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No Brasil, o negócio de cafeterias tem mais de 3.500 estabelecimentos. Se fomos contar, bistrôs, padarias e outros modelos, são mais de 13.000. E o ser empreendedor de hoje vai mostrar modelos de negócios em Campinas que vão além do café de cada dia. Eles se reinventam, são bistros que adaptam inclusive o cardápio para participar de um dos maiores festivais gastronômicos do país. [Música] O festival, que neste ano tem como tema uma volta pela Itália, valoriza as tradições da mesa italiana e inspira os chefes a criarem experiências que unem memória afetiva e criatividade com preços a partir de R$ 54,90. Além do aumento de fluxo e a fidelização de clientes, os mais de 40 estabelecimentos também são convidados a criatividade nos menus, o que movimenta R$ 6 milhões deais na economia local. Entre os novos participantes, cafés e bistrross, que são ambientes diferenciados que oferecem produtos variados em conjunto com outras opções de alimentação. E falando desse segmento, nós estamos aqui em uma unidade em Campinas que nasceu em 2013 e que o Marcelo desde 2019 está aqui no comando desse café. Marcelo, fala um pouquinho para mim de quando a sua história de vida encontra esse negócio, o que que tava acontecendo. Au! E vamos lá. Começou em 2012, quando o contêiner foi criado pelos sócios eh que originaram tudo isso daqui. Eh, eu era amigo deles de faculdade e a gente criou um local porque a gente amava café e Campinas não tinha uma cafeteria de especialidade. Eh, eu sou publicitário de formação, depois acabei indo para uma para uma empresa grande, para uma corporação, mas o bichinho do empreendedorismo falava para mim: "Vem, vem, até que um dia eu vim". Mas já em 2012 você veio? Não, eu só iniciei eh investindo com eles, participando da Foi um sócio investidor naquele momento? É isso? Naquele momento, sim. Tá. H, a gente, eu participei de toda a concepção com eles, mas guardadas as devidas proporções, né? Eu não tava operando a casa. Eh, e eles fizeram um ótimo trabalho. E eu só vim pra operação em 2019, quando eu saí da corporação e com uma tarefa bobinha, tava chegando um negócio chamado pandemia e a gente precisava manter um sonho em pé. Então eu vim para cá para segurar o contêiner numa pandemia. Mas não era um momento em que basicamente todo modelo de negócio, principalmente voltado a portas abertas, tinha que tá fechado? Como você fez? Então, Marcelo? Então, você precisa olhar para dentro e vamos fazer uma analogia. Você precisa tampar todos os buracos do seu barco e boiar. você precisa entender o que tá acontecendo. Na verdade, a pandemia ela ela foi altamente democrática, né? Ela afetou a todos igualmente. Então, a gente precisava olhar para dentro e resolver o que a gente podia fazer aqui para continuar passar por essa tormenta. Ninguém sabia se ia durar um mês, dois, três, ou, como aconteceu, 8 meses parado. Mas esse parado que você diz, eram portas fechadas mais no delivery, no drivethrough, algum outro modelo ou não? Você teve que naquele momento estacionar? A gente, poxa, e é interessantíssima a tua pergunta, porque uma é muito difícil que as pessoas peçam por delivery um cappuccino, até porque elas passaram a fazer as coisas em casa. Exato. Então, o que que a gente conseguia vender por delivery? Grãos de café. OK. Mas o có da casa, o que a casa tava tava se propondo a servir pr pros pros clientes era ambiente, era experiência. Então, como que você vai vender uma experiência de porta fechada? E sim, a gente teve que ficar de porta fechada. Então, é uma questão de você se reinventar, enxuga todos os custos que você pode, eh, mantém a sua equipe, porque você conseguiu manter a equipe, conseguir manter a equipe. Não se, não se vai pra guerra com ovelhas, você vai com leão. O leão come, é verdade, ele gasta muito. E manter uma equipe é você ter os leões do teu lado pra hora que você precisar lutar, você tá