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Campinas acumulou no segundo trimestre de 2025 2.743 franquias, um aumento de 4.22% em relação ao ano passado. Um faturamento que representa quase R 1 milhão deais ao todo. Crescimento de 10. 60% neste mercado aqui na cidade em relação a 2024. O tema de hoje do ser empreendedor é franquias e nós estamos em uma delas que foi que nasceu não aqui na cidade, mas lá em São José do Rio Preto, veio para cá e quem vai contar essa história inicialmente para nós é o Bruno Sgut. Bruno, conta para nós. Você vai falar hoje, parece que é uma holding, mas que nasceu com o primeiro negócio. Como foi o início dessa história? É, o início dessa história foi juntamente com o Danilo Silva, né? Eh, um amigo de longas datas. E a gente costuma dizer que a Lafrutas aí, Mernando, foi onde tudo começou na nossa vida a mudar, foi através da Lafruta, né? Então a gente fala que foi um presente de Deus, foi um marco mesmo ali que eu acho que Deus olhou lá, falou: "Deixa eu ajudar esses dois meninos aí". Mas então, até então que vocês eram amigos, você contou pra gente, mas vocês já pensavam em empreender? Vocês faziam coisas totalmente diferentes? Como que era a vida de vocês até então? Sim, nós fazíamos coisas totalmente diferentes. Meio que já aprendia já. A gente vendia milho, a gente vendia piqui, né? E na na época o qu na feira de porta em porta onde montava a banquia numa esquina lá e o pessoal parava e e comprava, né? Às vezes na frente do supermercado. Então era um essas vendas era um bico ali para fazer um extra, né? O Danilo trabalhava em estacionamento, ele era manobrista, né? Durante a semana e eu trabalhava no escritório de venda de franquias já na época, né? já tava ali aprendendo. Isso, isso mesmo. Lá foi onde começou todo o meu aprendizado, né, na parte de franchising. E o Danilo na época quando surgiu a oportade da da Lafruta sair, o Danilo estava em Caldas Novas. Ele vende, ele tava vendendo cocada lá na frente dos clubes. O pai dele fabricava, ele vendia na frente dos clubes. E o Danilo me ligou, né? Fez, pô, Bruno, eu quero voltar para São José do Rio Preto, já tô há uns 4 meses aqui na outra temporada. Eu quero voltar para São José do Rio Preto. Eu juntei R$ 15.000 que vão montar um negócio em Rio Preto. E pô, na hora eu dei risada. É, mas nem nem sabia que seria só isso. Não, falou montar um negócio. É, falei: "Cara, R$ 15.000 a gente vai montar um carrinho de cocada aqui igual você tem, porque não dá para fazer nada, né? Ele tinha 15.000, não tinha nada, tinha uma titãzinha na época, né? E aí e o aonde nós começamos a lá fruta açaí era uma saiteria já, tá? Mas era um projeto japonês, era açaí japonês porque na época tava muito em alta o açaí na barca e tudo mais. Então o o amigo nosso tinha um açaí japonês lá e às vezes nós até fazia freelance para ir lá na cozinha. O Danilo fazia mais que eu, né, para nos dias de mais movimento. Só o que acontece, esse meu amigo, ele quebrou, ele foi à falência com a com a loja que ele tinha lá e tava vendendo ponto, né? E aí quando eu fiquei sabendo que ele tava vendendo ponto, já com a loja fechada já, ele na época queria 20 R$ 25.000, ele fez para mim por R$ 20.000. Foi onde eu liguei pro Danilo, falou: "Ô, você tá com os 15.000 ainda aí." Mas foi então pouco tempo depois que o Danilo tinha falado você foi uns 20 dias depois e aconteceu dele fechar a loja e ele queria essa grana. Aí eu liguei pro Danilo, o Danilo falou: "Não, tô dentro, vou para aí amanhã". Aí eu fiz a proposta para ele, falei: "Cara, ó, vou te dar minha moto, eu vou te dar R$ 10.000 e 5.000 você vai parcelar no cheque." Por quê? Aí a gente precisava ficar com 5.000 na mão pra gente dar entrada na fachada, na tinta. A gente precisa isso, exatamente. Então, a gente precisava mudar a cara do negócio ali. E a gente mudou, mas de uma forma bem simples, por os boots eram preto e vermelho. No teto, tinha aquelas bolas de japonês, a gente não tirou, manteve também. A, o balcão era uma mesinha de computador. Começamos o negócio Mina, bem simples. No início a ideia era ter uma loja que vender esse açaí. Não era franquia ainda. Ex. Não, não era franquia. E eu nem imaginava um dia ser uma franquia, até mesmo por eu ser vendedor e tal, e saber de toda a dificuldade, de todo investimento