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Ser Empreendedor | Nova loja colaborativa
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Ser Empreendedor | Nova loja colaborativa

117 views Publicado 14/04/2025 HD · 34:19

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Além inteira de estudo. Uma nova fase do programa Feira da Mulher Empreendedora. Esta é a quarta loja colaborativa em Campinas. Uma ação que começou lá em 2022 com 80 mulheres na feira da Estação Cultura. Atualmente são 3.000 estimuladas ao empreendedorismo e que vai muito além de uma renda extra familiar. Histórias que o programa de hoje conta a partir de agora. [Música] Loja colaborativa é um modelo de negócio fundamentado nos princípios da economia colaborativa, que acontece através do compartilhamento e a troca de serviços e objetos entre empresas e ou microempreendedores individuais. Esta que fica no Shopping Dom Pedro é uma parceria com o SEAMO, o Centro de Referência e Apoio à Mulher. e tem como foco principal o programa Mulheres Empreendedoras de Campinas, que se revezam na exposição dos produtos com objetivo de estimular a economia local e promover o empoderamento feminino. Anteriormente nós tínhamos um espaço que era um kiosque e aí o shopping nos nos chamou para uma conversa e disse que iria nos ofertar eh uma loja exclusiva para as mulheres. Nós ficamos muito felizes, pois inauguramos agora recentemente esse espaço que agora é um espaço maior e também dá mais espaço para que as mulheres possam participar. A cada 15 dias a gente faz uma troca e todas elas passam por por treinamentos para entender como que é estar dentro de uma loja colaborativa, porque além de ela vender o produto dela, ela também enquanto ela estiver lá, ela vai vender o da colega. Então, a gente prepara essa mulher para ela poder estar naquele ambiente. O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 10 horas da manhã às 10 da noite e domingos e feriados do meio-dia às 8 horas da noite. Na loja de economia colaborativa e criativa, as empreendedoras participantes não precisam arcar com custos de aluguel ou taxas. E diferente do que ocorria antes, com a venda em um kiosque neste mesmo centro de compras, a loja agora deu um novo fôlego no negócio de cada uma das empreendedoras que fazem questão de contar suas histórias. Eu me formei em serviço social, sempre trabalhei em empresas, né? eh várias empresas de nome, Parmalates, Quencariol, Fibral, eh na parte administrativa, não, na área de serviço social mesmo. Trabalhei na área da saúde, né, juntamente com os médicos e me aposentei, né, como assistente social. Três anos eu já me aposentei e quando eu me aposentei, eu pensei assim, não vou ficar mais parada, porque mulher não para, né? mulher tem que continuar produzindo em casa e fora. Então eu comecei a participar de um grupo de artesanato que é da comunidade da esperança do Alto do Taquaral. E eu pensei assim, será que eu tenho dom para fazer trabalhos artesanais, né? Eu não sabia se eu tinha esse dom. Eu falei: "Mas eu vou tentar". E aí eu comecei trabalhar no na no grupo das mulheres que fazia confecção de semijoias. E eu descobri que eu tinha o dom, né? Eu fazia peças lindas. E aí eu comecei a me despertar para eu poder fazer as semijoias. Quando foi que despertou em você o desejo de empreender? Eh, assim que eu comecei descobrir, né, que eu tinha o dom, né, para artesanato, eu passeando aqui no Shopping Dom Pedro, tinha um kiosque, né, que iniciou o kiosque aqui no Shopping Dom Pedro. E eu fui conversar com uma das expositoras e ela falou: "Você não tem interesse em participar do do programa?" Eu falei: "Tenho." Aí ela passou o link para mim, as orientações, eu me inscrevi e na semana que eu já me inscrevi, eu já fui convidada para participar. Eu também, assim, sou psicanalista clínica, né? Eu falei, eu preciso cuidar das pessoas e cuidar de mim também. E o artesanato é uma forma de você cuidar da sua saúde mental. E aí, partindo então dessa questão também de saúde mental e de estar com as pessoas, como que foi essas peças que nós estamos mostrando aí atrás de você? Elas são feitas por você? Como que foi formatar então isso? Olha, eu vou entrar nesse negócio, que