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Ser Empreendedor | Empreendedoras transformam a paixão por confeitaria em negócio
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Ser Empreendedor | Empreendedoras transformam a paixão por confeitaria em negócio

857 views Publicado 27/05/2025 HD · 32:10

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Neste episódio do programa "Ser Empreendedor", você vai conhecer histórias inspiradoras de mulheres que decidiram transformar a paixão pela confeitaria em um negócio lucrativo e realizado. Regina Rodrigues, Raquel de Mattos Albieri Corrêa e Fernanda Nunes Aranha compartilham como começaram, os desafios enfrentados e as conquistas obtidas ao empreenderem no ramo da confeitaria em Campinas. Regina Rodrigues, da Sabores da Infância, é um exemplo clássico de reinvenção. Natural de Bastos (SP) e formada em Educação Física, Regina sempre gostou de confeitaria, mas foi em Campinas, há 13 anos, que essa paixão virou profissão. Decepcionada com uma encomenda de docinhos para o aniversário do filho, ela decidiu estudar confeitaria para oferecer produtos melhores. Seu investimento inicial foi simples: os próprios utensílios de casa. Com dedicação, especialização e muito amor, a confeitaria prosperou. Hoje, ela conta com a ajuda de duas pessoas, do marido, que deixou o antigo emprego para se dedicar ao negócio, e do filho de 14 anos, que também já ajuda na produção. Do outro lado dessa doce jornada, temos a história da Amorah Confeitaria, comandada por Raquel de Mattos Albieri Corrêa e Fernanda Nunes Aranha. Raquel também é formada em Educação Física e, após 18 anos atuando na área, viu sua carreira mudar com a pandemia. Em casa, começou a fazer doces sem glúten para vender a amigos. Com a crescente demanda, firmou uma parceria e começou a vender para uma loja especializada em pães sem glúten, que a conectou a Fernanda — uma cliente fiel que, por ter um filho com restrições à lactose, buscava doces mais saudáveis. Dessa amizade surgiu uma sociedade, e juntas abriram a primeira loja no Cambuí, em Campinas. O sucesso foi tanto que logo expandiram para um espaço maior, na movimentada Avenida Princesa D'Oeste. Esse programa mostra como a confeitaria vai além de fazer doces — é uma oportunidade real de negócio, principalmente impulsionada pelas mudanças no comportamento dos consumidores. Cada vez mais, os clientes valorizam produtos que unem sabor, estética e funcionalidade. Dados recentes da Mordor Intelligence indicam que o Brasil responde por mais de 60% do mercado de confeitaria da América do Sul, com uma receita prevista de US$ 11,86 bilhões em 2024. A expectativa é de que esse setor continue crescendo, chegando a US$ 18 bilhões até 2030. O consumo brasileiro também impressiona: somente em 2024, a média estimada foi de 9,7 kg por pessoa, com previsão de alcançar 2,21 bilhões de quilos até 2029. Esses números refletem uma grande oportunidade para quem, assim como Regina, Raquel e Fernanda, deseja empreender nesse ramo que, além de lucrativo, é cheio de afetividade e criatividade. Assista ao vídeo completo e se inspire com essas histórias reais de mulheres que transformaram a confeitaria em um verdadeiro empreendimento familiar e comunitário. Deixe seu comentário contando o que achou, curta e compartilhe com quem sonha em abrir seu próprio negócio! 📢 Participe! Qual foi a parte da história que mais te inspirou? Você também pensa em empreender? Deixe sua opinião nos comentários! