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Olá, o ser empreendedor de hoje vai falar sobre quem tem o seu negócio voltado a terapias alternativas. Neste primeiro bloco, nós vamos conversar com a Naíma. Ela que trabalha com constelação sistêmica, em que cada um desses bonequinhos representam uma pessoa da família. [música] [música] A transformação do mercado de trabalho nunca [música] foi tão evidente. Uma pesquisa realizada pela CATO revelou que 42% dos profissionais brasileiros pretendem mudar de carreira ainda em 2025. Um número expressivo reflete essa tendência crescente, que é um movimento que começou há algum tempo entre alguns empreendedores. A busca por mais qualidade de vida apontada como principal motivo para a transição profissional. [música] A insatisfação com o modelo tradicional de trabalho impulsiona cada vez mais pessoas a repensarem as suas trajetórias e explorarem novas oportunidades alinhadas aos seus valores e bem-estar, como é o caso dessa empreendedora, que tinha um outro modelo de negócio, mas a partir de um certo momento começou a questionar se ele ia ao encontro do seu propósito de vida. Eu trabalho com a base na da constelação familiar, o olhar sistêmico, que é o que tá por trás da técnica, né? Eh, o que eu mais me aprofundo é nesse sentido de entregar autonomia do que é possível dentro dessa comportamento emocional, até o que vem das raízes aí da nossa família, né? Sim. Mas parece que antes de você se interessar especificamente por esse trabalho, você já tem uma veia empreendedora e já empreendeu com algo totalmente diferente. Me fala da sua primeira experiência empreendedora, como começa essa história? Com algumas coisas, né? O empreendedorismo ele nasceu em mim, né? E eu por muito tempo tentei fugir. Mas se falar quando você começou a empreender, eu tinha 9 anos, né? que com 9 anos já fazia pulseirinha e vendia, fazia eh chaveirinho, sabe? Vendia na escola. E depois disso eu passei por várias áreas diferentes que foram eh todas elas me trazendo muita experiência e muita autonomia, mas eu queria buscar aquela segurança, né, que a gente traz até mesmo por essa questão de honra de família e tudo mais. Ah, agora eu passei por um processo que foi me conduzindo até onde eu estou hoje da do empreendedorismo. E eu acho que o começo mais forte mesmo foi com o mães e divas, né, que eu junto com a minha irmã na época depois de da maternidade, que acho que é quando o empreendedorismo realmente se fortalece na maioria das mulheres, né? Nós eh, naquela época era uma novidade, hoje é muito comum, mas nós abrimos uma um espaço, era uma casa, nós reformamos, colocamos espaço kids e ali tinha um café e tinha um espaço para as mulheres alugarem a sala para fazer coisas diferentes. Na época Mary K tava muito em alta, né? Então, a gente recebia grupos lá para poder para as mulheres poderem, mesmo no momento da maternidade ter contrato contato com outras, empreender. Hoje é muito comum, mas isso faz eh uns 11 anos para mais, eu acho. 12, meu meu meu sobrinho tá com 12. E foi nessa época que fortaleceu mesmo, né? né? Então esse processo me fez ver o quanto tinha de força o empreendedorismo nesse lugar de da gente crescer internamente e para poder financeiramente também fazer a coisa acontecer. Nesse momento em que você descobre essa maneira de empreender, você já começa a ter contato com a terapia integrativa através da constelação ou ainda não? Não, eu acredito que começou a crescer o empreendedorismo, tomar forma aí, mas eu ainda tinha aquela resistência, né? A gente quer ficar, quer ter a tal da estabilidade que a gente acha que às vezes só o CLT traz, foi CLT durante alguns anos, mas empreendi lá dentro, sempre fiz outras coisas, né? E depois eu parei quando a gente parou com mães e divas, né, por motivos particulares, não porque não tava dando certo, deu um tempo e eu eh comecei empreender dentro de casa, fazendo bolo de pote naquele começo para complementar a renda, para ter o meu dinheiro. Meu filho era pequeno ainda. E aí fui crescendo, comecei a fazer eventos e aí em determinado momento mudou a situação dentro de casa. meu marido ficou desempregado e isso acabou por se tornar a nossa renda principal através dos eventos e os meus bolos de pote e tudo mais. E aí, eh, nos eventos tava já tinha crescido muito esse negócio do bolo de pote, tinha muita gente fazendo, o custo tava muito baixo. E aí eu falei: "Não, vamos continuar em eventos, mas vamos mudar, vamos fazer churros, que eu ia querer churros e a gente não achava um bom". Aí eu testei receitas, fui, fiz e cheguei numa receita muito boa de churros. E a gente foi para essa direção. Aí nós montamos um carro, vendemos o carro que a gente tinha, a moto, montamos o carro. Nesse momento você e seu marido, eu e meu marido. Eu comecei sozinha, depois ele veio, né? Eh, montamos esse carro. Em alguns meses a gente estava com um kiosque num shopping, no Shopp Orio Verde, e depois fomos convidados para fazer parte de um food park, onde eu tinha uma operação em contêiner e lá eu tinha um cardápio super extenso, tinha