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Ser Empreendedor | Marmitarias em alta: Histórias de sucesso no setor da alimentação
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Ser Empreendedor | Marmitarias em alta: Histórias de sucesso no setor da alimentação

106 views Publicado 02/06/2025 HD · 30:45

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O episódio do Ser Empreendedor traz um tema cada vez mais presente no dia a dia de quem busca alimentação prática, saborosa e saudável: o crescimento explosivo das marmitarias. Com histórias inspiradoras e dados que mostram o impacto desse setor na economia local, o programa mostra como a marmita se tornou uma verdadeira oportunidade de negócio. Segundo levantamento do Sebrae-SP, o número de marmitarias em Campinas cresceu 787% entre 2018 e 2024, passando de 299 estabelecimentos para 2.654. Em todo o estado de São Paulo, o segmento também não para de crescer: já são mais de 100 mil marmitarias registradas em 2024, com alta de 3% em relação ao ano anterior. 🍽️ EMPREENDEDORISMO NA COZINHA: HISTÓRIAS QUE INSPIRAM ▶️ Sabores do Proença Os amigos Henrique Hebling (publicitário) e Vinícius Gusson (engenheiro) decidiram mudar de vida em 2019. Uniram forças, economias e sonhos para abrir um bar. Porém, poucos meses depois, veio a pandemia. Mesmo com as dificuldades, reinventaram o negócio e, em 2024, lançaram um novo serviço: marmitas no delivery. O sucesso foi tanto que, atualmente, servem também almoço presencial, sempre priorizando a qualidade. A gerente Anry Grota compartilha os bastidores da operação e os desafios da rotina gastronômica. ▶️ Delícias do Nardo Com origem humilde e muito trabalho, Leonardo Camargo Silva iniciou a produção de marmitas na própria cozinha durante a pandemia. No início, conciliava com outros empregos, mas o crescimento do negócio foi rápido. Há um ano, abriu seu próprio espaço e hoje se dedica exclusivamente à marmitaria familiar, com ajuda da mãe, do pai e da prima. Com o apoio de dois motoboys, garante entregas pontuais e fidelidade dos clientes. 🥗 Além das histórias reais de superação e inovação, o programa também debate: O perfil do consumidor de marmitas em 2024 A busca por praticidade sem abrir mão da alimentação saudável A importância da gestão familiar e atendimento humanizado Como as redes sociais e os aplicativos de entrega impulsionam o segmento E os desafios de se destacar em um mercado cada vez mais competitivo Este conteúdo é essencial para quem sonha em empreender, para quem já atua no ramo da alimentação ou mesmo para quem deseja conhecer negócios locais que impactam positivamente a economia e o dia a dia da cidade. 📺 Assista agora ao programa completo e descubra por que as marmitas se tornaram um dos pilares do empreendedorismo alimentar! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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O setor da alimentação no Brasil é um dos mais promissores, principalmente quando se fala em comer fora de casa. Há quem decide, por exemplo, almoçar em um restaurante, mas há também quem prefere levar a marmita para casa. Para se ter uma ideia, em Campinas em 2018 eram 299 estabelecimentos cadastrados e o ano passado tivemos um fechamento de 2654. E é neste cenário que o ser empreendedor de hoje mostra quem abriu o negócio no setor de alimentação, investindo em marmitaria. [Música] Em Campinas, o crescimento foi de 787%, mas esse aumento não fica restrito à região. No estado de São Paulo, em 2023, eram 97.270 unidades. Até setembro de 2024 eram 100.244 marmitarias. No ano passado, a pesquisa Food Compass mostrou que 48% das pessoas costumam consumir marmita no trabalho. 