pronto. Então não, a gente não mandou ninguém embora, a gente segurou todo mundo. Sim, mas naquele momento, então vocês estavam muito bem estruturados economicamente para conseguir passar por aquele momento sem venda, mas mantendo pelo menos os custos básicos, né? Sim, sim. A gente tava muito bem estruturado. Eh, é óbvio que a pandemia corroeu o fluxo de caixa e não foi só o meu. Sim. foi de todo mundo. E vamos lá, pesquisas mostram isso, né? teve que renegociar muito, muito, reduzir muito custo, mas a gente venceu. Eu acredito que a gente venceu olhando para hoje, eh, aqui público, ah, os nossos, clientes fiéis voltaram, os nossos clientes fiéis ligavam durante a pandemia e falavam: "Não fecham, não fechem, pelo amor de Deus, não fechem, nós vamos voltar". E a gente queria, né? Então, a gente conseguiu. Menos mal. Eu tô, eu tô feliz com isso. Sim. Passada a pandemia, vocês continuaram da forma que era antes ou você também aproveitou esse momento para reinventar o negócio? Mina, olha que interessante. Se a gente pegar o modelo de cafeteria 2012, 2013, ele é fantástico. E sim, ele ele entrega muita coisa que funciona até hoje. Porém, o público não é mais o mesmo. O público mudou, né? A gente, o público mudou. Ele ele ele não entrega, ele não deseja mais coisas que desejava anteriormente. Eh, ele não procura mais a cafeteria para um determinado fim eh que ele procurava anteriormente. Então, a gente precisa, eu não vou nem falar que a gente precisa, a gente já precisou, já montou um planejamento e a gente precisa, na verdade, se reinventar daqui pra frente. Então, não é mais aquele público que pensava: "Eu vou tomar um café diferente". É, é mais que isso. Olha, vou fazer uma, vou tentar prever o futuro aqui. Eh, quem quem entrar nesse universo de cafeterias e achar que vai dar tudo certo vendendo xícara e depender necessariamente de xícara para sobreviver, vai entrar nos números do Sebrai. vai e 80% cair num prazo muito curto. Não dá. Você tem que ter um pouco mais de diversidade, um pouco mais de mix de produtos e principalmente de experiências para propor pro seu cliente para se manter com a casa cheia. Com base nessa visão, então, Marcelo, qual foi a medida que vocês tomaram? A gente parou, primeiramente, olhou para dentro. entender o que a gente tinha de potencial, qual era o nosso DNA, qual era a nossa essência e não perder isso. Segundo momento, a gente olhou para todo mundo que vinha aqui, todas as pessoas que visitavam e a gente abriu para escutá-los. O que que vocês procuram realmente? Ah, óbvio, a gente tem que olhar pr pro pro macro e entender qual é a pressão que o macro tá exercendo sobre a gente. E a partir daí a gente começou a entender o que o público realmente quer e entregar para esse público o que ele tá procurando. É só isso que vai fazer com que ele esteja aqui e não esteja em qualquer outra cafeteria. Gente, existem n cafeterias aqui na nossa cidade e excelentes cafeterias. O que faz com que as pessoas estejam aqui ou estejam em outra cafeteria é o que a gente consegue proporcionar para eles de ambiente, de pacote. Entenda, não é a cadeira, a mesa, a vegetação ou até mesmo os saguizinhos que correm aqui em cima. Não, não é isso. É, é o clima. eh acessibilidade, eh o conforto, como a gente abraça as pessoas aqui. Perfeito. É isso. E você como empreendedor veio para essa missão, passou a pandemia? Você está aqui em 2025, Marcelo, foi picado pelo empreendedorismo agora, não só como investidor, como executor também desse projeto. Então, sim. Agora sim. Eh, e como tem sido para você altamente desafiador, né? Ter trabalhado numa corporação ou ter sido publicitário como eu fui por período longo, né, da minha vida não me credencia ser um um empreendedor de sucesso. Eh, empreender no Brasil não é uma tarefa para qualquer um. É muito difícil. A gente aprende todo santo dia. A gente lida com as coisas mais inóspitas que você pode imaginar, desde comportamento