensinar, né, nesse modelo EAD? É possível você pensar em expandir esse projeto até porque você disse: "Eu falo espanhol fluentemente". A gente tem também muitos brasileiros que queiram aprender o espanhol e tudo mais. Tu já pensa em expandir os seus negócios? Sim. Eh, eu sou proficência, sou proficente em espanhol, formada há 15 anos pela Unesp. Sou mestre, mestra pela universidade também em Araraquara, o campo de Araraquara. E eu penso sim em expandir o espanhol, porque o espanhol é uma língua viva. Então a maioria das pessoas se espantam quando vem ao Brasil, já que a gente é o único país da América Latina que não fala o espanhol, né? Então assim, acredito que a partir dessa oportunidade não é valida, eu consiga expandir e captar mais alunos, expandir o meu negócio também. Como você vê hoje esse olhar, né, que vai além do antigamente quando se pensava num professor fora da sala de aula, era um professor que geralmente dava o reforço escolar. E como você vê esse leque abrindo pra sua profissão? Então, dentro do Revalida, nós trabalhamos com material apostilado. É um livro, se chama Mano a Mano. Esse livro é distribuído para todos os alunos que estão fazendo a prova, pretendem fazer a prova do Celp Bras. E não é um conteúdo somente voltado paraa linguística, não é somente a gramática da língua portuguesa. Eh, vez outra eles precisam elaborar contos, tem músicas popular brasileira, eh eles aprendem com esse material de uma forma dinâmica. Então não é aquele português arcaico, né? é uma língua portuguesa viva, é uma língua portuguesa do dia a dia. Eles aprendem como se comunicar, como ir a um supermercado, da mesma forma quando a gente inicia, quando vai aprender uma língua estrangeira. Mas eu digo, nessa oportunidade do mercado de se abrir pros professores hoje, de ter, por exemplo, você, olha, eu vou dar aula aqui da minha casa, tô começo a anunciar e tô dando aula de espanhol ou de outra língua ou eh não, aquele antigo, aquela antiga forma de ensinar. A internet ajudou bastante? Sim, muito. Porque a partir das aulas online, além de captar mais alunos, você sente que ele está aprendendo, né? Nós estamos falando de profissionais médicos, são adultos, eles entendem a importância do aprender e nós como professores a importância do ensinar. Então, não é aquela aula pesada, puxada, é uma aula dinâmica sempre de 50 minutos. E como você vê essa possibilidade, esse mercado que cada dia também se abre para os professores? Olha, eu acredito que é um meio de expansão, não só para o espanhol, como as outras línguas estrangeiras. Nós temos hoje o inglês, o francês, o itali. Então existe essa oportunidade porque eu acredito que hoje o mercado eles não está só para o inglês, né? Então, existe o mercado para o inglês, o mercado para o espanhol e o mercado para outros idiomas, como o francês e o italiano, por exemplo. Você falou, inclusive, especificamente na sua atuação, são estrangeiros que precisam do português, mas hoje é cada vez mais comum, inclusive você mencionou o italiano, por exemplo, empresários que vão a reuniões, a gente sabe que o inglês geralmente é a língua mais utilizada, mas vão a alguns países que, poxa, é legal falar um pouquinho de italiano, é legal falar um pouquinho de espanhol, esse também é um público. Sim. Eh, se a gente for pensar no sul dos Estados Unidos, é muito comum nas escolas e institutos eles aprenderam espanhol como língua estrangeira, logo na primeira linha. E na Irlanda, por exemplo, espanhol é bastante forte também. Então, além dos países da América Latina e a Espanha, a gente tem hoje o espanhol em um país que é totalmente fora, porque a Irlanda, além do inglês, eles têm o idioma deles, o dialeto deles e a gente tem o espanhol também. Então, acredito que expandir outros idiomas também é uma forma de aprendizado. Uma outra questão também, inclusive, que o ser empreendedor, ele sempre traz aqui e a gente mostra o mercado do empreendedorismo também