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Olá, o mercado brasileiro de Plusiz está em franca expansão. De acordo com a Associação Brasil Plus, nos últimos 10 anos apresentou um crescimento de 75.9% 9% e prevê um faturamento de R bilhões deais até o ano de 2027. E o ser empreendedor de hoje vai conversar com a Tyles, que investe nesse segmento que vai contar a sua trajetória. Tyles, seja bem-vindo ao nosso programa. fala um pouquinho pra gente como foi essa questão de você empreender e se no começo já era plus size ou não, se você fez um outro caminho até chegar ao plus size. Eh, não, no começo não era plus, né? Era muito difícil encontrar confecções que trabalhasse com o plus size e e as tendências, né? Porque hoje o plus ele quer andar na moda igual o Slim. Então, no começo eu trabalhava com PMG, mesmo pegando G, que às vezes não servia nem em mim. Você começou a empreender quando? Faz uns 7 anos, tá? E aí vou vender roupa. Isso. O que que tava acontecendo na sua vida nessa época que você resolveu empreender? É, na verdade, então, foi há uns 10, 12 anos atrás, quando eu tive a minha filha, que eu trabalhava no shopping e depois que ela nasceu, eu falei: "Não dá mais para trabalhar no shopping, eu preciso de ter um tempo com ela". Eu comecei a empreender vendendo no carro, só que aí depois de um bom tempo eu desisti, voltei pro shopping e de 7 anos para cá eu vim pra internet. Mas por que então você volta pro shopping? Porque de repente, ah, vender naquele modelo que a gente chamava antigamente de sacoleira, é isso? Aquele modelo, verdadeira sacoleira. É, não dá certo, vou trabalhar. Aí você volta pro shopping, aconteceu alguma coisa na sua vida que você fala: "Não, é, eu vou empreender mesmo". o que que tava eh o que que te levou a voltar ao empreendedorismo? Primeiro eu tive que desistir do meu sonho porque eu vendia fiado e chegou uma certa época que as pessoas não pagava. Então eu falei: "Vou voltar pro shopping". Fiquei dois anos trabalhando numa empresa como eh supervisora. E aí depois aquele sonho de vender roupa sempre tava no meu coração. Eu trabalhando no shopping, eu fui comprando cabide, fui comprando arara e aí depois eu saí do serviço, abrir uma loja, depois eu falei assim: "Tá corrido, vou trabalhar dentro da minha casa". E aí foi onde que eu cresci na internet, postando em Maxplay, postando no Facebook e aí eu fiquei grávida e aí eu chamava blogueiras para fazer foto e eu subia meus números de seguidores, mas não saía vendas. Eu tava com a barriga desse tamanho. Aí o meu marido falou assim para mim: "As clientes gostam de você, as clientes gostam de corpo real, faz a foto você". Aí depois que eu comecei a fazer as minhas fotos, os meus vídeos, estourou de vendas. Então, na verdade, você teve que passar por um processo de aceitação, de identidade para poder então conduzir o seu negócio. Foi nesse caminho, Ta? Foi nesse caminho que aí eu percebi que não é número de seguidores e sim clientes se identificando com você. Sim. E nessa trajetória, eu li um pouquinho da história da Tes antes e inclusive vi um depoimento seu, você explicando que em um dado momento você tinha uma loja numa rua importante aqui da cidade de Campinas, no centro da cidade. O que que aconteceu que você vendeu essa loja e falou: "Agora eu vou pra minha casa e lá você teve uma surpresa. Conta para quem tá assistindo." Sim. Que que aconteceu? Eu fui para, eu tinha loja aqui nessa rua, só que eu não pegava pedestre, vendia só pela internet. Questão de aprendizado, às vezes tem que ir para aprender, cair, levantar. E aí eu fui pro centro, né, num miniopping, só que as minhas vendas caíram muito, não era o meu público ali no momento, né? Então eu não tinha quem olhar meus filhos. Eh, aí eu decidi fechar no dia 12 com aquele coração, porque eu queria muito viver um dezembro no centro, 12 de dezembro, de pleno comércio, pleno comércio querendo esquentar. E aí eu precisar, aí eu fiquei muito assim, senhor vai na frente que vai dar tudo certo e aí eu fechei, montei um cenário na sala da minha casa e dali em 15 dias eu fiz