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Ser Empreendedor | Elas no comando: donas de bar se destacam no comida di buteco
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Ser Empreendedor | Elas no comando: donas de bar se destacam no comida di buteco

456 views Publicado 19/05/2025 HD · 31:37

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🍻 Bar também é lugar de mulher! No episódio do Ser Empreendedor, vamos contar histórias inspiradoras de mulheres que estão à frente de bares em Campinas, provando que empreendedorismo feminino também brilha atrás do balcão. Conheça a trajetória da Patrícia, que há 9 anos comanda o tradicional Bar da Loira, e das sócias Larissa e Caroline, criadoras do moderno e acolhedor Bardellas. Mais do que servir petiscos e bebidas, essas empreendedoras transformaram os próprios estabelecimentos em pontos de encontro que valorizam atendimento de qualidade, boa comida e um clima acolhedor, tudo com um toque feminino no comando. Pela primeira vez, ambas participaram do Concurso Comida di Buteco, uma das maiores competições gastronômicas do país, que em 2024 alcançou a marca de 42% de participação feminina na administração dos bares inscritos. O crescimento das mulheres nesse setor tradicionalmente masculino mostra que liderança, inovação e carinho no atendimento também são ingredientes de sucesso. Durante o programa, elas compartilham desafios, conquistas e os segredos de manter um negócio de pé mesmo em tempos difíceis. Também falam sobre o impacto da visibilidade feminina no setor de bares e como quebram estereótipos todos os dias — com garra, sabor e muita personalidade. 📌 Um conteúdo imperdível para quem ama boas histórias, torce pelo empreendedorismo local e acredita na força das mulheres à frente dos próprios negócios. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas 🎥 Vídeos relacionados da TV Câmara Campinas: Mulheres Empreendedoras: Força e Inovação nos Negócios Locais 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=6fVDFmDOxDU Comida di Buteco: Tradição e Criatividade Gastronômica em Campinas 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=u_no9jitKI4 Ser Empreendedor: Negócios que Nascem da Paixão 🔗 https://www.youtube.com/watch?v=tD0U7xUS0wY #serempreendedor #mulheresempreendedoras #comidadibuteco2024 #barécoisademulher #bardeloira #bardellas #tvcamaracampinas #campinassp #empreendedorismofeminino #gastronomia #negocioslocais #mulhernonegocio #mulheresnocomando #baresdecampinas #mulheresdonas #botecoecultura #tvpublica #comidacaseira #atendimentocomqualidade #empoderamentofeminino #reelsbrasil #shortsbrasil #botequinhos #chefsdoboteco #empreendacomelas #históriasinspiradoras #petiscosdeboteco #saborfeminino #forçafeminina #cozinhadeboteco #baresbrasileiros #mulheresfortes #camaracampinas #campinasbrasil #gastronomiacampinas

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Olá! No Brasil, 1.600.000 mulheres atuam formalmente em bares e restaurantes. Um levantamento feito pela Abrazel, a associação que representa o setor aponta que elas dominam 38.22% 22% como sócias em estabelecimentos como este, com índice bem acima de outros segmentos, o que mostra que lugar de mulher também é no [Música] bar. O índice de mulheres no setor da gastronomia é superior ao registrado no comércio de 35.15%. 15%, agropecuária 36.61% e na construção civil 24.10%. Além da forte presença no mercado de trabalho, as mulheres estão conquistando cada vez mais espaços em cargos de liderança, como é o caso da Patrícia, que já trazia na família essa vivência atrás do balcão. Eu fui criada embaixo de um balcão. O meu pai, ele tem o bar desde antes da gente nascer, né? Então já vem um pouco da eh de família, né? essa área do comércio e esse comércio hoje onde a gente tá, esse ponto, né, já existia um bar há bastante tempo, mas não era o do seu pai, não, não era o bar do meu pai, era um outro bar aleatório. E aí meu marido sempre teve um sonho, vamos ter esse bar, eu queria ter esse bar e conseguimos em 2009, né, comprar o ponto comercial e foi quando a gente começou aqui. É, nesse primeiro ano, o meu