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A melhora nas condições de saúde está entre as principais preocupações da sociedade moderna e isso cresce a cada dia. A massoterapia é uma das técnicas que proporciona bem-estar. E neste primeiro bloco do ser empreendedor, você acompanha a história de uma massapeuta formada a 17 anos com vasta experiência em clínicas e espaç e que decidiu abrir o seu próprio negócio oferecendo técnicas integrativas e que agora colhe já o fruto desse [Música] trabalho. De acordo com a Abraamas, a Associação Brasileira de Massoterapia, o segmento no Brasil em 2023 movimentou cerca de R 1,5 bilhão deais. Esse valor representa um crescimento de 10% em relação ao ano de 2022. No país existem aproximadamente 100.000 1 profissionais, sendo que 80% são mulheres. Como a massoterapia entrou na sua vida? Em que momento? O que que tava acontecendo? Olha só, é engraçado porque muita gente pergunta isso para mim e na época quando eu me formei, né, parece tantos anos, não sou tão velha assim, mas eh a as pessoas estavam fazendo, né, o segundo grau, ia pra faculdade, todo mundo, ai, que que você vai fazer, que que você vai fazer? Era o antigo colegial. Exatamente. E aí, tipo, eu não tinha aquela coisa, ah, eu quero ser isso, fazer e esse um curso específico, eu não tinha. E aí eu era uma pessoa muito mais fechada, calada, sabe? Com o passar dos anos a gente vai desenvolvendo. Mas naquela época eu era muito tímida, eu ficava muito quietinha e eu tinha um hábito de pegar nas pessoas. E aí as pessoas falavam assim: "Nossa, você tem uma mão boa, né?" Aquele amigo da escola: "Ah, faz uma massagem aqui." "Ah, isso, toma uma dorzinha aqui, pega". E aí eu fiz. E aí depois com o passar do tempo eu fui procurar saber se tinha algo em específico, né, voltado para isso. E eu descobri que num Sená que tinha curso de massa. Mas aí era por quê? Porque de tantas pessoas falarem: "Ai, você faz uma massagem tão boa ou porque você falou: "Olha, eu acho que eu gosto de fazer isso". Como que foi se despertar a mão? Sabe quando a pessoa fala assim: "Nossa, você fez, parece que já deu uma melhorada, já aliviou". E é bom isso, né? a gente saber que a gente ajudou a pessoa a melhorar, aliviar de uma certa forma. E aí aquilo para mim ficou aquela, né, aquela aquela interrogação. Eu falei assim: "Será que tem alguma coisa?" E naquela época eu não ouvia falar. Hoje está crescendo muito, né? Mas naquela época então muito menos. E aí eu fui buscar me informar, me interar e aí eu descobri que tinha tinha cursos livres, né, de uma técnica em específico e depois tem tinha o curso de formação mesmo, que foi o que eu fiz em massoterapia, no Senac de massoterapia. Esse ano vai fazer 17 anos que eu sou massoterapeuta. É muito tempo. Sim. Quando você chegou lá no curso do Senac, ainda bem jovem, quando você fez a primeira aula e começou a aprender todas as técnicas, foi ali que você teve a certeza que era isso que você queria? Na verdade, é com o passar do tempo, porque assim, tudo que a gente tá aprendendo são coisas básicas, né? Que nem questões de lei, depois a anatomia. Eu sou apaixonada por anatomia, eu sou apaixonada pela área da saúde como um todo. E lá foi um universo que eu fui descobrindo, né, que fala sobre alimentação, fala sobre o corpo humano como um todo e uma forma da gente se olhar como a gente não olha. Então aquilo dali foi acendendo em mim essa busca que eu tenho até hoje, né? Porque a massagem ela não é uma coisa física que você faz, mas nós somos esse todo que a gente precisa entender como funciona paraa gente realmente tratar isso de uma forma única e humanizada. E quando você passou, então, o primeiro curso foi massoterapia, depois você fez outros cursos ainda no Senac naquele período ou não? Não, na época eu me formei nele e depois com o decorrer dos anos eu fiz