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SER EMPREENDEDOR - NÚCLEO MULHERES EMPREENDEDORAS ATUA NA POTENCIALIDADE DAS EMPRESÁRIAS
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SER EMPREENDEDOR - NÚCLEO MULHERES EMPREENDEDORAS ATUA NA POTENCIALIDADE DAS EMPRESÁRIAS

31 views Publicado 21/07/2023 HD · 33:06

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Olá, você que assiste o Ser Empreendedor, a gente volta a falar de uma pauta que nunca deixa de ser assunto aqui no nosso programa, o protagonismo feminino. Nós vamos conversar agora com a Aline Nunes, que é empresária em Hortolândia, ela que é a responsável pelo Núcleo de Mulheres Empreendedoras aqui da cidade, com apoio da Associação Comercial, e vai falar pra gente como é esse trabalho. Aline, conta pra nós, primeiro, antes de você falar do Núcleo de Mulheres, o que você faz, qual é o seu negócio? Boa tarde, Mirna. Que prazer estar aqui junto com vocês, falando um pouquinho sobre esse tema, protagonismo feminino, empreendedorismo. Hoje eu atuo como mentora e gestora desse núcleo de mulheres empreendedoras, mas na minha vida profissional eu também atuo com mentorias e consultorias em desenvolvimento pessoal e também de negócios. A gente já atua há anos, vindo de multinacionais, trabalhando dentro de empresas e eu decidi empreender. Então hoje eu sou empreendedora na área que tantos anos trabalhei dentro de outras empresas. E foi a partir dessa ideia de empreender que surgiu o núcleo. Como você conheceu? Ou então, olha, a gente vai fomentar o empreendedorismo das mulheres aqui da nossa região. Conta um pouquinho dessa história para mim. O ano passado, eu dei uma palestra na Associação Comercial para Mulheres, que foi exatamente nesse período, o Dia da Mulher. E ali, eu recebi o convite para ser gestora do Núcleo. O Núcleo foi fundado em 2005, mas até então ele não estava atuando, ele estava parado. E eu recebi esse convite após essa palestra. E com muito desafio, nós iniciamos, viemos caminhando, primeiramente com as microempreendedoras, que iniciaram com o MEI. Aquela dificuldade de início, de ter, ai, eu preciso abrir o MEI, como que eu faço? Bem no beabá mesmo. Bem no beabá. Então, como eu trabalho com isso já, eu falei, bom, vamos iniciar com essa orientação. E aí esse grupo foi crescendo, nós temos hoje já os cases de mulheres que iniciaram junto com esse trabalho do núcleo o seu negócio, na área de calçados, na área da beleza, abrir o seu próprio espaço. Então mulheres que vêm crescendo com a gente e agora nós estamos com esse espaço para micro, para média, até a grande empresária. Então, hoje mesmo é um dia de um evento que nós estamos aí com mais de 90 empreendedoras participando. Daqui a pouco você vai ver aí imagens desse evento que une as mulheres aqui na cidade de Hortolândia. Mas quando elas chegaram, você mesmo falou, elas eram meias, umas talvez nem sabiam direito o que queriam fazer, queriam fazer algo, ou sabiam fazer algo, mas não sabiam transformar isso num negócio. como foi organizar todas essas ideias de cada uma dessas mulheres para formar esse núcleo, até porque, Aline, a gente que vem fazendo o programa há algum tempo percebe que quando a mulher ou os empreendedores começam a se unir em rede, a coisa toma um corpo muito maior. Fala um pouquinho disso. Nós iniciamos, falei, como eu posso trazer para perto essas mulheres, da cidade até da região. Então nós fizemos um evento, foi um chá de mulheres numa tarde e nesse chá nós trouxemos palestrantes com alguns temas específicos sobre essa dificuldade, sobre a gestão do tempo, sobre a transição de carreira, porque muitas vieram do CLT e de repente decidiram empreender. Período pós-pandemia. Exatamente. E aí nós trouxemos nessa palestra e após essa palestra Nós vimos o interesse delas de saber mais, de se qualificar mais. E aí nós começamos a preparar lives, nós começamos a preparar alguns cursos, algumas oportunidades de reuni-las na associação e falar sobre esses assuntos. E também esse trabalho, o meu trabalho hoje com mentoria, nós trouxemos para associações. Então alguns pequenos grupos e desses pequenos grupos com as temáticas de desafios