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Ser Empreendedor | Franquias do interior se destacam na ABF Expo Franchising
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Ser Empreendedor | Franquias do interior se destacam na ABF Expo Franchising

551 views Publicado 07/07/2025 HD · 32:59

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O programa Ser Empreendedor desta semana traz histórias de sucesso que nasceram no interior de São Paulo e hoje ganham o Brasil por meio do franchising. Durante a ABF Expo Franchising 2025, um dos maiores eventos de franquias do mundo, realizado entre 25 e 28 de junho na capital paulista, marcas criadas em Campinas e região mostraram sua força, inovação e potencial de expansão. 📊 A feira movimentou 60 mil visitantes em 34 mil metros quadrados, com mais de 500 expositores, mostrando que o franchising brasileiro está cada vez mais descentralizado. Segundo pesquisa da ABF (Associação Brasileira de Franchising), 48% das franquias do país já atuam em cidades com menos de 500 mil habitantes — muitas delas, inclusive, com origem no interior, como é o caso das entrevistadas neste programa. Conheça os destaques deste episódio: ✅ Rodrigo Abreu – Diretor de Marketing e Comunicação da ABF – comenta a importância da digitalização e interiorização do setor e como cidades como Campinas têm sido berços de grandes redes. ✅ Guilherme José Pagano, CEO da Inova Franquias, explica como funciona o processo de formatação e expansão de franquias, e os diferenciais competitivos para transformar um bom negócio local em uma rede de sucesso nacional. ✅ Márcia Santos, gerente de expansão de uma agência que nasceu em Indaiatuba, mostra como o marketing digital virou uma microfranquia com operação simplificada e alta rentabilidade. ✅ Jéssica Menali, master franqueada no setor de saúde, beleza e bem-estar, compartilha como o segmento continua crescendo e expandindo até mesmo para os Estados Unidos. ✅ Rodrigo D’Agostino, gestor de uma holding de alimentação, fala da experiência de atuar com mais de 400 unidades franqueadas em 24 estados, muitas delas iniciadas a partir da região de Campinas. ✅ Clederson Cabral, fundador de uma sorveteria que começou em Sumaré, relembra sua paixão por sorvetes e os desafios e estratégias que transformaram seu negócio em uma rede franqueada consolidada. ✅ Dra. Joyce Duarte Caseiro, médica e fundadora de uma rede de cuidados para idosos, revela como a experiência pessoal com o avô diagnosticado com Alzheimer a inspirou a criar um novo modelo de atendimento humanizado, hoje replicado em franquias espalhadas pelo Brasil. Este episódio é um verdadeiro mergulho no universo do empreendedorismo regional que venceu barreiras e se transformou em grandes marcas nacionais. Um conteúdo indispensável para quem deseja entender mais sobre franchising, microfranquias, expansão de negócios e oportunidades de empreender com propósito. 🚀 Se você sonha em transformar sua ideia em franquia ou busca investir em modelos já consolidados, esse programa está imperdível! 📲 Deixe seu comentário: Você tem vontade de abrir uma franquia? Acredita que o interior é o novo polo de inovação no Brasil? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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O setor de franquias é algo promissor na região metropolitana de Campinas. De acordo com a ABF, a Associação Brasileira de Franchising são vários os negócios criados no interior dos estados e que se expandem para o mundo. E é neste cenário que o ser empreendedor de hoje está na 32ª edição da ABF Franchise Expo e mostram negócios nascidos em Campinas e nas cidades conurbadas. [Música] O evento que aconteceu na capital paulista entre 25 e 28 de junho reuniu em 34.000 m² mais de 500 expositores, onde 60.000 pessoas circularam para conhecer e oferecer oportunidades no franchising com a participação de franquias instaladas por todo o país. Uma grande vitrine também para os pequenos negócios nascidos em cidades do interior e que estão crescendo vigorosamente. Uma pesquisa apresentada