que eu vou levar para vender lá? Como que foi? Então essas peças, assim, eu compro as peças, eu monto, é o meu design, são peças únicas e eu trabalho em parceria com a minha cunhada, que ela já é uma pessoa idosa, ela não tem condições de estar vindo nas unidades para ficar vendendo, expondo. Então, a gente está fazendo esse trabalho com parceria. Nós, ela monta, ela monta, eu também monto, né? A gente compra as peças e faz o nosso próprio design. Ah, então, por exemplo, você comprou cada peça para formar esse acessório. É isso. Isso. Isso mesmo. E quando foi que você recebeu esse convite para vir? Inicialmente você veio com quantas peças, você lembra ou já era todo esse mostruário que você tem aí? É, já era todas, porque quando eu eu já estava começando, né, fazer as peças e quando eu fui convidada, eu falei: "Ainda bem que eu tenho as peças montadas, né? Então assim, foi um presente de Deus também, né? Uma super oportunidade. Quando veio então que esse programa passou de quiosque aqui no Shopping Dom Pedro, que é um importante shopping muito movimentado, um dos maiores da América Latina, nós teremos uma loja agora. Como foi isso para você? Nossa, para mim foi um presente de Deus, né? Porque esse mês é o mês de abril, eu vou fazer aniversário, né? Então, foi um presente de Deus, porque eu achei uma super oportunidade de você ter um lugar de segurança e também uma oportunidade de você fazer a venda dos teus produtos, eh, apresentar os seus produtos para as pessoas, as pessoas conhecerem a tua marca, né? Então, foi assim, muito bom, fiquei muito feliz. Você falou bastante da importância da saúde mental nesse processo, mas vamos falar um pouquinho da saúde financeira. tem ajudado também. Você é aposentada, tem a questão de que você se aposentou, né, no serviço social, mas de que forma também esse negócio tem feito essa questão da renda para você? eh a as vendas, né, da semijo dos meus produtos artesanais, ela vem a somar, né, com o meu orçamento familiar, né, eu tenho uma filha, né, que é adolescente, a gente tem muitos gastos até que ela comece trabalhar. Então, assim, eh, o que entra, né, financeiramente com as vendas me ajuda muito a atender vários desejos da minha filha, né? É mais voltado paraa filha. De que forma você tem então utilizado pro seu negócio esse espaço? Como venda final mesmo ou como uma vitrine para que as pessoas, por exemplo, te conheçam, conheçam a sua vitrine na internet, depois façam o pedido. De que forma você tem pensado estrategicamente nisso? Eh, a exposição das semijoias ou dos meus produtos artesanais, ele é uma forma assim para que as pessoas conheçam o meu trabalho, né? para que elas conheçam também a minha marca. E é uma forma também das pessoas também fazer o pedido, né, pelo WhatsApp, pela internet, né, pelo Instagram. Então é uma forma assim de venda, são meios de vendas que nós temos, né, além da loja física. Até quando você quer continuar participando do programa? Eu quero participar até enquanto eu estiver com vida, com fôlego de vida. Eu quero participar. A Fernanda é protética. Entre velas aromatizadas, difusores, água de lençóis, homepray, sais de banho, entre outros. Ela encontrou na perfumaria para casa e ambientes um novo modo de trabalhar que vai além do aumento da renda. Eu sempre gostei de estar fazendo alguma coisa de artesanato, né? Eh, para mim é algo terapêutico também. E eh eu eu viajei paraa Índia no começo de 2019 e eu sempre gostei assim dessa coisa mais holística, dessa coisa mais com o bem-estar, né, com a saúde mental também. E aí lá eu pude ver o quanto as pessoas fazem uso de coisas naturais pro seu próprio bem-estar, tanto alimentação quanto cuidados do corpo e tal. E aí quando eu voltei dessa experiência, eu falei: "Eu preciso fazer algo que proporcione esse bem-estar paraas pessoas". E aí quando você fez isso, tá? Você poderia fazer para dar de presente, você poderia fazer simplesmente pôr um hobby, quando você falou: "Vou vender o que eu faço?" Quando foi isso? É, na verdade, quando eu escolhi trabalhar com esses produtos, né, foi já com a intenção de vender como uma outra fonte de renda, né, e também com o objetivo, com o propósito de poder proporcionar paraas pessoas