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Ser Empreendedor | Empreendedoras que Lucram com Semijoias
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Ser Empreendedor | Empreendedoras que Lucram com Semijoias

677 views Publicado 03/08/2025 HD · 31:16

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Você acredita que é possível transformar R$300 em um negócio lucrativo que fatura até R$150 mil por mês? No programa de hoje, você vai conhecer a história inspiradora de duas empreendedoras que fizeram exatamente isso no concorrido mercado de semijoias — um setor que cresce ano após ano e atrai milhares de mulheres em busca de autonomia financeira. Recebemos Adriana Valverde (@avpratafina) e Eliene Chaves (@elichavessemijoias), duas empresárias que começaram do zero, enfrentaram desafios e hoje se destacam com negócios que combinam beleza, estratégia e empoderamento feminino. 🔍 Segundo levantamento da Mordor Intelligence, o mercado de joias e semijoias no Brasil está estimado em US$ 3,59 bilhões em 2024, e deve atingir US$ 5,34 bilhões até 2029, com um crescimento médio de 8,31% ao ano. Isso mostra que empreender nesse setor pode ser uma grande oportunidade — especialmente para quem sabe identificar o público certo, trabalhar com peças de qualidade e criar uma marca com identidade própria. 💬 Ao longo do programa, você vai acompanhar: Como a pandemia impulsionou o início do negócio de Adriana Valverde com apenas R$ 300 reais; A virada de chave de Eliene Chaves, que deixou o CLT para empreender de forma 100% independente; O poder das peças personalizadas, que conquistam clientes exigentes e ajudam a elevar a autoestima de quem usa; A importância da presença digital e das redes sociais para vender mais; Como funciona o modelo de venda consignada e por que ele pode ser uma boa opção para iniciantes; E ainda: as melhores dicas sobre precificação, escolha de fornecedores, formalização do negócio como MEI e atendimento humanizado. 📈 De acordo com o SEBRAE, o investimento inicial no segmento de semijoias é considerado médio, entre R$ 500 e R$ 3 mil, e pode gerar rendimento médio de R$ 20 mil mensais — tudo depende da dedicação, planejamento e posicionamento de marca. ✨ Seja como renda extra ou como mudança de vida, a história dessas empreendedoras mostra que é possível alcançar o sucesso com poucos recursos e muita determinação. Assista agora, inspire-se e descubra como você também pode dar o primeiro passo rumo ao seu próprio negócio! 📌 Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Em um segmento que cresce 8% ao ano, trabalhar com semijoias exige um olhar antenado com opções personalizadas e também para aqueles que queiram complementar o visual com acessórios e para além disso dar oportunidade para quem queira empreender. [Música] De acordo com o levantamento da Mordor Inteligência, o tamanho do mercado brasileiro de joias é estimado em 3.59 bilhões de dólares em 2024 e deverá atingir o 5.3. 34 bilhões até 2029, crescendo a um KGR de 8.31% durante este período. O amor pelas joias começou quando a Adriana era bem jovem. Ela já empreendeu em outro segmento, mas a pandemia da Covid-19 em 2020 mudou os rumos e levou a empresária a se reinventar em um novo empreendimento com apenas R$ 300. O meu primeiro emprego foi bem novinha, tinha 11 para 12 anos e eu trabalhava numa boutique e eu comecei passando roupa mesmo, né? Mas tinha que cuidar das joias e ninguém gostava de cuidar. E daí a dona ficava super feliz que eu tava sempre limpando, arrumando e deixando tudo em ordem. Então, sempre foi a minha paixão. É, era joias assim, né? Bijuteria, semijoiia, prata. e ouro principalmente, né, que eu sou apaixonada por ouro porque meu vô presenteava muito a minha avó. É essa coisa que antigamente existia, né, do homem presentear a mulher que se ama com uma joia. Hoje em dia