pela ABF, a Associação Brasileira de Franchise em 2024, revela que 48% das franquias no Brasil estão presentes em municípios com menos de 500.000 habitantes e mais, muitas delas expandiram para além das capitais, que a digitalização até ao mesmo algum tempo, a própria internet possibilitou essa essa vou chamar de globalização local do franchising, essa onde para nós hoje o negócio é tem ele tem que ser um bom negócio independente da onde surja. O interior sempre foi um polo de inovação de diversos negócios. Antes ele se inspirava para levar negócio, mas agora com a digitalização, o a a população das capitais tem conhecimento das do que tá acontecendo em cada uma das regiões. Então, a gente vê nas capitais pessoas que emigraram do interior para cá, para as grandes capitais e estão buscando se adequar aos negócios. Ou seja, tem muita oportunidade de marcas que surgiram em diversas regiões do interior de São Paulo ou mesmo do Brasil, que estão fazendo muito sucesso nas grandes cidades. Para ser uma franquia, preciso ter um modelo de negócio. Esta empresa é especialista na formatação, expansão e gestão estratégica, além de atuar no desenvolvimento, a implantação e expansão de redes de franquia. E aí que entram as consultorias especializadas neste processo. Esta nasceu em Campinas. Ela é uma vertente de consultoria que abrange todo o franchise. Então, desde a etapa de formatação, então as empresas querem vir pro sistema de franquia nos procuram e a gente faz toda essa etapa de formatação, toda a etapa de expansão. A gente ajuda essas empresas na etapa de comercialização. Esse ano faz 10 anos que a empresa Qova existe. A gente já tá na segunda edição da da ABF. Nós somos parceiros homologados da BF. A BF nos referencia, né, nesse segmento de formatação. E também a gente tá lançando um novo produto nessa feira, que é ajudar as pessoas a encontrar a franquia ideal de acordo com o seu perfil. Porque essas pessoas vêm comprar franquia, ela tá achando que tá passeando no mercado, né? Não, ela tem que entender se aquele capital de investimento tem a ver com aquela marca que ela deseja. Então a gente faz essa aproximação e ajuda nisso. Inclusive nós conversamos com várias franquias aqui e eles falam muito dessa questão do perfil do candidato, mas o candidato também então tem que observar o o perfil da franquia. Exatamente. Tem que ser uma troca. O candidato tem que entender o que aquela franquia vai entregar para ele de suporte, de toda a parte de atendimento, de transferência de conhecimento, no e também a marca ela tem que saber se aquele aquela persona franqueado vai desenvolver o modelo de negócio. Então eu costumo dizer assim que não vendemos franquias, a gente abre um processo seletivo pro mercado para encontrar pessoas que tem a capacidade de tá fazendo a gestão daquele modelo de negócio. O negócio de vocês, inclusive é de Campinas. Eu queria que você falasse que quando vocês encontraram esse ecossistema favorável em Campinas ou na região metropolitana de Campinas para se consolidarem como empresa? É, Campinas ele é um celeiro no franchise, né? Grandes marcas começaram em Campinas. Eh, eu comecei a trabalhar em Campinas com Carlos Wizer na expansão das escolas de idioma. Enfim, é um celeiro. E eu identifiquei em 2015 que tinha muito empresários e empreendedores da cidade que gostariam de vir pro sistema de franquias, mas não sabia por onde começar. Aí surgiu a Nova Franquias em 2015, agora ela completa 10 anos, uma empresa campineira com a raiz ali no Cambuí. E a gente já ajudou muitas pessoas ali da região de Campinas e de propriamente de Campinas a vir pro sistema de franquia. como empresário de Campinas e região está preparado para conquistar aí o país e quem sabe até mercados fora do Brasil? Ó, se você tem um modelo de negócio rentável, quer dizer, você já tem uma rentabilidade e que você consegue transferir conhecimento desse modelo para outra pessoa, então eu convoco, né, todo mundo, empresários de Campinas e região que tá no nos vendo, né, a a vir conhecer em Nova, tomar um café com a gente