algo relaxante, algo que trouxesse o bem-estar. Então, no meus produtos, eu trago muito a questão da aromaterapia, que tá envolvido nos cheiros, né, que eu trabalho, nas fragrâncias que eu trabalho. Eh, então, desde o início, eu sempre tive esse objetivo, não só um perfume, mas sim o que essa fragrância, esse aroma, esse perfume pode eh transformar e proporcionar a vida das pessoas. E como foi e por você veio para o programa Feira das Mulheres Empreendedoras? Sim, quando eu comecei, eu falei: "Bom, e aí, né, eu vou produzir, vou fazer e preciso começar a trabalhar o meu network e fazer as minhas vendas, né?" E então eu comecei e abrindo um perfil no Instagram eh com os amigos conhecidos, familiares, né? Mas eu falei, bom, ainda tá muito pouco o meu volume de venda, eu preciso aparecer, a minha marca precisa ser conhecida, precisa aparecer e e fazer disso, né, o o aumento das minhas da minha renda também para poder bancar o custo do do meu investimento. Eh, aí eu conheci o programa das mulheres, né, eh, através de uma indicação até da minha cunhada. minha cunhada que me indicou o programa? Hoje ela não participa mais, mas ela na época, há dois anos atrás, já tem dois anos que eu tô no programa, ela me indicou e aí eu entrei em contato e comecei a participar das feiras, eh, dos eventos nas empresas também, né? Já foi em outras lojas colaborativas. Lojas colaborativas. Essa é a minha segunda experiência. Eu participei aqui mesmo no shopping, mas no kiosque nós tínhamos, né? E aí quando eh eu fiquei sabendo na da inauguração dessa loja, eu falei: "Ah, eu acho que é uma ótima vitrine, uma ótima oportunidade, né, para eu voltar pro shopping da mais um shopping como o Dom Pedro, né, para poder continuar trabalhando esse network e essa prospecção dos meus produtos. E como tem sido essa experiência? tem sido uma experiência muito boa, tem agregado inclusive eh no trabalho que eu faço de marketing digital, porque as pessoas me perguntam muito: "Ah, você tem loja física?" Eu não tenho loja física, mas eu estou numa loja física, né? Então isso abre caminhos, né? Eh, quando a pessoa pergunta lá no marketing digital, ah, eu gostaria de sentir o aroma do seu produto, vá até a loja colaborativa. Exatamente. E aí a gente aproveita também para divulgar o trabalho das colegas, né, para enfatizar eh todos os trabalhos que estão expostos aqui, não apenas só o os meus produtos, né? E como você se divide entre trabalhar aqui na loja, produzir, né, todos esses produtos aí que você vende e também com a sua outra profissão? Olha, é uma correria, né? Mas quando a gente tem um propósito, um objetivo na vida, a gente tem que fazer acontecer de alguma forma. Então eu procuro aí me organizar, né, com dias, com os horários. O bacana da loja é que a gente trabalha aqui por escala, então isso é algo que me facilita estar aqui também, né? E a gente vai dando um jeito da da maneira da melhor maneira possível. Maria do Carmo é aposentada e deu um novo significado à sua trajetória durante a pandemia. Eu trabalhava em lojas de móveis e decorações. Me aposentei, fiquei uns tempos sem fazer nada. Quando veio a pandemia, eu comecei a fazer máscaras, né, para vender, para doação, tal, e me apaixonei pela costura, tá? Aí não tinha costurado antes ainda? Não, nunca costurei, tá? Aí quando veio o projeto das mulheres empreendedoras há três anos atrás, né, com a GRZ, e eu fui uma das primeiras quando era ainda 80 mulheres, que hoje tá mais de 3.000 mulheres, né? e faço lojas colaborativa, faço feira e faço feira também fora do projeto. Sim. Mas você tava lá tranquila, aposentada, veio a pandemia que deu uma sacudida e você decidiu inclusive empreender nesse período. O que que mudou na sua vida? Olha, mudou bastante coisa, né? Amizades, né? Preenche um vazio, né? Porque eu não gosto de vazio, né? Não gosto de ficar parada, então sempre tem alguma coisa para fazer, né? Ou costura ou saio, monto barraca, né? E e é uma terapia, né? Para mim é uma terapia fazer o que eu faço. Você falou inclusive que vai participa das feiras, vai em exposições. Conta um pouquinho do que que você já fez aqui no programa da Feira da Mulher Impedora. Eu já fiz, faço as feiras, feira mãe, algumas