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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O mercado de confeitaria no mundo está em alta e o Brasil segue a mesma tendência com uma expectativa de consumo de 2.21 bilhões de kilos até 2029. Para se ter uma ideia, apenas no ano passado o consumo médio por pessoa foi de 9.7 kg. E é neste contexto que o ser empreendedor de hoje mostra negócios voltados para este segmento com o público que tem vários perfis. [Música] Segundo a Mor Intelligence, o Brasil responde por mais de 60% do mercado de confeitaria na América do Sul, com uma receita de R$ 12 bilhões deais em 2024. Paralelamente, o continente sul-americano também apresenta um crescimento expressivo com previsão de atingir 18 bilhões de dólares até 2030, segundo os dados. E essa tendência de expansão reforça as oportunidades de inovação e fortalecimento da confeitaria brasileira, o que proporciona cada vez mais oportunidades para quem tem o propósito de empreender com bolos e doces, como o caso da Regina, que começou seu negócio em um município de um pouco mais de 21.000 1 habitantes e que escolheu Campinas para que pudesse crescer e expandir. Eu morava em Bastos, era tinha uma loja de roupa e no aniversário engravidei, tive um Murilo. No aniversário dele de primeiro, de um ano de idade, eu recebi uns doces. Eu falei: "Nossa, mas não era isso que eu queria receber". E ali me deu um espalo, fiz a festa do meu filho, tudo aconteceu e dali eu comecei a pesquisar sobre doce, sobre técnicas e tudo mais. Foi quando eu falei, vou começar a fazer doce. Meu marido falou assim, você tá doida, né? Tipo, loja de roupa com doce não vai dar certo? Falei: "Não, mas é o meu desejo de ficar mais em casa perto do Murilo. Era uma forma de de estar ali, eu fazendo doce, o Murilo em casa. E foi na loja de roupa você não conseguia ter ele por perto. Conseguia, mas daí eu tinha que ir para São Paulo buscar roupa e tá viajando pro Paraná e ter deixar ele. Eu deixei o Murilo com 4 meses com com uma amiga minha para mim ir para São Paulo, né? Então aquilo já tava ficando muito cansativo. Eh, de repente eu precisava trocar ele ali, por mais que eu tinha eh funcionário ali comigo, mas mãe de primeira viagem, você quer tá ali, né, perto. E foi um estalo mesmo. Eu falar assim, eu vou começar a fazer doce e fiz. Como foi essa essa esse período de pesquisar, decidir fazer doce e avisar todo mundo, olha, agora eu faço doces. Sim, começou assim. Eu pesquisei sobre os doces, vi umas, vi uns modelos de doce na internet, que que era um pouco mais difícil a internet hoje do que, né, antes, né, de você pesquisar e tudo mais. Eu falei, eu vou fazer. Fiz. Fui na Associação Comercial, onde eu conheci as meninas que trabalham lá e falei: "Gente, tô fazendo doce. Se vocês souberem alguém que queira fazer, as meninas, re, mas e a lógica e vai continuar, mas eu vou fazer doce." e deixei lá com elas. Passou uma semana, as meninas da associação me mandou: "Raravilhoso seu doce, eu quero 200 doces". E daí ela até essa daí chama Alessandra Segura. Foi da onde que começou tudo na minha vida e foi assim, como é uma cidade muito pequena, começou rê, eu quero 200, eu quero 300, eu quero 400 e assim foi indo. E quando eu vi, eu já tava envolvida na confeitaria sem sem grandes eh expectativas, né? Porque eu não imaginava, não imaginava mesmo viver da confeitaria e viver tão intensamente a confeitaria igual eu vivo hoje. Mas naquele momento você deixou a loja? Deixei. Daí a gente ainda, eu tentei mais um ano com a loja, tinha a menina que tava lá, daí buscava roupa, fazia as festas, mas daí eu falei: "Não quero mais". Decidi vender a loja. Foi um uma um momento muito difícil para mim, porque era um sonho também. Mas eu fui atrás de algo que mexesse mesmo comigo, né? E aquilo ali me envolveu muito. Seja eu pesquisar, entender o que o cliente queria. Às vezes a mãe falava: "Hê, meu filho, ele ele gosta assim, ele gosta dessa cor, tem como fazer". Eu pesquisava aquilo lá. Então aquilo era prazeroso para mim e entregar e entender que eu tava entregando não só doces, né? Que eu tava entregando além daquilo lá. E daí foi aí que surgiu a pesquisa do nome Sabores da