humano até em temperes. OK. A gente tá aqui para isso. Sim. E é em cima disso que a gente precisa melhorar todo santo dia. E dentro dessa nova proposta, este ano, vocês também aí são, né, iniciam essa jornada na 22ª edição do Campinas Restaurante Week. Por que essa decisão? Como que foi essa estratégia do ponto de vista do negócio? Olha lá, lembra que eu falei para você que a xícara a xícara pela xícara não sustentaria uma casa desse tamanho? Sim. Eh, assim como o meu público não tá aqui só por conta da xícara, o café é uma baita desculpa, tá? Ele é desculpa para tudo. Eh, você quer, você quer conversar, você quer brigar, o que você quiser fazer, você vai falar: "Vamos tomar café". Exato. Mas tá, você tá tomando café e aí parou aí? Acabou? Não, você tem um ambiente, você tem uma música, você tem um visual interessante, mas gastronomia, será que você não pode entregar isso? Ou será que a pessoa precisa vir para uma cafeteria, conversar um pouco, ir para um restaurante e voltar pra cafeteria depois? Por que não fazer tudo isso em único lugar? Ex. Por que não oferecia? Então, a gente foi extremamente ousado. A gente chamou um cara aqui da cidade, conhecido inclusive, o chefe Dan Ciano, e a gente trouxe um chefe de cozinha aqui para dentro e subiu um degrauzinho na gastronomia que a gente oferece pros nossos clientes. Então é uma facilidade, é uma conveniência, é mais um adereço no pacote que a gente tá oferecendo para que você passe o dia com a gente. Sim, é isso. E entrar no no restaurante Wik é uma baita vitrine, é uma é uma iniciativa incrível, na minha opinião, de verdade. É, é, é trabalhar com o que a gente tem na mão e fazer virar mágica. Foi fácil adaptar o cardápio do café à proposta da edição? A edição deixa muito claro qual é a proposta. Então, para um chefe de cozinha é extremamente fácil. Se eu tivesse na cozinha, não, né? Mas para um chefe de cozinha é é muito tranquilo gerar uma experiência agradável para para pro nosso público. Inclusive, eu quero que você experimente depois. Ah, vou experimentar esse programa, gente, tá maravilhoso, só experimentando coisas deliciosas. E claro, eu vou querer um café, é óbvio. Eu acho que tem. Agora, quando você pensa nessa proposta, a gente tá num bairro eh de classe alta com essa proposta de contêiner, de trazer a questão do paisagismo, de unir também algo que talvez não estaria tão à mão, que a gente tá envolta concreto. Concorda? Sim. Como que é trazer essa proposta para esse público que vem aqui? Olha, vamos lá. Eu não vou não vou ser bobinho aqui, né? É óbvio que a gente lançou mão de uma linguagem arquitetônica que nos auxilhasse, que pudesse chamar atenção e trazer as pessoas para cá. Ela tem uma pegada de reciclagem, ela tem uma pegada de de sustentabilidade e a gente brigou muito para que a vegetação ficasse pra gente ter no meio de um mar de prédios de concreto um oasis a céu aberto. É a sensação que eu tenho. Tanto que você tá vendo que a nossa gravação tá aqui, ó, do lado de fora, com os carros passando, com as pessoas entrando e saindo, justamente para sentir toda essa vivência que vocês proporcionam. Eh, eu nasci em Campinas, mas eu nasci há algum tempo já, né? Dá para perceber. Eh, na minha época a gente ia para para uma praça, né? E o que que a gente fazia numa praça? a gente ia sentir o ambiente, a gente ia conviver com as pessoas, a gente ia saborear um picolé, uma pipoca, que fosse, mas a gente ia viver alguma coisa numa praça quando era possível. E aí a gente pensou, por que não essa cafeteria ser uma praça, uma grande praça pública privada a céu aberto? Desculpa o trocadilho, mas é dando dando certo. Olha, você viu tudo isso? Tô vendo. Acho que sim. Dando muito certo. Tomara que dê muito mais sério. Tomara que mais pessoas possam compartilhar do mesmo sonho que a gente tem e possam usufruir de tudo que a gente tá propondo aqui dentro, né? Eh, eu não faço nada sozinho. Eu tenho uma baita equipe, eu