tá mais difícil isso, né, mas é um símbolo de amor, porque é um presente, né, um presente, uma coisa assim bem significativa que você vai guardar. é uma herança, né, que você pode passar de geração em geração pros filhos. Então, né, as joias que eu tenho são da minha mãe, que foram da minha avó. Isso é muito gostoso, né? Sim. Então, e a partir disso, quando, com quantos anos você tá? Você falou: "E vou trabalhar para mim". E o que que você foi fazer? Então, eu trabalhei um um tempo com um ramo de festas. Eh, era muito bom. que você que você tinha um bifet. É, não, eu tinha um bifetinerante, então era assim, eh, pipoca, algodão doce, cama elástica. Fiquei nesse ramo quase 12 anos. Foi muito bom, mas era muito cansativo, muito, muito, muito. A joia ela é prazerosa, né? Porque você tem, ah, mais tempo, você tem como programar as coisas, comprar com calma, vender e tal. A festa não, a festa é aquela ansiedade de montar a festa no horário e tal. Então eu queria muito sair desse ramo. Mas o que que aconteceu que te aproximou novamente das joias? Das joias. Bom, no na pandemia eu fiquei um tempo em casa parada, né? E comecei a pensar: "Meu Deus, que que eu faço? que que eu faço, né, para ganhar um dinheiro que eu tinha acabado de ter a segunda filha, precisava de uma renda, tava sem trabalho, minha mãe tinha falecido, várias coisas aconteceram e eu tava com pouco investimento, pouco mesmo, e com o nome surgio. E eu tentei ser revendedora de várias pessoas e ninguém me deixou ser revendedora porque eu estava com o nome sujo. Daí eu falei: "Bom, eh, eu vou ter que investir de alguma forma, né?" E uma amiga da minha sogra, da minha exgra me ajudou. Eh, ela emprestou umas joias que estavam paradas na casa dela, que era da nora dela. Ela falou: "Dri, tenta vender e vamos ver no que dá, né? Porque tá parada aqui." Eu morava num bairro muito simples, chama Vilage, lá em Barão Geraldo. E menina, foi sensacional. Pessoal buzinava, entrava, comprava, saía na pandemia. Foi assim muito, muito, muito bom. Tipo, em duas semanas eu vendi tudo, eu tinha Natura, outras coisas e fui indo. Daí a minha cunhada virou para mim e falou assim: "Hri, vamos comprar prata. Eu achei um lugar muito bom, investe nisso." Eu falei assim: "Nossa, eu tenho R$ 300 e eu vou investir nisso". E menina, eu fui comprei o primeiro kit meu de R$ 300, coloquei nome, coloquei tarjetinha, comecei a fazer caixinha, tudo isso que eu gosto muito dessas coisas, desses detalhes, né, que agradam muito o cliente, quem tá ganhando presente, né? Fiz papel de seda, fiz tudo. Em uma semana eu vendi tudo, tudo. Daí daqueles 300, você fez quanto naquele primeiro momento? Você lembra? Então eu tinha colocado só 30% em cima, então eu tinha ganhado pouquinho em cima. Daí a minha cunhada falou: "Dri, põe mais, põe 50%, depois você vai passando para 100". E hoje eu trabalho com 300%, assim, porque eu tenho fornecedores melhores hoje em dia, né? Então eu compro, a gente consegue comprar fornecedor direto da Tailândia, a prata, né? Então são coisas que você vai aprendendo com o tempo. Mas naquele momento você tava entrando no mercado. Eu tava entrando no mercado. Eu sabia. né? Um pouco assim. E daí foi muito bom que eu comprei meu segundo kit que foi R$ 1.000 e desse 1000 foi virando 2000, 3.000 e foi indo e eu fui colocando pessoas para vender para mim. A manicure do bairro lá do Vilage falou: "Dri, quer deixar uma caixinha aqui? Daí eu vou vendendo para você?" Daí outra pessoa: "Ah, a Miriam tá vendendo, eu posso vender também?" pode. E assim foi indo, várias revendedoras, foi muito legal e até hoje estamos, né? Ah, você tem ainda revendedor? Eu tenho algumas revendedoras, parceiras, amigas que estão sempre comigo. E o Felipe, que é o meu sócio hoje apareceu também. O que que acontecia? Quando quebrava alguma pedrinha, alguma corrente de prata, eu