descentralizadas, já fiz kiosque Dom Pedro, Unimarte, Shopp Campinas, né? E e as outras e cada um deles aprende alguma coisa? Ah, sim, aprendo e pretendo aprender mais e pretendo fazer mais amizades, que é muito importante na minha vida fazer amizades também. Quando a gente pensa nas peças que estão aí ao fundo, a gente tem vários tipos de produtos. Você disse que começou fazendo máscara. Como que foi aos poucos? Olha, agora eu vou fazer uma bolsa. Agora eu vou fazer uma pochete. Me conta essa história de cada vez inventar um novo produto. Aí eu procuro, né? Eu quero sempre est fazendo coisas novas, né? Então eu fico procurando na internet o que fazer, né? E e nunca entrei em curso nenhum, nada. Até do Fuxico aprendeu sozinha. Tudo sozinha. Aprendi tudo sozinha, tudo na pela internet. E quando as pessoas chegam aqui na loja, Maria do Carmen fala: "Ah, você faz tal coisa e às vezes você não tem um produto aqui". Como que você faz? Faço. Eu nunca falo não. Eu faço o que você quer e eu faço. Faço. Faço. E isso tem feito com que você conquiste mais clientes. Sim. Sim. Me lembra um pedido que já tenham feito para você que você foi lá, correu e fez? Olha, porque eu também faço macramê, tá? Então, uma médica foi na feira, que eu faço feira também lá no castelo, eh, que eu fizesse uma alça de uma cadeira para ela. Eu não conhecia nem a cadeira dela. Você faz? Faço. E nessa alça começou a aparecer mais coisas dela mesmo, coisa que não tinha nada a ver com macramê, costura, é um monte de coisa. Então, ela virou minha cliente e até minha amiga. E como tem sido para você que já participou inclusive lá do kiosque agora nesse novo modelo? Aqui tá mais espaçoso, tem mais eh eh mais eh mercadorias, mais coisas expostas, então tá chamando mais clientes, né? Para Priscila, a questão emocional também teve tanta importância quanto a renda do seu negócio. A paulistana encontrou um novo sentido a partir de seus laços e tiaras. Desde pequena eu tenho esse feeling pro artesanato, né? Mas o meu primeiro emprego foi em call center, operadora de telemarketing. E chegou uma época que eu falei: "Não, vou fazer pedagogia". Porque eu sempre me dei muito bem com criança, trabalhava com as coisas da igreja, então sempre muito bem, dei muito bem. Só que aí chegou uma idade que eu falei: "Meu, eu preciso fazer um algo a mais". Quando eu fui casar, comecei a mexer com MDF, eu fiz todas as coisas do casamento e tal. Falei: "Meu, tenho tenho talento para isso". Daí, eh, comecei a trabalhar com isso e mesmo assim trabalhando em call center e tudo mais, era uma renda extra. Isso era uma mais, sabe? Era um hobby que me dava lucro, né? Então, arrendava os dois juntos. Só que aí com a minha vinda para Campinas foi quando eu já estava com os laços. Eu comecei a trabalhar com os laços em 2020. Você é de onde? Eu sou de São Paulo, tá, né? devido ao emprego do meu esposo, fomos transferidos para cá e a minha vida toda veio para cá. Então, tem 3 anos que estamos aqui. E desde 2020 que eu trabalho com acessório de cabelo. Comecei por curiosidade, falei: "Ah, já que eu consigo fazer coisas de MDF, por que não tentar os laços?" E tenho super apoio da minha família e principalmente do meu esposo. Mas por que lá? Você podia ter decidido outra coisa? Que que aconteceu? Você teve, ah, vou fazer para uma sobrinha, vou fazer para uma amiga. Me conta essa história do laço. Eu, assim, como eu já fazia algumas coisas, eu quis testar, que no entanto eu comprei até uma máquina de costura para começar com laços de tecido, né? Aí comprei, falei: "Vou me arriscar". Ai, fiz máscara, que foi a época da pandemia, fiz máscara, fiz um monte de coisa e fui só agregando. E os laços tinha uma sobrinha que tava para chegar, eu falei: "Ah, a tia vai ter que fazer o laço da garota". E aí foi que eu comecei a a me aperfeiçoar, fazendo cursos, correndo atrás para hoje ter a qualidade que eu entrego para as minhas clientes. Quando você veio então para Campinas, trouxe já a técnica dos laços, já conhecia a gente aqui ou não conhecia ninguém? Como que foi essa trajetória de empreender aqui na cidade? Mulher, foi difícil porque eu não conhecia nada e nem ninguém, só eu e meu esposo. Então as coisas foram acontecendo