para entender esse processo, porque realmente a gente consegue sair de Campinas para todo o Brasil. O mundo do franchising é um ecossistema onde uma empresa, o franqueador, concede a outra, o franqueado, o direito de usar a sua marca, o modelo de negócios, o no em troca de taxas e royalties é um modelo de expansão que oferece vantagens tanto para o franqueador que amplia a sua rede com menor risco e investimento direto, quanto para o franqueado que opera um negócio com suporte e marcas já estabelecidos. Qualquer modelo de negócio pode virar uma franquia ou nem sempre? Desde que seja rentável e lucrativo e nessa cadeia remuneratória, franqueador e franqueado, a gente consegue chegar no consumidor final com o preço competitivo. E a questão de ser replicável, de ser replicável, a gente deixa tudo padronizado de acordo. É, exatamente, a gente vai entender qual é o nível de padronização de cada modelo pra gente replicar. Tem mercados que replicam mais modelos e tem mercados que replicam menos, mas a gente consegue estruturar tudo isso. Como você avalia, a gente percebe que inclusive números apresentados pela ABF de um movimento contrário. Antigamente se pensava muito em eh negócios das capitais que iam para o interior e hoje a gente tem esse movimento inverso. Como você analisa isso? Eh, tem até uma tese de mestrado que eu defendi, né, que é exatamente esse movimento contrário do interior para as capitais. Então, existe estratégia de expansão que começa a capilarizar por interior e acaba surgindo nas capitais. Eu vejo com bons olhos isso, né? Porque o interior do do estado de São Paulo, o interior do Brasil total, tem muito fomentação em termos de modelos de negócio, de estruturação, que às vezes não tem nem numa capital. Então há essa essa, vamos dizer convergência de do interior para as capitais, que antigamente era o contrário, né? Antigamente ah, tem na capital ia pro interior. Hoje a gente vê esse movimento. Significa que ainda há muito mercado a explorar. Muito mercado para explorar. O franchise no Brasil ele é, eu costumo dizer que ele vai contra a crise, ele só cresceu, ele só cresce, né? A gente tá na maior feira de franquia do mundo. Isso reflete o quanto brasileiro é empreendedor. Eh, então tem muito mercado ainda pra gente explorar. As microfranquias são modelos com investimento de até R$ 135.000 e tem como características serem mais baratas em relação às franquias. A operação é simplificada. Suporte da franqueadora tem possibilidade de alta rentabilidade, além de apresentar baixo risco e flexibilidade. Embora menores, as microfranquias podem gerar resultados financeiros satisfatórios, especialmente se o franqueado souber aproveitar as oportunidades de mercado. Elas são consideradas uma porta de entrada para quem quer empreender. Podem ser de serviços, produtos, kiosques ou homeas, negócios que podem ser operados em casa sem a necessidade de um ponto comercial físico. Esta, que nasceu em Indaiatuba, na região metropolitana de Campinas, como agência de marketing digital, se transformou em microfranquia. Ela foi fundada em 1997, né, pelo José Rubens, que é o nosso CEO. E ele começou com uma agência de marketing digital, só que ele cresceu tanto que ele resolveu virar franquia em 2010. E aí ele ele viu um exemplo de uma outra franquia fora do país, né, nos Estados Unidos. E ele trouxe o modelo para cá e deu super certo. Hoje a gente tem mais de 200 franqueados espalhados no Brasil todo e temos franqueados também fora do país. Nós estamos hoje em sete países. Quando a gente pensa em agências digitais, o que é isso? Para quem tá em casa não entende, é uma agência de publicidade online. O meu franqueado faz as empresas aparecerem na internet, porque hoje todas as empresas precisam de marketing digital, né? A empresa que não estiver na internet hoje, ela pode fechar as portas porque as pessoas pesquisam na internet antes de comprar. E aí que a guia se entra, né? O meu franqueado vai fazer as empresas aparecerem na internet para que elas vendam mais. E qual o objetivo da Guia para vir aqui hoje