que tem que ser feito em uma marca, padronização, processos e tudo mais, eu nem imaginava um dia que esse negócio se tornaria uma franquia. Eu continuei trabalhando lá, o Danilo mais focado na loja e aí quando eu saía do escritório, eu ia pra loja e ficava na perda da noite e aquela loucura, né? que ela Mas aí com esse novo conceito, a loja bombou. Isso. Eh, não foi bem assim bombou, né? A gente reabrimos a loja, começamos a divulgar panfletagem e tudo mais. Primeiro mês, precisamos já de uma giota, né? Corremos a Giota para pegar um dinheirinho ali para pagar umas uns compromissos que a gente fez, né? O segundo mês já empatou, terceiro mês o negócio já começou a dar um lucrinho. Quarto mês mais um lucrinho e o negócio foi crescendo. No no no oitavo mês de loja, nós já estávamos faturando lá na média de R$ 80.000 R$ 1000 e já tava sobrando um dinheirinho ali pra gente. A gente já tinha quitado a Giota, né, do primeiro mês que a gente tinha pegado um dinheirinho lá com ele e o negócio já tava acontecendo. E o escritório onde eu trabalhava na Conceito Franquias, né, eh uma uma marca que a gente vendia, que aconteceu? O dono da marca falou: "Pô, já vendi 30 unidades e tudo mais, eu não preciso mais do escritório". e tirou a marca do escritório. E aí o meu patrão falou: "Cara, preciso de uma outra marca igual para substituir". É essa que saiu. A gente vai ter que lançar uma outra marca aqui no escritório. E aí os amigos ali do escritório mesmo falou meio que na brincadeira a primeiro momento. Ah, vamos vamos franquear lá fruta. Vamos franquear. Já chamava La Fruta. É, já era La Fruta. Sair. Vamos franquear la fruta e tal, meio que na brincadeira. E aí o meu patrão falou: "Ei, como que tá lá? você tem coragem? Falei: "Pô, eu tenho coragem, eu tenho demais, né? Mas eu não tenho a grana para formatar todo o negócio." Ele: "Como que tá lá?" Aí na época ainda era caderninho, né? A gente não era planilha ainda, não. Era era um negócio muito simples, né? Então a gente ia mais no no na no caderno ali. Aí fui lá cate os cadernos, mostrei para ele a evolução do negócio, patamar que já tava. Ele falou: "Cara, pô, em pouco tempo aí vocês já tão com o negócio dando tudo isso de retorno, então é um negócio viável, é um negócio validado, né? Eu acho que agora a gente melhorar os processos e fazer uma formatação do negócio, formatar a loja, né? Reformar, dar uma cara de franquia, dar uma cara de comércio mais profissional, né? A gente precisava reformar lá. Você acha que R$ 200.000 dá para você fazer isso?" Falei, cara. Com certeza dá. Mas na onde eu vou arrumar R$ 200.000? Falou: "Não, eu vou te emprestar R$ 200.000". Aí ele emprestou, não virou só não. Ele falou: "Vou te emprestar". Tá. Aí eu falei: "E se não der certo? Se não vender franquia nada?" Ele falou: "Cara, se não der certo, você me paga os R$ 200.000". Falei: "Mas que jeito?" Falei: "Não, o negócio não tá te sobrando aí 10, 11.000 aí vai pagando aos poucos. Você me paga do jeito que você puder. Eu sei que você vai me pagar R$ 500, R$ 1.000. A gente se quiser você me paga esses R.000 aí. Pode ficar tranquilo que eu te conheço. Eu sei que você vai me pagar. Falei: "Não, então vamos para cima". Pegamos esse aporte dele, já contratamos um uma arquiteta, formatamos todo, fizemos um projeto 3D, já começamos a criação do site, a formatação do dos manuais e tudo mais. E imediatamente já vendemos a primeira franquia que foi em Cabo Frio. Senor Batista, um senhorzinho bem longe. Então, bem longe. Esse senhorzinho, ele tinha uma uma motona lá, era Zemil da Kavazak. Ele queria vender a moto, ele tinha uma padaria também, tinha um monte de coisa, era o o seu Batista, né? E aí ele se cadastrou, o Everton que entrou em contato com ele na época foi o Everton falou: "Cara, tal, não sei o que". Ele falou: "Ó, eu quero pôr a moto no negócio." A taxa de franquera baratinho na época, eu acho que era R$ 25 ou R$ 30.000. Hoje é quanto? Hoje tá R5, tá, né? E aí ele falou: "Cara, vocês pega a moto e vocês me voltam um dinheiro para mim, não sei o qu e tal". Aí nós fomos lá para Cabo Frio ver a moto e pegamos essa moto no negócio. Já peguei mais um dinheiro com emprestado, né, para para voltar a diferença pro seu Batista. E daí pra frente Deus só foi abrindo as portas e o negócio só foi crescendo. Hoje