Infância, porque eu lembrei muito da minha infância. Na minha casa, minha mãe sempre foi muito de fazer bolo, muito. Então, o cheiro daquele bolo me remetia a algo muito bom. Eu falei: "Eu quero isso, né? Eu quero levar isso também pras pessoas. Eu quero que elas sinta algo que hoje a gente já não sente mais, né? Que é você comer algo e falar: "Nossa, que gostoso, né?" Ou foi feito para mim aquilo lá. E foi quando a gente começou a fazer e foi tudo acontecendo, foi indo e hoje estamos aqui há quase 14 anos. Você começa então com os sabores da infância lá em Bastos. Como foi essa questão de trazer toda essa proposta para Campinas? Foi muito sofrido, muito mesmo. Foi o momento acho que mais difícil da minha vida. Mas foi uma decisão profissional? Foi uma decisão pessoal que você veio para Campinas e trouxe o negócio junto? O meu marido veio a trabalho para cá e daí ele, né, a gente numa cidade que lá é a capital do ovo, uma cidade muito pequena e ele veio para cá, ele falou: "Amor, em Campinas é onde você pode crescer, aonde você consegue expandir o que você quer fazer, né? Viver da confeitaria". Mas lá eu já vendia muito, lá as pessoas já me procuravam. Eh, quando eu saí de lá de Bastos, eh, deixei várias pessoas assim: "Eê, mas e a minha festa? Se meu casamento não vai conseguir se eh lá é quanto de distância daqui? Deve dar uns 500 km mais ou menos. É um pouquinho distante. Então assim, então foi muito sofrido porque quando eu cheguei aqui em Campinas que daí você fala: "Ah, eu vouar de grande melhor, não sei o quê". Mas quando você chega aqui você é um uma gota d'água, né? Mas aí graças a Deus a gente, eu fui morar no bairro São José e lá coloquei minha plaquinha. Aos finais de semana, eu e minha esposo eh panfletava. A gente mandou fazer cartazes, eu colocava assim nos lugares, nos postos, ia no posto de saúde, falava. Eu falava: "Não tem que acontecer, não é possível, né? Se Deus me colocou para cá, é porque eu vou tem que acontecer, né?" E a gente acreditou naquilo lá. E daí no bairro São José a gente começou a ser conhecido. Hoje assim eu falo que se eu estou em Campinas é graças a às pessoas de lá que continuam sendo assim além de clientes e meus amigos mesmo, aqueles que me incentivaram a a continuar a vender, a fazer. Então foi ali, mas foi um trabalho muito minucioso de formiguinha, de fazer um bolo num final de semana, mas lá não era loja. Ainda não era a loja. E daí? Só que lá eu sentia a vontade de ter um balcão, que as pessoas falavam: "R, mas eu não tenho um pudim, não tenho um doce para mim buscar, né?" Eu falei: "Eu vou fazer a vitrine". Então começou a vitrine sabores da infância e era uma vitrine, uma vitrine que eu comprei usada assim, eh, pequena, mas ali a gente colocava os doces e as pessoas iam lá. E daí todo mundo falava, falava: "Gente, esse final de semana vai ter a vitrine sabores da infância". Então, as pessoas já sabiam que ia ter sobremesa lá e iam lá buscar. Mas isso na garagem da minha casa. E foi quando a gente começou a hã a ter o anseio de ter um outro lugar. Ah, e lá no São José ainda meu esposo trabalhava fora. E só que a demanda começou e quando foi, acho que em 2015, mais ou menos, 2016, eu falei: "Ou você vai voar comigo ou eu não vou conseguir mais". Ele saiu do trabalho para vocês empreenderem juntos. saí, ele largou algo que era fixo dele. Eh, e o homem ele é provedor, né? Então, assim, o a o medo de, né? E aí eu falei para ele, mas vai acontecer porque assim, desde Bastos eu acreditei que daria certo. Então, assim, eu falei que eu sabia que ia acontecer, eu acredito que vai acontecer ainda mais coisas, mas eu já acreditava, falava: "Vai ser, eu vou viver disso daqui". Porque se começou dessa maneira e foi do jeito que foi vai acontecer. E ele vendo, né, o movimento que a gente tinha e tudo mais, porém a gente tem já tinha um