apresentar o seu trabalho nessa 32ª edição da feira? Bom, essa já é a 14ª vez que a gente tá nessa feira, né? A gente vem todo ano para mostrar nossa marca, para vender franquias, né? Para engajar o nosso público também. Tem tido resultado, então? Sim, com certeza. O setor de saúde, beleza e bem-estar teve um crescimento de 16,5% em relação a 2024. E tudo isso a gente mostra aqui com recorte para Campinas, porque nós estamos justamente em um dos negócios que surgiu, olha só, no Jardim Campos Elízios, periferia da cidade e que hoje é a segunda maior rede de franquias quando a gente fala em atividade física. Eu vou conversar com a Jéssica e ela que vai detalhar tudo isso pra gente. Jéssica, nós conversamos um pouquinho antes. Ela é, na verdade, a primeira funcionária da primeira unidade da marca e ela vai falar um pouquinho desse crescimento. Me conta como tudo começou. Bom, vamos lá. Boa tarde a todos. Obrigada. Bom, começamos em 2012, até então éramos uma academia de bairro ali, né? O sonho do profissional de educação física em ter a sua própria academia. E aí de 2012 a 2015 comecei lá como professora, fui subindo coordenadora, gerente. Quando foi 2016 nós abrimos a segunda unidade já pensando no modelo a ser franqueado. Essa unidade foi mais que testada e aprovada lá em Campinas mesmo. Lá em Campinas mesmo. Essa segunda unidade foi no bairro Ouro Verde. Então ela foi mais que testada e aprovada. Então começamos a franquear. Hoje em 2025 somos mais de 320 unidades, né? E se falando assim, número de franquias, somos a segunda maior no setor fitness, mas como a rede de franquias, nós somos a maior franqueadora do Brasil. esse modelo que já a partir desse dessa segunda unidade vocês já começaram a procurar como que foi então formatar isso, pensar não só para Campinas, mas olha, a gente também pode ter unidades em bairros de outros estados. Como é adaptar também esse modelo pra realidade de cada município? Como foi fazer tudo isso, Jéssica? É, eu fiz o manual da franquia em 2016, né? Então nós pensamos no modelo, já pensando a ser um modelo replicável. Então nós corrigimos, né, preço, maquinário, implantamos sistemas, nos profissionalizamos com marketing e a gente tinha uma meta e a gente conseguiu atingir essa meta antes do esperado. Então ali a gente pensou, bom, estamos prontos para franquear, estamos seguros desse negócio. Então no começo não foi fácil, né? não tivemos todas as portas abertas como temos hoje. Então a gente teve que ir atrás de homologar, né, realmente imobiliárias, maquinário e hoje como somos a segunda maior, né, com foco aí em ser a primeira no Brasil, estamos com projeto pro exterior também, né? Hoje nós estamos presente em 14 países, são mais de 80 unidades de implantação e a nossa meta é encerrar esse ano com 500 unidades. Estar presente em uma feira como essa, o que a marca busca, o que ela também oferece para quem vem e pensa em ter o seu próprio negócio? Olha, é, eu falo que empreender é assumir risco, né? Mas quando você empreende com uma franquia que tem 12 anos de história, uma história linda, limpa e transparente, você reduz muito esse risco, né? A pano Bianco hoje ela conta com mais de 200 franqueados, né? a gente tem muito franqueado que não parou na primeira unidade e a gente consegue eh entregar essa experiência de um ambiente acolhedor tanto pro franqueado quanto pro colaborador e pro nosso consumidor final que é o aluno. Então a gente entende que o sucesso tá nisso, no cuidar de uma ponta a outra da empresa. E quando vem essa proposta, inclusive que vocês já estão na ação de ter unidades inclusive fora do país, qual foi o desafio também de levar a marca para lá? Sim, eu aceitei o desafio, levei a a empresa para o México o ano passado, fui a pioneira lá para começar esse projeto. Retornei porque eu tenho muito trabalho aqui no Brasil. O projeto continua com pessoas nossas que estão lá e a gente prevê inaugurar aí dentro de 4 meses a nossa primeira operação fora do Brasil, que é no México. Então é é um desafio, né? Mas hoje do tamanho que nós estamos, né? diferente