tenho o chefe dan na cozinha, eu tenho um monte de gente que que cuida do café e você vai provar. Eh, eu também meto a mão na massa, mas a gente encontrou um parceiro incrível esse ano para dar a nossa cara a bater, que é o restaurante Week. Então, que mais que mais eh iniciativas como essa possam surgir para mostrar a qualidade de de empreendedores e de negócios em Campinas que precisam, tem qualidade, mas ainda não tiveram oportunidade de mostrar a cara. Então, que bom que isso surgiu, que bom que a gente poôde entrar e a gente tá aqui preparado para tudo que vier, tá certo? Então, muito obrigada, viu, Marcel? Imagina, eu que agradeço a presença aqui, viu? Tá certo. Obrigada, viu? E a gente, enquanto, claro, eu experimento, vou tomar meu cafezinho, vou experimentar uma das sobremesas. É isso? Conta para mim só antes da gente terminar qual é o prato que eu vou experimentar que está no festival. Eu trouxe duas sobremesas para você. Um é um semifredo com calda de cada momo e pimenta rosa. É, é uma experiência que eu acho que e eu não vou ficar contando para você história que acho que a melhor coisa que existe é experimentar, né, e ver se isso realmente faz sentido para você. O outro, eh, eu sempre fui a favor da genialidade que existe por trás da simplicidade e é um brigadeiro de colher para que você possa experimentar. É simples. Agora a gente vai realmente encerrar esse primeiro bloco porque eu vou experimentar essas delícias. E não saia daí, porque daqui a pouquinho a gente vai mostrar um outro negócio fundado recentemente, está há dois anos em Campinas, um bistrô que também está nessa proposta do Campinas Restaurante Wick. Não saia daí, a gente volta já já. [Música] Um espaço acolhedor com peças da família e detalhes refinados que proporcionam uma sensação de bem-estar que também pela primeira vez este local participa do festival gastronômico. E nesse novo conceito, quem chega também é o Douglas, que há do anos teve aí essa iniciativa do negócio que trata aqui desse restaurante, desse café, desse bistrô. conta um pouquinho o que é o alvear e aí depois eu já vou perguntar como surgiu essa ideia. Seja bem-vindo. Muito obrigada. É um prazer recebê-los aqui na nossa casa. Bom, Alvar, eu sou sócio proprietário, então sou sócio do Robson, que a ideia de abrir esse lugar foi através de um almoço que eles fizeram aqui na frente, num restaurante que tem aqui, e eles olharam, tinha um ponto disponível, entraram em contato e tiveram a ideia de abrir o alvear. O nome é muito interessante porque eles tiveram um momento muito especial no Hotel Alvear lá em Buenos Aires e eles adoraram a experiência, se inspiraram inclusive aí na no no estrutura arquitetônica, no design de interiores. E eu entrei há pouquíssimo tempo na sociedade, faz um mês no máximo. E de onde veio tudo isso, né? Como é que eu que eu vim para cá? O, eu já tenho uma empresa de hospitalidade. Você já empreende, então, há muito tempo, não? Já, há muito tempo. Há muito tempo. E sou amigo do Robson, então sempre a gente sempre tinha papos assim e tem até hoje, né, papos de experiência do cliente, jornada do cliente, eh hospitalidade. E aí agora no aniversário de 2 anos do alvear, ele falou: "Nossa, eu tô tô vendendo alvear". E eu falei: "Mas por quê?" Ele falou: "Não, porque ele é de uma outra cidade, etc." E aí eu falei: "Robson, pensa um pouquinho". E aí ele fez a proposta de eu ser sócio. Conversamos, alinhamos aí as ideias, porque tem tudo a ver, hospitalidade, experiência do cliente, alvear, que essa casa lindóci em Campinas ou não? É aqui em Campinas. Atende de Campinas, São Paulo, região toda. Sim. E aí conversamos sobre isso e aí topei a ideia de vir para cá. E como tem sido esse primeiro mês aqui? Porque parece que você cuida tudo detalhadamente com os olhos mesmo ali, ó, em cima. Para mim é é assim, é muito gratificante. Eu me sinto honrado, primeiramente, né? que o Robson também é extremamente detalhista