filho, tinha aluguel, né, tinha as despesas, mas ele veio, ele falou assim: "Eu vou e vamos acreditar e confiar que Deus tem o melhor pra gente". E aconteceu e hoje tá o Murilo tá comigo, né? Eu falo que se eu entrei na confetaria por causa dele, hoje ele continua comigo, ele é, né, sai da escola e já vem para cá. E o meu esposo trabalha comigo, né? Eu tenho hoje uma filha também que desde bebezinha, então se eu tô confeitando, se eu todo momento ela sempre tá comigo. Então algo que eu queria viver, eu consegui eh através da da das minhas mãos, do que eu faço, manter a minha família ali comigo juntos. Então, a gente é uma família que trabalha com confeitaria. E nessa trajetória da família trabalhar com a confeitaria, qual foi o processo de fomentar eh toda a economia para inclusive ter essa loja? Eh, eu falo que foi muita persistência, muita dedicação e abri mão de muita coisa, porque não é fácil, até hoje não é fácil, gente, viver da confeitaria. Eu falo que eh se Você mora lá no São José e tem um negócio aqui? Não, agora eu moro no bairro Santa Maria, que é próximo, né? Mas eu morei aqui, inclusive aqui era meu quarto, né? Então assim, a gente ficou aqui, então não podia sair porque eu não conseguia pagar dois aluguel. No começo era loja e casa e casa, só que ninguém via porque era tudo fechado, né? Mas as pessoas sabiam que a gente morava aqui dentro. Eh, quando minha filha nasceu era choro de neném e as pessoas comprando, mas não tinha como, né? E daí, eh, a gente foi indo, foi guardando as economias, eh vi assim, ah, tá, alguém tá, eh, eh, vendendo um balcão, é isso que a gente vai buscar. Então, vamos juntar, a gente precisa juntar as economias e comprar aquilo lá. e foi indo e até que num culto, né, que a gente foi, meu pastor falou assim que a gente tinha que começar com as armas que a gente tinha. E daí aquilo lá para mim foi um estalo. Eu falei assim: "Eu tenho que começar com as armas que eu tenho, porque senão a gente nunca vai chegar naquilo que eu quero, a loja que eu né, eu vou conquistá-la, mas se eu tenho que conquistá-la com ela aberta". E foi daí quando a gente começou. Com o propósito de crescer, a família colocou a mão na massa também na reforma e no passo a passo, na conquista desta loja, enfrentou desafios. Aqui tem bolos para festas, doces tradicionais e na vitrine muitas opções que carinhosamente tem a Regina com as auxiliares na cozinha. Quando meu marido ele mateu assim a, né, quebrou a primeira parede ali. Vocês mesmos que fizeram? Sim. as paredes a gente quebrou porque assim não tinha condições de ter um pedreiro também, né? O pedreiro falou assim: "Ó, eu venho, vou fazer assim, assim e, né, e vai ficar tanto". Eu falei: "Não dá". Eu falei: "Se a gente já te entregar dessa maneira, fica tanto?" Eu falei: "Então dá." E daí eu falei, "A gente vai ter que fazer". Então, assim, tem vídeos, tem um processo da gente acreditar naquilo lá, que não é em vão cada marretada que a gente tava dando e sair daqui, né? entender que aqui seria uma loja e abrir um espaço, acreditar que aqui no meu quarto seria um lugar onde as pessoas hoje sentam e nem imaginam. Tem gente que nem é nem sabe que aqui a gente viveu, mas eu sempre gosto de frisar que se você quer começar, a gente tem que começar assim. Você tem que abrir mão de algumas coisas. Eu abri mão de ter uma casa de de repente num domingo acordar e não ter que já ter gente na minha casa, né, querendo ou gente ligando, tinha gente que vinha aqui porque sabia que a gente morava aqui, tem bolo e a gente vai fazendo conferização agora à noite. Então a gente passou por esse processo também. É ele que que lida com essa parte financeira. Eu falo que eu sou o marketing, eu sou a confeiteira, eu sou, né, essa outra parte, o financeiro é com ele. No no no quadro atual que a gente tá, eu falo que tá difícil, tá muito