muitos cursos onlines e na pandemia eu foi onde eu descobri a medicina integrativa que eu fiz um curso à parte que era para profissionais da área da saúde que complementa o que eu faço hoje. Ah, entendi. Então, naquele primeiro momento na sua formação, você fez o curso, mas era num com outro olhar. É isso. Isso. E já começou a atuar já. Na época eu me formei e eu fui trabalhar com dois amigos da sala mesmo. E tem aquela coisa, né? Quem a gente fica de olho assim, quem sobressai mais, quem é mais dedicado. E aí depois que nós concluímos o curso, eles montaram e falou assim: "Ai, a gente gostaria de saber se você gostaria de participar com a gente que a gente vai abrir e a gente gostou do seu jeito." Aí eu topei. Mas já foi empreendendo ou no momento você era colaboradora deles? Eu prestava serviço para eles, né? Isso foi no começo, depois nós ficamos junto mais de um ano, depois eu trabalhei em clínica, trabalhei em spa, eu atendia muito a domicílio, então veio andando, caminhando. E com isso você foi, como se diz, empreendendo instintivamente, sem perceber ainda. Você tinha noção já que era um empreendimento, que era um negócio? Não, de forma alguma, porque quando a gente trabalha pr as pessoas, a nossa visão é diferente, né? É igual na CLT, a gente tem uma pessoa que a gente presta o serviço e a gente tem que obedecer aquilo. Então, a partir do momento que você fala assim, mas espera, isso aqui não tá mais fazendo o sentido, aí eu acho que o empreender faz o sentido, porque aí é o do meu jeito, né? Eu fui, eu cresci, eu aprendi com tudo que eu caminhei, né, nesse tempo e aí agora como que eu faço do meu jeito? Eh, e parece que antes até de você fazer a medicina, a medicina não, a massoterapia integrativa, você tentou inclusive trabalhar no corporativo para tentar de certa forma experimentar algo ou fugir de alguma coisa que você não tinha certeza. Me fala dessa experiência. Na verdade foi assim, eh, como é um mundo que a massagem é algo que as pessoas não conhecem, mas hoje é algo que todos precisam, infelizmente elas não sabem disso, mas faz muita diferença e tem crescido muito, mas naquela época eu não tinha esse olhar do quanto isso poderia crescer e fazer diferença na vida das pessoas. Então eu meio que falei assim, eu acho que não vai virar eu continuar, né? Eu tentei sair da massoterapia, eu fiz gestão de RH e porque eu gosto da do lado humano de lidar com pessoas, eu vou sair, mas eu vou continuar. Mas ainda assim eu saí por tipo temporário, mas a massagem não saiu de mim. Depois as pessoas começaram a me chamar novamente para trabalhar. Eu trabalhei com com quick, né, aquela massagem rápida nas empresas. E nesse intervalo, esse amigo meu, que foi o que a gente trabalhou lá no início, me chamou novamente e eu voltei. E aí depois dali eu voltei a atuar e atendi a domicílio. E aí depois que veio, eu abri o meu espaço. Na pandemia ou pós-pandemia, como foi essa história? Foi pós-pandemia. Na pandemia, eh, eu tinha aquela, eu gosto muito do presencial, do, do físico mesmo, né? E eu era um pouco mais fechada na questão de cursos onlines, mas na pandemia a gente não tinha opção, né? E eu fiz um curso que aquilo também me ajudou a mudar o meu olhar. Então aquilo dali eu falei assim: "Pera aí, eu preciso acompanhar o que tá acontecendo. Se tá no online, eu também preciso ir, né, para aprender, para mim continuar crescendo, porque senão a gente fica estagnado." E foi aí onde eu me permiti e simplesmente falei assim: "Pode dar certo." Foi naquele período, inclusive que você eh também começou a se aprofundar e aprender sobre auriculo, auriculoterapia. Auriculoterapia, olha, e aromaterapia. O que que é isso? E como que você conseguiu também eh fazer com que essas técnicas fizessem parte do seu negócio? Na verdade, a aurículo, né, e a aromaterapia é um curso que a gente aprende