quando a gente começou em 2012. Hoje a gente chegou em outro país já muito mais bem estruturado, já com parceiros homologados de maquinário, de imóveis. Então é um desafio sim, mas hoje com a estrutura que nós temos a gente sente mais seguro. Então essa primeira nós vamos inaugurar, validar, né? Porque nós não vamos comercializar nada sem a gente ter testado e aprovado. Aí a gente validando, a gente vai começar a comercializar paraos nossos franqueados. Quais foram os critérios que vocês avaliaram para, por exemplo, escolher o México como a primeira unidade que vocês é essa experiência internacional? Sim, em todo o mercado, né? O consumo de atividade física no México, ele está acima do consumo do mercado brasileiro, né? Então, a gente não anda para trás, a gente anda pra frente e vai subindo os degrais. Então, o México foi o primeiro pelo consumo, pelo público que existe lá, né? Então, e depois a gente vai avançando em outros países, até mesmo Estados Unidos. Também da região de Campinas para o país. Esta holding de alimentação e participações, responsável por diversas redes de franquia do setor de alimentação no Brasil, foi fundada por Ricardo Alves em 2014. Atualmente conta com três marcas em 400 unidades franqueadas em 24 estados brasileiros. Há muito tempo se falava, olha, a franquia ela sai das capitais e vai pro interior e muitas hoje fazem o processo contrário. Me fala desse movimento. É, o grupo Alipar é totalmente diferente, né? Na verdade, ele nasceu com grileto há 20 anos atrás. Esse ano a gente tá fazendo 20 anos na cidade de Tu com Ricardo Alves. E a partir daí a gente foi crescendo, adquirindo Montana, Gingim e Croaçon. Acho que o interior de São Paulo é um polo. A gente não pode mais considerar da capital para o interior. Muitas coisas estão vindo do interior paraa capital, principalmente da região da grande Campinas. Primeira coisa que o Ricardo fez até para expandir, entrou na BF exatamente para o processo de franchising e há muitos anos ainda, até hoje tem pessoas que vem aqui no estand falam assim: "Como assim esse tamanho tá em Campinas, tá em Indaiatuba, que nós estamos em Indaiatuba". Então isso acaba eh eh surpreendendo as pessoas quando vem o tamanho da Lipar. E esse é um processo que não finda. Isso continua mostrando que o interior, no nosso caso, interior de São Paulo, tem é um grande potencial. Eu digo a você, é o potencial maior que qualquer estado hoje, se a gente for pensar só no interior de São Paulo, isso não para e ainda tem muito para crescer no interior. E quando se fala em alimentação, esse exponencial é muito além. Ah, muito maior. O logaritmo, como gosta de dizer hoje na inteligência artificial, é muito maior. De pelo menos um ano para cá, a gente começou a usar muito a inteligência artificial. Primeiro com programa de fidelidade, com os clientes nas quatro marcas, Gingim. Croaçonho, Grileto e Montana. E isso ajudou muito até na perspectiva, qual prato que eu vou vender, qual o canal que eu vou vender. Então isso foi super importante para processo decisório de lançamento e qual o canal de venda. E quando a gente pensa em um evento tão grande como esse, o que vocês buscam quando estão aqui? A primeira coisa que a gente busca é aparecer para todos, né? que é um grupo tão forte com mais de 400 lojas e não tenha dúvida nenhuma que sempre bons negócios aparecem numa feira desse porte como a BF. Uma história cheia de sabor que começou em 2006. A empresa que tem sede em Sumaré, na região metropolitana de Campinas começou a partir de uma paixão por sorvetes. Eu sou apaixonado por sorvetes. Trabalho com sorvete desde meus 8 anos de idade, vendendo sorvete na rua. Depois fui fazer outras coisas. Trabalhei na Ambev, trabalhei na 51. E lá em 2006 e tive a oportunidade de abrir a Mister Mix na cidade de Porto Ferreira. Foi a primeira loja da Mister Mix que eu abri. A segunda foi em Paulíia e depois nós mudamos a fábrica em Sumaré. Quando é abriu lá em Porto Ferreira, como foi essa pensar? É, olha, alguém vai produzir, você começou a produzir com a família, como