difícil, as coisas subiram muito, subiu o ovo, desde o ovo até a embalagem que vai, então tudo teve o aumento e a gente não consegue transferir 100% para pro cliente final, né? Porque senão a pessoa ela espanta também, da mesma maneira que a gente também fica espantado. Teve produtos nossos que subiam mais de 70 o chocolate a gente teve uma alta que foi uma alta absurda, que ninguém tava esperando. É, então eu falo que a gente tem passado por cenários desafiadores, mas que com um jeitinho aqui, um jeitinho ali, economizando e entendendo que a gente precisa passar por esse processo, Deus ele tem abençoado muito e a gente tem lidado muito bem com essa situação. Tenho várias amigas minha que hoje estão na confeitaria por entender o acho que por ver o nosso amor, com a nossa dedicação. Você inspirou pessoas? Sim, eu tenho hoje eh duas amigas que hoje elas vivem da confeitaria, largaram empregos mesmo e hoje vive da confeitaria. Eh, e através do meu trabalho. Então eu falo assim, então eu falo: "Então, quando você inspira as pessoas a mostrar que não é fácil, eh, no cenário que a gente vive, que as coisas estão mais difíceis, manter, né? Hoje eu já tenho mais duas meninas que trabalham comigo. Eh, eu falo que é muito desafiador é todos os dias você acordar, acreditar que vai dar certo e vou ter que vender. E assim tem ido, tem tem acontecido. Eu quero que as pessoas elas recebam algo além do que seja só um bolo, que seja só um doce e que eles sintam que foi muito amor. Tanto eu, eu falo que eu tenho duas, duas anjas que trabalham comigo hoje, que elas entendem isso daí, que elas entendem o que eu quero passar pras pessoas e elas fazem assim perfeitamente. Então eu falo que, graças a Deus, a gente é uma equipe pequena, não penso em expandir de de eu já tive assim propostas de e vamos firmar parcerias aqui, a gente abrir em processos grandes. Para mim seria muito vantajoso, mas daí perde a essência de eu est produzindo algo é artesanal. Eu falo que quando você começa, né, fazer a gente trabalha assim às vezes final de semana que é 40, 50 kg de bolo, que eu não sei como que a gente consegue fazer atender da maneira que a gente atende, mas eu penso ainda em reformular a doceria, mudar algumas coisas. Eu ainda não cheguei na doceria que eu quero chegar, mas dentro desse padrão de estar aqui com com meu esposo, de estar com o meu filho, de poder hoje ir numa numa reunião, né, de escola, de ter essa convivência. Então, as pessoas elas que elas adentrem aqui dentro, que elas sintam que aqui é uma empresa familiar e que algo assim que eu falo que foi grandioso, que Deus ele fez na nossa vida. Então, hoje aqui é a resposta das nossas orações. O meu futuro é continuar levando além de bolos. É isso que eu faço. Eu não entrego bolo, eu entrego sonhos para as pessoas, né? [Música] De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 1% da população é celíaca. No Brasil, estima-se que 2 milhões de pessoas vivem com a doença, sem contar 8% de crianças que têm alergia ou intolerância ao leite. E é pensando neste público que as empreendedoras abriram o seu negócio também dando direito para que eles adossem a vida. Intolerância à lactose é a incapacidade de digerir a lactose, que é o açúcar do leite. O problema é resultado da deficiência ou ausência de uma enzima intestinal chamada lactase. Ela possibilita decompor o açúcar do leite em carboidratos mais simples para sua melhor absorção. A alergia é uma reação imunológica diversa às proteínas do leite, que se manifesta após a ingestão de uma porção, por menor que seja, de leite ou derivados. A mais comum é alergia ao leite de vaca, que pode provocar alterações no intestino, na pele e no sistema respiratório, como tosse, bronquite, por exemplo. A intolerância ao glúten caracteriza-se pela incapacidade do organismo de digerir adequadamente