nós somos em quatro sócios, né? Então em algumas vão exemplo na Lafruta é eu e o Danilo, na Labrasa é eu, o Danilo e o Tio, né? E na panda é eu, Danilo e o Mateus. E o Mateus. Isso. Campinas, quando Campinas entra nesse contexto? Então, Campinas entra no contexto com a Lafruta, né? Foi um bem no começo da expansão a gente já teve franqueado aqui, né? Hoje o o Bruno é o franqueado dessa loja aqui e o Mateus começou a panda aqui na região de Campinas, né? Então, Campinas, que é uma terra que a gente tem uma história bem boa, graças a Deus. uma convivência bem boa, a Lafruta aqui, né, vem cada vez mais evoluindo, então a gente é uma cidade que a gente gosta bastante. Antes de você falar especificamente de como se tornou um franqueado aqui, fala quando foi que a veia do empreendedorismo te ali na verdade, né, o bichinho te picou. Eh, vamos voltar lá no início, bem lá no início. Minha vida, vamos dizer, uma vida profissional começou muito cedo. Eh, comecei trabalhando fora de casa aos 12 anos, eu vim de uma família muito simples, né? Então, precisava ali para complementar, para ajudar no dia a dia. Então, comecei muito novo, só que pra gente que foi criado um meio espiritual da igreja, a gente acredita nas promessas que Deus faz na vida da gente, né? E lá na minha infância, Deus fez essa promessa que um dia teria uma empresa, teria os funcionários. Só que assim, que jeito, não, não tem caminho para isso. É praticamente impossível isso, né? Mas você guarda ali num cantinho do coração e segue sua vida. Eh, comecei aos 12 anos, trabalhava com o pessoal que trabalha com o Seasa, eh, trabalhava na safra do café também para ajudar as lá em Minas. Lá em Minas, isso Minas. Eh, aos 16 anos eu fui pra área comercial, atendente de loja, onde tive o primeiro registro na carteira, né, oficial mesmo, trabalhava durante o dia todo e estudava à noite para concluir o ensino médio. Eh, concluindo ali essa, me perdi. Acho que uns 18 anos você concluiu o ensino médio. Foi uns 18 anos. Sim, 18 anos eu concluí o ensino médio e hoje 18 anos eu me casei, então veio também a responsabilidade da casa, né? Eh, continuei na trabalhando no que eu fazia na área ali de comércio e aquela fagulhazinha ainda tava no fundo ali, mas só que a gente não via caminho, não tinha estrutura, não tinha estudo, não tinha nada do tipo. Em 2019 deu aquele estralo que dá na vida da gente, né? aquele estrala que dá na cabeça. Vamos embora daqui, vamos sair da cidade, vamos para São Paulo, vamos buscar alguma coisa. Eh, vamos com alguma coisa diferente. Por que Campinas? Boa pergunta. Nem eu sei. Mas como que foi? Olharam lá no mapo, falaram: "Vamos para lá ou que referência vocês fizeram?" A gente queria vir para São Paulo. Queria vir para São Paulo, mas não queria aquela confusão da capital, correto? Que é uma vida um pouco mais corrida, principalmente pra gente que é mineiro, né? que é criada ali no interior, é muito mais tranquilo. Então a gente foi buscando regiões, cidades bem desenvolvidas. Sou de Caratinga tá Caratinga dá umas 12 horinhas daqui para lá. Eh, então a gente buscou e encontrou Campinas e aí resolvemos vir para Campinas. Eu, minha esposa e minha gatinha. No início, vocês já vieram com essa ideia de empreender ou não? Vamos chegar em Campinas, vamos procurar emprego? É, não tinha, tipo assim, a gente alugou, alugamos uma casa no Facebook, pelo Facebook na época, eh, só encontramos um caminão que já tava vindo do Espírito Santo para São Paulo. Viemos primeiro, eu e minha esposa, chegamos aqui, entramos para casa, compramos um colchão e ficamos uns 10 dias mais ou menos só a casa do colchão, eu e Héli, o gato. Sim. E a partir daí, como foi então? No começo já procurou emprego e conseguiu um trabalho aqui ou não? Vamos agora empreender em Campinas. No começo, quando a gente chegou, eu não queria continuar na área que eu estava, na área comercial, eu queria algo diferente. Só que aí a gente volta para aquele mesmo problema, né, de a falta de conhecimento, a falta de estrutura, a falta de uma escola. Então, acabei tendo que ir novamente para a área comercial do mesmo jeito, onde eu trabalhei por 2 anos. Sim. Nessa loja que eu comecei trabalhar, os meus ex-patrões também são da área de franquias, né? E com o ano que eu tava com eles mais ou menos, iniciaram esse