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Olá! [música] No Brasil, 16 milhões de negros são donos do próprio negócio. Desses, 67.8% são homens. E olha só, 50.4% tem idade entre 30 e 49 anos. Nós vamos conversar aqui em Campinas com o pessoal da Afroite, que trata justamente desse tema sobre empreendedorismo negro voltado à tecnologia e à educação. Nós vamos mostrar agora um pouquinho do dessa ideia de como surgiu. Tô aqui com o Fernando que vai explicar pra gente, Fernando, seja bem-vindo ao Serreendedor, o que é a Afroite. Primeiramente, muito obrigado pela oportunidade, Mirna. É um prazer estar neste programa com você. A fruite, ela surge de uma ideia aonde sentimos a necessidade de quebrar a bolha do racismo estrutural. Nós sabemos que grande parte das pessoas elas não conseguem escalar em suas carreiras, principalmente em cargos de liderança, porque lhe falta as habilidades que o mercado pede. Mas como cobrar de uma pessoa negra uma qualificação, sendo que um a cada três abandona a escola para poder ir trazer o sustento para casa. Então, com esse com esse objetivo de ser a ponte entre as empresas que querem igualdade e equidade e as escolas, as pessoas da periferia que precisam entrar no mercado de trabalho, nasce a Afroit com esse propósito de trabalhar empreendedorismo afrocentrado dentro das escolas, não só ensinando habilidade técnica, mas também habilidades comportamental. E o que me perguntam é por dentro das escolas estaduais? Mas se eu olho se um a cada três sai da escola para levar o sustento para casa, como nós iremos sair abrindo uma formação para estudar para depois conseguir trazer o sustento? Se eu estou na escola estadual, eu estou dentro do ambiente deles, conseguimos trabalhar a primeira camada e depois a gente consegue influenciar os seus familiares e a comunidade para entrar neste movimento também. Desde, desde quando então a Afroite existe? A Afroite já tem 3 anos de existência. A gente tá indo pelo segundo ano consecutivo nas escolas estaduais, um ano trabalhando toda a parte estratégica do negócio. E depois a gente começou ir pras escolas aonde entramos na grade e entendemos que as escolas Pay é o ecossistema ideal para que a gente possa fazer isso. Por que as Pay? São 8 horas que os alunos estão lá todos os dias. Então, quando a gente começa a criar um ecossistema dentro dessas escolas, a gente consegue fazer um efeito manada, porque dessa forma eles ficam mais na escola com os amigos do que dentro de casa ou até mesmo na comunidade. Então, a gente vai paraas escolas estaduais. estão nesses 3 anos de vida, a Freuite aí já conseguiu impactar só no ano de 2024 mais de 3.000 pessoas e no ano de 2025 com o programa de empreendedorismo, empreendedorismo Missão Pão Épico, aonde os alunos eles vendem, criam um produto do zero até o faturamento, nós já conseguimos em dois meses esses alunos ter um lucro em torno de R$ 8.000, R$ 1000, aonde esse valor é revertido para eles no final do programa para gerar uma experiência. É como se fosse uma empresa júnior que eles montam ali nesse projeto. É isso. Exatamente isso. A gente dá todo o embasamento técnico e comportamental para isso. Eles vendem um produto de verdade, que é uma parceria com a Fiel Pão de Queijo. Eles vendem esse pão de queijo e o lucro desse pão de queijo no final do ano será revertido para eles, para que eles possam ter uma experiência que de repente eles não poderiam ter. Mas para vocês conseguirem todo esse processo, você acabou de falar inclusive da venda de um pão de queijo. Vocês tiveram que buscar parceiros. Inclusive aqui a gente tá em um estúdio onde a Afre prepara suas aulas online, né, digamos assim. Depois a gente vai falar de tecnologia com Marlon, justamente para falar dessa formatação. Mas como foi buscar esses parceiros que acreditaram nesse projeto, Fernando? Ah, o grande desafio de encontrar parceiros para agredidar nesse projeto é que para muitos é uma utopia e só quem realmente está dentro da periferia entendendo desse ecossistema sabe as dificuldades. Então, a gente mapeou qual seria os potenciais parceiros. foi onde a gente chegou na Fiel Pão de Queijo em uma palestra que o Bruno tava dando, que é um dos diretores executivos de lá, a gente apresentou a proposta da Afroí, o que a gente entrega e que a gente entrega muito mais que empreendedorismo. Ele acreditou na ideia, ele patrocinou todo o movimento e também apoiou com os pãos de queijo para que a gente pudesse realmente fazer esse movimento para que os alunos entendessem. E um ponto que eu acho importante trazer é que quando fala de empreendedorismo, tem as pessoas que querem empreender para si e outras querem ir pro CLT, que é o famoso senso de dono, mas tem atitude empreendedora dentro do do ambiente de trabalho. Exatamente isso você pegou que quando as pessoas falam de senso de dono, é você ter aquele CNPJ como se fosse seu. É uma atitude empreendedora. E aí você tocou no exato ponto. Então