32% preparam a refeição em casa e 17% compram a refeição pronta. Em Campinas, um negócio começou como um bar e ampliou o leque de opções de olho neste público que quer economizar na alimentação fora de casa. A sociedade iniciou com dois amigos que se conheciam desde os tempos de escola. Eu conheci o Henrique na escola logo que eu entrei no São José. Então isso foi na quinta série em 2005. Então já tem 20 anos aí de amizade e a gente, né, amigo de escola, sempre convivendo. Mantivemos essa amizade durante muitos e muitos anos, mesmo após a faculdade. Então a gente sempre se encontrava, sempre saía e sempre que possível, às vezes para também esparecer um pouquinho a cabeça, falar um pouquinho da vida, do trabalho, a gente ia dar um pulo no bar, né, no barzinho, tomar uma cervejinha. Nessa de a gente ir pro barzinho tomar uma cerveja, a gente acabou tendo essa ideia, né? por que não estender um pouco além das nossas amizades para tentar fazer alguma coisa nova junto? E foi então que surgiu a ideia de a gente abrir um negócio em conjunto. E por que bar? Ah, eu acho que era o ambiente que a gente tava mesmo. Via de regra, a gente tava conversando sobre a vida, o trabalho costuma ser um pouquinho estressante, carreira, e a gente percebia que no bar a gente tinha um aconchego, assim, a gente tinha um ambiente de proteção, um ambiente que a gente gostava, que a gente curtia. E no final das contas a gente tava no bar conversando e foi aí onde a gente conversou. Por que não sair um pouquinho do que a gente faz, abrir mão um pouco daquela loucura que tava a vida, né, tanto na engenharia quanto na publicidade, no caso do Henrique, e tentar algo novo, tentar um ambiente mais descontraído. E foi então que surgiu a ideia do colab e aí a gente abriu o bar. É só que esse processo da abertura, vocês tiveram tempo de planejar esse negócio. Como foi esse período do planejamento? Na verdade, a gente demorou entre surgir a primeira ideia e de fato começar a montar o bar quase um ano. É muita conversa, até porque a gente tinha que alinhar muitos pontos da nossa vida, né? Eu tinha um trabalho, ele também, então abrir mão de tudo isso era um processo bem complexo, né? Até para começar algo novo. Então, foi um processo de estruturação mesmo que a gente passou. Eh, também teve um processo de busca, né? O, a gente sabe que um negócio que tem o ponto físico como um atrativo, né? diferente de um negócio digital, eh, é, tem essa complexidade de você encontrar um ponto de você tá no lugar certo, atender a demanda, certo, público certo. Então, tudo isso tomou bastante tempo e também a gente aproveitou esse tempinho para tentar juntar um pouquinho de recurso, né? O recurso era bem escasso, a gente abriu, a gente não tinha muita condição mesmo de fazer nada muito grandioso. Então foi onde a gente conseguiu juntar o dinheiro nesse meio tempo, nesse um ano que a gente foi estruturando todo o projeto. E mesmo, né, estruturando e guardando esse dinheiro, a gente também teve que colocar muito a mão na massa. Quando a gente chegou aqui, né, nesse ponto que a gente tá hoje, a gente teve que botar realmente muita mão na massa. Todas essas paredes que estão todas pintadas, na verdade, fomos nós que pintamos. Muita reforma que a gente fez aqui foi a gente que fez. O próprio balcão que tava destruído foi a gente que reformou. Então a gente realmente não só colocou dinheiro, a gente colocou muito tempo e esforço aqui para fazer isso acontecer. A gente já saía muito, né? Eh, de barzinho, a gente gostava de sairos nossos amigos. Então, no momento foi uma ideia que a gente falou: "Ah, acho que dá para abraçar". Aí a gente começou a pesquisar, viu que não era tão fácil assim, né? na nossa cabeça às vezes parece fácil do jeito que a gente vê, mas eh a gente abraçou a ideia, começou a pesquisar, viu como é que funcionava, foi atrás para começar a idealizar o projeto, né? E aí a partir do momento que a gente abraçou a carro, a gente foi para cima. Por que que vocês escolheram esse ponto aqui? Aqui a gente