projeto das franquias dos mercadinhos. E foi nisso, nessa ideia, eh, um amigo meu me chamou, o Bruno também me chamou, vamos montar uma loja junto? Falei, vamos embora. Não tinha nada na conta, nem não tinha dinheiro, sem grana nenhuma. Não tinha. Vamos. Entrei no bank lá, fiz um empréstimo de, na época foi R$ 15.000 e iniciamos a loja, certo? Iniciamos a loja de esse mercadinho onde foi o primeiro, né? Você manteve ou ele já não faz parte dos seus negócios? Não, eles não mais não faz mais parte. Essa loja específica que eu montei com ele, a gente foi com ela mais ou menos uns do anos. E nesse que eu montei essa loja com ele, a mente já dá uma expandida maior, né? Então eu já fui atrás para montar uma loja para mim sozinho. Sim. Na época eu ia ficar na faixa de uns 50.000 também não tinha dinheiro. Foi a primeira vez que eu entrei em contato com a minha irmã. Preciso de 50.000. É fácil assim. Eu falei: "É, preciso. Tu consegue?" Consigo. Vou ver aqui com o meu marido. Acho que eu consigo. E peguei esse dinheiro emprestado com ela e foi onde eu montei a segunda loja, que seria minha e da minha esposa somente. Sim. Com essa segunda loja as coisas já deram uma uma desenrolada melhor, já foi melhor, né? uma loja melhor, vendia mais, faturamento era melhor, só que eu ainda trabalhava de CLT, então eu trabalhava de 8 às 18 e depois das 18 eu e minha esposa ia pro supermercado fazer compra para abastecer o mercadinho. Sim. Eh, às vezes ficava até 2 3 horas da manhã separando as coisas, carregando o carro para no outro dia depois do serviço ir também abastecer o mercadinho. Eh, aí um belo dia falei com a mandei uma mensagem para ela, fala: "Vamos, vamos sair, vamos montar uma coisa pra gente ficar sem mercadinhos". São aqueles mercadinhos que ficam nos condomínios, né? Isso. As lojas autônomas, tá? Eh, mandei para ela, vamos montar um negócio próprio de Aí ela, o que que a gente vai fazer? E eu sempre gostei muito da área de alimentação. Eu sempre gostei muito dessa área. Só que para você montar uma hamburgueria, o Bruno do outro programa tinha um tempero do tio, tinha uma experiência com chapara. Você montar uma pizzaria, você tem que ter uma experiência com a com a massa, com o recheio, com o molho ali, né? E não tinha nada disso, só gosto de cozinhar minha área, só gosto de cozinhar. E e aí falei: "Ah, então vamos atrás de uma franquia que a gente já pega o modelo de negócio pronto, replica e aí é sucesso, vai pra frente." E como você encontrou o negócio de açaí? Então, aí buscando nesses modelos de negócio, a gente viu que o mais fácil era açair, o mais tranquilo para trabalhar e também um investimento mais baixo, né? Sim. Então fomos no Google ali mesmo e aí volta a parte do financeiro também não tinha de novo, né? Mas você não tinha vendido não ou passado paraa frente, eu não sei nem como funciona essa questão. Não tinha saído do outro negócio, não tinha essa grana. A primeira loja não tinha dado muito certo. Hum. Já a segunda loja eu ainda estava com ela. Ela que mantinha minha casa, ela que mantinha eu e minha esposa, né? Correto. Então a gente atuava com a segunda loja. Pagar irmã já. Graças a Deus a gente pagou ela rapidinho, tá? Sim, mas e aí? Eh, e aí precisava também da grana para fazer. Então o açaí acaba sendo um investimento mais baixo do que uma hamburgueria, do que uma pizzaria, né? Nesse ramo de alimentação. E aí, para quem que eu liguei? Pra sua irmã. Tá, irmã de novo. Dessa vez eu preciso de 130.000. Ela: "Você tá brincando?" Não. Aí foi onde ela fez uma proposta diferente. Falou: "Então, a gente vai entrar com vocês. Vocês entram com a mão de obov, a gente entra com a grana e e aí vocês montam o açaí. Aí falei: "Beleza". Expliquei minha situação pro pessoal da Lafruta. Dei um Google mesmo na época, encontrei o pessoal da Lafruta, expliquei para eles que não tinha condição, não tinha como fazer, mas queria fazer. Mesmo assim os meninos me deram uma barta de uma atenção do mesmo jeito, não distratou nem nada. Falei: "Então vai ser aqui mesmo." Na época eu nem pesquisei outras marcas. Pelo atendimento dos meninos eu já fiquei ali. E esse acolhimento da franquia, ele é decisivo na hora de dessa decisão de ser um franqueado daquela marca? Sim, com certeza. Você tem que ter uma segurança ali de onde você tá entrando, né? Tem que ter um suporte, uma certeza de que, porque tem muita gente que entra no ramo de nesse ramo de empreendedorismo com a conta cheia, né? No meu caso, se desse errado, era um errado muito grande. Era um errado muito grande. Entendi. Você tá na franquia desde quando? Eu entrei na Lafruta 2023. 