a gente ensina tudo, marketing, vendas, ensina planejamento, ensina planejamento financeiro. Para quê? Para que quando ele for pro mercado de trabalho ou até mesmo quando ele pode empreender, porque ele tem 16 anos, então como ele vai levar sustento se ele tá numa escola que é integral? Sim. Então a gente consegue trazer possibilidades. Iegal, Mirina, que eu trago foi que feedback de alunos que eles falam que eles querem continuar vendendo pão de queijo no próximo ano, porque eles viram que é um negócio que dá dinheiro e que empreender é bom. Sim. Agora, quando a gente pensa nessas camadas de ensino, tecnologia, como que é possível dentro do projeto? Porque hoje uma das maiores dificuldades do ensino, inclusive quando a gente fala de educação, é como atrair esses adolescentes, principalmente em uma sala de aula, em um ambiente escolar. Como que vocês conseguem então atrair essas pessoas, esses adolescentes a realmente participar ativamente do projeto? Olha, esse foi um grande desafio. No começo da nossa jornada, a gente ia na escola e passava fazendo um pit de vendas de sala em sala. E foi muito legal porque os alunos compraram a ideia, aqueles que já t um nível maior de consciência. Só que agora nesse formato que a gente tá nas escolas estaduais, nas PEs, a gente começou a perceber que o que que a gente faz para trazer engajamento para eles, porque senão fica só mais um formato de aula. Então, a gente trouxe um formato gamificado aonde eles têm indicadores que eles têm que atingir durante o período de vendas, eles ganham prêmio para aqueles que têm as maiores performance para que dessa forma eles consigam enxergar o valor disso. Então, trouxemos camisetas para eles para ter pertencimento, eles têm uma bolsa térmica para levar os pão de queijos. Então, trazer o pertencimento e o senso de todo faz com que eles consigam se sentir mais engajados e aí tira o formato de uma aula chata. A gente pede para que eles façam as coisas, as oficinas dentro da sala de aula, mexer no seu Instagram, criar o seu produto, fazer as estratégias, fazer estratégias de vendas, tudo com o seu celular na sala de aula, porque aí o celular ele deixa de ser um vilão e vira uma ferramenta. É. E a gente fala do Afroite e logo na abertura eu dei alguns dados aqui. Por que a escolha desse nome? Fernando todo mundo pergunta por Afroite, né? E eu gosto muito dessa desconstrução e eu adorei essa sua pergunta. Afro porque são afros na liderança, né? Nós entendemos por ser três afros que furou a bolha do corporativo, sabe e sente na pele o estrutural, a gente consegue transitar nos dois meios. Então são afros que estão liderando, é o nosso jeito de empreender. E o IT é de iluminando talentos. Todo mundo tem o IT como se fosse algo tec, mas o IT é o objetivo de falar que nós, como nós conseguimos furar a bolha, nós vamos mostrar o caminho para aqueles que estão correndo pra mesma direção que a gente quer. Então a gente traz o Iluminando Talentos, porque na periferia tem muitos talentos que são escondidos, muitos empreendedores ótimos, com ótimas ideias, mas falta o quê? O gatilho. Então nós estamos lá para iluminar o talento deles, tá certo? Então, Fernando, muito obrigado. Olha, a gente vai conversar, já que o Fernando inclusive falou aqui, olha, nós somos três empreendedores, três empresários que furaram a bolha e a gente vai conversar já com a Vanessa. A Vanessa é a responsável pela captação de recursos da Afroite e ela vai contar sobre essa estratégia. Você vai ver daqui a pouquinho aí. Inclusive, gente, olha, ela é uma mãe empreendedora. As crianças inclusive estão aqui hoje porque é a realidade de milhares de mulheres como nós, né, Vanessa? Me fala um pouquinho da antes da gente entrar especificamente na captação de recursos, como que é isso? empreender, cuidar de filho, cuidar de casa e tudo mais para você. É um desafio maravilhoso, mas a escolha que eu fiz, né, em como não me perder no meio dessa função de ser mãe. Eu também escolhi. É como não esquecer da Vanessa, né, que escolheu uma que tinha uma carreira, né? Fui vendedora, faz, mas trabalhava para outras pessoas, trabalhava com, eu era CLT, né? Então eu era gerente comercial, então eu sempre tive uma carreira de no mundo de vendas, no mundo comercial e aí tive filhos, né? Sendo CLT, dava para conciliar, porque é uma vida mais centradinha, né? Então você consegue, você arruma um emprego de acordo com a sua realidade. Mas quando eu resolvi empreender, então o nosso mundo ele começa a virar um pouquinho de perna pro ar, né, que você tem que entender como que você consegue eh gerir o seu negócio, gerir a sua casa e não se perder de você, porque senão a gente se apaga e aí tudo, todo o restante não funciona. Então eu falo que lá em casa é o seguinte, todo mundo tem que funcionar muito bem, porque a mamãe trabalha para que a gente possa viver melhor. Então o trabalho da mamãe também é o seu trabalho, né? É pro bem-estar da nossa