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No Brasil existem diversas lojas colaborativas para fomentar o negócio de mulheres negras empreendedoras no modelo físico e online. Nós já temos modelos na capital paulista também em Salvador e recentemente Campinas também ganhou uma loja colaborativa que é aí capitaneada pelo movimento Rosalina que trabalha com mulheres empreendedoras, fomentando aí o impacto social na vida de cada uma delas. Por isso que hoje a gente conversa justamente numa loja que fica aqui pertinho do centro da cidade, na região central, uma rua bem movimentada desse propósito que agora se, digamos assim vir uma realidade, Mari, me fala um pouquinho por uma loja física e depois, claro, contar um pouquinho da história do Rosalina pras pessoas que estão em casa. A ideia da loja colaborativa surgiu porque eu sempre tive um sonho, né, de ter uma loja colaborativa e englobar esse sonho no Rosalina. E conversando, trocando com o Jeff recentemente, o Jeff falou: "Maria, eu tenho uma ideia que acho que dá para trazer esse sonho da loja colaborativa, essa construção da loja. Quem é o Jeff? Para quem vai conhecer?" Je é da Criativa. Maravilhoso. Falei no início, mas e o Jeff falou: "Olha, eu acho que eu posso te apresentar a Helena". Eles estão com um projeto chamado a Helena é do fundo a eles têm um um projeto, é um coletivo que eles apoiam mãezinha solo, né? e eles têm um espaço comercial. E então você pode levar o projeto eh trocar com a Helena, ver a possibilidades que vocês possam levar a loja colaborativa. E aí a gente tem uma rede de 197 mulheres dentro do da comunidade do Rosalina. A gente fez a proposta para as meninas e as meninas entraram com gás. Então a gente tem cinco meninas aqui dentro da loja. Eh, cada uma com o seu trabalho fantástico, né? e trazendo as possibilidades para pro empreendedorismo. Mas quando você chegou lá no fundo aja para falar: "Olha, eu quero a gente o movimento quer ter uma loja colaborativa, você já tinha eh vocês já tinham conversado de certa forma formatado ou o fundo de que ajudou a fazer essa formatação? Como foi? nós já tínhamos formatado, nós já tínhamos em mente, eu e Carla, e aí só veio a calhar a proposta do Jeff e acho que foi uma junção que deu super certo, assim, sim. Agora, para quem tá em casa e conheceu o movimento Rosalina e talvez não tenha assistido algum programa que a gente tenha mostrado, vamos lembrar. O movimento Rosalina, ele surge quando e qual tem sido a missão dele aqui na cidade e em outros locais que vocês têm aí pulverizado essa entrada do Rosalina, esse trabalho? O movimento Rosalina surgiu em 2021 com a proposta de ser um qu inicial e depois passamos para ser roda de conversa, acolhimento de mulheres e a gente sentiu que tinha necessidade de emponderar essas mulheres e trazer ali uma possibilidade de apoio psíquico, enfim. e surgiu nesse propósito e até hoje a gente tá conseguindo com essa rede, como eu citei para você, de 197 mulheres. Começou com quantas? Começou com culheres, né? 10 mulheres. E agora a gente tá com essa rede de 197. Lembrando que já passaram mais de 800 mulheres, né, Carla? 800 mulheres dentro da rede. É bem legal a gente mostrar esses números. E a ideia é que a gente alcance as outras. Alcança São Paulo. A gente tem, pode falar que a gente tem meninas de São Paulo aqui? Pode. A gente tem meninas de São Paulo dentro da loja colaborativa. Temos meninas de todas as a ideia que a gente eh expanda pro pro Brasil todo. Sim. Quando a gente pensa nessas mais de 800 mulheres que já passaram pelo movimento Rosalina, inclusive tem algumas atividades que eu vi que a produção inclusive passou que vocês fazem algumas reuniões, tem o cine. Eu queria que você falasse um pouquinho dessas atividades até em parceria com a aliança empreendedora, que tem aí um nome nacional e até internacional. Fala desse trabalho de formiguinha, Marri. Trabalho de Formiguinha começou através do Cine Rainhas do Empreendedorismo, que é um