vi que essa região ela era pouco, ela tinha pouco desse, desse tipo de de ambiente que a gente queria trazer aqui, né? Que era de atendimento, um bar um pouco mais despojado, tinha muito boteco, muito bar já, mas não nesse estilo que a gente gostaria de trabalhar. Sim. Como a gente muito bar, às vezes a gente trabalhava com com a gente com comanda na mesa, garçom, às vezes dava alguns problemas e a gente falou: "Ah, e a gente também em alguns bares que era que a gente chama de autoatendimento, que é aqui também, né, que a pessoa faz tudo no caixa direto, depois ela retira e no final não fica nada para ela pagar, ela pode ir embora e voltar outro dia, não tem problema." Então a gente falou que a gente não faz assim também, né? E na aqui na região não tinha esse tipo de bar, né? Então, a gente pensou nessa ideia e falou: "Pô, o espaço é bonito, eh, é um terreno diferente do que do que a gente tá habituado, né? Tinha toda essa parte da da natureza, então a gente pegou aqui porque a gente achou que poderia ser um diferencial pra gente." O bar estava aberto há pouco tempo, os sócios tiveram que lidar com a pandemia da Covid-19. A gente tava com sei lá, nem seis meses de abertura e a gente já teve que fechar, né? Teve toda aquela questão do COVID que foi muito complicado, muito triste também, né? E a gente fez as tripas coração, né? Num determinado momento, eh, enquanto tava aquela situação mais restritiva, né, que a gente não podia abrir de forma nenhuma, a gente tentou trabalhar também com delivery, né, entregando um pouco dos produtos. Isso ajudou, dar um fôlego pra gente, mas até entrando no aspecto de empreendedorismo mesmo, eh, aí que tá residindo a importância de você ter uma base muito sólida para trabalhar o seu negócio. Então, desde que a gente tinha aberto o bar em agosto de 2019, a gente praticamente não tinha eh pego de volta nenhum centavo do que a gente tinha investido. Tudo tinha ficado como caixa pro bar pra gente conseguir justamente est preparado para uma diversidade. a gente nem imaginava que surgiu uma pandemia, né? Mas foi isso, na verdade, que salvou a gente. Tudo que a gente tinha ganha até o presente momento, a gente conseguiu guardar, deixou de caixa, fez um caixa muito forte e conseguiu naquele ano terrível, né, de 2020 se sustentar dessa forma. Aí foi difícil, né? Porque quando começou eh tava tudo muito recente, assim, tudo muito novo de informação, porque a gente nunca tinha vivido isso, né? A gente nem esperava. E a gente tava tendo uma ideia que era negócio curto, né? uns dois, três meses depois ia voltar. Só que foi passando maio, junho, julho, não voltava, não voltava. A gente começou a ficar um pouco preocupado assim pra gente fazer o delivery para manter as contas aqui. Mas o delivery era desde o começo ou foi a partir disso que vocês pensaram, precisamos de uma alternativa? Precisamos de uma alternativa que a gente achou que era era seria ser um período curto pra gente depois voltar, né? Só começou a esticar um pouco. A gente falou, a gente começou a fazer porque para pelo menos aguentar as contas ali e ficar em evidência, senão a gente vai acabar rodando. Eh, então a gente começou a fazer, a ideia era sobreviver. Isso. A ideia era sobreviver da pandemia pra gente não saber quando ia voltar, a gente ficou preocupado, né? E foi indo, foi indo, foi indo. E finalmente ali para final de julho, começo de agosto, eles falaram que iam reabrir, né, com algumas restrições, né, eh, ainda eram restrições muito muito rígidas, mas fazia sentido na época. a gente trabalhou do jeito que dava e e foi essencial, né, essa reabertura. Mas durante o período assim que a gente ficou parado foi um pouco preocupante, mas depois a gente conseguiu estabelecer. Nesse período da pandemia vocês tinham colaboradores? Colaboradores não, era só vocês dois que trabalhava aqui. Só era