2022 a gente assinou o contrato. Já é essa loja? Já aqui. Já aqui. Sim. Eh, essa loja inclusive foi bem interessante porque a gente faz a conta, mas nem sempre a conta fecha, né? Sim, eu falei com a minha irmã esse valor, mas na hora de for ver as coisas pra reforma, tava tudo muito caro, um mão de obra muito caro. Então eu e a minha esposa, a gente abraçou assim, eu, ela e meus sogros, fizemos uma loja praticamente sozinhos de fazer parte elétrica, de fazer hidráulica, de piso no chão, foi tudo a gente que fez. A gente não pagou mão de obra para isso. Colocaram a mão na massa também. Mão na massa. Mas eu soube que não parou por aí. Você também agora faz parte de uma outra franquia do mesmo grupo. Me fala desse olhar de, olha, eu vou ser franqueado também de uma outra marca. A gente a gente acha que não, mas as palavras elas têm poder na vida da gente, né? Eu lá atrás eu tive um insite assim de trabalhar com prestação de serviço. Quero trabalhar meu próximo negócio, não quero ter estoque, não quero ter tipo um ponto fixo, quero trabalhar com prestação de serviço. E fiquei com isso na cabeça. E até que o Bruno trouxe essa oportunidade pro grupo, né, da Panda. Eu falei: "É essa, é essa." Aí você tá desde quando na Panda? Na Panda foi nesse ano que a gente começou, 2025, né? junho. Aqui em Campinas mesmo. Aqui em Campinas mesmo. Aqui em Campinas. Você tem uma pessoa que faz esse trabalho para você? Qual que é a sua parte nisso? Então, aí a gente volta com a mão na massa, né? Porque eu iniciei com um rapaz me ajudando, um amigo meu, não deu muito certo para ele, para o negócio não parar de funcionar, não, não, assim, esperar contratar alguém. Aí eu deixei o sair com a minha esposa e eu fui pra rua fazer o serviço. Então hoje cada um cuida de um negócio. É basicamente sim. Basicamente sim. E como é isso para vocês? Porque a hora que chegar em casa, olha como foi, todo mundo vai, ao contrário de fazer a comidinha lá e ficar tranquilos, vocês estão sempre então sempre juntos falando sobre os seus negócios, né? É assim, pra gente não é difícil porque a nossa vida a gente construiu ela praticamente juntos, né? Eu casei, eu e ela tínhamos 18 anos quando a gente casou. Então, eh, foi uma vida construída junto, então a gente tem um relacionamento muito bom. Então pra gente isso é bem tranquilo, mas você trabalhar com a pessoa o dia todo, à noite dormir com ela, final de semana com ela, não é todo mundo que que tem essa todo mundo mesmo. A gente já entrevistou alguns casais aqui no ser empreendedor e eles falam desse desafio e também da importância de ter essa cumplicidade na hora de dizer o sim, na hora de dizer o não, na hora de fechar as contas. É bem por aí. É, hoje eu falo assim que ela é minha principal sócia, né? Ela é minha sócia a questão. Sua irmã continua sendo sua? Sim, sim. Continua no açaí, na panda, eu e a Samara. E nesse processo, apesar de você ter começado em 2023, nesse mercado de franchise, que é algo ainda novo, né, digamos assim, em termos de tempo, como o que que tem valido a pena para vocês do ponto de vista de ser empreendedor, de ser um empresário, de não de ter os compromissos, os desafios quando a gente pensa em trabalhar com uma franquia, o O que que o que que você tem colocado na balança? Olha, eu eu acompanho muito grupos de franqueados, né? Eu vejo que muita gente entra numa franquia e acha que que a franquia tem que tocar o negócio dele. A franquia tem que fazer tudo. É tudo por conta da franquia, porque eu paguei uma taxa de franquia. E não é bem por aí. Tipo, você compra um modelo de negócio, você compra uma marca, um padrão a ser seguido. E a gente segue muito a risca esse padrão. Claro. Eh, mas assim, no dia a dia, a mão na massa você tem que pôr. Eh, você como empreendedor, você tem que ser dono do seu negócio. Por mais que a marca que tá ali na frente, ela não é diretamente sua, mas cabe a você acordar cedo pro supermercado, fazer as compras, cuidar da sua equipe, fazer essa gestão aí. Eh, eu acredito