curso do Estamos junto da aliança Empreendedora. Então, no ano de 2023, eu passei rodando o Campinas todo com essa proposta do SCINE. Eh, o Cine Rainhas do Empreendedorismo, ele é voltado para mulheres negras. Então, eu rodei as periferias todas de Campinas aplicando o cine e foi uma super identificação dessas mulheres, né? E tivemos também a parceria da aliança, fizemos, a gente tem um projeto em específico chamado Oficineiras do Rosalina. E Oficineiras do Rosalina foi junto com eh o pessoal do Quebrado em Movimento e a gente conseguiu também desenvolver as oficinas dentro da casa hacker, né, que é dentro lá lá da Casa dos Anjos e conseguimos trazer várias mulheres com essa proposta. a gente tinha eh nas oficinas de maquiagem, oficinas de moda, oficina de corte e costura. Então, foi bem foi bem legal e a gente conseguiu atingir as mulheres ali da região do Campo Grande. Foi bem interessante. Quando a gente fala nesse perfil dessa mulher que chega ao Rosalina, ela já chega com essa veia empreendedora, tô falando antes da loja, sim. Ou ela sabe que olha, eu tenho uma habilidade, mas eu não sei empreender. Como é isso? elas chegam com esse propósito. Realmente, gente, elas vêm com habilidade, mas elas não vêm com aquele contexto de que eu sou empreendedora. Eu o eh por por conta do psíico mesmo. Ai, a mulher negra nasceu para ser mãe, ela nasceu para ser dona de casa, dona ali do lar, mas ela não nasceu para empreender, sabe? Tem esses esses mitos. E aí a gente através da das capacitações, através das terapias também que acontecem com a Carla, elas já dão esse boom nessas habilidades e a gente consegue fazer essas construções com ela. Mariana Nunes, ela é uma das primeiras entrevistadas logo lá no começo do ser empreendedorade. E naquela ocasião nós tínhamos, você tinha sido inclusive impulsionada por um fomento do fundo agarra. Isso foi essencial pra sua trajetória? Porque olha, quando você fala que começou lá sendo um dia, olha, eu fui, né, fomentada e depois você passou a replicar isso num modelo que tava lá no seu sonho. Como que é isso para você, Mari? Gente, e lembrando que agora eu fui convidada recentemente para ser conselheira do fundo Aguibar a Obirim. Então, eu sou uma das conselheiras da região Sudeste, né? Eu tô representando. É porque hoje o Aguara tá cresceu muito. Sim, sim, cresceu. E eu sou representante do da região Sudeste. Para mim foi eh as meninas são um exemplo, né? E aí eu acho que a gente tem que dar continuidade, né? As meninas eh começaram em Campinas e agora estão expandindo. E eu acho que eu sou isso. Eu acho que é o sou continuidade do Aguara, sabe? A gente teve recentemente a Ricla com a Fabi e ela trouxe várias coisas. pra gente várias orientações ela deu inclusive, mas eu acho que eu sou a continuação, sabe, do que elas começaram, do que elas plantaram e só a continuação desse desse contexto, desse projeto que começou lá na pandemia, né? Projeto começou lá na pandemia, quando as meninas pensaram, eu lembro que inclusive a Aline contava, a a primeiro fomento foi uma máquina de costume. Sim. E eu fui uma das primeiras a serem contempladas com valorinho simbólico, valor, né, que pra gente foi incrível porque a gente tava numa pandemia e super ajudou no meu empreendimento. Na época eu vendia calçados e super ajudou e fiquei muito feliz com isso e sou muito grata pelas meninas e sou muito grata também por elas me acolherem dentro do Agibara e ser uma das conselheiras, né, da região sudeste. Tá certo? Então esse modelo dessa loja hoje é mais um passo do movimento Rosalina em busca dessa expansão, em busca desse empoderamento que transforma a mulher negra empreendedora e empresária, ela ter a certeza de que ela está de certa forma eh materializando o seu sonho. Sim, de certa forma sim. E eu acho, eu tenho muitos sonhos mesmo, mas eu acho que já tô cons tô conseguindo alcançar, né? Mas eu acho que ainda eu tenho, a gente tem muito que arregançar as mangas ainda e ajudar muito essa