família. Então eles estão aqui hoje como se fosse um dia de lazer, uma manhã de lazer, que a mamãe tá trabalhando e eles se divertem enquanto a mamãe trabalha. Entendi. E como então você entra nesse negócio e passa a ser a responsável pela captação de recursos? O que é exatamente isso, essa sua função aqui? Então, eh, nós somos uma startup de impacto social que atuamos no 2,5, né? Então, para a comunidade nós não temos custo nenhum, mas nós buscamos parceiros para que a gente possa continuar tocando o nosso negócio. Então, para o projeto Missão Pão época, então tem o nosso parceiro Fund de Queijo. Então, ele eles que arcam todos os nossos custos, eles que investiram nesse projeto, eles abriram mão do lucro dele para que as crianças e os jovens pudessem ter alguma rentabilidade naquilo que eles estão vendendo, né? Então, para cada projeto, a gente cria uma estratégia e busca um parceiro que faça MET com essa estratégia, né? Então, ano passado, por exemplo, nós fizemos capacitação de copeiros para Sodexo. Então, com Sodexô, ela ela arcou todos os nossos custos. Nós saímos daqui de Campinas, fomos para São Paulo e capacitamos copeiros e entregamos para eles. Então, nessa função de da educação junto com a empregabilidade, a gente precisa de parceiros que arquem com esse custo para que a gente possa levar para periferia empregabilidade de qualidade, né? Então, a gente não é sobre emprego, né? é sobre eles terem um trabalho com junto com a educação. Então a gente preza muito por isso. Se a empresa ela quer ser o nosso parceiro, ela precisa entender que a educação ela vai ser a base da do nosso treinamento. Então não é simplesmente um treinamento técnico, né? a gente busca entender qual, como a gente consegue desenvolver esse profissional para que ele possa iniciar numa carreira, mas ele possa galgar outras carreiras ali dentro até para diminuir esse número de de rotatividade que hoje as empresas têm. Então, a gente busca desenvolver esse talento. É um talento sempre em desenvolvimento. E como que é a escolha das escolas, por exemplo, que serão contempladas com o projeto? Então a na verdade hoje a gente não escolhe mais as escolas, né? Nós somos escolhidos por eles, né? Então hoje já amadureceu já amadurecemos, né? A gente já passou desse período de bater de porta em porta. Então, hoje a gente tem um número de escolas que estão lá na nossa fila, eles nos escolhem e aí a gente apresenta o projeto para eles, o que que a gente tem, o que que como que funciona a nossa estrutura e eles entendendo e fazendo sentido para o que a gente também tem hoje de calendário, aí a gente continua com o nosso projeto junto com eles, né? Mas hoje nós focamos mais em escola Pay, porque a gente entende que essas crianças que estão hoje dentro da escola PI, eles não têm tempo para fazer, por exemplo, um curso técnico. Sim. Então eles precisam de alguém que vá dentro dessa escola e faça esse desenvolvimento com eles. Então a gente foca hoje, nosso foco total em escola P. Dá para adiantar, dar um spoiler aqui de algum projeto já para 2026? Sim, 2026 a gente não quer só atuar com escolas, né? Nós estamos pensando nessas mães de cuidar de quem cuida desses alunos, né? Partindo até do seu exemplo, né? Exatamente. Então, a missão Pépico, ela vai também para as mães e pais que querem empreender. Então, a gente vai expandir a Missão Pom Épico o ano que vem. E eu já deixo o convite aqui para quando esse projeto tiver alinhado, tiver já em prática, vocês contarem para nós. Combinado? Pode combinado. Combinadíssimo. Gente, tudo isso tem tecnologia, mas quem vai contar essa parte pra gente é o Marlon, que daqui a pouco também vai mostrar como que que tudo isso tem a ver com tecnologia, como mostrar isso para quem tá em casa, para quem tá na escola. Ah, daqui a pouquinho, hein? E o Marlon é quem vai contar pra gente como essa parte digital é possível na qualificação e na educação hoje pros jovens e como a Vanessa disse em breve também para as mães. Marlon, fala para mim qual foi essa estratégia, o que que vocês discutiram primeiro, talvez no papel ou ali no bate-papo que depois se transformou nessa grande, digamos que nesse conteúdo digital que hoje a Afroite oferece, tá? A gente se baseia até nas aulas muito na nossa criatividade, no nosso na nossa intuição, no nosso ser, porque muito foi tolhido na questão de sonhar. Eh, geralmente os modelos que são apresentados nas escolas, eh, não é não é crítica, né? Mas e a formatação paraas grandes massas acaba sempre tirando algumas coisas como sonhar. E a gente participa, a gente sonha junto, a gente traz aquilo que a gente sentia falta e aquilo que mais traz a essência do empreendedorismo, que é criar, né, para você conseguir permear pelos pelos caminhos das dificuldades e enfrentar tudo isso. Então a gente, das nossas dificuldades, a gente pensou como que a gente vai fazer. Eu tenho um histórico de desde os 14 anos trabalhando com informática, né? E um determinado