dentro da massoterapia. Hoje tem muitos cursos que a gente aprende em cursos onlines, mas foi desde o início que eu já tinha feito. Só que quando a gente aprende muita técnica, né, a gente, eu falo assim, a gente precisa fazer aquilo que a gente se identifica. E não dá para falar assim, nós não somos bom em tudo. Nós precisamos escolher algumas coisas que fala assim, aqui eu sou boa e aqui eu vou melhorar. E a aromaterapia hoje eu utilizo junto com a massagem, que são através dos óleos essenciais, que a gente trata questão de ansiedade, de insônia, livros de dores. E a aurículo é um tratamento que a gente faz na orelha, porque na orelha nós temos todo o ponto do nosso corpo e através de estímulos a gente trabalha questões de insônia, ansiedade, questões emocionais e tudo isso é um tratamento natural que as pessoas podem estar fazendo. independente do problema, a gente vai ver as contraindicações, mas elas são mínimas e a gente não fica dependente do remédio, porque o remédio a gente toma, alivia, mas pode ter um efeito colateral, a gente melhora temporário, mas também pode criar uma dependência e tudo isso, a massagem, se aromoterapia e aurículo são formas naturais da gente tratar. É maravilhoso. Você fez o curso então da massoterapia integrativa, conhecer a terapia integrativa, as práticas, né, integrativas. E a partir disso, quando foi que você disse: "Eu preciso ter um espaço, eu preciso ser protagonista do meu negócio?" A partir do momento que nem eu falei, eu trabalhei muito em spa e muito em clínica e todos esses lugares têm protocolos. Então eu tenho o meu jeito, eu aprendi muitas técnicas e a partir dali eu crio a minha. Só que quando eu estou num lugar, eu preciso seguir aquilo que é passado para mim, desde o atendimento de receber a pessoa até ela sair. Então o que que acontece? Era um atendimento muito robótico, não tinha aquela conexão, não tinha aquele acolhimento, que isso para mim faz toda a diferença. É o que eu faço hoje de você entender o que que ela tá sentindo, o que que ela tá passando. Por quê? A maioria das vezes as pessoas chegam e preenchem uma ficha, a pessoa olha, ela entra na maca, deita e pronto, acabou. E ali ela sai. Mas eu não tenho aquele contato de entender o que que tá acontecendo. E isso foi o que fez. Falei assim: "Pera aí, isso daqui para mim eu não estou dando o meu melhor. Então, para mim fazer do meu jeito, eu tive que eu começar do meu jeito e fazer do meu jeito. E aí tudo que eu aprendi, isso daí com toda certeza fez toda a diferença, porque foi o que eu peguei o todo e fiz do meu jeito." Sim. Mas como foi então pensar para além da técnica da masserapia, pensar do ponto de vista do negócio, da organização, do investimento, da agenda, da gestão? Como tem sido isso para você? Desafiador. É muito desafiador. É, é libertador por um certo lado, né? Mas ao mesmo tempo é muita coisa pra gente administrar. E eu falo assim que hoje a gente precisa de ajuda porque ninguém é bom em tudo, né? Isso é um fato. Então, aonde eu não sou, eu preciso procurar quem é, né? Desde que eu não saiba fazer, eu procure uma orientação para mim aprender ou para alguém estar me ajudando. Por quê? Tudo isso é muito novo e não é ensinado, né, em lugar nenhum. E a gente vai aprendendo na prática do dia a dia. Só que quando a gente começa, você fala assim: "Qual que é o início? Qual é a orientação? A gente precisa buscar isso pra gente não se perder. Porque eu já tive um momento que eu que eu me perdi, que eu falei assim: "Meu Deus, e agora para onde que eu vou? O que que eu faço?" E aí teve algumas pessoas que já estavam empreendendo, olha, procura ajuda, procura o Sebraik, né? Já já é uma porta para nós. Então assim, nós nunca somos boas suficientes sozinhas. Nós precisamos de pessoas e precisamos buscar. Não é fácil, não. Não é, mas é libertador a gente fazer o que