marido, ele trabalhava num outro emprego para manter as contas de casa e eu fiquei aqui no bar sozinha por um ano trabalhando no bar. E aí foi aonde que começou a loira, né? Aí ficava todo mundo loira, loira, loira, porque eu toquei o bar praticamente um ano sozinho. Eu tinha que esperar ele sair do serviço para vir me ajudar. Então eu fiquei à frente de tudo mesmo. E aí loira, loira. Mas aí tem uma questão, sempre quando a gente fala no início de um negócio, geralmente voltado a a bar, nesse nesse quesito, geralmente é a mulher que ah, ela ela começou fazendo um salgado e trazer aqui no bar eu vender. Como que foi esse negócio de você desde o início já tá aqui todos os dias? Você praticamente você tinha o apoio dele, mas você é quem levava esse negócio? Sim. Eh, eu amo cozinhar, eu amo toda a área do bar, eu amo fazer drink, eu amo fazer comida, eu amo atender cliente, eu amo todas as áreas. Então eu tomei à frente e fui eh fazendo tudo isso acontecer, né? E por conta realmente de gostar, fui implantando eh porções, caldos e o nicho de público acabou mudando, né? Eh, era um bar aqui antigamente, antes da gente, eh, esse bar era muito um bar masculino e aí quando uma mulher toma frente, outras mulheres começam a vir também. E aí o nosso nicho de clientes começou a mudar, as mulheres dos clientes também começaram a vir no meu bar e a comida também atrai um outro público, né? Não é um bar só de bebida. Então, como eu fazia comida, sempre fiz eh comida bem relacionada à bar mesmo, moela, mocotó, dobradinha, feijoada. Então, eh tudo isso foi ajudando, né, o meu público e a gente ir se mantendo e cada dia mais a gente ir aumentando o nosso cardápio, né, e o a nossa clientela. Mas aí o que foi moldando essa clientela? Foi o cardápio ou a clientela que foi apresentando uma demanda e você foi adaptando esse cardápio? Eh, o cardápio ele ajuda muito moldar a clientela. Eh, quando você trabalha com comida, é, é como eu falei, antigamente vinha só homens, de repente começa a vir as mulheres também, tanto por ter uma mulher atrás, por trás de um balcão e tanto por você ter um cardápio. E aí a gente vai mudando de acordo realmente com a clientela. Mas eu sempre tive um sonho assim, tipo, de ser um bar raiz mesmo. Tanto que hoje a gente eh tá em outro pós-reforma, né? A gente tá em outro patamar, vamos dizer. Não digo patamar, não sei qual a palavra exata de se usar, mas assim, a gente tá em mais evidência, rede social, você acaba, né, tando mais instagramável, vamos dizer, porém eu mantei as origens, porque eu sempre gostei de ser um bar raiz, de manter a moela dobradinha no cardápio, rabada, mocotó, né? Então eu acho que isso é importante. Você disse que as pessoas falavam: "Ah, vamos lá no bar da loira". Então, inicialmente não era esse nome? Não, quando a gente pegou o bar no início, eu coloquei o nome do bar do meu pai, que o meu pai é bar do alemão, era, né? Hoje meu pai não atua mais. Aí eu coloquei Barda Alemão dois, mas a gente tinha muita dificuldade até em assumir o nome, não pegava. Aí todo mundo loira, loira e depois a gente mudou para um segundo nome. E aí com 7 anos que a gente tava aqui, que foi quando a gente estava realmente enraizado, com clientela, tudo formado, a gente resolveu assumir o bar da loira. E por que eu resolvi assumir? Porque é difícil, né, bar da loira. Tem gente que às vezes assimila com ah, que não é um bom lugar ou que é não é um lugar familiar. E pelo contrário, a gente é um comércio muito familiar, que vem muita família, criança. Rompendo preconceitos e dando uma cara própria ao ambiente, a empreendedora teve que mudar a mentalidade. Nessa escolha do nome, você teve que lidar com o preconceito dos outros ou com a sua própria perspectiva desse preconceito? Eu acho que a gente tinha mais preconceito a gente do que os outros, né? Mas aí quando a gente tava já bem enraizado, eu sou muito amiga dos meus clientes, das mulheres dos meus clientes. Então quando a gente tava enraizado, eu não via mais problema. Eu falei: "Ah, agora a gente já tem a cliente, ela tá tudo bem, eu acho que não vai ter mais problema com relação à