momento fiz a transição de carreira para trabalhar com marketing digital. E o Fernando nos convidou, né, pra gente falar, vamos unir os nossos talentos, as nossas eh eh características e vamos levar isso para para as pessoas. E quando a gente entendeu que que o que a gente tinha era muito forte, muito grande, a gente falou: "Vamos externalizar". Então a gente seguiu o protocolo, colocamos no papel, colocamos as nossas eh possibilidades e aí a gente foi pras escolas. Então, trazendo, eu, por exemplo, né, falando um pouquinho da tecnologia que você estava dizendo, eh, eu trouxe como que eu enxergava, né, aquele menininho que era criativo de periferia, como que eu enxergava informática. Sim. Como que eu estudava, na minha época não tinha nem computador, né? Como que a gente estudava tecnologia. Isso traz o lado da criatividade, que é o que eu trago nas aulas hoje, para os alunos que muitas das vezes não têm acesso a um computador, não tem acesso a a a um celular de maior qualidade, mas a gente consegue transformar tudo isso na potência e nas possibilidades que a gente traz. As aulas ficam em uma plataforma? É isso ou não? Não, a gente prezou pelo presencial. A gente tem uma parte que é na na no digital, né, que a gente vem gravar aqui na na GTM e tem a parte que é presencial. A gente precisa desse contato humano, mas essa parte que vocês gravam aqui no estúdio, por exemplo, vocês apresentam lá no presencial. É isso? Não, não, não, não. Então, detalhe para mim como funciona, tá? a gente tem toda uma dinâmica que a gente tenta desenvolver as pessoas, a, os empreendedores, né, os futuros empreendedores, que é a gente precisa se virar, né? Então a gente disponibiliza, passa por pelo nosso canal de comunicação os vídeos no no nas plataformas, né, de YouTube, alguma coisa assim, deixa fechadinho para eles e eles têm acesso a essas aulas complementares, não é o conteúdo principal, tá? É um complemento. É um complemento. Então existe o a qualidade do que a gente ensina não é rasa, né? Então, a gente deixa alguns complementos meio que traduzidos para eles poderem entender de uma forma um pouco mais didática e depois a gente tira dúvidas ali na aula, no presencial. Agora, Marlon, a gente também tem do ponto de vista educacional, inclusive quando nós temos resultados do SAEB e tudo mais, uma discrepância muito grande em relação ao ano estudado e o aprendizado de fato. E vocês vão justamente nesses lugares que têm, né, grande parte dessa questão isso. como que o digital consegue se comunicar com esse adolescente que de repente tá no nono ano, no oitavo, mas tem uma dificuldade na língua portuguesa, na matemática principalmente. Como que é isso para vocês? Não tem como fugir do digital. Por quê? Porque as empresas utilizam o digital para poder atuar. Ela precisa de acessar uma internet, ela precisa de eh fazer criações, criativos, tudo utilizando o digital. Não tem como a gente separar. Então a gente leva o conhecimento, embasamento teórico, embasamento que vai tornar esses alunos empregáveis, interessantes para o mercado, né? As escolas têm computadores e muitas das vezes a gente pode utilizar esses computadores e didaticamente às vezes a gente precisa do celular. né? E fora da escola eles também têm as atividades, como a gente falou, eh existem aulas complementares para eles assistirem e a partir dali a gente estimula para que eles façam seus criativos, para que eles eh eh nos sigam e vejam no nossos exemplos, nas nossas redes sociais, como que a gente faz. E a gente sabe que as pessoas aprendem muito pelo exemplo, né? Então o que a gente faz e disponibiliza lá muit das vezes não é nem conteúdo para o público, é conteúdo para os alunos, para eles se sentirem pertencentes, para eles entenderem a mecânica e toda a tecnologia que a gente tem disponível para uso para eles, tá? Agora, Marlon, você acredita que quando vocês chegam nas mais diversas escolas, principalmente, né, as estaduais que estão às vezes em bairros mais periféricos, vocês, né, Marlon, Vanessa, Fernando, não sei se a Vanessa chega aí em alguma escola, né, mas e vocês mostram que são pessoas negras, vindas da periferia e que hoje são donos do próprio negócio. Vocês inspiram essas pessoas dizendo: "Olha, é possível para todos nós, basta a gente querer ir atrás. A gente sabe que historicamente tem mais dificuldade. Não, não vamos passar pano e falar, é tudo muito fácil que não é", né? Que tem a questão até do racismo estrutural e tudo isso, mas você se vê como uma pessoa hoje que inspira esses alunos e alunas nas escolas periféricas. Eu falo de Campinas e de por onde vocês passam. Eu posso afirmar com todas as letras que sim, nós somos inspiração. Por quê? Porque os alunos fazem, trazem pra gente. Eu, Fernanda, Vanessa, que também está lá no presencial, muitas das vezes a gente nem imagina, mas no final da aula tem aquele aluno que vai lá, professor, professora, queria conversar um pouquinho com você. E