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Ser Empreendedor | Morango do Amor impulsiona negócios e transforma vidas de confeiteiras
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Ser Empreendedor | Morango do Amor impulsiona negócios e transforma vidas de confeiteiras

293 views Publicado 17/08/2025 HD · 30:46

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No Programa Ser Empreendedor de hoje, vamos conhecer histórias inspiradoras de mulheres que transformaram paixão em negócio e conquistaram clientes com um doce que está fazendo sucesso no Brasil inteiro: o Morango do Amor. 📍 Entrevistadas: Janaína Scalon Rodrigues e Ágape Gabrielle da Silva Lacerda – @maeefilhaconfeitaria_artistica Juliana Aparecida da Silva – @umdocedeamor2020 A confeiteira Janaína Scalon Rodrigues, 46 anos, trabalha com doces há 30 anos e criou seus três filhos produzindo bolos e sobremesas. O negócio Mãe e Filha nasceu quando sua filha mais velha, Ágape, hoje com 25 anos, preparou seu primeiro bolo para ajudar a mãe durante um momento difícil. Desde então, as duas trabalham lado a lado. Janaína já teve confeitaria e ministrou cursos, mas a pandemia interrompeu os planos. Sem desistir, continuou vendendo doces por encomenda e, no ano passado, montou uma banca para impulsionar as vendas. O sucesso foi tanto que, há quatro meses, abriu uma pequena confeitaria na Vila Padre Anchieta. E foi com o Morango do Amor que suas vendas cresceram 100%, atraindo clientes que, ao experimentar a novidade, acabam pedindo outros produtos. Já Juliana Aparecida da Silva começou na confeitaria em 2014, fazendo bolos de pote enquanto tinha um salão de cabeleireiro. Após pausas e retomadas, reencontrou na produção de doces uma forma de sustentar a família. Com o fenômeno do Morango do Amor, passou a vender cerca de 20 unidades por dia, além de bolos de pote, pudins, copos da felicidade e bombons. Desde pequena, Juliana aprendeu receitas com a tia e investiu em cursos online para aperfeiçoar suas técnicas. Hoje, essa renda é fundamental para o sustento de seus quatro filhos. 💡 O fenômeno Morango do Amor O doce é uma releitura da tradicional maçã do amor, combinando morango fresco, brigadeiro branco e cobertura de caramelo vermelho. O resultado é sabor, crocância e nostalgia — e isso viralizou nas redes sociais. Confeiteiras de todo o país, embaladas por vídeos que acumulam milhões de visualizações, passaram a produzir o doce e registraram aumento expressivo nas vendas. A febre foi tão grande que até a Central de Abastecimento de Campinas (Ceasa) registrou impacto no preço: o quilo do morango subiu 60% em apenas dois dias, passando de R$ 20,83 para R$ 33,33. A onda também ganhou versões luxuosas, como a criada pelo confeiteiro e artista plástico Denilson Lima, vendida por até R$ 2.300 a caixa, simulando joias — e com lista de espera esgotada. Neste episódio, você vai conhecer de perto como o Morango do Amor mudou a rotina de empreendedoras em Campinas, mostrando que criatividade, resiliência e atenção às tendências podem ser decisivos para o sucesso nos negócios. 📌 Assista agora e inspire-se com essas histórias de superação e empreendedorismo! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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A hype do morango do amor, que tem ganhado milhões de visualizações na internet, também tem ganhado o coração das empreendedoras confeiteiras, que aproveitam o momento para faturar ainda mais. E o programa de hoje vai mostrar algumas delas. Esta, por exemplo, já vendeu mais de 1500 deste produto em 15 dias. E nós, claro, vamos agora mostrar o sabor de todo esse sucesso. [Música] O fenômeno conquistou o paladar de muita gente. O morango do amor, releitura da tradicional maçã do amor, que mistura sabor, crocância e nostalgia, está gerando filas e lucros para as confeiteiras por todo o país. Ele virou o carro chefe do negócio da Janaína, que fala de como todo esse processo alavancou o seu empreendimento. Foi um verdadeiro