precisava mandar para alguém fazer a manutenção dessas joias para mim. Sim. Daí o Felipe eh era, ele fez minha aliança na época, ele era amigo do meu ex-marido, nós nos conhecemos, né, como amigos e tal, e fomos indo e eu dava uma pecinha para ele consertar, outra, assim eu conseguia dar garantia das peças pras minhas clientes, né, que isso é muito bom, ter um ourives. E assim a gente foi se conhecendo. Um dia ele voltou dos Estados Unidos e falou: "Dria, eu tô louco para abrir uma loja porque eu fechei o camelô e queria abrir uma loja mesmo bonita. Eu tinha camelô aqui em Campinas mesmo. Aqui em Campinas mesmo. É, ele é o muito bom, né? Ele chama Felipe Porto. Ele tem muita experiência porque a família dele inteira é o, né? O pai, o tio, todos são oríveis. Então ele trabalha, ele tem 33 anos, ele trabalha 20 anos com joia. Sensacional. Ele é muito. E daí eu falei, ele falou para mim, Dria, eu queria abrir uma loja. Isso foi quando mais ou menos? Faz um ano exatamente, dia 1 de julho. Hoje é dois, né? Hoje, hoje é 1 de julho. Hoje faz um ano que nós estamos juntos. Ele foi lá no meu escritório, né, que eu só tinha revendedoras, eu vendia pr pras amigas e tal, mas era mais o foco revendedor. Daí ele falou: "Dria, eu quero muito abrir uma loja". Daí eu falei assim: "Nossa, pensei ele é, será, né? Acho que não. Nossa, que loucura trabalhar sábado, né? Tá bom". Daí apareceu esse ponto aqui. A Sandra, que é a dona do salão junto com a Íria, elas me convidaram para abrir nesse local e foi sensacional assim. Daí eu pensei: "Meu Deus, mas o aluguel é bem mais caro do que eu pagava, o que que eu faço?" Daí veio o Felipe na minha mente que ele tinha falado para mim que queria abrir uma loja. Então eu falei: "Gente, ele tá com todo o estoque já que era do camelô, mas coisas perfeitas, semijoias, banhadas, prata, a gente já tava com todo o estoque e com o meu nohal, com o noal dele de venda, de consertar as joias e tudo, nós estamos há um ano e agora estamos abrindo uma segunda loja aqui na Nova Campinas também. Desde que você mudou essa rotina e veio para cá, o seu primeiro desafio foi o valor do imóvel. O que que você fez? Você saiu do outro lugar do escritório, concentra tudo aqui. Como que você faz agora com as suas revendedoras? Eu eu as recebo aqui, tá? Mas no começo eu fiquei muito insegura de fechar lá e vir para cá direto. Onde era outro lugar? Bem pertinho daqui. Era só escritórios mesmo. Era um espaço que tinha vários escritórios. Foi muito bom lá, porque eu conheci muitas pessoas, pessoas assim, eh, que me ajudaram também muito a crescer, sempre comprando comigo uma massagista, arquiteta, era um espaço muito gostoso. Então, elas também me ajudaram muito com isso. Sempre, ah, um presentinho lembrava de mim, advogada, todo mundo ali me ajudou muito. E eu tinha um apego porque era a primeira, o meu primeiro espaço, né? Era pequeno, mas era tudo arrumadinho também. Então você fica com aquele, né, aquela insegurança de sair do seguro para ir pro duvidoso, um aluguel que era, é, eu pagava 900 lá, que a gente paga um pouco bem mais. Então assim, mas é um ponto melhor, as pessoas me vem mais. Isso lá. Ele falou: "Olha, eu pensei bem e topo a sua ideia, mas eu já tenho lugar. Como que foi isso?" Não, na verdade eu tava super insegura e falei assim: "Olha, apareceu um ponto e eu acho que vale a pena". Quando ele veio, ele falou: "Eu acho não, vale a pena, já vamos fechar nosso". Sabe, ele é bem E agora esse segundo ponto foi a mesma coisa. Ele falou: "Não, Dri, era uma moça que trabalhava comigo lá no outro espaço". Ela falou: "Dri, eu tô num lugar que tem uma boutique na frente, algumas salas atrás, é a Dulce". Ela falou: "Você não quer vir?" Porque a moça não tá conseguindo, ela é advogada, não tá conseguindo lidar com os dois. Então, já tem uma loja de joias, a moça vai sair e