baro", né? E hoje a gente tá registrando a marca, tá em processo de registro, é uns dois anos para sair, a primeira etapa já faz um ano e meio que a gente tá em processo do registro do bar da loira e assumimos mesmo e tá dando super certo. Hoje nessa gravação, nós estamos entre o horário do almoço e o horário em que o estabelecimento funciona efetivamente para o bar. Como que é a rotina de vocês aqui? É complicado. Eh, porque daí há um ano atrás foi quando eu resolvi trabalhar com almoço, que era um sonho realmente trabalhar com almoço, eh, servir marmitec, servir refeição, prato executivo. Então, sempre foi um sonho. E aí eu consegui, né, construir essa cozinha. Eh, a gente ainda tá eh, como que eu posso dizer, em processo de muito trabalho, né, para isso acontecer. Não é fácil trabalhar com alimentação, é bem difícil, mas tá dando certo, graças a Deus, uma boa aceitação, mas é muito, muito trabalho. Uma rotina que começa a que horas? A cozinha abre às 8 da manhã, o salão às 11 e aí vai das 11 da manhã até às 11 da noite o salão. Você tem colaboradores em turnos? É isso. Dois turnos. É, são dois turnos de equipes, eh, tanto de cozinha e salão. E aí tem tudo isso, você tem que ficar, eh, não que eu eu acho que eu trabalho até mais hoje, né? Porque você tem que estar sempre em cima de tudo, vendo se tá tudo certo. Não sei se todo mundo é assim, mas eu sou. Então, eh, a gente, eu fico acompanhando a menina que tá atrás do WhatsApp para ver se ela tá tirando o pedido certo na Copa, se tá dando tudo certo, na cozinha, se tá dando tudo certo, no salão, se tá tudo certo. Então, é um trabalho intenso. Fiquei exatamente um ano sozinha. Com um ano a gente viu que não dava para levar essa vida em dois empregos. E foi onde a gente foi a melhor escolha, na verdade, porque a gente achava que o dinheiro assim, ah, a gente precisa daquele dinheiro para pagar as contas de casa, né? Mas se não tivesse feito essa escolha, talvez a gente não teria investido aqui e a gente tá aqui até hoje. O Comida de Boteco nasceu em 2000, com objetivo de resgatar os botecos autênticos. Estabelecimentos de Campinas participam há 15 anos do concurso, inclusive com bares da cidade que ganharam a premiação nacional. Patrícia conta que este era um dos desafios do seu negócio. Já faz algum tempo que eu sempre vinha sendo convidada, mas eu nunca me sentia preparada porque eu não tinha estrutura, realmente, eu não tinha uma cozinha, eu fritava aonde a minha copa hoje que eu vou apresentar para vocês. Então ali eram feitas mais frituras, então não tinha estrutura, então eu falava: "Não tem como entrar, porque eu não tinha nem freezer para quantidade de cerveja, sistema, para você tirar pedido." A gente sempre trabalhou mesmo a moda de eh anotar na caderneta, no papel, somar na calculadora. Então isso é muito difícil para um fluxo, né, que é o que traz a comida de boteco, é um fluxo de clientes muito grande. E aí, eh, eu havia decidido pós pandemia, na primeira que quando eles voltaram, eu, eles me chamaram novamente e eu me cadastrei e a gente passou, minha sogra faleceu nesse logo nesse processo e aí a gente decidiu eh por não continuar nesse ano. E aí agora esse ano o convite veio, a gente aceitou. E como foi para vocês, né, esse desafio? Maravilhoso, maravilhoso. Assim, eu esperava que era bom, mas não esperava que era tanto. Eh, eu acho que realmente é o que eu precisava, né, para para conhecer novos clientes, novos clientes nos conhecer, né? Então, gostei muito mesmo. Eh, para mim poderia ficar um ano de concurso que eu aguentaria. Você já percebeu que, por exemplo, clientes que chegaram até o seu estabelecimento via concurso retornaram depois pelo seu cardápio, pela sua bebida e tudo mais. Já desde o primeiro dia tem várias pessoas, vários clientes que vieram para fazer circuito, que a gente fala, né? O cliente, ele faz o circuito, ele escolhe os bares, aí ele sai, tipo assim, em um dia ele vai em 8, 10 bares. E aí a gente se deparou com vários clientes que quando eles chegavam aqui eles não saíam mais, então eles não iam para fazer o circuito porque eles gostaram do atendimento, de