aos poucos. pego uma amizade com vizinho aqui, outro ali e através do Facebook que eu vi uma postagem de uma feira que era a feira descentralizada no C Silva, porque me avisei falou: "Vou te colocar no grupo da vila e você fica sabendo das coisas e anuncia os seus produtos". Falei: "Beleza". Quando eu vi a feira, eu não entendia do que se tratava ainda. Achei que era uma feira qualquer, uma feira livre, mas era feira da mulher empreendedora, né? que eu acabei conhecendo pelo Facebook com eu já tava um ano aqui, aí eu me inscrevi e comecei meti as cara e fui. A primeira-feira foi a do da do C Silva que você foi. C Silva. E a partir daí? Aí eu não parei mais, mulher. Graças a Deus eu conheci muita gente, conheci muitas pessoas. Eu cheguei aqui com tratamento para depressão, ansiedade. Hoje eu teria até uma dificuldade maior de estar conversando aqui com você por conta dessa situação quando eu cheguei aqui. Mas hoje eu tô assim, me mudou assim completamente, me forçou a sair de casa. Então assim, a minha recuperação ajudou muito através do programa, porque não é só feira, não é só ah, vou ganhar uma grana, vou fazer minha grana e tirar meu salário dali. Então, foram umas coisas que foram se encaixando uma na outra que para chegar aqui deu tudo certo. E como você se organiza então para ter a rotina? O dia de produzir os laços, uma o dia de comprar os insumos, o dia de estar em uma feira ou mesmo na loja colaborativa? Como que é essa rotina? é um pouquinho difícil para mim, né, no começo, mas depois que vai pegando uma rotina, ah, hoje, por exemplo, hoje eu tô aqui, então o meu dia de produzir é amanhã. Então, assim, eu cada dia eu faço uma coisa, um dia eu corto, outro dia eu seleciono os modelos, outro dia eu faço um modelo só, outro dia eu vou pra costura. Então, aí quando eu termino tudo, já tem aquele monte de coisa já pronto e eu só saio para ir pras feiras, pros outros lugares para vender e vir pra loja também. E como foi esse processo de sair das feiras e vir para uma loja colaborativa? Me conta um pouquinho dessa experiência. Eu gosto muito de estar aqui no shopping. Eu acho que o meu, não sei, né? É o que eu acho que o meu perfil para estar na loja para mim é mais tranquilo. Acho que eu me identifico mais, né? Mas assim, não que eu não goste de fazer das feiras, eu amo fazer as feiras. Mas como que foi assim? a primeira vez que você é a primeira vez sua aqui ou você já participou de outras lojas colaborativas? Me fala dessa experiência. A minha primeira experiência em loja foi no Campinas Shopping, que foi maravilhosa. Encontrei, fiz amigas, né? Fiz muitas amizades que através dessas amizades me geraram outros lugares até mesmo fora, né, do programa. Então assim, eh, conhece muita gente, você faz muita amizade, você pega aquele carinho, sabe? aquele amor pelas pessoas e para mim que tava chegando na cidade, ser acolhida da forma que eu fui foi maravilhoso. Hoje em média mensalmente você tem uma renda de quanto com o seu negócio? Com o meu negócio em torno de 1500. Tem vezes que passa um salário mínimo, né? Mas assim, se eu me esforçar muito mais, né? E mais para cima assim, com certeza eu consigo tirar muito mais. Então, falando sobre isso, a gente tá no início, ainda não chegamos no meio do ano. Quais são os planos da Priscila Empreendedora? Bom, eu pretendo expandir, né? Estar num lugar desse é algo assim que eu não tenho palavras para falar. Se eu vou começar a falar, já vou começar a chorar porque eu sou dessa, emocionada, porque não é fácil você entrar numa loja, não é fácil você ter um espaço, né, para expor o seu produto. E eu passava, menina, eu passava na frente das lojas com meu marido, falava: "Nossa, que sonho, já pensou meu produto aqui às vezes numa feira artesanal, falei: "Já pensou?" Aí ele falou: "Meu bem, corre atrás, vai que você consegue". E aqui em Campinas que eu fui conseguir, eu nasci em São Paulo, criada em São Paulo, nunca tive essa oportunidade e Campinas me trouxe essa oportunidade e eu sou muito grata por isso. Deus sabe o que faz na hora certa, né? E agora você falou, claro, a questão econômica é muito importante, mas essa questão da autoestima da Priscila, que hoje consegue falar em público, falar