o glúten, uma proteína encontrada em cereais como trigo, cevada e senteio. A doença celíaca é autoimune, ou seja, o sistema imunológico ataca o revestimento do intestino delgado em resposta à ingestão de glúten. Por isso, leva danos na mucosa do intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes e levando a quadros potencialmente mais graves. Já a intolerância ao glúten componente autoimune da doença celíaca, por isso não está associada a danos intestinais significativos. A Raquel, que é educadora física e sempre gostou da gastronomia, começou se interessar por alimentos voltados a este público durante a pandemia. Nesta trajetória, conheceu a Fernanda, que devido à restrição alimentar do filho à lactose, buscava doces sem leite e derivados. Após uma compra, se tornaram amigas e hoje são sócias nesta doceria que trabalha com delivery e retirada. A paixão por pela gastronomia foi sempre, desde pequeno. Tenho memória afetiva, né, com comida. Acho que comida é memória, traz muitas memórias afetivas. A gastronomia, na verdade, começou com meu tio, que ele me levava para muitos lugares, enfim. E aí foi crescendo comigo essa paixão sempre por gastronomia, mas eu sou educadora física de formação. Eu trabalhei por uns 18 anos mais ou menos na área. E aí com a pandemia veio a ideia dos doces porque eu sempre fui apaixonada por comida, tanto salgado quanto doces. E aí na pandemia eu comecei a me aventurar em casa, eh, nesse universo do sem glúten, sem leite e vi uma oportunidade. Comecei a vender para alguns amigos, né? né? Comecei a fazer fazer testes e pra gente consumir em casa. Depois foi ganhando corpo, eu fui levando para alguns amigos provarem e aí começaram as vendas e aí a foi aumentando. Isso em casa ainda? Isso em casa ainda. E aí você ficou quanto tempo em casa? Em casa foi um ano mais ou menos em casa. E aí eu conheci uma moça que fazia pães, né? Que também, como eu gosto desse universo, eu também consumo, né? Então eu passei a comprar pães dela e ela tava com uma com querendo uma parceira para compartilhar a cozinha, porque ela também era eh atendia eh esse universo sem glúten e sem leite. E aí surgiu essa oportunidade de eu dividir a cozinha com ela só com o delivery. Sim. E aí? E e aí eu fui com medo, né? Mas fui porque era foi eram todo tudo na minha casa. E aí com a venda dos doces eu fui e comecei a investir eh para sair da minha casa e ir pra cozinha. E aí foi crescendo, foi aumentando. E ainda no modelo delivery. No modelo delivery era só retirada e entrega. Sim. E você ficou quantos anos nessa cozinha? nessa cozinha há quase um ano. Quase um ano. É um quase um ano. E aí depois surgiu a oportunidade da sociedade com a Fernanda, que era minha cliente, que o filho dela era alérgico. E aí a gente se conheceu, ela gostou muito dos meus doces e e aí a gente começou a construir essa essa ideia, né, de de loja física da sociedade. Tá. E qual é a proposta? Você falou inclusive dessa questão de sem glúten, sem lactose. Qual que é a proposta quando a gente pensa em além dessa memória afetiva também ter esse público alvo? É a ideia, na verdade, como eu gosto muito de consumir, eu sempre gostei de consumir de da gastronomia, mas de coisas mais saudáveis, então eu sempre me alimentei de forma mais saudável, né, de diversificada. Então, a ideia foi para atender tanto o público que prefere não consumir, né, por questões de de ingredientes mais saudáveis, né, que levam os doces, quanto eh pro universo de atender pessoas que querem comer, que gostam de comer, assim como eu, e não com e não e tem dificuldade de encontrar eh coisas gostosas, saborosas, né, com restrições, pessoas que têm restrição. Então eu pensei numa numa doceria, né, numa confeitaria inclusiva, né? E quando você fez essa escolha, foi mais intuitivo ou você chegou chegou a fazer uma pesquisa de mercado? Na