só tinha o tínhamos dois, né? E o outro Bartenda que ficava com a gente na época. Mas o a base mesmo era eu e o Vinícius. Público mudou a forma de consumir depois que a gente voltou da pandemia. Antes o pessoal, é, por ser um bar até mais descontraído, o pessoal gostava de ficar também bastante em pé, andando pela casa e a gente percebeu que houve uma demanda muito maior por mesas mesmo. Então, a gente mudou inclusive nosso cardápio, a forma como que as porções eram servidas antes, elas eram muito mais finger food, assim, alguma coisa para você comer mais em pé, assim, mais deslechado, vamos dizer. Hoje não, elas já vem atratadas, então tudo isso acabou mudando até o mobiliário. Então, o público mudou, a nossa forma de atendimento mudou também. A venda de marmitas surgiu para atender um novo nicho de cliente, expandiu um pouco mais. Esse projeto ele já existia meio que desde lá de trás, né, que a gente tinha a cozinha, a gente já tinha toda uma estrutura. Por que não também trabalhar com o delivery ou mesmo o restaurante na hora do almoço, né? E esse projeto ele acabou ficando adormecido. A gente tinha 1000 coisas para fazer simultando. A gente tava voltando, né, de uma pandemia, então também os recursos eles eram bem escassos, né? Então, até a gente se reestruturar, conseguir formar de novo aquela situação toda do caixa, isso tomou bastante tempo. E aí foi quando até o Henrique passou a trabalhar com a gente e a gente precisava de alguém, né, um braço, né, para para realmente ajudar a gente nisso. E foi o o Henri que trouxe de volta isso, né? E foi muito muito importante porque eh esse projeto novo da marmitaria que acabou virando agora também restaurante, o Hri já trabalhava com a gente aqui no bar de bartender, só que ele já tinha experiência de de outros restaurantes que ele trabalhou, ele já tinha um no da coisa. Então, ter a ideia para ir pra frente foi essencial ter o Hry, senão sem a sem ele aprend a gente não conseguiria. Tava uma pessoa que tivesse à frente do negócio que sabia como como funcionava tudo. E aí a gente começou a conversar, ele abraçou a ideia e a gente começou a desenvolver a partir de janeiro, fevereiro, março, abril, a gente colocou a a data estipulada até julho, agosto ali para começar. Eh, foi um pouco meio corrida assim, mas como a gente já tinha basicamente a base toda que era a cozinha, o espaço, eh, era mais o todos os processos que tinham que ser estabelecidos, o cardápio comação das cozinheiras também, que é a Gia Rose, que são peça chave do nosso coração, né? Parece que elas já trabalhavam aqui antes. Que história é essa de elas fizeram alguns serviços aqui na parte da cozinha antes da pandemia também, inclusive, eh, na parte de pré-produção e da produção também. A gente já conhecia elas e nossa, elas são muito gente boa, né? E aí colocaram a mão na massa. Colocaram a mão na massa pr não cozinham. Oi? Vocês não cozinham só em casa só. Mas agora que elas estão cozinhando aqui também eu levo porque é gostosa a comida, né? Então já o fogão já tá lá parado já. Certo? E como que é para você essa questão de, olha, você tem que se organizar, que parte fica então pro Vinícius, que parte fica para você ou vocês tomam as decisões tod tudo junto, compra, caixa, como que é essa divisão de tarefas? A operação, a partir da operação em si no dia a dia, que é de manhã e de noite do bar, sou eu e o Henrique mais fica aqui. O Henrique fica mais na parte do BEC, que é parte de finança, de administrativo, montar a agenda, mexer em cardápio, prificação. Ele faz toda essa parte no trabalho que a gente fala, o trabalho sujo, né, que a gente fala. Sim. Como que é essa questão de transformar também esse lugar em uma marmitaria e restaurante? Eu peguei bastante no pé deles que eu via que ficava o bar aberto de quarta a sábado já na época. E aí eu conversei com eles, vamos