mulherada, eu e Carla. E acredito que a gente vai conseguir, a gente tá conseguindo no formato formiguinha, como você disse no início, mas eu acho que a construção de um sonho e eu ele tem que continuar para que as que vão vir, né? Sim. É isso. Olha só, o ser empreendedor vai para um breve intervalo e já já a gente vai conversar com a Carla e também com empreendedoras que fazem parte desse projeto. Até já. De volta com ser empreendedor. Agora a gente vai bater um papo com a Carla, que é a diretora financeira do movimento Rosalina. Carla, inclusive enquanto a Mari dava entrevista, ela falava assim: "A Carly vai explicar isso melhor". Eu vou começar então não falando exatamente da loja, mas falando dessa recepção, desse acolhimento a mulher que chega ao Rosalina e que é você quem faz. Ela é diretora financeira, mas ela tem uma profissão que é justamente aí que entra esse esse feeling da Carla. Conta para mim o que que você faz antes de Claro, cuidar das finanças. Vamos lá, gente. Obrigada por estar aqui. É ótimo, Mirna. Um prazer estar sempre falando com você. E eu sou terapeuta comportamental, não sou psicóloga, deixa tudo bem claro, gente. Eu não sou psicóloga, sou terapeuta, é diferente as coisas. E aí já tô há mais de três anos nessa jornada, o meu empreendimento, eu sou empreendedora de saúde mental, né? E quando essa menina ela chega no Rosalina, a gente tem um trabalho importante que é identidade. Quando a gente fala de identidade, ela precisa reconhecer primeiro como empreendedora, porque às vezes essa menina chega assim: "Ah, eu faço um bolo de pote em casa, eu faço uma bijuteria, eu revendo o produto". as meninas que trabalham com revenda, mas elas não conseguem se ver como empreendedora, que realmente isso traz uma receita para dentro de casa. Muitas até são o principal fonte de renda da família, elas não conseguem enxergar isso. Até principalmente mulheres, em especial as mulheres negras, a gente teve sempre assim aquela fala: "Eu ajudo em casa". Isso. Mas como você disse, grande parte é provedora, não é ajuda. Ajuda. Nós rimos de família, né? Então a gente tem dado estatístico que a mulher ela é a rima de família em mais de 70% dos lares. Isso que responde BGE, né? Porque a gente tem esses dados que ainda não estão lá, mas a gente tem isso. Então essa mulher ela com uma rma de família, às vezes ela não consegue trabalhar CLT porque ela cuida dos pais ou e cuida dos filhos. Sim. Então ela tá nesse meio termo e se reconhecer enquanto empreendedor é muito importante porque você destrava outra questão que é preço e valor. Quando essa menina chega, ela não sabe precificar, ela faz um cálculo básico de produto e quando a gente chama da a gente vê o brilho sumindo dos olhos. Quando eu chamo aí vou pra parte financeira, vamos calcular o seu produto, quanto que custa, para aí a gente descobre que muitas delas estão pagando para empreender. Então a gente faz todo esse trabalho Roselina. Então não é só trazer pra loja, não é só o acolhimento terapêutico, não é só formar a identidade, mas vem cá na gestão, como que você tá gerindo o seu negócio. A gente sabe que tem grandes instituições em Campinas, Brasil, aa de nome que dá, mas a gente tem essa barreira de quando essa mulher preta chega lá. Então quando ela chega no rosalin se identifica, porque eu brinco com a com as meninas que é de preta para preta, a mesma a gente fala a mesma língua, somos mulheres de periferia, a gente sabe dos perrengues que é a maioria de nós somos a rinos de família, né? Então assim, a gente sabe como que é você precisar empreender, cuidar de filho, ser responsável. Então quando a gente traz essa visão de que eu não preciso dar conta de tudo, mas aquilo que eu dou dando conta eu preciso fazer bem feito. Então aí a gente faz esse papel de acolhimento, não só do emocional, dessa mulher, dessa formação de identidade, mas de se entender enquanto empreendedora. E antes de se entender como empreendedora, Mila, é importante a gente