deles foi crescendo, crescendo, onde hoje a gente gera esse network, que é de trazer hoje nós estamos aí com todos os segmentos, área da beleza, área também de consultorias, estamos com todas as áreas unidas. Então, esse network começou a crescer depois de nós entendermos e ouvi-las quais eram os desafios. Então, a gente começou a trazer temas, abordar temas que elas tinham necessidade de ouvir, ter uma direção e uma orientação. Então, o propósito do Núcleo hoje é conexão, trazer para perto essa unidade e essa parceria. Hoje a gente tem também empreendedoras que já tem parceria umas com as outras. tem uma loja de roupa feminina, fez uma parceria com a que vende calçados. Então, trouxe essa unidade, que é o maior dos propósitos do núcleo. Certo, quando a gente fala nesse protagonismo feminino, inclusive é o tema do evento que está acontecendo aqui, feito pelo Núcleo de Mulheres Empreendedoras de Hortolândia, o que você entende, o que essas mulheres precisam entender quando a gente fala elas protagonistas. Você falou exatamente o que a gente vai trazer hoje para o evento, Nina. O que acontece? Hoje, nós nos deparamos com muitas mulheres que já empreendem, são confeiteiras, têm seu salão de beleza, mas elas não se veem como empresárias. Elas não se veem como empreendedoras. Ah, eu faço bolo. Ah, eu faço unha. Mas não eu sou empreendedora. Eu tenho meu espaço, eu empreendo meu tempo, eu empreendo meu dom, eu empreendo a minha habilidade, eu empreendo meu talento. Então, elas protagonistas é mostrar para elas que elas podem ser protagonistas na vida e no negócio delas. Então, a gente está trazendo essa mentalidade, porque muitas não se veem como protagonistas. Não, eu sou dona do meu negócio, eu sou empresária, eu sou empreendedora, mas eu só trabalho com bolos. Você é empreendedora na área de confeitaria? Ou você é protagonista do seu negócio? Você é protagonista da sua vida? Então, hoje o evento vai ser para fomentar isso e trazer para elas com força. Vocês são protagonistas. Até porque, quando a gente fala em protagonismo, empreendedorismo feminino, muitas começam com aquela ideia, olha, eu vou ajudar em casa, eu vou ajudar meu marido. Mas talvez não é ajudar a palavra, né? Exatamente. O que é empreender? É eu empreender algo. Então, eu empreendo um esforço, eu empreendo o meu tempo, eu empreendo o meu dom, eu empreendo aquilo que eu faço de melhor. Então, não é o ajudar, eu estou empreendendo algo que eu tenho, que vem de mim, no meu negócio. Então, é exatamente isso, é essa mentalidade de empresária empreendedora que nós queremos trazê-la, trazer para elas que elas são protagonistas, sim, no que elas fazem. Inclusive, também se tem inúmeros de mulheres que empreendem e que elas acabam com aquele negócio fomentando toda a renda familiar. Exatamente, e isso aconteceu. Nós temos um case que é uma empreendedora que começou com os calçados, né? E hoje ela empreende com o esposo. Os dois são empreendedores e trabalham juntos. Então, eram CLTs, decidiram empreender, ela começou porque ela trouxe conhecimento dela também de dentro de empresas e hoje os dois são empreendedores, são empresários. Quando a gente pensa em região metropolitana, nessa união dessas mulheres, você falou, a gente teve um primeiro passo que é conectar umas às outras, muitas vezes fazendo esse networking, as parcerias também, Mas, num momento mais maduro, como que a gente pode pensar em expandir esses negócios? Então, nós estamos com projetos dentro do núcleo que são de mentorias para cada segmento. Então, nós estamos trazendo para dentro do núcleo já empreendedoras de cada área. Então, é o segmento confeitaria, então nós queremos trazer essas mentorias, esse network de confeitaria. Então, nós vamos trazer porque, ah, eu não sou, eu só faço bolo, mas você também pode estar num network onde tem área de beleza. Então, nós vamos criando esse network entre as pessoas. Sim, até porque quando a gente pensa, e para quem não conhece a cidade de Hortolândia, ela é conhecida como uma cidade que abriga grandes empresas. No caso, vocês têm que fazer o movimento contrário. Claro, primeiro atuar com o público aqui da região, da