para uma reportagem, como que é essa Priscila hoje com aquela Priscila que começou lá no início fazendo laço pra sobrinha que iria nascer. Eu não tinha noção que eu ia me apaixonar tanto pelo que eu faço, sabe? Eu amo de verdade fazer os acessórios. É. É cada feedback às vezes que recebe assim, sabe? Tipo, nossa, é, recebi mais do que eu esperava, você me entregou mais do que eu esperava. Isso dá um quentinho no coração muito gostoso. Eu falo: "Deus, obrigada, porque através do meu trabalho eu consigo fazer uma outra pessoa feliz, eu consigo ajudar uma aceitação. Por exemplo, minha sobrinha, ela tem um cabelo afro e ela via eu ali escovando o cabelo, ai titia, quero o teu cabelo igual você" seu. Eu falei: "Não, seu cabelo é lindo. Olha, tá vendo esse laço aqui? e entreguei um laço pink para ela da Barbie, ela ela fazia assim. Então assim, isso é gratificante para mim, porque eu ajudo na autoestima também de uma criança, tanto de uma mulher quanto de uma criança. Então é é algo é surreal o sentimento. A Mariana, que vende peças em resina nem pensava neste material quando começou a trabalhar com artesanato. Eu comecei em 2018, no meio da faculdade. Eu fiz faculdade de arquitetura e no meio da faculdade eu conheci o Lettering, que é o a arte de escrever. é caligrafia, letras desenhadas e comecei fazer escritas no eh eu fazia no papel e postava no Instagram. Isso durante a faculdade como um hobby, só para ter anotações mais bonitas, essas coisas. Só que aí com o tempo as pessoas começaram a entrar em contato comigo pedindo para eu personalizar os objetos. Então com isso, eu comecei personalizar eh capa de caderno, caneca, enfim, uma variedade de de produtos. Quando começou a pandemia, eu ainda estava na faculdade fazendo online, né? Aí me veio na cabeça no dia das mães de 2020 começar a comercializar os meus produtos. E foi aí que eu tive a ideia de começar vendendo quadros. Então eu fiz vários quadros para o Dia das Mães e foi aí que começou. Comecei a fazer vasinho de suculenta com resina mesmo. Eu comecei trabalhar em 2022. Mas por que que surgiu essa questão da resina no meio dessa história? Então, eu já personalizava várias coisas e aí a resina estourou na pandemia. Eh, começou a aparecer vários vídeos de resina para mim. Aí eu achei incrível porque eu nem gosto de coisa colorida, adoro. E aí eu pensei: "Ah, vou tentar". Aí eu comecei a fazer alguns chaveiros, mas sempre tentando misturar com o letrin. E foi aí que eu comecei a fazer os chaveiros redondos e eu escrevia frases motivacionais no chaveirinho com a minha letra e unia com a resina. Aí, como minha loja já chamava meu Instagram, né, chamava já Letras da Mário, pensei: "Vou começar a fazer chaveiros de letra, que aí vai ter tudo a ver com o nome." E aí eu comecei a levar esses produtos diferentes, postar no Instagram e aí comecei a comercializar. E hoje em dia eu faço bem menos coisas com Letrin do que de resina, que antes era o inverso. E nessa jornada, quando foi que você encontrou o programa Feira da Mulher Empreendedora? Foi em 2022. Eu fiz a minha primeira feira em setembro eh de 2022. Eu já tinha feito algumas alguns eventos antes de de começar a pandemia. Mas como foi? Você viu na internet? Alguma amiga te falou? Instagram apareceu para mim uma publicação e eu achei muito legal. Eu já tava querendo voltar a fazer feira, mas como ficou tudo parado, tava muito difícil de encontrar um espaço que desse oportunidade. Então eu me inscrevi, fiz a minha primeira feira e tô aqui até hoje. E aí, fala um pouquinho como que foi, participou já de outras lojas colaborativas? Vai na feira mãe, na feira descentralizada? Me conta, ó. Desde que eu comecei, eu já participei de todas as feiras mãe, eu vou em todas. Já participei da de várias lojas colaborativas, já participei daqui do kiosque, do Shopping Dom Pedro, eh do Shopping Bandeiras e do Campina Shopping. Essas foram as lojas que eu participei. E aqui agora no na loja do Dom Pedro, eh esse negócio juntando com o que você faz na feira, com outras participações suas, com as vendas online, quanto esse negócio te rende hoje? Hoje em dia o meu negócio por mês me rende de R$ 2.000 a R$ 3.000 por mês. E onde você quer chegar? Ah, eu