para as pessoas negras. A gente sabe que 32, um pouco mais de 32% dos dos mais de 16 milhões de empreendedores negros no nosso país, 32% são de mulheres. Como que você vê também essa questão da dessa oportunidade para o empreendedor negro no Brasil? Olha, eu acredito que a mulher negra hoje dentro do mercado ela tem chances, né? E eu digo isso, quando a mulher tem chances, é aquela mulher que estudou, é aquela mulher que foi adiante, é aquela mulher que deu a cara para bater. Então eu acredito que o mercado, mesmo em expansão, ele dá chances e oportunidades a partir da sua formação. De acordo com os dados do Kinai, que é o Código Nacional das Aividades, o ensino de idiomas tem um código próprio em que o empreendedor pode sim ter o seu CNPJ. Quando a gente começa a observar que os professores saem da sala de aula e passam a empreender com essa visão de mercado de que cada vez mais pessoas estão em busca de aprender um outro idioma e não necessariamente dentro da sala de aula. Como é isso? Empreender ensinando é uma oportunidade tanto de negócio, visto que é essa intenção das pessoas, essa vontade, essa necessidade mesmo, até pelo mercado de trabalho que exige que você fale uma segunda língua. Geralmente o inglês é o mais pedido. Então, quando esses profissionais que dominam essa língua estrangeira, eles entendem que eles podem ter um negócio próprio relacionado a isso, isso se abre o mundo de oportunidades, porque a gente pode, né, ser professor, né, de idiomas, lecionando online, lecionando na casa da pessoa ou num ambiente de trabalho que ela está, facilitando a vida de quem precisa aprender ou quer, né, nem não necessariamente ele precisa, pelo que o trabalho exige, mas às vezes às vezes ele quer fazer uma viagem, ele quer se tornar independente nessa viagem sem tradutores. Então essa busca é muito constante, tá? Um outro negócio que inclusive também tem esse viés, no Brasil a gente tem o sistema Revalida, né, que a gente também tem, então até a centa entrada, um uma inclusive das nossas entrevistadas, ela é professora de português para médicos estrangeiros que virão para trabalhar aqui no Brasil e precisam também. Existe a internet facilitou muito todas essas conexões. Sim, até mesmo porque você pode estar aqui no Brasil dando aula, né, para alguém que mora lá fora em outro país, que queira um dia vir aqui visitar ou venha trabalho ou vai participar de um congresso e precisa fazer uma apresentação. Então a internet ela abre essa ela derruba as fronteiras, né? Ela abre portas, derruba fronteiras e possibilita que você possa exercer essa sua atividade econômica de professor, de lecionar, através também eh de uma política que e permite isso que é a política do microempreendedor individual. Hoje o professor de idiomas, ele pode estar formalizado com o CNPJ e pode transformar isso numa atividade regular, até porque há muito tempo se pensava em empreender apenas abrindo uma escola de idiomas. Hoje ele consegue, por exemplo, trabalhar no computador da sua casa com seu aluno conectado. Isso mesmo. Ele pode lecionar no seu computador, ele pode lecionar pelo celular, por vídeochamada. Eh, essa fronteira, né, esse essa essa limitação de ter a escola, o espaço físico, ela não é exatamente o que o mercado tá pedindo, porque o consumidor ele quer ser atendido nos mais diferentes horários, em formatos diferentes, que atenda o dia a dia corrido de cada um. Então, tem muitas pessoas que buscam aprender inglês no seu horário de almoço, né? eles t um emprego, CLT, o emprego exige até para que eles possam evoluir na carreira. E aí é nesse horário de almoço que ele consegue se dedicar. Então assim, eh, os professores, né, eles têm que ficarem atentos, né, que nem sempre vão ser nos horários tradicionais que os consumidores vão querer essas aulas, ou no meio da manhã, no meio da tarde, talvez seja bem tarde da noite ou nossa hora de almoço mesmo. Eh, inclusive, eh, isso que você menciona