açaí, tinha sorvete com churros, aquela casquinha, tinha tudo, né? Só que assim, eu que produzia, eu que vendia, a gente tinha pessoas para ajudar, mas eh aquela coisa, né? Quando a gente não tá alinhado ainda internamente, a gente quer abraçar o mundo e acha que só eh só o que a gente faz ali tem a verdadeira entrega, né? E era até fechava às 11 horas da noite. Abria que horas? Abria 6 horas, só que durante o dia tinha produção, tinha todo divulgação e todo o resto. E eram três operações, né? Meu marido ia com o carro às vezes durante alguns dias da semana para um lugar e eu ficava determinado época do ano tinha festa junina, festa de igreja, então o carro ia para um lugar, sabe? e ficavam as três e eu com filho de 7, 8 anos, né, no meio de tudo isso. E aí foi aí que começou a chegar a terapia em mim, né, porque eu já tinha conhecimento, eu já tinha lá atrás, né, bem novinha entrada em contato com isso, mas aí eu precisei mesmo. Mas o que aconteceu foi algo profissional e ou pessoal nesse momento? o profissional, é, eu senti esse peso, né, de tudo isso. Ficava muito cansada, muito exausta, exausta. E também o peso de que deu certo tão rápido, tinha uma aceitação ótima e eu não tava aguentando mais, né, a vontade que a gente tinha. E eu trabalhava com o meu marido o dia todo, era em casa, mas até aí tudo bem, não foi o grande problema, mas a época, as os momentos em que ele não estava ficava muito em mim, né? E aí a gente tem a casa, tem filho, tem todo, né, uma parte diferente. E aí eu falei, gente, se eu não procurar alguma coisa, eu vou fechar tudo, eu vou largar tudo e assim, eu não vou largar fechar, eu vou, não era pelo financeiro, eu não vou voltar não, não era pelo financeiro, porque assim, não dava para esperar muita coisa do financeiro, porque tudo aconteceu muito rápido. em um ano a gente tava crescendo e aí o o estava acontecendo, mas o retorno mesmo a gente sabe que depois de 2 anos, né, que começa, estava começando. Tanto que aí aconteceu isso, eu comecei a me sentir muito cansada, eh muito, até emagreci muito, fiquei muito magra, aquela coisa da aniversário era lá do meu filho, aniversário dos sobrinhos, de amigo, todo mundo ia pr lá para ficar com a gente. E é uma coisa muito importante para mim esse convívio, né, eh, social, não só da família, mas eu não tinha nada, então todo mundo ia para lá. Começou a aquela coisa meio depressiva, sabe? E aí eu, foi quando eu conheci, uma amiga me indicou uma das terapias que eu trabalho hoje, que é o Teta Healing, que eu também sou formada, né, que é o Teta Healing. E e me ajudou demais, demais demais demais. E me ajudou como cliente, né? Mas naquele momento você foi ser atendida ou você foi formada? Foi ser atendida. Eu já tinha conhecimento, mas nunca tinha me aprofundado, né? Eu já tinha formação em reik lá atrás, mas nunca tinha pensado em trabalhar, né? Porque eu fiz pedagogia, fiz magistério, então se fosse para voltar para essa pra área, né? Eh, profissional de formação, né? E aí eu fui como cliente e eu senti um uma transformação muito profunda, né? E eu fui, depois levei meu marido e aí fui levando, levando, levando porque eu queria já que todo mundo sentisse o que eu estava sentindo, né? E foi a partir desse atendimento que você tomou a decisão de mudar o rumo do seu empreendimento ou isso ainda foi amadurecendo? foi amadurecendo, foi amadurecendo. Eu não tinha tempo nem para ir paraa terapia, para falar a verdade. Às vezes eu ia, né, porque era perto, então dava tudo certo. E determinado momento eu parei, voltei depois, quando tava muito, muito pesado mesmo. Eh, e aí foi quando eu tomei a decisão, né, de parar, né, porque tava afetando muito a minha saúde mental e o financeiro já tava ficando em segundo plano. E aí eu decidi parar tudo. Aí vendi, foi, fechamos tudo. E logo depois eu já tava com essa coisa, sabe, de ter sentido o movimento que isso tinha feito em mim de força, eh, a diferença que fez na minha família e tudo mais. Aí eu fui para uma eh um workshop, alguma coisa assim, e teve o sorteio de um dos cursos e aí eu ganhei. Então eu fechei esse empreendimento, foi em comecinho de dezembro, fazia anos que eu não tinha Natal, nada, eu lembro. E eu faço aniversário em fevereiro. Eu ganhei esse curso, eu fui logo depois, né? Porque eu tinha aquela liberdade de tempo que há muito tempo eu não tinha. Ganhei o curso, falei: "Não, eu vou fazer, né?" curso de quê? De teta teta healing. Eu falei, vou fazer para uso próprio, para conhecimento, né? E me formei no dia do meu aniversário, inclusive. E assim que eu me formei, já tinha pessoas sendo indicadas para mim, para porque eu, como eu tinha indicado muita gente paraa minha terapeuta, eu falava muito, eu já estudava, né? E eu também tinha passado por uma sessão da constelação familiar dentro do meu processo e comecei a ter uma compreensão bem distante, mas realmente a minha entrada ali quando eu deixei de empreender eh no meu negócio e passei na direção do que eu faço hoje foi através do Teta Healing. Ele foi minha porta de entrada. Eu honro muito