e a gente sabe que sociedade tem que ter muito, muito alinhamento, muita muitas coisas em comum, as ideias em comum e a gente é muito parecido, muito mesmo. Então, neste primeiro mês, eu o meu processo é conhecer como funciona a casa, ver quais são as fortalezas, ver os pontos de melhoria e aí fazer esses ajustes finos. O legal é que o alviar tem pouquíssimos ajustes para fazer. Sim. Então, para mim é é não é tão desafiador quanto eu imaginava, né? Até por ter um outro negócio. E tá muito dentro do que eu já acredito. A cultura daqui é maravilhosa, a as a comida é incrível, o lugar é incrível. Então eu tô muito feliz, muito feliz mesmo. Então, antes mesmo de você vir para cá, já tinha essa proposta de que a casa participasse do festival esse ano, dessa 22ª edição ou não? Não, olha que sim. Na verdade, vamos lá. O Robinson, ele já tinha fechado aí, né, com o pessoal da Restaurant Week, mas eu tenho uma coisa bem interessante e um contato muito interessante com a Restaurant Week, porque nas duas últimas edições eu fui o anfitrião aqui de Campinas, né? Então eu já trabalhei com a Restaurant Week e aí quando nós fechamos a sociedade ele falou: "Olha, eu tenho um dos primeiros, uma das primeiras tarefas que eu tinha na minha agenda era ir com ele ao encontro inicial com os proprietários da cidade". E aí foi interessante porque teve menção ali, olha o Douglas que foi um anfitrião aqui nas duas últimas edições e aí entrar naquela sala como proprietário de um negócio. E o proprietário de um negócio que participa pela primeira vez da Restaurant Week, para mim assim foi algo muito positivo, porque eu sei o quanto a Restaurant Week traz visibilidade, o como também faz com que o cliente ele venha a casa, porque é um preço muito muito legal, né? Você tem aí entrada prato principal sobremesa por um valor fixo. Então é uma porta de entrada para que os clientes conheçam o Alvar de fato. Sim. Eh, e voltem também, não só na edição, mas que eles voltem aqui e façam desse lugar o quintal da casa deles. Douglas, você falou do nome, agora o conceito. Para quem tá em casa e não conhece, qual é o conceito da Alvar? O conceito da é um conceito que é diferente de muitas casas aqui em Campinas, porque aqui você pode desde a hora da abertura até a hora do fechamento, a gente abre de terça a domingo, das 8 horas às 22 horas, você pode jantar às 8 da manhã, você pode comer um brunch às 5:00 da tarde, porque tudo que tá no cardápio, a gente tem uma dinâmica de cozinha, onde o cliente ele pode comer tudo que tá lá em qualquer horário. Então isso é um diferencial e tudo é muito delicioso. Acho que você deveria provar alguma coisa pouco. Prometo que talvez eu prove e mostre para você em casa. Isso aí. Agora, Douglas, quando você fala desse afinamento, né, do ponto de vista do negócio, você tinha um outro e veio, qual é a sua parte aqui agora, essa missão, o que você exatamente vai fazer nesse primeiro momento, depois vai continuar fazendo ou depois vai ter que ter um realinhamento disso? Olha, qualquer negócio quando você entra, não, eu não recomendo fazer mudanças muito grandes assim, porque de fato isso gera um desequilíbrio na equipe. Aqui eu já tenho uma brigada excelente. Eles já já estão aí, como eu falei, né, há dois anos. Então, hoje em dia eu analiso muito quais são literalmente as fortalezas. E aqui tem muitas fortalezas e o que eu encontro de pontos de melhoria, a gente fazer isso de forma bem gradativa, tá? E aí esses pontos de melhoria eu consigo trazer dessa expertise, dessa bagagem que eu tenho das consultorias de hospitalidade e cosmic experience, né? Então, eh, por exemplo, hoje, exatamente há 15 minutos antes do nosso bate-papo, entra um novo funcionário. E aí, eh, qual é a nossa prática para todos os funcionários que entram a partir da minha chegada aqui no alvear? eles entram na casa, eu convido eles a sentarem em uma mesa e eles têm uma experiência de atendimento por mim. Então