R$ 35.000 R$ 1000 na sala da minha casa e as minhas clientes me apoiaram demais porque elas me apoi sempre, sempre. Mas aí quando você toma essa decisão e foi tomada de uma grande surpresa, porque R$ 35.000 da sala de casa, como que foi isso para você? Foi muito, eu não acreditava. Eu falei assim: "É Deus mesmo, Deus na frente". E a partir disso que você falou, "Vou trabalhar com plus size", que o seu marido já tinha dito, mas focar no online? focar no online. Aí que que aconteceu? Deu aquele estralo. Pera aí, não é o lugar que eu estou, é a rede social, é a minha vitrine e fazer acontecer os vídeos, as fotos, está sempre ativa, porque quem não aparece na internet, quem não é visto, não é lembrado. E a partir de então, como que você começou? você contratou alguém ou você mesmo eh pela sua experiência que foi trabalhando cada vez mais nesse negócio online? Agora no momento eu estou sozinha, eu sou a vendedora, sou a modelo, sou a compradora de mercadoria, é a administradora, tudo, tudo. Porém, eu estou me programando para a partir do ano que vem, que eu vou voltar com o meu site. Tem uma funcionária que eu tô precisando muito de ajuda, mas no por enquanto eu tô dando conta, tá dando tudo certo. É tudo pela rede social ou você tem um um uma loja online? Como que é isso? Isso é tudo pelo Instagram e o WhatsApp, tá? Aí agora eu estou fazendo novamente o meu site para ser lançado o ano que vem. Nós estamos inclusive nessa gravação num espaço alugado pela Tiles que é uma espécie de almoxarifado. É isso isso. Uma sala comercial, um showroom. Tá. Mas isso é por você vai abrir um espaço físico junto a esse lugar ou tem uma função? Conta pra gente. É, na verdade eu tenho o espaço físico, né, aqui o showroom pras clientes que gosta de vir experimentar, mas a maioria das minhas vendas são motobai levando motob, ou seja, ela primeiro entra em contato com você. Se ela fizer questão de experimentar, tem aqui, tem aqui. Isso. E como que é essa questão de você todo dia tá postando alguma coisa, tá escolhendo uma peça, mostrando na internet, como funciona essa dinâmica? É, toda quarta-feira eu faço provador, né? né? Eu tenho o meu cantinho de fazer as fotos, que é da criação de conteúdo, e elas ficam esperando toda quarta-feira sabe que tem lançamento, tem foto, tem vídeo e através dos vídeos dos provadores que as vendas saem. A gente já entrevistou inclusive a Tyes no programa Mão Solidárias, que a gente mostrou uma outra vertente de um trabalho de uma organização social aqui de Campinas e foi assim que a gente a conheceu. Como o empreend mudou sua vida? em tudo, principalmente na questão de saber organizar o meu dinheiro. Eh, agora que tá vindo outros projetos que eu tô muito feliz, né, que vai cuidar da minha rede social. Então, eles mudou muita coisa. Primeiro, quando eu conheci tinha o capital semente que era do dinheiro, né? Você recebeu capital semente? Eu recebi os R$ 2.000, comprei mercadoria, né? E hoje nem é mais o dinheiro o importante. O importante é a mentoria. Eh, eles dá várias oportunidades pra gente, né? E eu tô muito feliz. Então, abriu um leque para você le além daquele daqueles R$ 2.000 que você falou: "Vou aumentar o meu estoque". Isso e você disse: "Olha, 2026 eu vou reativar o meu site". E como você vê hoje o seu negócio? Você tem um nome inclusive que você colocou, me fala da escolha desse nome. A gata mimada curves. Eu, na verdade, era um outro nome, né? E aí e quando eu tive que mudar esse nome era Gata Bacana, mas já existia, então eu tive que mudar. Há muitos anos atrás, eu e as minhas clientes num grupo VIP que jun que escolheu a gata mimada. E depois que veio a linha mid size e plus size, eu coloquei o curv e uma vez eu tentei mudar e as minhas clientes não aceitaram. Por hoje você pensa que tem quem tá lá na casa, tá no trabalho, tá na rede social e que procura alguém como você, uma mulher real, que fala de moda, que fala de beleza, com curvas e que essa é a realidade, como seu marido disse lá atrás, as pessoas não querem que você tenha uma blogueira. alguém com corpo perfeito, que é alguém