ficar aqui com a gente, de curtir como é o nosso bar, calçada, rua, árvore. E então isso também é muito prazeroso. Quando a gente pensa em uma mulher, você mesmo disse que teve que lidar com seus próprios preconceitos em relação a bar. E hoje você tá aqui há tanto tempo, como que é para você pensar: "Eu sou uma mulher que estou à frente de um bar que remete a todo o meu cuidado, remete ao cuidado da minha família e tudo mais?" Eh, como que eu posso dizer? Não é difícil porque é um pouco do meu perfil, sabe? Eu sou eu sou assim, eu sou muito intensa. Eh, se eu não tiver um monte de ocupação, eu não não fico bem. Eu preciso estar sempre ativa, sempre procurando algo. Então, para mim é faz parte de mim, realmente. Como você divide hoje as tarefas com seu marido? E eu cuido de toda a área da cozinha, salão e copa. Meu marido cuida da parte administrativa, que é o que eu não gosto. Então essa parte de ADM é ele que faz. Eh, o restante eu faço tudo. Compra de alimentação de cozinha, eh, escala de funcionário, tudo, música, tudo. Quais são os projetos futuros? Estamos em reforma novamente, eh, porque a gente usa muita calçada e rua e a gente se depara muito com clima e isso atrapalha muito a gente e a equipe que trabalha com a gente, né, bem dizer, é fixa, por mais que tenham freelances assim, mas a gente tem a galera fixa e aí a gente fica com uma estrutura que às vezes a gente não consegue manter pelo fato de clima tempempo. Melhor explicando melhor. e choveu, esfriou, então tem um espaço muito reduzido interno, aonde a gente comporta poucos clientes e a é a minha estrutura de funcionário são as mesmas. Então a gente precisa agora, que é o que a gente tá fazendo, dando início a segunda etapa de reforma para que comporte mais clientes na área interna e a gente consiga manter a equipe. Criatividade, resiliência e muito trabalho. As empreendedoras de boteco mostram que é possível superar os desafios e transformar as suas ideias em negócios bem-sucedidos. Além de movimentar a economia, elas promovem a mudança cultural e social, provando que o bar é um lugar acolhedor a todos. Um mercado mais diverso e inclusivo, rompendo com preconceito e falta de oportunidade. Elas dão uma cara muito própria para esses ambientes, equilibrando-se entre a gentileza e a firmeza com o público que não é nada fácil. Para sócias Caroline e Larissa, foi necessário passar por uma transição, já que a Carol começou a administrar o bar do pai, que era totalmente diferente do que é hoje. Meu pai, ele foi dono daqui por uns 15 anos, até mais, né? E o bar era exatamente nesse local. Chegou um momento em que meu pai, ele começou a ficar doente e ele ficou impossibilitado de trabalhar. Aí eu trabalhei com ele durante uns se meses, né? E aí eu queria transformar o bar num bar familiar, num bar em que as pessoas pudessem sentar nas mesas, nas nas mesinhas na calçada. Antes qual era a característica? Era um bar raiz. Era um bar que as pessoas vinham até o ao balcão e ficava tomando cachaça, sabe? um bar mais masculino, digamos assim, naquele modelo mais antigo. Exatamente. Exatamente. Exatamente. E aí durante esses seis meses, eh, eu trabalhando com ele, eu queria transformar no que o bar é hoje, né? Só que eu não conseguia. E aí chegou um momento em que meu pai, ele ficou totalmente impossibilidade de trabalhar. Conversei com a minha família e fiz uma proposta. Se eu pudesse tomar conta do bar, né, todo como um todo, né, administrar o bar. E eles toparam. Então, foi aí que surgiu o [Música] Bardelas. Conheci a Carol. Eh, ela tinha pego o bar do pai, tava tendo alguns problemas particulares, isso, aquilo. E a gente conversou, falou: "Vamos abraçar uma causa, vamos tentar". E começamos lá praticamente do zero lá de baixo e fomos trabalhando, trabalhando, eu e ela dia após dias e chegamos até aqui. Me conta um pouquinho como que é a sua rotina de empreendedora, porque parece que você tem uma outra atividade e juntamente com isso empreende. Tem, eu trabalho numa empresa já há 20 anos, trabalho na parte de recursos humanos, administrativo. Então, acordo cedo, vou para lá, resolvo as