nós vamos abrir lá agora. Então o Felipe ele é o corajoso, ele é o que impulsiona. Partindo para peças personalizadas, o negócio conquista também os clientes mais exigentes. Tem uma cliente que ela chegou com um sonho, que é um um anel lindíssimo, todo cravejado em diamante e ele tem um um diamante de 40 pontos em cima e nós estamos fabricando e vai ficar um arraso e é o sonho dela. Então, a gente tá, nós já fizemos vários, mas esse foi o que tá me marcando muito, que é a Lu, uma cliente nossa aqui do salão, que tem muito carinho por nós, acredita no nosso trabalho. Vocês fazem toda essa parte da gestão certa, tudo. O Felipe é o financeiro, que eu sou gastona, né? Eu adoro, para mim falta tapete, falta tudo, um espelho, sabe? Então, e ele fala: "Não, Dria, agora não é a hora. Vamos investir nisso, vamos investir naquilo agora vamos, né, priorizar o segundo espaço. Mas assim, a gente vai trabalhando os dois, sabe? Cada um no seu, né, no seu noal aí. E é um negócio que ao mesmo tempo que para você tem aquela sua memória afetiva, né, da infância, de ver, né, os seus familiares, os maridos presenteando as esposas, ele no caso, essa tradição familiar. Mas como é para você, no caso, passa isso para uma revendedora, mostrar para ela que, claro, é o dinheiro, mas que tem muita coisa que ela pode transformar a partir de uma maleta que ela leva daqui? Sim, a gente mexe com a autoestima da mulher, né? E as mulheres estão com autoestima muito baixa, trabalhando demais, cuidando muito de filhos e tal. E quando uma mulher põe uma joia, né, ela se sente mais bonita, ela se sente mais desejada, isso faz muito bem pra autoestima da mulher. Sua vitrine Uhum. é o boca a boca, rede social, o que hoje você acha que, claro, você deve usar todas esses todos esses meios, mas o que que mais você acha que faz efeito? Eh, eu tenho 500 avaliações no no Google e com muito carinho, sabe? As pessoas me avaliam com muito carinho, assim, eh, um dia, dá uma olhadinha, assim, eu tenho quase 500, faltam seis ou sete avaliações para pra gente chegar nos 500, nas 500 avaliações. E assim, tudo nota cinco, sabe? A única nota quatro que eu tive foi de uma rifa que a gente presenteou uma pessoa e eu tive nota quatro. Foi a única nota quatro de quase 500 avaliações. Então isso é muito bom assim, você ver o carinho que as pessoas respondem, né? Eu peço avaliação e a pessoa fala: "Claro" e responde lá com aquele carinho todo. Então é muito gratificante, muito bom. Hoje você tem quantas revendedoras? Hoje nós estamos na faixa de 28, 30 com a nova loja. Lá também vai ter revendedora ou lá vai ser só a questão da loja física? Como que vocês estão formatando essa segunda unidade? Não, lá vai ser mais loja física mesmo. Aqui a gente tá tentando concentrar na loja física. O Felipe faz muita entrega também pras revendedoras para facilitar a vida delas, né? Como que funciona? É um kit específico ou a revendedora escolhe as peças? O ideal é ela escolher, mas como tá muito ocorrido para elas, para nós, às vezes elas falam: "Olha, eh, escolhe no perfil mais delicado ou alguma coisa mais sofisticado ou mais bruto". Pessoas, né? E a gente vai tentando trabalhar conforme a revendedora nos diz, mas a maioria que vem aqui e escolhe as próprias peças, elas vendem muito mais. O sucesso é quando a gente olha a peça e gosta, sabe? Quando a gente olha o detalhe e fala: "Nossa, esse daqui eu lembrei daquela cliente, sabe? Daí olha essa, ah, essa daqui, nossa, parece a minha cunhada". Então isso é muito legal, elas virem até nós e escolherem as peças. Nós trabalhamos com consignado, né? Então, a pessoa não tem eh não precisa ter nenhum dinheiro para investir. A gente faz isso principalmente porque no começo lá eu não tinha dinheiro para investir, então foi bem difícil. Lembra que eu tentei ser representante questão do nome sugo. Você até me