real. Como que é isso para você do ponto de vista de mercado? Hoje em dia eu às vezes eu posto foto de fornecedores, mas as minhas clientes vira para mim e fala assim: "Vou esperar você experimentar a roupa". Então eu trouxe a gata mimada com a minha dor, porque eu já fui em várias lojas e e slim, né? Não me servia. Podia ser GG, não servia. É, às vezes você até encomenda, acha que vai servir, chega na sua casa e fala: "Não, a fabricação é pequena". E já fui também em lojas plusis e que realmente não serve. Então eu falei assim, ó, eu preciso me encontrar. Quando eu me encontrei no mid size, eu repassei isso para as minhas clientes. Então não sou nem gorda, nem magra, eu sou mid size. Sim. E hoje você foca, não tem roupas, por exemplo, para alguém que queira um P ou você tem alguma coisa para para esse tipo de cliente também? Não, eu tive eu tive que perder algumas clientes, mas para outras me encontrarem. Então o meu público eles foi escolhido por mim. Eu falei inclusive na abertura desse bloco sobre essa questão do mercado em franca expansão no Brasil com essa previsão de crescimento cada vez mais de um faturamento. E isso tem acontecido também no seu negócio. Sim, é, cresceu bastante e é tão gostoso quando as clientes te encontra, tipo assim, eu vou levar a roupa porque eu fiquei linda. Eh, não só porque serviu essa, eu não tenho outra escolha. Então é um crescimento bastante, é uma mudança de mentalidade também quando a gente pensa nesse modelo. Sim. Sim. De se encontrar. Você falou que quando saiu do centro da cidade e foi pra sua casa, naquele mês, você faturou R$ 35.000 em um mês. Hoje, qual é a sua média de faturamento? Eu tô querendo bater 50.000 esse dezembro. Eu tô com uma expectativa bem grande, mas geralmente assim e eh tenho meses de alta e meses de caída, mas geralmente eu tô entre 20 25.000, certo? E tem valido a pena esse modelo de negócio? Com certeza. Trabalho com os meus filhos de final de semana. Se tá doente ou não, eles fica aqui comigo. Então eu decidi, eu me encontrei. Faz a sua própria agenda. Faço minha própria agenda. Eh, tô sempre pronta para atender as clientes, né? Mas eu tô muito feliz de ter me encontrado hoje. Eu tô, eu sonho sim ter um futuramente uma loja, né? Mas no momento eu tô muito contente do jeito que eu estou trabalhando. Inclusive você mencionou que a maior parte das suas vendas é por entrega. Como que é esse sistema? Você mesmo é quem entrega? Não. Eh, eu que faço atendimento pelo WhatsApp, né? Separo a peça e o meu motor passa aqui para retirar. Sim. Campinas ou Campinas de região? Campinas e região. Correio também. Correio também. Brasil todo. Então, Brasil todo. Tá certo. Para quem tá lá em casa, então tá eles e fala: "Poxa, eu tenho também um sonho. Eu eu penso, mas eu sempre tenho eh alguma coisa que eu acho que eu não vou dar conta". O que que você achou nessa trajetória que você falou: "Não, eu não vou dar conta disso". e pensou em desistir e que você viu que superando esse desafio hoje você tá aqui. É o empreendedorismo ele tem é uma roda gigante. Uma hora você tá embaixo, uma hora você tá em cima, né? Então se tá no seu coração, Deus ele sempre vai te dar o caminho, entendeu? E eu amo fazer o que eu faço. Eu nem sinto que eu estou trabalhando quando eu tô aqui, quando eu tô fazendo foto, quando eu tô fazendo provador. Então eu nem sinto que eu tô trabalhando. É uma coisa muito automático, né? E persistência e dá as caras na internet. Eu já tive vergonha de aparecer, eu já tive vergonha de fazer vídeo. Já teve vergonha de falar, de falar. Eu nem tenho uma oratória muito boa, mas depois que eu percebi que eu fazendo foto e eu fazendo vídeo, eu vendi, a vergonha passou rapidinho. É isso aí. Muito obrigada, viu? Obada. E no próximo bloco a gente continua falando sobre esse mercado plus size. Não saia daí que o ser empreendedor volta já já. O segmento que cresceu 75% no país nos últimos 10 anos tende muito a crescer. A análise do mercado é de que 61% das pessoas obesas sentem dificuldades para encontrar roupas de seu tamanho nas lojas mais populares, o que