a gente ama, sabe? a gente fazer aquilo do nosso jeitinho de uma forma que você tá dando o seu melhor, entregando o seu melhor, que às vezes trabalhando para outras pessoas a gente não consegue. Que tipo de ajuda ou de parceria que você buscou para formatar ou para você, como se diz, distribuir algumas funções? Na verdade, a questão principal eu eu vejo que é a questão financeira da gente administrar, da gente separar o PJ da pessoa física, né? Como você consegue fazer isso? Com ajuda? Hoje mesmo eu tenho uma consultora que está me ajudando. Por quê? Fala assim que atrás do CNPJ tem um uma pessoa física, né? Eu preciso cuidar do meu CPF pro CNPJ funcionar. E às vezes a gente vai deixando isso de lado e é algo que a gente precisa olhar, porque se isso, que é a base, nós não temos, o resto também não vai acontecer. já conseguiu separar o CNPJ do CPF como deve ser feito ou está andando com isso? Eu estou no processo disso tudo. Está caminhando agora, eu estou com uma pessoa, uma consultora me ajudando e agora tendo essa clareza, eu vejo o quanto faz toda essa diferença. Porque no começo, quando a gente não tem essa orientação, a gente faz tudo junto, tudo misturado, mas precisa separar. Esse espaço aqui, Eudina, quanto que você investiu ou investe para mantê-lo? Hoje aqui eu pago um aluguel, né, que e tem mais duas pessoas, então eu subloco esse lugar e também o meu investimento maior é mais no que eu aplico, no que eu uso com as pessoas no dia a dia, porque do desde o que eu uso, por quê? Tem pessoas que usa óleo, usa creme. Eu uso óleo. Eu uso um óleo específico que ele não tem petrolato, que ele não tem a contaminação, que a gente fala que são metais tóxicos do nosso corpo, porque tudo a nossa pele absorve. Então eu uso produtos naturais que são limpos, desde óleos essenciais, que é uma coisa que ajuda que é o processo da massagem com os óleos essenciais trabalha a questão emocional do relaxamento como um todo. Então é tudo junto. Quantos atendimentos em média você faz diariamente? Você tem ideia de cinco a sete, o máximo é sete, porque é muita coisa, né? É, é uma demanda de desgaste físico, então a gente precisa, eu preciso estar bem para mim, fazer bem pra pessoa. Então não é aquela coisa, linha de produção que é um atrás do outro, que isso é é nem é humano, né, dizer. Então, normalmente é uma média de cinco que é o ideal para não ficar sobrecarregada e entregar o melhor. Hoje você fatura em média quanto? Hoje eu estou entre 7 e 10, certo? Onde a Eldina, massoterapeuta, empresária, quer chegar no aspecto de de faturamento e no aspecto de atendimento também? Olha, eu todo mundo, né, nós não somos capazes de quando chegar uma demanda a gente abraçar tudo e aí precisa de uma equipe, de um treinamento de pessoas para compartilhar tudo isso que eu faço. Então hoje eh eu vejo que eu quero levar isso para mais pessoas, essa conscientização do que da importância da massagem, do cuidado, do quanto a gente pode aliviar, levar esse bem-estar através da massagem. Mas eu quero ensinar também, levar essa consciência, esse despertar paraas pessoas, mas eu não tenho um uma visão assim de quantidade. Eu quero levar para as pessoas para elas terem esse olhar de eu posso mais, eu posso melhorar e eu posso ajudar sempre. Só que esse olhar é o autocuidado com ela mesma. Podemos pensar que Eudina pode lançar ainda um curso em 2025. Podemos. a respeito do que necessariamente eu ainda estou estudando o que se seria voltado paraa massagem mesmo ou se é esse cuidado do todo dos três pilares. Mas está assim, tá no, tá saindo alguma coisa no forno. No próximo bloco, a esteticista que abriu o próprio negócio em casa para unir a profissão à função de [Música] [Música] mãe. Neste segundo bloco, nós vamos contar a história da Dani, que une a profissão de esteticista à função de mãe, que precisa estar sempre atenta aos filhos. E ela trabalha aqui na casa dela, unindo os negócios à maternidade. O estudo chamado empreendedorismo feminino, realizado pelo SEBRAI, contabilizou a quantidade de horas destinadas a mais pelas mulheres que empreendem nos cuidados com pessoas da família e nos afazeres domésticos. Elas dedicam 3.1 horas aos cuidados familiares e consomem 2.9 horas do seu dia nos afazeres domésticos. Praticamente o dobro dos homens que gastam 1.6 horas e 1 hora30, respectivamente com essas atividades. A desigualdade de gêneros com a jornada dupla. 