isso, porque ele trouxe muita consciência, muitas pessoas que eu atendi e foi bem engatou bem na época da pandemia. Sim. Então eu comecei a fazer os atendimentos, a contribuir muito a no online, que era outra coisa que então assim, eu não comecei profissionalmente, eu via isso como algo que eu ia, que eu tinha para fazer, né? Mas mas no começo foi sem cobrar ou no começo você cobrava? Como era isso, é, eu cobrava, como que eu chamava? Ai, a pessoa dava contribuição, tá? Ela colocava um valor no começo. Aí foi acho que um ano, sei lá, assim, depois veio a pandemia. Nesse período desse um ano, você até então você empreendia junto com seu marido. Ele foi fazer o quê? Voltou pro mercado de trabalho. Ele voltou pra área dele. OK. voltou pra área dele e você conseguiu nesse um ano ir amadurecendo todos os seus processos e nesse meio tempo entra a constelação. É isso. Nesse meio tempo entra. Eh, depois que eu fui amadurecendo todos os meus processos e aí eu fui eh peguei essa primeira formação, comecei a entrar em contato com a transformação das pessoas. Aí a gente ficou esse tempo da pandemia preso lá e contribuindo online também senti como aquilo me preenchia, né? Eh, e começou a chegar em mim eh a constelação cada vez mais forte, né, pessoas perguntando e tudo mais. Aí eu fui fazer a formação e me encontrei assim, eu falei: "Não, é isso, é o que transforma mesmo". E aí eu comecei a me aprofundar, fazer especializações e hoje eu agrego as técnicas quando precisam, mas a minha base é ela mesma. Sim. A gente tá vendo aí atrás de você vários bonequinhos, eles fazem parte da constelação? É isso? É, é um modelo de constelação? Explica melhor. Isso, faz parte, né? A constelação ela, a base dela mesmo, raiz, né? Como começou com pessoas em grupo, né? E hoje é muito comum ter essa mesma técnica desenvolvida e aplicada com outros tipos de âncora. Pode ser feito com objetos, pode ser feito com os bonequinhos, tem a série uma nova mulher que trouxe mais conhecimento para isso, né? Mas eu sou apaixonada por esse modo de de aplicar, que é através da do fluvial, onde esses bonequinhos eles fazem um movimento fluido na água. E eles podem ser usados também na mesa, mas a minha especialização, a minha especialidade é trabalhar com a fluvial, com a constelação fluvial. Em grupos também eu faço com pessoas, mas na maioria dos atendimentos é com eles. Em que momento que você nesse processo pensou: "Olha, eu tô ainda com uma contribuição, mas agora o meu trabalho tem uma importância e tem, eu já tenho um noal para cobrar e sem problema nenhum dizer: "Esse é o meu negócio, né? A gente sabe que tem uma questão do ajudar e às vezes a pessoa se sente culpada em cobrar. E como que você soube lidar com isso? Foi exatamente esse o processo. No começo era muito difícil para mim, porque inclusive quando eu era cliente, às vezes as pessoas que eu vi, ah, desculpa, que eu via que poderiam ganhar com esse tipo de atendimento, né? Eh, como clientes também eu indicava para minha terapeuta e às vezes a pessoa não podia pagar, eu falava: "Gente, deve ser muito difícil, porque como, né, você não vai ajudar?" Então, quando eu me trans quando eu eu me tornei terapeuta, foi um processo difícil para mim também. E a constelação e o olhar sistêmico me trouxe esse fortalecimento. Por quê? Porque quando você tem clareza do quanto você contribui, você tem a clareza de que aquilo quando a pessoa te te retribui, traz força para o processo dela, você começa a entender que o pagamento financeiro é um reconhecimento que você tem pelo tamanho da entrega que você faz. E quando a gente tem a certeza, né, e eu vivo muito o que eu aprendi, eh, que o quanto mais eu mais baixo o valor de algo grande que eu entrego, mais eu tiro força de quem recebe de mim, você fala: "Bom, se eu não consigo fazer isso, então eu preciso trabalhar as questões em mim que me impedem, né?" E foi o que eu fiz. E aí eu comecei a trabalhar essas questões que a gente tem, que a gente traz tanto de crenças sociais como crenças como repetições de padrão da nossa família, essas essas lealdades. E aí foi ficando cada vez mais leve para mim. E realmente quando eu trouxe isso como um negócio e entendi que como negócio eu poderia multiplicar e atender mais gente, chegar e levar até mais gente também, né? Eh, foi muito fluido e muito rápido essa transformação no meu na área profissional, sabe? Sim. Em que momento dessa trajetória você começa, por exemplo, a fazer eventos ou a fazer grupos? Como que é como que é essa questão para você? Ou não você faz só atendimento individual? Em quais vertentes você você trabalha? Eu trabalho com a constelação em grupo. Eu tenho uma comunidade que é formada somente por clientes minhas e indicação de clientes minhas, porque ela é uma comunidade para quem se interessa por esse tipo de crescimento, né, a autodesenvolvimento, pelo olhar sistêmico mesmo. Então eu comecei a sentir que esse presencial tava na hora de voltar já, né? E eu comecei a atender fazer os grupos de constelação e começou daí. Então a gente foi se conectando ali, né, porque