milagre. Eh, esse mês a gente paga um aluguel aqui, a gente tem funcionário. Esse mês antes do previsto a gente já tinha quitado, coisa que assim, a gente às vezes fica no sufoco, mas foi assim realmente surpreendente porque o morango é, ele não trouxe só o morango, as pessoas vêm aqui buscar o morango, elas olham para essa vitrine cheia, então é R$ 15 morango, mas elas levam 30, 40, 60, R$ 100 de coisas. E isso foi movimentando, movimentando. E eu vou falar para vocês, a que tem uns 15 dias que a gente tá fazendo morango. A gente já fez mais de 1500 morangos e é o que tem salvado a gente nesses últimos 15 dias. A confeitaria tá muito cara, sim, porque os o insumo em si ele tá muito caro. O morango ele veio pra confeiteira. É muito, é um, é um produto barato, mas é um produto que dá trabalho. Você pode ter visto aí muita gente fazendo morango do ódio, porque é um produto que dá trabalho, você entendeu? Não é só enfincar o morango, fazer uma calda, não. Tem técnica, tem ponto, tem a qualidade do material, tem a qualidade eh de tudo, do morango, do creme, do ponto do creme. A a primeira vez que a gente fez, o nosso morango ficou não tão bonito, por a gente foi estudar e descobrir. Por quê? Porque a massa não tinha ficado, gente, a gente é experiente, mas para banhar nessa calda tinha que ser um ponto mais firme. Então a gente vai mostrar para vocês o passo a passo disso, mas eu vou dizer para você, é, não é fácil igual a internet mostra, não é queimadura, é sofrimento, mas todo esforço quando a gente faz com amor vale a pena. Você disse que inclusive, na verdade, o morango, claro, tá vendendo muito, mas ele foi uma porta de entrada para o seu outro leque de produtos. Quando que você percebeu que na que isso ia acontecer ou você nem esperava que isso acontecesse? Não, eu percebi que eu precisava de alguma coisa. A gente tá aqui há 4 meses nesse ponto. Eu percebi que o morango abriu essas portas. através do morango, a gente, a nossa página aqui do café, ela aumentou de cliente assim, de uma forma muito rápida, porque ninguém sabia que a gente existia. Então, hoje as pessoas estão procurando morango, mas também estão procurando as outras coisas que a gente tem para oferecer. Você disse que inclusive o morango ele abriu essas portas no sentido, olha a Jana agora tá numa portinha lá no bairro dela, mas você está há 30 anos nesse mercado, então não é de hoje que você empreende. Correto? Correto. E eco, conta um pouquinho dessa história para nós. Eu nunca vi de forma alguma nem bolo de pote, nem cone, nem Eu nunca vi nada explodir como morango. Você entendeu? Eu nunca ganhei dinheiro tão rápido e fácil como morango. Quando você fala, você vende a R$ 15, já vendeu uns R 1500 morangos em 15 dias. Em 15 dias. Em 15 não, porque sábado, domingo, a gente não não trabalha. Mas assim, dias corridos de semana. Eh, a tem dia que a gente produz 100 morangos. Então você tira 100 morangos a R$ 15, são R$. Que eu levo 4 horas para fazer e vendo em meia hora, porque na maioria das vezes a maioria estão encomendados. dá trabalho, é cansativo, mas é assim, a gente procura eh procurar um preço justo, a gente vai atrás de bons fornecedores de morango, o preço, ah, tem gente que vende muito mais caro, gente. É uma coisa que hoje para mim, se eu falar para você que R$ 15 não me abençoa, eu vou est mentindo, entendeu? É uma coisa que tem lucro. Eh, eu acho que assim, quem cobra menos que isso não tá dando valor no seu próprio trabalho. Sim. Entendeu? Eh, claro. Eh, a gente não é de hoje, a gente faz doces há muito tempo. A maçã do amor eu faço há muito tempo. Por isso que eu tinha um um pouco da noção do que ia ser os morangos, você entendeu? Mas tem gente que vai assim de gaiato, vai na primeira vez, acha que vai dar certo. Não, gente, não é fácil. E você que é confeiteira, quando percebeu que tava esse bom na internet, porque ninguém entende nada da onde surgiu essa ideia e que hoje faz tanto sucesso? Quando caiu essa ficha para você? Então, na pandemia eu fiz esse