coisas, às vezes fico um home office paralelo com isso, compra do bar, financeiro do bar, corro para cá, preparo as coisas e vamos embora. E por que quando você veio, você falou: "Olha, pode deixar que eu cuido da cozinha". Eu amo cozinhar. Eu am amava cozinhar paraa minha mãe e assim amo. É uma terapia, é uma coisa que eu faço sem sacrifício. É por amor mesmo. Também te trouxe uma memória afetiva? Trouxe bastante. A Larissa veio para revolucionar a parte da cozinha, né? Eh, mudou bastante porque ela é uma pessoa que gosta muito de cozinhar, ela tem amor pelo que ela faz. Então, ela trouxe coisas novas, eh, porções novas, deu aquele toque diferente, algum tempero diferente pro bar. Então, foi muito legal depois que ela veio. [Música] A gente trouxe a música justamente para atingir todos os públicos, né? eh a galera que gosta de um pop rock, de um sertanejo, um MPB. Então isso faz com que várias pessoas, né, de vários lugares também venham ao bar delas. E nesse contexto, de que forma que vocês conseguiram atingir esse público? Foi boca a boca, foi rede social? Quais foram as ferramentas que vocês utilizaram? A princípio foi muito boca a boca, né? eh nossos nossos amigos vinham pro bar e aí a inclusive uma coisa bem legal que alguns clientes do meu pai ainda frequentam o bar delas, né? E essas pessoas elas viraram amigas, né? Eh, fazem parte do nosso dia a dia. Então, um vai falando com o outro e hoje a rede social ajuda muito também. A gente cresceu muito pelo Instagram e por outros meios também de redes sociais, WhatsApp. A disputa que elege o melhor boteco do país nos planos das empreendedoras. Na etapa regional, o concurso elege o melhor boteco de Campinas, Jaguariúna e Sumaré. Os eleitores não apenas escolhem o melhor prato raiz, mas também a temperatura da bebida, o atendimento e a higiene do estabelecimento. Na competição, os votos do público e dos jurados definem as notas e o ranking dos participantes. Era um sonho nosso participar do convidado de boteco. E aí o esse ano a gente conseguiu realizar. Então quando surgiu o convite a gente na hora aceitou. na hora. Foi um sonho realizado. E o que isso agregou ao seu negócio? Muita gente diferente vem no bar. Isso foi muito legal de diversos lugares. Eh, pessoas assim vindo ao bar e elogiando a comida, elogiando o atendimento, eh, elogiando o local, o ambiente. Então, foi muito legal, uma experiência assim maravilhosa que a gente teve esses essas três semanas. Você tá à frente do bar quanto tempo? Então 9 anos. 9 anos. Como que a sua família vê essa trajetória daquela jovem que ajudava o pai no bar e hoje tá à frente desse negócio? A minha família tá muito orgulhosa, muito orgulhosa. E o mais legal que tinha pessoas da minha família que não frequentavam o bar delas e agora eu não saio daqui. É muito interessante. É muito interessante até amigos, pessoas que não frequentavam. Eh, por exemplo, minha manicure, semana retrasada, eh, eu faço unha com ela faz 6 anos e aí semana passada por causa do comida de boteco, ela apareceu. Então, assim, eu fiquei muito feliz. O comida de boteco proporcionou muita coisa interessante pra gente. E quando veio o desafio do comida de boteco, vamos pensar em uma receita para participar. Como foi, gente? Foi assim, foi quando eles entraram em contato comigo a primeira vez, eu até chorei. Foi um, era um sonho nosso, era um sonho ser vista. E a gente sabe a repercussão que é o concurso, né? Eu sentei com a Carol, falei: "Carol, o que que a gente vai criar? O que que a gente vai fazer?" Pensamos em pensamos em várias coisas, chegamos no lanche porque o nosso boquinha de anjo modeste parte é sai muito, é muito bom. Conciliamos com coração de frango, que é uma porção também que a gente tem sucesso aqui, e criamos, montamos o lanche e participamos. Dias de loucura na cozinha. Loucura. Só eu que fiz, só eu cozinhei. Tinha os os meus ajudantes, mas quem montou todos os lanches durante o concurso inteiro, eu falei pra Carol: "Ninguém vai pôr a mão, sou eu e acabou". E como foi essa experiência? Quase morri. Cansei. Foi, foi, foi, foi uma loucura. Tivemos nosso, um retorno