todo mundo interessado no mesmo assunto. E nesse meio tempo eu era muito cobrada, eu mesmo me cobrava sobre esse posicionamento no digital, né, que ai todo mundo e aí tinha era uma época que contava muito você ter muitos seguidores. E aí eu comecei a ficar meio presa nisso e eu senti, eu só fui perceber depois isso, né, que estacionou o meu movimento. Aí eu falei: "Não, eu queria muito que alcançar alcançar um número grande de seguidores para ter mais cliente, obviamente porque é um trabalho e eu também preciso do financeiro, né? E mas mais do que isso, eu sempre quis muito que as pessoas conhecessem a visão sistêmica, que é a parte teórica da constelação familiar, né? Então, eu sempre tive comigo que eu trabalhei internamente em mim, inclusive de aparecer na internet, que não era uma coisa natural para mim. Foi um ano e pouco também para eu conseguir falar na internet, explicar um assunto que é complexo, complexo, eh, colocar ali a minha cara no negócio mesmo, sabe? Mas sempre foi nesse sentido de a entrega é algo muito maior do que as minhas questões pessoais. E a no mesmo sentido que eu entrego, eu sei que eu vou ter o equilíbrio da troca e vou receber de volta, né, que é o valor financeiro. Sim. E aí não ia, não ia e aí faz um curso de voltado pro Instagram, de posicionamento, de não sei o quê, nada. Eu falei: "Não, eh, eu deve ter alguma outra forma de eu fazer chegar em mais pessoas, né?" né? E aí eu tive a ideia de fazer os eventos, porque eu falei: "Ah, eu tô falando aqui na internet, OK, né, para um grupo as pessoas vem 20, 30, 100, enfim, vai crescendo, mas e aí elas não chegam. Por quê? Porque é muito mais do que isso. É se conectar também, é criar, é você ter um vínculo ali de identificação, né? E foi aí que eu tive a ideia de fazer um evento. Eu fiz o primeiro pequeno, chamei minhas clientes, tive que foi o cineterapia, né, o primeiro. E foi muito legal. para levar a visão sistêmica. E aí partindo dele foram outros. Aí foi um ano e pouco com o Cine, né? E começou a sala ficar pequena para quantidade. Aí eu falei: "Não, então eh vou fazer outra coisa para ir trazendo mais gente e tudo mais." E aí eu tive o café, fiz o o café com elas nasceu daí. Como não cabe no no cine no cineterapia não cabe mais onde eu faço, mas ainda não tem uma proporção para ir para um lugar muito maior, então vamos trabalhar de uma outra forma esse crescimento. E aí eu fiz o café com elas o primeiro e tive a ideia de ir trazendo pessoas que se interessam, pessoas que já conhece, eh, que querem trazer outras, né? Muitas vezes não consegue explicar o que é, não consegue explicar nem o a transformação que teve e aí nasceu desse lugar, entende? Aí eu fiz um, aí todo mundo gostou, aí eu chamo as pessoas, né? E é café com elas por conta das convidadas e não porque é só para mulheres. E foi crescendo, fazendo esse movimento. É uma, é algo muito natural, sabe? Eu não fui pensando, agora eu vou fazer isso, agora eu fui vou fui fazer aquilo. Foi acontecendo. Geralmente quando se fala em negócios sempre tem aquela questão de que é tudo muito denso, muito corrido e no seu caso é um negócio, mas é de uma maneira bem mais leve. Eu queria que você falasse de como você sente eh sabendo que você é uma empreendedora, que você é que toma conta do seu caixa, que é uma responsabilidade, né, aquela questão de separar o CPF do CNPJ e tudo mais, mas ao mesmo tempo ter essa leveza. Hoje quando eu falo, às vezes eu fico até dou uma segurada porque eu acho que pode não parecer até um negócio, porque para mim realmente não parece. Porque eu vivo é muito fluido e muito leve. Como eu, né, o negócio depende de mim, eu tenho para mim dentro da visão sistêmica, né, que todo o dinheiro e o negócio serve à vida, então que a vida minha, antes de tudo, tem que tá cheia, tem que tá cheia de alegria, de energia, de, enfim. Então eu trago sempre a melhor forma para mim para entregar o que eu tô fazendo. Então, por exemplo, os cafés são coisas que são são minha, que são que eu gosto de viver. Os encontros, o atendimento online facilita hoje a minha vida, então eu vou continuar no online. Eh, eu tenho atendimentos aqui no presencial, aqui no Proença, mas eu escolho um dia da semana só e direciono toda a minha agenda. Então, assim, é, tem é muito mais leve para mim. do que pesado hoje em dia, né? Mas tem sempre aquela parte que é esse esse contraponto mesmo que é o fluxo de caixa. Inclusive andei fazendo alguns workshops aí pra gente trazer cada vez mais essa visão, né? Porque precisa também. Eh, então tem essa dorzinha aí, mas que a gente administra também de uma outra forma, né? Quando você tá alinhada aí ao seu processo, ao que você faz. [música] [música] [música] E neste segundo bloco do ser empreendedor, a gente continua falando sobre terapia, mas agora sobre terapia comportamental com a Cibele. Sibell, eu já conversei com ela um pouquinho antes, parece que você fazia outra coisa totalmente diferente, demagnada e veio para esse modelo de negócio. O que que tava acontecendo na sua vida? Conta para quem tá lá em casa. Eu sou