demonstra que há um amplo nicho para ser atendido por empreendedores que querem abrir o seu negócio com foco neste nicho. Quando a gente pensa nesse mercado em expansão que trata da moda plus size, que saiu daquele contexto de ser roupa feia, de ser uma roupa que mais excluía do que incluía, o que que o empreendedor deve pensar quando ele vai trabalhar justamente com esse público? Bom, primeiro de tudo e é que é um mercado ainda em expansão, ele tem muito ainda a crescer e o que deve ter considerado é que a roupa plusise parou de ser aquela coisa básica e apenas larga e passou a ser uma roupa mais estilosa, uma roupa mais inclusiva mesmo. Então o o empreendedor que perceber isso, ele tem condições, tem plenas condições de pensar num negócio onde eh ele pode prever uma roupa mais decotada, mais curta, eh mais cheia de tendência, cheia de design, coisa que no passado não existia. Então, uma de nossas empreendedoras entrevistadas, inclusive ela é a modelo da sua própria loja e com isso ela percebeu que as pessoas queriam ver modelos reais. Isso é um diferencial quando a gente pensa do ponto de vista empreendedor? Sem dúvida, porque a gente também se acostumou eh a padrões de beleza eh que relacionados a modelos magérimas, altíssimas, né? Então, eh essas pessoas que estavam acima do peso, elas não conseguiam se enxergar nesse mercado por conta dessas modelos muito magras e muito altas, diferentes do que ela vê no espelho. Então é sensacional quando ela consegue se enxergar. quando ela consegue olhar para uma pessoa que tem um corpo parecido com o dela, com roupas fashion, né? Eu diria isso. Isso já instiga o consumidor do outro lado que tá vendo uma foto, tá vendo um vídeo dizer se fica lindo nela, fica lindo em mim também? Sem dúvida nenhuma, porque a gente se baseia muito naquilo que os olhos vêm, né? Às vezes a gente não consegue imaginar, mas quando a gente vê fala: "Olha, isso aqui é minha cara, eu posso ficar bem aqui". Sim. o online nesse contexto também há um grande uma grande resposta positiva para essas empreendedoras que sempre colocam essas roupas em grupos de WhatsApp, no próprio Instagram ou até em outras vitrines. Quando a gente pensa nesse alavancar da compra online, veio para ficar, ah, veio para ficar também no Plusize, sem dúvida nenhuma, principalmente baseada em fotos reais, né, nas modelos gordinhas, eh, nas modelos gordinhas e mais ousadas, né, aquelas que t coragem de se vestir com decotão, com listra, com roupa mais justa, com roupa mais curta. E isso sim pode ser uma inspiração para muita mulher que se considera acima do peso e no passado se considerava proibida de usar esse estilo de roupa. Inicialmente as nossas duas entrevistadas começaram como se chamava antigamente sacoleiras. Hoje elas têm eh um espaço físico, uma não necessariamente loja, a outra já uma loja que ela posta na internet e muitas vezes depois esse cliente se sente à vontade se quer ou não ir até a loja física. Esse modelo híbrido também ajuda muito o negócio demais. Eu acho que é uma tendência mesmo. As pessoas gostam de trabalhar uma com a possibilidade de hora marcada também. Sim, é bem interessante, né, de não ter que esperar, de não ter que eh estar numa loja muito cheia, com muita concorrência de atenção, né? Então, é um sucesso esse modelo. Então, o a moda plusis dentro do empreendedorismo, principalmente quando a gente pensa essa mulher que vende roupa, muitas inclusive migraram para a moda plus size. É algo que veio para ficar, veio para ficar e ainda tem muito a crescer. E eu diria para você que um mercado que eh para o qual não se estão olhando muito, mas tem muito a crescer, é o mercado plusiz de moda masculina, que também tem ainda potencial, um potencial de crescimento gigante. Agora, dicas básicas para quem quer empreender com esse nicho, cinco dicas. Cinco dicas. É, primeira de tudo é sempre estar atento ao mercado, as tendências. para você não mostrar mais do mesmo. É planejamento, por exemplo, de datas comemorativas, sempre tá lançando alguma coisa em datas comemorativas. Eh, muita atenção às cores