76% das mulheres se sentiram mais sobrecarregadas e 61% já tiveram de deixar de fazer algo para si ou para a empresa para cuidar dos filhos, de idosos ou de parentes. Realidade que faz parte do cotidiano da Daniela. Já trabalhei de tudo um pouco. CLT. CLT, tá? Eu já trabalhei com advogado, trabalhei em loja de comércio, de calçado, já fui babá. aos 13 anos, que foi minha primeira profissão, trabalhei em material de construção, sempre eh ou secretária ou almoxerifado e e na loja eu era caixa, tá? E quando então a profissão de esteticista te chamou atenção, o que que tava acontecendo? Então, aí eu fui morar num condomínio fechado e lá não tinha depeladora, 2 e 4, mais ou menos. Eu fui fazer um curso de depilação no Senac. E aí a professora de depilação era uma esteticista, eu fiquei apaixonada que tudo que ela ia fazer, ela dava dicas de estética. Então qualquer coisa ela colocava um pouco de estética na depilação. E aí ela foi deu um curso livre. Aí eu comecei a fazer os cursos livres dela e eu fiquei apaixonada. Falei: "É o que eu quero fazer". Hum. Só que aí eu fiz a matrícula e o meu filho faleceu, perdi o meu segundo filho. Eu teve uma pneumonia e aí eu pensei em desistir porque meu marido entrou na época que meu marido entrou em depressão e a gente pensou em desistir. Só que eu fui no Senac conversar porque eu era bolsista. Por conta do Guilherme, né, ser autista, eu consegui uma bolsa. Só que aí eles conversaram comigo, falaram que eu podia entrar na próxima turma, que eles iam conversar com o pessoal para ver se eles tinham, porque são duas bolsas por turma. Aí eles falaram que iam iam me dar mais uma chance. Ia começar em agosto ou outubro, não me lembro. E eu engravidei em julho. Eu fiquei grávida do terceiro filho e fui grávida e não podia faltar porque eu era bolsista. Então eu fui todos os dias, eu fiz uma prova eh grávida de massagem na prática, né? E até a minha modelo tava torcendo por mim para eu acabar, porque eu não tava mais conseguindo fazer. Era uma sexta-feira, na segunda-feira eu tive meu terceiro filho. Quer dizer, nos últimos dias eu não conseguia nem fazer massagem direito, que eu tava bem barriguda. Sim. Naquele primeiro momento em que você eh se dedicou à profissão, você já foi empreender ou você foi ainda trabalhar para outras pessoas? Não. Aí e eu me destaquei porque eu gostava bastante. A minha professora de facial me arrumou um estágio em Paulíia. uma clínica lá. E aí eu comecei eh atender lá, mas eu nunca pensei em ter meu negócio. Eu fui e eu Você ficou quantos anos lá em Paulíia? Um ano. Um ano. É. E eh quando eu depois quando eu me formei, a uma moça que faz aqui no bairro falou assim: "Ah, por que que você não monta, abre um espaço?" Mas quando meu filho morreu, eh, a gente vendeu a casa, então a gente estava dentro da casa da minha sogra. com um ano até a minha casa ficar pronta, a outra, a casa nova. Sim. E aí a minha cunhada cedeu um quarto e foi lá que eu comecei. E aí eu tinha bastante cliente lá e eu fiquei lá uns meses. Mas aí vamos supor, você estava já morando na casa da sua cunhada ou não? Na sogra. Aí como foi? Foi conversar com a cunhada, ó, eu tô querendo abrir um negócio, preciso de um espaço. Como que foi essa conversa? Me conta. Porque a moça da unha falava muito para de