arquiteta de formação e a partir desse momento eu trabalhei muitos anos na parte de arquitetura e decoração. Sempre fui gestora nas lojas onde eu trabalhava e sempre trabalhando em lojas, sempre trabalhando em lojas, em lojas. A partir de um certo momento eu resolvi que eu queria empreender como arquiteta, queria trabalhar por conta. Eu falei: "Ah, eu vou trabalhar por conta. Eu acho que eu dou conta de trabalhar e de fazer projetos, né, aprovações na prefeitura. E inicialmente era projeto, era projeto. Vou fazer projetos, não quero mais ficar na loja como gestora gerente comercial e eu vou fazer projetos. Fui empreender. Aí nesse momento eu vi o quanto tava pesado, tava bem ruim. Eu não consegui dar conta, não era o que eu queria. Eu fiquei nesse momento do anos e meio mais ou menos. Mas tinha cliente ou foi por falta de cliente? O que que tava acontecendo na? tinha clientes, tinha dificuldades, né? N processo de aprovação é um processo mais moroso, mas eu não me encontrava ali. Então, acho que eu não me encontrava nessa relação com o cliente, nesses projetos. Eu não entendia também o porquê. Eu não tinha passado nenhum processo de autoconhecimento. Eu tava bem cru, talvez, no processo de autoconhecimento. E aí eu voltei de novo a trabalhar como gestoras em gestora em lojas. Então eu sempre trabalhei com vendas, CLT, sempre CLT e sempre em atendimento ao cliente. Então esse foi um passo a mais que eu dei quando eu fui empreender. Mas eu sempre trabalhei no atendimento ao cliente. Então eu trabalhei 22 anos na área de atendimento ao cliente. Quando você volta então para a loja, o que que acontece na loja? Foi um processo difícil. Eu mudava de loja, ia para outra loja e aí eu não gostava da chefia. Aí eu me exaltava quando alguém falava alguma coisa para mim, havia algum gatilho talvez que ligasse. Hoje eu entendo isso, mas naquele momento ficava brava, não queria. Quando alguém falava mais alto comigo, eu não não aceitava, ficava bravo, às vezes chateada, voltava chorando para casa. Isso foram anos nesse momento, fazer nessa vida. Troca de uma loja, vai para outra loja, gerente de outra loja, gerente. E aí eu fui mudando, mudando até o momento que eu engravidei aos 46 anos. E foi um choque, né, porque eu não esperava engravidar com essa idade. Eu perdi, né, tive um aborto espontâneo e a partir desse momento eu voltei pra loja e fui recebida de um jeito que eu acho que eu não gostaria de ter sido recebida dessa maneira, né? Bem frio. Olha, Seb, vamos voltar pra loja agora. Acabou, passou tudo e agora a gente vai ter que ter atrás de resultado, porque já que você ficou quase 10, 15 dias fora, então agora a gente vai voltar a trabalhar. Já acabou tudo e vamos voltar a trabalhar com uma indiferença em relação à sua dor, como se isso fosse, ah, isso não é nada, vai passar, já passou, né? E aí, nesse momento eu falei assim: "Não, não é nesse lugar que eu quero estar. Será que eu não queria estar nesse lugar?" Acho que há muito tempo. Que que será que acontece comigo? Por que que eu tenho esses comportamentos? Por que que eu choro quando eu volto daqui? Porque quando alguém falar mais alto, eu não sei conversar com essa pessoa? Por que que eu tenho todos esses comportamentos? Eu fiquei me questionando. Nesse momento, eu comecei a estudar o enagrama bem inicialmente, mas aonde eu estudei era uma um estudo bem superficial, bem não raso, mas bem superficial, bem pouquinho, não se tratava com tanta profundidade, que é falar sobre que é o enagrama. O eneagrama é uma ferramenta de estudo de nove traços de personalidade. Então, uma mandala sagrada que a gente chama do enagrama. Nela existem nove pontos, né? E através desses nove pontos existe cada ponto é um tipo de personalidade. Então eu sou uma traço de personalidade seis com uma asa sete e um instinto sexual que faz bastante diferença aí de cada um. Então não é porque todo mundo é um tipo de tr personalidade seis que é todo mundo igual. Sim. Então existem nuances de diferenças aí. E aí eu fui, falei: "Não, eu eu já sei treinar pessoas porque eu venho da área de treinamento." Mas o eneagrama, alguém que tá trabalhava com você, algum cliente falou: "Vai conhecer ou que que que te levou a isso?" Eu tava fazendo uns cursos de liderança que a própria empresa eh me proporcionou. E nesse porque eu era eu era líder, ele falou: "Eu quero que você faça um curso a mais de liderança e de vendas", que é um assunto que na época eu não gostava, mas eu tinha que fazer. Eu era gestora, não era diretamente vendedora, mas vendia ali, né, o meu, a minha liderança. Eu não entendia até então. E aí eu fui, ele falou: "Ó, eu faço esse curso." Nessa escola onde eu fui fazer os cursos, eu conheci o eneagrama, só que de uma maneira bem bem pequenininha, bem rasa, não tão com tanta profundidade. Fiquei curiosa porque no meio do treinamento de eneagrama, eu olhei e falei assim: "Gente, tem alguma coisa errada, porque a menina que senta do meu lado me irrita profundamente e ela é um seis, mas ela me irrita muito". E eu não consegui entender. Quando eu perguntei ao