é o que acontece com as nossas entrevistadas. essa aula de acordo com o horário do cliente que provavelmente tem uma carga de trabalho e quer aprender para participar de um congresso, para vir pro Brasil a trabalho ou mesmo para viajar a trabalho. É bem diferente de quando a gente pensa naquele professor, por exemplo, do reforço escolar, que é para um outro nicho. Sim, até porque o a o idioma também ele pode ser ensinado para na educação infantil, mas isso acaba sendo suprido muito pelas escolas. O momento de oportunidade mesmo e de necessidade, né, de nós como pessoas, é quando a gente vai ingressar no mercado de trabalho e aí essa o profissional que vai atender vai precisar se adequar à necessidade. Então, a gente não vai conseguir fazer eh no horário convencional aí da tarde, como um aluno do ensino fundamental poderia fazer. Então, esses professores, eles têm que enxergar esse mercado, entender em qual horário eu vou direcionar para cada tipo de cliente. Porque eu ensinando idiomas, né, sendo um professor, eu posso atender tanto os adultos como também as crianças, os adolescentes. E para isso eu também tenho que me adequar, adequar na linguagem, no formato, eh, no material que eu vou usar. Então, a gente tem que aproveitar todas as oportunidades, porque o horário, né, nosso horário de trabalho, nossas horas são finitas, todos nós temos 24 horas por dia e o profissional ele vende a sua hora de trabalho, então ele precisa se organizar para que ele tenha agenda cheia. Agora, uma das grandes questões em todos os negócios, principalmente quando a gente fala em ser, né, microempreendedor individual, é precificar, né, o que que deve ser, na sua opinião, o que que quem tá lá em casa fala: "Poxa, eu posso, eu quero entrar nesse negócio". Que que ele deve levar em consideração esse profissional ao precificar, por exemplo, uma aula de idiomas? Na precificação da prestação de serviço, a gente tem que levar em conta, lógico, a nossa hora de trabalho, quanto vale a nossa área de trabalho como profissional, mas também temos que levar em conta nossos gastos fixos para manter aquele negócio. Ou seja, eu loco uma sala para ministrar essas aulas, então eu tenho que colocar no meu preço de venda da hora aula uma porcentagem desse valor que eu pago dessa desse aluguel ou se eu tenho um contador, no caso do MEI, você não precisa ter o contador, mas eu tenho alguma outra despesa. Ah, eu faço anúncios, né, nas redes sociais, aqueles anúncios do tráfego pago, então eu tenho investimento mensal. Então, a internet, a internet, eh, a atualização de equipamentos, de tecnologia para atender, porque uma hora ou outra aquele computador vai precisar ser trocado, então tem a depreciação. Então, eu falo muito que pro profissional ele tem que contabilizar tudo isso na hora da presta, no valor a hora aula, mas lógico que ele tem que acompanhar também o mercado, né? Então ele tem que olhar os concorrentes, ver o e entender que se o valor dele vai ser um valor diferente do concorrente e pode ser qual diferencial ele tá entregando. Porque quando a gente tem diferencial, a questão do preço do valor aula, ela não é tão sensível, porque quando a gente atende a necessidade do cliente, a dor dele, seja no formato, seja no horário ou na flexibilidade, tudo isso não se torna tão importante. Eu não olho os centavos, né? Olha o ganho que eu tô tendo. Por exemplo, uma das nossas entrevistadas, ela é uma professora que, como também ela é engenheira de software, ela fez uma plataforma em que o aluno faz os exercícios, as atividades. Isso já é um plus quando a gente pensa nessa precificação? Com certeza. Ela tá entregando uma diferente do que outros profissionais, assim como elas, como ela está ministrando essa aula. Então, com certeza isso conta e isso com certeza isso reflete na valor da hora aula que é contratada. A gente também pode trabalhar com pacotes, né? Então, eh é como nas academias, então a gente tem o