aí é o momento que a gente fala que a gente tá muito mais muito mais eh eh atingindo o coração e a mente dos alunos. E essa proximidade, ela só se dá pela representatividade, porque eles se olham, enxergam pais, mães, tios deles, que muitas das vezes não tem esse tempo para dar essa atenção e o carinho. E a gente tá lá, além de dar essa atenção, ainda ensinando, iluminando um um caminho, é a gente ensinando para eles como que eles têm essa saída, porque nós conseguimos. E muit das vezes a gente leva pessoas, a gente leva exemplos, eles vêm nas nossas redes sociais com quem a gente tá se relacionando e eles falam: "Puxa, eles estão aqui nos dando aula e eles também têm esse contato." Interessante que eh essa rede de contato que a gente teve, que a gente atua, né? Eh, a gente conseguiu ser enxergado pela Fundação Edmilson, por exemplo, né? Aí a gente imagina um, para quem não sabe o que é essa fundação, é fundação do nosso eh querido campeão, né, Edmilson, jogador de futebol e e ele trabalha o empreendedorismo também em em muitas periferias, né, e deu muita conexão o que a gente tá fazendo com o que ele quer fazer, porque ele atua numa cidade do interior. Mais uma parceria, então, hein? É, não podia contar, né? Mas já ai [risadas] já contou pra gente ano que vem tá aí e a gente vai fazer isso por o nosso trabalho que a gente já está atuando, o número de crianças e quando a gente fala que a gente vai expandir pra comunidade, pros pais, pros responsáveis, eles falaram: "Puxa, tá aí um trabalho sério, tá aí um trabalho que tem tudo a ver com o que a gente faz e quem sabe eles podem trazer também este conhecimento para as nossas ações que eles já, então a gente tá tá negociando uma coisinha boa de impacto". muito maior do que a gente sequer tinha imaginado um dia. É isso aí. Olha, continuem iluminando caminhos e até uma próxima. Muito obrigado. O ser empreendedor vai para um breve intervalo e já já a gente continua falando sobre esse tema já com um outro empresário que também atua com plataforma digital e olha uma rede de negócios para pessoas pretas. A gente volta já já. [música] [música] [música] E como eu disse no outro bloco, agora a gente continua falando de educação, tecnologia em negócios afrocentrados. Dessa vez quem conversa com a gente é o Emerson, que é o fundador do Exponenciafre, também do Diverte, é uma plataforma de tecnologia. Ele vai contar tudo isso pra gente. Emerson, primeiro fala para nós como surge o Emerson que fundou esses negócios, já empreendia antes ou não? Olha, eu vim do CLT quando um pouquinho da sua trajetória profissional. Ah, perfeito. Boa. Eh, eu eu vim de família periférica aqui de Campinas, da região do Campo Grande, né? E sempre fui educado e orientado a trabalhar CLT. Então, inicialmente eu comecei com uma carreira CLT mesmo, né? Segui aquele padrãozão, fiz SENAI, depois fiz cutuca, depois fui fazer faculdade, fiz Fatec e depois fiz pós. Mas sempre mirando o CLT. Eu tentei empreender antes, meu primeiro empreendimento assim de criança, eu sempre gostava de fazer rolo. Até brinco que meu primeiro negócio foi vender pipa na feira daqui do São José na Vila Industrial. E um amigo meu que hoje é dono de loja, inclusive a gente vendia pipa, pegava assim nosso tempo, fazia isso e vendia. Aí depois de muito tempo, eh, eu e meu irmão Caçula, a gente nós empreendemos, criamos uma casa de ração lá na região do Campo Grande, ficamos com elas 3 anos assim, né? Eh, e aí eu voltei trabalhar, ficar fixo mais no CLT, sempre pava oportunidade de venda, tal. Então, empreender sempre me atraiu muito isso, né? Tinha um incômodo no CLT ou não? Tava tranquilo naquela época? Não, tava até tranquilo. Tava até tranquilo, mas o meu incômodo era eh era ambição, né? Sempre fui ambicioso, né? Então, eu tinha essa ambição, não ganancioso, mas eu sempre fui fui ambicioso. São coisas bem diferentes, né? É, são coisas bem diferentes. E eu queria assim sempre que sempre a galera acredita em signo, né? Eu sou taurino, cara, eu gosto de conforto, então precisava de ganhar mais dinheiro e sempre rajando um jeito de ganhar dinheiro. E até então era um empreend, mas sempre foi empreendedorismo assim ou de curiosidade ou também teve eh empreendedorismo de subsistência do tipo, pô, só tinha isso para eu fazer, né? Eh, então trabalhei no CLT, aí depois eu saí do CLT, trabalhei multinacional, eh, parte de CLT, minha primeira formação eletrônica, depois eu mei para software, né? Terminou esse emprego lá na nessa multinacional, eh, saí de lá eh um pouco chateado, decidi empreender. Aí eu montei uma montei uma empresa para produzir software site. Isso era lá em 2003. achava que ia vender muito site, pô. E qu 5 meses não vendia site, que eu não sabia vender site direito na época. Não conseguia vender site. Só que eu tinha aberto a empresa para n finalidades e aí migrei ela para uma oficina uma oficina de e informática eletrônica e redes. Essa empresa durou uns 13 anos, mais