morango, mas sabe, não teve um retorno, não teve nem foi evidenciado. Para falar a verdade para você, eu nem tirei foto porque foi uma coisa assim tão, sabe? Tinha um morango, tinha um creme, a gente aproveitou uma calda de maçã e foi. Você entendeu? Mas é assim, nada que E quando apareceu, ou seja, você já tinha feito em algum momento já. E e quando apareceu isso, a minha filha falou assim: "Mãe, vamos tentar?" Eu falei: "Ah, filha, será?" "Ah, não custa". Primeiro dia a gente fez 30. Vou falar para você, não durou 10 minutos. Quando chegou aqui, teve gente que tava tão desesperado. Teve gente que fala para mim que não tá nem dormindo pensando no morango. Você entendeu? É verdade. Teve moça, você não tem a minha, a minha mulher tá grávida. Veio outro de um rapaz aqui, falou assim: "Moça, a minha mulher não comeu hoje, ela pare". Eu falei: "Não, moça, tá aqui seu morango". E então é assim, eu acho que é mais eh é o vucuvco da internet que provoca essa sensação. É, eu até falei para umas outras amigas confeiteiras que todo mês podia ter um vcu-vuco diferente, que todo mês podia ter alguma coisa assim para movimentar esse essa coisa, porque assim, não só para mim, mas eu tenho certeza que para ela foi bênção. Então, eh, eu tenho outras amigas confeiteiras, a gente troca muita experiência. Ah, como ficou sua calda? Ah, como ficou seu creme? E a gente não é competidora. A gente é ajudadora, entendeu? Porque a minha amiga tá lá no em Sumaré, a outra tá lá em Hortolândia, a outra tá lá em São Paulo e até mesmo as que estão aqui perto. Tem tem gente para todo mundo quer esse morango, você entendeu? Então quanto a isso não não teria problema nenhum em passar dica, ensinar. Até tô pretendendo fazer um vídeo ensinando passo a passo para isso. Enquanto as pessoas cobram, a gente vai dar de graça, porque as pessoas vão ver que não é fácil. Mas o negócio vai além do bundo momento, afirma a empreendedora, que hoje usa a internet e a criatividade para diversificar os produtos. Há 30 anos eu faço bolo, salgadinho, docinho. Eu tenho três filhas criadas com bolo, salgadinho e docinho, né? Então eu posso dizer para você uma coisa, eh, a confeitaria é dom. Não existe confeiteira de momento. Ah, eu vou virar confeiteira porque o morango do amor explodiu. Não existe. Se você não amar, daqui a pouco você tá odiando os morangos, entendeu? Então isso vem de muito, muito, muito tempo. A internet hoje ajuda muito. A gente vende por aquilo que a gente enxerga. As pessoas quando elas vêm aqui, elas vêm o quê? Elas comem com olho daquilo que a gente posta e elas vem aqui, eu quero aquele doce, aquele que você postou. Então a gente consegue trazer as pessoas por isso, entendeu? Sim. E parece que vem novidade aí, você não vai parar no morango do amor. Inclusive, daqui a pouco a gente vai mostrar aí, quem tá vendo esse morango do amor você fez em forma de coração. Por que essa, vamos lá, essa arte? Já que é o morango do amor, nada mais representativo do que um coração. Mas tem dois morangos aí. Tem dois morangos aqui. Hoje a gente não conseguiu encontrar morangos grandes. Aí a gente falou: "O que que a gente vai fazer? Colocar dois morangos é muito dificultoso para embrulhar." Então a gente fez duas coxinhas, grudou as coxinhas e virou o coração do amor. Ou seja, tem que ter criatividade também. Tem que ter criatividade, tem que rebolar para poder fazer o cliente feliz também. Fora isso, você me diz que inclusive vai produzir alguns morangos do Nordeste que são mais conhecidos. Com isso, o morango do Nordeste tá também embarcando nessa. O morango do do Nordeste tá em alta novamente. E a gente criou, criou não, na realidade a gente nada se cria, tudo se copia, né? Sim, a gente tem visto aí na internet o espeto de morango do Nordeste. Então é um morango do do Nordeste bem grande. Quem já viu na nossa página já sabe que a gente tá vendendo ele também. E amanhã a gente vai lançar um uma surpresa. O morango sensação. O que é isso? Que seria o morango sensação? Morango sensação