muito nisso, que é uma responsabilidade do franqueado fazer isso e não da franquia. Será que daqui algum tempo vocês vão ter novas unidades franqueadas? Se Deus quiser. É isso aí. Olha, e o ser empreendedor vai daqui a pouquinho, inclusive falar um pouquinho sobre esse mercado com o representante da Associação Brasileira de Franchising, como é esse mercado aqui, principalmente na região metropolitana de Campinas. A gente já volta. E quem se prepara para ir ao mercado de franquias é o José Carlos Arcanjo, que tem um negócio aqui na cidade baseado na alimentação. Só que antes da gente falar de como ele tem já nessa trajetória buscado justamente essa alternativa de ampliação através do franchise, nós vamos contar a história do José Carlos que é contador. Me conta então como que foi dessa questão do mundo contábil para a alimentação, em especial com esse negócio de carne suína. Me conta, José Carlos. Bom, a carne su fazia parte da nossa vida. Eu venho de uma família de mineiros, né? Então, sempre foi esteve presente na nossa mesa. E a gastronomia é uma coisa que eu sempre gostei muito, né? Sempre apreciei comer bem. Eu sou aquele que faz o churrasco pra galera, né, pros amigos. Então, a ideia surgiu justamente na frente de uma churrasqueira. Aí, mas por que a carne suína? Tinha já alguma história de família envolvida nisso ou não? É, a história de família é a questão que a gente é uma carne que a gente sempre consumia. E no mercado atualmente o que nós vimos é que é não é uma carne muito valorizada, todo mundo adora, mas não é tão popularizada. As pessoas pensam mais na carne de porco, só na épocas de Natal, final de ano. Sim. E aí o porco tem tantas partes tão boas quanto a carne de boi. A qualidade da carne é muito superior, inclusive saudável, é uma das gorduras mais saudáveis que existem. Então nós resolvemos explorar esse nicho que tava pouco valorizado. Mas aí o contador resolveu resolveu o quê? Abrir um food truck. Foi isso? É, nós iniciamos testando algumas receitas, né? Conversamos com alguns chefes de cozinha, fomos fazendo testes em casa, aí nós tivemos, arrumamos um fun truck, né, e começamos a participar de feiras. Sim, né? A feira gastronômica em São Paulo. E fomos entendendo que realmente nós tínhamos um produto diferente. E quando você veio para Campinas? Nós viemos para Campinas em fevereiro de 2024, tá? Tá. Abrimos inicialmente lá no Guará, no perto de Barão Geraldo. Lá era um F truck também ou era um espaço físico? Já lá já era um espaço físico. Tá. Só que eu entendi que ficamos lá por algum tempo, mas eu entendi que ali eh o espaço era pequeno, era um teste e aí nós resolvemos vir pro Cambuí, que é uma área mais gastronômica da cidade, onde tá o uma quantidade maior de restaurantes e a gente ia ter uma oportunidade de ter um espaço maior. Mas eu recebi aqui da minha produção, José Carlos, que você participou de um concurso, foi depois de já estar em Campinas. me conte a história desse concurso. É, isso foi uma surpresa pra gente, porque nós entramos no Além da Ideia, porque existia um prêmio para que a gente pudesse gastar o prêmio em publicidade e é o que eu mais preciso, é fazer publicidade pra marca se tornar conhecida. Foi nesse ano então que você entrou no concurso, tá? Aí eu me inscrevi e eles escolheram o nosso modelo de negócio. A gente, como eu fui contador, nós iniciamos esse negócio assim com muito cuidado, não é? Aquele negócio que você precisa de imediatamente ter resultado dele. Mas você tinha muita grana ou não quando você entrou? Um pouco. Nós conseguimos, como nós fizemos o passo a passo, isso é muito importante para quem vai empreender, é fazer um plano de negócio, é ter tudo estruturado, ter uma uma história onde você quer chegar. as metas da empresa e nós o investimento inicial, por exemplo, foi quanto? Foi R$ 500.000, mas já para essa loja, não lá no Food Truck ainda não, para para essa loja, essa loja, tá? E nós conseguimos investidores mesmo sendo pequenos, porque a ideia é muito boa e alguns investidores acreditaram na gente e investiram. Mas esses investidores, eles vieram por intermédio desse concurso ou antes? Aí não, nesses investidores são pessoas que eu conheço, que eu apresentei o projeto e eles acreditaram no projeto e estão são sócios sócios investidores. São sócios sócios