que foi esse início e pensar nesse nome também? Olha, o início de todo de toda a empresa é muito difícil. Ah, inicialmente eu mesmo comecei a fabricar o sorvete. Na minha família não tem ninguém que trabalha com com o sorvete. Ah, e eu comecei testando receitas, tentativas e erros. Lógico que tinha uma receita básica que a gente vai pesquisando, vai desenvolvendo e essa receita ela foi desenvolvendo ao longo do tempo e ela teve uma ótima aceitação pra gente fazer o milkshake. É uma base e essa base que é calda principal, eu devo ter testado ali no mínimo a 100 receitas até chegar na qualidade que nós temos hoje. E desde então nunca mais a gente mudou essa receita. Agora, dia 11 de fevereiro do ano que vem, nós vamos fazer 20 anos de de empresa. Qual estratégia vocês decidem? Sair de Porto Ferreira e ir paraa região metropolitana de Campinas? Olha, mais por conta da densidade demográfica. Ah, para o empreendedor é muito importante ele estar perto da das suas lojas. E na cidade de Porto Ferreira, as as cidades mais próximas, elas tinham uma densidade demográfica não tão atraente. Já na região de Campinas, a gente consegue ter várias operações sem precisar se deslocar muito. Então isso acaba deixando muito mais fácil a gestão e operação dessas dessas lojas. Quando vocês vão pra Sumaré, já era franquia ou depois se tornou franquia? Já era franquia. A primeira loja inaugurei dia 11 de fevereiro de 2006. Depois eu procurei a BF, fiz um curso, formatei o processo para poder franquear e inaugurei a primeira loja franqueada em janeiro de 2008. Hoje vocês são quantas lojas? Hoje são 170 lojas espalhadas pelo Brasil todo. E como é esse modelo de sair pro interior, conquistar capital, conquistar outros estados? Olha, eh, a gente sempre tem que ficar atento com costume local. Por exemplo, nós temos lojas no Nordeste, no Norte. Quando a gente vai pro Nordeste, eles têm a a cultura super rica, culinária, eles preferem mais os sabores mais intensos. E por conta disso, muitas vezes a gente tem que experimentar novas novas combinações pra gente conseguir também ser atraente nesse mercado. O nosso produto, ele tem um shelf life muito bom, então com isso permite que a gente consegue levar a marca Mr. Mix Milkshake para todo o território nacional. Algo que é importante é dizer que durante e nós temos 14 selos de excelência. O que que é o selo de excelência em franchis? A gente deixa um cadastro na BF, ao qual nós somos associados. A BF entra em contato com todos os franqueados fazendo uma série de perguntas, desde faturamento, lucro, investimento, suporte, marketing. Aquelas empresas que possuem é uma nota igual superior a 75%, elas conseguem o selo e nós já conquistamos 14 selos consecutivos. Isso é uma marca importante para o nosso segmento, que nós somos a a franqueadora mais premiada neste sentido. Toda vez que se pensa em franquia, se pensa em um modelo pré-pronto de negócio para o candidato já ter aquelas vantagens, tem a questão da marca e tudo mais. O que vocês oferecem, por exemplo, mesmo estando no interior de São Paulo para o franqueado ou candidato do Nordeste que precisa adaptar o seu produto, como você disse, aos costumes locais. Ótimo. Olha, o primeiro ponto importante a se destacar, as três coisas que diferem uma loja de sucesso, de uma loja de pouco sucesso ou que não tenha sucesso, isso é dentro da Mr. Mix, assim como qualquer outra rede eh franqueadora. São três coisas: praça, ponto e franqueado. Ah, e com relação à praça, o ponto, o que que a gente tem? a gente tem ferramentas de geolocalização que nos ajuda a entender melhor o comportamento daquela praça sobre densidade demográfica, renda per capta, potencial de consumo. Então, com isso a gente já tem um norte da onde essas lojas devem ser instaladas. Depois, nós temos gerente de plantação que vai até o local para conferir se essas informações realmente eh estão eh de acordo com a com os costumes locais. E a partir daí a gente se torna mais assertivo na praça e no ponto. Acertou a praça e o ponto, aí tem todo o sistema de treinamento e a gente