é aquele docinho de bicho de pé envolvido no morango, banhado no chocolate. Gente, duas vezes morango e chocolate. Eu particularmente troco todos aqueles todos esses morangos por um morango desse, porque chocolate morango sensacional. Ou seja, para todos os gostos. Para todos os gostos. Geralmente, para quem é confeiteira, qual é a melhor data do ano? A Páscoa, no meu caso, a Páscoa e o Natal. Morango do amor tá sendo melhor que a Páscoa. Para mim foi. Tudo que eu fiz na minha Páscoa, eh, durante o mês de Páscoa, eu faturei em duas semanas, por inacreditável que pareça. A gente até conversou esses dias, mãe, o ano que vem vamos criar o ovo de Páscoa de Morango do Amor. Vamos criar um ovo de Páscoa de Morango do Amor e vamos colocar Morango do Amor em alguma sobremesa de Natal. pode aguardar que a gente vai colocar alguma coisa nesse sentido também. A gente tem que procurar inovar, porque se a gente ficar parado, a gente não sai do mesmo lugar, não faz um diferencial com as outras pessoas. O que eu demorei dois meses de divulgação de Páscoa, a gente fez em 15 dias agora com esse morango. E nesse caso é tá de olho também nesse mercado para gerir a sua empresa. Então, exatamente até porque, ó, o chocolate tá muito caro, muito caro mesmo. O morango do amor é açúcar. E ele fez o quê? Ele fez com que as confeiteiras tivessem mais lucro e rápido, né? Por quê? Açúcar, água, corante e vinagre, um creme bem feito e o morango. Ah, mas então por que que vocês cobram tão caro? Porque a gente estuda porque dá trabalho. Tem muitos respingos aqui de queimadura, de calda, porque não é fácil, gente, não é fácil. Sempre lembrando que o morango é perecível. Ele vai durar apenas um dia. Ele é igual a Cinderela, entendeu? Meia-noite ele já não serve mais para nada. Então é assim, ah, tem gente que fala: "Ai, dura tantos dias, não dura". A calda de açúcar ela não faz milagre. O chocolate, você deixa dois, três dias o morango banhado. Se o morango for de boa qualidade, ele vai aguentar. A calda, ela não aguenta. E o papel da sua filha em tudo isso e nessa loucura que você tá vivendo, porque eu sei que tem uma história que ela começou desde novinha com você. Exatamente, né? Quando quando ela tinha 14 anos, eu precisava fazer uma cirurgia e a gente tinha uma loja, né, ali no Shopping Rocha e ela e eu tinha um bolo para entregar e eu deixei o bolo pronto. Ela falou assim: "Podeixar que eu confeito de lá para cá". Ela nunca mais parou. Ela já tá com 25 anos. Hoje ela é meu braço, meus dois braços, né? Ela nem deixa mais eu confeitar muito bolo. A maioria dos bolos é todos ela que confeita. Às vezes eu faço um recheio, faço alguma, mas a maioria dos acabamentos hoje é tudo ela que faz. A gente não sobrevive só daqui da loja. A gente hoje mesmo 6 horas da manhã eu tava entregando bolo. E onde você produz? Eu produzo na minha casa. Na minha casa tem a minha casa e no fundo tem uma casinha de fundo que a gente fez só um espaço para cozinhar. Então a gente produz lá, sai tudo, tudo que vem aqui pra loja é produzido lá. Janaína diz que a confeitaria vai muito além da renda. Ela representa a realização de sonhos. Eu tinha um sonho de ir para Israel. Quando eu tinha 14 anos, eu ganhei um cartão e eu falei: "Um dia eu vou lá". Em 2015 eu apareceu essa oportunidade de ir lá para Israel. Eu pagava um aluguel, pagava prestação, pagava aluguel da minha casa, aluguel do meu comércio, prestação de carro. E eu falei pro meu marido, eu vou para Israel. E ele falou: "Você é doida". Eu falei, eu vou. Em 2015 eu pagava R$ 11.100 de prestação para ir para Israel. E eu fui para Israel sem dever R 1, com dinheiro, sabe do quê? De bolo. Não tinha internet ainda não. Esse fluxo da internet ainda não tinha. Tinha Facebook, né, Gabi, mas não tinha Instagram, não tinha o que a gente tem hoje, WhatsApp. Entendeu? Então, foi muito maravilhoso, muito maravilhoso. E eu realizei, eu eu ouvi de pessoas, você não tem capacidade, eu falei: "Não, eu tenho". E eu uma história para se orgulhar e