cidade, mas também pensar em expandir esse negócio para fora. Exatamente, por isso que nós começamos a trazer algumas empreendedoras da região. Nós estamos em Sumaré, nós estamos em Campinas Com empreendedoras das cidades Mas atraindo elas com o mesmo propósito Que é esse network do núcleo, independente da cidade Você disse que no começo, essa mulher que veio para o núcleo de mulheres empreendedoras Era aquela MEI, você ainda está falando da questão da mentalidade Hoje, você disse, olha, a gente já tem mulheres MEI, pequena, média, até grande de como você pensa o futuro do Núcleo Mulheres Empreendedoras? Eu acredito que a gente vai precisar ter vários braços, dentro do núcleo, vários braços, vários segmentos dentro do núcleo mesmo, que esse é um dos propósitos. Então, nós vamos precisar conhecer a demanda de cada área, até por isso que a gente montou uma equipe grande, para ter pessoas que sejam líderes, mulheres líderes de cada braço. O evento hoje já é o início disso. Nós atraímos essas mulheres para a liderança, para elas estarem conduzidas. Olha, a gente vai então conhecer o pessoal da Associação Comercial, falar com algumas dessas mulheres que fazem parte desse núcleo e mostrar como é possível aí cada vez mais exercer esse protagonismo feminino. Obrigada, Lene. Eu que agradeço. Muito obrigada pela oportunidade de falar, de trazer o núcleo para que outras mulheres se acheguem a nós também. Elas, empreendedoras. Neste livro, você vai conhecer a história de 21 brasileiras de sucesso que vão te contar suas experiências sobre como fundar e gerir o seu próprio negócio. Sendo o primeiro livro brasileiro a explorar em profundidade o empreendedorismo feminino no país, seu valor vai muito além do pioneirismo da abordagem. Para embasar a obra, as autoras fizeram uma extensa pesquisa, concluíram cursos no exterior e compararam dados globais e locais com entrevistas profundas com especialistas do setor. Avalie o que importa. Se você ainda tem dúvidas sobre OKR, esse é um dos livros sobre empreendedorismo fundamentais para sua leitura. A obra de Doerr proporciona uma leitura simples e objetiva aos leitores para entender como a organização de metas funciona a partir dessa abordagem. Para exemplificar o que é esse conceito, o autor apresenta casos corporativos que aconteceram no mundo desde os anos de 1970 até os dias atuais. Este é um livro dos best-sellers do New York Times, ou seja, uma leitura indispensável para expandir seus horizontes acerca deste tema. No filme Erin Brockovich, uma mulher de talento, a atriz Julia Roberts interpreta a personagem principal, que trabalha num escritório jurídico e investiga uma poderosa companhia que estava poluindo as águas da cidade onde morava. A personagem demonstra a garra e a disposição necessárias para prosseguir na carreira, sendo mãe solo de três filhos. Por isso, mesmo sem abordar a área de negócios diretamente, a história baseada em fatos reais pode ser um referencial para mães empreendedoras. O filme está disponível em plataforma digital. E no primeiro bloco do nosso programa você acompanhou a reunião e também a entrevista com a mentora do Núcleo de Mulheres Empreendedoras da cidade de Hortolândia, no interior de São Paulo. Agora a gente conversa com uma dessas mulheres, é a Fabiana, que é a dona da Confraria das Contadoras, que vai contar pra gente justamente o que é esse negócio, como é estar à frente desse negócio E por quê? Para ela, empreender em rede faz total diferença. Fabiana, seja bem-vinda. Fala para a gente o que é, então, esse nome, Confraria das Contadoras. Confraria das Contadoras, o que é isso? É a união de profissionais que veio através de um sonho, que era atender de forma humanizada. Por quê? A contabilidade é a ciência que nos traz a clareza dos números e é a partir daí que a gente pode começar um bom negócio. Só que a gente vê por aí as notícias, todas essas... Sebrae vem com várias pesquisas que a cada 10 empresas, 6 fecham. E aí, isso me trazia um grande incômodo. Onde está a contabilidade? Que é o alicerce, que não adianta você construir a casa sobre areia. Então, eu pensei, preciso formatar um negócio que atenda esses