instrutor, ele falou assim: "Olha, eh, a, o enagrama é liga alguns gatilhos, talvez esteja ligando ao fato da sua criança ferida". E eu falei: "A gente vai falar aqui". Ele falou: "Não, na aqui eu não trago porque eu trago mais a parte empresarial." E eu falei: "Opa, tem então tem mais alguma coisa além disso?" E aí foi aí que eu me liguei, pô, tem alguns comportamentos que eu tenho deve estar ligado a isso. E aí eu comecei a fazer a busca de outras escolas de eneagrama onde eu pudesse aprender com mais profundidade. Sim. E a partir de que momento você com esse conhecimento disse: "Olha, não quero mais trabalhar na loja, é com isso que eu vou trabalhar". Quando eu voltei e tive aquela recepção calorosa, né, num num retorno, eu falei assim: "Ah, eu não quero mais tá aqui, eu vou empreender, eu sei fazer treinamentos, eu venho de uma área antes das lojas, nesse processo de lojas, eu venho de uma de uma área de treinamento comercial em São Paulo, que eu sou de Santo André, mudei para Campinas faz alguns anos e aí eu dava treinamento, eu falei: "Não, eu sei ministrar treinamentos". E aí eu comecei a estudar como ministrar os treinamentos. como me colocar, como fazer a imposição de voz, como que eu vou me, como que eu vou falar, como eu vou me comunicar, que que eu vou falar para essa liderança. E eu falei: "Eu vou mostrar para essas pessoas que trabalhar não precisa ser desse jeito. Eu não preciso ter esses comportamentos e se algo me afeta, eu preciso mostrar para essa liderança como como existe comportamentos diferentes partindo da sua própria dor." Isso mesmo. Eu falei: "Não precisa, porque as pessoas não souberam como me tratar naquele momento e eu com trasto de personalidade seis era, eu necessito de um apoio." E eu falei: "Cadê o meu apoio?" Eu não tinha, então eu me senti bem sozinha. E aí eu falei: "Não, eu vou empreender fiz isso em 2022, eu engravidei. Em 2023, em janeiro, eu pedi minha demissão com muita coragem, porque todo mundo falava: "Como assim você tem um cargo de confiança?" Eu tinha um cargo de confiança e aí eu falei assim: "Eu vou sair". Mas nesse período, você já começou a fazer algum atendimento ou você preparou, digamos assim, que o terreno para iniciar então esse empreendimento? Eu me preparei, então eu estudei bastante através do curso de liderança que foi me proporcionado de vendas, fui fazer enagrama, me inscrevi no curso de eneagrama dessa outra escola, fui entender que tinha uma outra ferramenta, uma outra ferramenta mais profunda, com mais personalidade, entendendo mais o comportamento da criança. E aí eu fui começando a estudar e fui aplicando os treinamentos de atendimento ao cliente, que era o meu no de anos aí de atendimento e na área de gestão de clientes, eu fui fazer o treinamento de atendimento ao cliente e aí eu comecei a ministrar treinamentos e as pessoas me chamavam para fazer treinamento e atendimento ao cliente e eu ia levando aos poucos o eneagrama e as pessoas iam falando, eu ia falando sobre eneagrama, falava: "Eu quero esse workshop dentro da minha empresa, além do atendimento ao cliente, eu quero que você leve a liderança." E aí eu montei a consultoria completa empresarial, que é treinamento em atendimento ao cliente, workshop de eneagrama e a consultoria na liderança. Sim. E a partir do momento em que você pensa nesse pacote, como foi então você conquistar esse cliente? Porque afinal de contas nós estamos falando de negócios. Isso mesmo. As pessoas têm uma dor, né? Então, quando eu chego nas empresas, é assim, Sibéliia, a gente não consegue se comunicar bem aqui, eu não consigo ter engajamento do colaborador. Sibé, o que que eu faço? Os comportamentos de fulano de ciclano me incomodam porque ele às vezes ele fala mais alto, o fulano chora, ou desengaja ou pede conta, eu tenho um turnover muito alto dentro da empresa e aí como é que eu vou fazer tudo isso? O que que tá acontecendo aqui dentro? Então eu faço um mapeamento mesmo de comportamental para entender através do eneagrama, que é uma ferramenta que eu falo que a gente consegue fazer um raio X ali do colaborador, das pessoas em geral. E a partir dali eu consigo entender como ele vai reagir sobre estresse, sobrepressão, qual o jeito que ele se comunica, eh como que ele vai tratar o outro colaborador, se alguém falar mais alto com ele, como ele vai reagir. Então eu consigo, através dessa ferramenta que eu levo pras empresas fazer um mapeamento aí, diagnóstico comportamental. Sim. E a partir então desse momento que você passa a empreender, quem te conhecia falou: "É esse o caminho?" Você teve apoio? Não teve apoio? E o que aconteceu? Ah, era bom, né, Birna? Mas não é assim, né? [risadas] Eh, no começo ficou os meus pais, acho que foram a primeira parte assim negativa, porque todo mundo vem do CLT, é uma família de CLT, meu marido é CLT, né? Apesar de ser uma pessoa que me ajuda muito, me deu uma me dá um apoio muito grande para eu estar até no empreender, eh, moral, eu falo de tudo, né? Ele me apoia em tudo. Vai lá, faz, vai viajar, vai fazer um curso, vai, vai se especializar. Então