investidores. Exato. Esse outro programa agora. Mas quem comanda a loja é você. Isso. Nós temos toda operação é nossa, tá? quem faz a parte toda da cozinha, administração, eh, fica a meu cargo. Mas como que foi para você trazer aquela receita de família, aquela experiência que você falou? Eu fiz umas primeiras experiências na minha casa, depois partimos para uma feira de food truck. Um espaço como esse, ele é muito diferente de um food truck. Como foi preparar tudo isso? É, nós criamos algum alguns pratos porque nós queremos não gurmetizar demais a carne de porco, mas ter um uma carne muito saborosa, ter uma apresentação muito boa dos pratos e mostrar pras pessoas que a carne é super saudável e pode ser consumida todos os dias. Sim. E no F track a gente fazia muito petisco, o famoso torresmo que todo mundo gosta, que a gente tem aqui no nosso cardápio, que nós chamamos aqui de torresmê, né, que vem com ketchup de goiaba, tem um corte especial. Sim. Então foi só ir adaptando as receitas e criando pratos que a gente vem criando e aumentando a cada tempo. Com o concurso, você disse, a gente precisava de dinheiro para publicidade e entrei no concurso. Foi aí que surgiu então essa questão de falar, vamos se nos tornar franquias ou foi nessa conversa com os investidores, como surgiu essa proposta? A franquia já estava no plano de negócio. É, é que a franquia é um processo um pouco mais demorado. A gente precisa de primeiro validar o produto, validar o o faturamento para daí partir para franquear, porque um franqueado ele tem que ter segurança de que ele vai faturar. Sim, né? E aí vai ser aquele momento que nós vamos fornecer os produtos. Então, a mesmo a elaboração dos produtos paraa gente para entregarmos pro franqueado, tem que ser tudo pensado. Eh, a como é o congelamento, a embalagem, fechado a vácuo. Então, tem todo um trabalho antes disso. Sim. E agora com esse concurso que nós ganhamos, nós vamos partir para uma esses novos investidores, eles vão investir na melhoria dessa franquia e na criação de uma loja. com o o modelo nosso que vai ser o modelo que vai ser unificado e pra gente começar a vender a franquia para outras pessoas que se interessarem. O mercado para franquear o negócio ou ser franqueado cresce em todo o país. Na região de Campinas, a variação no segundo trimestre de 2025 representou um acréscimo de 7.449 449 operações de franchising no país em relação ao mesmo período de 2024, totalizando 200.600 operações. Nós da ABF eh entendemos que a o crescimento de Campinas, que está acima de dois díos é um número interessante e que vem muito próximo do que acontece no mercado brasileiro, né? Franquia é um segmento que cresce porque é é seguro, é testado e para o empreendedor, para o investidor, não há dúvida nenhuma que é o melhor caminho. São vários indicadores que ele ele tem que realmente analisar, ah, e podemos dizer claramente, conhecer profundamente aonde ele estará eh assinando uma parceria, né? E esse conhecer profundamente não há dúvida que é ler muito, pesquisar e visitar em loco, literalmente a a franqueadora, a base para além de conhecer a infraestrutura tão importante quanto conhecer as pessoas, eh são elas que vão realmente mostrar eh como está aquela empresa, como ela é para que esse casamento prospere durante muitos anos. Primeiro, é é importante a ele conseguir replicar, ele já ter mais de uma operação e ter padronização e a partir daí buscar parceiros, empresas especializadas em formatação de franquia, que é fundamental para que essa essa ideia, esse projeto do empreendedor possa ser multiplicado e com o futuro crescer em várias operações através do sistema de franchise. O crescimento do franchise no Brasil eh será muito positivo no ano de 26, em especial em Campinas e região metropolitana. Nós imaginamos que vá aproximar aí de 8 a 10% em 2026. Vocês estão nascendo como franquia em Campinas. A ideia, inicialmente, é estabelecer esse mercado aqui na região metropolitana ou já partir, por exemplo, paraa capital paulista e até outros estados. Nós temos uma uma ideia que é abrirmos uma loja no shopping em Campinas e daqui partirmos mais para o interior. Para o interior, em shoppings mesmo, em shoppings ou lojas de rua em cidades como Ribeirão Preto, Piracicaba. Sim. americana. Essa loja aqui, José Carlos, é