empreendedores, que tem também que a empresa é um sonho para a empreendedora, para o empreendedor ter esse negócio é um sonho e quando esse sonho não dá certo, vira um pesadelo então eu não queria que esses números continuassem dessa forma a cada 10 empresas, 6 fashion e aí a gente criou a Confraria das Contadoras que é nada mais nada menos que trazer para próximo da contabilidade os empreendedores, eu até falo Eu não gosto de tratar como contadora, eu não me apresento assim, eu falo que eu sou cientista da riqueza. Porque eu trago a fórmula de como prosperar, como trazer prosperidade para o negócio. Não é simplesmente uma conta, então uma prestação de contas, não é isso? Não é isso, até porque a contabilidade não é uma ciência exata, não é igual a matemática que é 2 mais 2 sempre serão 4 ao infinito e além. Contabilidade é a leitura da legislação e vai trazer próximo do empreendedor essa legislação e será aplicada da forma que ele vai fazer o pagamento dos tributos dele, as realizações de demonstrações, conforme o seu cenário. E é para ser escolhido o melhor cenário. Ah, e nesse universo, quando foi que você teve esse insight? Esse insight começou a iniciar em uma das palestras que eu frequentei, que, numa dessas palestras que eram para contadores, falava-se que em Campinas existiam 80 mil MEIs que não tinham assessoria contábil. Eu falei, meu Deus, olha, esse nicho aí é o nicho que eu posso explorar, porque é um nicho que está aí, vai crescer, e o melhor formato de começar a ser divulgado é agora, vai começar fazendo o que é certo. Muitos falam que o MEI não precisa de contabilidade, mais nada como você crescer direcionado que é bem diferente igual você vai fazer um exercício físico é diferente do que você ir lá e abrir o portal, por exemplo e abrir o MEI que só abre o MEI, as pessoas falam ah, mas eu sei abrir o MEI, eu vou lá e entro e me cadastro pelo GOV, tá, tem o CNPJ, e agora? tenho que emitir uma nota, qual é a tributação dessa nota? se a nota for de venda, por exemplo se eu for emitir pra outro estado Quais são as minúcias disso? Quais as tratativas que eu vou usar? E o empreendedor por si só, ele não pode gastar a energia dele só com a contabilidade. Afinal, nem é a expertise dele. Se a pessoa abriu um comércio, um e-commerce, por exemplo, então ele tem que gastar a energia dele aprendendo, fazendo o que ele sabe fazer de melhor, que é vender. Então ele procura um profissional que vai instruí-lo de como manter as finanças e os tributos em dia, pra ele não ter essa energia toda gasta numa coisa que ele não sabe fazer. Ele vai gastar muito mais tempo e não será tão assertivo. Eu tenho praticamente certeza que ele não será assertivo. Agora eu vou aproveitar, a gente tá falando de empreendedorismo, mas eu vou aproveitar e fazer um serviço aqui. Todo mundo também tem aquela ideia de que o serviço de computador é um serviço muito caro, por isso que até algumas meias falam ah, não, não quero computador, é muito caro. Costuma ser um serviço caro? Não, não costuma ser um serviço caro, isso é um mito, isso não existe, não é um serviço caro. Até porque muitos não entendem que quando você abre um MEI, por exemplo, você está ali pagando apenas a contribuição previdenciária, que é 5% do salário mínimo, isso não muda, então todo ano tem um reajuste no DAS, por quê? Porque é o 5% do salário mínimo, que altera o salário mínimo, altera a contribuição. E R$1,00 que é pago para o comércio e R$5,00 que é pago para a prefeitura, prestação de serviço. Então, isso que compõe aquele DAS. Só que assim, logo que foi lançado o MEI, isso vamos dizer há quase 15 anos atrás, a tabela de imposto de renda era bem diferente do que está hoje. Então, dentro do que você faz ali no imposto de renda, não precisava de fazer as declarações, porque não atingiam os níveis. Hoje, a nossa tabela está, a partir de R$ 1.900, já tem que fazer as declarações de imposto de renda. então imagina esse cenário do MEI que está faturando e a partir de R$ 1.900 mensal já tem que pagar imposto só que tem um grande pulo do gato da legislação a Receita Federal fala, não precisa de contador mas não pode trabalhar de forma desorganizada e se