ou menos, 12, 13 anos. Então vivi disso. Aí no durante o meio do tempo, aí comecei a vender sites, sistemas e tudo mais. Eh, direi que foi até a minha jornada mais longa, só que ela virou aí teve a transição do de computador para celular. A gente acompanhou isso também, só que as margens estavam caindo e aí começou a ter o que a gente chama de lucro caro. Que que é isso? Dava lucro? Dava, mas eu trabalhava muito, cara, para dar lucro, tirava as contas assim e olha, quase no zero a zero. É, quase no 0 a zero. Quase no zero a zer. E aí um amigo meu, meu Ferson, vem trabalhar comigo, eu pago o dobro do que eu ganhava, que ia sobrar. falei: "Cara, eh, era uma época que precisava de programação tava bem quente ainda, é, né?" Eh, aí eu decidi fechar, fechei essa loja e voltei pro CLT. Aí no CLT eh, eu fiquei mais uns 6 anos de CLT, né? Então, fiquei numa empresa, eh, suíça aqui em Cabriúba, né? Eh, fiquei dois anos ali. Aí depois eu fui pra pra Superlógica Tecnologia, né? que aqui em Campinas. E aí já tava assim, falei: "Não vou mexer mais com empreender nem nada", né? Só que essa superl tecnologia entrei num momento bem interessante dela. Eu entrei num momento que eles estavam eh eles tinham migrado a empresa, a cultura deles para cultura de startup. Eu não conhecia isso, né? Então aí esse vírus me pegou assim, né? De startup e eu fiquei lá 4 anos. Aí eu virei um startupiro, né? A diferença do startupero para quando eu empreend um problema, entendo o problema, vejo se dá para ganhar dinheiro com isso, né, e resolver um problema e e acabo encarando, né? Então o emprego e a superlógica é que me despertou esses gatilhos e me trouxe para criar essas empresas que eu tenho hoje. Quando eu tava na superlógica há 5 anos atrás, eu saí e montei uma consultoria chamado Minira, que ela existe ainda, né? Sou menira onde eu prestava consultoria para um monte de empresa, ainda presto, né, para empresas que queiram inovação, gestão de equipe e tudo mais, projetos, né? Ganhei um dinheiro com isso, juntei capital, aí eu decidi abrir outros negócios, né? Aí disso veio o Diverte, eh, e veio o exponenciáfro, o Diverte, quem veio primeiro? Primeiro o diverte, a ideia, a ideia dos dois vieram juntas, a execução do exponencial feio primeiro, tá? Diverte veio depois, né? Tá? Eh, e linhas gerais, o que que eh qual que que a gente quer resolver com com essas plataformas? Ah, o Diverte, quando eu criei o Diverte, tava na moda, né? Eh, tava bem quente a questão de ESG, né? As empresas estavam correndo atrás de SG e muitas empresas procuravam formas de medir o impacto de diversidade. Isso não tinha. Aí eu procurei, tem estudos nos Estados Unidos que é só estudo baseado no contexto americano, tem nada a ver com contexto brasileiro. No Brasil não tem estudo ou tese para isso. Inclusive o amigo meu quer ver se consegue fazer uma tese com base nisso, não tem dados no Brasil relacionada a isso. Eu vi uma baita oportun falei: "Cara, você então essa plataforma não tinha plataforma queia, né? Aí eu criei a plataforma. Então, diverte, o nome vem disso de diversidade, né? Então, mas eh ela nasceu para criar, para conseguir medir a diversidade e a performance. A base dela é performance. Então hoje, por exemplo, quem contrato diverte, ele acompanha a performance e a diversidade também pode aflorar e aparecer ali. E aí a gente aprofundou a tese, né, Diverte tem uns 3 anos no meio do caminho, a gente mergulhou, nós percebemos que eh a segurança psicológica que garante que a diversidade sobreviva, né, que é um um outro conceito. Então a gente se posicionou, então diverte é uma plataforma de performance com segurança psicológica. Sim, né? Então é isso. A plataforma tá tá vendendo, tá no mercado, né? O exponencia afro ele veio, ele veio, eh, ele veio pílulas. Como assim? Como eu falei, eu sou gosto de empreender, né? E eu tenho um irmão caçor que me acompanha minhas empreitadas, maluco. E em 2021 nós decidimos criar um montar um café, chamava Cafuzes, ficava ali na vila industrial. Por quê? Porque eu tinha conhecido cafeterias especiais, né? Gostava de café especial e tudo mais. Falei: "Pô, vamos criar, não tem nenhum aqui nessa região, vamos criar um do lado de uma faculdade, né? Pós pandemia tava abrindo, falava: "Eu acho que vai voltar ao normal, vamos abrir ali." Esse café durou um ano e tudo mais, quase um ano. Eh, eu decidi abrir a cafeteria. A Cafuses, ela tinha como temática, ela era uma referência eh à cultura negra. Sim. Então eu criei ela assim, toda a decoração, os cardápios foram pensados em em histórico disso, trazia cardápios regionais do Brasil, mas pensando sempre traz um resgate com a questão da cultura negra. Tinha show de música lá também assim negra e tudo mais. Aí tinha montar ali no ali na vila industrial. Aí, por coerência, eu falei: "Cara, se vai ser uma se vai ser uma cafeteria eh com de cultura negra, ambientada para negros?" Então, pô, todos os profissionais que no cercam tem