treina o franquear em todos os aspectos para que ele consiga eh qualquer profissional que não tenha eh nenhuma experiência com empreendedorismo ou com sorvete, ele consiga operar a tua loja e ter sucesso com a tua loja. Isso é isso é o é o é o é algo que é muito importante para se destacar. E depois a gente tem um aperfeiçoamento, né? A nossa marca, ela é muito próxima da rede franqueada. nós temos com os nossos franqueados e nós sempre estamos abertos com eles, conversando, fazendo reuniões para entender a sua necessidade e a partir daí fazer os ajustes necessários para que nós tenhamos eh eh sucesso, porque é o franqueado que está lá na ponta com barriga no balcão, que entende o que que está acontecendo na região. Muitas vezes a gente aqui em Sumaré não consegue entender o que tá acontecendo em Pernambuco, no Pará, no Rio de Janeiro, até mesmo na capital. A gente tem que entender, escutar o franqueado para que a gente consiga fazer esses ajustes necessários. Qual é o perfil do seu franqueado? Olha, ele tem que ser um apaixonado por atender pessoas, preferencialmente por sorvetes também, né? Ah, ser sorveteiro é muito gostoso, porque as pessoas ou elas entram já felizes na nossa loja ou elas saem muito felizes, porque os nossos produtos ta, uma qualidade incomparável. Quem experimenta os produtos vira cliente. Esse é o maior desafio do nosso franqueado, tem este bom relacionamento para fazer com que os clientes experimentam o produto. Porque experimentou o produto, não vai trocar pro outro. Os nossos franqueados, eles têm carrinhos nas suas lojas que participam de eventos. Isso é muito importante porque com o carrinho franqueado, ele ganha dois dinheiros. Ele ganha um dinheiro quando ele já vende os produtos para abastecer esse carrinho no evento. Chegando neste evento, as pessoas conhecem o produto, se apaixonam pelo produto e retornam pra loja para consumir mais. Então, explorar outros canais para que a gente consegue consiga levar o produto de de uma forma mais eh eh fácil para os clientes é muito importante e ajuda muito os nossos franqueados. Aquele menino sorveteiro pensava em chegar tão longe? Não. Como é para o Cabral lembrar daquele menino sorveteiro que tinha um sonho, que amava sorvete e pelo seu amor hoje tem esse noal aqui? uma responsabilidade muito grande, porque ah é lógico que eh hoje nós temos eh na empresa mais de 100 colaboradores franqueados são em torno, não lojas, em torno de uns 100 uns 100 franqueados mais ou menos que depende deste negócio, mais os seus funcionários que dependem dos seus negócios, ou seja, são muitas famílias. Então é é uma responsabilidade, é um orgulho em primeiro lugar muito grande, mas é uma responsabilidade enorme também de uma dor que se transformou em negócio e que cresceu para uma rede de franquia. Após o Alzheimer do avô, esta médica mudou a sua rotina profissional e seus planos. E a gente vai conversar agora com a fundadora Joyce. Joyce, me fala um pouquinho dessa ideia lá em 2014. Já nasceu com esse intuito de ser franquia ou não? Não, não nasceu com o intuito de ser franquia. Nasceu por uma necessidade pessoal. Meu avô teve diagnóstico de Alzheimer e eu fui procurar o que existiam de casas de repouso na região e entendi que eu conseguia fazer algo bem mais multidisciplinar, mais padronizado, mais organizado. Inauguramos a primeira unidade em Jaguariúa, logo percebemos que tinha bastante procura, bastante família com a mesma necessidade que a minha tinha e começamos a crescer. Fomos para Campinas, imaginávamos que chegaríamos assim 10 unidades. Foi um crescimento bem rápido pro Brasil todo. Em que momento vocês disseram: "Olha, a gente pode replicar isso, como você disse, para todo o país? Hoje são 105 unidades abertas, 180 unidades vendidas. São 2200 idosos morando com a gente hoje. Eu percebi quando eu fui pra segunda unidade de Campinas, eu olhei e falei: "Nossa, isso é replicável". E vários amigos meus de trabalho mesmo que estavam no plantão falavam: "Joyice, queria muito levar isso pra minha cidade, que lá não tem nada parecido, só