jamais para se envergonhar. Sim, eu não, eu terminei o meu ensino médio. Eu terminei meu ensino médio o ano passado. Depois de muito de 25 anos de de sem estudar, eu voltei paraa escola. Para você ter uma ideia, eh, eu tirei de uma média de redação que era 10, eu tirei oito. Para quem ficou 25 anos sem estudar, uma média de matemática, eu tirei nove. E você entendeu? E assim, com o meu esforço. Então, é assim, nunca é tarde pra gente querer abranger novas coisas. Então, eu sonhei com a faculdade e eu vou realizar. Eu não vou parar de fazer bolo, eu não vou parar de fazer docinho. Isso só vai acrescentar uma coisa que tem dentro do meu coração, que é ajudar o próximo, entendeu? Meu sonho é trabalhar mais paraa frente ensinando mães, entendeu? Ensinando mães a ganhar o dinheiro delas com pão de mel, com trufa. Se você trabalha por amor, vale muito a pena. Eu trabalho, como eu falei para você, eu comecei a vender sonho na rua. Eu tinha 17 anos. A primeira vez que eu saí com uma cesta de sonho para vender na rua, custava R$ 1 cada sonho. Eu saí com 25 sonhos, voltei toda feliz. No outro dia eu saí com 30, chegou um dia que eu saí com 120, não aguentei mais, tive que arrumar um carrinho, entendeu? E aí quando as minhas filhas eram pequenas, eu saía para vender trufa, camafeu, pão de mel. Eu saía toda sexta e todo sábado. E a minha filha mais velha, essa que me ajuda, ela ia comigo. E quando ela não podia ir, porque tava muito pesado, meu marido ia. Ela chorava porque ela queria ir junto comigo, ela queria ir junto comigo vender, então ela não ia. Mas eu vou falar uma coisa para você, eu nunca tive vergonha. Empreender é não ter vergonha do não. Empreender é não ter vergonha de oferecer um produto e a pessoa fala: "Não, obrigado". Porque muitas vezes você vai oferecer e a pessoa olha com uma cara assim para você. Não tenho vergonha de nada, né? O ano que vem eu vou pra faculdade, não vou fazer nada voltado à alimentação, mas eu falei, a minha minha outra filha mais nova também vai pra faculdade e eu falei: "Filha, a gente vai tá na mesma faculdade e eu vou vender doce lá na lá na na faculdade." E você vai fazer o quê? Eu vou fazer serviço social. Uau! Eu vou fazer serviço social. E eu falei para ela: "Filha, a mãe vai pagar a faculdade com o dinheiro dos doces". Aí ela falou assim: "Ai, mãe, mas eu tenho vergonha". Eu falei assim, mas eu não tenho vergonha. Eu eu não consigo ter vergonha naquilo que me sustenta. Empreender é não ter medo. É não ter medo. Se você vai empreender com medo, você não você para no meio do caminho. Eu já perdi muito material. Eu já perdi muita coisa que sobrou. Que que você faz com as coisas que sobram? Eu dou. Eu não vou jogar fora. Eu dou. Por quê? Hoje você dá. Amanhã você recebe tudo de volta. Hoje você dá o que sobra, amanhã eu costumo dizer que às vezes os seus amigos não te abençoam. Deus manda a gente de longe te abençoar. E aqui é assim, a gente não espera amigo, a gente não espera família. Gente, Deus envia tanta gente que sai de Hortolândia, que sai de Sumaré. Esses dias vem uma moça do Jardim do Lago aqui, atravessei Campinas para vir comer seus doces. Então isso daí é muito gratificante para mim. E tudo isso aparece na internet. E tudo isso aparece na internet. Então, às vezes você coloca eh bolos lá na internet, Campinas, sempre a gente tá aparecendo. Então, às vezes, eu nem conheço a pessoa. Como você me achou? Ah, te achei no Google. O morango do amor mudou minha história. Então, em pouco tempo ele tá me, ele tá mudando a nossa história. A gente tá eh tendo visibilidade por causa do morango. Então, eu só tenho agradecer quem inventou isso e a oportunidade que Deus tá nos dando. No próximo bloco, como o Morango do Amor deu um boom nos negócios desta confeiteira que voltou a empreender logo depois do nascimento do quarto filho. [Música] O morango do amor não é novo. As postagens com doce já tinham feito um certo barulho no ano passado, mas nada parecido com o observado agora. No Google Trends, serviço que