ressaltar que ela precisa se entender como mulher, como mulher preta, e saber que não começou com ela, né? Não começou com a nossa geração essa questão toda de preço, de valor. O corpo, o corpo preto, ele tem um preço e às vezes a gente tem dificuldade de precificar também por isso, porque remete a uma identidade. É um assunto que acho que para um outro momento a gente falar sobre, né, essa questão do preço que tudo a ver com o empoderamento do negócio de cada uma delas, porque enquanto ela não se reconhece, ela mesma acaba desvalorizando aquilo que ela faz enquanto empreendedora, enquanto empresária, enquanto empresária, que entra no merecimento, né? É como se qualquer, infelizmente a gente tem por hábito de querer colocar preço no serviço dos outros, né? Então quando você entende você não aceita que o outro preço fique, você entende qual que é o valor e aí faz essa jornada. Então a jornada da mulher quando ela chega no Rosalina não é soltoa, ela passa por todo esse processo. A gente tem as rodas de conversas na segunda-feira que é extremamente importante, aí aberto para todo mundo. Como é um momento terapêutico, a gente não posa, a gente não divulga porque é um ambiente seguro. Então entra mulheres de Brasil inteiras. Outro dia chegou, entrou uma mulher que era do Pará com uma questão específica, ela falou assim: "Que bom". E não era nem empreendedora, né? Então assim, a gente abre isso para atender qualquer tipo de mulher que esteja online ali, que queira entrar naquela roda de conversa que é online. E a gente tem tido grandes aprendizados, né? A mudança é muito importante na vida dessa mulher. E a sua missão quando veio a proposta da loja? Vamos construir, vamos pensar em formatar essa loja? Como foi isso para você? A gente já vinha pensando na loja há um tempo, porque a gente vem num processo de feira. Quem acompanha o Rosalina sabe que a gente faz feiras do Rosalina e feiras que nós somos convidados a participar. Então as meninas fazem parte da rede a gente leva. Mas faltava um pouco a loja colaborativa. A gente tem experiência de algumas outras lojas aqui na cidade, mas não é do nosso recorte, né? Então, eh, algumas meninas fazem parte dessas outras lojas, mas quando a gente trouxeria da loja, não, a gente quer levar as meninas para ter uma loja para que tenha um espaço físico, porque não é só feira, né? As feiras são esporádicas. A gente não consegue ter uma feira toda semana. A gente gostaria muito de toda semana estarmos na feira, mas essa mulher precisa produzir, cuidar da família. a gente tem somos voluntários dentro do do mão Rosalina. Acho que é importante frisar isso, que nós somos voluntários, tanto eu como a Mari, a Jéssica e a Michele, somos quatro mulheres pretas voluntárias fazendo isso. Então, a gente tem as demandas, não dá para ter feira toda semana. Então, a loja é esse espaço para que não tem feira, mas eu tenho onde ver e também como vitrin, né? Quando tem uma feira, as pessoas já sabem que a loja colaborativa vai est lá, que as linhas do Rosalina vão estar lá. Então, essa formatação de loja, ela vem para dar esse suporte a mais. Porque às vezes a menina ela também não consegue estar em todas as feiras. Sim, né? Às vezes acontece alguma situação e aqui na loja ela tem esse espaço. Não posso estar na feira, mas eu posso estar na loja em algum momento, como a Mariana trouxe. Essa rotatividade das meninas também vai ser importante para isso, para que todas, até que a gente tem um espaço maior que caibam todas, né? A gente faz essa rotatividade. Então esse é o recorte da loja. A gente tá muito feliz que elas vão ficar aqui quanto tempo? Se meses. Essa essa primeira turma, né? De essa primeira turma. seis meses. A gente tem os primeiros três meses que foi de estruturação, de montar, de discutir, de fazer o layout da loja, porque assim, a loja é um espaço pequeno e a gente teve que pensar muito bem onde cada uma vai ficar, o qu não dá para ter estoque e aí depois de seis meses a gente