semestral, o anual, o trimestral, até para que a gente fidelize esse cliente para que ele continue no longo prazo com a gente, porque muitas pessoas que buscam, né, aprender o novo idioma, elas têm que enfrentar a barreira da adaptação desse estudo e da vontade. Então esse professor ele tem que ficar com um olho bem aberto como eu fidelizo esse cliente, como que eu faço que ele participe das aulas, que ele não falte, porque o nível de desistência das pessoas também de interesse é grande, mas de desistência também é. Então, eu tenho que ser diferente, eu tenho que tomar cuidado com isso e tenho que fidelizar o meu cliente, até porque como é um público adulto e que às vezes tem interesses específicos, como você disse, participação em um congresso, vai viajar, vai a trabalho por um período fora do país, por exemplo, isso requer um planejamento, digamos que personalizado para cada modelo, para cada tipo de cliente. É isso. O plano de aula ele é ele é ele tem que ser de acordo com a necessidade do cliente mesmo. Hoje tem clientes que buscam professores, né, da de idiomas só para praticar, só para conversação. Quer dizer, ele já é fluente, ele fala, mas ele não quer perder essa fluência. Então, como essa esse profissional ele não tem esse contato diário com a língua, ele contrata aula só para manter a conversação. Então, assim, o que que vai ser conversado nessa aula? que atualidade eu vou trazer. Eu, como professor, tenho que entender, né, o segmento que essa pessoa trabalha e trazer eh notícias, trazer pontos, palavras, vocabulário para auxiliar ele evoluir ainda mais. Agora, Campinas, nós temos aí na no escritório regional, que abrange algumas cidades também, além de Campinas, mas aqui nós temos 373 pessoas cadastradas com microempreendedor individual, com professor de idiomas. Isso significa que o mercado na nossa região ele está em franca expansão? Não só aqui na região, né? Não só em Campinas, mas em, né, em todo o Brasil, porque a o a parte de educação, a busca pela especialização, pelo crescimento, ela é contínua. O que a gente vê acontecendo é a profissionalização disso, ou seja, a formalização de um CNPJ através do microempreendedor individual, porque através dessa formalização, esse profissional, quando ele tem o CNPJ como meio, ele pode se aposentar porque ele tá contribuindo com INSS, ele tem direito a emitir nota fiscal, né? Muitas empresas podem contratar esse profissional para orientar e para dar aulas pros seus colaboradores, mas vai exigir uma nota fiscal. Então esse número tende a aumentar muito, porque tem muito mais do que 375 professores de idiomas em Campinas. Só que como eles devem fazer então para essa formalização? O Sebrai faz essa orientação sobre a formalização tanto de microempreendedores individuais como microempresas, buscar o Sebrai. Então o Sebrai ele atende aqui na rua abolição 881 e a gente também tem o 0800, que é o 0800 570 onde você vai ter orientação como se formalizar como MEI, quais são os direitos e os deveres. Importante dizer que como MEI você vai pagar o imposto, mas você vai ter muito benefício. Esse imposto é fixo, mas vai te dar o benefício da assistência previdenciária, como eu falei, além do aposentadoria, um auxílio doença, um auxílio maternidade e também você vai poder emitir as notas fiscais. Isso abre mercados porque muitos profissionais deixam de atender outras empresas porque a empresa exige uma nota fiscal para contratar esse professor. Por exemplo, organizações que poderiam contratar um professor para preparar seus colaboradores para uma viagem a negócios. Mais ou menos nesse sentido. Isso mesmo, né? a gente não pode confundir é [música] de daquele professor que ele trabalha para uma escola aí não, ele não deve se formalizar como me ele tem o contrato CLT. [música] Então, mas é justamente nesse sentido mesmo. Tá ótimo. Obrigada. Obrigada. [música] [música] [música]
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