aproveitar um pouco mais o espaço que tem. E como eu sabia que já era um projeto anterior deles, eu falei: "Vamos, vamos, vamos." E acabou que eles gostaram da ideia. Eu já tava aqui já fazia uns dois anos já com eles. E foi certo. Eles inclusive colocaram a sua importância nessa nessa escalada desse negócio. Como que é para você? Você teve uma atitude empreendedora dentro do negócio? do dos meninos. Como que é isso para você ter essa visão? Eh, eu tinha visão, mas eu morria de medo e com o apoio deles eu consegui fazer, mas se não tivesse o apoio, talvez não teria topado. Sozinho é muito difícil. Eu eu aprendi que quando tem mais pessoas junto vai ficando mais fácil. Você fica só no restaurante agora? Não, continua no bar. Fico no bar também. Eu sou barm de noite. De noite vocês continuam com aquela proposta inicial. Não virou uma rotina louca no comecinho? Sim. No começo era prim de quarta quin de sexta que acaba ficando o dia inteiro, né? Que abrem os dois. Eh, fica um pouco cansativo, mas aos aos pouquinhos você vai acostumando, vai pegando o jeito, sabe? Às vezes você adapta sua rotina, né, para conseguir aguentar o tranco. Mas obviamente tem dia que é muito cansativo, que é corrido tanto na no restaurante quanto no bar, né? Mas é uma correria boa, né? a gente sabe que pra frente vai ser muito bom. Eh, então acaba acostumando. Acho que é meio que se adaptar à rotina mesmo. Como a gente é um negócio que tem um ponto físico, a gente fica muito concentrado numa determinada região. Dificilmente a pessoa sai de muito longe para vir durante a semana, principalmente se alimentar aqui, né? Fica muito corrido e tal. Então, se a gente conseguir pontos, né, na cidade que sejam interessantes pra gente poder continuar expondo os nossos produtos, aí a gente consegue crescer mais. O começo assusta muito. Você tem que sair principalmente da onde você tá para começar uma coisa nova. Exige um passo de coragem, mas é o que vai fazer você mudar da onde você tava. Se você ficar estagnado onde você já tava, dificilmente você vai conseguir ter experiências novas na vida, independentemente de dar certo ou de dar errado, né? Obviamente a gente sempre torce para que dê certo, né? Mas eu acho que é só com a vivência e com a experiência que você aprende. E se não der certo na primeira, você tenta na segunda, na terceira e uma hora vai acontecer. [Música] Os pedidos de marmitas foram os que mais cresceram em 2024, é o que aponta um serviço de entrega por aplicativo. Eles representam 18% dos pedidos, ficando atrás apenas das padarias com 11% e do açaí com 9%. mostrando que quem empreendeu neste segmento tem grandes chances de crescer ainda mais. Composta por pequenas porções de proteína, carboidratos e vegetais, geralmente arroz, feijão, uma guarnição, carne, frango ou peixe, ela conquista também quem dispensa a ir pro fogão. A um custo inicial de R$ 25 a unidade, esta marmitaria, que começou na cozinha da casa do Leonardo vende diariamente, em média, 70 unidades. cozinhar, faz parte da rotina dele e vem de uma paixão de família. Eu comecei muito através de da minha avó, que, né, a gente ficava muito em cima da avó, avó, como que faz isso? Como que faz aquilo? Como que faz aquilo outro? E a voz sempre ensinando na medida do possível como poderia ser feito. E depois a gente começou a trabalhar. Aí teve minha mãe sempre trabalhou com cozinha também, minhas tias sempre trabalharam. Mas você foi logo trabalhar com cozinha ou você chegou a fazer outras coisas? Não, já cheguei a fazer outras coisas. Já trabalhei em fábrica de pneu, já trabalhei na BOS, mas o que era que tá no sangue volta, né? Sim, como se diz aí. O nenê também, meu primo, que é chefe de cozinha também, e ele montou um bifet e a gente começou a trabalhar junto. Na verdade, eu era o auxiliar que fazia tudo, né? E a gente começou aí o povo, né? Nossa, Nard, faz