monitora as buscas pelo site, o termo morango do amor disparou nas últimas semanas. Nas redes sociais, os vídeos com pessoas produzindo e comendo doce também se multiplicaram de maneira expressiva, o que fez, em um primeiro momento, que o preço da principal matériapra tivesse uma alta do mercado, mas vem oscilando bastante. A Juliana, que trabalha com confeitaria, parou por conta da gravidez de risco e recentemente voltou a empreender. E logo veio a moda no morango do amor e ela rapidamente se adaptou a essa necessidade do mercado. Sou mãe de quatro filhos, né? E aí do nada me deu um estalo, falei: "Ah, preciso fazer alguma coisa pr assim para se movimentar também e para dar o sustento." Aí comecei fazendo doces, brigadeiros, gourmês, eh, que eu já fazia antes, né? Tinha, você tinha dado uma parada por conta da gravidez. Isso, dei uma parada, tudo e aí eu fiquei um pouco mais tranquila por causa da gravidez, um pouquinho mais de risco, tudo. E aí eu eu ele ele nasceu em abril e aí a gente não consegue ficar parada, né? Aí eu falei: "Não, preciso voltar". E aí eu voltei assim logo que ele ele tava com um mês mais ou menos. Aí voltei fazer tudo vendendo de porta em porta aqui na aqui no meu bairro o pessoal já tá acostumado comprar. Aí do nada, um dia mexendo na internet, eu comecei a ver essa essa vibe do tal do morango do do Nordeste, não, morango do amor. Aí eu peguei e falei: "Ah, eu tinha os materiais em casa, vou tentar fazer um teste". Meu primeiro teste deu certo, mas assim, a gente até pegar um pouco a manha, tudo, a gente é confeiteira, mas a gente consegue. Primeiro saiu mais ou menos, depois o segundo deu uma deslanchada, aí foi fazendo para um, pro vizinho, para não sei quem. Mas quando você já fez, você já colocou nas suas redes sociais também tem o morango do amor? Sim, coloquei já. Nossa, aí foi a febre do momento. Aí veio amigos, parente, amigo do amigo e assim foi indo. E aí, graças a Deus, hoje tô aí vendendo. Há quanto tempo que você tá fazendo o morango do amor? Já vai fazer um um mês e meio, dois meses já, mais ou menos. Já bem no comecinho mesmo. Foi bem. E desde quando você tem vendido quanto de morango? Olha, por dia, por dia assim, eu tô fazendo em média de uns 25 a 30 por dia. Vende no dia. Vende no dia. É difícil, raro assim quando sobra. Tem aquele ainda que fica na fila de espera ainda que fica assim, sabe? Tem muitas mulheres grávidas, muitas crianças com vontade, aí liga tem morango aí. Eu às vezes se eu tenho a massa pronta, eu acabo fazendo, fico com dó e acabo fazendo. E a gente faz com amor, dedicação, né? Se a gente pensar nesses cada morango você vende a quanto? Eu no começo tava quando o morango tava mais barato, a gente estava vendendo a 12, comecei com 12. Hoje o morango tá um pouquinho mais caro, que tem que selecionar os mais fresco. E ele também não pode estar muito maduro e também não pode estar muito verde. Então a gente tá os grandão, os graúdos, eu tô vendendo a R$ 16 cada um. E como que tem sido isso para você, né? Primeiro tinha um morango lá um pouco mais barato, agora o insumo também aumentou. Alguns inclusive tão difíceis de se encontrar. Como que você tem feito? Ah, a gente tem que ficar correndo. Põe a família, meu pai, minha tia, minha filha e assim vai. Meu marido e assim e cada um vai correndo atrás de um. Eu falo: "Vó, tem morango?" Aí o pessoal me liga, fala: "Ó, eu achei o morango". Aí eu pego, ah, tem um insumo aqui, mas conta. Aí eu vou lá e compro. E nessa trajetória, você deixou de fazer os outros produtos ou continua ainda? Não, continuo, mas assim, hoje tá bem menos, né? Porque o pessoal quer mais o morango, né? Mas assim, deu uma parada, mas sai algum sai um ou outro, mas o que mais tá saindo mesmo, o carro chefe agora tá sendo morango mesmo. Apesar do morango do amor ser uma novidade, a Juliana trabalha com os doces há muito tempo. Desde pequenininho eu sempre gostei de mexer com cozinha, então ten uma família que o pessoal gosta muito de cozinhar. Então, eu me admirei