fizer a contabilidade vai distribuir o lucro de forma isenta então eu sou MEI, eu sou um e-commerce por exemplo então a legislação diz que do que eu vendo 8% é isento 92% tributado então pega 81 mil que é o limite tira 8% e tributa o que sobra dá um tributo altíssimo vai estar na última faixa do imposto de renda vai estar pagando 27,5 então pensa, altíssimo eu já cheguei a atender empreendedores que deu tipo 14 mil reais a pagar não tendo contabilidade agora, não, eu quero fazer a contabilidade eu distribuo tudo isso em rendimentos isentos distribuição para o sócio porque eu, como contadora, posso assinar lá o balanço, tal, todas as demonstrações, registrar na junta comercial e aí, é isento. Não pago nada para o imposto de renda e estou em dia. E não é ilegal. Não é ilegal. Isso está dentro da legislação. Não é a Fabiana que fala, não é qualquer contador que fala, é a Receita Federal que está falando, dentro da legislação. E quanto que custa fazer isso, essa contabilidade? Se a gente for falar de valores aqui, é a partir de 10% do salário mínimo. Então, R$132,00 mensal é um valor que eu acho muito acessível, interessante, porque você pode estar economizando R$10.000,00, R$15.000,00 em imposto de renda pessoa física. Por quê? Se você não tem contabilidade, você vai ter que distribuir esses lucros como isento, uma parte bem pequena como isento e uma parte super grande como tributável. E aí, você ganha tendo a contabilidade como aliada. E é, por exemplo, numa dessas situações que você acaba de mencionar, Fabiana, que você conseguiu, então, agregar e conseguir, como se diz, ter o seu sonho, por exemplo, a gente viu lá naquela reunião, cada mulher daquela reunião tinha um sonho, tinha um negócio, e você consegue, através do seu trabalho, também trazer essas mulheres pra esse despertar da importância, por exemplo, de ter uma profissional como você? Sim, eu me sinto assim, muito completa, feliz, por ajudar outras pessoas a ter essa visão empreendedora de forma assertiva. Por isso que eu falo, a gente sente isso da riqueza. Eu tenho clientes meus que começaram comigo no MEI e assim, cresceram de forma exponencial. Elas até chegaram em mim e falaram, ah, eu tenho medo de emitir essa nota aqui, porque eu sei que agora eu vou estourar. Está no meu momento de estouro, que a gente fala que é o estouro, né, de passar do MEI para o Simples. Eu falo, não tenha medo de crescer, porque a gente vai crescer e vai crescer certo. Então, assim, a gente não tem que ter medo de pagar imposto. Tem medo, sim, de pagar imposto errado. Imagine você podendo economizar 14 mil e está gastando 14 mil. Por isso que, às vezes, o sonho torna-se um pesadelo. Porque a pessoa não tem o direcionamento para onde ir. E desde o início, mesmo antes da confraria, você já atuava de forma independente ou não? No início da sua carreira, você trabalhou em escritórios contábeis. contábeis como foi um pouquinho a trajetória da Fabiana até chegar na contraria eu comecei a trabalhar em um escritório de contabilidade com 14 anos então assim a minha alma é da contabilidade eu tenho essa paixão eu falo que contabilidade é uma é amor mesmo contabilidade por amor e foi toda essa minha trajetória tenho 32 anos que eu estou na área contábil mas assim ao mesmo tempo me via como empreendedora contábil porque eu achava muito difícil eu falava, meu Deus, porque o contador é um médico, como se fosse um médico da empresa e cada um cuida de uma parte e eu falava, eu só sei cuidar da parte tributária, quem vai cuidar da parte previdenciária? quem vai cuidar da parte dos balanços? quem vai cuidar da parte societária, que é as alterações todas? então eu achava impossível ter que entender tudo aquilo até que um dia desabrochou falar, gente, vamos fazer parcerias Porque não dá para saber tudo. Não dá para eu saber tudo. Então eu fiz parcerias e aí, através disso, fiz a Contraria das Contadoras, onde eu tenho vários parceiros e parceiras que cada um faz um pedacinho da contabilidade. Olha, e é aí que tem essa união, inclusive, para que vocês possam oferecer o serviço por completo. Cada um tem a sua especialidade, é uma equipe de contadores e contadoras que