que estão usando por aí. Atenção também nos acessórios. Ah, as gordinhas também gostam de brincos, de colares, de bolsas. sempre muito atentas a isso e muita atenção ao mercado online, que não tem como hoje em dia você aparecer se você não tiver presente nas redes sociais. Nesse processo, ser formalizado como MEI ou até outro modelo, mas iniciando como MEI é essencial? Eu acho essencial sim, até por conta de fiscalização, né? Eu eu acho importante sim. E ainda eu acho que o que conta bastante é que quando você tem um CNPJ, você ganha credibilidade junto ao seu cliente. E essa reconfiguração da moda valorizando o plus size também atingiu o negócio da Juliana, que tem uma loja física em Campinas e que 80% da sua loja hoje é voltada a esse público. Inclusive aqui no fundo em que ela tem a moda praia plus size. Juliana, me conta antes da gente falar especificamente da daqui da sua loja, qual que é a sua trajetória empreendedora? Você sempre empreendeu? Como que eh empreender começou a fazer parte da sua vida? Então, a gente fala que a gente nunca aprende, nasce sabendo, né? A decorrer da vida a gente vai aprendendo. E tudo começou quando eu trabalhava, eu era babá na época e comecei, na verdade, antes de ser logista hoje, comecei a vender perfumes porta a porta. E aproveitando esse gancho, essa oportunidade que a gente tinha os cursos gratuito, foi desenvolvendo essa habilidade que a gente fala do empreendedor, né? Eu falo assim: "Eu tenho empreendedorismo hoje na veia", né? E eu sempre tive uma preocupação também de atender minhas amigas próximas, que elas eram mais fortinhas, mais cheinhas e elas tinham uma certa dificuldade também de encontrar o vestuário certo para elas. E quando você começou com as primeiras clientes, sendo suas amigas, quando você viu que era hora, você disse que até era babá, é isso? Você foi trabalhar em outros lugares ou você já deixou de ser babá e partiu para vender tanto roupa quanto outros produtos? Não, não. Isso daí foi muito engraçado, que eu lembro até hoje, uma vez eu entrei numa loja no centro mesmo, né? E como eu já oferecia meus produtos para as meninas que eram na época vendedoras e era fim de ano e lá tinha uma vaga disponível. Eu ainda até brinquei com uma das gerente e falar: "Ah, arruma uma vaga aí para mim". E eu vindo embora dentro do ônibus, ela ligou para mim e falou: "Ju, vem, você quer trabalhar?" Porque era precisava de uma freelance fim de ano. E lá eu senti essa habilidade e a gente tinha meta para bater e eu batia a meta e de lá eu fiquei efetivada, né? Fiquei um tempo lá nessa loja e como a gente tinha meta para bater, eu podia trazer o vestuário para eu oferecer para minhas clientes. Aí deu todo start que falei: "Ah, é nisso que eu quero, é isso que eu vou investir." Exatamente. M. E a partir disso, como que você pensou em formatar o seu negócio? Já era uma loja? Você começou em casa? Qual foi o próximo passo? Então é a questão, eu comecei no fundo de casa como sacoleira mesmo. Acho que todas as grandes empreendedoras hoje é assim que faz e vivem e sobrevivem até hoje. Isso daí eu acho muito importante que além de gerar uma conexão com o cliente, você tem aquela proximidade. E é uma coisa que eu faço até hoje para meus clientes. A gente fala: "Tem a linha direta, tem isso daí também fortaleceu muito na pandemia que a gente não podia sair de casa e foi um dos APS que fez eu estar aqui até hoje. Na pandemia você já tinha essa loja ou não? já tinha essa loja, já passei por um período muito crítico, então nessa parte a gente aprendi a desenvolver, a fazer a live, eu era muito tímida quanto a isso, meter a cara na internet e vamos que vamos, a gente falando errado e para você mesmo hoje, para qualquer pessoa que estão vendo a gente aqui, quer empreender também, vai, vai com medo mesmo que é sucesso. Tô aqui até hoje, é onde que daí com o tempo eu aprendi a segmentar o meu público. Vou trabalhar pro público plus size, que é hoje que eu me dedico a trabalhar no público pro SIS mesmo. Inclusive naquele período da pandemia, você até me contou, foi aí que eu tive