uma loja relativamente grande. As franquias elas vão ser menores ou elas vão ter que seguir esse padrão de tamanho? Nós vamos ter vários modelos, né, como restaurante de de rua, esse tamanho seria o ideal, correto? tá em torno de 40 lugares a 50 lugares. Já numa loja de shopping, numa praça de alimentação, que nós cabemos muito bem numa praça de alimentação, uma loja de 30 m é o suficiente. Sim, porque eh vai ser vivo a utilizar o espaço da área de alimentação e o o nosso produto é muito fácil de ser feito depois e multiplicado. Então essa que é a ideia. Quer dizer que então 2026 tem muita novidade por aí. Com certeza. E como que você analisa, claro, né, um contador que pensou, olha, da gastronomia, eu vou fazer várias outras coisas, participou, foi ousado, participou de um concurso e agora inclusive tem novas ideias a partir desse valor que vocês receberam como prêmio. Como que é isso para você, essa essa trajetória pensar em tudo isso? É, eu na verdade eu participei de muitos grupos de network e nós somos muito ativos na contabilidade, no grupo, mas eu sempre gostei de fazer outras coisas, né? Adoro a contabilidade e tudo, mas a gastronomia é uma coisa que eu gosto muito e eu acho que a gente nós vamos viver muito tempo. Há quanto tempo você tá na gastronomia? 3 anos. Eu tenho 61 anos. Uau! Então eu acho que nunca é tarde para você se reinventar e fazer uma nova atividade. É, então para quem tá em casa e tem anos de carreira e pensa que não quero fazer mais nada ou não sei fazer mais nada, pode fazer como você, né? Ter uma história ali emocional. Gosto, sou o churrasqueiro da família, vou vou vou ter o meu negócio. Exato. É isso. Com certeza, porque a estamos vivendo muito com saúde. Então, criar um novo negócio talvez vai ser até o melhor negócio da sua vida, porque é o momento que você já tá mais amadurecido, você vai errar, lógico, todo empreendedor a gente erra no caminho, mas erra menos, né? E aí você segue em frente e tem mais vitalidade também. Você falou de errar menos. E quando a gente conversa com empreendedores, claro, sempre tem muitos erros nessa trajetória. Você acredita que a maturidade ela traz isso desse errar menos? Sim, traz. Traz um pouco mais. Você é mais é menos impetuoso, né? Vai com mais calma, com mais planejamento, com mais planejamento, com mais pesquisa, né? Sem eh meter o pé pelas mãos. Então, eh, quando a gente é jovem, eu sei, né, já tive outros negócios anteriormente e muitas vezes a gente, ah, não, já tô, esse negócio vai me vai deixar a gente muito bem ou vai faturar, mas a realidade é diferente. E quando o negócio, até porque, como você disse, eu já tive outros negócios, quando ele não dá certo, não significa que a trajetória empreendedora não deu certo. É isso? Com certeza. A trajetória empreendedora é feita de erros e acertos. Você vai melhorando, vai acertando, vai pesquisando, procurando pessoas para te apoiar e o que você não pode ficar sozinho. Porque eu aprendi muito, eh, principalmente quando a gente frequenta grupos de network, fala com outros empresários, tem muita gente boa que pode te ajudar. Sim. Então você, eh, não pode se isolar, mesmo que você esteja passando por uma dificuldade, você tem que procurar gente para poder te ajudar. E hoje, nesse planejamento, qual é o perfil de um futuro franqueado de vocês? Vocês já têm esse perfil? Pois é, nós, como a gente trabalha com essa carne de porco, é muito particular. As pessoas sempre perguntam aqui e querem conversar com o dono. Então o franqueado vai ser um cara primeiro que adora comida, que gosta de comida e que gosta de conversar com as pessoas, porque as pessoas sempre querem saber como que a gente faz uma carne tão macia, como que a gente faz uma carne tão tenra, porque o lombo não fica seco, se em casa ficou seco. E então tudo isso leva, a gente acaba criando amizades aqui no restaurante, pessoas que vêm voltam porque é gostam e é uma surpresa. Quem sabe, né, um cliente seja um futuro franqueado. Muita, muita gente já perguntou. Ah, então a respeito. Tá certo. Muito sucesso então e parabéns pela sua história. Ok. Obrigado. E o ser empreendedor fica por aqui, lembrando que você pode acompanhar tantas histórias inspiradoras como nós trouxemos no programa de hoje no youtube.com/tvcâmaracampinas. Até o próximo programa. เ