muito numa tia minha, irmã mais nova da minha mãe. Então ela fez, ela fazia bolos para fora e ela foi logo quando a gente mudou aqui nesse bairro e ela tinha recém, ela tinha parado, ela tinha separado, tinha três filhos para cuidar e tinha o meu primo que era mais velho e ajudava ela e a minha prima. Só que a minha prima não, só mais comia do que aí eu atravessava, ficava lá ajudando. Aí eu ficava olhando, admirando ela, fazendo aqueles aqueles doces maravilhosos e o pessoal sempre elogiando. E aquilo, isso foi várias vezes, ah, me ajuda a tia, ah, mexer um mexer num doce, mexer num na batedeira para ajudar. E aí foi aonde que eu fui adquirindo aquele gosto, aquela paixão. E aí foi foi indo, foi indo, foi indo. Hoje ela já não mexe mais tanto e aí joga tudo para mim. Entendi. Aí a gente faz, aí começou para uma fam para uma tia, avó, para um primo, para uma prima. E aí durante um bom tempo, você ajudou a sustentar sua família com esse dinheiro da confeitaria? Sim, sim, sim. Ajudei. Ah, graças a Deus. E você parou na gravidez por quê? Porque eu tive umas complicaçõezinhas. Aí minha mãe também ela veio adoecer, ajudei a cuidar dela, né? Então tive que dar uma uma meia parada. E agora voltou com tudo. Graças a Deus. Agora voltei com tudo. É. E você voltou um período um pouco depois da Páscoa, correto? Sim, sim. Da Páscoa. Na Páscoa também não cheguei não pegar, mas aí eu voltei depois. E agora tá com tudo. Agora estamos com tudo, com morango do amor. O passo a passo envolve o feitil da massa de brigadeiro branco e o ponto da calda, pois essa finalização é essencial e para isso é preciso que ela esteja na temperatura correta para banhar os morangos higienizados e já envoltos com o doce. [Música] Pra calda, a gente vai preparar mais ou menos em média são duas xícaras de açúcar cristal. Eu gosto de usar mais açúcar cristal, tá? [Música] [Música] Aí vai uma xícara de água. Meia colherzinha de de corante vermelho para dar uma corzinha. [Música] Mexe para dar uma dissolvida. [Música] Dissolveu bem o corante. Aí agora eu vou ligar o fogo, tá? Deixar ele ferver bem o fogo médio até. Vou tirar [Música] essa folhinha dele que eu utilizo, ponho aqui, eu dou uma viradinha assim, um pouquinho, ó, nada. Aí os tão tudo bem higienizado, eu coloco aqui do ladinho porque depois eu dou uma eu utilizo que esse aqui a gente usa para fazer a decoração do morango. Dá uma giradinha assim, aí ela sai, tá vendo? que ele não pode estar úmido aqui. Nós vamos pegar o brigadeiro para est boleando ele. [Música] Eu uso um pouco desse desmoldante na mão porque pra massa não grudar um pouco, tá? Mas quem não tiver isso daqui pode usar também a manteiga ou então um pouquinho de óleo também, só pra gente conseguir bolear. [Música] Ó, a gente vem amassando assim. Abre bem a massa assim na palma da mão, ó. Deixar a massa bem assim. Você pega o morango, vira ele assim, encaixa bem e aí a gente vem fazendo o formato como se fosse uma coxinha. Vem embole, ó. Com a mão você vai trabalhando como se tivesse puxando assim a massa, tá vendo? [Música] Só que você tem que deixar tem uma dica, deixar bem ferver bem o ponto do brigadeiro, ele dá uma, ele dá aquela, aquelas bolhas, ele começa a bolí deixa mais um pouco no fogo, porque tem gente que acaba de deixando, ela começa a ferver e já começa a desligar, mas não, você deixa passar um pouquinho do ponto para ele poder ficar assim, ó. Aí ele não gruda na mão, fica mais fácil. [Música] Não tem problema se sobrar um pouquinho aqui até mais fácil. A gente coloca no papel, o papel alumínio que eu passei, eu manteiga, untei, deixa dar aquela escorrida. Saiu o excesso. Por quê? Não tem problema se formar assim, deixa aqui até ele dar aquela secada. Deixa fazer mais um. Vira. [Música] Deixa escorrer muito bem. E a gente coloca aqui no papel alumínio e deixa ele secando depois. Segura ainda firme para não e vem tirando. [Música] Tá pronto o nosso morango do amor. Ah. [Música] [Música] M.
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