que ser negros, correto? Falei, então eu quero um contador, eu quero uma agência de marketing, quero alguém que faça design, eu quero alugar máquina de café com negros. Cara, meu sócio queria me matar, porque eu atrzi o projeto quase três meses, dois meses e pouco, procurando esses profissionais. Eu não achava os profissionais, não achava. E e por outro lado o que acontecia? Eu tinha assim, eu tinha um excesso de oferta, então eu recebi oferta a todo momento, mas não de profissionais negros. Mas achamos então eh foi legal porque nós achamos o trabalho de excelência, aliás, a gente conseguiu achar muita gente boa nessa jornada, mas foi difícil, né? Aí você vai mesmo link disse você porque você não acha hoje até até melhor, mas lá em 2021 você não achava. Eu falei: "Cara, onde tá essa galera?" É aí, poxa, onde eu encontro? Onde? Eu e ouvia muitos amigos meus falaram assim: "Ierson, na época de SG, né? Ai, é difícil contratar negros porque não tem tanto negros formado." Ó, eu e meus dois, nós somos em três, nós três somos formados. A família da Olinta, minha esposa, são sete, todos formados. Tem gente formada, entendeu? Então assim, só que não achava. Eu percebi que tinha um gato, tinha uma brecha ali. É, falei, pô, entre como conectar o profissional, com quem quer contratar, né? E isso ficou ali, mas não não nasceu dali o exponencial. Aí depois de outros momentos, né, aí a gente vem vai amadurecendo algumas ideias. E aí eu decidi eh eu percebi que tava em por causa do movimento de SG e tava em alta a questão da da de negócios afrocentrados, né? Falei: "Pô, é um momento para eh organizar isso, né?" Falei: "Pô, dá para criar algo". Aí eu decidi criar um grupo, tinha alguns amigos meus de confiança que a gente conversava, a gente criou um grupo exponencial nasceu num grupo de WhatsApp. Então nós ficamos assim e e quando nós criamos ele, nós não criamos ele assim com com a ideia de ser uma empresa nem nada. A gente ficou só querendo discutir para entender, né? Nós ficamos discutindo uns seis, se meses assim de forma contínua, sabe? E aí aconteceu e uma amiga minha, Luciana, advogada, ela me deu uma dica muito importante. Falei: "Aerson, não crie nada agora. Observe, entenda para você decidiir o que fazer". Foi isso que eu fiz. Disso consegui formar uma tese. A tese é que eu não acredito num Brasil rico com negros pobres, né? Então, a tese do exponense eh do exponenciá afro em específico é enriquecimento de negros e antirracistas. Não, então assim, a tese nasceu disso e aí nós vimos que não tinha ninguém especificamente tratando disso, falando disso e aí foi onde a gente decidiu criar criar como empresa, não como associação. Sim. Mas nesse momento você já conhecia o movimento Black Money ou foi a partir disso que você foi procurar? Já, já não, já te conhecia, já estudava. Eh, eu sempre gostei, Kindle na mesa, eu sempre tô lendo alguma coisa, tô sempre atrás de coisa e e testando, né? Então o o Black Money da Nina no Brasil, né, que é uma referência do norte-americano, não, eu estudei Black Money norte-americano, peguei bastante referência de lá, né? Eh, tentei entender o o momento no Brasil, né? Porque e o grande problema de você falar de black money, black money no Brasil é que ele tem que ser algo pro Brasil, porque o contexto brasileiro é muito, mas muito diferente de qualquer país, né? Então, eh, por exemplo, aqui no Brasil nós temos uma grande gama de empreendedores negros, mas são todos periféricos. É outro tipo de negócio, entendeu? Eh, nos Estados Unidos há um é um negócio mais de competição mesmo. Lá os caras têm Harvard, lá os negros têm Howard, então eles vão criando coisas e competição, eles são eles tem uma visão mais segregada das coisas, né? Então é um contexto diferente como referência, como exercício para fortalecimento. Sim, né? Então já já entendia isso. Então circulava, né? Conhecia o Brackman da Nina, conhecia outros movimentos de empoderamento de negros que inclusive em São Paulo, né, que que acontece bastante lá. Então eu já conhecia isso, né? Eh, só que ainda não tava no da forma que eu imaginava que que nós deveríamos ser. Que que é a diferença do exponencia afro para esses outros movimentos, né? A diferença é que primeiro a gente nós queremos ser eh agregadores, a gente não compete com ninguém, a gente se enxerga mais como aquele cubo de Rudic, sabe? Sim. Então, por exemplo, aqui em Campinas tem a o movimento Rosalina, então a gente quer criar uma estrutura que a gente consiga apoiar e fortalecer o movimento Rosalina. Sim. Tá? Sem atrapalhar ela, sem competir com ela, entendeu? Conectar. Então quando as pessoas chegam para mim, conhece tal, tal, vai lá na Rosalina, conhece tal, vai na casa hacker. Ah, então assim, esse é um ponto, né? Outro trazer, eh, então, por exemplo, que eu que é muito comum que eu percebo, tem uma galera que ainda, minha visão pessoal, tá? Às vezes eu falo assim que às vezes tá fica em bebida do ego e, pô, ele quer