uma comida para mim aqui, faz um almoço para mim aqui. Ah, você é na casa das pessoas cozinhar. Você pode fazer uma janta, um churrasco, alguma coisa assim, pode. Aí eu fui e aí a gente foi devagarzinho, devagarzinho. Aí um dia eu fiquei sem emprego. Aí eu chamei minha mãe e falei: "Mãe, vou montar uma marmitaria aqui que na era, na verdade, era na minha casa e foi a época da pandemia". A mãe do Leonardo é o braço direito do empreendedor. Na aposentadoria, ela teve a iniciativa de apoiar o filho e a marmitaria virou negócio de família com o pai na entrega, prima anotando os pedidos e no caixa. Ao mesmo tempo que o Leonardo trabalhou, né, numa padaria, teve o desemprego também. Aí pensei comigo mesmo, eu vou dar continuidade. Falei: "Leonardo, nós vamos montar uma cozinha que para você não vai haver mais desemprego. Além de você conseguir cumprir isso, de que para ele não houvesse mais desemprego, por outro lado você continua produzindo também, né? Também. Verdade. E as pessoas acham ah, mas agora que você parou, você vai começar tudo de novo. Mas é uma proposta primeiro familiar, né? E uma proposta de mãe também, né? Sim. E por outro lado, você também vê essa questão da de ajudá-lo crescer, de e também de você não ficar em casa ou você queria ter ficar em casa tranquila? Como que você se vê? É, na verdade a gente fala, né, de de parar, de trabalhar, como ele mesmo diz, mas a gente tem que tá sempre antenada, né, tipo assim, eh, administrando, vamos se dizer, né? E colocou o marido junto também? Sim, sim. Coloquei ele junto. Ele tava muito cansado, mas a gente colocou ele junto. Mas assim, é quando a gente fala assim: "Ah, não é esse parar e ficar em casa enquanto ele vem para cá, não é ajudar em tudo que for preciso." Aí eu montei, comecei a ter muitas vendas. Primeiro mês foi o espetáculo. E aí a gente começou, começou, começou. Eu fiquei praticamente um ano trabalhando na na casa da minha mãe. Aí eu fui morar fora. Aí eu morei na Bolívia eh 8 meses. Aí depois eu voltei, trabalhei de novo em casas de família, fazendo comida assim, assim. Aí minha mãe chamou eu um dia e falou: "Ó, eu vou, quando eu me aposentar, a gente monta uma marmitaria que aí a gente toca junto e tal. E aí vai semana que vem, dia 28, faz um ano que a gente tá aqui e aí a gente tá tocando a vida. E como que foi essa questão de as pessoas pensarem: "Ah, você voltou a fazer marmita? Como que foi então divulgar esse trabalho e mostrar que agora vocês estão aqui, que é um novo conceito? Não é mais o Nardo que tá fazendo lá em casa. Agora tem um lugar fixo. Ah, sim. Teve bastante gente que as pessoas sempre pediam, né? Ah, pô, vocês não vão voltar a fazer, vocês não vão fazer mais comida, vocês não vão fazer mais isso, mais aquilo, mais aquilo, outro. E aí a gente foi pensando, né, devagarzinho, um passinho de cada vez para não dar um confronto lá na frente. E aí a gente foi montando, montando. Aí as pessoas que aí a gente já sabe que a gente tem o agrado da comida, as pessoas continuam pegando normal. Tanto que a gente tem cliente que é o mesmo cliente todo dia, entendeu? E um ano, nesse um ano que a gente tá junto, o cliente continua pegando a marmita com a gente, entendeu? E que tipo de comida vocês fazem? A gente faz um pouco de, eu faço, na verdade assim, eu faço um pouco de tudo. Então, eu faço da do arroz feijão básico até a feijoada dobradinha, é rabada. Mas como que é? É, tem o cardápio da semana, do dia ou é conforme tem? É, o cardápio é do dia. A gente monta, eu cardápio todos os dias e aí eu mando pras pessoas cardápio e aí vai. E por exemplo, hoje é frango assado na mostarda. Hoje eu é carne de panela e pernil empanado. A gente tá gravando aqui por volta das 11 horas da manhã, mas esse trabalho começou que horas? Ah, eu cheguei aqui hoje era 5 10 para 6. E é desde esse momento que vocês já