isso é muito legal porque eh como eu venho dessa parte de consultoria de hospitalidade eh eu acredito muito que mais do que eu colocar pessoas, os funcionários em uma sala de reunião e fale o que de fato precisa ser feito para que a experiência do cliente seja melhor possível, eu faço ele sentir a experiência. Então, ao final, depois que ele sentou, esse funcionário, ele sentou, comeu e eu atendi de forma muito padronizada, né, dentro de um padrão de excelência impecável. Aí eu complementei com a fala de, olha, como é que você se sentiu? A resposta foi a esperada. Nossa, foi maravilhoso. Então, eu espero que todo e qualquer cliente seja interno, porque eles também nas folgas eu convido a vir aqui, né, ou cliente externo, que ele tenha a melhor experiência da vida dele, que seja um atendimento discreto, eficaz, né? E tem algumas algumas eu falo que são riquezas que eu trago na consultoria que tem a regra dos 10 segundos, que em 10 segundos a gente pode encantar o cliente, deixá-lo neutro ou gerar um detrator pro teu negócio. Então eu trago muito esses conceitos para eles. Hoje foi o primeiro, né, em que eu tive um contato desde o início, mas todo mundo que já tá aqui na equipe vai passar exatamente pelo mesmo processo, porque uma das coisas que fortalece qualquer negócio, isso é um é um presente a quem assistir, que é empreendedor e ou quer empreender, é você ter e esse cuidado de cuidar das pessoas que fazem rodar o seu negócio, porque eles estão com o teu negócio na mão, literalmente. Então, gente feliz não enche o saco. Eu trabalho muito em cima disso. Então, quero que eles sejam muito felizes, que ele que eles tenham, né, essa essa essa percepção de que é um lugar delicioso para trabalhar. Então, e o atendimento tem que ser o mesmo, independente de você estar ou não aqui. Exatamente. Então, isso é um, como eu tenho outros negócios, por exemplo, eu tava em Paris agora, cheguei de Paris anteontem e eu tava super tranquilo, né? Eu fui fazer algumas algumas pesquisas lá de cafeterias e tal. Então, por mais que eu esteja aqui há um mês, eu já tive essa saída agora no final de semana eu tô indo para para Portugal. Eh, então eu tava super tranquilo porque eles a gerente é ótima, eh, os funcionários são ótimos e esses ajustes eles fazem parte de qualquer negócio que é de de do processo de melhoria contínua, né? Então, a gente tem que o tempo inteiro está ali, o tempo inteiro reforçar o que é bom, se tiver algum ajuste para ser feito, a gente fala e criar esse vínculo para que essa comunicação seja fluída sempre. Sim. Você falou em duas coisas importantes, a qualidade dos alimentos, da comida oferecida. Sim. Exato. Hoje, quando a gente pensa nessas duas vertentes, é apenas na alimentação ou você usa isso para todo tipo de experiência quando você oferece um produto ou um serviço? Para todo tipo de experiência. Todo tipo, né? a a experiência, quando a gente fala de experiência do cliente, de jornada do cliente, quando a gente fala de hospitalidade, acho que é a palavra que mais cabe aqui dentro dessa sua pergunta, ela tem que ser aplicada a todo tempo e não só no negócio. Eu falo para eles, né, que isso é aplicado no dia a dia. Então, a forma como eles em casa também servem um café, seja pro esposo, pra esposa, pro filho, pra mamãe, pro pai, enfim, a forma como eles, o que eles aprendem é que eles aplicam na vida. E onde cabe, né? Onde couber. Então, às vezes eles vão aqui, sei lá, sai na hora do almoço, eu percebo, eles até d eles dão esses feedback, né? Tipo assim, ah, eu fui ali comer tal, o atendimento tá legal, não tá? Então eles devolvem, faz essa devolutiva e com certeza, se eles observam, eles aplicam o que aprenderam lá também, né? Você falou inclusive dessa recepção a esse primeiro colaborador, mas que você chegou aqui e já tinham outros. Você faz essa ou pretende fazer de tempos em tempos uma espécie de reciclagem nesse atendimento? É importante, importantíssimo, porque