abre para que outras mulheres tragam também. Vamos fazer atividade dea tem lista de espera e aí a gente entra naquele problema de quem que a gente coloca, né? Porque querendo a gente acaba querendo fazer, precisa fazer uma triagem, né? Quais são os critérios, por exemplo? Critério, primeiro, a mulher que tenha um produto autoral, né? Então, produto que ela produz. A, as marcas de revendas também a gente abre para as meninas de revenda, porque a gente entende que mesmo que a revenda ela não entra na economia criativa, essa menina ela precisa ter uma criatividade muito grande para vender os produtos dela na concorrência que tem. Então, a gente tem o caso da Dani, que trabalha com produtos flusis. Então para nós mulheres pretas é muito difícil essa certo, porque o nosso corpo é diferente e quando a gente entra na linha pulsa isso também. Então a gente tem esse recorte de produtos autorais que é produzido pelas meninas dentro da economia criativa, tá? Idade, né? De quanto tempo essa menina já tá empreendendo, não eh tem não idade, mas tempo de produção, há quanto tempo ela já vem fazendo esse produto dela, maturidade do negócio dela, tá? Porque para entender, porque e a gente mescla com as mais novas também, né? Então assim, para entender como que funciona o negócio, porque essa menina mais madura dentro do negócio, ela já sabe que não vai vender todo dia, ela já sabe que a não é assim que funciona o comércio. A menina que ela tá começando a empreender, ela ainda tá naquela ânsia de de fazer, fazer, fazer. A gente calma, vamos devagar, não é assim que funciona, a gente vai trazendo. Então a gente tem esses critérios, de preferência também que tem a disponibilidade para estar na loja. Então assim, colocar uma menina que, infelizmente, não consegue vir na loja se a gente não tem o aporte para isso. Então tem que ter todo um acordo interno e tem que ser é tudo decisão do coletivo, né? É o ser empreendedor, inclusive já esteve em outras lojas colaborativas, em outro modelo que inclusive tem o aporte do poder público. E elas têm um modelo que nem sempre todas podem estar, mas uma tem que saber do negócio da outra, porque se chegar um cliente, ela sabe ajudar a colega. Aqui também é esse mesmo movimento. É assim, as meninas elas se conversam, por isso que a gente fala de dessa seleção, as meninas tm que estar muito integradas entre elas. Tem que ter esse esse MET que a gente fala, né? Elas precisam se entender uma com a outra, porque aí uma pessoa chega, ela precisa saber do negócio da outra, o que que a outra faz. Por exemplo, se a Dani tá aqui vendendo a Langerry Plus size, chega um cliente desse negócio que tá bem aqui à minha esquerda e a empreendedora não tá aqui, ela pode ajudar também. Sim, sim. Ah, e ela explica. Isso é bom que a gente desenvolve o conhecimento das meninas. Pesso técnicas de produtos diferente. Por exemplo, a gente tem as semijoias que são com fibras naturais. Então ela consegue contar essa história. Então o desenvolvimento intelectual, vamos colocar assim, dessa menina, ele amplia muito, porque você conhecer outro produto gera curiosidade de querer empreender também em outros ramos, de entender. A gente tem as roupas, por exemplo, é o tecido de onde ele vem, porque aquele vem qualquer história. Então isso culturalmente agrega muito nas meninas e a gente precisa esse conhecimento cultural, né? Essa cultura que a gente precisa. A mulher preta tem muita coisa para transmitir. A gente faz só não sabe como, né? É. Agora, no estado de São interior do estado de São Paulo, esse é um dos primeiros modelos, porque a gente tem na capital paulista, temos em Salvador, temos, inclusive, eu fiz uma pesquisa, encontrei no Maranhão, como que é pensar trazer para Campinas uma cidade de 1.200.000 1000 habitantes, esse modelo e claro, a gente tá aí num primeiro passo, mas conquistar essa clientela que tem esse olhar, que busca esse produto diferenciado feito por mulheres pretas aqui da nossa cidade, da nossa