começam. Desde esse momento que a gente já começa. Por como a gente tem o preparo de umas marmitas que tem um pedido maior, a gente já tem que começar bem cedo para dar o tempo de entregar. Atualmente vocês vendem quantas marmitas em média por dia? A gente vende 60, 70 marmitas. Quase 80. quase 80% de quarta-feira que sai mais do que é feijoada, né? Então, toda quarta tem uma feijoada aqui. E aí? E é esse nível? Sim. Eh, por que que vocês decidiram por marmitari, por exemplo, não por um restaurante? Qual foi essa estratégia de negócio? Então, a minha estratégia de negócio é o seguinte. A gente sempre teve esse: "Ah, vamos trabalhar pra gente, vamos trabalhar pra gente", entendeu? E assim, minha mãe falou, vamos começar pequeno. Se ver que a gente consegue manter um negócio, a gente expande para um restaurante, entendeu? Então ainda está nos planos. Tá nos planos. Tanto que a gente já foi até ver um outro espaço aí, porque a gente acha que aqui já tá ficando pequeno, entendeu? Então a gente já estamos nesse processo. Aí a gente tá inclusive aqui e percebe que toda hora vem um entregador, vem alguém. Vocês contratam essas pessoas, como que é isso? Então, a gente tem um motoboy e aí eu tenho a Luana, minha prima, que trabalha com a gente aqui, que ela que fica no caixa, ela que recebe os pedidos, tem minha mãe que ajuda na cozinha e tem o meu pai que faz as entregas mais longe. Por exemplo, como a gente tem a demanda do aeroporto, então meu pai faz a entrega lá. Nossa, e você tá, a gente pensando bem, a gente tá numa distância considerável do aeroporto. Como que foi conquistar, por exemplo, uma clientela do outro lado da cidade? Na verdade, assim, a gente tem um amigo em comum que pedia marmitas e trabalhava numa empresa grande lá. E aí ele falou: "Ah, vamos conquistar o povo aqui porque tem uma comida aqui que o pessoal não gosta muito e tal e tal". Aí a gente mandou para eles lá, eles gostaram. Aí um um proprietário de uma de um estabelecimento lá dentro do aeroporto, entrou em contato comigo e falou: "Ó, eu preciso da sua marmita aqui no meu estabelecimento". Então a gente fornece a marmita para ele lá e lá ele para todos os funcionários e lá ele todos funcionários espalha as marmitas, entendeu? Agora você me contou que tem ainda já estão inclusive vendo um novo local para crescer o negócio. Como que é pensar em preparar, pensar na parte econômica, pensar na nova estrutura? Como que tá sendo isso para vocês? É um trabalho meio de caminhar, igual eu falei para você, a gente tem que ir devagarzinho porque assim, envolve muitas coisas, né? Porque aí a partir do momento que a gente expandir, a gente vai precisar de funcionário, a gente vai precisar de remanejamento de cozinha, aumentos, aumentos os materiais, aumenta tudo, comida e as coisas, infelizmente estão bem, o valor bem alto. Por exemplo, a carne é um, o custo dela é bem alto. Sim. E você disse que inclusive, apesar de todo o seu dom, a sua mãe falou: "Olha, vamos fazer isso?" Como que é essa questão da sua mãe te impulsionando para que você empreenda? Minha mãe sempre me apoiou, né, em tudo. E minha mãe, eu falo eu falo pras pessoas que minha mãe é um anjo na minha vida, porque sempre no momento de dificuldade, minha mãe sempre esteve ali comigo, sempre não, calma, não se desespera, vai dar certo, vamos fazer, vamos fazer. E um dia ela me chamou e falou: "Ó, vamos montar, se der certo, a gente continua. Se vai chegar um momento que eu não vou trabalhar mais, porque minha mãe já é aposentada, meu pai também, entendeu? Eu tô dando uma cancerinha neles já já faz um ano. E assim, ela falou: "Ó, vai chegar um momento que você vai trabalhar sozinho e você vai tocar e o negócio daí pra frente é com você. Já tá pronto para isso? Quase. A gente tá sempre com pensamento bem amplo, né? Você fala, vamos ver um lugar maior". né? Aí o pessoal