fazem o serviço e aí a gente direciona essa carteira de clientes para cada um. A gente está hoje gravando aqui num espaço chamado Afro Empresarial. O que é isso e o que esse espaço representa nesse movimento do seu negócio? Esse espaço aqui é um espaço também que eu tenho muito orgulho de pertencer. É um espaço que é aqui dentro do município de Hortolândia. a União da Prefeitura, que criou uma legislação de apoio ao afroempreendedor. Então, Hortolândia é a única prefeitura no Brasil que tem essa iniciativa de apoio. E aí se juntou a rede ReAfro, que é a rede de afroempreendedores, junto com o Shopping também, e aí juntou esses três, e aí estamos aqui para atender, para dar mentorias de forma gratuita. A gente faz mentoria na área financeira, na área contábil, na área de marketing, na área jurídica, e aqui temos os profissionais que fazem essas mentorias, porque é o pilar de todas as empresas, é isso, jurídico, marketing, financeiro, contabilidade, não tem para onde fugir. Então, se você quer empreender de forma assertiva, vem aqui nesse espaço que a gente faz a mentoria gratuitamente para vocês. E foi a partir desse espaço que você chegou até o Núcleo de Mulheres Empreendedoras, que faz parte da Associação Comercial da Cidade ou não? Como foi essa história? Sim, foi através desse espaço. Conheci a Aline em outro evento, na verdade, antes da pandemia, ainda nem fazia aqui parte muito do espaço. E aí, vindo aqui para o espaço, a Aline me convidou e eu sempre participo de grupos de mulheres empreendedoras e, para mim, são esses grupos que fazem um grande networking. E assim, eu posso dizer que 80% dos meus clientes vêm desses grupos de mulheres que começam a empreender e a maioria também está nessa situação de não entender muito bem aonde que enfia a contabilidade, tem esse mito, a contabilidade é muito cara, não é para mim, mas quando me conhece, a gente conversa e troca uma ideia e ela já entende que não, é esse caminho que eu tenho que seguir. E aí, acabo virando cliente. Inclusive, a Fabiana participa também daquela outra rede de mulheres negras empreendedoras aqui da região metropolitana São esses grupos que trazem então essa referência pra você Sim, eu sou embaixadora do grupo, né, negras empreendedoras E eu digo por experiência própria, quando eu comecei a empreender, comecei do zero, não tinha nenhum cliente Eu ia nesses grupos e postava fotos que estavam no grupo e tal E aí sempre as pessoas, aquele burburinho, nossa, mas agora você não trabalha mais, só fica em café, toma café aqui, toma café ali. Não está fazendo mais nada. Não está mais trabalhando. E mal sabiam eles que eu estava fazendo negócios. Eu estava ali para ser relacionável, porque o mundo dos negócios é feito de relações humanas. E é através dessas relações humanas que a gente cria os negócios. E foi através de lá que em um ano eu já tinha 20 clientes, do zero para o 20. Hoje você tem quantas clientes? Hoje eu estou em média de 80 clientes, pessoa jurídica e aí pessoa física, tenho mais aí, vai, umas 200. Umas 200. Inclusive você menciona justamente uma coisa que entra, quando a gente fala em empreendedorismo feminino, Fabiana, é muito comum a gente pensar num homem fazendo, sei lá, tomar um drink de negócios, um... Rodada de negócio, café, um café. É uma coisa assim. E a mulher sempre se pensou nela tomando um café da tarde, aquela mulher que não tem nada para fazer e que toma café da tarde. Está com o bolso para o bairro e o chazinho. Isso. E de repente, quando a gente pensa nesse café, nesse encontro de mulheres na tarde, de mulheres encontrando para falar de negócio, você acha que ainda é algo que assusta o mundo dos negócios como um todo? Ou como que tem sido aceito esse movimento? Eu acho que a gente está dando uma mudança de paradigma para esses encontros. As pessoas começam a respeitar esse espaço de encontros. Eu até no último encontro falei assim, foi um encontro visionário, tinha um espaço kids. Então, quer dizer, a empreendedora que tivesse filho podia ir levar o filho, porque muitas falam que não podem enfrentar porque têm filhos. Não, aí não tem essa desculpa. Aqui também tem um espaço kids para os