fantástico, muita gente diferente, muita gente conhecendo o bar, muita gente elogiando. Você já chegou a ver clientes que vieram pelo concurso e que já voltaram aqui? Clientes que assim, o pessoal ia passar a cédula para votar, eles falaram: "Não, eu já voltei, eu já vim comer, voltei para para comer, porque eu adorei, foi bem legal". Eh, hoje em dia tem muitos bares eh a nível Brasil que são comandados por mulher. A gente tem um dado que é de 42% dos 1 mais de 10000 botecos que estão na nossa base, 42% são comandados por mulher, né? Então, acho que isso é muito importante. Desde quando eu entrei eh nessa função que é além de coordenar Campinas, eu faço a captação desses botecos, o convite para eles, né? Não era tão comum ter mulheres assim. Esse ano, especialmente nós temos vários exemplos de que onde as mulheres é que comandam mesmo ou se elas não comandam sozinhas, elas estão ali à frente também dividindo ou com seu marido ou com seu pai. E é muito importante até pela credibilidade eh que passa o bar dele da pessoa ter certeza que é um bar familiar. Essa essa essa às vezes tem alguns alguns bares que eles têm alguns perfis assim que é mais bar de dose que a gente chama, né? Mas um bar onde a mulher tá à frente ela passa muito mais credibilidade e elas estão dominando aqui em Campinas. Com certeza. Com certeza o que você oferta também chama muito mais público. Assim como nós temos esse dado de 42% de CNPJ, a gente também tem outro dado de quem frequenta, pelo menos os nossos botecos do concurso, são de 55% de público feminino, né? Então, a gente faz esse levantamento durante todo o concurso. Eu acho que essa essa nova esse novo olhar que a mulher coloca dentro, desde a escolha do cardápio, né, tem eh os drinks mesmo, como você falou, coisas mais suaves, coisas até sem álcool. A mulher ela é mais detalhista na hora de escolher e de apresentar. Então esse toque feminino, eu acho que faz toda a diferença para levar a mulher pro bar mesmo, para ela se sentir segura de levar a família dela, de com as amigas dela, que sabe que não vai acontecer nada, né, que não vai ter nenhum episódio desagradável de repente. Então eu acho que é muito importante a mulher tá ali e e se colocar mesmo ali à frente toda esses detalhes que só a mulher traz para um boteco. Como foi o seu contexto? Você disse no início, olha, desde que eu entrei, né, nesse projeto, como que foi você, Bianca, mulher, nesse universo de botecos? Quando eu já era fã do concurso, né, então eu já frequentava bastante. Eh, eu herdei essa vaga de uma mulher também. Então, nessa vaga aqui em Campinas sempre foi uma mulher que teve que teve esse essa função. E no começo eu fiquei um pouco assim segura de falar assim porque as pessoas falavam: "Ai, você é ah então você é botequeira, então você vive em boteco de de ser uma coisa assim meio pejorativa, né?" Mas não foi. Com o passar dos anos, a gente foi vendo que eh boteco também é lugar de mulher, que é um negócio como qualquer outro, que ele eh é o sustento de muitas famílias, né? Muitas famílias dependem disso. Então, e eu fui vendo uma evolução mesmo do bar. Eh, a nossa, a gente, o concurso, ele tem um, uma missão que é transformar vida através da comida de raiz, né? O boteco como extensão da sua casa. Então, é o que a gente se sente. E uma mulher ali na frente, ela faz mais, ela traz mais isso ainda pra gente, né? A gente tem aquele conforto de chegar e falar assim: "Nossa, esse ano a gente teve, por exemplo, a o bar da loira, a gente, você chega lá nesse bar, ela está na frente, exatamente do bar. Ela fica na frente do bar e você já entra, você fala assim: "Nossa, este é o bar da loira, você cardápio dela é incrível o cardápio dela, cheio de comida mesmo, você pode alimentar sua família e ao mesmo tempo se divertir. Tem coisas gostosas, tem drinks gostosos, cerveja gelada. Então, essa essa evolução que a gente passou, eh, os botecos eles eles se transformam mesmo e as mulheres no detalhe é que faz a diferença. Com certeza. Eh, a princípio elas ficaram um pouco inseguras porque é realmente um concurso que mexe bastante com o público. O público ele