mim pras outras pessoas e também foi uma Você já tinha feito massagem nela? Não, foi uma forte uma de me ajudar porque eu tive um grupo de apoio muito grande quando eu perdi meu filho. Quando veio esse aumentou mais ainda. Então as pessoas queriam me ajudar para pra gente não cair, né? Sim. Então a minha cunhada virou e falou: "Olha, eh, eu tenho um quarto que era dos meninos dela, você não quer aproveitar?" Porque eu já, eu tinha cliente e não tinha aonde atender. Eu atendia na cama até eu conseguir ter as minhas coisas, eu atendia na cama, na casa dela. Uau! Então eu fiquei um tempo lá atendendo por lá e depois quando a minha casa ficou pronta, quando eu reformei, fiz o meu espaço, aí sim eu montei um uma sala de estética que a gente falava cabine antigamente, era diferente, né? Era era bem simples, não tinha recepção, não tinha nada disso porque era outra época. Aí sim. E era aqui na cidade de Jardim mesmo ou não? Era aqui sim, era aqui mesmo, só que era lá no fundo. Ah, tá. E quando foi então que você Isso faz quanto tempo? Ai, faz muito tempo, porque eu fiz esse espaço em 2018, lá, aquele espaço em 2018, quando eu entrei pra faculdade de biomedicina. Ah, tem isso ainda. Nesse intervalo você decidiu fazer faculdade. O mercado de estética chegou no ano passado ao valor global de 127.1 bilhões de dólares, ou seja, 633 bilhões de reais na cotação atual, ou seja, mais de R 633 bilhões deais. A taxa de crescimento anual é de 14.9% até 2030. O Brasil está em segundo lugar no ranking feito pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética, onde estão os países que mais fazem procedimentos estéticos, porque eu queria fazer injetáveis e a estética eh não podia na época, mas nós temos uma lei federal. Nós não temos um conselho, mas temos uma lei federal. Só que no meio da pandemia começou a liberar muitas coisas paraa estética. porque tiveram muitos estudos e muitas coisas começaram a ser liberadas. Mas aí eu já tinha começado bem medicina, só que eu tive que parar porque o meu último filho, o quarto filho, eu tenho quatro, aí ele tem um problema de saúde, eu tive que dar um tempo da faculdade e aí eu retornei esse ano. Aí eu tô fazendo duas faculdades que é biomedicina e eh esqueci eh massagens integrativas. Ah, massagem e massoterapia integrativa, não é? Tem um nome, gente. Mas é faculdade ou teólog? É tecnólogo. É para eu complementar a minha a parte manual, porque eu gosto muito da parte manual, tá? Então me explica. No meio do caminho você tava fazendo biomedicina, parou biomedicina e começou a fazer massagem integrativa ou não? Sei esse ano retornei porque falta dois anos de biomedicina e do anos dessa nova faculdade. E como tem sido essa loucura de atender e estudar dois cursos? Uma loucura. Ainda tenho filho que passou no técnico, tenho que levar, buscar, fazer comida, atender, estudar. Inicialmente, como que foi essa questão de unir a rotina? Até por conta de que você falou: "Olha, eu tenho um filho autista agora. tem um um filho que tem um problema de saúde. Como que é tudo isso? Unir essa parte da Dani, empresária, esteticista, que tem que cuidar das pessoas e da Dani, que é parece que bem exigida também em casa. Como que você faz? Grupo de apoio. A minha mãe e a minha sogra, minha ex-so elas são a base mesmo que me ajudam. Eh, agora eles os os o Guilherme estuda tarde, que é o é o autista, e os outros dois período integral, mas até o ano passado não era integral. Então, quando eu tenho cliente no horário para buscar uma mãe, a mãe pega, o sogro pega, eh, a lista de pessoas para buscar eles na escola é enorme. Tá lá as tias, os tios, todo mundo para poder me ajudar e eles me ajudam muito. Então, só assim, senão eu não consigo mesmo. Você disse que inicialmente começou a atender numa sala, num outra sala no fundo desse móvel. Como foi pensar e por que você