que eu moro em Dourados, o outro morava em Florianópolis, o outro morava em Belém do Pará." Eu falei: "Opa, acho que isso é franquia". E a partir disso, como foi então formatar esse modelo de franquia? Quanto tempo levou? Tiveram que fazer alguns testes? Me conta essa parte. Bom, vamos lá. Foi super interessante porque na área da saúde não tem muita franquia relacionada a serviço. Então nós fomos atrás de uma empresa para fazer todos os testes de franqueabilidade e realmente profissionalizar. Quando a gente vai pra parte de franquias, eu falo que são dois negócios. Um é cuidar dos idosos, que é a franquia, pessoa na ponta, e a gente franqueador, cuidar da franqueadora que cuida dos franqueados. Então nós fizemos todos os testes, vimos que realmente era super franqueado e que a população tá envelhecendo muito, então chegaríamos em 500 unidades, que é o nosso foco, e começamos a expandir para todo o Brasil. E parece que agora tem uma nova escala, partindo até desse pressuposto de que, claro, a gente tem estudos aí de que a população brasileira cada vez, né, tem uma longevidade cada vez maior, mas também pensar na qualidade de vida, não só de quem precisa ser cuidado, mas de quem precisa ter uma convivência com qualidade. Exatamente. A gente percebeu que também existe o público das pessoas idosas com autonomia, aquelas pessoas que ficam em casa em solidão e que gostariam muito de sair, de conversar com outros idosos com a mesma idade, fazer atividades, manter a cabeça ativa, tudo com muita alegria. E foi aí que percebemos que, opa, tem um público que a gente precisa ajudar, que a gente precisa atender. Criamos uma marca chamada Fiusa, a fundadora desta marca lá de Ribeirão Preto, se juntou à gente e startamos, é a maior novidade aqui da feira, startamos a venda agora para todo o Brasil. O que é exatamente esse projeto? O FIUS, ele é um centro de convivência para idosos, idosos independentes que querem realmente viver. Vem pro Fiúza para fazer as atividades, para jogar cartas, vem aprender a postar no Instagram coisas do dia a dia e a gente dá todo esse apoio pra família, ele volta para casa no final do dia. Se ele tiver alguma dependência, a família precisa viajar, temos o Terça da Serra para também dar esse apoio. Falo que a gente do lado de cá a gente cuida pra família poder ser família. Agora, Joy, se hoje num evento tão importante como esse, vocês lançam esse projeto, já podemos então contar onde vai ser essa primeira unidade, quais as expectativas. Primeira unidade já tá sendo feita em Campo Grande, então já startamos, temos algumas aí já praticamente assinadas e o foco realmente também chegar a 300 unidades. Quando a gente pensa nesse modelo replicável, para quem pensa em investir em uma franquia, quais são aí as dicas que vocês têm para lidar, principalmente quando a gente pensa: "Olha, eu vou trabalhar com esse público mais velho". Tem muita gente tem até um pouco de restrição, outros já têm um outro olhar, o que dá pra gente falar? Olha, o principal é que a gente tem muito propósito, muita vontade de mudar o preconceito que as pessoas ainda têm com o envelhecimento, com as casas de repouso. Então, o maior foco nosso é realmente mudar isso no Brasil. E para todo empreendedor que quer uma franquia, converse com os outros franqueados, converse com o franqueador. Eu vejo que ao fundo aqui de onde nós estamos gravando, inclusive nós temos aí várias honrarias que vocês já receberam num período em que muitas vezes se é questionado o trabalho das instituições de longa permanência. Qual é o sentimento que fica quando você olha para todo esse trabalho? Olha, eu tenho muito orgulho. Eu falo que eu não conseguiria crescer sozinho. Os meus franqueados, eu tenho muito orgulho do trabalho que eles fazem todos os dias. E a gente recebeu realmente várias chancelas disso. As famílias também são muito próximas e o mundo das franquias me organizou em relação a isso. tudo. A gente consegue ter muito apoio por ser um ecossistema muito completo. О. [Música]
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