ele sempre tá me apoiando. E aí todo mundo ficou meio assim, hum, CLT, sei lá, você pediu a conta, como assim? Você vai viver do quê? Porque não é todo dia que você vai ganhar dinheiro, não é todo dia que você vai ter alguma coisa. E quando você não tiver, como você vai pagar suas contas? Eu falei: "Não, eu vou dar conta disso aí". E aí, aos poucos eu fui fazendo os treinamentos, comecei com o treinamento de atendimento ao cliente, conheci o enagrama, levei o enagrama, todo mundo ficou encantado com a ferramenta porque ela é, eu falo que ela é libertadora, porque a gente se conhecer é uma liberdade para eu entender o por que eu tô agindo assim, por que que eu faço assim, por que que eu fico triste, por que que eu fico irritado quando alguém fala alguma coisa para mim, né? ou porque eu fico tão feliz que fico até com um pouco de falta de foco. Então eu entendi também aonde cabia tudo isso e aí eu fui levando pras empresas e elas foram me chamando e a partir do momento alguém falou: "Ah, eu quero esse pacote completo". Falei: "Tá bom, vamos fazer a consultoria então". E aí eu levo a consultoria de seis meses e levo o pacote completo de toda a parte que eu que eu tenho, né? de liderança, enagrama, o treinamento de atendimento ao cliente, eu levo o pacote. Hoje você consegue, do ponto de vista financeiro, ter aí um rendimento eh equivalente ou maior ao que você tinha quando você era CLT? Tenho. Quando eu faço as minhas consultorias, é maravilhoso. Eu consigo eh estar melhor, até porque eu tenho uma liberdade, por exemplo, né, de estar aqui fazendo, conversando com você nessa entrevista. Eu posso sair daqui, buscar meu filho aonde ele precisa, né? Onde ele está, eh, eu posso fazer outras coisas, eu posso estudar quando eu quero, que eu amo estudar. E estudar essa ferramenta para mim é uma paixão. E aí eu passo uma semana fora, às vezes viajando, estudando e volto para aplicar o enagrama de forma muito mais profunda nas empresas, os negócios ou uma pessoa física como eu, como você. Eh, eu tenho um grupo de estudos também de eniagrama, então eu através desse grupo de estudos online e a vivência na mandala de corpo que a gente entende como é o comportamento de uma pessoa com trast personalidade personalidade um, como é o corpo de uma pessoa de personalidade 6, 9, oito, cada um tem um jeito de se comportar, um jeito de sentar, de se movimentar. Então, através disso, eu consigo estudar e isso me mantém, o grupo me mantém, a consultoria, os treinamentos e as coisas foram fluindo e eu não consigo acho que hoje pensar em falar assim: "Eu vou voltar, não, não consigo mais". E aquele, digamos que, aquela reticência que houve, por exemplo, dos seus pais, hoje eles vem você como uma empreendedora, como alguém que tem o seu próprio negócio, eles já tiraram aquela coisa, olha ai, ela precisa a qualquer momento voltar pro CLT. Como que é isso para você? Eu acho que do meu pai, talvez, por isso eu faço trabalho de autoconhecimento aí de constelação, até porque o eneagrama ele é comportamental, ele é a partir de um trauma de uma criança ferida de 6, 7 anos, né? que não precisa ser nenhum trauma, mas algo ali que aconteceu é como a criança viu na mesmo que a pessoa não lembre, quando ela não lembra a gente fala: "Ou há um bloqueio ou é um traço de personalidade sete, aonde isso aconteceu, por exemplo, na barriga da mãe." E aí, sistêmico ou não, sempre tem alguém para contar, uma tia, uma mãe, um pai para falar: "Ah, sua mãe bateu a barriga e nesse momento acho que ela esqueceu de acariciar a barriga, que a gente fala de que o bebê tem essa ligação materna. Sim. Então, o traço sete é esse traço aí na que você falou, mesmo que ele não lembre, é o traço da barriga. Sim. Agora, para você em algum momento ou para você sempre foi muito claro essa questão de ganhar dinheiro com esse modelo terapêutico, não era. Acho que eu fazia sempre essa parte de treinamentos. Eu queria ganhar dinheiro fazendo sempre treinamentos. Aos poucos, acho que trabalhando muito com autoconhecimento e constelando isso num depoimento que eu dei recente, é que eu entendi que ser terapeuta, talvez empresarial também é um caminho, porque eu ia, eu vou nas empresas, né? Vou ainda. E quando eu chego nas empresas, elas falam assim para mim: "Ai, si, eu ficaria horas conversando com você porque você parece uma voz de terapeuta, você parece até a minha psicóloga e isso virou uma coisa muito comum. Então eu chego nas empresas, começo a conversar com o proprietário, aí vem a a mãe, a filha, o filho, porque geralmente são empresas familiares aonde eu atuo e eles vêm conversar comigo e me pedem conselhos. Então eu virei meio que uma terapeuta empresarial aí dentro do Sim. Em média um pacote custa quanto? Geralmente nos treinamentos eu costumo cobrar uns 4900, mas a consultoria tem um valor mais específico, porque aí depende do treinamento que eu vou dia. São 12 horas, então eu faço quatro encontros de 3 horas nas empresas. Geralmente a gente faz uma vez por semana e a gente vai fazendo esses encontros com os colaboradores, tem uma