que vestir os biquíniis, eu ser modelo, não tinha modelo, não tinha ninguém. Como que foi passar por tudo isso? Foi assim uma coisa de tipo esquece celulite, marquinha, estria, põe a cara, porque você também tem que criar a conexão com o cliente e ser você real. E é isso que eu acredito que eu passo para minhas clientes, né? Eh, não é a perfeição, é ver que você é real, você tem um corpo normal e apenas a ideia mostrar o produto mesmo, né? Sabe, Juliana, que a gente conversou no bloco anterior com a Tes, que também é empreendedora, ela falou que inclusive quando ela pedia para pessoas vestirem as roupas, a venda não era tão alta. Aí o marido dela falou assim: "A pessoas querem te ver." Quando ela passou a vestir as roupas, ela falou que deu um boom nas vendas com você. Foi isso também? Exatamente. Exatamente. As clientes, elas gostam de ver você porque é o que você está passando, a real e a realidade, né? Não tem maquiagem, é realidade. Ah, vai servir em mim, vai, não vai. E assim você saber o produto que você tá oferecendo, conhecer o produto certo para você poder passar pro cliente o produto certo. Por que focar no plus size? A dificuldade, tanto que até hoje, até eh, vamos dizer que de uns 10 anos para cá, mudou bastante, abriu bastante indústria, né? Mas mesmo a gente que é fornecedor, todo ano eu tô buscando empresas novas de fornecedores novos, porque é muito difícil. Às vezes você entra numa loja e os clientes fala: "Ah, é plus size". Só que a maioria das lojas tem até os 50, 48, 52. Não é, não atende o plus de verdade. Plus de verdade vai ter quanto? O plus de verdade atende até uma, uma média do 54 ao 60. Então isso daí é uma dificuldade bem grande para aquela mulher que ela é jovem também, ela é nova, ela quer poder usar um biquíni no tamanho dela, ela quer usar umaô, ela quer usar umaô no tamanho dela. Não precisa ser um maô antes. Ai como você é plusis, você tem que usar um modelo mais fechado, um modelo mais sério. Isso caiu já, né? Exatamente. Hoje assim, pós pandemia, a gente pode ser o que quiser. A gente sempre foi assim e tá aí a liberdade pra gente poder se expressar da melhor maneira possível, né? E aí, quando você resolve nichar público, quais foram as estratégias que você usou para então chamar esse público pro seu modelo? Vamos dizer assim, eu não sou plus, eu uso manequim 40 42. Eh, coloquei algumas modelos, fizeram fotos, chamadas para elas poder se identificar também. E ao mesmo tempo eu eu passei a apresentar o produto com a real medida que é o produto, falou: "Ó, isso daqui é certeza vai vestir a numeração correta para poder passar essa confiança pro cliente que eu tô entregando o produto certo." Hoje a gente tá aqui na loja física da Juliana, mas você também vende pela internet. Como que é essa questão da conexão internet e venda física? a conexão da internet, porque hoje assim sou uma empreendedora e tô naquele ciclo de inovação, vendo via WhatsApp, via Instagram, onde que eu consigo o contato e o cliente falar diretamente comigo, tá? E aí ele vem na sua loja para quê? Ele vem para experimentar ou ele vem primeiro na loja? Como que é essa? A maioria, a maioria vem primeiro na loja porque eles quer sentir, tocar o tecido e assim, a parte mais gostosa, você tem um espaço para poder atender o cliente, se ele falar, eu quero ir na loja física. Você tem? Tem aqui, ele pode tomar um café, tem um espaço climatizado, tem um espaço para ele poder provar e onde que ele vai conhecer mais variedades do produto apresentado. Hoje é o público feminino que você atende, é o público feminino que eu atendo. E qual é a característica da mulher que vem até a sua loja ou que a maior preocupação hoje desse público plus size? A maior preocupação é encontrar o produto certo e você vê os olhinhos dela brilhando quando ela prova não só uma opção, mas ela tipo assim, deixa o provador cheio, provou um monte de roupa, porque ela entendeu que aqui ela realmente tem o que ela procura e assim ela saiu desejando aquilo que ela queria, então isso daí não tem preço que pague. Quais foram os seus maiores desafios