também tá sempre incentivando. Ah, vai vocês têm um potencial para isso. Abre um lugar maior, põe mesa para para ser um restaurante, precisa de mais funcionários. Então tudo isso tem que ser estudado. É, na verdade a gente ora bastante por isso, né? e coloca nas mãos de Deus para possamos tocar, né, essa essa atividade do trabalho. Como que você se vê assim tão, né, que você acabou com aquelas palavras de incentivo, de certa forma transformando a vida do seu filho também. É verdade. É, me sinto feliz por isso. Muito feliz. Você disse que já está nos planos o restaurante. Veio novidade ainda em 2025. Espero que sim. Espero que venha novidade em 2025. A Abrazel, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, aponta que há um otimismo do setor, que descobriu no delivery um importante nicho, principalmente após a pandemia da Covid-19. Dentro do segmento da alimentação fora de casa, as marmitarias têm aí cada vez mais ganhado assim esses clientes, né? H, teve essa explosão mesmo do número de de empreendedores nesse ramo, né? Antes da pandemia, quase não tinha ninguém fazendo isso. No pós-pandemia teve essa explosão aí de ã muita gente fazendo, começou a fazer em casa na época da pandemia e depois foi evoluindo, abriram um pontinho, tal, foram se profissionalizando, né? E junto a isso também eh teve um aumento da demanda do pessoal que trabalha em escritório ou até mesmo fazendo home office de já comprar essa marmita pronta para não ter falta de tempo de preparar. Então isso acabou caindo no gosto do público em geral nessa facilidade. Então, unindo essas duas coisas, eh, por isso que tem essa explosão aí do número de marmitarias aí hoje. E como que a Brasel vê a importância, quando a gente trata de empreendedorismo, de ter essa alternativa como um negócio, principalmente aqui na nossa região metropolitana? Bom, a Brasel ela ela trata do sistema de alimentação fora do lar como um todo, né? Então esse número de marmitarias que que você ou sei passou para nós ele não tá segregado como marmitaria, ele tá como abertura de novo CNPJ para esse fim, né, da alimentação fora do lar. Então a gente tem realmente sentido que a gente cresce mês a mês, né? a número de contratações, a o setor tá carente de mão de obra, a gente tá precisando cada vez mais contratar e não tá conseguindo repor. Então é é um número que assim eh para nós não nos surpreende porque a gente já sabia que, né, desse aumento todo que teve durante o período. Quando a gente fala, por exemplo, de restaurante que até então não pensava em fazer essa marmitaria, né, ou delivery, digamos assim, e encontrou isso como uma alternativa e não abandonou esse modelo pós pandemia, é algo que agrega o negócio. É isso. Claro. Claro. Muita gente tinha medo de fazer delivery antes da pandemia. Aí depois todo mundo foi obrigado a fazer o delivery e depois de certa forma você não consegue mais abrir mão daquela fatia do faturamento do delivery, né? Você não pode falar: "Não quero mais fazer delivery" e e abrir mão daquele faturamento, né? Então hoje quem começou a fazer delivery na pandemia continuou como mais um braço ali de faturamento do negócio, né? Isso não volta mais. Inclusive, quando a gente pega aí, de acordo com o estudo feito pelo iFood em 2024, a marmita, a o pedido de marmita, ele é o principal pedido da plataforma só perdendo paraa padaria e açaí. Como que vocês verificam isso também? A região metropolitana de Campinas, ela tem hoje, ela faz mais de 200.000 pedidos por dia. Quer dizer, são mais de 200.000 1 entregas que são feitas por dia por todo o setor, né? Então, eh é movimenta muita coisa, movimenta a economia, é bem é bem punjante mesmo. Eh, hã, é um negócio que tende a crescer, claro, tende a crescer. Tá todo mundo se aperfeiçoando, tentando melhorar e vender mais. [Música]
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