verdade, foi mais intuitivo. Na verdade, eu sabia que esse mercado tava crescendo, né, de de olhar para para o Instagram, redes sociais, na verdade, né? E e aí as coisas foram crescendo, esse universo foi crescendo, eu vi que a demanda estava aumentando, né? As pessoas estavam querendo consumir mais ou não podiam também consumir o tradicional, né? E aí, na verdade, foram as duas coisas juntas. E quando você pensou lá naquela primeira receita na sua casa e hoje no leque de opções que você tem, fala um pouquinho dessa evolução. Eh, a o a cozinha, a cozinha sem glúten muito mais difícil que a tradicional, né? Então tem uma toda uma combinação para que dê certo, para que fique saboroso, porque a gente preza muito o sabor. Somos duas taurinas que gostam de comer e a gente preza muito pelo sabor. Então, foi são muitos testes para chegar numa receita e aí foram foi intuição, as coisas começaram com as coisas que eu gosto de comer, com os meus interesses, porque daí você sempre vai por onde, né, você gosta mais. Era mais chocolate. Era nem tanto. Eu gosto também do universo do chocolate, mas é, a gente tem bastante coisa de chocolate, mas mais bolos e coco. Eu sou muito do eu amo coco. Então, um dos primeiros bolinhos foi o de coco, que é sucesso também aqui na loja. Então, eh, o coco era mais e os bolinhos, bolos caseiros assim, mais tradicionais. E aí quando você então tem uma sócia Fernanda, vocês decidem abrir uma loja física. Como foi pensar no investimento nesse espaço? Vocês já tiveram esse investimento de volta? Fala um pouquinho desse processo. É, foi um desafio, né, porque a gente foi eh a gente fez essa divisão, né, e aí ia 50 50% cada uma. E aí nós somos com as nossas possibilidades mesmo. Eh, a gente não teve nenhum eh investimento, o investimento foi nosso mesmo. A gente não recorreu a a crédito nem nada, né? Depois quando a gente veio para essa loja, porque a gente começou no Cambuí, a loja física, e nós mudamos para cá esse ano, nós ficamos dois anos lá e esse ano a gente veio para para cá para um espaço maior. Foi uma decisão estratégica, foi para para atender melhor nosso público, porque a gente tava um pouquinho apertadinha na outra cozinha e a gente foi expandindo, expandindo, né? o nosso negócio foi crescendo, então a gente viu essa necessidade de de mudar para uma cozinha maior, eh, um lugar que tivesse mais vagas também pros clientes estacionarem. Então, foi nesse sentido, a gente pensou na logística, né, mas continua sendo delivery e retirada, né? Antes a gente tinha e é um espaço pr as pessoas retirarem, as pessoas podem consumir um docinho aqui, mas o nosso principal é são as retiradas e os deliveries. Sim. E a cozinha é aqui mesmo? A cozinha é aqui mesmo, sim. E como ficou lá a cozinha com aquela parceria? Ela continua no negócio dela ou não? Ela não mais, mas aí a gente é aí a gente ela ela teve bebê, foi mãe e e aí ela optou por por deixar o negócio, na verdade. Em que momento você passou de consumidora para empreendedora? me fala um pouquinho da sua trajetória. Eh, eu eu meu filho tinha a pele V, que é a alergia da proteína do leite de vaca. Então, a partir do momento que eu descobri que ele era alérgico, eu comecei a tentar produzir doces, porque eu também sou uma formiguinha. E acabei conhecendo a Raquel por conta da divisão da cozinha com a Ana, que era minha amiga pessoal, e acabei consumindo tantos doces dela que virei amiga. Eh, e resolvi trabalhar com isso. E antes você fazia o quê? Eu sou fisioterapeuta. Já trabalhava com fisioterapia? Já. Hoje une as duas coisas ou saiu da fisioterapia? Ainda tenho uma meu estúdio de pilates. Ah, então você tem dois empreendimentos. Tenho dois empreendimentos e uma criança. E uma criança. E como ficou então pensar em, né, a fisioterapeuta que ama doces e a partir de uma dor resolve empreender justamente