contou como que é isso hoje. Hoje eu tem várias pessoas que vêm até mim e falam: "Dria, eu tô com o nome sujo." Eh, e eu dou essa chance, sabe? Eu não vou dizer para você que eu dou para todo mundo, porque eu já fiz isso e tive alguns problemas que eu tô colhendo aí. Então, eh, agora a gente faz, né, tenta conhecer a pessoa, ter um pouquinho de indicação, né, saber quem é irmã de não sei quem. Ah, então tá, então vamos tentar, vamos dar uma chance. Começo com poucas joias. Daí se a pessoa for trazendo direitinho na data, que normalmente eu peço 40 dias pra pessoa fazer o acerto, a pessoa veio, fez o acerto, tudo direitinho, eu aumento para 100 peças e assim eu vou trabalhando. Sim. Como você se vê hoje dando oportunidade a outras empreendedoras? Ai, eu vejo que eu agradeço muito as pessoas que me ajudaram lá atrás e penso que é uma oportunidade pra pessoa ter uma vida melhor, sabe? Um ganho melhor, uma alternativa, né? Uma pessoa me falou assim: "Nossa, mas o ramo de joias está saturado". Eu falei, olha, não, depende do ponto de vista, depende do carinho que você trata o seu cliente, depende de você sempre ter novidades, depende de você ser o diferencial da sua loja, né, do da sua marca, do seu sonho e de tudo, né? [Música] [Aplausos] [Música] No próximo bloco, quem começou o negócio como renda extra e deixou o trabalho CLT para empreender no mercado de semijoias. [Música] [Música] A alta demanda por acessórios de qualidade que combinam beleza e acessibilidade é uma boa oportunidade para quem quer abrir o seu próprio negócio em semijoias. Mas é preciso seguir algumas dicas essenciais, como a escolha de fornecedores confiáveis, conhecer o público, a presença no digital, principalmente nas redes sociais, saber precificar, o atendimento personalizado, atenção às tendências e, claro, ter o negócio formalizado como mei microempreendedor individual. De acordo com o portal do Sebrai, o Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas, o investimento inicial é considerado médio, entre R$ 500 e R$ 3.000, e o empreendedor pode ter um rendimento de, em média R$ 20.000. Esta empreendedora começou o negócio como uma renda extra, mas abandonou o CLT e hoje é dona de sua própria marca. Eu tava trabalhando como auxiliar de enfermagem e fazendo faculdade de administração. E nesse termo eu achei uma oportunidade de vender semijoias para até mesmo agregar a minha renda, né? Minha renda para terminar a faculdade. E fui fazendo a faculdade e fui fazendo o e vendendo as maletas, né? Você vendia no trabalho, na faculdade, pros amigos. Vend. Exatamente. Aí saí da enfermagem e terminei a faculdade. Nisso que eu terminei a faculdade, eu comecei a abrir o meu CNPJ. Porém, uma empresa me chamou para mim trabalhar na área administrativa. Como eu não tinha feito estágio, eu falei assim: "Gente, é uma ótima oportunidade terminando a faculdade, pegar uma experiência administrativa". E fui para essa empresa trabalhar na área administrativa e vendendo a maleta. Aí eu peguei e falei assim: "Bom, vou trabalhar basicamente um ano vendendo a maleta semijoias e pegando experiência no administrativo." Nessa experiência fiquei 5 anos nessa empresa e vendendo a maleta. Parei um tempo de vender a maleta. Foquei 100% na empresa. Porque assim, a demanda era muito. Você era revendedora na época? É isso ou não? Era revendedora. Pegava de marca de terceiro, tá? pegava marca de terceiro. Porém, chegou uns 5 anos na empresa, eu falei assim: "Bom, meu coraçãozinho tava assim na semioas, né? Semoias era o que mais me enchia meu coração e eu tava me sentindo muito presa ficando ali na empresa. Eu queria ter contato mais com as pessoas e eu falei assim: "Estou gastando tanta minha energia pra empresa, por que não gastar a minha energia pra minha empresa?" Já peguei a experiência do administrativo, então eu vou focar na minha empresa. E fui pedi a minha demissão. 