região, do nosso estado. E agora a gente trabalhar com marketing, né? É, a gente já tem, a gente tem uma pessoa que trabalha isso pra gente de mostrar que existe sim essa loja. Acho que o marketing ela extremamente importante para alcançar que outras pessoas nem sabem que existem ainda, né? A gente tá começando agora, a gente inaugurou semana passada a loja, então a gente precisa trabalhar muito marketing para que as pessoas entendam que não é só vender o produto. E a escolha desse ponto, a escolha do ponto, ela veio porque tá numa região mais central. A gente tá no centro, a gente gostaria de termos na 13 de maio, todo mundo queria uma limpal, para quem não conhece, Campinas é a principal rua do comércio da cidade, mas nós estamos na região central, numa rua bem movimentada. Você deve est aí no fundo ouvido toda hora tá passando um ônibus, um carro, mas também teve essa estratégia. Teve essa estratégia. Eu usava ser esse local central. A gente tá perto do corredor de ônibus. Então assim, o público que a gente acaba atendendo também a galera da periferia que passa no transporte coletivo e vê a loja. Então aqui poendo na região central facilita muito, facilita o acesso das meninas que vem para cá, porque a vantagem de Campinas sentar no centro é que todos os lugares dos bairros chegam para cá, né? Sim. Então isso facilita o acesso das meninas, facilita o acesso dos consumidores que vão passar aqui perto e também a gente tá perto da secretaria da mulher também, né, da mulher campineira, a gente tá aqui bem próximo. Então cria essa relação de ter esse espaço próximo das coisas referente às mulheres que estão acontecendo aqui em Campinas. E algumas dessas lojas que já existem no país, elas começaram com esse modelo físico e depois expandiram pro modelo online. Isso também tá no radar de vocês? Sim, está. A gente já tem um um aplicativo que a gente tem a loja online, a gente tá amadurecendo isso, assim, a gente já tem isso pronto, a gente já tem até algumas peças, a gente vendeu as camisas do Júlio das Pretas e as Ecobagss, o movimento Rosalina lá, então a gente já tem esse modelo. A gente tá na fase de estruturação da loja, fotografar o produto, catalogar, criar, gerar códigos de barras para ter essa loja online também. Ou seja, essa loja colaborativa física aqui na região central de Campinas é só o começo. É só o começo. É só o começo. E já já a gente conversa com algumas das empreendedoras que atuam nesse primeiro momento aqui na loja colaborativa do Vosalina para mostrar o que que tem aqui nesse nesse primeiro ciclo. A Daniela é uma das empreendedoras nesse primeiro ciclo da loja colaborativa do movimento Rosalina. Daniela, primeiro conta para mim qual é o seu negócio, quanto tempo você atua nesse segmento. Fala um pouquinho da sua história para nós. Bom, eu sou a Daniela, né? Eu trabalho com moda íntima, do 40 até o 54. O meu foco é o plus size, né? Porque é um é muito difícil a pessoa encontrar a peças nesse tamanho e é uma dificuldade minha também. E aí eu me identifiquei e saiu da sua dor pro negócio. É para pro negócio. E já tem 10 anos que eu revendo e o meu atendimento é um pouquinho diferenciado porque eu faço atendimento a domicílio, né? E eu trabalho também CLT, então eu junto as duas atividades e é uma realização para mim porque eu consigo levar tipo uma esperança pra pessoa que não tá encontrando a peça ideal pro corpo, sabe? E eu trabalho com essa satisfação da cliente. Agora, Dani, você inclusive falou dessa dor e desse atendimento a domicílio. Como que surgiu para você lá no grupo do Rosalina a proposta de vir pra loja? Como que foi isso para você? Abriu um porta de esperança, eu acho, sabe? Porque eu vi assim, né? Senti assim, porque como meu atendimento é domicílio, eu não tenho um ponto fixo assim. Então, eh, eu falei assim: "Nossa, eu vou ter um ponto fixo para mim poder ter mais visibilidade também e a pessoa que que quer pegar um produto, conhecer a loja, os outros produtos". Então, eu