quero um dia ter uma loja física. A sua loja? É, é o meu sonho ter uma loja física. E você já visualizou como é possível fazer isso? Tô em processo, que até ano passado meu sonho era ter um atelierê meu, porque era tudo se muito no improviso. Era na sua casa? Era na minha casa. Agora continua sendo na minha casa. É que eu mudei, eu vou mudar em breve porque eu vou me casar. E aí eu realizei o sonho de finalmente ter um quarto só para mim, para eu fazer o que, vai ser o seu atelier, vai ser o meu atelier. Tô terminando a reforma lá, então vai ser o meu espaço para eu trabalhar, fazer a bagunça que eu quiser lá. E esse já foi uma realização de um grande sonho. Agora tô em processo de terminar o ateliê, né, que ainda tá em obra. E em obra não, nos ajustes finais, falta colocar alguns móveis e dar um toque final. E aí agora o próximo plano é construir minha loja física. E nesse período que você está inclusive no programa, além de claro, trabalhar nas lojas, você participa? Fala um pouquinho para mim de quanto é importante ter as palestras, os encontros que vocês são convidadas a participar. O programa na minha vida ele é de suma importância porque ele me abriu muitas oportunidades e eu acho que as palestras, os cursos, enfim, todas as oportunidades servem para potencializar ainda mais. Então eu recebi muito conhecimento dentro do programa. Então, o que que mais te chamou atenção até hoje? Você lembra de do que você aprendeu lá? Ah, eu acho que o o network que a gente faz com as pessoas, né? Porque a de cada evento que a gente vai, a gente conhece mais pessoas, apresenta o nosso trabalho e é uma vai crescendo e a tendência crescendo a mais. Eu acho que é isso. Você disse que hoje tem outros produtos que foram aparecendo essa oportunidade e o que você menos faz é o LR, né? Como que é quando você pensa, olha, agora eu vou fazer uma caneta, agora eu vou fazer uma presilha de resina, como que é isso? esse processo criativo, ah, vai surgindo na minha cabeça e eu vou tentando. Aí o que dá certo eu vou vendo se tem saída e vou produzindo. Mas eu assim, eu viajo, eu fico com a minha cabeça a milhão a semana inteira. Aí faz um protótipo? Faço um protótipo, testo e aí eu estudo como é que eu posso fazer isso em mais quantidades para poder comercializar, porque além dos produtos que eu tenho aqui, eu também faço personalizado, outros produtos. Então eu tenho coleção especial de dia dos namorados, por exemplo, que eu faço uma caixa LED, tem até no no meu Instagram que é cheia de fotos, tem luz. Essa caixa eu faço só em época de dia dos namorados. Aí tem a coleção de dia das mães, produtos especiais de Natal, agora vai entrar a coleção de Páscoa, eu trabalho com canecas também. Então assim, eu trabalho com uma gama enorme de produtos e tento sempre misturar, principalmente com o letring, apesar de ele não ser tão frequente hoje em dia. Aqui você tá trabalhando trazendo a resina, né? Mas nas feiras você sempre traz a resina ou traz todos esses produtos que você me conta agora? Nas feiras eu levo as peças de resina principalmente e levo as canecas. Outros produtos que eu faço, eu faço mais para empresas e sobre encomenda, para eventos ou datas comemorativas. e seu principal canal de divulgação além da feira. É o Instagram. É o Instagram. Tá certo. Então, tem valido a pena então para você participar do programa? Sim, muito. Sou grata todos os dias por participar. Em Campinas, as lojas colaborativas ficam no Campinas Shopping, no Unimarte, no Shopping Prado Boulevar e no Parque Dom Pedro Shopping. Além disso, as mais de 3.000 mulheres semanalmente participam das feiras descentralizadas e bimestralmente da chamada feira mãe, que acontece na Estação Cultura. E para 2025 tem muito mais, adianta a coordenadora do programa. Dá pra gente pensar em algo mais que o programa pretende trazer ainda este ano? Sim, com certeza. A gente tem muitos avanços, muitas coisas ainda a conquistar, né? Eh, apesar da gente ter grandes avanços, nós completamos aí 3 anos de existência desse projeto, mas ainda vamos avançar cada vez mais com esse foco objetivo de fortalecer a mulher, a gente fortalece a sociedade. [Música]
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