por mais que eh você tenha, né, o dentro do conteúdo programático e eu trabalho também numa outra, eu tenho uma outra empresa que eu que eu presto serviço para eles já há quase 16 anos e eles eh eu falo que é uma empresa que é uma grande escola e eles têm um perfil assim, né, que tem o treinamento inicial, depois dependendo da função, eles têm ali bate-papos a cada três ou seis ou até mesmo um ano, dependendo do assunto, tá? Então, nesse conteúdo programático é importante. Ah, Douglas, mas você vai falar a mesma coisa? Sempre o mesmo assunto ou o mesmo tema novo. E todo empreendedor, ele precisa estar atento. Hoje em dia tem um arsenal de oportunidade, seja na literatura ou até mesmo encontros que você tem. Aqui em Campinas, São Paulo, tem muito. Semana passada teve um de empreendedores onde você troca essas ideias. Essa que eu falei de eu atender o o funcionário, eu fazer essa recepção, essa integração dele, eu tenho certeza que se eu levo isso no bate-papo empreendedores, a pessoa fala: "Nossa, eu não faço isso". Então, talvez eu consiga aplicar no meu negócio também. Então, essa troca não tem, na minha cabeça, eu sei que em alguns casos existe isso, mas na minha cabeça não tem essa coisa de, ah, você é dono de uma cafeteria também aqui em Campinas, ah, então você é meu rival. Não, todo mundo consegue se ajudar e tem cliente para todo mundo, sim, né? que se não tiver campeã a gente traz de fora. Então é uma visão muito, para mim isso é muito claro. Sim. Agora, Douglas, estrategicamente você falou da sua amizade com Robson. Agora, do ponto de vista de negócio, quando você decide investir em um determinado segmento, o que que você leva em consideração como empreendedor para entrar em um negócio? Primeiro é fazer uma bela pesquisa de campo, né? Porque às vezes você tem um sonho e quando você vai colocar isso em prática, né, quando você vai pesquisar para colocar isso em prática, você vê que não é um um negócio que é rentável ou dentro da localização onde você quer abrir esse negócio, não é uma oportunidade que vai te trazer um retorno. Então, fazer uma pesquisa muito boa, né? chamar um contador, chamar pessoas envolvidas que entendem do que daquele negócio. Uma equipe boa, bem preparada para fazer essa pesquisa e te auxiliar nisso, faz com que você tenha ali uma que você abra um negócio muito mais certeiro do que se não fizesse essas pesquisas, né? Eu digo porque aqui em Campinas nós estamos num bairro privilegiado, né? que tem vários bares, vários restaurantes, tem uma vida noturna bem importante. Eh, o que que você levou em consideração quando você disse ao Robson: "Sim, você seu sócio". Olha, eu tive a oportunidade de entrar dentro do alvear antes mesmo das portas abrirem. Então, eh, foi um, e o, o legal dessa história é que eu, eu sou cliente desde antes de abrir e eu conheço pela amizade todos os desafios porque as conversas eram constantes assim e isso eh então eu sei e também o fato de trabalhar com essas consultorias, eu entro em determinados negócios e eu mudo essa questão de pessoa, eu eu desenvolvo pessoas o tempo inteiro, então o meu olhar ele é mais apurado hoje em dia do que outra hora, sei lá, talvez 10 anos, né? Ou mais até. E então e eu sou uma pessoa que eu observo muito, eu tenho um olhar muito, eu eu sou muito detalhista eh na prática, mas eu tenho, eu sou muito observador também. Sim. Então eu eu tenho a sorte, digo que é a sorte, o privilégio de conhecer grandes investidores, empreendedores, pessoas dos negócios e que são tutores para mim. Hoje, se eu pudesse elencar aqui o nome de todos eles, eh, eles são referências assim que fazem com que no momento em que eu tomei a decisão de vir para cá, eu sabia exatamente o que eu ia enfrentar, o que eu enfrento, por mais que seja apenas um mês, mas o que eu também consigo ter de de medidas corretivas em algumas situações que possam vir a acontecer. Semana passada um amigo até falou para mim: "Nossa, fiquei sabendo que você abriu um negócio, que você na verdade entrou no horar de sócio. Eh, qualquer coisa que você precisar, você pode me contar, ó, os desafios são esses, a situação macroeconômica do país." E foi me dando uma aula. No final das contas, isso foi através de um WhatsApp. A gente tava no final da noite tomando um vinho e conversando sobre negócio. Então, até isso, assim, esse suporte, eu sou muito grato a a ele. Acaba acontecendo naturalmente. Naturalmente, porque as pessoas tem pessoas que querem te ajudar. Então também isso é um é um é um ponto que ajuda muito, sabe? que sim, que é é preponderante para que você tenha sucesso. É, inclusive para quem quer empreender, tá fazendo todo esse planejamento, essa pesquisa inicial, eh, tem algumas dicas? Sim, respire primeiro. Respire. Eh, e todas essas dicas que já falamos, assim, não tem, eu falo que eu sou ariano, né? Tem gente não acredita nisso, mas assim, eu souar, então eu boto o pé na porta, tal, parece que é uma coisa meio impensada, mas eu falo que tem muita coisa que você tem que arriscar também, né? Quem é empreendedor tem que assumir riscos. Não tem essa coisa de, ah, o negócio vai dar super certo. Amanhã não sei como é que como é que a economia do país vai vai estar, né? Você já falih alguma vez? Não, não. E faliram ou falhou? faliu. Faliu falhar sempre falu, faliu, fali, porque também tem muitas empreendedoras que tem essa, olha, eu falii, mas eu reconstruí um outro negócio, reconstruir. E isso também legal que você fez essa pergunta. Por quê? Porque também tem que est dentro da sua do ali do do de uma probabilidade, porque tudo pode acontecer, né? Por isso que o negócio é muito legal. as pessoas, os amigos vêm, os clientes, eu sou muito de ir na mesa, eu falo com os clientes, eh, e eles falam: "Nossa, é muito legal". Eles ficam encantados, mas os desafios eles são diários, né? É o preço das coisas que aumentam, você tem um cardápio que é fixo, não dá para você ficar mudando toda hora. Eh, é funcionário que às vezes sai. Eh, eh, tem muitos, são muitos detalhes. Então, assim, não é fácil. quem me vê sorrindo aqui e e e dando dicas, né, de eh eu sou jovem aqui, mas já com todos esses anos de experiência no meu outro negócio, mas eh não é fácil, isso é importante de falar também, é desafiador. Tem hora que você chega em casa, você tem que ter um gerenciamento de estress, gerenciamento de fadiga, trabalhar muito a mente e o corpo para que você saiba lidar e gerenciar o seu negócio da melhor forma possível. Não é fácil. Você inclusive disse que veio de uma viagem, já está se preparando para outra. Como você consegue, com tantos compromissos, ainda se envolver tão intensamente com esse seu novo negócio? organização, ter um bom calendário, ser atento a ele e respeitar os seus momentos de pausa. Então, por exemplo, hoje eu tive uma reunião aqui pela manhã, aí depois eu fui para casa porque eu estava queria colocar uma roupa legal, receber vocês de uma forma adequada, mas depois eu vou ter um eu tenho vou dar um treinamento hoje à noite. Então eu sei que daqui até o treinamento eu vou ter uma horinha para eu dormir. E essa é uma hora, eu posso ter qualquer coisa. O telefone vai ficar no silencioso porque eu aprendi a gerenciar isso também, né, de uma forma muito legal. O calendário é, você tem que estar atento a tudo ali, que senão é a primeira organização do empreendedor, até mais que, por exemplo, o antigo livro caixa primeira organização, se for o que funciona, é que eu tô na eu tô entrando um pouco nessa era mais moderna, no na IA, já na IA, é porque isso também é um ponto, é uma dica legal. Se tem um recurso que vai facilitar a sua vida, por que não aprender e utilizá-lo, né? Uso frua. Claro, claro. É isso aí. Muito obrigada. Sou eu quem agradece. Olha, e a gente te espera num próximo ser empreendedor. Você pode conferir as nossas entrevistas lá no youtube.com/tvcâmara. Até mais. [Música]