vi assim como uma abertura de leque mesmo, sabe? Pro até então como você divulgava o seu negócio? Era é mais boca a boca, né? Uma cliente indicando a outra e através da página no Instagram, da sua página da minha página no Instagram do negócio, certo? E quando foi essa proposta que você se candidatou, como que foi o sentimento? Como que foi participar, acompanhar o projeto? Porque enquanto isso as meninas estavam, vocês vão ver aí, pintando loja, montando uma série de coisas. Teve toda uma estrutura que foi aí construída nesse processo até a efetiva inauguração da loja colaborativa. E você, como que foi isso para você? uma ansiedade muito grande junto com uma realização junto também de ter assim falar assim: "Não, eu vou ter, vou participar de uma loja, né? Vou ter um ponto fixo". Então, eh, foi algo assim grandioso, assim, foi uma felicidade muito grande participar desse projeto. Sim. E nós estamos bem no comecinho, primeira semana. Qual é a sua expectativa para esses seis primeiros meses? Vi, a gente tá inclusive em época de final de ano, Natal, que geralmente todo mundo que trabalha com algum produto ou serviço tem uma uma boa expectativa. Qual é a sua? A expectativa é alta, né, de crescer, de ter visibilidade, de aprender também junto com as outras meninas que estão aqui, que é um trabalho coletivo, né? Não é só o meu produto, é o produto de mais outras empreendedoras. E e a e assim é se sentir pertencente a esse negócio, né? A estar crescendo junto com o negócio. Acho que a maior expectativa é essa mesmo, de crescer junto com o negócio. Você inclusive mencionou que, claro, além do seu negócio, você é CLT. Você tem o desejo de um dia viver só do seu negócio? Com certeza. É, acho que é o maior sonho de toda empreendedora, né? Eh, de se ver e viver na própria renda do próprio trabalho, de crescer junto com o trabalho, né? E a minha busca pessoal é essa também hoje. E participar da loja colaborativa do Rosalina é um importante passo nessa trajetória. Primeiro é o primeiro passo, né, nessa trajetória que tá sendo muito importante eh ver essa possibilidade, sonhar junto com a Rosalina. Então é um sonho que a gente tá sonhando juntas, que a gente tá crescendo juntas, né? A gente inclusive lembra, a Carla explicou que cada dia tem uma que é a responsável aqui. Você já se enterou do negócio das colegas aqui? Já, já, já. Então tem tudo na ponta da língua já. Já tem que ter, tem que ter tudo na ponta da língua. Chega aqui, então conta para nós. Olha, missão importante hoje. Quais são os negócios que estão aqui? Conta pra gente. Além das langeris, a gente tem aroterapia, né, que é os aromas de de ambiente, temos semijoias artesanais, temos crochê, afrocrochê, que é bolsas, né? E temos roupa afro também que é fant. Você já conhecia esse mundo de todos esses produtos ou tem alguma novidade aqui para você? Acho que mais as semijoias artesanais que eu não conhecia muito. Aroterapia eu já vi alguma coisa e bolsa e roupa em crochê a gente sempre vê que a flor a gente sempre vê, mas as semijoias eu não tinha visto ainda. E o que que você nesses poucos dias já tem aprendido com as meninas, com as outras que vocês tiveram esse momento em comum? Eu acho que é a troca de experiências, né? Cada uma vem com a sua bagagem, com a sua expectativa e a gente ter essa troca de conversar. Comigo foi assim, com a outra foi assim e trocar também experiência sobre o produto. Acho que isso é muito importante porque agrega pra gente conhecer um produto diferente do nosso, né? Abre possibilidades, abre a mente da gente de est aprendendo junto. Muito obrigada e muito sucesso. Obrigada. E o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que você pode entrar nas nossas redes sociais e também lá canal do youtube.com/tvâacampinas. Entra na playlist Serpreendedor, você vai encontrar muitas histórias inspiradoras de empreendedores que trazem ali a sua bagagem e histórias que, claro, pode inspirar você aí em casa. Até um próximo programa.