passou para esse espaço? Qual foi o investimento que você fez? Então, eu mudei para cá porque antigamente o Instagram não era uma um meio de trabalho, né? Então, não era uma forma de divulgar para ganhar dinheiro. E aí começou a ficar as próprias clientes começaram a exigir, né? Era uma coisa mais muito simples, não era? Era um sofazinho, não tinha nem sofazinho, era uma cadeirinha lá e a maca e alguns equipamentos que eu sempre tive equipamentos desde o começo. Em 2022 eu renovei os equipamentos, mas eh eu senti a necessidade de um lugar melhor, não maior, mas um lugar melhor. E aí depois começou, eu precisei do instagramável que elas querem, né, quer querem postar, que estão fazendo massagem num lugar bonito. E aí eu peguei toda a frente para poder trazer mais conforto, fazer adequações, tudo, tudo. Que era uma sala, eh, era uma, eram duas salas, sala, a sala de, de, de estar e a sala de TV. Então, eu mudei tudo, só deixei os tijolinhos. Sim. Há quanto tempo foi isso? 2020. 2021 2021. Logo, ainda na pandemia que você fez todo esse esse trabalho. Na pandemia eu comecei a querer quebrar, ver se ia dar certo, se porque assim, você conseguiu atender na pandemia? É, nos períodos que o prefeito liberava a gente atendia. Aí quando fechava, fechava, ficou ficou naquele Você chegou naquele período a pedir algum auxílio, aquele auxílio emergencial? tive o auxílio porque eh meu marido tinha perdido o emprego porque ele tava na experiência. Então quando estourou a pandemia, a empresa fechou, então eu tive que pedir, ele não conseguiu, mas eu consegui, né? E aí a gente ficou com auxílio até quando pôde. Sim. E e foi o que ajudou muito. E como tem sido para você esses altos e baixos do empreendedorismo? É complicado, né? É complicado porque eu a minha profissão é muito importante, eh, mas não essencial. Então, é as eu tenho clientes que estão comigo desde sempre e elas se mantiveram na pandemia, mas eh as clientes que vão e vêm agora são muitas, né? E a estética tem muita estética, então a gente oferece o melhor possível, porém é um um é o que elas cortam primeiro, né? Sim. Então assim, é complicado. E nesse momento como que tá a sua agenda? Mais é mais ou menos. Eu não sei como é que eu falo. Ué, mas tá cheia. Você quer aumentar o número de clientes? Tá bom dentro da sua rotina? Me explica. Não, eu acho que agora com os meninos grandes, independentes, já mesmo o de 10 anos já se vira, né? Já o o de 16 vai e volta de de carro, de aplicativo. Então agora eu acho que eu posso me permitir ter mais clientes porque mesmo com a rotina da faculdade. Mesmo na rotina da faculdade, porque a aí é a noite, né? Sim. É a hora que eu sento para para estudar é a noite. Qual é o custo de uma massagem? É em torno de 150. Faz pacotes também? Faço pacotes. Como que funciona o pacote? Eh, sessões eu faço mensal, né? Então eu faço sessões de no mínimo dois meses para que elas tenham uma constância e consigam ver o resultado. Qual é o tipo de massagem que você faz? Eu faço todas as massagens, mas a que elas mais gostam é a modeladora e elas gostam muito de do aparelho também. O meu público gosta muito da mão, elas gostam muito de manual. Eh, eu fiz muitos cursos de harmonização corporal. é injetáveis, mas o meu público gosta do manual. Então assim, eu sempre uso um aparelho, mas elas sempre impedem o manual e elas gostam muito e faço muita limpeza de pele, que eu faço muito em adolescente por conta do meu filho, dos amigos, eu acabo fazendo bastante limpeza de pele em adolescentes e mais em meninos. Uau! Esse essa questão dos meninos é porque são amigos do seu filho, essa indicação me fala. são amigos do meu filho, não é indicação dele porque mas eu percebo que as mães dos meninos têm um cuidado muito grande com eles, porque eu tenho eh clientes que t casal, mas os meninos quando eles se comprometem eles vêm