ser, quer ser o novo zumbi, quer salvar todos os negros. Não, cara, os negros eh nós somos um nós somos muito diversos. Muito diversos. Sim. Não dá para colocar numa caixinha. Por isso que a ideia do cubo, você respeitar todas as diferenças e conseguir fazer com que eles andem, né, e melhore, né? Quando você vem com essa proposta no exponente afro de rede preta de negócios, como que a gente consegue adaptar a realidade, por exemplo, de Campinas? Sim. A de Campinas específico, né? Então, eh, de Campinas, acho que o primeiro ponto é muito é muito é muito interessante isso, porque, por exemplo, primeiro ponto, que que que é o Black Money? O Black Money acha que é só negro comprando com negro, né? E sim, essa é só a premissa básica, mas o conceito de black money é negros gerando riqueza, né? Não é só ai, eu tô comprando com negro, tô fazendo meu papel. Sim, é o básico ali, entendeu? Mas o ideal é que negros consigam também investir, desolver, desenvolver, por exemplo, uma cultura de investimento, né? Então, começar a guardar dinheiro, começar a investir em outros, ter acesso a outros negócios negros. A ideia exponenciá como uma rede de negócios é justamente identificar essas oportunidades. Falar, pô, esse negócio aqui dá para digitalizar, vamos atrás de pessoas que queiram digitalizar isso, né? Ou capital para fundar a empresa. E e esse capital pode ser negro ou não, né? a gente fala da antirracista para expandir esse negócio, né? Então, por exemplo, eu já tenho vários, já tem vários negócios que eu já mapei nessa rede que é perfeitamente eh franqueável, sim, baratas e podem franquear, entendeu? Mas, por exemplo, e às vezes o empreendedor periférico para eh boa parte deles vem por subsistência, ele não tem tempo para ficar planejando. Ele passa a ser centralizador de certa forma. Sim, total. ele confia totalmente nele porque ele fez e e é natural porque ele fez sozinho no braço, cara, é ele 100% e não tá errado isso. E aí os ponentes também, outro ponto que os ponentes faz é tá tentar identificar lacunas. Então, por exemplo, por exemplo, em Campinas a gente tá mapeando, mas assim, a gente só encontrou quatro ou cinco restaurantes e bares negros. Então, se você quiser eh fazer um rap hour, você não tem muita opção. Você não tem muita opção, não. Ainda vou continuar nos outros lugares. Eu vou continuar, tudo bem? Eu não não tô falando assim, mas é importante identificar. É, mas não tem, por exemplo, mas se eu quiser, eh, não, a gente a gente não tem, então assim, ainda tem uma carência de estruturas ali que a gente ainda precisa desenvolver na cidade. A gente quer virar uma plataforma para justamente fomentar esse tipo de coisa, não? O Exponense ele é um projeto até maior, tá? a gente começou com afro, mas a ideia é que a gente promova isso pras mulheres também e pro público LGBT também, né? Então é exponencializar esses grupos, né? O meu ponto com relação ao exponenci afro e eu não tenho muita pressa, eu eu quero mais ter segurança no que a gente tá fazendo, porque assim, eu não posso ficar criando distração para as pessoas, né? né? Então, por exemplo, pô, a gente fez os eventos, dois eventos aí, o conferência, conferência ponencial, nós fizemos as duas conferências, meu, lotaram, achamos o modelo, se pagou, pessoa tá pedindo mais, pô, não foi perda de tempo para ninguém, todo mundo são enriquecido nisso. Isso foi muito bacana. É assim, mexeu muito com a questão de crença da do pessoal. A rede preta de a rede preta de negócios também, todo mundo que tá entrando, tá conseguindo fomentar negócio, ela tá crescendo. Então, assim, o pessoal não tá perdendo tempo, tá? a plataforma que a gente vai construir também. Então, a gente pensa em todos esses aspectos, porque eu acho que hoje tem tanta eh em vez de ser uma metralhadora atirando para todo lado, a gente tem muito certeza do que a gente quer ser. Então, a gente quer ser esse esse cubo, sabe? A gente quer, por exemplo, se a gente a ideia de criar uma plataforma, se a gente conseguir ajudar, por exemplo, o movimento Rosalina com a plataforma, ele vai ser ajudado, entendeu? Então, conectar, né, ajudar a casa tainã, ajudar qualquer movimento, vai ser ajudado, né? Então a gente, os nossos passos são bem assim pensados, não tenho, eu não, eu, eu não tenho pressa de executar, né? Eu, eu, eh, eu tenho, eu só quero que as coisas sejam consistentes, né? Sendo consistente e se paguem, né? Porque no final das contas, se você tiver 10 iniciativas se pagando, você não tem que esquentar a cabeça. Ganhou. Ganhei. Tá certo. Então, muito obrigada, Emerson. E o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que você pode ir lá no youtube.com/tvcâmaracampinas. Você digita [música] ser empreendedor, entra na nossa playlist e conhece aí várias histórias [música] inspiradoras que semanalmente a gente traz aqui na TV Câmara Campinas para você. Até mais. Até mais. Obrigado, hein? 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