desde que você começou a empreender? os erros e acerto. E assim, vamos dizer que todo dia a gente erra, mas estamos aí para aprender e com os erros melhorar. Então, quais foram os erros? Vamos mencionar algo para quem tá lá em casa entender. Os erros. Um dos principais erros é você não fazer o planejamento. Isso daí impacta muito no seu negócio, no andar dele. Tanto que a maioria das empresas com 2, 3 anos ela fecha por falta de planejamento. Esse é o principal. E precificação para você é tranquilo? A precificação ela é tranquila desde que você compre o produto, certo? e faça a precipação, a precificação correta. Então você nunca teve dificuldade com isso. Teve dificuldade. É apanhando o que a gente aprende, teve e cobrar das pessoas. Cobrar a parte mais importante. Você tem que ser a pessoa, a mesma que sabe vender, tem que ter esse ápice para poder comprar também, porque essa é uma parte bem difícil. Só aqui, querendo ou não, isso mudou bastante. Tem aí, graças a Deus, hoje não existe mais cheque, não tem mais, não existe fiado, tá aí os Pix parcelado da vida e as maquininhas de cartão. Então é só você passar pro cliente, porque ele realmente se ele quiser comprar ele vai atender suas necessidades também. E os planos para 2026, Juliana? Então, os planos para 2026 é continuar com a loja atendendo e tem aí uma novidade chegando ainda a primeira mão, né? Não posso falar, mas eu vou dar um spoilerzinho. É um segmento novo, né? Tô pretendendo abrir um novo mercado aí do novo negócio, né? Para empreender e é voltado ao público que pedala. É isso que eu posso passar. A modo desportiva vem aí. É, quem sabe é uma novidade. Ai, que legal. E como é para você eh pensar nessa questão de eu não vou me acomodar porque parece que você é sempre uma pessoa inquieta, sempre tá buscando novas oportunidades, novos segmentos. Como que é para você se desafiar dessa forma, Juliana? Então, esse desafio eu acho que é uma coisa que eu tenho dentro de mim desde pequena, sabe? Não se deixa bater, pegar, correr atrás. E eu acho que você cria um campo de visão que você tem a possibilidade de você fazer o que você quiser, você sonhar e sonhar não tem não tem limite. Então eu acredito muito nisso. Daí a gente falou inclusive no começo do programa que existe uma expectativa da Associação Brasileira de Plusiz de que o faturamento no Brasil seja de bilhões de reais, né? Atingja aí um números expressivos até 2027. O seu faturamento desde que você começou também tem crescido exponencialmente. Ah, com certeza, porque assim, fica assim aquele famoso conhecimento boca a boca e você vai crescendo com as redes sociais estão aí para te ajudar nessa questão também, né, de você ser conhecida, você começa a trabalhar o marketing certo pra sua empresa e aos poucos vai segmentando. Hoje eu consigo atender pessoas que moram em Americana, Paulí, Sumaré. Então você cria um amplo eh um campo bem mais amplo para você tá aumentando o seu faturamento também. O faturamento médio da sua empresa é quanto? O faturamento médio na média dá de 35 a 40.000 mês. Sim. Então agora pensando inclusive já nessa nesse planejamento que você falou que é tão importante e nesse mercado que você vai entrar que é da moda esportiva o pessoal que pedala, a ideia é dobrar o faturamento. Com certeza. Com certeza. Então tá ótimo que você inspire outras pessoas que estão assistindo também, que queiram empreender. E aí para aproveitar eu vou pedir para você deixar uma dica para quem tá lá em casa e pensa: "Poxa, eu quero empreender". Quais são as dicas? Gente, para vocês que querem empreender, não tenham medo, principalmente da rede social. A internet está aí para ajudar você e busque conhecimento. Essa é a chave do negócio. E procura nichar no que você quer ter o seu segmento do seu negócio, tá certo? Então, muito obrigada. E você, lembre-se, o Serreedor está disponível todas as nossas edições e tantas histórias inspiradoras lá no youtube.com/tvcâmara e você acompanha as estreias todos os domingos às 5 horas da tarde e reprises durante a nossa programação. Até um próximo programa. เฮ