com aquilo que antes era talvez esse motivo da dor, né? Sim, foi um motivo de muita alegria, assim, quando eu conheci a Raquel, porque eu tinha criança pequena e eu tentava fazer as coisas em casa, com cursos que eu comprei na internet, era um pouquinho mais complicado. E foi um momento de muita felicidade, porque eu achei que doces que eram saborosos, né? Então, eu já tinha comprado doce de várias outras pessoas, já tinha mandado trazer doce de outras cidades. Eu nunca tinha achado um doce gostoso. E aí quando eu conheci ela, eu falei: "Não é isso que eu quero fazer. Eh, eu quero participar desse mundo". e propus a sociedade para ela. E aí, para participar desse mundo, qual é a sua parte? Que que você faz? Você ajuda na cozinha, na administração? Me conta um pouquinho. É, a gente tem mais ou menos as mesmas funções aqui na loja, tanto de atendimento ao cliente quanto de preparação de produto. É. E como você faz para conciliar com o seu outro empreendimento? É, acabou que eu fico muito pouco lá no meu outro negócio, eu acabo ficando praticamente aqui direto. Eu a só fico lá na segunda-feira, que é o dia que a loja não funciona, e os outros dias eu tô integral aqui na loja com ela. Como foi essa estratégia de mudar para um novo endereço, ampliar a loja? Como foi a conversa entre vocês paraa tomada de decisões? o nosso espaço tava ficando muito pequeno, eh, difícil para receber os clientes, difícil para os clientes estacionarem. Então, a gente começou a procurar, a gente gostaria eh de um espaço maior com eh um uma recepção mais agradável, né, para receber as pessoas. E eu moro aqui próximo, então acabei vendo que tinha esse imóvel para alugar, conversei com as proprietárias e a gente acabou optando por vir para cá, que é um espaço bem maior do que a gente tinha lá no outro lugar. Quando a gente pensa e nesse público segmentado, tanto em relação ao leite quanto em relação ao glúten, como que você analisa esse mercado hoje? Eu acho que é um mercado eh um potencial de crescimento enorme. A gente atende muitos alérgicos, muitos muito intolerante. Eh, e cada vez mais pessoas vêm descobrindo, né, as alergias, as intolerâncias, eh, se interessando mais por comer mais saudável, né, por um estilo de vida mais saudável, menos inflamatório. Então, é um mercado que tá crescendo bastante. A gente tem cada vez novo, muitos mais novos clientes. Então, tá sendo assim muito bom pra gente. Vocês já fizeram um movimento, um segundo movimento? Primeiro abriram negócio juntas, depois decidem pela mudança. Quais os próximos passos? A gente a gente pretende ir para para São Paulo, porque a gente tem muitos nós temos muitos clientes, eh, de outras cidades e de São Paulo capital que pedem muito a morar lá. Então, a gente pensa em expandir. Eh, estamos pensando seriamente em começar com uma venda, né, ponto de venda em São Paulo e aí quem sabe mais pra frente uma morar em São Paulo. Por enquanto tudo produzido aqui. A gente tá bem contente, assim, a gente tem bastante pedidos, bastante bastante clientes, a gente tem alguns parceiros, né? Mas hoje vocês já então vendem para lá? Eh, esporadicamente a gente faz venda a cada dois meses, mais ou menos. a gente eh faz um compilado de pedidos e leva para todas as pessoas que fizeram uma encomenda. Sim. E aí você falou que já tem essa esse estudo com parceria e tudo mais. São pessoas, empresários de São Paulo. É, na verdade a gente tem parceiros aqui de Campinas, mas que são reconhecidos nacionalmente. Sim. Eh, que fazem divulgação nacional. por exemplo, a Kátia Haranaca, que é nossa parceira, então ela tem um um público do Brasil todo. A gente tem outras parceiras nutricionistas que também tem público, atendem não só Campinas, né? Então isso ajuda bastante na nossa divulgação. [Música] เฮ [Música]
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