é ele é chamado mesmo para ir nesses botecos que às vezes não conheciam, né, que eles não tinham o o contato assim de de frequentar, de só ouvia dizer, mas não ia. Então, quando entra no concurso, o volume de pessoas que vai até você é muito maior, não é mais só a sua vizinhança, a sua clientela. Então, elas ficaram meio eh inseguras. A princípio, a gente teve uma conversa muito legal, eu soube da história delas também, foi um bar que foi herdado do pai, né? E mas elas toparam, toparam com tudo. A Lari na cozinha e dedicada 100% na cozinha. Ela não abandona, ela fica lá o tempo inteiro até para cumprimentar a gente. Eh, tipo, tem que ser num horário tranquilo assim para ela, porque é muita responsabilidade, né? O bar delas é um bar eh que é um bar mais afastado, mas é um bar muito charmoso e elas são são muito receptivas, assim, foi muito gostoso trabalhar com elas. Elas entenderam o que era o projeto, vestiram a camisa e se deram muito bem. O lanchinho delas aí arrasou. Quando uma mulher vê que a outra já está lá, fica mais fácil puxar a fila, né? Então, eu já tenho aqui uma lista de bares. Quem tiver uma sugestão também pode entrar em contato com o nosso com o nosso site que eu vou até lá também para para conhecer. E com certeza se for um uma estabelecimento que é bacana, com certeza vai entrar paraa nossa base também. Eh, e só um detalhe que a gente não falou, o campeão, apesar de chamar Bardo Durante, né, ele está lá à frente também, mas também são duas mulheres, é a esposa dele e a sogra dele. Então, muito emocionadas, inclusive, são duas mulheres que estão lá, estão lá, cozinham, atendem, estão lá à frente de tudo vez no concurso, né? Oi. Eles estavam pela primeira vez no concurso. É isso. Pela primeira vez foi um bar novato de Jaguariúa e que já levou o troféu. Já já foi. Já já eles já são campeões de Campinas, então, da do circuito de Campinas, né? Porque Campinas engloba outras cidades. Então esse ano o circuito de Campinas quem ganhou foi um Bard de Jaguariuna. mulher também ali na frente junto com seus parceiros. Exatamente. É muito bonito de ver. Muito bonito de ver. Muito obrigada, viu, Bianca? Até mais, viu? Até. Tchau. No setor de bares, as mulheres representam 54% da mão de obra formal. No informal, esse percentual sobe para 56%. A maior presença de profissionais mulheres coincide com a maior frequência da clientela do sexo feminino, dizem as entrevistadas, que apostam em um ambiente familiar em um novo contexto de boteco, incrementando inclusive o cardápio de bebidas em um ambiente mais acolhedor, deixando para trás aquele estigma dos bares de antigamente. É muito legal isso, a questão da mulher estar à frente, principalmente do bar, né? Porque o bar é algo que é visto como eh masculino, né? Então, quando as pessoas vêm aqui, entram no banheiro, eh, é cheiroso, o ambiente é cheiroso, fala assim: "Nossa, realmente aqui em umbard ministrado por mulheres é diferente". Então, a gente fica muito feliz com isso. Bar também é lugar de mulher? Com certeza. Com certeza. E a gente fica muito feliz em ver eh outros bares também sendo administrado por mulheres, ver mesas eh com mulheres tomando cerveja, família. A gente fica muito feliz, de verdade. Nós, no caso aqui, todos os clientes respeitam. A gente não passou por nenhum constrangimento. Às vezes alguém se altera um pouco, a gente conversa com jeitinho e não temos problemas, somos respeitados. Eu acho que quebramos vários tabus. É um orgulho. É um orgulho assim, onde onde nós chegamos, as mulheres chegaram, né? Assim, é fantástico. Eu amo acordar cedo, eu amo ter meus afazeres, eu amo vir para cá, eu amo cozinhar. É um prazer. Eu acho que assim, se tirasse isso de mim, aí seria ruim. Eu amo. É uma luta, é um sacrifício, cansa muito. Às vezes falo para Carol: "Nossa, não aguento mais isso, aquilo. Dá uma respirada, vamos embora". E a hora que as coisas começam a dar certo, a a gente ter um reconhecimento é muito gostoso, é maravilhoso. Boteco é lugar de mulher? Sim. Boteco é lugar de mulher, sim. Boteco é lugar de mulher. [Música]
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