mesmo, fazem direitinho e eu tenho e 70% são meninas do meu público de de limpeza de pele. Qual é o perfil geral do seu público? É muito mesclado por conta do Rafael. Eu tenho as adolescentes e as da minha idade, de 40 mais. Aqui da região mesmo ou da cidade? Da região. Mais da região. É a min a minha é a maioria é indicação. Eu acho que o 90% é indicação das minhas clientes. Então é tudo aqui da região, tá? Quando você lembra daquela Dani lá no começo grávida, fazendo a matrícula lá no Senac e hoje você com essa estrutura que traz essa história, que teve altos e baixos, teve uma rede de apoio, o que que você gostaria de dizer para essa Dani? Ai que deu tudo certo, porque quando eu perdi o Gabriel, a gente ficou muito sem chão. Então eu achei que não seria possível porque foi muito difícil, né? a gente fica muito perdido. Eh, meu ex-marido também saiu do emprego e a gente ficou muito perdido. A gente conseguiu, é, tentou e uma uma ajuda do governo na época, não conseguimos porque é aquela coisa, a renda é baixa para uma coisa, é alta para outra coisa, então a gente achou que não ia conseguir. Então, hoje eu vejo cada coisa que tem aqui, mesmo que ainda faltam muitos detalhes, é assim, é muito, muito, muito, eh, satisfatório saber que eu consegui, mesmo andando ainda e na metade do percurso, porque eu ainda tenho muito mais, porque eu sempre quis ficar aqui. Eu tive várias oportunidades de ir para muitos lugares, mas eu sempre quis ficar aqui por conta deles. Dois filhos especiais, né? O Guilherme é autista, o outro tem um problema de saúde, mas assim, eh, eu, eh, quis ficar perto porque se a escola liga, tudo sou eu, eu que corro. Então, agora que eles estão mais velhos, mais independentes, eu posso tentar abranger mais, por isso que eu estou estudando mais. Mas eu já trabalhei bastante cidades, eh, São Paulo, Minas e Mas eu sempre priorizei o meu espaço. Sim. Então, toda vez que eu saía, eu sempre continuei com as minhas clientes aqui, fazia free para para poder ter experiência com aparelhos grandes, com atendimento, com outros públicos, fiz spa. Então, eu trabalhei bastante por aí. A minha eh a minha trajetória, você sempre, na verdade, acabava unindo o atendimento aqui no seu negócio com esses frilas. Sim, porque quando eu fiquei fixa, que eu cheguei a ficar CLT fixa numa clínica, eu atendia aqui de manhã e lá tarde e noite. Quando eu invertia, eu mas eu nunca abandonei o meu espaço. E aí depois eu fiz bastante frila, bastante bastante, acho que uns ano e meio e foi muito enriquecedor para mim porque eu fazia São Paulo todo em algumas cidades de Minas. Então foi muito bom pro meu conhecimento, pro meu crescimento. Sim, porque aqui eu gosto, mas eu estudo muito, mas a prática, a convivência, né, a troca, ela é importante. Sim. Então, nossa, para mim foi um aprendizado incrível. Mas conforme foi porque aí até então só tinha dois, então aí agora com mais um pequenininho que aí teve problema, eu resolvi dar uma sossegada e só estudar mesmo e acompanhar as novidades pelas redes sociais. Ah, e tem valido a pena? Tem muito empreender. Vale a pena, ainda mais se você é mãe e quer ver o seu filho crescer, acompanhar o desenvolvimento. Eh, hoje eu tenho um que já tá fazendo colégio técnico, eles sabem que eu tô aqui, eles sabem que é só me ligar. As minhas clientes sabem que se eles precisarem de mim, eu vou pedir licença e vou resolver o que precisa. Então assim, vale muito a pena. E as minhas clientes são excelentes, maravilhosas. Elas entendem muito isso. Já me viram grávida de um, dois, me acompanharam, então elas elas sabem como que funciona e vale muito a pena. Eu não me arrependo não. E eu acho que quem puder e tiver um uma condição, um espaço na sua casa para começar e depois quiser sair, mas eu acho que enquanto eles precisam da gente, a gente tem que estar junto. [Música]