6 anos de empresa. Pediu demissão? Pedi demissão. Pedi. Mas antes disso, você já tinha feito algum planejamento para reabrir o seu negócio ou foi de um dia pro outro você falou: "Não aguento mais, vou sair". Na verdade, não aguento mais, eu vou sair. Não aguento mais. Isso, lógico, pensando uns 6 meses, 8 meses, tudo pensando nisso, né? Não foi assim de uma hora para outra, né? Foi alimentando esse esse desejo de realmente voltar. Aí eu abri uma loja numa galeria com uma amiga minha pra gente ser parceira, porém ela saiu e me deixou sozinha. Aí eu continuei com as semijoias. E depois eu vim pro Taquaral também, que eu tive uma experiência com uma amiga minha que me chamou para me dividir a sala, né, com roupas. Eu achei uma ótima oportunidade aqui no Taquarel, porque era onde eu buscava, porque aonde eu tava no Jardim do Lago era um público, eh, como posso dizer, que não busca semijoias. Que não busca semijoias. E eu gosto de muito trabalhar com semijoias, com mulheres mais empoderadas, com peças mais com pedrarias. Eu gosto muito de trabalhar com essa parte. Isso tem um custo, né? Exatamente. E o meu público e lá eu não tinha esse público. Aí eu vim para cá, fiquei basicamente uns 10 meses com essa moça de com loja de roupa e surgiu essa oportunidade de eu vir pro salão, que onde eu estou localizada basicamente há um ano, que é a minha sala onde eu tenho agora, né? Você não divide o mesmo espaço, é como se fosse um coworking aqui. Isso, cada um tem o seu espaço dentro de um salão, que é na mesma região onde eu estava com a loja de roupa, né? Sim. Que ela nesse processo, Eli, de voltar a trabalhar com semijoia, como foi essa questão das peças? Você revende de alguma marca ou você conseguiu pensar em alguma parceria para para ter a sua marca? Como que é essa questão das peças? Eh, atualmente eu compro, né, as peças e coloco as minhas tags, o meu nome. Eu criei a minha marca Eli Chave Semijoias atualmente. Sim. E vindo para cá, quanto tempo você está nesse novo espaço? Um ano mais ou menos. Desse sair de um bairro mais pra periferia de Campinas, para a área nobre, que pulo deu o seu negócio? Essa estratégia foi um pulo muito grande, foi um desafio também porque eu sempre morei numa periferia, né? E eu vim para agora para um bairro mais nobre, né? Não é fácil. Essa mudança é muito difícil por mesmo até você, a gente, né? Tem que mudar o hábito. Muito hábito. A gente tem que mudar e até mesmo os estilos mais de peças. Mas aqui também, por ser uma região do taquaral, a gente tem trabalha um pouquinho de cada coisa, de cada peça. Então a gente tenta abrangir todo mundo, porque eu ainda tenho as minhas clientes de 8 anos atrás, então isso para mim é muito gratificante. Elas vêm aqui ou você leva as peças para ela? Às vezes elas vêm e quando elas não podem eu faço questão de est atendendo elas pessoalmente também. Então você tem também esse atendimento na casa do cliente de Tenho também. Tenho também. E como você se divide entre ter a loja, atender o cliente? Aqui é porta aberta ou tem que marcar horário? Como funciona? Aqui eu trabalho mais com agendamento. Eu fico aqui um período e mas os outros períodos eu tento fazer o serviço para fora, atender minhas clientes para fora, porque muitas delas não conseguem vir aqui. Então eu gosto de ter esse atendimento personalizado. Sim. E aí é a maleta que vai pra rua. É a maleta que vai pra rua. E é muito gratificante isso. E como nesse universo de, olha, enfermagem, administração, vou trabalhar com semijoia, como você se encontrou nesse negócio? Eu achei que as semijoias é muito empoderamento feminino, porque a gente ser umas semijoias, a gente mulher, a gente, ai, não é nada. Eu gosto muito das semijoias e e foi uma mudança bem radical. da enfermagem administrativa e as semijoias. E eu gosto muito do