seus filhos, com uma monitora, e aí pode fazer negócios à vontade. E realmente é uma conexão de negócios, onde você faz parcerias. Às vezes, assim, parcerias com pessoas que nem são afim do meu negócio. Vamos supor, eu sou contadora e eu quero trazer aqui um grupo de trancistas e aí eu vou pegar esse nicho e falar para eles do negócio delas, como elas podem fazer da melhor maneira. Ou mesmo oferecer aqui, ah, quem fizer contabilidade ganha um desconto na trança. Então tem essa rede de apoio. Ou eu vou... E eu fiz isso. Uma espécie de permuta. Pergunta, presentear as mulheres, no Dia das Mulheres eu fiz uma parceria com uma empreendedora e distribuí do artesanato dela. Então, a gente faz essa fomentação dos negócios. Uma fazendo o negócio com a outra. Você disse também que faz palestras. Como que entrou essa questão da Fabiana palestrante? A Fabiana palestrante, assim, a Fabiana é muito prolíquia, gosta de conversar. Então, quando eu fui apresentar meu TCC, na minha primeira graduação em contabilidade, os professores da banca falaram, nossa, já está contratada, você vai ser professora. E aí eu falei, então eu tenho esse dom, vou desenvolver, que eu nem me reconheci com esse dom. Comecei a fazer uma licenciatura em matemática para poder dar aula, comecei a dar aulas, fiz também pedagogia, uma terceira graduação em pedagogia, e também hoje estou fazendo direito, estou no sétimo semestre. E aí eu faço mentorias, eu dou palestras, Já dei aula também como professora de ensino médio, em matemática mesmo. E é aí, multiuso, multifuncional. Multifuncional. E por que a contadora, a gente vai aproveitar um pouquinho, achou que precisava de direito? É uma legislação muito específica nossa de contabilidade. E a gente, todo dia, quem se formou em contabilidade, sabe que é o resto da vida estudando. E aí, é muito próximo ao direito. Então, como eu quero sempre estar atuando e sempre fazendo melhorias nessa área, então eu estou fazendo direito para atuar em direito empresarial, direito tributário e direito de trabalho. Então é esse olhar empreendedor que não basta abrir o negócio, tem que sempre se atualizar. Sempre se atualizar, sempre investir, sempre estar próximo, entender o que está acontecendo no mercado, investir em tecnologias, porque a tecnologia está aí para a gente usar ao nosso favor. Então, eu acho que a empreendedora, o empreendedor que quer ter sucesso, tem que seguir essa receita, sempre estar atualizado, sempre estar em contato com outros empreendedores, ver o que está dando certo no negócio do outro, o que deu errado, porque através dessas conversas, o que está dando certo, dando errado, a gente tira lições para o nosso próprio negócio. Fabiana, para quem está nos assistindo, o que você diria para quem está começando a empreender, não entende muito bem do negócio eu sei fazer bolo, a pessoa diz assim eu sei fazer bolo, por exemplo, mas eu não sei como abrir um negócio pra vender o meu bolo, o que você diria? Procure um profissional especializado venha aqui no nosso espaço também, afroempresarial Só quem mora em Nortolândia pode ser atendido aqui? Não, a gente atende na verdade podemos atender pro Brasil inteiro a gente pode fazer de formato online também esse atendimento, não precisa ser só presencial presencial a gente fala que é mais gostoso a gente conhece a pessoa, conversa Por exemplo, o pessoal aqui da região metropolitana, que é pertinho a Hortolândia, pode dar uma corrida aqui. Pode, pode. É aberto para todo o público. A gente atende todos os profissionais de todas as áreas. Podem vir aqui nos procurar, que a gente atende sim. Tá certo. E olha, e aí aparecem as redes sociais da Fabiana, as redes sociais também do Espaço, para que você possa entrar em contato e tirar todas as suas dúvidas. Muito obrigada, viu? De nada. E assim a gente encerra o Ser Empreendedor de hoje. lembrando que você pode entrar lá na playlist do youtube.com.br TV Câmara Campinas, entra lá no Ser Empreendedor, você acompanha essa história e tantas outras que já passaram na televisão e que estão disponíveis e arquivadas lá. Até mais! Legenda Pedro Esteves
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