dinâmica. O workshop de eneagrama, por exemplo, às vezes a pessoa fala: "E que só quero levar o workshop só pra gente falar sobre autoconhecimento, saúde mental, por exemplo. Então eu levo ele num 3 horas, então um valor menor aí dá pra gente fazer. E a consultoria eu deixo para mais personalizada". A pessoa fala: "Ah, eu preciso disso." A gente monta o que a pessoa precisa na empresa e eu levo e como você tem percebido esse feedback das empresas? Até porque a gente sempre acredita que as empresas são organizações um pouco mais rígidas e não, você tá encontrando uma lacuna nessas empresas que também têm essa visão. Eu eu tenho alguma coisa errada que vai além do meu modelo de digestão, então eu preciso da ajuda, por exemplo, de uma terapeuta comportamental. Sim. Eh, existe ainda muita barreira, embora se fale muito nos encontros de liderança, que a liderança precisa de autoconhecimento, se autogerenciar, eh, ela precisa se conhecer para saber como lidar com o colaborador. Eu acredito que a gente ainda tem uma barreira muito grande na liderança, principalmente em empresas mais familiares, de aceitar que existem outras maneiras de gestar, né, as pessoas, de gerir as pessoas. Eh, existem outras estudar os comportamentos para entender como dar um feedback para aquele colaborador, porque se ele é um nove e eu falar alguma coisa, ele vai chorar no banheiro. Se eu for um dois, eu vou posso magá-lo porque ele é um emocional. Se eu for um mental, ele vai ficar pensando e eu preciso dar um tempo para ele pensar. Mas se ele for instintivo, eu vou falar, ele já vai querer sair fazendo e atropelando ou nem vai ligar pro que eu vou falar. Então, eh, cada um tem um tipo de feedback diferente, qual traço de personalidade. Aí eu falo para eles, ó, esse a gente mapeia a equipe, eu falo: "Esse daqui tem um jeito, esse tem outro". E aí eles vão observando que, nossa, é mesmo, você sabe que eu passei depois que você falou para se observar e ele realmente não age dessa forma. E eu já tentei fazer várias coisas e não vai. Eu falei: "Não vai, porque você tá indo por esse caminho." Lembra? O caminho dele é esse. E as pessoas falam: "Gente, eu nunca tinha conhecido essa ferramenta. Que fantástico". E aí vai todo mundo entrando meio que no cada um no seu lugar, né? Sim. E como hoje você se vê, né, aquela Sibele que sempre teve uma questão de liderança, mas trabalhava para alguém e hoje você depende de si mesma, de toda essa organização financeira e pessoal da sua agenda para tomar, para ter, para dar rumo à sua vida profissional. Muita disciplina. Acho que é uma palavra muito grande aí para quem empreende. Disciplina, muita resiliência. A gente precisa ter muita resiliência de coisas que acontece. Preciso já ter aquele jogo de cintura rápido para saber o que eu preciso fazer, como eu vou fazer um próximo produto, um próximo. Seus primeiros clientes foram seus amigos ou não? Não, não, não foram. Foram empresas mesmo. Meu primeiro cliente que eu não vou esquecer foi um salão de beleza e é uma coisa que eu gosto muito. Adoro. Mas era você era cliente desse salão? Não, ela ficou, ela me viu no Instagram e essa amiga também dela me conhecia no Instagram, que eu participava de um grupo de mulheres empreendedoras. E ela me viu e falou: "Ó, ela tá nesse grupo, eu vou te passar o Instagram dela". Ela falou: "Eu quero ver". Parece que ela faz treinamento de atendimento ao cliente. Você não quer levar ela pro salão? Aí ela falou: "Ai, deixa eu ver". Aí ela viu, ela falou: "Gostei, vou chamar ela para vendar o treinamento". E eu tinha, eu, isso foi em, eu saí em janeiro e aí fiquei aquele tempo, né, de fevereiro, que é os 30 dias, nem sei mais agora, mas é os 30 dias que a gente fica. Quando foi em março, ela me chamou e aí foi meu primeiro treinamento de atendimento ao cliente. Isso em 2025, 2023. 23, sim. N da gente pensar desse modelo de 2023 para 2025, então você também teve que aprender a lidar com rede social ou você tem alguém que faz isso para você? Não, eu mesma faço. Eu nunca tive problemas, acho que de falar no vídeo. Eu sou uma pessoa, era uma criança tímida, que era o meu antigo, meu traço de personalidade antes do trauma e agora eu entendo por que eu era essa criança tímida. E depois do trauma eu não era mais essa criança tímida. Então eu sempre fui muito desinibida para falar, para conversar, para fazer amizade. Tô na fila do caixa, já converso com alguém. Então, fazer vídeos para mim é muito tranquilo. Então, eu falo nas redes sociais tranquilamente, as pessoas falam: "Ah, como que você consegue falar assim na rede?" Falar: "Ah, eu falo porque eu gosto". Então, e eu amo falar da ferramenta enagrama porque ela me trouxe muita clareza para mim. E eu falo que eu quero falar com paixão para as pessoas entenderem como ela funciona para levar clareza para essas pessoas nas empresas, na sua vida pessoal. As pessoas perguntam: "Para que que serve?" Eu falo: "Para tudo, porque a partir do momento que eu me conheço, eu vou conseguir transformar o que tem a minha volta". [música] [música] [música] [música] เฮ