contato com as pessoas. Então, esse foi o meu um a minha essa mudança que eu quis fazer, essa diferença toda de ter o contato com as pessoas, ver aquele olhar, hora que abre as semijoias, aquela embalagem, vê aquele hora que vai para uma festa, né? Coloca um brinco, coloca uma colar, uma pulseira, muda, né? muda todo um parâmetro da mulher, a semijoias. Quais as estratégias que você usa para venda? Eh, Instagram, WhatsApp? Tem catálogo, tem site? Conta um pouquinho para nós. Eu vendo mais na parte do WhatsApp, tem o Instagram, que eu tô bem focada agora no WhatsApp Business. Isso, tem o Instagram. Tô montando o meu site. Atualmente ele já está montado, só falta agora subir pel o site. E tá vindo muito pessoal do Google, Google Maps. Então assim, tá tendo muita procura mesmo do Google aqui na região. E como foi isso? Você procurou uma pessoa para para também te ajudar com isso ou é você quem cuida de tudo? Eu que tô cuidando de tudo atualmente, mas estou à procura, tô me especializando. Atualmente eu que sou a tudo aqui. Eu sou a a compradora, a dona, vendedora, o meu marketing. Conseguiu separar o CNPJ do CP? Tô conseguindo, com muita dificuldade, mas eu tô conseguindo. Qual o principal desafio? Principal desafio é captação de cliente. Eu acho que agora o captação de cliente, por quê? Porque a gente vê que tem muita procura, tem muita procura, não, tem muita gente que vende semijoias. Então assim, esse mercado ele tá bem saturado, então você tem que ter um diferencial mesmo para você conseguir captar um cliente. Sim. Esse espaço você está há quanto tempo? Um ano. Um ano. Um ano. É. E hoje você tem esses horários que atende aqui com hora marcada, mas que você também vai até a cliente, correto? Onde você quer chegar? Eu eu quero chegar lá em cima, no topo. Para você, por exemplo, hoje é a a sua média de rendimento é quanto? A minha média de rendimento, valor certinho, é um mais ou menos. Hum. Uns 20.000. 20.000. Você quer chegar a quanto? A 100. A 100. A 100 a mais. E você acha que nesse negócio você vai conseguir até chegar lá continuar trabalhando sozinha ou você vai ter que contratar alguém, ter parceiras, mudar o o modelo do negócio? Como que você tá formatando para chegar a esse 100? Eh, eu tô trabalhando, né, me estruturando melhor meu financeiro, né, para mim poder ter alguém para me ajudar, porque senão não vou conseguir. Senão eu vou ficar fazendo fazendo aquela tipo aquela bola, aquela bola vai só rodando, a gente não consegue crescer sozinha. Então, hoje eu busco parceria, busco conhecimento para mim poder colocar alguém para me ajudar aqui. Você faz cursos também? Faço cursos também. Estou fazendo curso, estou fazendo mentoria com o pessoal do CRIM, né, que tá me ajudando muito a abrir um leg, tá abrindo muito a minha mente, meus conhecimentos. Qual é o maior desafio da Liene que se formou, foi trabalhar no seu na sua área de formação e deixou tudo para trás para empreender? meu desafio porque eu sinto às vezes muito sozinha, muito sozinha, porque eu sou sozinha aqui na loja e sou sozinha na minha casa. Então esse é meu maior desafio, mas Deus está comigo, ele em primeiro lugar e as conexões que eu estou fazendo tá sendo muito importante para mim, essa conexão com as outras pessoas, com os grupos, com as mulheres que estão se ajudando muito. Então isso tá sendo assim primordial. Apesar de ter esses momentos de solidão, você acredita que também empreender te trouxe uma outra experiência que é também essas novas conexões? Sim, a gente sai da zona de conforto, a gente sai porque todo dia é um é um desafio. Todo dia você tem que acordar desempregada, dizendo assim: "Todo dia você tem que ver meta, você tem que procurar o que você vai fazer, o que você vai buscar. e se planejar. [Música] [Aplausos] [Música] [Música] Oh.
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